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Janot muda explicação sobre impeachment de Dilma ao sabor da conveniência

Na ação no Supremo que pode anular o impeachment, Janot disse que o processo ocorreu dentro da normalidade constitucional e negou que Eduardo Cunha tenha aceitado o pedido por vingança ou benefício próprio. Já na denúncia contra o "quadrilhão do PMDB", procurador tratou o impeachment como subproduto de um plano frustrado para frear a Lava Jato
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot deu duas versões muito diferentes para os motivos que levaram à derrubada do governo Dilma Rousseff (PT). A mudança de postura ficou registrada em dois documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal no mesmo dia, quinta-feira (14).
 
Primeiro, para posicionar-se contra a anulação do impeachment, Janot disse que o processo se deu dentro da normalidade constitucional, afirmou que as pedaladas fiscais justificavam a condenação da ex-presidenta e garantiu que não houve nenhum "desvio de função" por Eduardo Cunha. O ex-deputado é acusado por Dilma de ter deflagrado o impeachment por vingança e em benefício próprio e de seu grupo político, interessados em escapar da Lava Jato. A narrativa ganhou força após o vazamento de grampo sobre "botar o Michel [Temer]" no poder e "estancar a sangria".
 
Depois, na denúncia que apresentou ao Supremo contra o chamado "quadrilhão do PMDB", Janot mudou a narrativa ao sabor da conveniência: disse que o impeachment foi subproduto de um plano frustrado do PMDB do Senado para frear as investigações.
 
"Como não lograram êxito em suas tratativas, em 29.03.2016, o PMDB decidiu deixar formalmente a base do governo e, em 17.04.2016, o pedido de abertura de impeachment da Presidente Dilma Rousseff foi aprovado pela Câmara dos Deputados", admitiu Janot.
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A desculpa de Janot para criminalizar papel de Lula e Dilma

Procurador diz que não está criminalizando a política, mas denuncia Dilma e Lula por formação de alianças mesmo assim
 
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot tentou explicar, na denúncia que apresentou contra Michel Temer e outros do PMDB por formação de quadrilha, o porquê de também considerar Dilma, Lula e outros petistas como membros de uma mesma organização criminosa. Essa justificativa de Janot é uma versão abrandada do discurso adotado pelos procuradores de Curitiba usam em todos os processos contra Lula.
 
Segundo Janot, tudo se justifica porque Dilma e Lula foram os chefes do Executivo desde 2003 e, por conta disso, fizeram com que o PT tivesse um "papel mais relevante" nos esquemas criminosos até de outros partidos, como o PMDB de Michel Temer e o PP.
 
Dilma e Lula são indiciados por Janot especialmente por terem aderido ao presidencialismo de coalizão e distribuído cargos a aliados. No caso, a "quadrilha do PMDB" se aliou ao PT e penetrou na Petróleo, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional, Ministério da Agricultura, Secretaria de Aviação Civil, entre outros.
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Janot se posiciona contra anular o impeachment de Dilma

Foto: Ricardo Stuckert Filho
 
 
Jornal GGN - Quatro meses após ser incitado pelo Supremo Tribunal Federal a se manifestar sobre a anulação do impeachment de Dilma Rousseff, o procurador-geral da República Rodrigo Janot avaliou que a petista não apresentou motivos suficientes para reverter o processo que ocorreu no Senado, em agosto de 2016.
 
Há pouco mais de um ano, Dilma perdeu o cargo sob a acusação de que teria praticado crime de responsabilidade fiscal com as chamadas pedaladas fiscais. 
 
Janot considerou, em sua argumentação, que o procedimento adotado pelo Senado observou a Constituição e que as pedaladas fiscais eram suficientes para condenar Dilma.
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Quanto vale a delação de Palocci? Por Ricardo Amaral


Fotos Públicas

Quanto vale a delação de Palocci? Nada

Por Ricardo Amaral

O depoimento de Antonio Palocci ao juiz Sergio Moro, tão festejado pela Globo, tem o mesmo valor jurídico da delação recentemente desmoralizada de Delcídio do Amaral: rigorosamente nenhum. Serve, como serviu o ex-senador, para dar verossimilhança à ficção contra Lula que a TV dirige e a Lava Jato encena. São atores que valem mais pelo currículo passado que pelas falas de hoje. Ícones de uma farsa.

Palocci está preso ilegalmente há quase um ano, condenado a 12 anos de prisão. Está sob controle de Sergio Moro e seus carcereiros. Assim como outros réus, desistiu de se defender e passou a acusar Lula, orientado pelos advogados de porta de cadeia que Moro arregimenta a peso de ouro em Curitiba. Com garantia de benefícios, orientam o cliente a mentir para preencher as lacunas das denúncias porcas do MPF.

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Delações premiadas por quem e para que? Por Robson Leite

Reprodução
Foto: Reprodução

Sugerido por Webster Franklin

Por Robson Leite*

Na CartaMaior

Por enquanto, provas - e bem contundentes - só existem contra o Temer, seus ministros e assessores mais próximos e contra o Senador Mineiro Aécio Neves

É impressionante como a mídia e o judiciário ainda possuem um enorme poder de influência nas opiniões do nosso país. Chega ao ponto de confundir até aos militantes mais inseridos no dia-a-dia da política e da área de comunicação. A delação premiada do ex-Ministro Antônio Palocci é um excelente exemplo que ilustra bem essa minha afirmação.
 
O ex-Ministro ficou preso quase dois anos. A sua condenação o deixaria pelo menos mais 20 na cadeia. Ele pediu vários habeas corpus nesse último período e todos foram negados. O Ministério Público afirmou que ele só seria solto e teria sua pena reduzida para menos de três anos em regime aberto (ou seja, só mais alguns meses e cumprida em casa) se fizesse uma delação "que colaborasse com o objetivo do trabalho do MP". Ele tentou vários acordos e nenhum foi aceito, pois não continha nada contra o Lula e o PT. Ele topou fazer a delação que atendesse a esse propósito, mas não teria como provar. O MP aceitou. Isso também aconteceu com o Delcídio que afirmou, inclusive, coisas piores sobre Lula e Dilma. Como não havia provas, o STF inocentou-os um ano e meio depois da delação - agora comprovadamente mentirosa - do ex-Senador Delcídio do Amaral. Porém, depois desse tempo todo, apesar da absolvição dos acusados, o estrago político já tinha sido feito, incluindo aí o impeachment, pois essa famosa delação foi antes da votação do dia 17 de abril de 2016.

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Dilma: Janot inverte papéis e processa quem deveria ser vítima

Foto: Ricardo Stuckert Filho

Jornal GGN - A presidente deposta Dilma Rousseff reagiu, em nota à imprensa, à denúncia que a Procuradoria Geral da República apresentou contra ela, o ex-presidente Lula e Aloysio Mercadante, agora por obstrução de Justiça. A denúncia usa a delação de Delcídio do Amaral e o grampo vazado por Sergio Moro à imprensa, situação que Dilma classificou como lamentável. Para ela, Janot inverte a Justiça, processando quem deveria ser vítima e beneficiando os verdadeiros corruptos.

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Janot denuncia Dilma e Lula de novo, agora por obstrução de Justiça

 
Por André Richter
 
Da Agência Brasil
 
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou hoje (6) nova denúncia contra a ex-presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por suposto crime de obstrução de Justiça. No entendimento de Janot, a nomeação de Lula para ministro da Casa Civil em 2016 teve objetivo de combater as investigações porque ele já figurava como réu em um dos processos da Lava Jato. O ex-ministro Aloizio Mercadante também foi denunciado.
 
Em março de 2016, por uma decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, a nomeação de Lula foi suspensa, por entender que a nomeação para o cargo teve o objetivo de retirar a competência do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, para julgá-lo e passar a tarefa ao Supremo, instância que julga ministros de Estado.
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Denúncia serviu para "desviar o foco" de Janot, diz Dilma

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - A presidente deposta Dilma Rousseff subiu o tom das críticas ao procurador-geral Rodrigo Janot, afirmando que sua equipe no Ministério Público Federal decidiu redigir "às pressas" uma acusação contra ela, Lula e outros petistas por organização criminosa, com o objetivo de "desviar o foco" do escândalo da JBS e "encobrir a verdade" sobre ilicitudes possivelmente cometidas em delações premiadas.

"Na semana em que o país toma conhecimento da deterioração ética e moral que cerca o mercado da corrupção, no dia em que a polícia encontra uma dúzia de malas cheias de dinheiro roubado por elemento central na articulação do presidente golpista, o procurador lança mão do diversionismo e encontra respaldo em parte da imprensa brasileira que se transformou em uma fração politica, perdendo inteiramente a isenção", disparou Dilma.

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Janot tenta impedir que Lula seja julgado em Brasília

Foto: Divulgação
 
 
Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot quer que a ex-presidente Dilma Rousseff e os ex-ministro Antonio Palocci e Guido Mantega sejam processados e julgados pelo crime de organização criminosa em Curitiba, nas mãos do juiz Sergio Moro. Na mesma denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal, Janot apontou que apenas a senadora Gleisi Hoffmann tem foro privilegiado, mas apresentou argumentos para solicitar que Lula, João Vaccari Neto e o ex-ministro Paulo Bernardo sejam julgados na Corte.
 
Na visão de Janot, duas ações penais que tramitam em São Paulo e Distrito Federal contra Vaccari e Lula, respectivamente, guardam "continência" com o caso que envolve Gleisi. Segundo a definição do Código de Processo Penal, a continência é determinada quando "duas ou mais pessoas são acusadas pela mesma infração".
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Dilma: Globo faz "jornalismo de guerra" misturando denúncia contra PT às malas de Geddel

Jornal GGN - A presidente deposta Dilma Rousseff usou as redes sociais, nesta quarta (6), para repudiar o "jornalismo de guerra" praticado pelo jornal O Globo. O diário publicou em sua capa a foto de malas e caixotes com R$ 51 milhões em dinheiro vivo que foi encontrado pela Polícia Federal em um "bunker" atrubuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, logo abaixo da manchete que trata de nova denúncia contra caciques do PT por organização criminosa.

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Denúncia contra o PT é tentativa da PGR de retomar credibilidade no dia seguinte


Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Claramente uma tentativa de desviar o foco pós acidente dos áudios de Joesley Batista arrolando procuradores da República e Rodrigo Janot em quase um esquema para o acerto dos acordos da JBS, Janot viu o fim do mandato se acercando, e se o resultado de uma nova denúncia contra Temer vem sendo o de fracasso, decidiu despachar de última hora a denúncia contra Dilma Rousseff, Lula e petista por "organização criminosa".
 
"A denúncia apresentada nesta terça-feira (5/9) pela Procuradoria Geral da República parece uma tentativa do atual procurador-geral de desviar o foco de outras investigações, que também envolvem um membro do Ministério Público Federal, no momento em que ele se prepara para deixar o cargo", pontuou em nota o Partido dos Trabalhadores.
 
São acusados junto com os ex-presidentes da República, os ex-ministros Antonio Palocci, Paulo Bernardo e Guido Mantega; os ex-tesoureiros do PT, Edinho Silva e João Vaccari Neto, e a senadora Gleisi Hoffmann.
 
A peça de 230 páginas tenta convencer que os 14 anos de mandatos de Lula e Dilma foram estabelecidos com base em uma grande organização criminosa, tendo como uma das repercussões o esquema de corrupção deflagrado na Petrobras. Lula, Dilma e os ex-ministros não detêm de foro privilegiado. Mas em um aceno de suposta isonomia, Janot pede que eles sejam investigados na Corte Suprema, tendo consciência de que seus casos podem e devem retomar à primeira instância.
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Um dia após ser enquadrado pela JBS, Janot denuncia "quadrilhão" com Lula e Dilma

 
Jornal GGN - Um dia após a imprensa divulgar gravações que mostram possíveis ilicitudes da turma de Rodrigo Janot em negociação de delação premiada com a JBS, a Procuradoria Geral da República decidiu denunciar os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, os ex-ministros Antonio Palocci, Paulo Bernardo e Guido Mantega e os ex-tesoureiros do PT Edinho Silva e João Vaccari Neto, além da senadora Gleisi Hoffmann, por formação de organização criminosa na Lava Jato.
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Dilma diz que Marcelo Odebrecht mentiu em depoimento a Sergio Moro

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - A presidente deposta Dilma Rousseff emitiu uma nota à imprensa, nesta terça (5), rebatendo o depoimento de Marcelo Odebrecht a Sergio Moro, no qual ele afirma que doou menos dinheiro para a campanha presidencial de 2010 porque havia gasto a maior parte dos recursos com pedidos feitos por interlocutores de Lula. Os petistas negam as denúncias.

No processo em que Lula é acusado de receber propina da Odebrecht, Marcelo disse a Moro que provisionou recursos ao ex-presidente em uma conta chamada "Amigo".

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Joesley entregará extrato de conta "de Dilma e Lula" que pagou luxos do empresário

Foto: Agência Senado

Jornal GGN - A possível farsa da conta de "Dilma e Lula" mantida no exterior pelo empresário Joesley Batista, da JBS, ganhou mais um capítulo nesta sexta (1), com a jornalista Mônica Bergamo noticiando em sua coluna que os donos da empres prometem entregar os "extratos" e "explicar em detalhes" de despesas e depósitos ao Ministério Público Federal. Os documentos são parte do material vinculado ao acordo de delação premiada.

No final de julho, Bergamo revelou que há elementos nessa trama que fazem a delação de Joesley contra e Dilma e Lula parecer uma farsa. Isso porque o empresário admitiu que embora atribua aos ex-presidentes do PT os fundos por onde teriam passado 150 milhões de dólares nos últimos anos, o fato é que Joesley usou o dinheiro que escondia no exterior para pagar a festa de seu casamento com uma apresentadora de TV, bancou o luxo de possuir dois barcos e ainda adquiriu um apartamento em Nova York. Leia mais aqui.

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Com agenda predatória, golpe eliminará futuro do Brasil, por Gleisi Hoffmann


Foto: Agência PT

Por Gleisi Hoffmann

 
O golpe destrói um bem intangível: a esperança no futuro. A persistir em sua intensa agenda predatória, eliminará o futuro do Brasil, de nossos filhos e netos
 

Apenas um ano após o afastamento definitivo da presidenta Dilma pelo Senado, o Brasil está num processo acelerado de destruição em todos os níveis. Nunca se destruiu tanto em tão pouco tempo.

As primeiras vítimas foram a democracia e o sistema de representação. O golpe continuado, que se iniciou logo após as eleições de 2014, teve como primeiro alvo o voto popular, base de qualquer democracia e fonte de legitimidade do sistema político de representação.

Não bastasse, os derrotados imediatamente questionaram um dos sistemas de votação mais modernos e seguros do mundo, alegando, de forma irresponsável, “só para encher o saco”, como afirmou Aécio Neves, a ocorrência de supostas fraudes. Depois, questionaram, sem nenhuma evidência empírica, as contas da presidenta eleita. Não faltaram aqueles que afirmaram que haviam perdido as eleições para uma “organização criminosa”.

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