18 de junho de 2026

Vance adverte Israel e diz que Trump é o único aliado poderoso que resta ao país

VP dos EUA reage às críticas israelenses ao acordo com o Irã e sinaliza que apoio norte-americano não deve ser considerado incondicional
JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos. Foto: Daniel Torok - via Wikipedia

Vice-presidente dos EUA, JD Vance, alerta Israel a refletir antes de confrontar seu último aliado poderoso, os EUA.
Vance destaca que dois terços dos sistemas defensivos de Israel são produzidos e financiados pelos EUA.
Netanyahu adota tom cauteloso e reforça relação estratégica com EUA, apesar de críticas internas ao acordo com Irã.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, reagiu às críticas de integrantes do gabinete israelense ao entendimento negociado pelo presidente Donald Trump e afirmou que Israel deveria refletir antes de confrontar aquele que classificou como seu último aliado poderoso no cenário internacional.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“Donald Trump é o único chefe de Estado em todo o mundo que é simpático à nação de Israel neste momento”, declarou Vance durante entrevista coletiva. O vice-presidente acrescentou que, se integrasse o governo israelense, evitaria atacar “o único aliado poderoso” que ainda restaria ao país.

Vance também destacou a dependência militar de Israel em relação aos Estados Unidos. Segundo ele, cerca de dois terços dos sistemas defensivos que protegeram o território israelense foram produzidos pela indústria americana e financiados com recursos dos contribuintes dos EUA.

Segundo o site Axios, este foi um dos alertas públicos mais duros já dirigidos ao governo de Benjamin Netanyahu desde a assinatura do acordo entre Washington e Teerã para encerrar a guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Embora não tenha mencionado diretamente qualquer possibilidade de revisão do apoio militar, a fala foi interpretada por analistas como um recado de que o respaldo de Washington não deve ser considerado automático ou ilimitado caso Israel tente sabotar a implementação do acordo.

Nos bastidores, Netanyahu tem evitado críticas públicas ao entendimento firmado por Trump, mas vem manifestando insatisfação em conversas privadas, mas o descontentamento tornou-se mais visível por meio de integrantes do próprio gabinete – principalmente os ministros ultranacionalistas Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir, além de outros membros do partido Likud, legenda de Netanyahu.

Em pronunciamento nesta quinta-feira, Netanyahu buscou adotar um tom mais cauteloso. O premiê afirmou que o momento exige preservar a relação estratégica com os Estados Unidos e agradeceu o apoio americano durante o conflito.

Ao mesmo tempo, reiterou que Israel não pretende retirar suas tropas das áreas ocupadas no sul do Líbano enquanto considerar que suas necessidades de segurança exigem essa presença.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados