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crise econômica

A luta de classes e o aprofundamento da crise econômica, por Marcio Pochmann

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Foto: Beto Barata/PR

Da Rede Brasil Atual

 
Política de austeridade do governo Temer enfraquece a classe trabalhadora e não garante a sustentação dos lucros pelo desenvolvimento do sistema produtivo
 
por Marcio Pochmann
 
O Brasil segue governado por aqueles que já morreram. Ao invés de cometer erros novos, os governos insistem na repetição dos mesmos equívocos do passado. Exemplo disso pode ser encontrado na predominância da interpretação da crise que abala a economia nacional e orienta a ação do governo Temer.
 
Como se sabe, o país vive uma longa fase de estagnação de sua renda per capita. Entre 1981 e 2016, o rendimento médio do brasileiro subiu 0,6% como média anual, ao contrário de 4,4% no período de 1945 a 1980.
 
Embora interrompida brevemente nos governos liderados pelo PT, a explicação predominante aceita pelos midiáticos analistas econômicos e ministros da Fazenda de plantão desde os anos neoliberais iniciados em 1990 tem sido a de que a queda na taxa de exploração capitalista da força de trabalho resulta na desaceleração dos ganhos de produtividade. Isso porque a elevação na massa de rendimento do trabalho termina por esmagar os lucros empresariais, desincentivando os investimentos produtivos.
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Na micro e pequena indústria, 70% dos empresários estão pessimistas com retomada do crescimento

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Foto: Antonio Pinheiro/ GERJ
 
Jornal GGN - Pesquisa realizada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) mostra que 71% empresários acreditam que a crise econômica está forte e não conseguem prever quando irá ocorrer uma retomada do crescimento da economia.
 
Já 27% dos empresários entrevistados afirmaram que a crise está fraca e acreditam no crescimento da atividade econômica no curto prazo. Outros 2% acham que o período de turbulência já passou. 
 
A 52ª rodada do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria também revela que 34% dos entrevistados dizem que situação de seus negócios está ótimo ou boa, contra 29% da pesquisa de maio. 

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Para descongelar gastos, Temer pode aumentar impostos sobre combustíveis

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Com a falta de recursos afetando a emissão de passaportes, os trabalhos da Polícia Rodoviária e até a Força Nacional, o presidente Michel Temer cogita permitir o aumento de impostos sobre combustíveis. 
 
O governo tem de lidar com uma forte frustração de receitas e agora calcula que seria necessário elevar em R$ 0,10 por litro de gasolina e diesel para arrecadar R$ 4 bilhões, que seriam utilizados para liberar algumas despesas que estão sob contingenciamento. 
 
O aumento iria incidir sobre a alíquota do PIS e Cofins, entrando em valor automaticamente. A princípio, o governo pensou em aumentar a Cide, que também é cobrada sobre os combustíveis. Neste caso, porém, seria preciso esperar três meses e dividir o valor com cidades e Estados. 

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Governo Temer pode descartar liberação de R$ 4 bi para serviços públicos

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - A equipe econômica do presidente Michel Temer pretende descartar a liberação, até o final deste mês, de R$ 4 bilhões para órgãos públicos que estão com dificuldades na prestação de serviços.
 
No começo de julho, a falta de recursos começou afetar serviços como a emissão de passaportes e os trabalhos de patrulhamento da Polícia Rodoviária Federal. Na ocasião, o governo estudou a possibilidade de liberar os recursos para serviços essenciais, mas deverá voltar atrás diante da arrecadação menor do que o previsto. 
 
Era esperada a arrecadação de R$ 13,3 bilhões em 2017 com o novo Refis, programa de parcelamento de débitos tributários. Entretanto, o relator do projeto, deputado Newton Cardoso (PMDB-MG), fez uma série de mudanças na proposta, diminuindo a expectativa de receitas para R$ 420 milhões. O Ministério da Fazenda pretende recomendar o veto caso todas as alterações sejam  aprovadas no Congresso. 

