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crise econômica

Um ano após o golpe do impeachment, Dilma pode dizer: "Eu avisei"

"O que está em jogo no impeachment não é o meu mandato, é o respeito às urnas, à soberania do povo, à Constituição, às conquistas sociais dos últimos 13 anos", alertou a presidente pouco antes da votação final do impeachment

Foto: Mídia Ninja

Jornal GGN - Não foi pelo conjunto da obra. Não foi pela pedalada fiscal. Não foi pela corrupção do PT. Um ano após o julgamento final do impeachment, o alerta de Dilma Rousseff parece mais vivo do que nunca. O golpe foi dado para que um programa de governo que jamais venceria nas urnas fosse implantado com a mesma força com que uma presidente reeleita democraticamente era sacada do poder. "O que está em jogo no impeachment não é meu mantado, é o respeito às urnas, à soberania do povo, à Constituição, às conquistas sociais dos últimos 13 anos." Dilma já pode dizer: "Eu avisei."

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Concessões de aeroportos escancaram crise da Infraero

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A auto implosão deliberada da estratégia neo-liberal, por José Luis Oreiro

Imagem: Salvador Dali

A auto implosão deliberada da estratégia neo-liberal da equipe econômica

por José Luis Oreiro

em seu blog

A combinação de ajuste fiscal com aperto monetário e redução do tamanho do BNDES no meio de um recessão não poderia produzir outra coisa se não a continuidade/aprofundamento do quadro recessivo.

Se a economia brasileira ainda não engatou uma trajetória de crescimento a culpa não é da nova matriz macroeconômica, mas do fato de que a atual equipe econômica está DELIBERADAMENTE E ESTRATEGICAMENTE tomando medidas que mantêm/agravam o atual quadro recessivo para criar o clima de “urgência” que leve os deputados e senadores a aprovar medidas que, em outras circunstâncias, jamais seriam aprovadas. 

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Vox Populi: Lula continua crescendo mesmo condenado por Moro

Foto: Agência PT
 
 
Jornal GGN - Estudo Vox Populi divulgado nesta sexta (4) pela Rede Brasil Atual mostra que o ex-presidente Lula continua liderando pesquisas de opinião sobre a eleição de 2018 mesmo após ter sido condenado por Sergio Moro a 9 anos e meio de prisão no caso triplex.
 
Na pesquisa espontânea, Lula era citado como favorito por 40% dos entrevistados em junho, antes da sentença ser proferida pelo juiz de Curitiba. Um mês depois, o percentual aumentou para 42%. 
 
Para o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, alguns fatores explicam o crescimento de Lula apesar da tentativa da Lava Jato de inviabilizá-lo na disputa pelo Palácio do Planalto. Entre eles, o fato de que a maioria dos entrevistados simplesmente não acredita que a condenação imposto por Moro foi justa e com base em provas reais.
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Com aumento da informalidade, desemprego tem primeira queda desde 2014

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Foto: Valdecir Galor/SMCS
 
Jornal GGN - Dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desemprego teve a pirmeira queda significativa desde o final de 2014. 
 
O índice no segundo trimestre deste ano (abril/junho) ficou em 13%, um redução de 0,7% na comparação com o trimestre anterior, de janeiro a março. No entanto, no mesmo período de 2016, o desemprego afetava 11,3% da População Economicamente ativa do Brasil. 
 
O IBGE apontou que a queda na taxa ocorreu devido ao aumento da informalidade e não através da criação de vagas formais. “Há mais pessoas sem carteira e por conta própria, que não têm garantias trabalhistas", disse Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento. 
 
No trimestre imediatamente anterior, a taxa de desocupação estava em 13,7%. Os números divulgados hoje mostram que a população desocupada fechou o segundo trimestre em 13,5 milhões de pessoas, uma queda de 4,9% (menos 690 mil desocupados), na comparação com o trimestre móvel anterior.

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Emprego e produção da indústria voltam a cair em junho

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Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produção e o emprego da indústria brasileira voltaram a cair em junho, confirmando a dificuldade da economia em retomar o crescimento.

O indicador de evolução da produção ficou em 47,7 pontos e o de número de empregados no setor foi 47,6 pontos no mês passado. Os indicadores variam de zero a 100 pontos, e, quando estão abaixo de 50 mostram queda, e acima de 50 pontos, aumento. 
 
Também foi registrado recuou na utilização da capacidade instalada, que caiu para 65% e está 3 pontos percentuais abaixo da média de 68%, registrada desde 2011 para os meses de junho.

