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Xadrez da volta da comunidade de informações

Atualizado às 13:20

Não é surpresa que as duas notícias mais relevantes sobre as manifestações anti-Temer tenham sido de veículos fora do mainstream.

No dia 8 de setembro, o blog Ponte divulgou a presença de um agente infiltrado nas redes de namoro Tinder e Facebook, com participação ativa na prisão dos 26 manifestantes (http://ponte.org/?p=17404) mantidos em isolamento.

Sob o codinome de Balta, o agente infiltrou-se também em um grupo de WhatsApp. Nas mensagens do grupo, a Ponte não encontrou nada que sugerisse atos de violência. Coube a Balta sugerir o encontro no Centro Cultural São Paulo. Lá, deu-se a batida da PM e a prisão. Enquanto os detidos eram levados para uma viatura, Beta era isolado do grupo.

Entrevistado, o coronel Dimitrios Fyskatoris, comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), afirmou que a detenção do grupo ocorreu por acaso.

No dia 9, El País identificou o agente infiltrado (https://is.gd/e7ZZoW). Tratava-se do capitão do Exército Willian Pina Botelho, da comunidade de inteligência.

Peça 1 – as duas pinças do aparelho repressor

Nesses tempos de informação online, confirma-se o que o Xadrez já vinha prevendo pelo menos desde 7 de maio.

No "Xadrez do governo Temer e o fator militar" (https://is.gd/4nhJKW) mostramos as duas pinças que estavam sendo montadas para devolver protagonismo aos militares: a recriação do GSI, entregue ao general Sérgio Etchegoyen, e a entrega do Ministério da Justiça a Alexandre Moraes.

"Do lado de Temer, uma das maneiras de desviar o foco das críticas seria a criação do inimigo interno. Nos últimos anos, uma certa imprensa de ultradireita recriou versões tupininquins da Guerra Fria, com pirações de toda ordem – como a invasão das FARCs, a aliança com as forças bolivarianas. A tentativa de recriação da legitimidade política das Forças Armadas passa por aí".

(…) A maneira dos militares voltarem para a política seria através da recriação de uma estrutura militar de controle no governo federal, mas diferente do extinto GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) e mais próximo do SNI (Serviço Nacional de Informações) e da segurança presidencial".

Os movimentos do jogo estão aí:

Movimento 1 - a recriação da GSI, colocando embaixo dela a Abin (Agência Brasileira de Inteligência e o Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência)  com as comunidades de inteligência, com vistas a envolver as Forças Armadas na repressão interna. A aprovação da Lei Nacional de Inteligência (https://is.gd/n5mj1P) consolidou o novo modelo.

Movimento 2 - o carnaval em torno dos supostos terroristas islâmicos, a fim de recriar o mito do inimigo externo e justificar a entrada das Forças Armadas no jogo.

Movimento 3 - a coordenação da repressão às manifestações pelas Polícias Militares. Há sinais de participação direta do Ministro Alexandre de Moraes nesse jogo (https://is.gd/pIispG e https://is.gd/C4gsGj). Desde maio, aliás, Moraes já tentava recriar o clima pós-64 equiparando os protestos pró-Dilma a atos de guerrilha (https://is.gd/9lgLvC).

Peça 2 – a generalização do conceito de inimigo

A repressão de domingo traz um dado assustador.

Os “inimigos” identificados eram jovens, adolescentes em sua maioria, a maioria deles “socorristas” – preparadas para socorrer manifestantes vítimas de gás lacrimogênio. Todos foram levados para a delegacia e mantidos incomunicáveis por várias horas e ameaçados de enquadramento como “organização criminosa”. Para sua sorte, o caso caiu com um juiz legalista e corajoso que mandou solt;a-los.

A pesada e injustificada repressão aos manifestantes mereceu cobertura das reportagens online – devido à óbvia dificuldade em enquadrar os repórteres na hora. No dia seguinte, meras reportagens burocráticas dos jornalões. Deu-se mais espaço a UM fotógrafo da UOL que teria sido agredido por UM manifestante. E retomou-se o caso do cinegrafista morto por um rojão de um black bloc em manifestação do Rio de anos atrás. Escondeu-se a informação de que, no domingo, coube a seguranças da CUT – e não à PM – conter os black blocs nas manifestações.

Pior: a primeira prova de envolvimento das Forças Armadas na repressão – o caso do capitão – foi ignorado pelos jornais. Chegou-se ao cúmulo de tirar lições políticas positivas do “look” da primeira dama, e ignorar-se a participação de um capitão da ativa na repressão.

Peça 3 – a radicalização da repressão

O vácuo político abriu espaço para as corporações de Estado.

Os setores técnicos das Forças Armadas e os combatentes na ponta não são chegados à política. O envolvimento das Forças Armadas está sendo comandado pelo General Sérgio Etchegoyen e por setores da burocracia brasiliense. As comunidades de inteligência voltam ao primeiro plano. Em vez de se dedicarem à guerra cibernética, à segurança das pesquisas brasileiras ou do pré-sal, sua missão será recriar a figura do inimigo.

No início, foi o carnaval em torno dos tais terroristas do Estado islâmico. Depois, dos movimentos populares. Agora, chegaram aos filhos da classe média paulistana. Entre a rapaziada que se organizou para as manifestações poderiam estar filhos de procuradores “coxinhas”, de juízes, de jornalistas, armados de gaze, vinagre e outros elementos para socorrer pessoas sufocadas por gás ou pimenta.

Atravessaram muito rapidamente as fronteiras sociais. Imagine-se o que não sucederá na base da pirâmide. Na divisão de trabalhos, caberá à dobradinha GSI-PM a repressão a qualquer forma de protesto de rua. E aos procuradores da Lava Jato  a repressão continuada aos quadros políticos.

Peça 4 – as forças anti-repressão

Aí se entra em um quadro complicado: institucionalmente, não há forças capazes de se contrapor a essa escalada do arbítrio.

Mídia – não se espere defesa de movimentos populares ou de pobres da periferia: não são seu público. Os manifestantes de domingo, sim. A indignação com a violência da PM transbordou dos canais político-partidários. Era a oportunidade de expressarem a indignação, até como maneira de legitimar suas campanhas pró-golpe. O fato de não se manifestarem, ou se manifestarem timidamente, sobre os abusos da PM paulista, e de esconderem a participação do capitão do Exército na criminalização de um grupo de jovens, é significativo: jogaram a toalha. De um lado, devido à pesada crise financeira por que passam. De outro, pelo uso continuado do cachimbo da direita, que os deixou de boca torta. Estão sendo tratados com cenoura e chicote. Na semana passada, a Folha recebeu em almoço a nova diretoria da Caixa Econômica Federal. Ontem, comandantes do Exército.

Judiciário – dependerá cada vez mais da ação individual de juízes. À esta altura, nada se pode esperar do STF (Supremo Tribunal Federal) ou dos tribunais superiores. Os bravos Ministros do Supremo abriram mão de analisar a ilegalidade do golpe, foram cedendo a cada passo, imaginando ser o último, pretendendo afastar de si o cálice da resistência à atual onda de arbítrio, julgando que, alcançados os objetivos de derrubar o governo, a repressão cessaria com em um passe de mágica. A cada dia será mais caro o preço do silêncio. É pungente assistir o Ministro Luís Roberto Barroso derramando diariamente declarações repletas de boas intenções por todos os lados e todos os temas... menos os essenciais. Quando Dilma caiu, suspirou fundo e pensou: poderei voltar à minha doutrinação civilizatória, o discurso do politicamente correto para os salões, sem ser incomodado. Prezado Ministro, lamento decepcioná-lo, mas voces chocaram o ovo da serpente  

Ministério Público Federal – No MPF há um conjunto de bravos procuradores, alguns dos quais correram às delegacias no domingo, em defesa dos meninos presos, ao contrário dos procuradores estaduais. A própria PFDC (Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão) manifestou-se bravamente em defesa do direito de manifestação. Mas no topo do MPF, o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot já escolheu lado. E, no presidencialismo do MPF, é o PGR quem dá as cartas. Nada se espere dele, a não ser o recrudescimento das ações contra políticos adversários, cumprindo o dignificante trabalho de fuzilar prisioneiros no campo de batalha e blindar os aliados.

A receita está dada: Etchegoyen montando a espionagem; Moraes articulando a repressão às manifestações; Janot coordenando a repressão política. E o sentimento democrático brotando em sucessivas manifestações, tanto de manifestantes nas ruas, como de personalidades em abaixo-assinados.

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Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

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Rchiavennato

Desculpe,

mas o autor está misturando " alhos com bugalhos", especialmente no caso do GSI/SISBIN/ABIN. A lei que organiza o SISBIN é de dezembro de 1999, e sempre este "sistema" esteve sob "comando" desse "híbrido militar/civil" . O PT - Seu Lula e Dona Dilma, leia-se - nada fizeram  em mais de 13 anos à frente do governo.

Houve, uma "tímida e tardia" tentativa de mudança em outubro de 2015, mas o Berzoini não se interessou de verdade na "reestruturação" da inteligência no Brasil. Um amigo meu ligado à área disse que mesmo com o PT no poder, a inteligência sempre se voltou para o "inimigo interno", tendo o Gilberto Carvalho utilizado muito a Abin em questões indígenas e fundiárias, assuntos estes que "matam e desagradam" os profissionais de informações. Ou seja, sempre foi assim, e nem Lula e nem Dilma, quiseram de verdade mudar nada, vide a nomeação pela Presidenta do "poste" do general Elito.

A sugestão do meu amigo seria dividir a Abin em duas agências, como na maioria dos serviços europeus, com uma dedicada à área internacional e outra interna, dedicada ao contraterrorismo e ao crime organizado. Simples assim, acabando com o envolvimento de profissionais de carreira (concursados) em casos tipicamente fora de suas atribuições.

Apesar do momento atual, a culpa pelo mau emprego da área de informações nessa questão (meu amigo disse que a imprensa exagera e "fantasia") "vem de longe".

Para o meu contato, a Abin não é um leão todo poderoso; no máximo uma "jaguatirica desdentada ".

 

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Monier.,

Discordo do marco temporal. A

Discordo do marco temporal. A notícia é que o camarada aí estava atuando há 1 ano no setor de inteligência, hospedado em casa de general. Há 3 anos já estava envolvido com coisa parecida, e é militar há mais de 5 anos. Em qualquer caso a preparação para esse estado bizarro de coisas começou ainda no governo Dilma, com ou sem o conhecimento de sua equipe, que teoricamente controlava do Exército à Abin. Leia-se por dolo ou culpa. E não podemos esquecer alguns fatos da História.

Dez anos atrás, quando o que a OAB dizia ainda me interessava, estive em um evento em SP que se falou sobre a pressão americana para fazer passar uma lei antiterrorismo. E naquele tempo de Brasil mais avançado o argumento óbvio era que essa paranóia americana não poderia entrar aqui, que lá eles sofreram um ataque traumático nas torres gêmeas enquanto este aqui é o país da diversidade e da alegria e do oba-oba, e que terrorismo é um conceito fluido demais para virar tipo penal em um estado culturamente mais plural como era o brasileiro da década passada.