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Pobreza, violência e barbárie no Brasil do golpe, por Marcio Pochmann

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Foto: Arquivo/EBC

Da Rede Brasil Atual

 
No Brasil de Temer e suas reformas regressivas, ricos querem viver como os xeques do Bahrein, enquanto o restante da população depara com cenário aos moldes do Haiti
 
por Marcio Pochmann
 
As forças do golpe que liquidaram o governo eleito democraticamente em 2014 atacam os pobres sem cessar, na expectativa de trazer de voltar à Belíndia, modelo de sociedade da década de 1970 constituído pelos governos autoritários. Mas na realidade, o atual conjunto de reformas conduzidas em meio a mais grave recessão já vivida pelo país aponta para outro modelo de sociedade, o Bahaiti.
 
O regime militar que predominou por 21 anos no Brasil (1964-1985) não se sustentou apenas no autoritarismo. A garantia do rápido crescimento econômico foi a senha necessária para o apoio político em troca da expansão dos negócios aos capitalistas e da ocupação aos trabalhadores.
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O mercadismo que quer operar acima das tensões sociais e políticas, por André Araújo

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Por André Araújo
 
 
Samuel Pêssoa virou uma espécie de guru intelectual do mercadismo radical que pretende operar acima das tensões sociais e políticas, algo hoje inteiramente fora de moda nas grandes nações pós-crise de 2008.
 
Nos EUA, catedral mundial do pensamento econômico aplicado à realidade, foi o ESTADO de corpo e alma quem salvou o mercado em 2008, salvou da crise PROVOCADA PELOS EXCESSOS DO MERCADO. 
 
Se não fosse o Tesouro dos EUA, a crise de 2008 seria infinitamente maior. Foi o Tesouro dos EUA, autorizado pelo Presidente Obama, quem sacou dinheiro de seu caixa no importe nada desprezível de US$778 bilhões dentro da autorização do programa TARP para salvar o Citigroup, a General Motors, a seguradora AIG e mais 200 outras corporações e bancos, decisão tomada de forma ultrarrápida, engenhosa, eficiente e sem pruridos ideológicos, no incêndio não se pergunta de onde vem a água e SALVOU O MERCADO. 

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Confiança do consumidor recua 5% em junho e chega ao menor nível desde janeiro, aponta SPC

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Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a confiança do consumidor caiu 5% em junho, recuando de 41,5 pontos em maio para 39,4 pontos, o menor nível desde janeiro deste ano. 
 
A pesquisa mostra que 82% dos consumidores têm uma avaliação negativa das condições atuais da economia brasileira. Outros 17% classificam o desempenho como regular e somente 1% acham que o cenário é positivo. 
 
Para estes entrevistados, a explicação para o clima econômica ruim são os  escândalos de corrupção e o mau uso dos recursos públicos, citados por 51% desses consumidores. Eles também apontam os sintomas da crise como o desemprego (21%) e a inflação (15%), apesar de sua recente desaceleração. 
 
Em outro ponto, 45% dos entrevistados afirmaram que sua própria situação financeira é ruim ou péssima. Outros 45% consideram a situação regular e 9% afirmam que o momento é bom. 

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2017: há uma recuperação da economia brasileira?

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Do Brasil Debate

2017: há uma recuperação da economia brasileira?

por Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica/Unicamp

Nota nº2 do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica/Unicamp discute se há realmente uma retomada da economia, as mudanças na metodologia do IBGE e o que mudará a partir das reformas em curso e com o novo regime fiscal
 
A perspectiva para a retomada da economia brasileira em 2017 e o peso da austeridade são discutidos na segunda Nota de Conjuntura do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica (Cecon), do Instituto de Economia da Unicamp. No primeiro trimestre de 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1% em relação ao trimestre anterior – resultado positivo pela primeira vez desde o último trimestre de 2014. Mas, segundo Pedro Paulo Zahluth Bastos, Arthur Welle e Ana Luiza Matos de Oliveira, autores da nota, não há consenso entre os analistas de que a economia entrou em um processo sustentado de recuperação.
 
