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neoliberalismo

O ‘golpe dos corruptos’ e o neoliberalismo no Brasil, por Marco Aurélio Cabral Pinto

As velhas oligarquias nacionais que tomaram o poder do PT esbarraram na ameaça de um golpe dentro do golpe, organizado pelos prepostos dos banqueiros, mas recuperaram fôlego, o que altera o tabuleiro para 2018

do Brasil Debate

O ‘golpe dos corruptos’ e o neoliberalismo no Brasil

por Marco Aurélio Cabral Pinto

Cumpre-se lembrar que brasileiros foram aqueles que aqui se estabeleceram com o objetivo de ordenar a exportação do pau-brasil. Havia ferreiros, marceneiros, açougueiros, assim como brasileiros, aos quais cabia o fornecimento da valiosa madeira. Eram então poucos, mas, a eles, progressivamente, se incorporaram índios Tupi-Guarani, que enxergaram nos portugueses poderosos aliados contra adversários de etnias diversas, conhecidas como Jê.

Portanto, na origem do Brasil se encontra a inserção como elemento subordinado na hierarquia poder-dinheiro internacional. Aos dominadores externos importou, ao longo de toda a formação histórica, que as elites aliadas locais promovessem a ordem social para boa organização da produção.

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Xadrez da contagem regressiva para 2018

Peça 1 – o jogo das expectativas sucessivas

Uma das retóricas recorrentes dos “cabeças de planilha” é a criação das expectativas sucessivas. Monta-se uma política monetária e fiscal que mata qualquer possibilidade de recuperação da economia e vende-se o mito da “lição de casa”. Ou seja, se cortar o leite da merenda escolar, a aposentadoria dos velhinhos, as políticas de renda mínima, se atingirá a prosperidade eterna, na qual todos ganharão.

Aplica-se o arrocho, e nada. Alega-se então que a lição de casa não foi suficientemente radical. Aplica-se nova rodada de cortes em cima dos direitos dos mais fracos, e nada. Até o momento em que o tecido social se esgarça, a paciência geral se esgota, as distorções econômicas se avolumam e o plano vai por água abaixo – por uma crise cambial, por uma crise fiscal, por terremotos sociais, por uma reação política.

Consumado o fracasso, a culpa é atribuía à falta de vontade dos pecadores, que não ousaram cumprir a penitência até o final.

Já se chegou a esse estágio.

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A solução militar nos estados revela democracia doente, por Rafael da Silva Barbosa

O modelo neoliberal de ajuste econômico praticado no país vem impelindo os trabalhadores a situações extremas: sem direitos e sem margem para negociações. Greve geral, em vez de acordos. A intervenção militar começa a fazer sentido no imaginário da população

do Brasil Debate

A solução militar nos estados revela democracia doente

por Rafael da Silva Barbosa

Os recentes episódios de caos na segurança pública não são fenômenos etéreos, como “um raio em dia de céu azul”. Estão interligados pela quebra institucional do principal mecanismo democrático do país. Ao se retirar uma Presidente honesta eleita democraticamente, findou-se o desenvolvimento em curso da participação popular via voto direto. Talvez tenha sido isto o maior fator condicionante da atual crise institucional do País.

Como que “de repente” surgem em diversos setores da vida pública agentes que passam a duvidar das características básicas da jovem democracia brasileira? Se não respeitam nem a máxima democrática, o voto direto, o que vão respeitar?

Nessa situação, a primeira pergunta a se fazer é a seguinte: como uma negociação entre o executivo estadual e a categoria dos servidores públicos que, historicamente sempre foram resolvidas de forma a garantir o mínimo de segurança social, teve desfecho tão dramático jogando os estados amazonense, capixaba e carioca na desordem?

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BNDES: Entre o Desenvolvimentismo e o Neoliberalismo (1982-2004), por Fernando Nogueira da Costa

BNDES: Entre o Desenvolvimentismo e o Neoliberalismo (1982-2004)

por Fernando Nogueira da Costa

Instituições são as restrições criadas para dar forma às interações humanas. Restrições são as “regras do jogo”. As informais são os códigos, os costumes e as tradições sociais. As formais são as regras consolidadas na lei e na política de cada País.

Instituições emergem através do aumento do número de adeptos de uma determinada regra. Expressam conformidade com um hábito socialmente difundido.

Instituições financeiras oficiais são formais. As brasileiras precedem, temporalmente, à cada geração nascida na segunda metade do século XX. O BNDES, por exemplo, foi criado em 1952, durante o segundo governo Vargas de caráter desenvolvimentista.

Como os empreendedores brasileiros receberam, por meio das instituições financeiras públicas, informações e incentivos, eles poderiam ser tomados como existentes previamente a elas? Suas formas de pensar e suas motivações seriam ideias inatas?

O holismo metodológico dos desenvolvimentistas supõe que o conjunto social influencia as condições de comportamento ou funcionamento de suas partes. O individualismo metodológico dos neoliberais pressupõe que o sistema social, e as suas alterações, resultam das ações dos indivíduos, pois somente estes têm objetivos e interesses.

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A eleição de Donald Trump e o fim do neoliberalismo progressista, por Nancy Fraser

Resultado eleitoral nos EUA, assim como rejeição a reformas de Renzi na Itália e vitória do Brexit no Reino Unido, indica rejeição popular a aliança entre forças progressistas e forças do capitalismo cognitivo, consolidada por governos Clinton e Obama

do ÓperaMundi

A eleição de Donald Trump e o fim do neoliberalismo progressista

por Nancy Fraser

Dissent Magazine | Nova York 

A eleição de Donald Trump faz parte de uma série de grandes revoltas políticas que, juntas, sinalizam o colapso da hegemonia neoliberal. Elas incluem a votação pelo Brexit, no Reino Unido, a rejeição das reformas do então primeiro-ministro Matteo Renzi, na Itália, a campanha de Bernie Sanders pela nomeação como candidato do Partido Democrático, nos Estados Unidos, e o crescente apoio à direitista Frente Nacional francesa, dentre outras. Embora sejam diferentes em ideologia e objetivos, estas insurreições eleitorais compartilham a mesma meta: todas elas rejeitam a globalização corporativa, o neoliberalismo e o establishment político que os promove. Em todos estes casos, os eleitores disseram “Não!” à combinação letal de austeridade, livre comércio, débito predatório e empregos precários e mal pagos, elementos que caracterizam o capitalismo financeiro dos dias atuais. Seus votos são uma resposta à crise estrutural desta forma de capitalismo, que se tornou patente a partir do colapso quase total da ordem financeira mundial em 2008.

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Sala de visitas: Por que criar uma nova Lei de Abuso de Autoridade

E ainda, nesta edição, Bresser-Pereira avalia retrocessos econômicos de Temer, Miruna Genoíno escreve livro que reúne cartas trocadas com o pai na prisão, e ainda Edgard Gianullo, o violinista admirado por João Gilberto 

 
Jornal GGN - A primeira edição de 2017, do programa Na sala de visitas com Luis Nassif, está imperdível.
 
No primeiro bloco, o professor Luiz Carlos Bresser-Pereira recebe Luis Nassif em sua sala de visitas, onde discutem a vulnerabilidade da economia brasileira que remonta os anos 1980 com a diferença de que a crise mais recente, aprofundada em 2016, tem forte componente político e ideológico onde a proposta neoliberalista ganha força, enquanto no mundo entre os demais governos "a crença cega no mercado acabou".

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Brasil retoma visão anacrônica de neoliberalismo, alerta Bresser-Pereira

Professor avalia que crise política está associada à perda da ideia de nação pelas elites e declara: ‘Desenvolvimentismo é nacionalismo econômico’
 
Edição completa do Sala de visitas ainda hoje, às 18h, aqui no GGN

 
Jornal GGN – A crise política desencadeada em várias partes do mundo hoje, e que se aprofundou em 2016, é um sinal de insatisfação, cada vez maior, de grande parcela da população, “sobretudo branca e não-educada”, e que estaria se sentindo prejudicada pelo neoliberalismo há pelo menos três décadas. 
 
A avaliação é do professor Luiz Carlos Bresser-Pereira que, em entrevista exclusiva para o programa Na sala de visitas com Luis Nassif, avaliou as consequências da crise política sobre a economia no Brasil e a insistência de conceitos neoliberais no país, enquanto até mesmo os países centrais já deixaram de lado “a crença cega no mercado”.
 
Bresser-Pereira é da ala dos economistas desenvolvimentistas, compreendendo o desenvolvimentismo como sendo “nacionalismo econômico e intervenção moderada do Estado” no mercado. Para os setores não competitivos da microeconomia (formada por empresas de infraestrutura e de base) o professor destaca que o Estado deve atuar garantindo os preços macroeconômicos, para evitar guerras de preços e, ao mesmo tempo, precisa dar conta de um sistema educacional eficaz, desenvolvimento tecnológico e planejamento dos setores mais competitivos da economia. 
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Dilma diz que não pretende voltar para a política: "o grande presidente para o Brasil é Lula"

Jornal GGN - Dilma Rousseff, presidente reeleita em 2014 e deposta em um processo de impeachment neste ano, disse que não pretende voltar para a política. “Penso que o grande presidente para o Brasil é Lula”, afirmou em entrevista para o portal argentino Infobae.

“Presidentes como Lula ou Cristina [Kirchner], que se atreveram a gerar redistribuição de riqueza, são vistos como inimigos pela oligarquia neoliberal. E os inimigos são destruídos", disse, afirmando que acredita na inocência da ex-presidente da Argentina, acusada de corrupção e ter cometido manobras ilegais durante sua gestão.

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Neoliberalismo subverte sentido do Natal

“Se o Natal não questiona nossa maneira de ver a humanidade, ele não tem sentido", avalia Pe. Jaldemir Vitório
 
Jornal GGN - "O Natal foi descristianizado e Jesus passou a ser um detalhe". A observação é do Pe. Jaldemir Vitório, teólogo e professor do Departamento de Teologia da Faculdade Jesuíta (FAJE), em entrevista ao Brasil de Fato MG. O clérigo avalia com preocupação a transformação da data, que tem por princípio a aproximação ao próximo, em comércio. "O capitalismo neoliberal transforma tudo em comércio. O Natal foi descristianizado e Jesus passou a ser um detalhe". 
 
O teólogo também faz uma avaliação da importância de nomes como o de Dom Paulo Evaristo Arns e do Papa Francisco na recondução de princípios fundados na partilha, na fraternidade e solidariedade. Ponderando que a data natalina é um momento para a sociedade pensar sua própria espiritualidade, independente se indivíduo é cristão ou não cristão. "Se o Natal não questiona nossa maneira de ver a humanidade, ele não tem sentido nenhum".
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A subjugação dos Estados ao neoliberalismo pela dívida, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

A subjugação dos Estados ao neoliberalismo pela dívida

por J. Carlos de Assis

O mesmo processo de dívida pública que subjugou a política econômica brasileira (e dos demais países em desenvolvimento) à banca internacional, através do FMI e do Banco Mundial, subjugou os Estados federados brasileiros aos ditames neoliberais do poder central. O mecanismo é o mesmo. Há uma diferença, na medida em que, no caso da dívida externa, chegou a entrar algum dinheiro no começo do processo. No caso da dívida dos Estados federados junto à União, não entrou nada. Só tem saído na forma de pagamentos à União.

Tenho explicado o funcionamento dessa armadilha financeira, no caso dos Estados, e as pessoas ficam incrédulas. É que a dívida – esta mesma dívida que está sendo “negociada” com o Governo Federal, e que gerou um justificado princípio de rebelião na Câmara –  não existe. Tecnicamente falando, é nula. Sua origem são dívidas estaduais pagas aos bancos pelo conjunto do povo brasileiro em fins dos anos 90 com títulos da dívida pública. Portanto, o povo a pagou. Não faz sentido que, depois desse pagamento, o povo a pague de novo.

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O estranho sumiço dos caciques do PSDB da grande mídia, por Sérgio Medeiros

O estranho sumiço dos caciques do PSDB da grande mídia...

por Sérgio Medeiros

Comentário ao post Xadrez do golpe no golpe

O alerta da Tsunami que está vindo e o estranho sumiço do PSDB e DEM da grande mídia.

O PSDB e o DEM, que foram os responsáveis diretos pelo golpe – e que, por uma manobra do grupo de Temer e seus amigos não logrou, ainda, tomar o poder -, de uma hora para outra sumiram dos noticiários da Globo News, da Globo, da Folha SP, do Estadão.

Não aparecem mais como sendo os que estão dando novo rumo a economia, apesar de Temer estar fazendo tudo o que lhe é mandado pelo PSDB e por sua turma.

A mídia sempre antecipa os movimentos políticos.

O próximo passo do golpe esta sendo dado.

Grandes turbulências sociais politicas e econômicas são inevitáveis, a mudança será grande e não será pacífica.

No que se refere a economia, esta é a grande incógnita.

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Os dois maiores erros de política econômica da gestão Dilma, por Douglas Alencar

A escolha de nomes como Arno Augustin e Joaquim Levy estão na origem de equívocos como a segunda redução do IPI, quando se deveria investir em infraestrutura, e no tamanho e velocidade do ajuste fiscal de 2015

do Brasil Debate

Os dois maiores erros de política econômica da gestão Dilma

por Douglas Alencar

As análises ex post são sempre mais fáceis de serem realizadas se comparadas com análises da política econômica no momento em que estas estão sendo executadas. Contudo, é importante fazer um exercício de apontar os erros das políticas realizadas pelas diferentes equipes econômicas durante os dois mandatos da presidente eleita Dilma Rousseff.

