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A resposta de Dilma aos ataques de Veja


Foto: Jose Cruz/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - "Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados – comprovados documentalmente – aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil — o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista", disse em nota a assessoria da ex-presidente Dilma Rousseff.
 
A manifestação é sobre reportagem supostamente exclusiva da revista Veja, de que uma sindicância do governo "constatou que petista furou a fila do INSS com ajuda de servidores e obteve benefício sem ter a documentação necessária na ocasião". Em resposta, a assessoria narra que além de ter sido presa pela ditadura no início dos anos 70, Dilma foi obrigada a se afastar de seu trabalho na Fundação de Economia e Estatística, desde 1977, por "integrar a chamada lista do General Frota". "Só no final dos anos 1980, foi anistiada".
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O que o injustiçado juiz que impediu doação a Lula pensa sobre Judiciário x mídia

Foto: Flickr/Ophir Cavalcante
 
Ophir Cavalcante e Felipe Albertini Nani Viaro
 
Jornal GGN - O juiz Felipe Albertini Nani Viaro - que proibiu a socialite Roberta Luchsinger de doar R$ 500 mil a Lula antes de pagar uma dívida pessoal - analisou, entre outros aspectos, a relação entre mídia e Judiciário na tese de doutorado que apresentou à USP, em 2016, e sinalizou que magistrados, apesar da necessidade de aproximação com a sociedade, não devem se curvar à pressão da opinião pública. Ao contrário: devem aprender a lidar com cobranças, sem descambar para uma "atuação populista".
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Força-tarefa fortalece estratégia de Temer para tentar se salvar

Procurador cobra "consequências" de visita de futura PGR à Temer e dá recado à Raquel Dodge por não interferência em Curitiba
 
 
Jornal GGN - Se a divulgação do encontro da futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com Michel Temer fora da agenda oficial do presidente foi uma estratégia articulada pelo próprio mandatário para endossar a tese de que seu encontro com o empresário Joesley Batista é da natureza de suas funções, a imprensa e a própria equipe de procuradores da Lava Jato vêm fortalecendo a teoria.
 
Desta vez, um dos líderes da força-tarefa do Paraná, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, afirmou publicamente que a subprocuradora-geral da República que assumirá em setembro o posto de Rodrigo Janot deve ser cobrada pelas consequências da visita a Temer no Palácio do Jaburu, no dia 8 de agosto.
 
"Nós temos agora que avaliar as consequências dentro da política que o Ministério Público vai ter a partir da gestão dela", afirmou.
 
"É claro que ela tem que se explicar, ela deu uma explicação, ela que deve, então, ser cobrada das consequências desse ato. Infelizmente, não há como fugir da responsabilização das pessoas perante a sociedade", disse Carlos Fernando, completando: "Todo funcionário público é responsável pelos atos que têm".
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Lula: "Nós nos precipitamos ao achar que 2013 foi uma coisa democrática"

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse, na noite de sexta (11), que a Rede Globo ajudou a inflar os protestos de rua que marcaram junho de 2013 com o objetivo de forjar pressão popular sobre o governo Dilma Rousseff. Na visão do petista, foi "precipitado" considerar que aquelas manifestações foram essencialmente democráticas, já que parte das massas teria sido manipulada pela grande mídia."

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Com fim da era Aécio e Temer, sem saída, revista detalha propinas

Reportagem de Época insere-se no contexto de mudança drástica de editoriais da imprensa em ritmo de sobrevivência e adaptação, com os inegáveis esquemas envolvendo PMDB e PSDB
 
 
Jornal GGN - O primo de Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco, foi a ponte usada pelo senador para retirar R$ 2 milhões ilícitos acordados com o dono da JBS, Joesley Batista. Em ação similar também foi a entrega de outros R$ 500 mil destinados ao presidente Michel Temer, por meio do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures. A mala preta com rodinhas deste último e a de Fred, como é chamado o empresário e familiar de Aécio, contendo a segunda parcela de R$ 500 mil ao tucano foram registradas por fotografias da Polícia Federal, após as apreensões.
 
Ambas as entregas foram realizadas em ações controladas pelos delegados da PF, com o aval do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Apesar de algumas imagens das mochilas contendo notas de R$ 50 e R$ 100 já terem sido divulgadas, pelos relatórios das investigações e à imprensa, a revista Época publicou novas fotografias, nesta sexta (04).

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Lava Jato criou muita expectativa sem ter provas das delações, diz jornal

Foto: Lula Marques
 
 
Jornal GGN - A Folha de S. Paulo produziu um editorial afirmando que a Lava Jato tem "dificuldade prática de encontrar um desfecho à altura de toda a expectativa que criou na sociedade" porque não tem encontrado provas diretas das delações premiadas que foram vendidas na própria grande mídia como verdade absoluta.
 
"Em meio ao oceano de delações, nas quais mais de uma centena de políticos são mencionados, constata-se que a tarefa de buscar provas suficientes para definir julgamentos é mais complexa", disse Folha.
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Lula: mídia não poderá manipular eleições como fez nos anos 1990

 
Jornal GGN - Candidato virtual ao Palácio do Planalto em 2018, o ex-presidente Lula disse nesta segunda (31), durante o lançamento de uma plataforma colaborativa de construção de plano de governo, que a imprensa nãao terá condições de manipular a disputa eleitoral como fez nos anos 1990. Isso porque a internet permite não só o desmonte dos factóides criados pela mídia, mas também porque provem um outro canal de comunicação ao PT, que não tem tido espaço na cobertura dos veículos tradicionais.
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Yarochewsky: "A geração atual vai morrer sem conhecer outro líder como Lula"

Foto: STF

Jornal GGN - Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, autor de mais um livro sobre os abusos da Lava Jato em relação a Lula (a obra chama-se "República de Curitiba – Por que Lula?"), Leonardo Yarochewsky disse em entrevista ao Brasil 247 que a atual geração vai "morrer" sem conhecer outro líder de tamanho porte e ainda comentou que o Judiciário virou um superpoder nos últimos anos, ameaçando a democracia.

"Creio que a geração brasileira atual vai morrer sem conhecer outro líder e outro estadista como o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula é um sobrevivente, venceu a miséria e a fome para se tornar o maior líder progressista da América. Devolveu dignidade e orgulho ao povo brasileiro. Governar um País continental com tantas diferenças culturais, sociais e econômicas não é tarefa para aventureiros. Não sei quem vem depois de Lula nem o que. Só sei que o único caminho possível é o da efetivação da democracia material. Somente com respeito a dignidade da pessoa humana como postulado do Estado Democrático de Direito é que poderemos alcançar um País mais justo, mais igualitário, mais democrático e, portanto, mais humano", disse.

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No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade, por Hildegard Angel

No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade

por Hildegard Angel

As pessoas se assustam com a crescente onda de obscurantismo no Brasil. A truculência que arrebata nosso cotidiano, em todos os campos de relações, nos estádios de futebol, discussões de trânsito, desavenças de vizinhos, pequenas discórdias do cotidiano, que antes seriam resolvidas com um aperto de mão ou um desaforado palavrão, daqueles ‘caseiros’, hoje resultam em violentas agressões morais e físicas, até em morte.

Esquadrões de trogloditas musculosos, cheios de endorfina para brigar (e não para amar), são arregimentados, bastando uma compartilhada de Facebook, e vão às dezenas, centenas, aos milhares, barbarizar nas finais de campeonato, em manifestações políticas, discotecas ou bares da madrugada. São hordas e hordas de acéfalos tatuados, deformados pelos anabolizantes proibidos, tanta musculatura que são obrigados a andar meio curvos, fazendo lembrar os antepassados pré-históricos, pré-Civilização, da Idade da Pedra.

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Paulo Rabello de Castro e o jornalismo do senso comum

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma das grandes pragas dessa era das redes sociais é o opinionismo desenfreado. Todos têm opiniões taxativas sobre tudo, pouco importa o grau de complexidade do tema e de desinformação do autor.

Desde os anos 90, teve início essa praga do populismo do colunismo. Em vez de explicar, interpretar, atender às dúvidas dos leitores, o colunista se colocava no mesmo nível do leitor, com as mesmas indignações e o mesmo nível de ignorância. É o chamado colunismo do senso comum.

A maneira como uma colunista da Folha ataca Paulo Rabello de Castro, no artigo abaixo, é significativa da ditadura do pensamento leigo, justamente onde deveria estar o escrito especializado. Em negrito é sublinhado, meus comentários  

Sem respostas

Paulo Rabello de Castro, presidente do BNDES há pouco mais de um mês, fala muito mas diz pouco. O economista é loquaz na defesa política do governo Temer e evasivo nas explicações substantivas sobre as operações do banco. A verborragia de Rabello já levou dois diretores a pedir demissão.

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Mundo chama Lula de herói dos trabalhadores que foi condenado por corrupção

 
Jornal GGN - Menos de uma hora após o anúncio da condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Sérgio Moro, e os principais jornais do mundo já estampam nas manchetes os nove anos e seis meses de prisão do ex-presidente brasileiro. Alguns noticiários fizeram uma retrospectiva do líder, apresentando-o como o responsável pelo "milagre econômico" no Brasil e o "heroi dos trabalhadores". Outros trataram de somente reproduzir as agências de notícias internacionais.
 
No primeiro dos casos está o jornal mexicano El Universal: "Depois de ver sua afilhada política, Dilma Rousseff, sendo destituída pelo Senado, o patriarca da esquerda que presidiu o maior país da América Latina entre 2003-2010 recebeu outro golpe", narrou o periódico.
 
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Maia mudou lealdade a Temer após encontro com representante da Globo


Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - Rodrigo Maia (DEM-RJ) vem confirmando que sua postura discreta guarda por trás as articulações para os próximos passos da política nacional: deve abandonar de vez a sua fidelidade a Michel Temer em nome de manter certa estabilidade para os próprios aliados, que hoje dominam o Congresso Nacional.
 
Além do apoio de grande parte dos que se consideravam aliados de Temer no mundo político, a concordância de Maia para a queda do presidente contou com o aval de representantes do mercado e da Globo. Desde um encontro que o deputado teve com o vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet, no último domingo, o diagnóstico passou a ser certeiro: a queda do atual presidente é irreversível. 
 
O que está em jogo agora é como se dará essa transição até as eleições 2018, quando os próprios parlamentares precisam estar munidos de força política, alianças e, sobretudo, apoio do mercado para as campanhas eleitorais. 
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A opinião pública em tempos de crise, por Gustavo Rufino

A opinião pública em tempos de crise

por Gustavo Rufino

A perceção de uma sociedade é sempre atípica e pessoal. Uns acreditam que vivemos em um tempo de prosperidade e há saudosistas que creem que o mundo de hoje está bem pior do que já foi. Todos tendem a acreditar que sua visão de sociedade é única e verdadeira. Mas, o Estado democrático de direito no Brasil é mais frágil do que parece e dá sinais claros de fatores que levam a rupturas democráticas e influenciam a percepção da sociedade.

No texto Opinião Pública, Walter Lippmann (1889 – 1974), mostra o quão pouco conhecemos (e nada discutimos) do ambiente onde vivemos. Observamos as notícias que chegam de diferentes fontes de dados e acreditamos que aquilo é um retrato fiel da sociedade em que estamos naquele momento, mais difícil ainda é basear uma visão de outras pessoas, ou principalmente de outra época.

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Governantes sem caráter e a destruição das instituições, por Aldo Fornazieri

Governantes sem caráter e a destruição das instituições

por Aldo Fornazieri

Adotando aqui o conceito de "governante" no sentido amplo, referido às pessoas que ocupam posições de destaque nas instâncias dirigentes dos três poderes, o que se observa, de forma acelerada nas últimas semanas, é que alguns deles vêm empreendendo uma devastadora destruição do pouco que resta da institucionalidade e da constitucionalidade do Estado brasileiro. A marca das condutas e do empenho desses dirigentes é a completa falta de caráter, de moral, em suas ações deletérias.

O mais grave é que não há forças capaz de detê-los. O STF não só perdeu a capacidade de exercer o controle constitucional, como, alguns dos seus ministros se engajaram ativamente na destruição do próprio órgão e de outras instituições. As oposições, sem uma estratégia definida, além de não terem força no Congresso, não têm capacidade de promover uma significativa convocação da sociedade para as ruas visando deter o processo destrutivo do país.

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Como a Globo manipulou estudo que (não) diz que Globo é confiável, por Michel Arbache

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Imagem: Reprodução

Por Michel Arbache, no Portal LN

O Jornal Nacional (1) de quinta-feira (29/06/2016) deu destaque para um estudo feito pelo Instituto Reuters – Universidade de Oxford – sobre a “confiança (sic)” do público em relação a mídia e que “o foco (sic) é a confiança do público numa época de notícias falsas, as fake news”. 

Mais uma vez, a Globo contou uma meia-verdade que deixa no ar uma meia-mentira. Para começar, o estudo (anual) é sobre o mercado de notícias. Na introdução do estudo - 136 páginas em formato PDF (2) - publicado este ano, o diretor David Levy diz que o escopo são as preocupações sobre o financiamento do jornalismo no tempo em que as organizações de jornalismo se deparam com as novas plataformas de notícias – e que este estudo trata 'também' das “fake news” (notícias falsas). Assim, é rebaixar demais o sentido e a abrangência do estudo deixando o telespectador entender que ele só faz medir a confiança do público em relação ao veículo X ou Y no contexto da praga das fake news.

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