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Depoimento

Cunha nega recebimento de propina da JBS para não fazer delação premiada

Foto: AFP

Jornal GGN - O ex-deputado Eduardo Cunha negou em depoimento à Polícia Federal, nesta quarta (14), que tenha recebido propina da JBS para não fazer uma delação premiada à Lava Jato.
 
Segundo relatos da Folha, obtidos com o advogado de Cunha, o ex-deputado disse que seu silêncio "nunca esteve à venda".
 
O empresário Joesley Batista afirmou, em delação premiada, que pagou parcelas de R$ 500 mil a Cunha quando ele já estava preso, em Curitiba. O valor era referente a um acerto com o peemedebista, que teria agido no Congresso em favor da JBS.
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Rocha Loures decide ficar em silêncio em depoimento à PF

Foto: Reprodução/GloboNews

Jornal GGN - Ex-deputado federal e ex-assessor especial de Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures decidiu ficar em silêncio em seu primeiro depoimento à Polícia Federal. Segundo informações do Estadão, ele estaria de olho em um acordo de delação premiada, mas adotou como estratégia não entregar nenhuma informação sobre o esquema de pagamento de propina da JBS junto ao governo Temer.

A PF ainda não divulgou à imprensa o teor das perguntas feitas a Rocha Loures. Um dos mistérios que ele deve elucidar é a identidade de uma pessoa chamada "Edgar", que seria acionado para operar o recebimento de propina semanal junto ao empresário Ricardo Saud.

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Em meio a julgamento do TSE, Loures ficará em silêncio na PF para ajudar Temer

Foto: Reprodução/GloboNews

Jornal GGN - O Tribunal Superior Eleitoral retomou na manhã desta quarta (7) o julgamento da ação de cassação de mandato que pode derrubar Michel Temer e, diante deste evento, a defesa de Rodrigo Rocha Loures orientou o ex-assessor especial do Planalto a ficar em silêncio em depoimento à Polícia Federal, marcado para este mesmo dia.

Segundo nota do Estadão, "o criminalista Cezar Bitencourt vai alegar que não teve acesso à íntegra das interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça ou às gravações realizadas pelo delator Joesley Batista". O mesmo argumento foi utilizado pela defesa da irmã de Aécio Neves, Andrea Neves, presa na Lava Jato desde o dia 18 de maio.

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Fernando Haddad disseca o arco do atraso em depoimento histórico

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, publicou um depoimento histórico na revista Piauí, sobre sua experiência com o poder desde os tempos de Ministro da Educação.

No artigo, fala dos problemas de Dilma Rousseff, do papel deletério da mídia, aponta o promotor suspeito de receber propina, e que passou a persegui-lo, mostra que José Serra foi o principal mentor do golpe, entre outras re

O fator Dilma e São Paulo

Fernando Haddad descreve sua ida a Brasília, ainda antes da posse na prefeitura, para se encontrar com a presidente Dilma Rousseff. Na manhã seguinte ao segundo turno, Haddad já havia insinuado que  governo federal deveria tratar São Paulo de maneira especial, por sua importância. Dilma respondeu com um olhar zombeteiro, tipo “não me venha querer levar vantagem”.

O encontro foi no seu gabinete, no 3o andar do Palácio do Planalto, ao lado dos Ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Miriam Belchior, do Planejamento, Orçamento e Gestão. Haddad levou seu Secretário das Finanças. Marcos Cruz. O ambiente foi se tornando gradativamente mais tenso. E veio a cobrança sobre or reajuste da tarifa de ônibus no município.

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Sem saídas, delação de Funaro ameaça ainda mais Cunha e Temer

Arrolados pelas acusações da JBS, por falta de opções, agora é o operador do ex-presidente da Câmara que negocia acordo que atingirá em cheio Cunha e Temer
 

 Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - O empresário Joesley Batista teria repassado R$ 173 milhões ao doleiro Lúcio Funaro, considerado o principal operador financeiro do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Nos depoimentos do acordo de delação premiada, o executivo da JBS relaciona esses repasses a Funaro diretamente com Cunha, e os dois, por sua vez, com Michel Temer.
 
