23 de junho de 2026

Senado dos EUA barra Trump de atacar o Irã sem aval do Congresso

Placar de 50 a 48 incluiu votos de quatro senadores republicanos; Casa Branca pode contestar a medida na Justiça
Reprodução

Senado dos EUA aprovou resolução que proíbe Trump de atacar Irã sem autorização do Congresso, por 50 a 48 votos.
Quatro republicanos votaram contra Trump, e democratas usaram manobra para acelerar votação em menos de um mês.
Resolução não tem força de lei, mas é a primeira desde 1973 que tenta obrigar presidente a encerrar conflito.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução que proíbe Donald Trump de realizar novos ataques ao Irã sem autorização prévia do Congresso. A medida já havia passado pela Câmara no início do mês, por 215 votos a 208, e representa um raro revés para o presidente, cujo partido controla as duas casas legislativas.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

No Senado, o placar foi de 50 a 48. Quatro republicanos votaram contra Trump: Rand Paul, Susan Collins, Lisa Murkowski e Bill Cassidy. Para acelerar a votação, os democratas recorreram a uma manobra regimental que forçou a análise da proposta em menos de um mês.

A resolução não precisa de sanção presidencial, mas também não tem força de lei, o que abre caminho para a Casa Branca contestá-la judicialmente. Ainda assim, é a primeira vez desde a promulgação da Resolução dos Poderes de Guerra, em 1973, que o Congresso aprova uma medida para obrigar um presidente a encerrar um conflito.

Disputa constitucional

A Constituição americana reserva ao Congresso a autoridade para declarar guerra, mas permite que o presidente ordene operações militares em resposta a ameaças iminentes. Trump usou essa brecha para atacar o Irã. Pela lei, o Executivo teria 60 dias para obter autorização legislativa, prazo que o presidente ignorou, lançando novos ataques nos meses seguintes. A Casa Branca argumenta que o contador foi zerado após um primeiro cessar-fogo firmado em abril.

Contexto político

O conflito tornou-se um problema crescente para Trump e para o Partido Republicano. A guerra é impopular entre os americanos e pressionou os preços dos combustíveis para cima. O temor entre aliados do presidente é que a rejeição popular ao conflito afete os resultados das eleições de novembro, quando serão renovadas quase todas as cadeiras da Câmara e parte das do Senado.

Na semana passada, Estados Unidos e Irã assinaram um memorando para encerrar o conflito de forma definitiva. Os dois países ainda negociam pontos pendentes para um acordo final, mas um cessar-fogo permanece em vigor.

*Com informações do g1.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados