Foto: Agência Brasil
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Jornal GGN – O ex-procurador da República Marcelo Miller disse nesta quinta, 29, à CPMI da JBS, que fez uma “lambança” ao ajudar Joesley Batista e outros executivos do grupo a fechar um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, então capitaneada por Rodrigo Janot. Miller saiu da PGR para advogar no escritório que fez o acordo de leniência da empresa.
Antes, Miller negava ter orientado a JBS no acordo de delação que incluiu grampos em políticos da patente de Aécio Neves e Michel Temer. Depois voltou atrás e admitiu que prestou auxílio quando a imprensa revelou evidências nesse sentido, juntadas a partir da quebra de sigilo do ex-procurador.
À CPMI, Miller disse que não acha que cometeu nenhum crime. Apenas não imaginou que seria mal interpretado. “Eu não cometi crimes. Eu não cometi nenhum crime. Eu fiz uma lambança e é por isso que eu estou aqui”, disse. “Pela vida do meu filho, eu não mandei gravar o presidente, não”, acrescentou, segundo relatos da Folha de S. Paulo.
“Eu acho que o que aconteceu foi o seguinte: ao refletir sobre a situação, analisei que não havia crime e não havia ato de impropriedade, mas não me atentei para as interpretações que poderia suscitar. Não me atentei”.
Miller teve a preocupação de afastar as suspeitas de que Rodrigo Janot e seu chefe de gabinete, Eduardo Pellela, tivessem conhecimento de que ele ajudava a JBS informalmente. Ele ainda afirmou que não traiu o Ministério Público.
“De fato, eu comecei a ter contato com a JBS antes da exoneração. Foi quando comecei a ter diálogo, respondia perguntas, refletia sobre o caso, não estou negando nada disso. Tudo que eu incentivava a fazer era o que eu faria se tivesse no exercício de alguma atribuição. Eu estava incentivando eles a falarem a verdade”, afirmou.
O ex-procurador também disse que não agiu pensando em receber dinheiro da JBS, nem em ser contratado para o acordo de leniência. “Se fosse por ganância, eu teria ido advogar na área criminal. Os honorários são muito maiores. Eu nunca quis isso. O então procurador-geral foi extremamente infeliz. Eu morei num apartamento alugado de 40 metros quadrados, quando morei aqui [em Brasília] trabalhando com ele.”
Segundo a Folha, ele recebeu R$ 450 mil do escritório que defendeu o acordo de leniência da JBS.
Aristoteles Coelho
29 de novembro de 2017 7:35 pmLambança é o que os cachorros
Lambança é o que os cachorros fazem com uma cadela no cio, o que o ex-procurador fez tem outro nome, usar cargo, influencia e informações privilegiadas para auferir lucro tem outro nome doutor.
Antonio C.
29 de novembro de 2017 7:52 pmAh, tá.
Estudou-se para tanto.
Serjão
30 de novembro de 2017 12:36 amUm franciscano
Um procurador da república tão ingênuo assim está na profissão errada.
“Foi mal aeh, foi só uma lambançazinha!”
Mais um a repartir o farelo com os seus iguais.
sergior
30 de novembro de 2017 12:43 amMarcelo Miller é uma bomba
Marcelo Miller é uma bomba atômica para Janot e todo o esquema que o cerca. Foi o responsável pela delação de Cerveró, de seu filho e de Delcídio. Ou seja, pelo início do processo que levou ao impedimento e à exarcebação da lavajato.
Maria Luisa
30 de novembro de 2017 8:02 amAmeçado de morte?
“Pela vida do meu filho, eu não mandei gravar o presidente, não” Marcelo Miler deixa transparecer nessa frase de que ele e a familia, provavelmente, foram ameaçados.
João de Paiva
30 de novembro de 2017 11:17 amMarcelo Miller tenta explicar batom na cueca
A expresão popular que dá título a este comentário, que alguns puristas ou falsos moralistas podem classificar como chula, já foi dita por boquirrotos procuradores e delegados da ORCRIM lavajateira, para insinuar que tinham provas contra o Ex-Presidente Lula. Nem mesmo aquele ativista de facebook, cuja cavidade oral se assemelha à cloaca das galinhas, conseguiu apresentar uma mísera prova que fosse, contra o Ex-Presidente Lula, contra a esposa do Ex-Presidente ou qualquer dos filhos do casal. Mas nesse depoimento à CPI da JBS, ao admitir que fez “lambança”, numa frágil e canhestra tentativa de negar os crimes evidentes, Marcelo Miller foi não apenas inconvincente; ele foi patético. Eu nunca tive dúvidas de que tanto Miller, o então chefe dele na PGR, Rodrigo Janot, vários outros procuradores do MPF, notadamente os que integram a ORCRIM lavajateira, cometeram crimes diversos, dentre os quais o de lesa-pátria e lesa soberania. Inexplicavelmente jornalistas experientes como Luís Nassif concederam a Janot, a Miller, a outros procuradores, juízes e delegados lavajateiros o benefício da dúvida. Teimoso, Nassif ainda se mantém reticente em chamar os lavajateiros pelo que de fato são: criminosos de Estado.
Nem é preciso assitir a todo o depoimento de Marcelo Miller para perceber que ele está mentindo. O tom evasivo e inseguro das respostas (embora alguns jornalistas tenham considerado que le deu respostas seguras e objetivas no início), a fraquíssima argumentação apresentada por ele, além da tentativa de negar fatos comprovados – como a proximidade dele com o ex-chefe, Rodrigo Janot – tornam esse depoimento não uma defesa, mas uma confissão de culpa. Marcelo Miller mostrou-se mau estrategista ao adotar como linha de defesa a comparação com a atuação de um procurador estadunidense, pois isso revelou as relações ilegais e criminosas entre o MPF brasileiro e o Departamento de Estado dos EUA. O jornalista Joaquim de Carvalho, do DCM, faz uma concessão e um afago inicial em Marcelo Miller, para logo depois desmascará-lo e desnudá-lo. Vale a pena ler a reportagem feita por ele e publicada ontem à noite. http://www.diariodocentrodomundo.com.br/miller-jbs-e-o-departamento-de-justica-dos-eua-tem-caroco-nesse-angu-por-joaquim-de-carvalho/
Diante das evidências de práticas criminosas, Marcelo Miller e colegas dele no MPF só se salvam pelo espírito de corpo, que abafa tais práticas e protege os integrantes da casta jurídica, como se viu nestes dias em que o CNMP considerou legais as ilegais palestras proferidas por Deltan Dallagnol a empresas do setor financeiro, atividade que NADA tem a ver com a prática do Magistério, portanto vedada sua prática por servidores públicos do sistema judiciário, como é o caso dos procuradores MPF. Não estivesse o sistema judiciário brasileiro (polícias, ministério público e judiciário) tomado por ORCRIMs institucionais, verdadeiras máfias corporativas, integrantes e representantes das oligarquias escravocratas, plutocratas, cleptocratas, privatistas e entreguistas – todas essas subordinadas ao alto comando internacional do golpe, que fica nos EEUU – não só Marcelo Miller mas todos os procuradores do MPF que compõem a Fraude a Jato, assim como delegados e juízes dessa operação político-partidária, golpista e antinacional teriam sido exonerados do serviço público, estariam sendo processados e julgados pelas práticas criminosas contumazes; em rigor, todos esses lavajateiros deveriam estar presos preventivamente.
As tentativas de Marcelo Miller em explicar o inexplicável, negar o inegável, desmentir o indesmentível são exemplos clássicos de manchas de batom na cueca.