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Globo desmente Globo, que tenta envolver Dilma e Graça na corrupção

Por Michel Arbache

Do portal Luis Nassif

“O mentiroso precisa ter boa memória” - (Quintiliano).

“Elas sabiam de tudo”

No dia 12/04/2017, o jornal O Globo noticiou que, segundo Marcelo Odebrecht, Dilma Rousseff e Graça Foster “tinham conhecimento do pagamento de propinas para PMDB e PT” (1). Como nas infinitas manipulações que ocorrem na velha mídia, esta era uma meia-verdade que, no caso, visava contar uma meia-mentira. Com sensacionalismo, o que a matéria queria dizer é que “Dilma e Graça sabiam da corrupção”, ou seja, “Dilma e Graça eram coniventes com a roubalheira”. Tal artifício visava recobrar a bomba semiótica representada pela capa da revista Veja (23/10/2014) lançada às vésperas da eleição.  Na tal capa, as fotos de Dilma e Lula com o título “Eles sabiam de tudo”. Esta afirmação seria do doleiro Alberto Youssef. Por todo o Brasil, circularam cartazes que reproduziam a capa da Veja. Em seguida, no dia da eleição (26/10/2014), circulou forte boato de que o doleiro Youssef tinha sido assassinado. 

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Um espetáculo midiático que põe em risco a democracia, por Gleise Hoffman

Foto: Wilson Pedrosa/ Agência PT
Foto: Wilson Pedrosa/ Agência PT
 
Gleise Hoffman 
 
Ao ser perguntada sobre me manifestar em nota a respeito da citação ao meu nome na lista da delação premiada de executivos da empresa Odebrecht, ilegalmente vazada em tempo real, depois entregue oficialmente pelo STF à imprensa e publicada em seu site‬, respondi que não o faria até ter acesso ao conteúdo oficial das informações.
 
O procedimento, que além de ilegal é irresponsável, é feito de tal modo espetaculoso que a condenação pública vem antes de qualquer apuração. ‪Não importam os fatos, mas as versões sistemática e diuturnamente repassadas pelos grande meios de comunicação, em especial pelo grupo Globo e seus comentaristas, que se arvoram em donos da verdade, da moral e dos bons consumes; que julgam a todos em seus comentários e vomitam regras indistintamente. ‬ ‪
 
Após ter acesso aos vídeos em que se referem a mim e aos demais, concluo que a operação Lava Jato segue à risca a intenção de ser a grande farsa de apelo midiático que vem sendo desde que se desviou do que se propunha ao início de investigar um esquema de corrupção. ‪
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Quando Lula será preso?, por Nelson Jobim

Foto: Wilson Dias/Agência Abrasil
Quando Lula será preso?, Foto: Wilson Dias/Agência Abrasil
 
Quando Lula será preso?
 
Nelson Jobim*
 
É pergunta recorrente.
Ouvi em palestras, festas, bares, encontros casuais, etc.
Alguns complementam: “Foste Ministro de Lula e da Dilma, tens que saber...”  
Não perguntam qual conduta de Lula seria delituosa.
Nem mesmo perguntam sobre ser, ou não, culpado.
Eles têm como certo a ocorrência do delito, sem descreve-lo.
Pergunto do que se está falando.
A resposta é genérica: é a Lava-Jato.
Pergunto sobre quais são os fatos e os processos judiciais.
Quais as acusações?
Nada sobre fatos, acusações e processos.
Alguns referem-se, por alto, ao Sítio de ... (não sabem onde se localiza), ao apartamento do Guarujá, às afirmações do ex-Senador Delcidio Amaral, à Petrobrás, ao PT...
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A parceria MPF-mídia que está destruindo o país

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Lula se diz "ansioso" para depor diante de Moro sobre o caso triplex

Foto: Reprodução

Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse, em entrevista a uma rádio do Ceará, nesta sexta (7), que está "ansioso" para ficar cara a cara com o juiz federal Sergio Moro e descobrir quais as provas que a Lava Jato acumula contra ele no caso triplex. Lula disse que está curioso porque os próprios procuradores da Lava Jato chegaram a dizer que não têm provas de que Lula comandou um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, apenas "convicção" disso.

"Estou ansioso porque é a primeira oportunidade que vou ter de saber qual é a acusação que eles têm contra mim, e qual é a prova. Porque até agora o que vi é alguem dizer é que não esperem provas, porque eles têm convicção. Estou ansioso porque é preciso ter prova para me condenar", disse o ex-presidente.

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O poder econômico e a sociedade manipulada, por Afrânio Silva Jardim

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Por Afrânio Silva Jardim, via Facebook

O PODER ECONÔMICO E A SOCIEDADE MANIPULADA

Só há democracia real com pluralismos, em todas as áreas de nossa sociedade. Sem pluralismo na mídia, dela estamos todos "reféns".

