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Castelos e monumentos, por Walnice Nogueira Galvão

Castelos e monumentos

por Walnice Nogueira Galvão

Há mais de cem castelos em Portugal, daqueles bem medievais, todos de granito cinzento, da “escola brutalista”: rústicos, despojados, sem enfeites. E primorosamente conservados, para nosso prazer. E, se aterrissou no aeroporto de Lisboa, aproveite a  proximidade e visite Óbidos, a linda cidadela medieval do séc. XII, cujas muralhas em perfeito estado circundam o casario da povoação, tão branquinho, caiado com todo o capricho. O visitante pode fazer o circuito das muralhas pelo “caminho de ronda”, contornando-as completamente pelo alto e voltando ao ponto de partida. Pode entrar por um dos quatro grandes portões e está tudo lá: ameias, seteiras, barbacãs, culminando na imponente torre de menagem. E há um hotel, o Hotel do Castelo de Óbidos, que tem apenas nove quartos, exigindo reserva com muita antecedência; mas vale a pena hospedar-se em seus torreões, dentro das muralhas.  Descortina-se das janelas uma perspectiva deslumbrante sobre o vale adjacente.

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“Avenida Paulista” brinda portugueses com música brasileira

Músicos Mariana Aydar e Dani Black

Jornal GGN – Neste fim de semana, de 10 a 12 de fevereiro, Portugal recebe a segunda edição da mostra “Avenida Paulista”. O evento levará ao palco do Teatro Municipal de Lisboa e do Cine Teatro Louletano, na cidade de Loulé, os músicos brasileiros Mariana Aydar, Dani Black, Márcia Castro, MOMO e a cantora Dom La Nena.

“Avenida Paulista” foi idealizada com o intuito de levar ao público português novos talentos vindos do Brasil. Durante a mostra, MOMO apresenta canções de seu novo álbum, produzido em Portugal por Marcelo Camelo. Os artistas Dani Black e Mariana Aydar estreiam uma parceria, com canções de seus últimos cds. Já a cantora e violoncelista, Dom La Nena, apresenta “Soyo” e seu novo EP.

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Mario Soares, por Manoel Dias

Mario Soares

por Manoel Dias

Quando as gerações futuras estudarem o século XX certamente encontrarão nas páginas mais ilustres a figura de Mario Soares, um dos grandes vultos da história e da democracia.

Lisboeta, filho de um ex-sacerdote, professor e pedagogo, e de uma professora de instrução primária, Mario Soares formou-se em Ciências Histórica-Filosófica e em Direito. Atuou na defesa dos presos políticos como advogado, e militou em inúmeras organizações de esquerda, onde fora preso diversas vezes, até ser deportado sem julgamento para ilha de São Tomé, onde conseguiu exílio do governo francês.

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Nos tempos do rei José em Portugal, por Daniel Afonso da Silva

Nos tempos do rei José em Portugal

por Daniel Afonso da Silva

Porto-Portugal, fevereiro de 1760. Um corsário francês – leia-se pirata a serviço oficial de seu soberano – rumava para o porto de Vianna do Minho com uma presa – um barquinho – inglesa. Quanto mais se aproximava, mais locais chegavam para ver. Percebendo a cor da bandeira da presa e do predador, negociantes ingleses, abundantes na cidade do Porto, se organizaram em bando e partiram para o cais. Em instantes, se distribuíram por quatro navios. Pequenos navios de pesca. Armaram-nos e se armaram. Nada de muito sofisticado. Foram ao encontro do “blue” (francês). Não encontraram dificuldades para acometê-lo. Não demoraram a trazer seu capitão ao povo. Muita gente em terra ia se aglomerando. Como de costume. Como se fosse festa. Sem cerimônia, o francês foi escorraçado. Fizeram-lhe toda sorte de humilhação. Toda sorte de constrangimento. Tudo à vista e ao sabor da curiosidade pública do público. O barquinho inglês foi reavido. Os pertences do corsário, confiscados.

A notícia do incidente chegou em tempo real ao conhecimento do enviado do rei Louis na cidade. Esse cônsul francês relatou o mais rápido que pôde ao seu superior em Lisboa. O conde de Merle, embaixador da França em Portugal, reagiu com uma mistura de raiva e déjà vu. Sem demora, nem titubeio, foi ter com o secretário Sebastião (futuro marquês de Pombal). Sem agendar, sem nada, chegou e entrou. Com suas credenciais de embaixador, passou fácil pela guarda do luso secretário. Em minutos, estava diante do próprio secretário. Na seguida dos cumprimentos habituais, pôs-se a narrar o ocorrido do Porto.

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Congressos em Portugal - II, por Walnice Nogueira Galvão

Congressos em Portugal - II

por Walnice Nogueira Galvão

Congressos no Porto costumam oferecer uma esticada até a quinta de Eça de Queirós, um pouco afastada, já que fica no Concelho de Baião, na freguesia de Santa Cruz do Douro: sempre distrito do Porto, mas o mais remoto no rumo leste. Um severo edifício de pedra cinzenta, com construções anexas para estábulos e outros serviços, é a Quinta de Tormes, que pertenceu ao escritor e que deu nome a sua personagem Jacinto de Tormes, o defensor da plenitude da vida campesina em A cidade e as serras. Não é o berço do escritor, situado em Póvoa de Varzim, não tão longe. É famosa sua autodefinição: “Eu sou apenas um pobre homem de Póvoa de Varzim!”.

Embora os interiores sejam quase nus, e as escassas alfaias venham de outras casas onde o escritor morou, principalmente a de Paris, sempre tem atmosfera um lugar assim. Fica a cerca de uma hora da cidade do Porto, em direção a Trás-os-Montes, ultrapassando-se a Serra do Marão. Serve-se na quinta uma refeição igual à de A cidade e as serras: canja, arroz de favas com enchidos, galinha frita e por sobremesa leite-creme. Como se sabe, as comidas e suas receitas têm lugar de honra na obra de Eça de Queirós.

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Justificando viagem com Temer, Gilmar se desmente de novo sobre Lula

Jornal GGN - Um juiz aceitar favor de um réu não significa nada, na visão de Gilmar Mendes, que se diz exclusivamente comprometido com a lei. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral pegou carona com Temer rumo a Portugal, numa agenda que tinha como finalidade participar de um funeral que Gilmar tangenciou porque teve uma "crise de labirintite". O caso ganhou atenção da mídia e, ao tentar justificar seus atos, o magistrado desmentiu, mais uma vez, o escândalo em que Lula teria lhe pedido para atrasar o julgamento do mensalão em função as eleições de 2012.

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Aragão: Vamos fingir que é normal o juiz Gilmar pegar carona com o réu Temer

Por Eugênio Aragão

Vamos todos fingir que é normal o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pegar carona com um sedizente presidente da república (com letras minúsculas mesmo) para ir a Lisboa, supostamente para participar das cerimônias funerais do maior democrata português da contemporaneidade. É normalíssimo, porque o tal presidente do tribunal é quem vai pautar um processo que pode significar o fim do que se usou chamar, na mídia comercial, de “mandato” do sedizente presidente da república. O tal presidente de tribunal é inimigo notório da companheira de chapa do sedizente presidente que urdiu um golpe para derrubá-la. Mas, claro, tem toda isenção do mundo para julgar ambos.“Nada haverá de suspeito”, como diria o insuspeito jornalista Ricardo Noblat. Quem ousaria dizer o contrário?

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Gilmar viaja com Temer em comitiva oficial do governo a Lisboa

 
Jornal GGN - Na viagem programada para esta terça-feira (10) à Lisboa, Portugal, para o funeral do ex-presidente do país Mário Soares, Temer incluiu na comitiva oficial do governo Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 
Assim, Gilmar acompanhará Temer na viagem de agenda internacional do governo. No avião, também estarão presentes o ex-presidente José Sarney e o ministro Eliseu Padilha, além de outros nomes da cúpula peemedebista. A informação é da Folha de S. Paulo.
 
