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Jessé Souza: “A classe média é feita de imbecil pela elite”

Foto: Fotos Públicas

Por Sergio Lirio

Na CartaCapital

Em agosto, o sociólogo Jessé Souza lança novo livro, A Miséria da Elite – da Escravidão à Lava Jato. De certa forma, a obra compõe uma trilogia, ao lado de A Tolice da Inteligência Brasileira, de 2015, e de A Ralé Brasileira, de 2009, um esforço de repensar a formação do País.

Neste novo estudo, o ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aprofunda sua crítica à tese do patrimonialismo como origem de nossas mazelas e localiza na escravidão os genes de uma sociedade “sem culpa e remorso, que humilha e mata os pobres”. A mídia, a Justiça e a intelectualidade, de maneira quase unânime, afirma Souza na entrevista a seguir, estão a serviço dos donos do poder e se irmanam no objetivo de manter o povo em um estado permanente de letargia. A classe média, acrescenta, não percebe como é usada. “É feita de imbecil” pela elite.

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Sala: inovação brasileira na odontologia, o controle da mídia por políticos e participação especial de Mafalda Minnozzi e Paul Ricci

Nesta edição do Sala de visitas com Luis Nassif exploramos a evolução do país na odontologia, carregando títulos no desenvolvimento de novos materiais e, ainda, conversamos com a autora de um livro que explora a relação entre mídia e políticos. Para fechar, recebemos a cantora italiana Mafalda Minnozzi  e o guitarrista Paul Ricci apresentado novo trabalho que reúne Jazz e Bossa Nova. Boa programação

Sala: inovação brasileira na odontologia, o controle da mídia por políticos e participação especial de Mafalda Minnozzi e Paul Ricci
 
Jornal GGN - As ciências odontológicas estão entre as áreas onde o país se destaca no mundo, profissionais e tecnologias brasileiras são exportados para vários países. Mas você já se perguntou por que isso acontece, qual é a origem know-haw adquirido por aqui? Nessa edição do Na sala de visitas com Luís Nassif essas questões são esclarecidas com a entrevista de Paulo Francisco Cesar, atual presidente da Academy of Dental Materials e professor da Faculdade de Odontologia da USP onde desenvolve pesquisas na área de biomateriais. A FOUSP é classificada em diversos rankings mundiais como a melhor faculdade de odontologia do mundo, com tradição tanto na formação de clínicos como de pesquisadores.
 
O principal destaque é justamente na área de biomateriais, desenvolvidos para durar o máximo de tempo possível na boca dos pacientes. Em 2011, um dos seus doutorandos, Lucas Hian da Silva, que também participa desta entrevista, ganhou o prêmio Paffenbarger Award da Academy of Dental Materials, concedido para propostas inovadoras na área. E um dos fatores determinantes para o bom desenvolvimento da odontologia brasileira, realizado na USP, é justamente a integração com outros centros de ensino e pesquisa, como explica Paulo Cesar para o nosso apresentador: 
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Crise não é só política, mas da forma de pensar o país, por Leandro A.

"Ninguém se deu conta de que os filhos do ENEM e do PROUNI foram lançados no mercado em retração, e o filho do pedreiro que fez engenharia está vendendo cachorro quente. Em algum momento teremos uma fermentação de tudo isto. Vivemos tempos Gramscianos"
 
Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja
 
Por Leandro A. 
 
 
Se analisarmos todos os "cambios" de governo pelo qual nosso país passou desde a abdicação de Dom Pedro I, sempre teremos um lado preparado para dar o bote em cima da fraqueza do outro. 
 
O fato novo desta crise é o exterminio dos dois blocos de divisão de poder e o cisma na sociedade brasileira. O pêndulo não tem impulso para se mover. Se assim não fosse, diante da gravidade da situação, teríamos uma frente ampla, com os políticos que restaram, os empresários de vanguarda e a sociedade civil. Mas assitimos ao contrário. O empresariado está contaminado por ranço antipestista, que confundem com qualquer proposta progressista ou outsider, a sociedade civil brasileira honra sua tradição de estar "deitada eternamente em berço esplendido". Apenas a grande ressalva que merece todo destaque: a classe artística. pelo visto a única que preservou o know how adquirido nos tempos de chumbo.
 