[Para os leigos palpiteiros em direito: tipo penal é igual tipo do Gutenberg. Ou encaixa perfeitamente, ou o estado que faça um lei melhor e aplique nos casos futuros. Assim se evita que o agente público resolva ampliar a interpretação do crime no calor da hora para que aquela cachacinha do mendigo incômodo vire porte de droga, que a gracinha do seu filho classe-média no volante vire crime de perigo abstrato, que porte de vinagre a caminho de manifestação contra a polícia vire associação para o terrorismo, dentre outras.]

Pois bem, a paranóia americana entrou na legislação brasileira pela sanção da lei antiterrorismo. Pela tinta da caneta da presidenta Dilma, pressionada pelo casuísmo dos casuísmos que é a realização de uma Olimpíada, e iluminada pela inabilidade petista em lidar com os protestos de 2013. Era menos grave ter declarado Estado de Sítio, que ao menos volta para a normalidade do Estado de Direito Democrático depois de um prazo determinado.

E não se pode esquecer outro fato histórico, que é foi o esquisito inquerito 01/2013 do DEIC - o Inquérito Black-Bloc - que parece ter sido o ensaio para esse tipo de operação. Apesar de todo o sigilo e da pouca informação, parece que ali se resolveu migrar a interpretação jurídica do tipo penal do vandalismo ou então crime de dano para o da associação criminosa [gravemente, associação criminosa com base em afinidade ou idéias políticas, uma bomba totalitária].

Não por coincidência, elegeu-se o DEIC para tratar das questões nessas manifestações de 2016, com orientação para que os manifestantes fossem encaminhados para lá. É de a esquerda pensar pensar se a garantia do juiz natural não deveria ser estendida para uma garantia do "delegado natural", porque o futuro do direito penal é esse das conduções coercitivas por questões ideológicas. Moro ao lado do DEIC, e garanto que não fica mais perto da Paulista do que o distrito dos Jardins, por exemplo.

É grave essa livre manipulação do Direito Penal porque no crime de dano não há o que investigar antes da consumação. Prende-se no flagrante, e se não houver uma prova material, fica difícil de perseguir o indivíduo acusado. Associação criminosa admite esse auê penal que estamos vendo, de prisão cautelar, preventiva, detenção para averiguação, e outra totalitariedades que nossas mentes brilhantes vão inventando para atacar o livre direito à manifestação democrática.

Ao contrário da lei antiterrorismo, no inquérito do Deic não tem a digital da administração petista. Não é preciso dizer que o departamento é estadual, sujeito à dinastia tucana, com o Geraldo no poder. Mas também não se pode admitir ingenuidade de quem tinha todo o serviço de Inteligência nacional nas mãos. Se não consegue pilotar, não peça o tanque de guerra nas mãos. A reação contra essa arbitrariedade já deveria ter sido montada, preparando as leis e as instituições, em especial aquelas que lidam com a defesa de direitos humanos.

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Fernando Cezar Teixeira Hottum

Quem vigia o exército?

Será que o Brasil conta com agentes infiltrados no exército ? A ÚNICA organização que executou atentados terroristas a bomba no Brasil, contra Instituições da sociedade, nasceram no ambiente militar. As explosões nas sedes da OAB, uma das quais matou a secretária da OAB Seção Rio; a explosão de uma das bombas levadas por dois terroristas (ambos do exército), dentro de um carro no estacionamento do RioCentro durante um evento comemorativo do dia do trabalho que reunia milhares de famílias, a tentativa de bombardear o gasoduto do Rio em horário de rush. O povo brasileiro nunca apresentou esses comportamentos, unicamente praticados por militares cuja ideologia não sabemos a que era da pre-história remonta.

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Humberto Manavella

Prezado Nassif Como sempre,

Prezado Nassif

Como sempre, as suas considerações iluminam e enriquecem minha atividade de anlista de material humano amador e desempregado autónomo.

No meu convívio com sociopatas  de diferentes graus de sadismo (esta, uma característica que marca o grau de destrutividade), entre parentes, conhecidos e colegas de serviço, acho que estamos chegando ao topo da crise. O mundo está dominado pelo espírito de sociopatas. Existem em todas as clases sociais mas, o perigo para os mansos aumenta na medida em que ascendemos a escala social. Acho que a elite aqui, no Brasil, hegemonizada pelos nossos irmãos do "norte", consiguiu capturar aqueles sociopatas da classe média através da ação da justiça e da mídia com falascias e sofismas, mas, eficazmente. Na minha função de instrumento de análisis sem apriori, tomar partido por um ou outro lado, acho que já foi um sucesso. Eu procuro sempre nesta atividade, avaliar as verdades propostas e realizar um embate dialético virtual. E é ai onde entram as suas análises esclarecedoras.

Nota: O processo de hegemonização transforma sujeitos em objetos que se submentem voluntariamente.  Os militares e a polícia, como sempre, são utilizadas como recurso da elite para manter a sua composição, logicamente, em salvaguarda do estado de direito.

Portanto, na minha opinião: "mansos, cuidai-vos"

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Francisco Santos

Para sua sorte, o caso caiu com um juiz legalista e corajoso

"Para sua sorte, o caso caiu com um juiz legalista e corajoso que mandou solta-los."

Sorte que faltou a Dilma e a todos os brasileiros injustiçados nesse país...

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(Sem título)

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Uma ideia ou intuição dita de modo próprio pode servir de via de acesso em direção a percepção metafísica do ser e o quanto no universo ele é capaz de constituir por si mesmo para tal transcendência existencial.

Xadrez da volta da comunidade de informações

sabemos a cena e o personagem, mas qual o enredo da peça?

o sujeito está infiltrado. leva algum tempo prá conquistar confiança. o grupo se reúne antes da manifestação. aí de repente chega a polícia. denúncia anônima.

por que ele mesmo faria isto? o cara foi exposto. ferraram com ele. aí ele saca que foi entregue. não tem mais como manter o personagem. é levado com um tratamento diferenciado. o que o expõe definitivamente.

por que ao menos não ser um pouco discreto? porque talvez o cara tenha temido pela própria segurança ao se descobrir entregue. o que aconteceu, ele não sabe ao certo.  quem o entregou, também não sabe. então é melhor se precaver.

afinal, o que ele temia de tão grave para abortar imediatamente a operação?

.

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Pedro Augusto

O General

O General Vencido

 

http://mundovelhomundonovo.blogspot.com.br/2016/09/o-general-vencido.html

 

 

   

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jcordeiro

Terra em Transe?

Nero, com o manto negro ondeando ao ombro, assoma / Entre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte, / Lira em punho, celebra a destruição de Roma.

Olavo Bilac

 

Nassif: a ação atual do Exército nesse “Fora Temer” esta cognominada “Missão 116”. A de número 115 foi a do Rio Centro. Evidentemente, esta seguinte é mais ampla e quase completa, já que os erros daquela foram debatidos e, aparentemente, corrigidos pelo Poder atual. Diríamos ser, agora, um “crime perfeito”, feita para não deixar vestígios. Dizem que a patente de coronel já está garantida ao capitão, tal como na outra.

Você, então, está se perguntando por quê um capitão da inteligência permitiu uma atitude quase infantil, beirando a imbecilidade. Isto também faz parte do plano. Devem estar querendo desviar atenção para outros, agora infiltrados junto aos Sindicatos, nas Associações de defesa civil e até nas fábricas. Até mesmo para testar a opinião popular no episódio.

A grande mídia noticiou que “o exército está investigando o caso”. Mais outra piada. Lembra do inquérito daquele episódio, quando foi forjado um “dossiê”, que acabou sendo arquivado? O sargento Guilherme Pereira do Rosário, morto no local do acidente, e o hoje coronel Wilson Dias Machado foram condecorados com as mais altas honrarias. Só não tiveram mais foi porque a mão do Todo Poderoso acionou o antes o botão da bomba e ao invés de matar os 20.000 como planejado, levou só um dos terroristas da farda. Até isto foi revisado na nova operação.

Pena que ainda não se conseguiu saber os codinomes dos mais de 150 agentes de agora, promovendo arruaças e vandalismos, tudo em nome do Povo. Aqueles do Rio Centro eram, respectivamente, Wagner (Rosário) e Dr. Marcos (Wilson). Os de patente baixa eram tratados simplesmente por “agente”.

Espero que a esquerda, se conseguir reassumir o mando governamental novamente, limpe a eira pela raiz. E crie seu próprio sistema de “inteligência”. Pode ser triste, mas é a realidade das coisas. Contra fatos não há argumento.

Essa de sonhar, como fez Lula, Dilma e os de boa-fé, de “pombos” e “gaviões” voarem juntos em “céu de brigadeiro” ficou comprovado que não cola. O gavião pode perde algumas penas; mais não perde a sanha de predador e exterminador.

O diabo dessa “utopia” é que uma Nação toda pagará caro pelo sonho, incialmente com suor e martírio. Depois, instalados como estão os criminosos da República, com lágrimas e sangue...

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Pois é

Pois é. Está na hora de acabar com esses SGTs. Guilherme Rosário e esses CAPTs. Wilson Machado. Nem no tempo da DITADURA constatamos o que está ocorrendo hoje em termos de "INFORMAÇÕES".  Agora o EB informa que irá APURAR as circunstância do envolvimento do referido militar sediado no COMANDO SUL SUDESTE (ali no Parque Ibirapuera). Com certeza, convocarão do além o Cel. Job Lorena, outro bom especialista. 

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Riocentro X Centro Cultural SP

Se o atentado do Riocentro marcou o começo do fim da ditadura, a tragicomédia grega do coronel Dimitrios no Centro Cultural SP marcou o começo e o fim da dita dura do Nãotema!

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Ed O Culto

Capitão Bardudão

Qualquer idiota sabe que a barba feita e o cabelo bem cortado é obrigação na caserna.

Se o EB vier a público e dizer que nada sabia, pode por a mentira de molho.

Impossível que alegue que o militar agia por conta própria e o modelito Che passou a ser tolerado.

A mentira tem pernas curtas e barba longa.

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Zuleica Jorgensen Malta Nascimento

Eu faço um breve pergunta

Eu faço um breve pergunta àqueles que culpam o PT por todos os males do Brasil, como se o Partido dos Trabalhadores fosse o real inimigo da classe tabalhadora: quantos dias vocês acham que teria durado o governo Lula se ele tivesse investido contra a mídia, as forças armadas, os empresarios e os bancos?

Meu palpite seria um mês, não mais que isso. E tudo que foi realizado, especialmente o combate a fome, não teria acontecido. Mas que diabo, a fome podia esperar a reolução chegar, né?

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Concordo integralmente com

Concordo integralmente com vc. Agora, os "sábios" tem a receita do sucesso, sabem tudo que deveria ter sido feito no ambiente hostil e de poder que não enfrentaram. Sem ter que provar suas teorias, fica fácil, muito fácil. Até eu. 

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Discordo

Cara Zuleica

Discordo completamente. Lula não precisava ter feito muito, apenas mantido a estrutura herdada de seu antecessor, a respeito do Ministério Público, o sistema de " engavetador da república". Mas Lula foi fazer graça, criou a lista tríplice, que não estava prevista na Constituição, e piorou o que já era ruim.

Lula fez pior, descentralizou o comando da Polícia Federal, tornando-a praticamente autônoma. Com isto não tínhamos mais 3 poderes, mas 5, 6, se considerarmos o Procurador Geral e a PF como poderes autônomos por si, e a mídia como outro poder também.

Tudo isto estava previsto por Maquiavel, em seu célebre Livro "O Príncipe", onde ele narra a queda do Império Romano, porque deu poder demais ao exército, no fim os Imperadores de Roma ficaram reféns dos Generais e Maquiavel recomenda centralizar ao máximo a política de estado, para que seus adversários não derrubem o governante através desta brecha política.

Mas a esquerda não lê Maquiavel nem joga Xadrez, né? Isto seria esperar demais do Lula.

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O Impeachment, está seguindo à risca as recomendações de Maquiavel. Quem quiser saber quais serão os próximos episódios da novela política brasileira é só ler o Livro. a elite lê Maquiavel com assiduidade.

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Com relação à mídia, segundo um bom enxadrezista, não pode ser atacada de frente, mas teria de ser emboscada pelos lados e por trás, e só dar xeque mate certeiro quando não puder mais escapar.

Para a mídia, bastaria votar uma lei que proibisse vazamentos de informações judiciais, antes de o caso ser julgado em última instância, assim é em muitos países europeus, assim cortaria-se as asas da mídia.

 

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Mas nada disto foi feito.Maquiavel dizia que um governante deve se preparar para a guerra interna dia e noite, sempre se precavendo contra seus inimigos. Lula foi um bom governante para a economia, mas era ingênuo demais para ser um General enfrentador de batalhas de Xadrez político, e seus inimigos agora vão tirar proveito disto por muito tempo.

 

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Ze Guimarães

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Eduardo Outro

Prezado Zé, o Príncipe sabe

Prezado Zé, o Príncipe sabe tudo de estratégia política só que seus conhecimentos não são aplicáveis numa Democracia. Não sei se Lula leu Maquiavel, sei que não o seguiu, visto que governou democraticamente. Uma coisa muito fácil e "prever" o passado. O impossível, nem Deus consegue, não é blasfêmia, é mudar o passado. Com todos os erros de Lula e Dilma, eles são, de longe, os melhores presidentes entre os eleitos após a ditadura militar, quiça entre os de antes também. Não há porque ficarmos choramingando o passado, até porque o que está acontecendo é um golpe, e golpe não segue qualquer lógica que não seja a golpista, se tem força, se instala, se não tem, esvai-se. Os verdadeiros culpados pelo golpe são os golpistas, cabendo a nós agirmos, no PRESENTE e no FUTURO, para que ele seja breve. E tenha certeza, se por uma hipótese, com base mais em desejo do que na realidade, Dilma ou Lula voltarem à presidência, mesmo sem terem lido Maquiavel (essa afirmação é sua), não cometerão mais os erros que você aponta. Grande abraço.

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Prezado Eduardo

Uma coisa não precisa estar relacionada com outra. Concordo que Lula foi um dos melhores presidentes que o Brasil já teve na economia, e distribuição de renda, porém, isto não significa que ele não tenha sido péssimo em estratégia de defesa de seu governo diante de inimigos. As pessoas as vezes são boas em uma matéria, e ruim em outras.

Lula sim, pode ter sido um dos melhores, mas Dilma, com o Eduardo Cardozo, e o Mercadante, jamais poderá nem em sonhos ser considerada nem uma boa governante. Honesta talvez,mas isto já não está bastando.

O problema é que a oposição estudou Lula por décadas, conhecem tão bem seu modo de agir, que antecipam as suas jogadas, os seus movimentos. . O maior trunfo do Xadrez é a incógnita, a imprevisibilidade, sem ela não pode haver vitória.

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Pelo contrário, caro Eduardo, a Democracia é compatível sim com Maquiavel, inclusive grandes potências como os EUA o leem. O nosso conceito de democracia é que não é compatível com o mundo real. Qual país do mundo dá liberdade irrestrita para um Procurador geral da República? Nenhum que eu saiba. Nos EUA, o Procurador pode ser demitido ou nomeado a qualquer momento, pelo próprio Presidente da República.

Os EUA seguem Maquiavel à risca, e são considerados uma democracia. Ou será que não são? Centralizam poderes... Nomeiam Ministros com mão de ferro, e governam com mão de ferro... Eles não deixam brechas para nenhum golpe, por isto tem hegemonia Imperial no planeta por tanto tempo. Todos as potências e os Impérios fizeram isto. A China faz, Roma antiga fez por séculos. Sem centralização, num país cheio de vendilhões dificilmente não haveria golpe. A democracia deve ser do povo apenas, e não da lista tríplice

Os países amadurecidos, que se desenvolvem, na maioria dos casos tem leis severas, restritivas, pois passaram por grandes sofrimentos, guerras, fome, crises, como foi com Japão, EUA, China, União Europeia. Aí eles aprovaram as leis que tinham de aprovar doa a quem doer, e Maquiavel sempre se mostra ser um porto seguro. A prioridade passa a ser a economia gerando empregos, a qualquer custo, isto é a democracia nestes países. Democracia para eles tem de ser casada com a eficiência. Aqui, com o Judiciário destruindo empresas, e empregos, dificilmente conseguiremos isto. E nem Lula terá pulso para parar a dupla judiciário midiático, uma vez que nem Temer está tendo. Será que teremos de chegar ao fundo do poço para a esquerda rever seus conceitos?

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O desfecho da política brasileira podia ser previsto sim, antes de acontecer, o próprio Maquiavel escreveu que o governante jamais deve dar muito poder aos Magistrados, porque senão o povo se afeiçoará mais a estes do que ao Governante, e estes terão oportunidade de dar um golpe de Estado. Dito e feito, previsto 500 anos atrás.

Qual país do mundo tem lista tríplice para escolher o Procurador Geral da República? Nenhum que eu saiba. Isto equivale a fazer roleta russa, pois a maioria dos Procuradores que escolhem, são oriundos da elite, e de faculdades particulares direitistas, onde lhes martelam dia e noite o anti petismo. Abrir mão de nomear um PGR é uma rematada tolice sem precedentes na história da humanidade.

Culpar golpistas não resolve, eles nem vão mudar por isto, nem vão mudar seu procedimento. O lobo não deixará de comer ovelhas, pois está em sua natureza, a nós cabe a tarefa de fazer cercas e nos proteger dele. O país precisa resolver o problema e não achar culpados.

Dar liberdade irrestrita à mídia, é outra coisa que democracia alguma do mundo faz. Na maioria dos países, civilizados, a mídia só noticia os nomes de réus após o caso ter sido julgado em última instância.

Nomeações republicanistas foi outro erro gigantesco, Lula nomeou Joaquim Barbosa sem uma única entrevista sequer, sendo que até para emprego de cozinheira, se pede entrevista. Nomeou na sorte, fez roleta russa e perdeu. E não tinha ninguém que o avisasse da magnitude do risco que corria. Dizia Maquiavel, que pela qualidade dos Ministros  nomeados se avalia a competência ou incompetência do Governante. Avaliando por aí a coisa está feia. Dito e feito.

Muitos erros gravíssimos, juntos, não tinha como dar certo em hipótese alguma. O jogo chegou numa fase que precisamos de um jogador Grand Master, talvez Ciro Gomes. Somos gratos ao Lula, mas ele não tem como dar conta do recado daqui em diante mais, quem duvidar, que pague pra ver.
 

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Ze Guimarães

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Eduardo Outro

Caro Zé Guimarães, só para

Caro Zé Guimarães, só para clarear alguns pontos:

-Não afirmei que Dilma foi uma grande presidenta. Até poderíamos discutir porque não o foi mas vou deixar fora pra não mudar o assunto. Eu disse que, ela e Lula, comparativamente aos outros, foram os melhores;

-Consta que Lula escolheu Joaquim Barbosa por indicação, entre outros, de Frei Beto e Marcio Tomas Bastos, que não podem ser considerados "roletas". Alguém se levantou contra a nomeação? Hoje é fácil dizer que foi uma nomeação errada mas na época ninguém viu isso. E se JB tivesse agido de outra maneira? Fux não ia "matar no peito"? É a história de que só "prevemos" o passado;

-Os EUA são sim uma Democracia, só que apenas internamente. Eles elegem seus representantes, não há golpe de estado, há liberdade de expressão, etc., etc. etc. E para isso as Instituições garantem a governabilidade. E são extremamente maquiavélicos, com o exterior, onde atuam sem qualquer respeito à Democracia. Financiam e apoiam golpes (segundo um renomado jornalista americano Obama está muito satisfeito com o "nosso" golpe), dão sustentação a governos totalitários, destroem países por causa do petróleo de que tanto necessitam. Maquiavelismo explícito, nada de Democracia;

-Querer justificar Maquiavel num país realmente democrático é mais ou menos como acreditar no mito do "bom ditador". Se isso fosse possível ele concentraria todos os poderes e só faria coisas boas, o povo seria feliz e o pais maravilhoso. Mas até em contos de fada tem bruxa para atrapalhar;

-Lula e Dilma foram os piores presidentes do Brasil...fora os outros. É a definição dada por um grande estadista ao regime democrático, o pior que existe...fora os outros. Nessa definição há a aceitação de que a Democracia não é um regime infalível, comete erros. E só a Democracia conserta os próprios erros. Lula e Dilma falharam nisso e naquilo. Tem alguém que faria melhor? Sai o que falhou, entra o que não falhará. Não tem quem faça melhor? Volta o mesmo, que não falhará novamente. E assim sucessivamente, seguindo regras pre estabelecidas. E só o povo, com seu voto, pode fazer essas mudanças, sem necessidade de Maquiavel. E os golpistas, que odeiam eleições, porque não têm votos, não farão nada de melhor, e muito de pior. Resta a nós esquecer o passado e lutar para que a permanência do usurpador seja breve, o país retorne à normalidade democrática. E me perdoe, sem um príncipe. 

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Sim, tem quem não falhou

Caro Eduardo

Sim, respondendo a sua pergunta, tem quem não falhou na nomeação de Ministros, especialmente do Supremo. FHC foi um péssimo governante para o povo, mas em termos de nomeação de Ministros do supremo fiéis a ele e a seu partido, nunca falhou. Ele era assiduo leitor de Maquiavél. Ou seja, usava Maquiavel para o mal, mas pode-se usar seus ensinamentos para o bem também; o fato é que sem os ensinamentos dele, não se vence o quadro político de país nenhum, o que tiver mais conhecimentos sobre Maquiavel ganha.