Gerações inteiras estão sendo "manipuladas" pelo poder econômico. Estou me referindo à democracia política, pois democracia econômica e social têm outros pressupostos.

O poder econômico, retratado pelos grandes meios de comunicação de massa, influencia na formação da opinião pública e, indiretamente, acaba por acuar ou constranger grande parte do nosso Poder Judiciário. Por outro lado, os interesses do grande capital já estão inseridos nos Poderes Executivos e Legislativos, através do financiamento das campanhas eleitorais.

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Temer compra apoio da mídia preservando a desoneração

Foto: Beto Barata/PR

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Para cobrir o rombo de R$ 58,2 bilhões no Orçamento de 2017, o governo de Michel Temer acabou com a desoneração da folha de pagamentos em 50 setores. Preservou quatro que, segundo a alegação oficial, são intensivos de mão de obra.

Diga-me quem o governo Temer preserva e eu direi onde está a corrupção.

O primeiro deles é o setor de transporte rodoviário coletivo de passageiros. O setor é representado pela Fetranspor (Federação das empresas de Transportes), permanentemente envolvida com a corrupção política.

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O político e o íntimo, por Eduardo Leal Cunha

 

do Psicanalistas pela Democracia

O político e o íntimo, por Eduardo Leal Cunha

Versão reduzida e modificada de conferência realizada na Universidade Nacional de Atenas em junho de 2016.

Um dos momentos mais marcantes da longa série de acontecimentos que levou à deposição da Presidente eleita Dilma Roussef foi certamente a votação da abertura do processo de Impeachment na câmara dos deputados num domingo que ficará na memória de muitos de nós. Relembro aqui comentário de Jorge Coli no jornal A Folha de São Paulo:

No domingo do impeachment, quando um deputado oferecia seu “sim” aos filhos, à mãe, ao neto, ao sobrinho, nem sequer procedia a uma mistura entre público e privado. Mostrava antes uma completa ausência de consideração pelo público, por qualquer perspectiva pública. (…) a projeção da intimidade familiar na Câmara anulou, por si só, o verdadeiro sentido da representação democrática1.

Pouco tempo depois, o mesmo jornal se referiu à suspensão do mandato parlamentar do deputado Eduardo Cunha e seu consequente afastamento da presidência da Câmara dos Deputados com a seguinte manchete: Teori ficou enfurecido com decisão de Lewandowski e decidiu dar liminar.

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O paraíso na terra, com o fim do contrabando

A edição impressa da Folha, de hoje, tem uma página fake, uma publicidade simulando a página 1. É contra o contrabando, mostrando como seria o país no dia em que fosse contido o contrabando do Paraguai.

Uma das notas fake informa que a Polícia Militar entrou na Brasilândia e foi recebida em festa pelos habitantes de lá, porque, com o fim do contrabando, o crime organizado foi derrotado. Não mencionou a conversão dos antigos contrabandistas em frades capuchinhos, porque poderia parecer um pouco exagerado.

Tudo a favor do combate ao contrabando. Mas as molas propulsoras do crime organizado são outras:

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Proposta de lei contra abuso de autoridade da PGR condenaria Moro

Jornal GGN - O procurador-geral da República Rodrigo Janot enviou ao Congresso, nesta terça (28), um anteprojeto de lei que estabelece penas duras para alguns dos expedientes adotados no decorrer da operação Lava Jato pelo juiz federal Sergio Moro e pela equipe de procuradores da República capitaneada por Deltan Dallagnol.

O projeto de Janot "inova" ao incluir dois novos crimes no rol de práticas consideradas abuso de autoridade: primeiro, a chamada "carteirada", ou seja, a "utilização do cargo ou função para se eximir do cumprimento de obrigação legal ou para obter vantagem ou privilégio". O outro crime é o uso abusivo de meios de comunicação ou de redes sociais para antecipar juízo de valor sobre investigados antes de concluída a formalização de denúncias.

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Um discurso histórico de Renan contra o arbítrio

Jornal GGN - O senador Renan Calheiros (PMDB) decidiu usar a tribuna da Casa, na quarta (22), para fazer um discurso histórico contra a arbitrariedade sem precedentes que a Operação Lava Jato impõe a seus investigados, graças ao poder concedido pela mídia tradicional.

Renan falou sobre a enxurrada de inquéritos instaurados apenas com base em delações premiadas, criticou a postura irresponsável da força-tarefa de procuradores e policiais federais por conta de vazamentos que nivelam todos os atingidos, após terem sido selecionados de maneira seletiva, e pediu ao Supremo Tribunal Federal que exerça seu papel de guardião da Constituição e coloque "limites" nas investidas contra a presunção de inocência, entre outros direitos. 

