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Impasses múltiplos dificultam saídas para a crise, por Walter Sorrentino

Impasses múltiplos dificultam saídas para a crise

por Walter Sorrentino

Há personagens na história que escreverão sobre seus fracassos, e quando lhe faltarem fracassos cuidarão de fracassar mais e melhor. Entrarão na história como pigmeus de bulevares.

Temer e seu governo é um desses personagens. Aproveitou-se de um golpe cujo roteiro ele afirma explicitamente ser de seu conhecimento. Foi beneficiário direto do golpe e não teve a dignidade para manter a democracia e a própria compostura.

O governo Temer é tutelado pelas forças do consórcio que sustentou o golpe, as chantageia e é chantageado por elas. Um governo dos chantagistas.

Mesmo que tudo desse certo para a presidência de Temer - chegar ao fim do mandato golpista tendo realizado as contrarreformas do teto de gastos, a trabalhista e a previdenciária - seria lembrado na história como um presidente que afundou o país e golpeou a democracia. Do povo, só receberá desprezo.

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Eleições e plebiscito revogatório Já, por Roberto Requião

Estamos sendo escravizados por um governo fraco que cede a toda e qualquer exigência do capital estrangeiro
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Marcos Oliveira/Agência Senado
 
Eleições e plebiscito revogatório Já
 
Por Roberto Requião
 
Para se mudar uma realidade, é preciso que a conheçamos em profundidade. A realidade do Brasil, hoje, que é exposta nas redes de televisão, nos jornais e nas rádios é terrível.  Mas ela não é uma realidade completa e fielmente representada por essa mídia.
         
A mídia presta serviços a setores da sociedade. A mídia está a serviço, dos banqueiros, do capital financeiro e dos rentistas. A mídia quer realizar uma involução no Brasil, em favor do livre mercado, do Estado Mínimo e do fim do Estado Social.
 
Vou dar um exemplo para deixar mais claro.
      
Temer dá uma entrevista à TV Bandeirantes, e durante esta entrevista diz, com todas as letras e absoluta clareza, que a ex-presidente Dilma foi cassada porque o PT se recusou a vender três votos favoráveis a Eduardo Cunha na Comissão de Ética.
         
Eduardo Cunha é velho conhecido e parceiro de Temer. Foi uma marionete do processo de impeachment, admitindo-o somente por terem negado sua absolvição, o que era esperado, visto se tratar de um notório criminoso. Cunha foi o principal instrumento do impeachment de Dilma Rousseff. 
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Falta uma disciplina na base curricular: a democracia, por Mauro Santayana

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Foto: Célio Azevedo
 
Do blog de Mauro Santayana
 
 
por Mauro Santayana
 
Duas vereadoras paulistanas tiveram seus números de telefone celular divulgados e estão sendo alvo de uma campanha fascista de pressão, com insultos e mensagens em massa, por não apoiarem as teses do tal "Escola sem Partido".      
 
Pelo comportamento daqueles que as estão insultando, pela tática de pressão covarde e anônima adotada, pela covardia de quem divulgou seus números de telefones celulares, dá para adivinhar o partido, não oficial, nem declarado, que está por trás dos ataques: o do fascismo.

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Previdência: manipulação da informação não é imbatível, por Luis Felipe Miguel

Previdência: manipulação da informação não é imbatível

por Luis Felipe Miguel

via Facebook

Os recuos do governo ilegítimo na reforma da Previdência revelam duas coisas. Primeiro, que a manipulação da opinião não é imbatível. A mídia empresarial não dá nenhum espaço para visões divergentes, a desinformação paga com dinheiro público é gigantesca, mas mesmo assim a grande maioria das pessoas é capaz de entender o retrocesso que significa a proposta apresentada por Temer.

Isso ocorre porque efeito na vida de cada um é muito claro. Não tem como dizer pro cidadão que ele vai ter que trabalhar muitos anos mais do que o planejado para ganhar menos do que imaginava e que isso é bom. E pra cidadã, então? Que não se faz nada para acabar com a dupla jornada de trabalho, mas, em nome da "igualdade", será eliminada uma das poucas medidas que visam compensá-la. É difícil que ela embarque nesse discurso, que contraria tão abertamente sua experiência vivida.