Joesley Batista disse que a dupla Funaro e Cunha "encamparam" indicações de terceiro escalão do governo Dilma Rousseff, dominando o jogo de interesses e influências. "Eles vinham tomando terreno, este grupo. Encampou o [fundo de investimento] FI-FGTS, encampou a Caixa, aí encampou o Ministério da Agricultura", disse.
 
De acordo com Joesley, entre os repasses de R$ 173 milhões desde 2011, Funaro recebeu da JBS como propina uma casa nos Jardins, em São Paulo, de R$ 14 milhões, e um helicóptero, de R$ 8,4 milhões. Além dos depoimentos, o empresário entregou uma planilha que traz descrito a entrada e a saída dos pagamentos ao operador de Cunha.
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Fachin separa inquérito de Temer e entrega Aécio a novo relator

No cuidado de não antecipar julgamento, no despacho, o ministro do STF acabou trazendo argumentos favoráveis às alegações iniciais de Temer e de Aécio contra as investigações
 

Foto: Adriano Machado / Reuters
 
Jornal GGN - O pedido do presidente Michel Temer de separar o julgamento contra si do de Aécio Neves (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF) foi aceito pelo ministro Edson Fachin. É a primeira vitória de Temer no processo na última instância. O senador tucano também poderá ser favorecido: Fachin determinou a redistribuição para um novo relator das investigações contra ele.
 
Tanto Aécio quanto Temer são investigados por prática de crimes de corrupção, obstrução à Justiça e formação de organização criminosa. A nova frente da Lava Jato teve início com a delação do presidente da JBS, Joesley Batista, com grampos de conversas entre o executivo e os políticos, além do acompanhamento dos investigadores no repasse de propinas.
 
A Procuradoria-Geral da República disse haver flagrante, em ambos os casos, de recebimento de propina e de tentativa de Aécio e Temer interferirem nas investigações. Além disso, contra Temer recai ainda a acusação de aprovar a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado na Lava Jato.
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As perguntas que a irmã e o primo de Aécio se negaram a responder à PF

Andrea Neves e Frederico Pacheco ficaram em silêncio sobre documento secreto e relação com doleiro

Foto: Paulo Fonseca/Agência EFE

Jornal GGN - No mesmo dia em que foi presa pela Lava Jato, Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB), foi interrogada pela Polícia Federal sobre os esquemas de corrupção revelados pela JBS, mas preferiu ficar em silêncio até que sua defesa tenha acesso a todas às acusações que existem no processo.

O relatório da Polícia Federal mostra que o mesmo ocorreu com Frederico Pacheco, primo de Aécio, que também está preso depois de ter sido flagrado retirando malas de dinheiro da sede da empresa da família Batista. 

O relatório da PF mostra que Andrea foi questionada sobre as mensagens que trocou com Joesley Batista e os encontros do empresário com Aécio. A irmã do senador foi apontada pelo delator da JBS como a responsável por iniciar a conversa em torno do pedido de R$ 2 milhões, com a desculpa de que o montante ajudaria a pagar a defesa do tucano na Lava Jato.

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Lava Jato usa dados colhidos no caso triplex em novo inquérito contra Lula

Foto: Instituto Lula
 
 
Jornal GGN - Os depoimentos dados por Léo Pinheiro, Renato Duque e Lula a Sergio Moro, que pertencem à ação penal do caso triplex mas não estão conectados ao apartamento, serão usados pela Lava Jato para construir um novo inquérito contra o ex-presidente. É o que diz reportagem do Estadão, nesta segunda (15).
 
A Lava Jato considerou uma vitória que Lula tenha admitido encontros com Renato Duque e Léo Pinheiro, inclusive na presença de João Vaccari Neto, ao longo de 2014, quando a operação já estourava na mídia.
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"Doutor Moro, o senhor se sente responsável por destruir empregos?", perguntou Lula

Jornal GGN - O ex-presidente Lula confrontou o juiz Sergio Moro sobre o impacto da Lava Jato na economia, a relação promíscua dos procuradores e juízes com a imprensa e as delações "forçadas", que só são aceitas pelo Ministério Público Federal quando citam o petista.

Lula perguntou a Sergio Moro se ele se sente responsável pelo fato da Lava Jato ter destruído a indústria da construção civil e afetado setores de óleo e gás, gerando milhares de desempregados. Isso ocorreu após o magistrado perguntar se Lula não se sentia, de alguma forma, responsável pela corrupção que ocorria na Petrobras.

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Defesa responde a veículos que usam Marisa para atacar Lula

Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula respondeu a veículos da grande mídia que têm dito que o petista jogou no colo da esposa, dona Marisa, falecida em fevereiro passado, a responsabilidade pelas negociações do triplex no Guarujá.

No dia seguinte ao depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro, que durou quase cinco horas, a maioria dos jornais de grande circulação insinuou que o ex-presidente usou a morte de dona Marisa para sair pela tangente em relação ao triplex.

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O julgamento político de Moro contra Lula

 
Jornal GGN - Com a reação nitidamente perplexo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouvia do juiz Sergio Moro o que ele considerava como justificativa para dirigir perguntas no caso do triplex do Guarujá sobre a AP 470, conhecida como mensalão, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
"Eu tenho umas perguntas para o senhor para entender a sua relação com os seus subordinados e assessores. O senhor ex-presidente afirma que jamais compactou com algum dos criminosos, que não tinha conhecimento dos crimes praticados no âmbito da Petrobras no seu governo. Eu entendo aqui que perguntas a respeito de atitudes em relação a crimes praticados por subordinados, assessores ou pessoas que trabalharam na Petrobras durante o seu governo têm relevância para a formação da minha convicção judicial. Nesse aspecto, senhor ex-presidente, eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre a sua opinião sobre o caso nominado de 'Mensalão', que foi julgado pelo STF", disse Moro.
 
Lula não precisou responder à inconformidade daquela pergunta no atual julgamento da primeira instância, antes que os advogados entrassem com os argumentos para destacar a incoerência. Mas não bastou: "é o juízo que vai julgar, é o juízo que entende que isso é relevante", dizia, de forma ríspida, Sergio Moro.
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Confronto: "Se testemunhas não dissessem a senha 'Lula' não valia para vocês"

O ex-presidente desbancou as táticas usadas pela Operação Lava Jato e acusou os procuradores de sustentarem mentiras com mais e mais mentiras que, até agora, não foram provadas
 
 
Jornal GGN - "Aqui, na sua sala, tiveram 73 testemunhas. Grande parte de acusação do Ministério Público. E nenhuma me acusou. O que aconteceu nos últimos 30 dias, doutor Moro, vai passar para a história como o 'mês Lula'. Porque foi o mês em que vocês trabalharam, sobretudo o Ministério Público, para trazer todo mundo para falar uma senha chamada 'Lula'. O objetivo era dizer 'Lula', se não dissesse 'Lula' não valia", disse o ex-presidente, em confronto direto à Lava Jato e ao juiz Sérgio Moro.
 
De maneira sacárstica, o magistrado da Lava Jato de Curitiba questionou: "O senhor entende que existe uma conspiração, então?". E Lula novamente o cortou, criticando, desta vez, a estratégia de delações premiadas criada na Operação com o juiz.
 