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A carne fica fraca mesmo é quando vê os holofotes, por Lenio Streck

Jornal GGN - O jurista Lenio Streck avaliou como um erro a conduta da Polícia Federal ao anunciar, com estadarlhaço, a operação Carne Fraca, que investiga esquema de pagamento de propina para burlar a fiscalização do Ministério da Agricultura em empresas produtoras de carne.

Nesta segunda (20), três dias após a notícia se espalhar por jornais de todo o mundo, os produtos brasileiros já foram bloqueados na China, Coreia do Sul, Chile e está sob ameaça na Europa.

Para Lenio Streck, se a PF continuar achando que operações desse tipo estão fazendo bem ao País, vai acabar como o Rei Pirro: quebrado em função de suas próprias vitórias inúteis.

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PM de SP chama de “deprimente e reprovável” matéria do Estadão

Em nota, corporação aponta que veículo manobrou “tendenciosamente” falas usadas na posse do Coronel Nivaldo Restivo 

 
Jornal GGN - A corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo divulgou nesse sábado (18) uma nota de repúdio a uma matéria do jornal "O Estado de São Paulo", apontando que o veículo manobrou "tendenciosamente" trechos das falas do Coronel Nivaldo Restivo, durante coletiva que concedeu na última sexta-feira (17), na sua posse como novo Comandante Geral da instituição. 
 
Na matéria com o título “Novo Chefe da PM diz que Carandiru ‘foi necessário’”, o jornal dá a entender que Restivo concordou com o resultado final da operação que deixou, pelo menos, segundo fontes oficiais 111 presos mortos. 
 
A PM de São Paulo, chamou de "deprimente e reprovável", o título por induzir o leitor na interpretação de que o Comandante Geral aprovou e defendeu a chacina. 
 
"Sobre sua opinião, sem entrar em detalhes sobre o episódio em respeito ao trâmite do processo na Justiça, [o Comandante] disse que a ação, no campo da intervenção policial, foi “necessária e legítima”, isso em razão da chamada da PM diante de quebra da ordem, e a expressão foi distorcida no próprio título que registrou indevidamente: “Carandiru foi necessário”".
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Espetáculo da mídia não pode antecipar título de "criminoso", por Siro Darlan

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Por Siro Darlan

No Jornal do Brasil

Colaboração premiada

A sociedade do espetáculo está em festa. Foram 320 pedidos enviados pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal, com 83 pedidos de abertura de inquérito contra parlamentares e ministros de Estado e 211 indícios de irregularidade atribuídos a pessoas sem direito ao foro privilegiado. Embora todo cuidado dos órgãos de perseguição criminal seja necessário para deter a sangria dos cofres públicos, é preciso dizer que não há nesse rol nenhum criminoso que mereça antecipadamente esse título. São apenas investigações que estão sendo iniciadas se os indícios forem suficientes para que a autoridade judiciária autorize o início do inquérito.

Portanto é preciso ter muita cautela para que conduzidos por esse espetáculo midiático já sejam considerados culpados antes de julgados. Eu era juiz criminal em Bangu, e ao ouvir um preso que havia confessado na fase policial o crime que lhe fora atribuído, negar a autoria, indaguei a razão dessa negativa. Informou que na Delegacia Policial de Bangu fora torturado no então conhecido como “pau de arara”. No mesmo instante, dirigi-me à sede da delegacia e constatei a existência do aparato de tortura.

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O caso Karnal-Moro, os intelectuais e as tentações midiáticas, por Luís Nassif

Não há veneno maior para o caráter, suborno maior de pessoas do que a perspectiva de se tornar celebridade, a pessoa que, levada por Mefistófeles, chega ao Olimpo da mídia de massa e imagina que se torna um semideus.

Ministros vetustos do Supremo ou juízes provincianos, intelectuais sólidos ou enganadores, jornalistas jovens ou veteranos, empresários, socialites, poucos escapam à   sedução da mass-mídia. E com as redes sociais e a facilidade extrema de difundir mensagens, a busca da fama instantânea se tornou doença universal.

Como esquecer o rosto do decano Celso de Mello, deslumbrado como uma jovem debutante ao ser filmado em um shopping por um fã sedenta de justiça? Ou o Procurador Geral da República posando para uma foto com um cartaz na mão e um sorriso bobo na boca? Ou o jovem procurador montando um power point com a mesma intenção da atriz de festival de cinema mostrando pernas e busto: atrás do fato inusitado capaz de disputar manchetes? Leia mais »

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