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O colapso do sistema político e os próximos passos do golpe, por Jeferson Miola

O colapso do sistema político e os próximos passos do golpe

por Jeferson Miola

O sistema político está colapsado; sua implosão é parte da estratégia da força-tarefa da Lava Jato. A política não está sendo dirigida pela própria política, no sentido abrangente do termo, porque não está sendo deliberada no âmbito da democracia, da eleição e da representação.

A política está sendo decidida pelos sem-voto; por aqueles não-investidos de mandato popular ou de representação partidária. A democracia representativa, já debilitada pela corrupção e pela ilegitimidade de um Congresso apodrecido, está com seu funcionamento perigosamente mais comprometido pelo hiper-ativismo jurídico na política.

Não se trata somente da judicialização da política; que é, em si mesmo, uma grave anomalia democrática; mas da preponderância nociva das corporações jurídicas sobre a política. Entenda-se por corporações jurídicasesferas do Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal [a polícia judiciária federal].

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Xadrez da política após o vendaval

Peça 1 – sobre o essencial e os detalhes

Para colocar um pouco de ordem nessa barafunda.

1.     No epicentro do terremoto relaxe e espere a terra assentar. A realidade nunca é tão ruim quanto parece no olho do furacão.

2.     Toda essa movimentação em torno da lista de Fachin tem dois objetivos claros. O atual, é o desmonte do sistema de seguridade social e outras reformas antissociais; o de 2018 obviamente são as eleições.

O que está em jogo é o desenho de país que se terá, o futuro dos avanços civilizatórios das últimas décadas, o destino de milhões de pessoas hoje em dia amparadas pelo sistema de seguridade social. 

Esse é o ponto central. O restante são os meios, as táticas políticas.

Peça 2 – sobre o jogo político

O segundo cuidado é entender de que lado estão os principais personagens da Lava Jato: Leia mais »

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Entrevista: Luis Nassif comenta 1 ano do golpe

 

do Psicanalistas pela Democracia

Entrevista: Luis Nassif comenta 1 ano do golpe

Em 17 de abril de 2016, tem início a última fase do golpe parlamentar-midiático-jurídico no país com a votação, na câmara dos deputados, do impeachment da presidente Dilma Roussef, eleita com mais de 54 milhões de votos. Nessa ocasião,  a consolidação do processo de impeachment culminou com o sequestro dos votos de eleitores, brasileiros, que acreditavam na democracia recém conquistada no país e, por isso, compareciam diante das urnas periodicamente a fim de eleger seus representantes.

Esse princípio foi traído e o resultado imediato desse golpe, após a usurpação do voto, foi o início da pauperização e a retirada relâmpago de direitos fundamentais da maioria da população brasileira, que já vivia em condições precárias e limites antes do golpe.

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País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment

Multidão foi ao Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, acompanhar votação na Câmara e prestar apoio à então presidenta Dilma (Foto DANILO RAMOS/RBA)

Impeachment

da Rede Brasil Atual

País golpeado: retrocessos marcam um ano de aceitação do impeachment

Para movimentos sociais e analistas, processo de impedimento iniciado na Câmara pretendia levar ao poder um governo que pudesse promover medidas que jamais seriam aprovadas nas urnas

por Sarah Fernandes e Gabriel Valery

São Paulo – O dia 17 de abril de 2016 entrará para a história como uma data controversa. Foi naquele domingo que a Câmara dos Deputados votou pelo prosseguimento do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), eleita em 2014 com 54,5 milhões de votos. Encorajado por uma série de manifestações populares fomentadas pela mídia tradicional, o plenário aprovou “por Deus, pela pátria e pela família”, o encaminhamento do processo para o Senado, após nove horas e 47 minutos de sessão. O motivo principal, mais que o suposto crime de responsabilidade do qual Dilma foi acusada, era levar ao poder um governo que aplicasse um pacote de retrocessos que jamais seria aprovado nas urnas, como defendem movimentos sociais e analistas.