A mídia, não atrevo-me a comentar. Pois desde 2006 temos, abertamente, um partido político com assinantes e espectadores. Tornou-se uma besta fera, que provou do sangue e não consegue mais retomar o paradigma antigo.Banalizou-se o escandâ-lo a tal ponto, que vai demorar para que as redações deixem de pulsar pelo clima de denuncismo e policiamento, salvo se houver intervenção do fator imponderável e for imposta uma regulação efetiva.
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Xadrez de como Barroso tornou-se um Ministro vingador

Peça 1 – o iluminista e o negro de primeira linha

A intenção era criar um momento de paz, indicar publicamente que as desavenças no Supremo Tribunal Federal se resumiam ao campo jurídico. Daí a ideia de inaugurar dois retratos de ex-presidentes - Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski - e incumbir dois colegas de saudá-los.

Quando se optou por Luís Roberto Barroso para saudar Joaquim Barbosa, ficou no ar a suspeita de que algo poderia dar errado. Barroso é mestre na arte de se auto louvar, permanentemente atrás dos holofotes e do protagonismo, das declarações reiteradas de bom-mocismo. Teria o desprendimento de focar o elogio na celebração de um colega?

Mas, enfim, foi convidado dois dias antes da cerimônia e, portanto - pensavam os anfitriões - com bom tempo para preparar o discurso e retirar eventuais inconveniências.

Mal começou o discurso, um frêmito perpassou os demais Ministros e um frio na espinha acometeu a organizadora do encontro.

Barroso lembrava a primeira vez que conheceu Barbosa, na França.  Ou na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), quando Barbosa prestou concurso e ele, Barroso, já era chefe de departamento. E o grande Gatsby não parou mais. Joaquim Barbosa tornou-se um mero álibi para a pregação salvacionista do vingador, bradando seu patriotismo, sua cruzada em prol da moralidade e da erradicação de toda corrupção.

Vez ou outra, lembrava rapidamente a relatoria de Barbosa na AP 470 e voltava à catilinária inicial, sua intenção de limpar a pátria, acabar com a corrupção, jogando os corruptos no fogo do inferno.

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Ad perpetuam rei memoriam, por Maria Fernanda Arruda

Ad perpetuam rei memoriam

por Maria Fernanda Arruda

FEITOS HISTÓRICOS - Há os de valor épico e há os histriônicos - É citada a batalha vencida por Napoleão em Austerlitz, estudada por seu brilho estratégico em todas as escolas militares. E, segundo consta, o próprio general dizia que todos os que lutaram nesse episódio seriam considerados como bravos.

Mas, dois séculos passados, só assistimos batalhas jocosas. Mudando-se a face geográfica, ora situando Brasilia (DF), assistimos uma que deverá ficar com registro nos anais e almanaques como o desvendar de uma era em que tudo se ousa por vaidades, mesmo que para figurar em tela de TV.

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É necessária uma autocrítica do Judiciário, diz o desembargador Favreto

Desembargador do TRF4, Rogerio Favreto, avalia o custo da desordem institucional motivada pelo avanço do judiciário sobre demais poderes

Desembargador do TRF4, Rogerio Favreto, avalia o custo da desordem institucional motivada pelo avanço do judiciário sobre demais poderes

Jornal GGN - Vale a pena enfrentar a corrupção na política a qualquer custo, abrindo exceções que podem ferir o Direito Penal e Constitucional? Para a maioria dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) sim, segundo uma decisão tomada em setembro do ano passado quando 13 dos 14 magistrados que integram a corte afirmaram que os processos da "lava jato" não precisavam cumprir as regras do processo comum.

O único magistrado contrário foi o desembargador Rogério Favreto que também é ouvidor do mesmo tribunal. Em entrevista por Skype para o jornalista Luis Nassif, Favreto ponderou que abrir exceções no direito é "muito preocupante" e que nada deve justificar a abertura de ações que sustentem um Estado de Exceção.