"Não, não", respondeu, continuando: "Eu entendo, e acompanho pela imprensa, que pessoas como o Léo Pinheiro já estão há algum tempo querendo fazer delação. Primeiro, ele foi condenado a 23 anos de cadeia, depois se mostra na televisão como é que vive a vida de 'nababo' dos delatores, e o cara fala: 'porra, eu to condenado a 23 anos, e os delatores pagaram uma parte e estão vivendo essa vida?'", ativou Lula.
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Feminismo de ocasião que hoje ataca Lula nunca defendeu Marisa

Jornal GGN - Quem teve a oportunidade de visualizar as capas dos principais jornais impressos, nesta quinta-feira (11), pôde identificar um esforço sincronizado de veículos da grande mídia para estabelecer uma narrativa hegemônica que pudesse reduzir quase cinco horas de depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sergio Moro à uma derrota do petista.

Lula teria recorrido ao "não sei de nada" desgastado pelo Mensalão e jogado a culpa do triplex no colo de dona Marisa, dizem as manchetes dos jornalões, em letras garrafais. Como se a democratização das informações pela internet ainda permitisse esse tipo de manipulação.

Certo é colocar Lula como o marido que se aproveitou da morte da esposa para sair pela tangente em relação ao triplex motivou algumas manifestações vergonhosas publicadas. Três delas estão no Estadão, travestidas de jornalismo, mas subestimam a inteligência do leitor.

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Lula: "O senhor que grampeou o Youssef, poderia saber mais de corrupção que eu"

Moro quis saber se Lula não se sentia responsável pela corrupção na Petrobras. Juiz também deu indícios de que a participação do ex-presidente - que admitiu reunião com Renato Duque para falar de propina - era vital para o esquema

Jornal GGN - No quarto vídeo do depoimento de Lula a Sergio Moro, o ex-presidente foi questionado pelo juiz se sabia da existênca do esquema de corrupção na Petrobras durante sua passagem pelo governo. Lula respondeu que não tinha conhecimento e nem responsabilidade pelas ações dos ex-diretores que corromperam a estatal. E disparou contra Moro: "Todos nós só ficamos sabendo quando foi pega no grampo a conversa de Alberto Youssef com Paulo Roberto. (...) O senhor que soltou o Youssef e mandou grampear. O senhor poderia saber mais do que eu."

O embate começou quando Lula disse que nenhuma autoridade, institutição ou mesmo a imprensa havia levantado indícios do petrolão à época dos acontecimento. Entre 6'37'' - 7'06'':
 
Lula: Entenda, doutor Moro, que coisa engraçada. Todos os diretores que indiquei passaram pelo crivo do GSI [gabinete que avaliava as indicações de partidos], foram indicados, não houve um voto contra do Conselho de Administração, nenhuma denúncia de qualquer trabalhador, nenhuma denúncia da Policia Federal, nenhuma denúncia do Ministério Público, nenhuma denúncia da imprensa. E isso aconteceu em 2003 e 2004. Como não posso grampear ninguém e não tinha Youssef na minha vida, eu não tinha como saber.
 

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Opinião do Nassif: O depoimento de Lula na Lava Jato

Falta de visão estratégica dos agentes da força tarefa de Curitiba faz renascer o herói nacional 

 
Estão conseguindo criar um herói, é impressionante a falta de visão estratégica dos coordenadores da Lava Jato, incluindo juízes e procuradores. O dia 10 de maio poderá ser marcado pelo renascimento do mito Lula. 
 
O ex-presidente chegou em Curitiba, recebido por uma multidão de pessoas, apaixonadas, montando uma cena consagradora nas ruas da cidade.
 
Em contraposição, no depoimento, o que se viu foi a verdadeira dimensão dos juízes e procuradores. De um lado, uma pessoa que se tornou, durante um certo período de tempo, o estatista mais festejado do mundo, por incluir milhões de pessoas na linha do consumo, sendo comparado a vários heróis pacifistas. E, de repente, por conta da perseguição política, perde a mulher, Marisa Letícia, por complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral, visivelmente abatida pelas pressões que vinha sofrendo nos últimos anos
 
O quadro é de uma pessoa - Lula - que saiu consagrada do governo, sendo criminalizada durante os últimos dois anos e meio, sem uma única prova das acusações as quais foi submetida. 
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