Enquanto preside o TSE, Temer é alvo de uma ação em andamento contra a chapa de 2014 que pode cassar o seu mandato. Apesar de estar sob a relatoria do corregedor-geral da Justiça, Herman Benjamin, a ação será julgada pela Corte, incluindo Gilmar. 
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As vinhas da ira do Porto, por Daniel Afonso da Silva

As vinhas da ira do Porto

por Daniel Afonso da Silva

A execução dos Távoras e companhia chocou o reino e dividiu opiniões. Mesmo sendo os lusos d’aquém e além-mar acostumados com o inglório espetáculo. Ano e meio antes do horroroso dia 13 de janeiro de 1759, a cidade do Porto assistiu a morte de dezenas de locais.

Incluindo mulheres e crianças. Como em 1759, alguns foram açoitados. Outros, enforcados. Muitos, degolados. Em suma, fora outro dia de festa. Era 14 de outubro de 1757. Razão: sentença contra rebeldes que ousaram contrariar determinações de sua majestade. O ocorrido se deu em fins de fevereiro daquele ano de 1757. No dia 23 de fevereiro, o Lisboa, codinome de José Fernandes da Silva, liderou gigante manifestação contra a Companhia Geral da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro. Descontentamento era generalizado. Essa Companhia, também conhecida como Real Companhia Velha, fora uma das invenções do secretário Sebastião no pós-sismo. Tinha por objetivo, retirar, sutilmente, dos ingleses o monopólio dos vinhos produzidos na região. Pelo decreto de fundação de 10 de setembro de 1756, a Companhia passava a deter o exclusivo da produção e distribuição de vinhos do Douro, donde saíam – e saem – o afamado vinho do Porto. O ápice da insatisfação ganhou lugar definitivo no carnaval de 1757. 23 de fevereiro foi uma quarta-feira de cinzas. Depois de apanhar a hóstia para iniciar bem a quaresma, entre o fim da manhã e o início da tarde, liderados pel’o Lisboa, o juiz do povo, dezenas de pessoas se dirigiram à casa do desembargador Bernardo Duarte Figueiredo, responsável local da Companhia. Sem pedir licença, adentraram sua casa e o coagiram. Juntava gente para ver.

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O caso dos Távoras, por Daniel Afonso da Silva

O caso dos Távoras

por Daniel Afonso da Silva

Belém-Lisboa, 3 de setembro de 1758. Era noite. Pouco mais ou menos onze. O rei José fazia seu passeio costumeiro. Vinha em carruagem. Saíra da porta da quinta do Meio. Rumava para seu palácio. Do outro lado do pequeno campo. No que quebrou a esquina do meio, foi surpreendido por tiros. Não de brincadeira. Era uma tocaia. Por pouco, perfeita. Três homens a cavalo. Munidos a carabinas. Armas de grosso calibre da época. Desferiram, sem piedade, diversos tiros contra o soberano. Ao menos dois dos tiros acertaram. Um de raspão entre ombro e braço. Outro no mesmo braço e no lado direito do corpo. Fim de noite e quase fim de vida para o monarca. Que, no chão, perdia muito sangue. Agonizava. E, como seus súditos maltratados pelo sismo anos atrás, deveria de estar a indagar onde estaria Jesus. Seu cocheiro, invés de rumar para a Ajuda, foi à Junqueira. Casa do cirurgião real. Que imediatamente se ocupou dos dois. O caso era grave. Era de morte. O rei José não pôde retornar no mesmo dia ao seu palácio. E seu restabelecimento foi previsto demorado. Por isso, no dia 7 de setembro decretou sua mulher soberana do reino.