"Nós devemos isso a um Estado Democrático de Direito com valores fundamentais do princípio da inocência, da ampla defesa, do contraditório que são instituições fundamentais e devem ser preservados e não é porque determinado processo tem uma importância maior ou menor que ele tenha que descumprir as regras tanto processuais como esses valores Constitucionais que garantem a preservação dos direitos da pessoa humana. Ou seja, nós hoje invertemos as questões iniciando o anúncio de um inquérito policial com uma coletiva, que é extremamente preocupante, quando deveria haver uma investigação serena", argumenta.
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O Rap das Diretas Já

Enviado por Sidney Braga

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O golpe jogou a política brasileira no vale tudo, por Luis Felipe Miguel

O golpe jogou a política brasileira no vale tudo

por Luis Felipe Miguel

via Facebook

A indicação de ministros é, diz a lei, uma prerrogativa do presidente. Quando Dilma indicou Lula para a Casa Civil, Gilmar Mendes proibiu a posse com a alegação de que o único objetivo seria dar a ele um foro privilegiado. Foi um abuso - mais um - do coronel da praça dos Três Poderes.

No caso de Lula, há muito circulava a ideia de que colocá-lo na articulação política do governo era a única forma de salvar Dilma do impeachment. Foi por isso que sua nomeação causou alvoroço na oposição; e não há dúvida de que foi por isso que Gilmar, em seu papel de conspirador golpista, sustou a posse.

Mesmo que não houvesse essa percepção, não havia motivo para impedir a nomeação. Se a escolha dos auxiliares diretos é uma prerrogativa do presidente, não cabe questioná-la. É difícil perscrutar com segurança quais são suas intenções subjetivas. Ele que arque com o desgaste político, quando for o caso.

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Erramos: um debate sobre os deslizes jornalísticos

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Foto: Iuri Barcelos/Agência Pública

Da Agência Pública

Ombudsman da Folha e editor do Nexo são entrevistados 72 horas após a revelação da conversa pouco republicana entre Temer e o empresário Joesley Batista. No centro do debate: quando o jornalismo erra

Setenta e duas horas após a revelação do site do jornal O Globo que noticiou uma conversa pouco republicana entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, da JBS, o repórter da Pública Lucas Ferraz se reunia com a ombudsman da Folha de S.Paulo, Paula Cesarino, e o editor do Nexo, João Paulo Charleaux, para uma entrevista no quente dos acontecimentos que convulsionou o país.

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Opinião do Nassif: permanência do Temer é humilhação para o país

Elite precisa decidir logo pela saída de peemedebista, se quiser evitar a união dos brasileiros por Diretas Já 

Nos próximos dias vai esquentar mais ainda o clima político. Todas as carta estão na mesa: de um lado, nesse domingo, o presidente Michel Temer fez uma troca de ministros nas direções da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério da Justiça. O Torquato Jardim, que estava na direção do primeiro órgão, foi para o Ministério da Justiça, e o Osmar Sarraglio, que estava na Justiça, foi para a CGU. Evidentemente que essa manobra é para enquadrar a Lava Jato.

Por outro lado, os procuradores e policiais federais da Lava Jato, avançaram nos últimos dias em áreas absolutamente sensíveis ao presidente Michel Temer. Foram até a casa do Coronel da Polícia Militar aposentado, Lima Filho, amigo de Temer, levantaram várias informações, apreenderam documentos, computadores. Chegaram até o senador Aécio Neves e levantaram nas casas dele, no Rio e em Brasília, materiais. E temos ainda o Aécio com aquela genialidade de quem se considera inimputável. 

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Após 34 anos, Folha de S. Paulo se acovarda!, por Marcelo Auler

Editoral deste domingo nega coragem que jornal teve em 1983 quando, sob comando de Octávio Frias, apoiou eleições diretas 
 
Editoral deste domingo nega coragem que jornal teve em 1983 quando, sob comando de Octávio Frias, apoiou eleições diretas
 
 
 
 
Quem lê o editorial deste domingo (28/05) da Folha de S. Paulo – Sucessão Especulada – e foi testemunha, em 1983, da audaciosa coragem do jornal ao publicar o editorial Por eleições diretas, conclui facilmente que na ausência do seu antigo dono, Octávio de Oliveira Frias, o jornal, hoje comandado por seus filhos, Octávio Filho, na parte editorial, e Luís Frias, como presidente da empresa, se acovardou. Lamentavelmente!
 