Pelas acusações, Dilma teria cometido crime de responsabilidade por ter assinado decretos de créditos suplementares e cometido as chamadas "pedaladas fiscais". O debate foi árduo, visto que as práticas foram utilizadas por governos anteriores, bem como por diferentes estados. Argumentos à parte, naquele 17 de abril os tais "crimes" foram pouco citados durante a sessão.

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"Não está fora de cogitação um novo golpe", diz Comparato

Foto: Julia Leite

Por Deborah Melo

Na CartaCapital

O jurista Fábio Konder Comparato não nutre esperança em relação à crise política. A instrução dos processos a partir da lista de Luiz Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), vai demorar.

O governo, de pouca legitimidade, e o Congresso desmoralizado continuarão a aprovar reformas "inconstitucionais", salvo uma intervenção do Ministério Público ou da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os políticos buscarão formas de escapar das acusações. E mais: Comparato não descarta um novo golpe de Estado.

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Mídia internacional “enterra” Temer, por Altamiro Borges

do Blog do Miro

Mídia internacional “enterra” Temer

por Altamiro Borges

Enquanto a mídia brasileira – em especial, a TV Globo – distorce a cobertura sobre a “Lista de Fachin”, dando maiores espaços às acusações contra o ex-presidente Lula, a imprensa internacional já percebeu que as bombásticas delações dos chefões da Odebrecht inviabilizaram de vez o covil golpista de Michel Temer. Nesta quinta-feira (13), os principais veículos estrangeiros registraram que as novas denúncias de corrupção devem paralisar a já capenga economia nativa, dificultar as contrarreformas dos golpistas e abalar ainda mais a já baixa popularidade do usurpador. Alguns deles inclusive já preveem o enterro do Judas.
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A implosão do sistema político como estratégia, por Jeferson Miola

A implosão do sistema político como estratégia

por Jeferson Miola

A abertura do sigilo das investigações da Lava Jato tem o efeito bombástico de implodir o sistema político. Num sistema derrocado, nada fica em pé, nem mesmo a candidatura Lula.

Esta medida extremada não parece ser o desfecho original idealizado para a Lava Jato, mas pode significar a alternativa restante para evitar o retorno do Lula à presidência do Brasil.

É cada vez mais claro que Lula e o PT sempre foram os alvos estratégicos da Lava Jato. Os estrategistas da Operação apostavam que o golpe causaria a derrocada do PT e a destruição simbólica do ex-presidente Lula no imaginário popular. Não foi, porém, o que aconteceu.

Com o aprofundamento do golpe, Lula se consolidou como o único personagem, de dentro do sistema político, com viabilidade eleitoral e, sobretudo, com autoridade moral e política para pacificar o país e comandar a reconstrução econômico-social e a restauração democrática do Brasil.

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Mensalão foi ensaio para o "sequestro" da democracia, avalia Guilherme dos Santos

Um dos mais renomados cientistas políticos do país, acaba de lançar o livro  "A Democracia Impedida - O Brasil no Século XXI"
 
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Jornal GGN - O professor Wanderley Guilherme dos Santos acaba de publicar o livro "A Democracia Impedida - O Brasil no Século XXI" (FGV, 2017), analisando as raízes da crise institucional e social enfrentadas hoje. Considerado um dos maiores cientistas políticos da atualidade, Guilherme dos Santos prenunciou o golpe militar dos anos 1964, dois anos antes, no seu livro "Quem Dará o Golpe no Brasil" (Civilização Brasileira, 1962).
 