O primeiro grande erro da presidente, no primeiro mandato, foi a escolha de conselheiros de política fiscal, com Arno Augustin sendo mais importante que Nelson Barbosa durante o ano de 2012, quando este era secretário no Ministério da Fazenda. O segundo grande erro foi a escolha de Joaquim Levy para assumir a pasta da Fazenda no início do segundo mandato. Esses dois erros não apenas contribuíram para a crise no Brasil como foram impulsionadores da quebra de constitucionalidade por meio de um impedimento duvidoso.

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O neoliberalismo europeu: 25 milhões de crianças na pobreza

Pedinte grega com criança em rua central de Atenas
 
Enviado por C.Poivre
 
40 anos de neoliberalismo deixa um legado de pobreza e sofrimento na Europa. Golpistas querem o mesmo para o Brasil com a PEC 55/241:
 
Do Vermelho
 
 
Cerca de 25,2 milhões de crianças e adolescentes (26,9%), estavam em risco de pobreza ou exclusão social, nos 28 países da União Europeia, percentagem que é superior nos países do Sul afetados pela crise, onde a pobreza e exclusão ameaçam uma em cada três crianças
 
A estes juntam-se 4,6 milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos (20,4%) que se encontravam sem emprego, segundo dados do relatório divulgado, dia 14, pela Fundação Bertelsmann, relativos a 2015.
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Somente uma esquerda de verdade conseguirá derrotar a ascensão da direita no mundo, por Lindbergh Farias

Somente uma esquerda de verdade conseguirá derrotar a ascensão da direita no mundo 

por Lindbergh Farias

O neoliberalismo começou a ser derrotado. A notícia parece auspiciosa, mas é tenebrosa. O sujeito histórico da derrota dos neoliberais não tem sido a esquerda socialista e democrática, mas várias aproximações do fascismo. Marx e Engels já escreveram no “Manifesto” de 1848 que o desfecho de nossa luta é aberto, tanto poder ser socialismo como barbárie. Rosa Luxemburgo repetiu a questão em forma de pergunta na hora grave em que a social-democracia alemã cedeu à pressão nacionalista e votou no parlamento os créditos de guerra. 

De fato, o mundo já vive a experiência da barbárie cotidiana. A questão posta é que a barbárie, além de se expandir, pode se generalizar e aniquilar por muito tempo as promessas realmente existentes de emancipação. A hora é grave e a esquerda precisa estar à altura dos acontecimentos.

A vitória de Donald Trump na semana passada (e outros acontecimentos recentes, como o Brexit no Reino Unido) expressa uma espécie de nova hora do mundo. Descontadas as devidas proporções, de alguma maneira imergimos em uma fase histórica parecida com o período entreguerras (1919-1939), de crescimento do nacionalismo de direita e crise do Estado e da ideologia liberal. Contudo, cumpre lembrar como lição que a esquerda também foi derrotada naquele processo  - uma verdadeira tragédia histórica - e só pôde voltar a respirar finda a Segunda Guerra Mundial (1945), e sob o terrível legado de 40 milhões de mortos.

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Os EUA de Donald Trump, um país latino-americano, por Danilo Spinola

A sociedade norte-americana está se assemelhando dia após dia aos países latino-americanos. O principal ponto de similaridade é a desigualdade crescente. O ressurgimento do rentismo e o papel do lobby se reforçam como forma de captura das instituições representativas democráticas

do Brasil Debate

Os Estados Unidos de Donald Trump, um país latino-americano

por Danilo Sartorello Spinola

Donald Trump venceu as eleições americanas. Contra todos os prognósticos de pesquisa prévia e para desespero de todos que acreditam no conceito civilizatório trazido pela democracia.

Para a América Latina, os prognósticos infelizmente estão longe de ser positivos com tal resultado. Tais eleições são motivo real de espanto e profunda lamentação. A lógica do muro venceu toda a ideia de coletividade, civilidade. Não que a candidatura democrata representasse a vitória da unidade americana, mas o desafio se radicalizou.

Ao invés da merecida depressão com o processo, no entanto, vale centrar-se em um conjunto de fatos cada vez mais claros. A sociedade norte-americana está se assemelhando dia após dia em sua estrutura, política, economia e toda sociedade à observada nos países latino-americanos.

E isso longe e ser fruto do fluxo de imigração do sul para o norte.

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