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No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade, por Hildegard Angel

No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade

por Hildegard Angel

As pessoas se assustam com a crescente onda de obscurantismo no Brasil. A truculência que arrebata nosso cotidiano, em todos os campos de relações, nos estádios de futebol, discussões de trânsito, desavenças de vizinhos, pequenas discórdias do cotidiano, que antes seriam resolvidas com um aperto de mão ou um desaforado palavrão, daqueles ‘caseiros’, hoje resultam em violentas agressões morais e físicas, até em morte.

Esquadrões de trogloditas musculosos, cheios de endorfina para brigar (e não para amar), são arregimentados, bastando uma compartilhada de Facebook, e vão às dezenas, centenas, aos milhares, barbarizar nas finais de campeonato, em manifestações políticas, discotecas ou bares da madrugada. São hordas e hordas de acéfalos tatuados, deformados pelos anabolizantes proibidos, tanta musculatura que são obrigados a andar meio curvos, fazendo lembrar os antepassados pré-históricos, pré-Civilização, da Idade da Pedra.

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A falsa dicotomia entre grandes meios de comunicação e mídias sociais, por Nina Santos

do Comunicação & Política

A falsa dicotomia entre grandes meios de comunicação e mídias sociais

por Nina Santos

As mídias sociais digitais surgem como um fenômeno novo especialmente a partir do começo do século XXI. Pelo seu caráter de novidade e por todas as potencialidades que estes meios parecem oferecer, tornaram-se objeto de inúmeras análises acadêmicas, mercadológicas ou simplesmente opinativas. Apesar de compreender a necessidade de analisar separadamente esta nova mídia, me parece que essas leituras criaram uma falsa dicotomia entre os grandes meios de comunicação[i] e estas novas mídias que é pouco produtiva para o entendimento da realidade em que eles se inserem e das possibilidades de transformá-la.

Para discutir essa questão, vou usar como ponto de partida uma pesquisa muito interessante realizada pela Fundação Perseu Abramo e intitulada “Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo”. Ela foi feita no final de 2016 e publicada em maio de 2017 e busca entender como os moradores das periferias de São Paulo concebem questões políticas tais como o papel do Estado, a meritocracia, o papel dos políticos, entre outras. Meu objetivo aqui não é discutir a pesquisa em si, mas simplesmente partir de uma questão que me ocorreu durante a leitura dos resultados dela.

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A dinâmica parlamentar da crise e a omissão da esquerda, por Aldo Fornazieri

A dinâmica parlamentar da crise e a omissão da esquerda

por Aldo Fornazieri

Em termos políticos, o Brasil é um dos países mais esquisitos do mundo. Ocupa uma das primeiras posições no ranking das desigualdades sociais e, contudo, essa ignominiosa condição não se traduz em indignação, em ação em luta política. Nunca fomos capazes de fazer uma revolução social e nem uma revolução política. Somos uma sociedade acostumada ao mando. Primeiro, ao mando dos colonizadores, dos senhores de engenho; depois, ao mando dos coronéis das oligarquias estaduais, enfim, ao mando de um rosário de chefes, delegados, empresários, empreiteiros, prefeitos, paramentares, padres, pastores, doutores etc. Uma visceral disposição para mandar de alguns e de obedecer dos muitos.

As lutas sindicais, com uma exceção aqui outra acolá, terminam em bom convívio entre o trabalho e o capital. No campo, em que pese toda a violência, prevalece o mando do senhor das terras. Quando os representantes dos trabalhadores chegam ao poder, verifica-se o bom convívio, os bons modos, a conciliação.

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A opinião pública em tempos de crise, por Gustavo Rufino

A opinião pública em tempos de crise

por Gustavo Rufino

A perceção de uma sociedade é sempre atípica e pessoal. Uns acreditam que vivemos em um tempo de prosperidade e há saudosistas que creem que o mundo de hoje está bem pior do que já foi. Todos tendem a acreditar que sua visão de sociedade é única e verdadeira. Mas, o Estado democrático de direito no Brasil é mais frágil do que parece e dá sinais claros de fatores que levam a rupturas democráticas e influenciam a percepção da sociedade.

No texto Opinião Pública, Walter Lippmann (1889 – 1974), mostra o quão pouco conhecemos (e nada discutimos) do ambiente onde vivemos. Observamos as notícias que chegam de diferentes fontes de dados e acreditamos que aquilo é um retrato fiel da sociedade em que estamos naquele momento, mais difícil ainda é basear uma visão de outras pessoas, ou principalmente de outra época.

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Gleisi: 'Braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia'

Gleisi: "Leis não regulam a mídia pelo interesse público, e sim pelo privado. É flagrante delito contra a democracia" (Divulgação)

da Rede Brasil Atual

OLIGOPÓLIO X DEMOCRACIA

Gleisi: 'Braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia'

Senadora Gleisi Hoffmann esteve ao lado da deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), da jornalista Maria Inês Nassif e do presidente do Barão de Itararé, Altamiro Borges, para discutir liberdade de imprensa

por Redação RBA

São Paulo – "Vemos que o braço para a aplicação do golpe foi a grande mídia, a concentração, o monopólio econômico da imprensa", afirmou a senadora e presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, durante o 3º Encontro Estadual de [email protected] e Ativistas Digitais de São Paulo. "A estrutura de telecomunicações do Brasil vem do tempo da ditadura (1964-1965)", disse Gleisi. O debate se realizou na sede do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, no centro de São Paulo, na noite desta sexta-feira (9).

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O recall da Lava Jato na guerra contra o Lula, por Jeferson Miola

recall da Lava Jato na guerra contra o Lula

por Jeferson Miola

No depoimento do Lula ao juiz-acusador Sérgio Moro em 10 de maio teve de tudo – impedimento de intervenções dos advogados de defesa, perguntas descabidas sobre assuntos estranhos à ação, inquisição torturante por 5 horas e parcialidade nos questionamentos.

Naquela audiência só não apareceu, porém, o essencial: a apresentação de uma única prova, por mais insignificante que fosse, para justificar a mínima razão para a abertura do processo judicial contra o ex-presidente.

O procurador Carlos Fernando Lima lamentou que Lula não tenha produzido provas contra si. Isso deixa claro que a acusação [ao encargo do MP e da PF] não possuía provas e que, na ausência de provas, esperava que o ex-presidente se auto-incriminasse.

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A esfinge midiática que devorou o juiz Sérgio Moro, por Yuri Carajelescov

Foto: Lula Marques / AGPT

do Justificando

A esfinge midiática que devorou o juiz Sérgio Moro

por Yuri Carajelescov

O depoimento prestado pelo ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro trouxe à tona um debate propositalmente adormecido acerca da relação entre a mídia e o exercício do poder punitivo estatal. Lula lembrou que Moro defendeu em artigo doutrinário sobre a operação “mãos limpas” (mani pulite) que a imprensa deve ser politicamente instrumentalizada pela justiça para atingir seus objetivos persecutórios, sem o qual seria impossível combater a criminalidade organizada.

performance dos atores jurídicos envolvidos na operação Lava Jato, o clímax e anticlímax de um enredo novelesco, os sobressaltos e as reviravoltas transmitidos em tempo real pelas tevês a reter a atenção de um público ávido por justiça a qualquer preço, ou algo assim, indica que a teoria defendida pelo magistrado pode ter encontrado alguma correspondência na prática. É preciso, no entanto, investigar o impacto dessa relação em um sistema que sustenta proteger direitos e garantias fundamentais, além da natureza, extensão e morfologia dessa relação para se saber quem efetivamente é meio e quem é comando. 

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Defesa responde a veículos que usam Marisa para atacar Lula

Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula respondeu a veículos da grande mídia que têm dito que o petista jogou no colo da esposa, dona Marisa, falecida em fevereiro passado, a responsabilidade pelas negociações do triplex no Guarujá.

No dia seguinte ao depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro, que durou quase cinco horas, a maioria dos jornais de grande circulação insinuou que o ex-presidente usou a morte de dona Marisa para sair pela tangente em relação ao triplex.

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Chomsky corrige o que Clóvis Rossi escreveu sobre Chomsky

da Folha

Políticas deploráveis de Temer merecem severa condenação

Dois artigos de Clóvis Rossi publicados pela Folha passaram uma impressão enganosa a respeito de algumas observações sobre o Brasil e a América Latina que fiz numa entrevista ao programa noticioso do site "Democracy Now".

Comecei por enfatizar que "conquistas reais" foram alcançadas no Brasil e em outras partes da região e prossegui dizendo: "Êxitos reais foram alcançados, e acredito que muitos deles serão mantidos".

Discuti esses avanços em maior detalhe em outras ocasiões, falando de como as conquistas dos governos de esquerda/centro-esquerda avançaram muito na reversão dos efeitos desastrosos das políticas neoliberais das chamadas "décadas perdidas", beneficiando grandemente a maioria da população e aprofundando as bases para a participação democrática.

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"Reformas": Autoritarismo e retrocesso, por Paulo Kliass

Temer não se importa com sua popularidade e parece ter aceito a tarefa a ele confiada pelos representantes do financismo e dos grandes meios de comunicação (Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil)

Marcelo Camargo - Agência Brasil

da Carta Maior

"Reformas": Autoritarismo e retrocesso

por Paulo Kliass

A insistência do governo Temer em levar à frente sua agenda de retrocesso social parece ter finalmente encontrado um obstáculo em seu caminho. Consolidou-se uma resistência ampla e organizada a tais medidas, dirigida pelo movimento sindical de forma unitária e por um conjunto amplo de setores descontentes com o rumo dado ao País pelo grupo que se instalou no comando da Esplanada após o processo do golpeachment.
 
Ao que tudo indica, aquele que foi eleito como vice-presidente em 2014 não se preocupa mesmo com seus baixíssimos índices de popularidade. Parece que teria aceito, entre resignado e orgulhosos, a tarefa que lhe foi confiada pelos representantes do financismo e dos grandes meios de comunicação. As classes dominantes exigem dele ações com o intuito de promover a verdadeira liquidação daquilo que ainda resta de um arremedo de Estado de Bem Estar Social em nosso País. Consumado o afastamento definitivo de Dilma Roussef, entrou em campo a montagem de uma estratégia de fazer terra arrasada da experiência iniciada em 2003.

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Bom jornalismo também aderiu à greve do dia 28, admite ombudsman da Folha

Foto: Reprodução/Acervo Folha
 
Jornal GGN - A cobertura que a grande mídia fez sobre a greve geral do dia 28 de abril não fez jus aos fatos e tampouco se prestou a aprofundar a discussão sobre a pauta dos trabalhadores que paralisaram diversos setores da economia: as reformas do governo Temer para a Previdência e legislação trabalhista.
 
Paula Cesarino Costa, ombudsman da Folha, publicou artigo criticando a imprensa por não tem feito o mínimo que se espera do "bom jornalismo": apontar o tamanho da greve e discutir os motivos que levaram à adesão de 40 milhões de pessoas, segundo os organizadores.
 
Ao invés disso, a mídia se apegou a vandalismos pontuais e aos problemas enfrentados por quem queria trabalhar. "Na sexta-feira, o bom jornalismo aderiu à greve geral. Não compareceu para trabalhar", disse.
 
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Xadrez de como o MPF foi vítima da caça às bruxas da Lava Jato

Cría cuervos que te sacarán los ojos

O Ministério Público Federal sentiu na própria pele os resultados das libidinagens da Lava Jato com a mídia, a irresponsabilidade dos ataques generalizantes e dos assassinatos de reputação.

Esta semana a vítima foi o Ministério Público Federal; o algoz, o Procurador Geral da República.

Cena 1 – a defesa cega da Lava Jato

O Estadão foi definitivo: "Sabotagem contra a Lava Jato" (https://goo.gl/7LhRCO). E um subtítulo tão radical quanto uma sentença do Juiz Sérgio Moro: "Quem quiser identificar um foco de sabotagem contra a Lava Jato basta olhar para o Ministério Público Federal". Leia mais »

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Caso Odebrecht: Por que voltam a atacar Lula e sua biografia

Foto: Ricardo Stuckert

do site do Lula

Caso Odebrecht: Por que voltam a atacar Lula e sua biografia

Perguntas e Respostas

O ex-presidente Lula está mais uma vez no centro de intenso bombardeio midiático. Na liderança do ataque, o Jornal Nacional da Rede Globo divulgou 40 minutos de noticiário negativo em apenas 4 edições. Como vem ocorrendo há mais de dois anos, Lula é alvo de acusações frívolas e ilações que, apesar da virulência dos acusadores, não apontam qualquer conduta ilegal ou amparada em provas. Desta vez, no entanto, além de tentar incriminar Lula à força, há um esforço deliberado de reescrever a biografia do maior líder popular da história do Brasil.