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Congressos em Portugal - I, por Walnice Nogueira Galvão

Congressos em Portugal - I

por Walnice Nogueira Galvão

Se receber convite para um congresso em Portugal, não vacile. A maravilha dos congressos em Portugal é que o jantar de confraternização se realiza num palácio ou num castelo, que o país os tem em abundância. Se em Lisboa, pode ser no Palácio da Ajuda, onde os congressistas têm acesso à Sala do Trono, com trono e tudo.

A antiga residência real, que ficava na Ribeira, lá em baixo, foi-se, no terremoto de 1755 que destruiu meia Lisboa. O rei e a corte, então, aboletaram-se num acampamento no alto da Ajuda: consta que o rei guardou o trauma e nunca mais quis alvenaria acima da cabeça. Viveu numa tenda, a Real Barraca, mobiliada com as mais luxuosas alfaias, até morrer. Em 1794 tudo pega fogo. Começa então a construção de novo palácio, neoclássico, em “pedra e cal” – edificações alvinitentes como a neve que lá estão até hoje, para nosso deleite.

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O estado do golpe, por Valdemar Cruz

no Expresso.pt

O estado do golpe, por Valdemar Cruz

Hoje é o princípio dos dias do fim. As cartas estão lançadas e já todos adivinham o resultado final. Dilma Roussef vai tentar dentro de poucas horas a sua defesa perante o Senado brasileiro, antes da votação final sobre o seu destino enquanto Presidente da República do Brasil, marcada para amanhã. Com o debate à volta de quanto se passa no Brasil demasiadas vezes centrado em detalhes jurídicos, quando a questão é na essência política, vale a pena sublinhar, ainda assim, a inexistência de qualquer acusação, qualquer crime de responsabilidade cometido por Dilma suscetível de dar sustentação a uma decisão tão drástica como a destituição do cargo para o qual foi eleita há dois anos com 54,5 milhões de votos, uma diferença de mais de 3,5 milhões de votos sobre Aécio Neves, o candidato da direita brasileira.

palavra golpe entrou no léxicocaracterizador da atual situação política local. Ao contrário do que foi comum na América Latina, como noutros continentes,os golpes de estado não se materializam apenas em resultado de ações militares. Podem, a coberto de uma fachada democrática, desembocar na destituição de governos legitimamente eleitos, tal como aconteceu nas Honduras em 2009 e no Paraguai em 2012. Há um projeto político e económico a alimentar o caos instalado na política brasileira nos últimos oito meses, desde que em dezembro de 2015 o então presidente do Parlamento brasileiro, Eduardo  Cunha, aceitou a petição para iniciar um processo de destituição de Dilma Roussef por alegadas manobras fiscais e orçamentais ocorridas durante o seu governo. Dilma terá usado fundos públicos para cobrir programas da responsabilidade do Governo, o que nem é crime, nem é, sequer, uma prática pouco comum. 

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Telecom e advogado ligado a Dirceu são alvos de buscas em Portugal

 
Jornal GGN - A Portugal Telecom foi alvo de novas investigações da Operação Marquês, em Portugal, com buscas e apreensões em diversos pontos do país, mirando as sociedades do grupo, casas de antigos gestores e o escritório de advocacia Lima Serra Fernandes & Associados, que tem ligações com o ex-ministro brasileiro José Dirceu. 
 
A ação da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República do país europeu, nesta quinta-feira (14), foi impulsionada por desdobramentos da primeira denúncia, com origem em colaboração entre os investigadores dos dois países, partindo do publicitário Marcos Valério, de que o PT teria recebido 2,6 milhões de euros da Portugal Telecom.
 
A mira das ações dos procuradores portugueses é no envolvimento do ex-primeiro-ministro José Sócrates em crimes de corrupção, fraude fiscal e lavagem de dinheiro.
 
De acordo com informações do Público.PT, as autoridades analisam as possíveis práticas cometidas durante a gestão de Henrique Granadeiro e Zeinal Bava no grupo. "No decurso destas diligências procedeu-se à recolha de prova complementar àquela que já se encontrava reunida nos autos. