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investigação

Marcelo Odebrecht deve confirmar que Temer pediu repasses ao PMDB

Com as expectativas do depoimento ao TSE, peemedebistas estudam como adiar o processo que pode encurtar o mandato de Michel Temer
 
 
Jornal GGN - O empresário Marcelo Odebrecht, ex-presidente da companhia que leva o sobrenome da família, será ouvido pela Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral, nesta quarta-feira (01), no processo que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer.
 
Após as delações dos 77 executivos e ex-funcionários da Odebrecht arrolarem entre as acusações o atual presidente da República Michel Temer e as campanhas de 2014 do PMDB, o ministro relator da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, convocou Marcelo a prestar depoimento no processo.
 
A decisão do relator das ações de cassação no TSE foi adotada na última quarta-feira (22). Benjamin anunciou que serão ouvidos, por enquanto, três dos delatores da companhia, entre eles, Marcelo.
 
No despacho, o ministro afirmou que os depoimentos seriam necessários "diante de indicativos extraídos da mídia escrita sobre a recente homologação da colaboração premiada de 77 (setenta e sete) executivos da empresa Odebrecht, no âmbito da denominada Operação Lava Jato, e de que houve depoimentos relacionados à campanha eleitoral da chapa Dilma-Temer em 2014".
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Corrupção ocorria desde 86 pelo PMDB, mas Lava Jato restringe aos últimos 10 anos

 
Jornal GGN - Na mira da 38ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta quinta-feira (23), há a suspeita de que o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) angariou aproximadamente US$ 40 milhões, durante 10 anos, para alimentar as campanhas de seus correligionários.
 
A investigação levantou dados de que o esquema se mantém desde 1980, por meio dos "grandes operadores", Jorge e Bruno Luz, que intermediavam os repasses dentro da Diretoria Internacional.
 
Na tentativa de se chegar aos dados de que as propinas também seriam repassadas a políticos do Partido Progressista, na Diretoria de Abastecimento, e do Partido dos Trabalhadores, na de Serviços, os investigadores tentaram sacar o máximo de informações possíveis de delatores, como Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa e do ex-senador Delcídio do Amaral.
 
Entretanto, o que encontraram é que Jorge e Bruno Luz, pai e filho que atuavam no esquema, formavam o que os investigadores denominaram de "operador dos operadores", atuando de 1986 na Petrobras, durante o governo do peemedebista José Sarney. 
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Após Carnaval, Congresso planeja "condições" para cassação de mandato

Câmara e Senado devem receber os pedidos após a liberação das acusações da Odebrecht, que podem atingir centenas de parlamentares
 
 
Jornal GGN - Diante do avanço das delações premiadas dos 77 executivos e ex-funcionários da Odebrecht, parlamentares da base aliada de Michel Temer preparam medidas de resistência na Câmara e no Senado.
 
Tratam-se de ações para evitar ou restringir os processos de cassações nos Conselhos de Ética do Congresso, responsáveis por apontar ao plenário a quebra de decoro parlamentar e, consequentemente, o fim dos mandatos de deputados e senadores. 
 
Se as delações que já transitam entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) dão conta de centenas de políticos mencionados e mais de 10 partidos, incluindo, ainda, os próprios presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), as duas Casas preparam blindagens.
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Assessor de Delcídio inocenta Lula e acusa ex-senador

 
Jornal GGN - A tentativa de obstrução à Justiça pelo ex-senador Delcídio do Amaral ocorreu por intermédio de seu assessor, Diogo Ferreira. Em depoimento prestado à Justiça Federal de Brasília, nesta sexta-feira (17), afirmou que jamais ouviu qualquer menção de Delcídio sobre atuação de Luiz Inácio Lula da Silva no episódio.
 
O depoimento foi concedido no âmbito do processo que apura a suposta compra de silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, por Delcídio, pelo ex-presidente Lula e outros seis investigados.
 
Mas a tese de arrolar Lula no esquema preparado por Delcídio fracassou. Assim como ocorreu em seu próprio depoimento aos investigadores e juízo na 10ª Vara Federal de Brasília, nesta quarta-feira (15), foi a vez de seu assessor desmentir a teoria.
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Sem querer, Delcídio inocenta Lula e confirma responsabilidade

 
Jornal GGN - No curso da ação penal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras seis pessoas por suposta compra de silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, o senador cassado Delcídio do Amaral reiterou a tese contra Lula, sem provas materiais e sem assumir o compromisso com a verdade.
 
Delcídio prestou depoimento nesta quarta-feira (15), na 10ª Vara Federal de Brasília, onde tramita o processo. Por cerca de três horas, o ex-parlamentar mostrou uma aparente "confissão", afirmando ter sido uma "sandice" procurar a família do pecuarista José Carlos Bumlai, supostamente a pedido de Lula, para obstruir a Justiça.
 
A investigação com base apenas na delação premiada de Delcídio, prestada à Procuradoria-Geral da República no último ano, sustenta que o ex-presidente atuou para comprar o silêncio de Cerveró, antes de que fechasse um acordo de delação com os procuradores da República.
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Fraudes em contratos da UFPR geram prisão de 29 investigados

 
Jornal GGN - A Polícia Federal cumpriu, ao todo, 29 mandados de prisões temporárias nesta quarta-feira (15) pela Operação Research, que apura a prática de desvio de recursos públicos destinados à Universidade Federal do Paraná (UFPR), que teria movimentado milhões de reais.
 
De acordo com os investigadores, o esquema de repasses irregulares ocorreu nos programas de Auxílio a Pesquisadores, Bolsas de Estudos no País e Bolsas de Estudos no Exterior. "O objetivo é apurar o repasse irregular de recursos mediante pagamentos sistemáticos, fraudulentos e milionários de bolsas a inúmeras pessoas sem vínculos com a instituição no período entre 2013 e 2016", disse a PF, em nota.
 
O grupo integrado com a Procuradoria da República, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) identificou, por exemplo, uma remessa de R$ 318.550 a um cozinheiro de pizzaria e outra de R$ 515.450 a um motorista de furgão. Ambos não tinham nenhum vínculo com a UFPR.
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Advogados pedem para tirar Marisa Letícia do banco de réus da Lava Jato

 
Jornal GGN - Assim como comunicado na data de morte cerebral de dona Marisa Letícia, no dia 3 de fevereiro, as ações da Operação Lava Jato que a mantém no banco de réus devem ser extintas. Entretanto, conforme revelou o GGN, a Justiça Federal do Paraná mantém o nome da ex-primeira-dama no banco de réus.
 
Em nota oficial, os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de dona Marisa ressaltaram que enviaram um pedido de absolvição sumária da esposa falecida de Lula. 
 
Na última semana, o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, chegou a intimar as testemunhas de Marisa Letícia, para as audiências que começaram no dia 9 de fevereiro, uma semana após a sua morte e data que coincidia com a missa de sétimo dia. 
 
Os advogados de Lula pediram, ainda, que Moro adiasse as audiências, considerando que o ex-presidente não conseguia se reunir com a defesa, tendo em vista os trâmites com a morte de sua esposa e "motivos pessoais relevantes".
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Inversão da Lava Jato: Por que Janot decide segredo de algumas delações?

Em precaução antes não adotada, agora procuradores da Lava Jato mantêm, e imprensa defende, cuidados nas investigações que recaem e ameaçam governo Temer
 
 
Jornal GGN - No início de janeiro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pressionava pela urgência na homologação das delações do 77 executivos e ex-funcionários da Odebrecht e defendia, até dezembro do ano passado, a quebra do sigilo. Mas nas últimas semanas, uma inversão de cenários se deu nos posicionamentos de investigadores da Operação Lava Jato e a imprensa.
 