. A compreensão mais plena de Maquiavel, seria a frase bíblica: "Sede mansos como as pombas e astutos como as serpentes".

Maquiavel não é ditadura, não é reaça, nem machista, como muitos dizem; é estratégia de Xadrez, nada mais que isto; mas isto a esquerda aprenderá da pior maneira possível, que é pagando para ver. Jogada nenhuma de Xadrez se aprende, ou se ganha  sem estrátégia. Somente quem está encurralado pelo inimigo a tal ponto de sofrimento, como estáva a Itália em 1513, consegue entender plenamente Maquiavél.  Quando eu era mais novo também não entendia Maquiavel como você, e achava que ele era mau, e desprezível; hoje o entendo plenamente. Mas respeito a sua opinião.

Lula escolheu Joaquim Barbosa por indicação sim, mas a responsabilidade era dele. Poderia ter negado a indicação se quisesse. Joaquim Barbosa, tinha processos gravíssimos contra ele, por ter espancado sua própria esposa, e Lula sabia disto, disse que por isto mesmo hesitou em nomea-lo. Hesitou, mas nomeou assim mesmo... Tenha dó... Quer dizer que nomeou um espancador de mulheres para o Supremo, e se lhe caísse um caso de marido batendo em mulher, ele iria absolver o marido? Só isto já bastaria para ter excluído o homem de qualquer nomeação. Lula foi e é um ingênuo com relação à pessoas, não conhece as maldades da espécie humana, e sem Maquiavel, dificilmente conhecerá. Mas respeito a sua opinião de defendê-lo e até entendo.

Se espera que Lula concorra a presidencia de novo esqueça; os que o impediram de ser Ministro não deixarão, Lula é página virada da história deste país. As forças reacionárias o descartaram do poder. Eu votaria em Lula novamente, mas só no segundo turno, se não tivesse outra escolha melhor, mas sei que esta escolha não me será dada mais, pois não permitirão que Lula volte a se candidatar.

Os melhores Governantes deste país na minha opinião foram Dom Pedro II ( sua filha Isabel assinou a Lei Áurea), Rodrigues Alves ( Se recusou a deixar o estado comprar café para ser queimado e com isto aumentar os preços ajudando a elite a enriquecer), Getúlio Vargas, Jucelino Kubitchek, e Lula, por ter tirado 40 milhões da miséria. 

A oposição, tanto como todos os Governos anteriores a Lula, sejam bons ou maus, tanto Getúlio Vargas ( que era ditador declarado) , quanto Jucelino Kubitchek ( que governava em uma democracia) quanto os militares ditadores, todos seguiam Maquiavél o mais a risca possível.

A História e o Tempo dirão qual  modo de Governar será vitorioso e irá se impor aos outros, ou não, prezado Eduardo.

"Maquiavel, fingindo dar Lições aos Príncipes, deu grandes Lições ao povo"

Jean Jacques Rousseau

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Ze Guimarães

imagem de Cattivo
Cattivo

Imagine só

Imagine só o atual ministro da justiça frente aos alucinados que atacaram Cardozo na Paulista:

https://www.youtube.com/watch?v=VvFcLsAOrfE

 

Qual será que seria sua reação?

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O uso do cachimbo entorta a boca.

Começo com esta expressão para falar sobre a deficiência destes supostos serviços de segurança que existem no Brasil, estes mesmos serviços nunca operaram como serviços de inteligência, sempre atuaram como serviços de truculência.

Qual a importância disto? Simples, quando se está numa situação perigosa ou no mínimo de estado de alerta, uma organização de informações deve ter um formalismo na atuação que nunca foi necessário para as forças de repressão no país.

No auge da repressão brasileira os serviços de "inteligência" nunca precisaram agir com inteligência, os mesmos padrões de comportamento que os P2 das polícias estaduais utilizados para cercar traficantes são utilizados para a luta política.

Enquanto os adversários forem jovens adolescentes ou seja possível através da compra ou extração de dados por tortura, ações verdadeiramente bizarras e infantis como se supõe que este capitão executou ainda dão resultados, porém se depararem com forças mais organizadas ou mesmo estes próprios estudantes passarem a ter mais cuidado (talvez para isto sirva a lição) estes serviços de informação serão surpreendidos na sua ineficiência.

Atualmente as informações que se pode tirar via Internet ou a possibilidade de qualquer um fotografar fortuitamente os suspeitos de infiltração, fica extremamente complexo e demorado montar esquemas de espionagem. O caso deste capitão é um exemplo disto, publicada na rede a foro do mesmo rapidamente se levantou a sua identidade, com esta até o local que o mesmo mora e quem é o proprietário do imóvel foi obtido.

Se por acaso algum grupo contar com ajuda de pessoas que entendam corretamente o funcionamento de computadores, sistemas destes serviços de "desinformação" podem facilmente ser violados.

Repito o que sempre disse, estes golpistas são amadores, não se prepararam sobre nenhum aspecto, em 1964, em contraposição a isto, o governador de Minas, o golpista Magalhães Pinto, ano e meio antes do golpe chamou um comandante das tropas da polícia militar mineira e começou a prepará-la em todos aspectos para o golpismo, e isto eram tempos em que o domínio da informação era limitado.

Se o golpe evoluir rapidamente para uma repressão feroz com perda de direitos mesmo os mais restritos, este tipo de serviço de informação ainda terá um valor, porém se não houver isto vai ser um vexame após o outro.

Interessante olhar um pouco os arquivos do SNI no tempo da ditadura, as informações que eram passadas aos membros do governo eram primárias, mal elaboradas e sem a mínima análise.

Realmente, o que temos nos dias de hoje em termos de repressão, são os velhos e conhecidos cassetetes com as novas balas de borracha (que poderão conforme a evolução começarem a ser de aço) e um sistema de informações frouxo, desarticulado e que não tem o mínimo direito de ser chamado de Inteligência.

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Xadrez da volta da comunidade de informações

Força Nacional de Dilma infiltrou agente ilegal nos protestos de 2013-2014

Como manda a lei 12.850 de agosto de 2013, a espionagem feita por agentes infiltrados pelas polícias brasileiras deve cumprir inúmeros pré-requisitos legais, começando pela autorização e monitoramento da infiltração por um juiz.

Nos protestos que sacudiram o país de junho de 2013 até a Copa do Mundo de 2014, as inteligências das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro utilizaram inúmeras ferramentas de espionagem contra organizações políticas: escutas, vigílias e quebra de dados eletrônicos. Além dessas, um agente da guarda pretoriana de Dilma (Força Nacional), o policial Maurício Alves da Silva, foi infiltrado nos protestos e no ambiente social de alguns manifestantes.

Segundo denúncias divulgadas por AND meses atrás, o policial teria, inclusive, mantido relações sexuais com algumas das investigadas. Tudo feito de forma completamente ilegal e sem o consentimento de um juíz, como previsto no artigo 10 da lei 12.850.

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Deep State

Eita!
0_o

Comentava outro dia com o amigo que "ousou" colaborar com a Comissão da Verdade e agora recebeu "recado" do troco:

Como na repressão na Turquia pós-contra-golpe, é evidente que muito da inteligência e do aparato repressivo já vinha sendo desenvolvido pelo "Deep State" muito antes do golpe, aquele "Estado profundo" que nunca se deixou penetrar pela democracia e pelas mudanças de governo.

O paralelo com a Turquia pára aí. Lá o Deep State é "iluminista" (com muitas aspas) e constituiu um freio anti-majoritário (diferente de anti-democrático, mas pode coincidir), por vezes golpista, contra o avanço do islamismo político.

No Brasil o deep State não é nada iluminista (sem quaisquer aspas) e é composto por viúvas do arbítrio, que, como você aponta, podem ter prestado serviços ao governo democrático de turno.

No governo FHC monitoravam ao menos o MST.

Mais uma conciliação à brasileira.

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“Como disse Dilma ao se

“Como disse Dilma ao se despedir por ora, VOLTAREMOS. E não esperem os mesmos erros. Aprendemos que conchavo com o inimigo de classe só pode levar a isso: traição, descompromisso com a causa pública e pilhagem do patrimônio que é de todos nós.”

“Avante Brasil, perdemos uma batalha, mas não a Guerra e eles terão seu Estalingrado mais cedo ou mais tarde, porque somos muitos e temos a vontade de projetar este País à posição das grandes nações do mundo e não reduzi-lo a um anão feito marionete dos grandes.”

Eugênio Aragão (link)

está tudo em mutação. todo mundo se mexendo. do meu ponto de vista, é preciso estar atento a tudo, as diversas posições, não necessariamente para corroborá-las, mas para compreendê-las.

https://ghostbin.com/paste/deq99

https://www.facebook.com/ASORHackTeam/photos/a.1439581599642548.1073741828.1439331159667592/1744059595861412/?type=3&theater

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"Violência deve ser coibida. A Justiça deve punir os abusos, nos termos da lei. O Governo Federal coloca à disposição do Governo de São Paulo o que ele julgar necessário."

Em meio ao conturbado contexto político que vivemos, a fala acima pode muito bem ter sido dita pelo agora Presidente da República, Michel Temer (PMDB). Mas não foi.

Essas palavras foram ditas há 3 anos, pela então presidenta Dilma Roussef, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Ditas no Twitter oficial da presidenta em 26 de outubro de 2013, em meio às rebeliões que tomaram conta do país neste ano, Dilma ainda prestou solidariedade a um coronel da Polícia Militar de São Paulo, agredido por manifestantes em um protesto.

O que não foi dito é que esse mesmo coronel estava espancando covardemente um jovem que havia caído no chão, totalmente rendido, quando manifestantes se revoltaram com a postura do policial e começaram a revidar.

Na última quarta-feira, dia 31 de agosto, em meio ao protesto Fora Temer, a jovem Deborah Fabri, de 19 anos, perdeu a visão do olho esquerdo depois que estilhaços de uma bomba de efeito moral jogada pela Polícia Militar de São Paulo a atingiram.

Em 13 de junho de 2013, o fotógrafo Sérgio Silva, que estava cobrindo as "Jornadas de Junho", também perdeu a visão do olho esquerdo após receber um tiro de bala de borracha disparado pela Polícia Militar de São Paulo. Nenhuma palavra de solidariedade a Sérgio foi dita pelo governo Dilma.

No entanto, parece esquecer que a portaria que regulamentou o uso das Forças Armadas em manifestações é de 20 de dezembro de 2013, aprovada pelo então Ministro da Defesa Celso Amorim, do governo Dilma.

A mesma regra também está presente no manual "Garantia da Lei e da Ordem", igualmente sancionado pela ex-presidenta Dilma em 2013, que provê diretrizes para as Forças Armadas atuarem em "casos de esgotamento das estruturas de segurança pública".

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Em julho escrevi um artigo

Em julho escrevi um artigo para o blog demonstrando que por traz do golpe vinha, como em todos eles, o pior; a ditadura.

