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crise de 2008

O mercadismo que quer operar acima das tensões sociais e políticas, por André Araújo

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Por André Araújo
 
 
Samuel Pêssoa virou uma espécie de guru intelectual do mercadismo radical que pretende operar acima das tensões sociais e políticas, algo hoje inteiramente fora de moda nas grandes nações pós-crise de 2008.
 
Nos EUA, catedral mundial do pensamento econômico aplicado à realidade, foi o ESTADO de corpo e alma quem salvou o mercado em 2008, salvou da crise PROVOCADA PELOS EXCESSOS DO MERCADO. 
 
Se não fosse o Tesouro dos EUA, a crise de 2008 seria infinitamente maior. Foi o Tesouro dos EUA, autorizado pelo Presidente Obama, quem sacou dinheiro de seu caixa no importe nada desprezível de US$778 bilhões dentro da autorização do programa TARP para salvar o Citigroup, a General Motors, a seguradora AIG e mais 200 outras corporações e bancos, decisão tomada de forma ultrarrápida, engenhosa, eficiente e sem pruridos ideológicos, no incêndio não se pergunta de onde vem a água e SALVOU O MERCADO. 

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Neoliberalismo, mercado financeiro e cegueira institucional, por Marcio Pochmann

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Foto: FLICKR CC

Da Rede Brasil Atual
 
 
Impõe-se a cada dia outro caminho a ser liderado por quem melhor compreender a convergência que se forma em torno da contrariedade ao receituário neoliberal
 
por Marcio Pochmann*
 
A crise global de 2008 abriu uma nova perspectiva de reorganização geopolítica mundial. Até então, o receituário neoliberal predominava desde o fim do acordo de Bretton Woods, que havia fixado a regulação do mundo das finanças a partir do fim da Segunda Guerra.
 
Por força disso, as finanças mundiais seguiram a cartilha regulacionista entre os anos de 1945 e 1975, o que permitiu importante ênfase do Estado na defesa do crescimento econômico com inclusão social. Essa fase, então, passou a ser reconhecida como sendo a dos trinta anos gloriosos do capitalismo.
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The Economist: Portugal supera crise sem seguir fórmulas de austeridade

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Foto: Alexander De Leon Battista
 
Jornal GGN - Em reportagem publicada nesta semana, a revista britânica The Economist fala sobre os esforços realizados por Portugal para sair da crise econômica. Ao contrário da Grécia, que adotou o cartilha da austeridade determinado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), os portugueses decidiram ir por outro caminho, e conseguindo reduzir o deficit fiscal enquanto aumentava aposentadorias e salários. 
 
O governo do primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista, diminiu o deficit do orçamento pela metade do ano passado, ficando em 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o melhor resultado registrado desde 1974, quando o país saiu de uma ditadura para a democracia. 

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Trump prioriza desmonte de reforma financeira, por Paul Krugman

 
Jornal GGN - Até o momento, as políticas econômicas do presidente americano Donald Trump estão focadas em autorizar setores de negócios “eticamente dúbios” a explorar as pessoas comuns. A opinião é do economista Paul Krugman, Prêmio Nobel de Economia, que destaca que a gestão do republicano está dando prioridade para o desmonte da reforma financeira.
 
Através de uma ordem executiva, Trump tenta enfraquece a Lei Dodd-Frank, que foi instituída em 2010 em razão da crise financeira de 2008. Krugman afirma que, se pudessem, os republicanos revogariam a lei na íntegra. Como não conseguirão os votos necessários, a estratégia é travar a fiscalização, atacando a Agência de Proteção aos Consumidores de Serviços Financeiros, que tem o objetivo de proteger famílias comuns contra “trapaças financeiras”.

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Islândia crê que recusa à austeridade ajudou país a sair da crise

 
Jornal GGN - Após a crise financeira de 2008, a Islândia chegou a ter 11,9% de desemprego, taxa inédita para o país, e perdeu 8% de sua riqueza. A partir de 2011, a ilha começou a recuperar a sua economia, e, em 2015, a taxa de desemprego estava entre 3% a 4%. 
 
Ólafur Ragnar Grimsson, presidente da Islândia durante o período da crise, acredita que parte da recuperação econômica se deve ao fato de que não foram aplicadas medidas de austeridade, conforme aconselhado por órgãos internacionais como a Comissão Europeia. 

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As mentiras que nos contam, por Gustavo Noronha

Temos hoje uma verdade estabelecida no debate econômico brasileiro, não tanto pelo consenso entre as mais diversas escolas de economia do país, mas pela força política de seus defensores, que lhes garante voz única nos noticiários dos principais grupos de mídia

do Brasil Debate

As mentiras que nos contam

por Gustavo Noronha

Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário”.

(George Orwell)

Todo mundo mente”. Muitas pessoas lembram-se da série televisiva House ao ouvir esta assertiva. Na verdade, a mentira nos acompanha desde a infância, e aqui não nos referimos aos personagens dos contos de fadas e lendas. Quase todas as pessoas aprendem quando criança que se fizerem xixi na piscina a água muda de cor e todos vão saber. Uma vez, quando eu tinha uns oito ou nove anos, perguntei à minha mãe o que era um motel e sua resposta foi “é um hotel onde se estaciona o carro”. Demorei anos para descobrir que isso não era verdade.

A discussão sobre a mentira remonta à antiguidade grega. Sófocles apresenta-nos os seguintes versos: “Não é bom dizer mentiras; / mas quando a verdade puder trazer uma terrível ruína, / então dizer o que não é bom também é perdoável”. Não se pretende neste texto fazer qualquer discussão sobre o valor moral ou não da mentira, até porque é um tema que já entrou na seara de discussão de Shakespeare, Rousseau, Kant, Nietzsche, Wittgenstein, Heidegger, entre outros.

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As lições da crise de 2008 e 2009, por João Sicsú

A construção e reforma de casas populares gera empregos de forma imediata e capilarizada

Enviado por Henrique Beaga

Da Carta Capital

Lições da crise de 2008 e 2009

Medidas tomadas na crise de 2008-2009 poderiam ser utilizadas novamente para debelar a nova recessão brasileira
 
por João Sicsú

Para enfrentar a crise econômica de 2008 e 2009, a primeira medida tomada pelo governo federal foi o anúncio da redução da meta de superávit primário em outubro de 2008.

Esse anúncio foi importante porque o governo sinalizou, em primeiro lugar, que a saída era no campo fiscal. Ao mesmo tempo, também sinalizou que haveria mais gastos públicos em certas áreas e que os gastos com o pagamento de juros da dívida pública seriam mais moderados. 

É fundamental, em conjunturas de recessão, além de aumentar os gastos públicos para ativar a economia, mudar também a composição do gasto.

Ora, isso é básico: dinheiro recebido porbanqueiro e rentistas não ativa o comércio e a produção – esse dinheiro volta para o mercado financeiro.

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O filme "A Grande Aposta" e a ganância na crise financeira de 2008

Enviado por Webster Franklin

Da Carta Maior

Como ganhar dinheiro à custa de oito milhões de empregos

O filme 'A Grande Aposta' mostra que a ganância é a mola que impulsiona a ansiedade sem limites e reforça a insensibilidade diante do sofrimento humano.

Léa Maria Aarão Reis - www.umacoisaeoutra.com.br

A rigor, a história do filme A Grande Aposta (The Big Short), que está na corrida para ganhar um Oscar este ano, não deveria ser uma comédia dramática; deveria ser um drama. Ou melhor: deveria ser uma tragédia. Mas para se tornar palatável às grandes plateias, a linguagem escolhida para tratar de assunto tão específico (Economia) foi a do quase deboche.

No bojo do roteiro escrito pelo seu diretor, Adam McKay, e baseado no livro homônimo de Michael Lewis sobre a avassaladora crise financeira de 2007/2008, cuja origem ocorreu nos Estados Unidos, os dados conclusivos são sombrios. Leia mais »

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A crise de 2008 e a ganância como um transtorno mental, por Marcos Villas-Bôas

Por Marcos de Aguiar Villas-Bôas

A crise de 2008 e a ganância como um transtorno mental1

A principal causa de a economia mundial ter entrado em colapso entre 2007 e 2008, de não ter se recuperado até hoje e de haver grandes chances de um novo colapso em 2016 é a ganância2, também chamada de avareza, sobretudo no catolicismo.

Há algumas questões comportamentais importantes que estão por detrás do capitalismo atual e que precisam ser enfrentadas. A ganância é o desejo exagerado por capital, que acarreta problemas graves como a necessidade de corromper e enganar para se ter o que quer, levando, também, a uma menor capacidade de olhar outros tipos de benefícios que podem ser auferidos durante a vida para além dos bens materiais.

Foca-se demais no dinheiro, em fazer mais patrimônio, em ter mais do que outros. A ganância vem junto, quase sempre, com a ostentação. É preciso comprar mais, ter mais e mostrar mais. Segundo a Psicologia, a ganância é um transtorno mental3 cujas causas parecem ser biológicas e sociais.

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Tormentas, por Daniel Afonso da Silva

Tormentas, por Daniel Afonso da Silva

Sim: conflitos e crises continuam em 2016.

Uma rápida sondada no mais recente Crisis Watch do International Crisis Group[1] permite constatar que nenhuma região ou microrregião de qualquer parte de qualquer dos continentes passa incólume a conflitos e crises neste ano que vai começando. A demonstração desse fato não chega a espantar. Muitas das crises estão instaladas ou previstas há anos. Algumas com raízes que enlaçam decênios e até séculos. O novo talvez seja que ao menos desde 2010-2012 elas passaram a ser progressivas e sobrepostas.