Na sua primeira parte, a nota defende que os dados do IBGE não mostram ainda uma recuperação cíclica no primeiro trimestre nem um impacto positivo da austeridade, mas uma supersafra agrícola e notável crescimento das exportações, tudo apesar da política econômica. Os autores enfatizam que a queda do investimento repetiu o ritmo do trimestre anterior, e o consumo das famílias continuou em declínio em relação ao trimestre anterior, embora tenha ocorrido uma desaceleração do ritmo da queda.
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Para Meirelles, não há evidências de que a crise política afeta a economia

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Na tentativa de lidar com uma economia que dá poucos sinais de recuperação em meio à possibilidade do Brasil ter seu terceiro presidente em menos de dois anos, Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, repete o discurso de que a crise política não influencia na economia.
 
Durante evento do Banco do Brasil que anunciou o financiamento para a safra 2017/2018, o ministro disse que “não há evidências” de que a crise que atinge o presidente Michel Temer afete a economia. “Evidência é o que interessa na economia. Números e fatos”, afirmou. 
 
Para Meirelles, os indicadores econômicos de junho mostram crescimento, citando a produção de papel ondulado, usado pela indústria para embalar a produção e considerado um indicativo da produção fabril. 
 
“O ciclo de crescimento é para valer. Não é um crescimento artificial, baseado em uma bolha de crédito, é um crescimento sustentável”, disse o ministro. 
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Só 29% dos brasileiros acham que economia vai crescer neste ano, diz SPC

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Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional e Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que somente 29% dos brasileiros acreditam que a economia voltará a crescer ainda em 2017.
 
Por causa da crise econômica, 80% dos entrevistados cortaram gastos no primeiro semestre deste ano. Além disso, a pesquisa também mostra que 76% dos brasileiros acham que sua vida financeira está igual ou pior do que em 2016, e somente 19% afirmam que houve melhora. Segundo o SPC, a percepção negativa é elevada em todas os estratos sociais.
 
Entre os itens cortados pelos consumidores brasileiros, o principal foi a alimentação fora de casa, citado por 57% dos entrevistados. Depois, aparecem a compra de roupas, calçados e acessórios (55%), idas a bares e restaurantes (53%), gastos com lazer e cultura, como teatro e cinema (51%), viagens (51%), salões de beleza (50%), e compra de itens supérfluos nos supermercados (50%). 

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Por que Lula lidera? É a pobreza, estúpido!, por Helena Chagas

Foto: Ricardo Stuckert

Por Helena Chagas

Em Os Divergentes

Alguns podem não entender ainda, mas estão a cada dia mais claras as razões pelas quais o ex-presidente Lula, mesmo sob o bombardeio da Lava Jato, e às vésperas de ser condenado, continua à frente nas pesquisas presidenciais de 2018. É a pobreza, estúpido! A manchete do jornal O Globo deste domingo é simbolo da enxurrada de dados negativos que comprovam o enorme retrocesso social dos últimos tempos: crise pode levar Brasil de volta ao mapa da fome, uma estatística da ONU, da qual havia saído há três anos.
 
Os personagens dessas estatísticas, na maioria parte do contingente de 14 milhões de desempregados, provavelmente não estão preocupados em verificar se a crise a qual se refere o jornal tem o nome Michel Temer ou Dilma Rousseff. Poderá mesmo vir a se chamar Rodrigo Maia.
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Ignorado no programa do G-20, Temer afirma que não há crise econômica no Brasil

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Foto: Rogério Melo/PR
 
Jornal GGN - O nome do presidente Michel Temer não estava incluído no programa do G-20 distribuído para jornalista nesta quinta (6). Em seu lugar, aparece o ministro Henrique Meirelles, já que, inicialmente, Temer não iria participar da cúpula para focar na tramitação da reforma trabalhista e na sua defesa da denúncia de corrupção feita pela Procuradoria-Geral da República. 
 
De acordo com a Folha de S. Paulo, o presidente mudou de ideia e resolveu participar no evento no início da semana. Ele chegou em Hamburgo, na Alemanha, na madrugada desta sexta, e voltará no sábado à tarde para Brasília. 
 
A viagem deve ser mais curta que o previsto, com o adiamento dos planos de passar por Berlim para se reunir com a chanceler Angela Merkel.
 
No ano passado, o nome de Michel Temer também não apareceu na lista de presença do encontro do G20. Ao invéis do nome do peemedebista, a relação citava apenas “líder brasileiro”. 

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Reforma trabalhista pode estrangular o mercado interno, afirma Pochmann

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Foto: Antonio Pinheiro/GERJ

Da Rede Brasil Atual

 
Economista alerta que trabalhador brasileiro já recebe menos do que o chinês e ficará ainda mais frágil se a reforma passar. Maior ativo de nossa economia, o mercado interno será estrangulado, diz

Para Marcio Pochmann, economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a proposta de reforma trabalhista do governo Temer, que modifica mais de 300 artigos da CLT, não vai melhorar a vida do trabalhador nem contribuirá para criar empregos. Vai apenas dar ainda mais poder aos empresários, com risco de estrangular o mercado consumidor interno. 

Em entrevista à Rádio Brasil Atual ontem (5), Pochmann afirma que o custo do trabalho, hoje, no Brasil, já é menor que na China. "Alguns anos atrás, os empresários reclamavam que não tinham condições de competir com o produto chinês porque lá os salários eram de fome. O que dizer quando o custo do trabalho na China é 16% maior do que na indústria do Brasil?", alerta o economista.

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Brasil não pode continuar tolerando um governo ilegítimo, afirma Requião

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Foto: Agência Senado
 
por Roberto Requião, em seu site
 
Brasil não pode continuar tolerando um governo ilegítimo
 
Ulrich Beck, o sociólogo alemão da teoria da "sociedade de risco", destacava a assimetria entre poder e legitimidade.
 
Do lado do capital e dos Estados, dizia ele, temos um grande poder e pouca legitimidade; do lado de cá, dos que protestam e se opõem, temos elevada legitimidade e pouco poder. E completava: se os que detém o poder não têm legitimidade, não há como falar em democracia.
 
Beck referia-se à União Europeia, a Europa pós crise de 2008/2009, face as políticas de austeridade adotadas e que puniram especialmente os países do sul do continente, com destaque a Portugal, Espanha e Grécia, em um primeiro círculo infernal. França e Itália, em um segundo círculo de fogo.
 
 
Para o sociólogo alemão, as políticas impostas ao continente pelo Banco Central Europeu, para proteger o sistema financeiro, tiravam definitivamente a legitimidade da Europa neoliberal, por causa de consequências como desemprego, redução dos salários, aumento da pobreza e da desigualdade.

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CNI: produção industrial cresceu mas emprego caiu em maio

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Foto: Antonio Pinheiro/GERJ
 
Jornal GGN - De acordo com os dados da pesquisa Sondagem Industrial, elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produção industrial teve alta em maio e chegou a 53,8 pontos, mas o emprego na indústria segue em queda e atingiu um índice de 48,1 pontos. 
 
Os índices da pesquisa Sondagem Industrial variam de zero a cem pontos, sendo que os resultados acima dos 50 pontos indicam melhora no cenário, e abaixo dos 50 indicam piora nos indicadores. 
 
No geral, os números de maio foram positivos, disse a CNI. Mesmo em queda, o índice de emprego teve alta de 1,1% na comparação com o mês passado. A produção industrial teve uma alta significativa em relação ao mesmo mês do ano passado, quando ficou em 45,5 pontos. 

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