Nassif, não achou por bem não publicá - lo. Lá está o alerta de tudo o que está ocorrendo. Eis, novamente por pertinente, o artigo:

Do golpe muito se falou. E da nova forma de ditadura que se instala?

Ficou claro para a comunidade internacional e para setores nacionais comprometidos com o desenvolvimento do país que o impeachment contra Dilma se trata de golpe disfarçado para convencer (apenas os incautos) da sua legalidade.

Sem legalidade e sem a legitimidade da entronização via escolha direta pelas urnas, o novo governo não se sustentará pelas vias democráticas.

Golpe de circunstâncias semelhantes

O momento presente, de fácil leitura em seus avanços inclusivos, com melhoria salarial, programas sociais diversos, foco na educação, resumindo, reformas de cunho social democráticos, exatamente em moldes como fizeram as democracias mais avançadas.

Sempre que se tentou melhorar o padrão de vida do povo - atenção que aqui também está incluída a classe média - derrubadas de governos foram pactuados pela elite e cegamente receberam o apoio da nossa e ignorante classe média.

A classe média brasileira, e historicamente reconhecida como protetora e babadora da elite. Qualquer estudo irá apontar os invasores que por aqui chegarem para enviar nossas riquezas para Portugal e ficar com a sobra dela, os Capitães do Mato, os capatazes, formas mais sofisticadas colonizados como os juízes e parlamentares defendendo os interesses dos ricos. Quem há de negar essa formação com base na casa grande e senzala, que perdura, derrubam governos e criam ditaduras?

A classe média brasileira desconhece os benefícios para ela própria de reformas da social democracia.

Aceita e aplaude a teoria da social democracia, mas derruba qualquer governo que tente aplicar os instrumentos inclusivos.

A nova forma de golpe

Outros defensores dos privilégios alguns poucos foram forças armadas que não só deram guarita, como correram promotoras em conluio com a elite civil do golpe de 64. Não vamos nos esquecer que a imprensa foi defensora do golpe, reconhecendo sua estupidez em editoral da Globo.

Desta vez, quem se alia aos interesses exclusivistas e produz o golpe é o parlamento - que em 64 não foi autor, mais reafirmou cada um dos atos da ditadura - agora como autor e com auxílio do poder judiciário.

Forma tão clara e preparada, que um estudo realizado em 2007 por Aníbal Pérez-Liñán pela Universidade de Cambridge, cujo título foi enfático e premonitório, "O Impeachment Presidencial e a Nova Política de Instabilidade na América Latina"', descreve: "após os regimes militares na América Latina, a opção foi por golpes não violentos, travestidos de impeachment".

A nova forma de ditadura que se instala

Como dito, sem legalidade devidamente constatada e sem a legitimidade da entronização via escolha direta pelas urnas, o novo governo não se sustentará pelas vias democráticas.

O governo nestas condições, a história comprova, terá que se utilizar da mesma forma que qualquer ditadura se sustenta.
Assim, não é de se estranhar que Temer e sua equipe já tenha coopitado a grande mídia e tentado calar a mídia independente tirando recursos financeiros e articulando com a justiça uma série de ações judiciais contra os jornalistas que criticam o governo.

Democracia vai muito além do voto. O exercício pleno dela inclui respeito à divergência, programas de inclusão e ampliação do que está posto, e todas as medidas possíveis que estabeleça condições semelhantes de oportunidades e disputas, tudo o que procure o equilíbrio, condição indispensável para que a democracia seja alcançada.

A tentativa de esvaziamento da EBC corrobora tal afirmação. A famigerada proposta da "escola sem partido", a disposição em acabar com o ministério da cultura, área eminentemente de crítica e propositiva, a derrubada de auxiliares e técnicos que divergem do pensamento. Tudo no sentido formar um pensamento único, de reprimir e calar todos os que possam criticar a criatura.

Inocentemente (será?), o governo ora derrubado, apoiou uma série de ações e projetos de lei que visam reprimir qualquer manifestação contrária aí que está posto, como a cretina lei antiterrorismo, entre outras. A educação é esvaziada. O Ministério da Justiça se arma.

O atual governo já aplicou, e ensaia uma série de outras ações para desmantelar as conquistas da social-democracia implementadas pelos governos anteriores, e isso é claro e insofismável.

Se estamos presenciamos um golpe com nova formatação, também estamos entrando em um período de ditadura com nova roupagem.

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serralheiro 70

Tabuleiro.

Nassif, sua leitura deste tabuleiro é condizente até com o site de assuntos militares Defesanet. Mas, não estamos em conjuntura assemelhada a 64. Não existe mais o grupo déspota esclarecido "sorbone" nas  fileiras do Exército. Não temos facções políticas  militares. Não temos a guerra fria. Nossos interesses externos multifacetados são muito mais importantes agora. Não temos guerrilha interna. Temos sim um governo suspeito, golpista, envolvido em falcatruas, desacreditado tanto aqui como no exterior. Um SNI como elaborado em 64 não teria a menor serventia para o Brasil, somente atender a algum ego esquizofrênico. Mas eles existem.

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O sobrinho do Coronel Cyro

   Nassif esta dando muito crédito a certa pessoa, a qual nunca teve em sua vida castrense vivencia ou experiência em S 2, só um cavalariano, aliás mediocre - mas fazer o que, familia é história e pesa na carreira - , o problema não é ele, que é apenas a "foto", o que aparece para a midia, representa o governo quando junto ao careca mussolinesco.

    Os "externos" : Sem me comprometer , e deduragem é atitude hipócrita e covarde, o problema futuro não é Serginho, Ale Moraes, S2 s das FFAA/EMCFFAA ou ABIN/SisBin, são os "externos", os que na realidade realizam a parte operacional, não motivados diretamente pelo Estado, mas dele parceiros, ou seja : os "esquemas" privados que pululam em Brasilia, que não apenas apoiam as instancias relacionadas ao GSI, como tambem a empresas, a membros do MPF, a Policia Federal, ou alguem é tão ingenuo de acreditar que "grampos", vigilancias ( pessoais e/ou eletronicas), que aparecem diuturnamente, aliás a maioria delas nem saem na midia, o publico nem tem idéia de que ocorreram, são feitas exclusivamente por servidores do Estado, claro que não, me arrisco a afirmar que nem 20% delas o são.

     Quando se estrutura uma "comunidade de informações", desde que a ESNI era a real ESNI, as forças componentes devem por doutrina básica, estabelecer vinculos com o setor privado e os "externos", geralmente oriundos do Estado, mas atualmente fora dele oficialmente, pois manter apenas no organograma publico oficial é contraproducente, sujeito a legislação e/ou interferencias de outros organismos de Estado ( p.ex. MPF, PGR , PFDC, Congresso ), portanto utilizam-se os externos para operações para-legais ou mesmo ilegais, e se der "merda", eles que se virem, é do jogo.

      E caro Nassif, comparar Serginho com o Mestre Golbery, nem em pesadelo.

      P.S. importante : Os esquemas externos, tambem operam em contratos, obvio que não oficiais, para setores da midia

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junior50

Cavalariano? Júnior eu sou de família militar e a fama dos ....

Cavalariano? Júnior eu sou de família militar e a fama dos cavalarianos sempre não foi das melhores.

Meu avô era artilheiro, tinha que pelo menos conhecer cálculo!

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Piorou

   Sempre foram estabanados, ou como se diz lá em Santa Maria ( 3a DE ), formados nas "charqueadas", e hoje alem de cavalarianos, tem o cerebro blindado, tão ou mais que seus equipamentos.

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junior50

Já que os chefes deste agente

Já que os chefes deste agente tabajara (estegóiem e Julgman) possuem fortes ligações com o governo israelense, este elemento poderia ser enviado para os desertos do Iran ou do Paquistão como estagiário do Mossad .

Se ele não gostar de calor, que o mandem para a república separatista da Chechênia, o Putin o receberá de braços abertos .

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Rita LamaRi

Voce nao sabe o que fala...

O Presidente Vladimir Putin, da Russia, NUNCA iria receber um idiota que participa ativamente da destruicao do Brasil.  A Russia nao faz parte da criminosa liga USA/isreal.  A Russia esta aliada a China na construcao de um mundo multilateral mais justo que vai acabar de vez com o unilateralismo/imperialismo americano, dando um golpe fatal no capitalismo.

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Rita, você não entendeu a

Rita, você não entendeu a minha ironia ao mencionar que o Putin o receberia de braços abertos .

Como o Putin "adora" agentes pró norte-americanos, o líder russo enviaria este agente tabajara para a Chechênia (com passagem só de ida) para infiltrar-se junto aos terroristas islâmicos .

 

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Marcelo33

Para defemnder o pré-sal e

Para defemnder o pré-sal e coibiar a atuação dos procuradores que atuam a serviço de potência estrangeira, para isso as FA não tem inteligência né ?

Na verdade são todos leais a pátria do Norte. Por isso esse paaís não tem jeito. Quem deveria defendê-lo é quem mais o ataca.

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Justiniano

Tirando a máscara

Atenção organizadores dos movimentos em SP. Entre aqueles agentes provocadores e destruidores tem gente infiltrada. Sugiro que vocês os fotografem e divulguem as imagens na rede. Quando divulgado, podem ter certeza que serão identificados agentes do Estado, como o tal do Balta.

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O "Rchiavenatto "

     Falou tudo e mais um pouco, só faltou comentar que alem de uma jaguatirica desdentada a ABIN é um saco de gatos, uma fogueira de vaidades, uma tremenda bagunça, e tb. é verdade que muitos petistas - governo, utilizaram-se da ABIN para "monitorar" setores da esquerda, inclusive petistas - não governo.

   

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junior50

Não é só aqui, no exterior também existe o Deep State (em Inglês

PETER DALE SCOTT’S EXCLUSIVE INTERVIEW FOR VOLTAIRE NETWORK
The "Deep State" behind U.S. democracy

In his book The Road to 9/11, now available in French, Professor Peter Dale Scott traces back the history of the "Deep State" in the United States, that is to say the secret structure that steers defense and foreign policy behind the facade of democracy. His analysis lifts the veil on the group that organised the September 11 attacks and which finances itself through international trafficking networks. Regarded as a reference book, The Road to 9/11 already features as recommended reading at military-diplomatic academies.

VOLTAIRE NETWORK | BERKELEY (USA) | 6 APRIL 2011 FRANÇAIS  ESPAÑOL+

This interview is a follow-up to the article "
Afghanistan: Opium, the CIA and the Karzai Administration", by Peter Dale Scott,Voltaire Network, 13 December 2010.

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VoltaireNetProfessor Scott, as your work is not as widely known as it ought to be in French-speaking countries, could you please start by defining what “Deep politics” is, and explain the distinction between what you call the “Deep state” and the “Public state”?