Ainda em dezembro, Janot solicitava a Teori Zavascki, então relator dos processos no Supremo Tribunal Federal (STF) que validasse os conteúdos do que vem a ser o maior dos acordos já fechados pela Operação, e que trazia temores a partidos da antiga oposição e hoje base do governo de Michel Temer, sobretudo o PMDB e o PSDB.
 
A pressão da Procuradoria Geral da República se manteve no início do ano, ainda após o acidente que levou à morte o ministro Teori. Rodrigo Janot pedia à Cármen Lúcia, presidente da Corte e responsável pelo plantão judicial e medidas de urgências durante as férias forenses, para que liberasse de imediato os depoimentos.
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Justiça do Paraná mantém dona Marisa no banco de réus e a intima

 
Jornal GGN - Após negar o pedido de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para adiar as audiências de testemunha do processo do triplex do Guarujá, a Justiça Federal de Curitiba ainda intimou a ex-primeira-dama Marisa Letícia, que faleceu na última sexta-feira (03).
 
Em despacho publicado nesta quarta-feira (08), o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, negou uma solicitação dos advogados de Lula para adiar as audiências, que começam nesta quinta (09), uma vez que o ex-presidente não conseguia se encontrar com a defesa, diante dos "motivos pessoais relevantes", trâmites com a morte de sua esposa.
 
Ainda, esta quinta, data anteriormente já agendada por Moro para ter início às audiências, coincide com a missa  de sétimo dia de dona Marisa. Os advogados Roberto Teixeira, Cristiano Zanin Martins, José Roberto Batochio e Juarez Cirino dos Santos alertaram para a impossibilidade de o réu, Lula, se preparar "adequadamente para tais audiências".
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Eike Batista e Sérgio Cabral são indiciados e prestam depoimento

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Jornal GGN - O empresário Eike Batista, o ex-governador Sérgio Cabral e outras dez pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal, nesta terça-feira (07). Os investigados das Operações Eficiência e Calicute prestam, ainda, novos depoimentos.
 
Eike Batista foi preso preventivamente no dia 30 de janeiro, acusado de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além dele, o ex-vice-presidente do Flamengo, Flávio Godinho, também foi indiciado pelas mesmas práticas.
 
Já Sérgio Cabral foi indiciado por suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, ao lado do ex-secretário Wilson Carlos e os ex-assessores Carlos Emanuel Miranda e Luiz Carlos Bezerra. Cabral é acusado de chefiar uma quadrilha que cobrava propinas para garantir vantagens a empresários, entre eles, Eike, que teria recebido US$ 16,5 milhões.
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Defesa de Dilma aponta erros em perícia e relatório da PF contra chapa

 
Jornal GGN - Na investigação da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer, para a cassação da candidatura em 2014, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a defesa da ex-presidente alertou para graves erros na perícia contábil e no relatório da Polícia Federal.
 
Assim como já havia feito em setembro do última ano, quando os advogados de Dilma apresentaram ao TSE oito mil documentos que comprovavam cada uma das transações e movimentações financeiras do caixa de campanha do PT para a Presidência da República, os advogados apontam falhas e inconsistências.
 
Entre eles, os investigadores não apresentaram sequer o valor correto pago pela campanha. Ao invés de usar como dados os exatos dos caixas do PT e PMDB na disputa eleitoral, a PF levantou valores que incluem também a movimentação financeira das gráficas investigadas para outros partidos, como até mesmo a oposição do pleito petista, o PSDB.
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Lava Jato também cobrará Imposto de Renda dos desvios da Petrobras

 
Jornal GGN - Os montantes pagos pelos condenados da Operação Lava Jato, sejam empresas ou pessoas, não se limitará às penas, multas e acordos feitos em delações premiadas com o Ministério Público e Justiça. A Receita também irá cobrar o Imposto de Renda sobre o patrimônio construído com dinheiro de corrupção na Petrobras, que corresponde a cerca de R$ 3 bilhões.
 