Na sua mais recente obra, o professor contraria a visão do pensador do século 19, Alexis de Tocqueville, de que os direitos difusos do voto redundariam na tirania da maioria, observando que as crises não são produzidas pela maioria, mas sim pela proliferação de demandas, necessitando, portanto, de uma governança inteligente para administre as demandas sem perder de vista a coesão social. 
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Dilma diz que errou, ao não ter se atentado para o centro político

Em entrevista ao The New York Times, ex-presidente diz o que teria feito de diferente, se pudesse voltar no tempo
 
Foto: Lula Marques/Agência PT

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Jornal GGN - Se Dilma pudesse voltar atrás, quando ainda estava na presidência, não teria aplicado o mesmo tamanho de cortes de impostos e incentivos fiscais que concedeu para a indústria e, ainda, teria dado mais atenção ao corpo a corpo político. Foi o que a ex-líder brasileira admitiu em entrevista a um jornalista do The New York Times, concedida durante sua passagem por Boston (EUA), onde recentemente participou de uma conferência realizada pela Harvard e MIT. Veja a íntegra da entrevista. 
 
 
 
 
*Traduzido por Jornal GGN
 
Há quase um ano, os legisladores brasileiros votaram para destituir a presidente Dilma Rousseff do cargo, desencadeando a queda dramática da primeira mulher a liderar o Brasil. Rousseff, ex-guerrilheira que foi torturada durante a ditadura militar dos anos 1960, foi expulsa formalmente em setembro.
 
Sua remoção marcou também o fim de 13 anos de mandato da esquerda com o Partido dos Trabalhadores (PT) e uma mudança em nível sísmico na trajetória política do país. Entrevistei Rousseff no fim de semana passado, durante a conferência sobre o Brasil, organizada pela Harvard e MIT, onde ela deu um discurso desafiador advertindo que a democracia brasileira está em perigo. A seguir, trechos da conversa, com pequenas edições.

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Tempo e Razão, por AurelioJunior50

Tempo e Razão

por AurelioJunior50

Comentário ao post Xadrez da lista de Janot, o senhor do Tempo

O condominio PGR - MPF/LJ - STF  podem até ser os "Senhores do Tempo", mas não da razão ou sequer da racionalidade, uma vez que esta enxurrada de inquéritos, lançados ao bel prazer para variadas interpretações, podem reduzir a todo o sistema politico nacional, a uma anarquia continuada, a um real caos institucional, e o pior : de longo prazo, pois "selecionar" réus estará na prerrogativa - até mesmo constitucional - do "condominio", o qual associado a midia de massa poderá aniquilar qualquer um, bastará que alguns "Judas", desta extensa lista, sejam "escolhidos" para o cadafalso.

A "seleção": Pelos nomes constantes na "lista" observa-se que varios "Cardeais" - da direita a esquerda - nela estão expostos, todos praticamente são membros do " Alto Clero" congressual ou deles associados, portanto para o "Condominio" todas as opções estão em aberto, para "salvar o Brasil" (de acordo com a visão deles) dos corruptos contumazes, ao "condominio" bastará escolher - um "dedazo", com apoio da midia será suficiente, ainda mais se algum dos futuros réus resolver "abrir a boca", a razzia será perpetuada, o sistema politico da CF/88 acabou hoje, o qual bem ou mal, com todos seus problemas, ainda é o que se tem, MAS o que pode vir depois?

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O Golpe está desorientado, por Alexandre Tambelli

O Golpe está desorientado

por Alexandre Tambelli

Comentário ao post Xadrez da lista de Janot, o senhor do Tempo

Devemos pensar sempre a Lava-Jato como a ferramenta principal para o êxito do Golpe parlamentar no Brasil e que seu epicentro tem três atores centrais: Rede Globo & velha mídia aliada + Mercado Financeiro e Imperialismo Norte-Americano.

Todos os políticos que apoiaram o Golpe sabem que cumprindo o seu papel, estipulado pelos comandantes do Golpe, estão à-salvos de qualquer possibilidade de prisão mais prolongada, de perderem o dinheiro amealhado em suas relações, muitas vezes suspeitas, entre a Política e o Capital Privado e/ou Estado.

Tudo, e faz décadas, é feito de maneira a se fazer vistas grossas à corrupção dos que se aliam e defendem o epicentro do Golpe, tamanho o Poder amealhado pela Rede Globo & velha mídia no Brasil, aumentado a partir da Lava-Jato.  

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