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São Paulo tem 2 milhões de desempregados, aponta Dieese

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Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Jornal GGN - De acordo com a pesquisa da Fundação Seade e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o total de desempregados na cidade de São Paulo foi estimado em 2,07 milhões de pessoas em junho.
 
O total representa uma redução de 42 mil pessoas em relação a maio. A taxa de desemprego na Região Metropolitana da capital paulista ficou estável com pequena queda de 18,8% para 18,6% em junho. 
 
O nível de ocupação teve queda de 0,6%, com a eliminação de 59 mil postos de trabalho. Também foi registrada redução na população economicamente ativa, já que 101 mil pessoas deixaram o mercado de trabalho. 

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A luta de classes e o aprofundamento da crise econômica, por Marcio Pochmann

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Foto: Beto Barata/PR

Da Rede Brasil Atual

 
Política de austeridade do governo Temer enfraquece a classe trabalhadora e não garante a sustentação dos lucros pelo desenvolvimento do sistema produtivo
 
por Marcio Pochmann
 
O Brasil segue governado por aqueles que já morreram. Ao invés de cometer erros novos, os governos insistem na repetição dos mesmos equívocos do passado. Exemplo disso pode ser encontrado na predominância da interpretação da crise que abala a economia nacional e orienta a ação do governo Temer.
 
Como se sabe, o país vive uma longa fase de estagnação de sua renda per capita. Entre 1981 e 2016, o rendimento médio do brasileiro subiu 0,6% como média anual, ao contrário de 4,4% no período de 1945 a 1980.
 
Embora interrompida brevemente nos governos liderados pelo PT, a explicação predominante aceita pelos midiáticos analistas econômicos e ministros da Fazenda de plantão desde os anos neoliberais iniciados em 1990 tem sido a de que a queda na taxa de exploração capitalista da força de trabalho resulta na desaceleração dos ganhos de produtividade. Isso porque a elevação na massa de rendimento do trabalho termina por esmagar os lucros empresariais, desincentivando os investimentos produtivos.
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Na micro e pequena indústria, 70% dos empresários estão pessimistas com retomada do crescimento

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Foto: Antonio Pinheiro/ GERJ
 
Jornal GGN - Pesquisa realizada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) mostra que 71% empresários acreditam que a crise econômica está forte e não conseguem prever quando irá ocorrer uma retomada do crescimento da economia.
 
Já 27% dos empresários entrevistados afirmaram que a crise está fraca e acreditam no crescimento da atividade econômica no curto prazo. Outros 2% acham que o período de turbulência já passou. 
 
A 52ª rodada do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria também revela que 34% dos entrevistados dizem que situação de seus negócios está ótimo ou boa, contra 29% da pesquisa de maio. 

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Para descongelar gastos, Temer pode aumentar impostos sobre combustíveis

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Com a falta de recursos afetando a emissão de passaportes, os trabalhos da Polícia Rodoviária e até a Força Nacional, o presidente Michel Temer cogita permitir o aumento de impostos sobre combustíveis. 
 
O governo tem de lidar com uma forte frustração de receitas e agora calcula que seria necessário elevar em R$ 0,10 por litro de gasolina e diesel para arrecadar R$ 4 bilhões, que seriam utilizados para liberar algumas despesas que estão sob contingenciamento. 
 
O aumento iria incidir sobre a alíquota do PIS e Cofins, entrando em valor automaticamente. A princípio, o governo pensou em aumentar a Cide, que também é cobrada sobre os combustíveis. Neste caso, porém, seria preciso esperar três meses e dividir o valor com cidades e Estados. 

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Governo Temer pode descartar liberação de R$ 4 bi para serviços públicos

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - A equipe econômica do presidente Michel Temer pretende descartar a liberação, até o final deste mês, de R$ 4 bilhões para órgãos públicos que estão com dificuldades na prestação de serviços.
 
No começo de julho, a falta de recursos começou afetar serviços como a emissão de passaportes e os trabalhos de patrulhamento da Polícia Rodoviária Federal. Na ocasião, o governo estudou a possibilidade de liberar os recursos para serviços essenciais, mas deverá voltar atrás diante da arrecadação menor do que o previsto. 
 
Era esperada a arrecadação de R$ 13,3 bilhões em 2017 com o novo Refis, programa de parcelamento de débitos tributários. Entretanto, o relator do projeto, deputado Newton Cardoso (PMDB-MG), fez uma série de mudanças na proposta, diminuindo a expectativa de receitas para R$ 420 milhões. O Ministério da Fazenda pretende recomendar o veto caso todas as alterações sejam  aprovadas no Congresso. 