De Paris a Macau a Caracas a Damasco a Lisboa a Nova Iorque a Trípoli a Johanesburgo a Brasília a Kabul a Bagdá o “estamos em crise” virou a palavra de ordem de todo cidadão, que em iminente desespero invade ruas ou/e redes sociais demandando de seus mandatários – locais, regionais, mundiais – dias melhores.

O futuro e o passado passaram, assim, a sucumbir diante da ubiquidade da urgência presente.

De 1944 a 1989-1991 havia certo padrão de crises e conflitos ancorados, quase todos, na tensão Leste-Oeste. De 1991 a 2001 esse padrão passou a revelar as fraturas políticas e sociais desse mundo pleno em rugosidades ocultado pela disputa ideológica. De 2003 a 2009 os desvarios da guerra ao terror monopolizaram a cena. Mas depois veio o dilúvio de crises que nos toca viver.

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Aliança pelo Brasil: neoliberais, o retorno!, por J. Carlos de Assis

Aliança pelo Brasil: neoliberais, o retorno!, por J. Carlos de Assis

No justo momento em que me preparo para assessorar o senador Roberto Requião no lançamento da Aliança pelo Brasil – uma cruzada nacional, dentro e fora do Parlamento, contra o impeachment e a favor da mudança da política econômica -, me deparo com um artigo de Marcos Lisboa, em co-autoria com Carlos Eduardo Gonçalves, que tenta ridicularizar, em tese, o que será nossa proposta central para a retomada da economia, a saber, a expansão fiscal e monetária, a exemplo do que fizeram   países com bancos centrais “dependentes” da política, a exemplo de Estados Unidos, Inglaterra e Japão.

Lisboa sustenta que políticas fiscais expansivas não funcionam em países com dívidas elevadas, pouca ociosidade no sistema produtivo (segundo ele, sinalizada pela alta inflação) e juros altos. Não vou falar em juros porque temos taxas tão indecentes, fomentadas pelos neoliberais, que não consigo entender o que seria uma política monetária expansiva na presença delas. As duas outras restrições, porém, são puro fetiche ideológico. A ociosidade na economia brasileira está refletida na contração do PIB e não na inflação. A inflação é indicador do elevado grau de indexação formal e informal dos preços, sobretudo das tarifas públicas.

Ele gosta de evidências. Tome lá: com elevada dívida pública, alguma inflação e juros altos, o Governo Lula recorreu a uma vigorosa política de expansão fiscal em 2009 e 2010. Além de aumento de gastos públicos sociais, o Tesouro injetou R$ 100 bilhões no BNDES no primeiro ano e mais R$ 80 bilhões no segundo a fim de que ele irrigasse os investimentos de uma economia que havia sido abalada pela crise iniciada em 2008. Disso resultou um crescimento do PIB, em 2010, de 7,5%, o que nos colocou numa posição absolutamente invejável no mundo. A partir do fim de 2010, por conselho neoliberal, a política foi revertida.

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Crise de 2008 não provocou mudanças em Wall Street

Enviado por Webster Franklin

Da Carta Maior

Wall Street não mudou nada desde a crise de 2008

O financismo capturou os governos, e isto é a origem das crises atuais. A recuperação só será possível quando os governos quebrarem as oligarquias.
 
Simon Johnson 
 
Texto originalmente escrito em 2009, mas os leitores percerberão sua atualidade, e como nada mudou desde então.
 
A crise revelou muitas verdades desagradáveis sobre os Estados Unidos. Uma das mais alarmantes, diz um ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), é que o setor financeiro efetivamente capturou o governo norte-americano - uma situação que mais tipicamente descreve mercados emergentes e que explica muitas das crises em tais mercados. Se o pessoal do FMI pudesse falar livremente sobre os EUA, eles nos diriam o que dizem a todos os países nesta mesma situação: a recuperação não funcionará a menos que nós quebremos com a oligarquia financista que está bloqueando reformas essenciais. E se quisermos evitar uma depressão verdadeira, nós já estamos ficando sem tempo.
 
Negócios
 
Uma coisa que você aprende rapidamente quando trabalha no FMI é que ninguém está muito contente em vê-lo. Normalmente, os seus "clientes" pagam uma visita apenas depois que o capital privado lhes tiver abandonado; depois que os parceiros de negociação de seu bloco regional tiverem sido incapazes de lançar um plano de salvação forte o suficiente; e depois que amigos poderosos, como a China ou a União Europeia, tiverem rejeitado empréstimos de última hora. Você nunca é a primeira opção de ninguém.