Peter Dale Scott: The term “Deep state” comes from Turkey. They invented it after the wreck of a speeding Mercedes in 1996 in which the passengers were a Member of Parliament, a beauty queen, a local senior police captain, and an important drug trafficker in Turkey who was also the head of a criminal paramilitary organization – the Grey Wolves – that went around killing people. And it became very obvious in Turkey that there were a covert relationship between the police who officially were looking for this man – even though a policeman was there with him in the car – and these people who committed crimes on behalf of the state. The state that you commit crimes for is not a state that can show its hand to the people, it’s a hidden state, a covert structure. In Turkey, they called it the Deep state, [www.frankcass.co.uk), (...)">1] and I had been talking about deep politics for a long time so I used the term in The Road to 9/11. This is why I have defined deep politics as all those political practices and arrangements, deliberate or not, which are usually repressed rather than acknowledged. So the term “Deep state” – coming from Turkey – is not mine.

It refers to a parallel secret government, organized by the intelligence and security apparatus, financed by drugs, and engaging in illicit violence, to protect the status and interests of the military against threats from intellectuals, religious groups, and occasionally the constitutional government. In this book, I adapt the term somewhat to refer to the wider interface in America between the public, the constitutionally established state, and the deep forces behind it of wealth, power, and violence outside the government. You might call it the back door of the Public state, giving access to dark forces outside the law. The analogy with Turkey is not perfect, because what we see today in America is less a parallel structure than a wide zone or milieu of interaction between the public state and unseen dark forces, as I expound in my latest book The American War Machine. But this interaction is significant, and we need a name, such as Deep state, to describe it.

VoltaireNetYour critically acclaimed book, The Road to 9/11, was published in 2007 under the Bush regime in the United States. In November 2010, you have published your latest body of work, The American War Machine, two years after Obama’s electoral victory; in your opinion, did the influence of the Deep state decrease in favor of the Public state after Mr. Obama’s election, or did it stay the same or even increase?

Peter Dale Scott: After almost two years of the Obama presidency, I have to conclude, regretfully, that the influence of the deep state, or more accurately what in my new book I call the American war machine, has continued to increase, just as it has under every US president since Kennedy. A key sign is the extent to which Obama, despite his campaign rhetoric, has continued to expand the scope of secrecy in US government, and especially to punish whistle-blowers: his campaign against Wikileaks and Julian Assange, who has not been charged yet with any crime, is without precedent in US history. I suspect that Washington’s fear of publicity is related to its awareness that US war policies are increasingly at odds with reality. In Afghanistan Obama appears to have capitulated to the efforts of General Petraeus and other generals to ensure that US troops do not begin to withdraw from combat in 2011, as originally foreseen when in 2009 Obama authorized a troop increase. Bob Woodward’s new book, Obama’s Wars, reports that during that protracted administration debate over whether to escalate in Afghanistan, CIA Director Leon Panetta advised Obama that “no Democratic president can go against military advice… So just do it. Do what they say.” Obama recently told US troops in Afghanistan that “you’re achieving your objectives, you will succeed in your mission.” This echo of earlier, fatuously optimistic statements from Petraeus explains why there were no realistic appraisal of the war’s progress inside the White House in December 2010, as was originally mandated.

Like Johnson before him, the president is now trapped in a quagmire war he dare not lose, and which threatens to spread to both Pakistan and Yemen, if not further. I suspect that the deep forces dominating both political parties are now so powerful, so affluent, and above all so invested in the profits from war-making, that a president is farther than ever from challenging this power – even as it becomes more and more clear that America’s era of world dominance, like Britain’s before it, is drawing to a close.

In addition Obama, without debate or review, has extended the domestic state of emergency proclaimed after 9/11, with its drastic limitations of civil rights (see below). In September 2010 the FBI raided the homes or offices of nonviolent human rights workers in Minneapolis and Chicago, citing a recent Supreme Court ruling that nonviolent first amendment speech and advocacy was a crime if "coordinated with" or "under the direction of" a foreign group designated as "terrorist." It is worth noting that, in nine years, Congress has not once met to discuss the State of Emergency declared by George W. Bush in response to 9/11, a State of Emergency that remains in effect today. Former Congressman Dan Hamburg and I appealed publicly in 2009, both to President Obama to terminate the emergency, and to Congress to hold the hearings required of them by statute. But Obama, without discussion, extended the 9/11 Emergency again on September 2009, and again a year later. Meanwhile Congress has continued to ignore its statutory obligations.

One Congressman explained to a constituent that the provisions of the National Emergencies Act have now been rendered inoperative by COG ("Continuity of Government"), a secret program to deal with running the state in the event of national emergency. The COG program was partially implemented on 9/11 by Dick Cheney, one of its main designers on a committee operating outside regular government since 1981. (See below for more details about COG). If it’s true that the National Emergencies Act have been rendered inoperative by COG, this would indicate that the constitutional system of checks and balances no longer applies, and also that secret decrees now override public legislation.

VoltaireNetIn this context, why doesn’t the U.S. Congress fulfill its legal obligations in overseeing the limitation of the secret powers of the Deep state – a limitation implemented after the Watergate scandal? What were the consequences of Nixon’s impeachment and the subsequent strengthening of Congress oversight on the secret operations of the United States intelligence agencies?

Peter Dale Scott: Nixon’s Vietnam strategy consisted of attempting to gain the other hand by making strategic deals with both the Soviet Union and China. This produced violent opposition from both hawks and doves in a deeply divided nation; and I believe that hawks from both the CIA and Pentagon were part of the engineered Watergate crisis that led to his resignation. In the aftermath, doves in the 1974 “McGovernite Congress” achieved a number of reforms in the name of more public politics, abolishing a state of emergency that had survived since the Korean War, and establishing Congressional and legal restraints on the CIA and other aspects of secret government. These reforms in turn immediately produced a concerted mobilization to overturn them, and restore the status quo ante. Underlying this political debate was a disagreement in the nation’s leadership between so-called “traders” and “Prussians,” as to whether America, in the wake of the Vietnam fiasco, should strive to return to its former role as a preeminent trading nation, or whether it should respond to the Vietnam defeat by a further buildup of its armed forces.

This struggle was simultaneously a struggle between moderates and militarists for control of the Republican Party. This culminated in the demise of Nixon and the gradual redirection of United States foreign policy in the Ford presidency from peaceful coexistence with the Soviet Union towards plans for the weakening and destruction under Ronald Reagan of what Reagan called “the evil empire.” Thus in October 1975, the highly probable involvement of Dick Cheney and Donald Rumsfeld in the palace revolution known by historians as “The Halloween Massacre” meant the defeat of Nelson Rockefeller’s moderate Republicanism, and its gradual replacement by the hard-edged anti-communism of Ronald Reagan. Essentially, it meant the reorganization of Ford’s team toward the demise of détente, along with America’s huge defense budgets in the 1980’s and again today.

Dick Cheney and Donald Rumsfeld, then heading the White House staff of President Gerald Ford and controlling the Department of Defense, played a key part in securing the ultimate triumph of the Prussians, by demoting Henry Kissinger and appointing George H.W. Bush as head of the CIA, where he arranged for a new, more alarmist estimate of the Soviet threat (which explains the correlated skyrocketing of defense budgets, and the demise of détente). Since then, we have observed an increasing influence of what Dwight D. Eisenhower called the military-industrial complex (in his farewell address of January 17th, 1961) on the United States’ political economy.

Today we have a new extended state of emergency, and Congressional oversight has become almost defunct. For example, legally mandated congressional oversight of the CIA’s covert operations has been successfully evaded by the creation in 1981 of the Joint Special Operations Command (JSOC) in the Pentagon, which simply incorporates CIA personnel into its operations. JSOC, now known as the Special Operations Command, has become the locus of covert Pentagon operations, of the sort conducted under General Stanley McChrystal, before he was appointed the US commander in Afghanistan.

VoltaireNetIn the last question, you briefly invoked the important role played by Georges Bush Sr. in the demise of détente – a détente promoted by Henry Kissinger. Mr. Bush was the CIA head for a brief period though. Did the replacement of George H.W. Bush by the more moderate Admiral Stansfield Turner at the CIA increase the control of the secret operations led by different elements of the American Deep state?

Peter Dale Scott: No, it did not. It has been the contrary, because some of the key men who were squeezed out after Turner’s appointment found themselves a new home working for the so-called Safari Club, an off-the-books secret organization uniting the intelligence chiefs of several countries – including France, Egypt, Saudi Arabia and Iran – to supplement CIA actions with other anti-communist operations in Africa and the Third World over which the US Congress had no control. Then in 1978, Zbigniew Brzezinski – who was not part of the Safari Club – engineered an end run around Turner by organizing a special unit in the White House under Robert Gates, the current Secretary of Defense who was a junior CIA operative at the time. Under Brzezinski’s guidance, CIA officers contrived with the Iranian agency SAVAK to send Islamist agents to Afghanistan, destabilizing the country in a way which led to the 1980 invasion of Afghanistan by the Soviet Union.

The succeeding decade of covert CIA involvement in Afghanistan was crucial in converting that country into a centre for poppy culture, heroin trafficking, and jihadist Islamism. About the narcotics, there are some very good books about the CIA written a few years ago – one by Tim Weiner and one by John Prados. But because they talked to some CIA officers who showed them only a few recently declassified CIA documents – particularly Weiner – they don’t talk about the drugs. The narcotic connection is so deep its not mentioned in released CIA documents. But the collaboration of the CIA under William Casey with the drug-dealing Bank of Credit and Commerce International (BCCI) fostered the creation of a huge Afghan narco-economy, whose destabilizing consequences help explain why NATO soldiers, Afghans and Pakistanis are dying there today.

The BCCI was a huge global drug-laundering bank. It was corrupting – with its budgets, with its resources – leading politicians, presidents, prime ministers all over the world. And some of that money – it’s not much talked about, but it is true – was reaching politicians in the United States – politicians of both parties, which is one of the main reasons why we didn’t get a congressional investigation of BCCI. There was actually a Senate report that came out, under the names of one Republican, Hank Brown, and one Democrat, John Kerry. And Brown congratulated Kerry on having the courage to write that report when so many people in his party were affected by the BCCI. The latter was a big factor in creating the connexions with people like Gulbuddin Hekmatyar, who was probably the leading heroin trafficker in the world during the 1980’s. He also became the leading recipient of CIA largesses supplemented by an equal amount of Saudi Arabian money. There’s something terribly wrong in a situation like this!

VoltaireNetAt the outcome of the presidential campaign of 1976, Jimmy Carter was elected in part on his pleas for a decrease in military spending and expanding détente with the Soviet Union. This did not happen in the four years of his presidency. Could you explain to us why? Did Zbigniew Brzezinski – whom you mentioned in the previous question – play any role in this then-unexpected hawkish foreign policy?

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Born in Montreal in 1929, Peter Dale Scott is a former diplomat, a poet and a writer. He is also Professor emeritus of English literature at the University of California, Berkely. Known for his anti-war stance and his criticism of U.S. foreign policy dating back to the Vietnam War, Peter Dale Scott is an author and political analyst hailed by critics and acknowledged by his peers, including Daniel Ellsberg known as the "man who toppled Nixon".

Peter Dale Scott: The media presented Carter as a populist candidate, a peanut farmer from the South. But the deep reality was that Carter had been prepared for the presidency by Wall Street, and particularly by the Trilateral Commission that was funded by David Rockefeller, and directed by Zbigniew Brzezinski. Brzezinski, a passionately anti-Soviet Pole, then became Carter’s national security adviser; and from the outset overruled Secretary of State Cyrus Vance repeatedly in pursuit of a more vigorous anti-Soviet foreign policy. In this Brzezinski went against the stated goals of the Trilateral Commission, of which President Carter had been a member. The underlying idea of the Trilateral Commission was a rather attractive picture of a multipolar world in which America would mediate between the Second World, which was the Soviet block, and the Third World, which was what we used to call in those days the underdeveloped or lesser developed countries… By the way I hate that term, because I lived in Thailand: in some ways they are very much more developed than we are!

When he was elected, Carter nominated a genuine trilateralist, Cyrus Vance, the Secretary of State, and he had as his National security adviser Zbigniew Brzezinski, who was determined to use the Deep state to inflict as much damage on the Soviet Union as he could. A lot of things which are thought of as the successes of the Reagan regime clearly had their origins under Brzezinski. And it was a total repudiation of what trilateralism stood for. Carter – the poor man – was elected promising cuts in the defence budget, and before he had left, he had committed the Defense Department to huge increases which we associate with the Reagan administration but were initiated before.

As a consequence, under the surface a massive campaign for increased defense spending, mobilized by wealthy military industrialists through the Committee on the Present Danger, brought public opinion to reinforce Brzezinski’s push for a more militant U.S. presence and policy, particularly in the Indian Ocean.

VoltaireNetAfter being a very influential man under President Gerald Ford, Dick Cheney – allied with his mentor Donald Rumsfeld and Vice-president George Bush senior – has been since the onset of the Reagan presidency one of the key men in the development of the ultra-secret so-called “Continuity of Government” (COG) program. Could you explain to us what that program is? Has it ever been implemented, even partially?

Peter Dale Scott: From the beginning of the Reagan presidency in 1981, arrangements were made for a secret group outside government to work on so-called “Continuity of Government” or COG plans for running the state in the event of national emergency. Initially this was an extension of existing plans for a response to a nuclear attack which would decapitate the United States’ leadership, but before Reagan retired the terms were modified by his Executive Order 12686 of 1988 to cover any emergency.

The COG is another thing which we associate with Reagan but actually began under Carter, although Carter may have never been aware of it. The latter did create FEMA, the Federal Emergency Management Agency, which has always been charged with being the infrastructure for this COG planning. What is kind of shocking is that the COG plans were extreme plans, but that Congress didn’t know about them in the 1980’s. Only a small group of people – including Oliver North, Dick Cheney and Donald Rumsfeld – were secretly assigned to work on them by a 1981 top secret executive order from Reagan. The COG issue was first publicly brought up in 1987 during the Iran-Contra hearings, when congressman Jack Brooks asked Oliver North: “Colonel North, in your work at the N.S.C. were you not assigned, at one time, to work on plans for the continuity of government in the event of a major disaster?” Congressman Brooks further added: “I was particularly concerned, Mr. Chairman, because I read in Miami papers, and several others, that there had been a plan developed, by that same agency, a contingency plan in the event of emergency that would suspend the American constitution. And I was deeply concerned about it and wondered if that was an area in which he had worked. I believe that it was and I wanted to get his confirmation.” Senator Inouye, the Chairman of this congressional commission, answered: “May I most respectfully request that that matter not be touched upon at this stage. If we wish to get into this, I’m certain arrangements can be made for an executive session” What Congressman Brooks was asking about was “continuity of government” (COG), and those arrangements for an executive session were never made.

Cheney and Rumsfeld – two key figure of the COG program – continued to participate in these very expensive plans and exercises for the next two decades, even though by the late 1990’s both men were corporate executives with no official government connection whatsoever. Reportedly the new target replacing the Soviet threat was terrorism, but some journalists have claimed that from the early 1980’s on there were major plans to deal with the kind of anti-war protests which (in the mind of Oliver North and those like him) had been responsible for the American defeat in Vietnam.

It is not disputed that on 9/11 COG plans were implemented, along with an officially proclaimed state of emergency that is still in effect after nine years, ignoring a post-Watergate law calling for either approval or termination of an emergency by Congress. The COG plans are a closely kept secret, but there were reports in the 1980’s that these involved warrantless surveillance and detention, and a permanent militarization of government. To some extent these changes have clearly been put in place since 9/11.

There is no way to determine how many of the constitutional changes since 9/11 can be traced to COG planning. However we do know that new COG planning measures were still being introduced in 2007, when President Bush issued National Security Presidential Directive 51 (NSPD-51/HSPD-20). This Directive set out what FEMA later called “a new vision to ensure the continuity of our Government,” and was followed in August by a new National Continuity Policy Implementation Plan. NSPD-51 also nullified PDD 67, Richard Clarke’s COG directive of a decade earlier; and it referred to new “classified Continuity Annexes” which shall “be protected from unauthorized disclosure.”

Under pressure from his 911Truth constituents, Congressman Peter DeFazio of the Homeland Security Committee twice requested to see these Annexes. His request was denied. DeFazio then requested a second time, in a letter signed by the Chair of his committee. The request was denied one more time. Again, as I said in the second question, this would indicate that the constitutional system of checks and balances no longer applies, and also that secret decrees now override public legislation.

VoltaireNetIn The Road to 9/11 as well as inThe American War Machine you assert in a very well-documented fashion that the 9/11 Commission - whose members were nominated by and worked directly under the control of President George W. Bush – covered up what happened on that fateful day, especially when it comes to Cheney’s actions on that particular morning. Could you say more about this?

Peter Dale Scott: Bush initially resisted any review of 9/11, until Congress imposed a 9/11 Commission in response to an effective political campaign by the victims’ families. (Editor’s note: See documentary 9/11 Press for Truth Kean & Hamilton, the two chairmen of the Commission promised publicly to be guided by the families’ unanswered questions, such as who the alleged hijackers were and how three buildings in the World Trade Center collapsed, one of them without being hit by a plane. These and other questions were in the end not addressed at all. Meanwhile the Commission received a great deal of conflicting testimony and repeatedly revised accounts.

Under the close supervision of Commission director, Philip Zelikow, a man with a government security background, the The 9/11 Commission Report ignored some conflicts altogether and reconciled others in a way many critics have challenged. The Report attributed the lack of response that day to a systemic chaos and breakdown, ignoring Cheney’s own statements elsewhere that he played a dominant role that day, and ignoring also important conflicts in and authoritative challenges to his own testimony.

One topic the Commission and Report explicitly did not investigate was the implementation of COG plans on 9/11 (p.555, note 9). Nor did they say anything about Cheney’s terrorism task force of May 2001, which has been cited as a source for a June 1st 2001 JCS order, modifying the conditions for the military interception of hijacked planes. To arrive at their reduced account of Cheney’s responsibility on that day, the Commission also flagrantly overlooked eyewitness accounts at odds with their chronology, notably by Counterterrorism Chief Richard Clarke and Transportation Secretary Norman Mineta.

VoltaireNetOne of the most fascinating aspects of The Road to 9/11 – and there are many – analyzes the geo-strategic decisions set up by the Deep state within the U.S. since the Carter presidency, in Central Asia as well as in the Middle East in relations to the oil/gas/drugs/military and weapons industries. In your latest book, The American War Machine, you analyze the roots of this oil/gas/drugs shadowy pattern, tracing them even before the creation of the CIA – which is a very interesting view. Given that the “War on Terror” is still going on, (albeit under new names such as pacification, democratization, etc.) and that it is currently spreading in over 60 countries across the globe (mainly through secret operations), what are the real goals – as well as the origins – of this war?

Peter Dale Scott: At the outset of the “War on Terror”, it was very clear that strategic advisers to both parties, as well as in think-tanks like the Council on Foreign Relations, were concerned about the U.S. need to preserve its historic dominance over the global petroleum markets. They produced documents pushing for increased U.S. military strength in the Persian Gulf region, and for military plans to deal with Saddam Hussein in particular. Now the "War on Terror" has continued to expand, as we are told that Salafi militants have predictably moved to new areas, notably Yemen and Somalia, to plan their retaliations. So the “War on Terror” has become a test of the current U.S. global strategic posture calling for “Full-spectrum dominance” as defined in the Pentagon’s Joint Vision 2020: “The ability of U.S. forces, operating alone or with allies, to defeat any adversary and control any situation across the range of military operations.”

Driving all of these escalations since World War Two has been a defense lobby funded originally by the military-industrial complex, and now also by a half dozen right-wing foundations with unlimited funds. Over time the personnel have migrated from one group to the next – the American Security Council, the Committee on the Present Danger, the Project for the new American Century, and now the Center for Security Policy (CSP). [2] But the goals have expanded over the years, from maximizing the American military presence to also shrinking individual liberties, to forestall the resurgence of any future U.S. antiwar movement. (I discuss the growth of this defense faction in my most recent book, The American War Machine)

Increasingly this agenda smacks of McCarthyism if not fascism. A number of groups are feeding an anti-Muslim hysteria reminiscent of the anti-communist hysteria in the 1950s, and calling for an apparently endless war against Islam. For example the CSP recently published a document, Shariah, The Threat to America, [3] proclaiming sharia to be “the preeminent totalitarian threat of our time,” with dire warnings of “stealth jihad” and “demographic jihad.”

VoltaireNetThis “War on Terror” – whose real goals are far from being openly admitted by NATO member-state governments – was initiated in Afghanistan in late 2001. There, some powerful local warlords formerly allied with the United States during the USSR-led war in Afghanistan in the 1980’s are currently appearing as major players in the “AfPak” war zone. Let’s focus on the example of Gulbuddin Hekmatyar; public opinion in the countries which are part of NATO does not seem to be remotely aware of who he is. Could you remind us of who Mr. Hekmatyar is? Can you tell us to what extent he symbolizes the danger generated by U.S. foreign policies which – due to a lack of congressional oversight and public scrutiny – led to a major increase in the global drug trade (in this particular case, heroin)?

Peter Dale Scott: With few assets of its own in Afghanistan, the U.S. decided to conduct its anti-Soviet Operation Cyclone there through the resources of the Pakistani Inter-Services Intelligence (ISI). In turn Pakistan, fearful of authentic Afghan nationalists’ claims on its own border territories, directed the bulk of the U.S. and Saudi assistance to two extremists with little power base inside Afghanistan – Abdul Rasul Sayyaf and Gulbuddin Hekmatyar. Hekmatyar, a Ghilzai Pashtun from the non-Pashtun north, was first trained in violent resistance under Pakistani guidance; and is said to have been the only Afghan leader who explicitly recognized the Durand Line defining the Afghan-Pakistan border. Both Sayyaf and Hekmatyar compensated for their lack of indigenous support by cultivating and exporting opiates in the 1980s, again with ISI support. For the same reason both men worked with the foreign mujahideen – the antecedents of what is now called Al Qaeda – who flocked to Afghanistan in this period; and Hekmatyar in particular is said to have developed a close relationship with Osama bin Laden. This influx of Wahhabi and Deobandi fundamentalists weakened Afghanistan’s traditional Sufi-dominated version of Islam.