Esse é o cálculo feito pela força-tarefa da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e da Receita Federal. Até agora, já começaram a ser cobrados 12 alvos da investigação, desde o fim do ano passado. Entre eles o ex-gerente da estatal, Pedro Barusco, e sua esposa, Luciana Adriana Franco que, apenas eles juntos, terão que pagar R$ 59,3 milhões.
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Lula é intimado a depor sobre delação de Delcídio na Lava Jato

Atualização: A informação de Mônica Bergamo, de que Lula foi intimado a prestar depoimento, não indicava quando a defesa e o ex-presidente foram informados. Segundo o blog do Rovai, que apurou junto aos advogados de Lula, a data de intimação já estava marcada há algum tempo, mas só veio à tona agora.
 
 
Jornal GGN - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi intimado a depor em Brasília, no dia 17 de fevereiro, sobre a investigação de suposta obstrução da Justiça, por tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró.
 
O processo é parte da delação do ex-senador Delcídio do Amaral, que sequer foi confirmada pelo próprio executivo, Cerveró. Lula é réu na investigação e irá conceder informações aos investigadores da Operação lava Jato. 
 
A delação de Delcídio foi vazada em março do último ano. Além de acusar o ex-presidente, o ex-parlamentar alvo da Lava Jato delatou que Dilma Rousseff também teria tentado interferir nas investigações, com a ajuda do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quando nomeou Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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Fachin tinha as menores chances de ser sorteado para a Lava Jato

"Excepcionalmente Cármen Lúcia acompanhou o sorteio", disse o STF. Levantamento do GGN mostra os acervos de gabinetes dos ministros: Edson Fachin somava mais processos
 
 
Jornal GGN - O processo de sorteio de relatorias do Supremo Tribunal Federal (STF) é frágil, sem fiscalização, feito no sistema de informática interno da Corte por um servidor e obedece a um algoritmo, calculado para admitir uma compensação, a fim de diminuir as chances de ministros com mais processos dentre os candidatos.
 
Entretanto, o GGN apurou que o ministro Edson Fachin, o sorteado para os processos da Operação Lava Jato, já era o número 1 do ranking de acervo processual do grupo, até o dia 31 de dezembro de 2016. Até o último ano, o ministro acumulava um total de 3.928 processos em seu gabinete, ultrapassando todos os demais ministros da Segunda Turma do STF.
 
O GGN consultou o Tribunal, que explicou como funciona as remessas de relatoria. Um programa no sistema de informática faz o sorteio com base no algoritmo, um cálculo criado especialmente para as distribuições de matérias entre os ministros do Supremo.
 
A primeira medida tomada é definir o que eles chamam de régua dos números 1 ao 100. Nessa linha de proporção, contabiliza-se o número de ministros que irão "concorrer" no sorteio. No caso da relatoria da Operação Lava Jato, eram cinco ministros da Segunda Turma.
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Após show midiático, Guido Mantega é absolvido em inquérito na Zelotes

 
Jornal GGN - O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi excluído das acusações pela Polícia Federal no esquema da Operação Zelotes. Instaurado em 2015, Mantega virou alvo por suspeita de atuação para modificar decisões do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) a favor de uma empresa. Em maio de 2016, a imprensa mobilizou o noticiário para acusar o ex-ministro. Isento de indícios, apenas a Agência Estado publicou que Guido Mantega foi "livrado" do inquérito.
 
Mais de um ano transcorreu para que a delegada federal Rafaella Vieira Linhas Parca não encontrasse indícios de irregularidades contra Mantega no esquema. Tratava-se de uma das frentes de apurações envolvendo o Grupo Cimento Penha, que conseguiu reverter multas no valor de R$ 106 milhões em uma votação no Carf.
 
Procuradores da República e delegados da Polícia Federal iniciaram uma empreitada para acusar Mantega. A primeira das tentativas era verificar a extensão do relacionamento do ex-ministro com o empresário Victor Sandri, da Cimento Penha. 
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