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Subterrâneos da especulação financeira: o caso Kerviel, por Daniel Afonso da Silva

Subterrâneos da especulação financeira: o caso Kerviel, por Daniel Afonso da Silva

Paris, 24 de janeiro de 2008. Quinta-feira, fria, invernal. O cidadão René Ernest entrou com ação junto à procuradoria da república francesa contra a Société Générale. Acionário do banco, Ernest descobrira dispersa sorte de malversação financeira no interior da instituição. Sua acusação, sem nominação, pretendia desmascarar e responsabilizar o autor desses delitos que estavam para corroer a reputação do grupo financeiro dos mais importantes da França, da Europa e do mundo. 

Bem informado, ele vinha acompanhando com perplexidade o pasmo da diretoria do banco desde a sexta-feira, 18 de janeiro. Nesse dia, durante a análise de rotina no setor de mercados, foram descobertas anormalidades nas referências de risco.

Os sinais de alerta ficaram fortes. Os diretores foram informados. Trabalhos de investigação, instaurados. Apreensão irrestrita, também. No domingo, desde sexta-feira uma noite escura e sem fim, inspetores descobriram ordens de empenho, não autorizadas, de dezenas de bilhões de euros. Pura especulação de papéis financeiros. Majoritariamente de mercados futuros. Alguém do banco jogava, sem permissão, no cassino dos predadores das finanças. O montante empregado e dessa vez descoberto, em sendo perdido, era o suficiente para claramente devastar a credibilidade da Société Générale e de bancos irmãos. 7 bilhões de euros estavam para ser perdidos inapelavelmente em nada sendo feito. Restava, agora, impedir essa perda e a de muito mais.

O Banco da França e a Autoridade de Mercados Financeiros foram participados. Uma comissão de crise foi convocada. Um plano de salvamento, elaborado. Daniel Bouton, presidente-diretor-geral da Société, decidiu, com a comissão, trabalhar segredo. Queria, sem alarde, revender no mercado ao menos parte dos produtos tóxico-financeiros adquiridos sem permissão. E, por outro lado, na discrição, identificar o traidor, o causador daquela infâmia. 

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Os alertas para uma nova crise financeira internacional

Jornal GGN - Martin Wolf, colunista do Financial Times e ex-economista do Banco Mundial, alerta para a possibilidade de uma nova crise financeira internacional, que pode ser mais grave que a de 2008. Para ele, os países de alta renda não estão em um curso sustentável, e medidas como o afrouxamente fiscal e a expansão do crédito podem ter criado "fragilidades substanciais no longo prazo". Além disso, acredita que os níveis de endividamento total sejam maiores do que eram em 2007. Ele pontua, também, que o setor financeiro é, fundamentalmente, igual ao que causou a crise de 2008.

Do Valor

 
Por Robinson Borges
 
O passado é um país estrangeiro, mas o futuro pode não ser tão distante. Quem alerta é Martin Wolf, 69 anos, colunista do "Financial Times" e uma das vozes mais influentes no debate econômico global. Para ele, uma nova crise financeira internacional não só está no horizonte, como pode ser ainda mais grave do que a iniciada em 2007. "Pode muito bem acontecer de as maneiras como as economias responderam à crise ­ em particular o afrouxamento fiscal e a expansão de crédito ­ terem criado fragilidades substanciais no longo prazo", diz Wolf, que já foi economista do Banco Mundial e é professor da Universidade de Nottingham, no Reino Unido. 

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A crise de 2008: como Washington salvou Wall Street, por Motta Araújo

A CRISE DE 2008 : COMO WASHINGTON SALVOU WALL STREET - A crise financeira de 2008 foi produzida por ganância extrema e falta de escrúpulos de grandes firmas do mercado financeiro. A Goldman Sachs chegou ao cúmulo de vender centenas de bilhões de dólares de títulos sub-prime e depois de limpar seu estoque passou a apostar na baixa desses títulos que ela mesmo tinha inventado. Com a mega crise na rua o que fez o Governo americano?

De forma ultra rápida e sem vacilações o Presidente  assinou um decreto em 3 de outubro de 2008 colocando à disposição das empresas financeiras e industriais SETECENTOS BILHÕES DE DÓLARES do Tesouro, o dinheiro saía em 24 horas depois de solicitado. Grandes empresas industriais, como a General Motors, receberam o que precisaram, só a GM 50 bilhões de dolares, seguradoras irresponsáveis como a AIG que vendia "credit swaps"!, uma espécie de seguro de crédito dos ub-primes, foram salvas por cheques gigantescos entregues sem burocracia na boca do caixa, a AIG recebeu 75 bilhões de dólares.

No total o Tesouro desembolsou US$426,4 bilhões e até o dia do encerramento do programa, de nome TARP (em português  Programa de Resgate de Ativos Problemáticos). Em 19 de dezembro de 2014 o Tesouro recebeu de volta US$441,7 bilhões, quer dizer, teve lucro na devolução.

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