Os depoimentos negociados pelos donos e executivos da Odebrecht – em troca da redução de penas pelos crimes que confessaram – estão sendo manipulados para falsificar a história do governo Lula. Insistem em tratar como crime, ou favorecimento, políticas públicas de governo voltadas para o desenvolvimento do país e aprovadas pela população em quatro eleições presidenciais.

São políticas públicas transparentes que beneficiaram o Brasil como um todo – não apenas esta ou aquela empresa – como a adoção de conteúdo nacional nas compras da Petrobras, a construção de usinas e integração do sistema elétrico, o financiamento da agricultura, o apoio às regiões Norte e Nordeste, a ampliação do crédito a valorização do salário e as transferências de renda que promoveram o consumo e dinamizaram a economia, multiplicando por quatro o PIB do país.

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Nossos corruptos são melhores e nosso golpe mais democrático, por Armando Coelho Neto

Ingimage (foto)

Nossos corruptos são melhores e nosso golpe mais democrático

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Não li, não vou ler, é tudo mentira e Lula e vai ser preso. Foi assim que um despreparado debatedor político respondeu a uma notinha de esclarecimento sobre os mentirosos ataques contra o ex-presidente Lula, ainda a grande obsessão de Moros, Marinhos e patos da FIESP. Não preciso especificar quais, pois até hoje nada de novo apareceu. Se tivesse uma provinha significante qualquer, Sérgio Moro já teria prendido seu desafeto. Tudo permanece velho, requentado por imbecis influenciados pela hermenêutica daquele barnabé - o bom e velho encantador de incautos. Afinal, é difícil brigar com a encenação Global, com as capas de Veja, arautos da verdade que, ao agregarem factóides sem importância jurídica com mais meia dúzia de disse me disse, produzem a sentença paralela. Sentença essa que por si só trás todo o veneno capaz de promover o ódio. Sim, o ódio, o grande princípio da aceitação popular. Só o ódio intenso contém os elementos necessários para aceitar a prisão ilegal de Lula.

Não adianta explicar que o ódio inerente a trapaça contra o povo é elemento essencial para a Farsa Jato. Ela mistura verdades e mentiras, ainda que tropece nas próprias pernas, via erros de cálculos. E tudo isso está visível no vai e vem das sentenças provisórias de Sérgio Moro, aquele ser midiático hoje imune à críticas - ex-vi das reações à Folha de S; Paulo, o seqüestro relâmpago de um jornalista, destemperos durante audiências e outras reações. Vivemos o prende e solta em era de banalização de prisões. Voltamos a era medieval. Nunca fica claro se a prisão era ou não necessária. É como se tivesse virado um “eu quero e ponto”. Prende-se para chocar, para banalizar, para vender jornal, e até para que fiquem sabendo quem manda nessa m..., tudo em franco galope, de modo a ficar claro e bem claro que golpe e golpe, mas que nunca pode ser chamado por esse nome. São tempos de Trump, Dória, dos ricos no poder, hoje todos de plantão para ver o gado engordar mais de perto.

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Xadrez do TSE e dos zumbis da política

Peça 1 – algumas características relevantes do momento

Para analisar o momento atual e montar cenários possíveis, é necessário assumir alguns pressupostos:

Ponto 1 – os desdobramentos políticos dependem de um conjunto de circunstâncias.

Não imagine o golpe atual como uma ação concatenada, com um comando central pensando em cada jogada e com controle sobre todas as variáveis. Há as variáveis centrais, os fatos fora de controle, e as saídas estratégicas secundárias.

Há um grupo hegemônico manipulando o golpe – aliança mídia-grande capital -, e um conjunto de agentes secundários que se movem de acordo com a formação das nuvens da opinião pública.

Ponto 2o ponto central do golpe é impedir que as esquerdas retomem o poder em 2018.

Aí, abrem-se várias possibilidades: o surgimento de um campeão branco, uma eventual candidatura competitiva; o impedimento legal de Lula disputar; a implantação de um semiparlamentarismo; até um endurecimento do golpe, se as circunstâncias permitirem.

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