In the course of the anti-Soviet campaign Hekmatyar’s forces murdered supporters of Ahmed Shah Massoud, the chief threat to Hekmatyar’s ISI-backed plans to dominate post-Soviet Afghanistan. After the Soviet withdrawal the CIA (against State Department advice) also used Hekmatyar as an instrument to block a government of national reconciliation, leading to a civil war in the 1990s which killed thousands of people. Since the U.S. invasion of Afghanistan in 2001, Hekmatyar has led his own faction fighting for U.S. withdrawal; but allegedly he is more open than the Taliban to joining a Karzai-led coalition government. Senior defense officials in Washington, such as Michael Vickers, still refer to Operation Cyclone as the “most successful covert action” in CIA history. It seems not to concern them that the CIA’s program helped generate and unleash Al Qaeda – the new post-Soviet rationale for defense budgets – and Afghanistan’s current role as the world’s major source for heroin and hashish.

VoltaireNetIn conclusion, given the disastrous financial, economic, political, social crisis and even the moral situation in the United States as in many parts of the world, are you still confident in the future? Do you see some encouraging signs towards a greater influence of what you call in your book the “Prevailable will of the people” in the political decision-making process - a process which is more oligarchic than ever?

Peter Dale Scott: It is said that we should view every crisis as an opportunity. Certainly America’s crisis, which is also the world’s, ought to be the occasion for far-reaching reforms of the market capitalist processes that have created such huge gaps between the very rich and the very poor. Unfortunately these processes have also made traditional politics and modes of mobilization even more ineffective than they were before.

I argue in The Road to 9/11 that major social change is possible when oppression leads to the formation of a united public opinion – or what I called a prevailable will of the people – to oppose it. I pointed to examples such as the civil rights movement in the American south, or the Polish movement Solidarity. Technological developments such as the Internet have made it easier than before for people to unite, both nationally and internationally. But technology has also refined instruments of top-down surveillance and repression, making successful activist mobilization more difficult than before. So the future is very uncertain; one can say only that the present global system is more unstable than it has been, and that some kind of showdown is likely to change it.

I do believe however that this is a very exciting time in which to live. Young people should continue as they have been to join the movements for social change, and to create new venues for global exchange. And above all, there is no excuse for despair.

VoltaireNetThank you very much, Professor Scott, for these enlightening answers. We rejoice over the release of the first translation in French ofThe Road to 9/11, one of your most important works, and we congratulate you for its appraisal by a French retired high-ranking general. We wish your critically-acclaimed latest effort, The American War Machine, the attention and respect it deserves from the general public.

Translation 
Maxime Chaix
Principal traducteur francophone de Peter Dale Scott 

 

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Amerika

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sergior

Trabalho para a Comissão de

Trabalho para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida pelo dep. Padre João (PT-MG). Deveria convocar o ministro-chefe da GSI para prestar esclarecimentos, bem como o ministro da defesa. Além disso, salvo engano de minha parte, ainda existe uma secretaria de Direitos Humanos da presidência da república, na qual uma professora da PUC-SP está posta, chamada flávia piovesan. Que dó tenho dessa senhora! Tão pouco a receber, uma história de vida a perder.

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Você tem dó é?Não tenho

Você tem dó é?

Não tenho nenhuma.

E nem curioso estou para ouvir o seu discurso pós-colaboracionista:

- vocês não imaginam o quanto sofri! Sim, dei-me em sacrifício em nome do bem maior, ainda que ignorado: todos os excessos terríveis que, com discrição máxima, consegui evitar estando dentro da máquina do horror!

Nem original é.

Imagino a vida da sujeita na universidade depois que o cavalo em que está montada cair. Ainda será pouco.

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José Eduardo de Camargo

O verdadeiro inimigo interno

O verdadeiro inimigo interno é essa banda podre do Exército!

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Xadrez da volta da comunidade de informações

nada do que agora está acontecendo é novidade para os que ocupam as ruas desde 2013:

- a violência gratuita da polícia genocida;

- a arbitrariedade de um Judiciário corporativo, classista, seletivo e venal;

- o aparato repressivo, mantido intacto nos 13 anos do lulismo, aplicado contra o inimigo interno: o povo;

- o uso maciço de munição “menos letal”, que “apenas” cega, aleija, incapacita;

- as infiltrações para provocar tumulto, as provas forjadas, os inquéritos autoritários, as manipulações da grande mídia (com apoio do lulismo, afinal era o “nosso governo” promovendo a “copa das copas da FIFA”);

as manifestações estão sendo filmadas e monitoradas desde 2013. surpreende-se com isto quem se afastou das ruas, ou jamais nelas colocou os pés.

sempre a PM grava, com uso desde equipamento profissional até óculos com câmeras – tudo isto sempre esteve lá.

a dupla de PM que atua sincronizada com o helicóptero. a PM cercando os manifestantes, empurrando-os para a cilada do “caldeirão de Hamburgo”. os P2 menos “secretos” impossíveis de tão caricatos.

as UPP e a ocupação militar das favelas. o genocídio do povo negro e dos pobres nas periferias.

só está se vendo isto tudo agora, só agora isto tudo está tendo destaque na Ex-querda, porque agora não é mais manifestação contra o “nosso governo”.

numa sociedade dominada por uma plutocracia colonial e escravagista, coloniais e escravagistas serão suas instituições: Judiciário, MP, polícia e FFAA.

e também coloniais e escravagistas serão os valores dominantes.

por isto chega-se a aberração de se comemorar a perda de visão de jovens “culpados” por estarem se manifestando contra uma plutocracia colonial e escravagista.

uma plutocracia que odeia pobres e negros.

todos descendemos de escravos e de mercadores de escravos. somos carne da carne daqueles negros e índios supliciados. ainda temos um imenso ajuste de contas a fazer.

.

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mas o xadrez é importantíssimo...

que fique o alerta..........................................não há informação sem uso

desenhando: quem, que babaca, pouco preocupa. Preocupante mesmo é a ação com uso de inocentes

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o que geralmente passa batido...

ou escondido com inteligência

mas graças a Deus ainta estamos muito mal de inteligência

e, incrível, despencando cada vez mais...............................lado bom das redes sociais, todo mundo nu

 

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Cesar Cardoso

Malditos sejam Ulysses e Tancredo

Ulysses e Tancredo, próceres do PMDB que fizeram o grande acordão de saída da ditadura sem que os responsáveis fossem incomodados, base de tudo isso que está acontecendo. Um foi puxado pro inferno e o outro não assumiu a presidência.

Sim, antes tivesse acontecido o que aconteceu na Argentina; com todos os recuos de Alfonsín e todas as rebeliões militares.

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Acho que Nassif erra em

Acho que Nassif erra em considerar que este tipo de colaboração dos militares com a repressão interna tenha começado com Temer. Para mim, ele jamais deixou de existir, mesmo nos governos do PT que preferiu adotar a estratégia do avestruz para lidar com este problema. Isso apenas veio à tona agora, mas é necessário considerar também que com Temer é espérado um arrefecimento desse tipo de ação, já que o governo dele é um governo sitiado pela fraqueza política.

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um babaca desses, capita, não se cria aqui no RJ...

inteligência só não falhou de imediato porque pode contar com a burrice da pm paulista

muitas vezes o que soa impressionante, nada mais é que só impressionante

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WELINTON NAVEIRA E SILVA

A poderosa turma de preto

Todo o mundo já sabe, que a turma de preto, provavelmente com a CIA, foram os grandes responsáveis pelas escancaradas sabotagens e gigantescas badernas por todas as grande capitais do Brasil. Badernas essas, jamais vistas em tamanha intensidade e violências, com direito a assaltos e depredações de lojas, inúmeras destruição de agências bancárias e de concessionárias de veículos, e ainda, incontáveis incêndios de ônibus e de viaturas, bem como, truculentas interrupções do tráfico de veículos nas avenidas e rodovias, em horário de pico.  Nem as lixeiras públicas escapavam do vandalismo. Tudo, bem diante da Polícia Militar, armada até os dentes, fazendo muito pouco. Em semelhante tolerância para com os arruaceiros, encontrava-se a grande mídia “livre”. Ou, será que já estamos esquecendo todo o grande circo montado, bem a céu aberto, bem a vista de todos, objetivando tirar Dilma/PT do Poder?

Ao que tudo indica, em quase todas as nações do mundo capitalista, as comunidades de informação saíram fora de controle do Estado. Ganharam liberdades de ação. Adquiriram  vida própria. Tornara-se poderosas e contando com milhares de colaboradores atuando nas mais diversas áreas da politica, justiça, ministérios, mídia, indústria, comércio, comunicação, empresas estatais, municipais, bancos e outras mais. No presente golpe contra Dilma/PT, demonstraram excelente coordenação de ações, demonstrada na truculenta deposição de Dilma/PT. Ninguém pode dizer o contrário.

Dentre tantas contradições e insolúveis problemas pertinentes ao sistema capitalista, temos agora, mais esse problema. Que pelo visto, vamos ter que aprender a conviver com as poderosas força das facções da informação paralela, desenvoltas e com planos próprios.

Enquanto isso, lá do outro lado do mundo, a poderosa China, prossegue livre, altiva e a toda velocidade, rumo ao progresso econômico, tecnológico, científico e bélico. Do nível zero que estava em 1949, chegou à 2ª potência mundial em 60 anos. Em mais pouco tempo será a 1ª potência mundial. Porque será?

 

 

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Ale Nogueira

Que sujeito amador! Seus

Que sujeito amador! Seus superiores devem estar fuzilando - de raiva. Um ano cevando perfil falso, e afastado (pra deixar o cabelo crescer), e o cara só consegue chegar a 2 dúzias de jovens, inocentes desnorteados e sem liderança. Nem na tentativa de menage a trois foi bem sucedido. A Democracia está salva se todos os terroristas forem incopetentes assim.

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pois é...

rede está cheia de babacas iguais, solitários, só para ficar bonito na foto do golpe

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mas há casos em que tornam-se competentes...

mas isso não não tem o menor interesse para a pm paulista.........................

ou vc já leu alguma coisa sobre o que o babaca pretendia fazer com os jovens?

isto sim é muito preocupante

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Folha foi oferecer suas caminhonetes de novo?

Sobre o que versou a conversa no almoço?

Ela foi oferecer suas caminhonetes de novo para servir de camburão à paisana, como na ditadura?

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José X.

mais uma vez as forças

mais uma vez as forças armadas agindo de forma desprezível, anti-decmocrático e ditatorial....mais uma instituição a ser "refundada" quando acontecer a "revolução comunista-bolivariana"...

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