A Folha, que nos anos de 1983/84 escreveu parte da História do Brasil (com maiúscula) ao se transformar em porta-voz do que a sociedade civil clamava, hoje é capaz de criticar o processo de escolha indireta, como faz o editorial, sem, contudo, assumir aqui que milhões de brasileiros já pedem em praça pública e renovarão os pedidos ao longo deste mesmo domingo ao ocuparem ruas de diversas cidades brasileiras: Diretas Já!
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O golpe dentro do golpe, por Wallace dos Santos de Mora

Sugerido por Jackson da Viola

Por Wallace dos Santos de Mora

Do Le Monde Diplomatique Brasil

 
O que está por trás das denúncias da Globo contra Michel Temer e seus prováveis desdobramentos
 
Nos últimos 65 anos, a Rede Globo ocupou o espaço de um dos principais atores políticos, sempre participando com grande poder de decisão em momentos-chaves. Com o fim do regime militar, por exemplo, teve início a luta pelas “Diretas Já” e a Globo impediu que as imagens de comícios nas ruas fossem exibidas na TV, nos seus jornais e rádios

Desde 2013, o Brasil vive um quadro de crise política institucional dos mais profundos. A iminente queda de Michel Temer constitui-se como apenas mais um capítulo dessa novela. Para discutirmos as denúncias contra o presidente da República e termos mais dados para análise, sem cairmos em previsões infundadas, é necessário clarear algumas constatações históricas fundamentais da política brasileira:

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Moro será julgado no CNJ por vazar conversas da família de Lula

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro será julgado pelo Conselho Nacional de Justiça na próxima terça (30), por dois procedimentos supostamente abusivos contra o ex-presidente Lula. Um deles está relacionado ao vazamento de grampo de conversas de familiares do petista.
 
O Painel da Folha desta quinta (25) destacou que o "timing" do CNJ não poderia ser mais curioso. Isso porque, essa semana, houve uma crise entre Lava Jato e grande mídia por conta do vazamento de conversa do jornalista Reinaldo Azevedo com a irmã de Aécio Neves, Andrea Neves.
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Aécio garantiu blindagem da imprensa por 30 anos, por Lucas Figueiredo

Foto: Charles Silva Duarte/O Tempo/Futura Press

Por Lucas Figueiredo

Vendido como mocinho pela irmã, Aécio garantiu blindagem da imprensa por 30 anos

No The Intercept
 
ESQUEÇA POR UM MOMENTO o espetáculo grotesco: um senador da República, presidente de um dos maiores e mais importantes partidos do país, já formalmente investigado pela maior operação anticorrupção do Brasil, se encontra em um hotel de luxo com um megaempresário e combina com ele o pagamento de uma propina de R$ 2 milhões. Na ação, o senador age em família, ajudado pela irmã e por um primo. Antes de encerrar as tratativas com uma frase lapidar – “isso vai me dar uma ajuda do caralho” –, o senador diz ao empresário, entre risadas, que mandaria matar o primo, encarregado de recolher a propina, caso este um dia resolvesse fazer delação premiada. O dinheiro, embalado em maços, é enfim entregue em malas ao tal primo, e o destino final da bolada são os cofres da empresa da família de outro senador, um político de péssima fama (quatro anos antes, o helicóptero de sua família, registrado em nome de uma pessoa jurídica, havia sido apreendido com 445 quilos de pasta de cocaína).
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Mídia está desembarcando do governo Temer, diz João Feres Jr

Ao GGN, coordenador do Manchetômetro analisou o comportamento da mídia desde o impeachment de Dilma. Lançado em 2014, projeto que fornece dados sobre a qualidade da cobertura jornalística ganhou versão 2.0 neste ano. Gráficos mostram queda nas críticas ao governo federal após posse de Temer e blindagem a Sergio Moro

Jornal GGN - Atingido repentina e duramente pela delação da JBS, o governo Temer começou a perder o apoio incondicional dos principais veículos da grande mídia, segundo análise do cientista político e coordenador do Manchetômetro, João Feres Jr. Para ele, a Globo lidera a "campanha ferrenha" contra o presidente da República, enquanto Folha de S. Paulo e Estadão ainda resistem um pouco, comportando-se como bombeiros em meio a um incêndio.
 
"O que vai acontecer a partir dessa crise do governo Temer, dessa exposição dos áudios de Temer e Aécio Neves, eu não sei. Minha impressão é que parte da mídia está desembarcando do governo Temer, mas eles estão sem direção. Não sabem aonde embarcar", disse Feres ao GGN.
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