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Pobreza, violência e barbárie no Brasil do golpe, por Marcio Pochmann

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Foto: Arquivo/EBC

Da Rede Brasil Atual

 
No Brasil de Temer e suas reformas regressivas, ricos querem viver como os xeques do Bahrein, enquanto o restante da população depara com cenário aos moldes do Haiti
 
por Marcio Pochmann
 
As forças do golpe que liquidaram o governo eleito democraticamente em 2014 atacam os pobres sem cessar, na expectativa de trazer de voltar à Belíndia, modelo de sociedade da década de 1970 constituído pelos governos autoritários. Mas na realidade, o atual conjunto de reformas conduzidas em meio a mais grave recessão já vivida pelo país aponta para outro modelo de sociedade, o Bahaiti.
 
O regime militar que predominou por 21 anos no Brasil (1964-1985) não se sustentou apenas no autoritarismo. A garantia do rápido crescimento econômico foi a senha necessária para o apoio político em troca da expansão dos negócios aos capitalistas e da ocupação aos trabalhadores.
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O mercadismo que quer operar acima das tensões sociais e políticas, por André Araújo

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Por André Araújo
 
 
Samuel Pêssoa virou uma espécie de guru intelectual do mercadismo radical que pretende operar acima das tensões sociais e políticas, algo hoje inteiramente fora de moda nas grandes nações pós-crise de 2008.
 
Nos EUA, catedral mundial do pensamento econômico aplicado à realidade, foi o ESTADO de corpo e alma quem salvou o mercado em 2008, salvou da crise PROVOCADA PELOS EXCESSOS DO MERCADO. 
 
Se não fosse o Tesouro dos EUA, a crise de 2008 seria infinitamente maior. Foi o Tesouro dos EUA, autorizado pelo Presidente Obama, quem sacou dinheiro de seu caixa no importe nada desprezível de US$778 bilhões dentro da autorização do programa TARP para salvar o Citigroup, a General Motors, a seguradora AIG e mais 200 outras corporações e bancos, decisão tomada de forma ultrarrápida, engenhosa, eficiente e sem pruridos ideológicos, no incêndio não se pergunta de onde vem a água e SALVOU O MERCADO. 

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Confiança do consumidor recua 5% em junho e chega ao menor nível desde janeiro, aponta SPC

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Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a confiança do consumidor caiu 5% em junho, recuando de 41,5 pontos em maio para 39,4 pontos, o menor nível desde janeiro deste ano. 
 
A pesquisa mostra que 82% dos consumidores têm uma avaliação negativa das condições atuais da economia brasileira. Outros 17% classificam o desempenho como regular e somente 1% acham que o cenário é positivo. 
 
Para estes entrevistados, a explicação para o clima econômica ruim são os  escândalos de corrupção e o mau uso dos recursos públicos, citados por 51% desses consumidores. Eles também apontam os sintomas da crise como o desemprego (21%) e a inflação (15%), apesar de sua recente desaceleração. 
 
Em outro ponto, 45% dos entrevistados afirmaram que sua própria situação financeira é ruim ou péssima. Outros 45% consideram a situação regular e 9% afirmam que o momento é bom. 

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2017: há uma recuperação da economia brasileira?

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Do Brasil Debate

2017: há uma recuperação da economia brasileira?

por Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica/Unicamp

Nota nº2 do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica/Unicamp discute se há realmente uma retomada da economia, as mudanças na metodologia do IBGE e o que mudará a partir das reformas em curso e com o novo regime fiscal
 
A perspectiva para a retomada da economia brasileira em 2017 e o peso da austeridade são discutidos na segunda Nota de Conjuntura do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica (Cecon), do Instituto de Economia da Unicamp. No primeiro trimestre de 2017, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1% em relação ao trimestre anterior – resultado positivo pela primeira vez desde o último trimestre de 2014. Mas, segundo Pedro Paulo Zahluth Bastos, Arthur Welle e Ana Luiza Matos de Oliveira, autores da nota, não há consenso entre os analistas de que a economia entrou em um processo sustentado de recuperação.
 
Na sua primeira parte, a nota defende que os dados do IBGE não mostram ainda uma recuperação cíclica no primeiro trimestre nem um impacto positivo da austeridade, mas uma supersafra agrícola e notável crescimento das exportações, tudo apesar da política econômica. Os autores enfatizam que a queda do investimento repetiu o ritmo do trimestre anterior, e o consumo das famílias continuou em declínio em relação ao trimestre anterior, embora tenha ocorrido uma desaceleração do ritmo da queda.
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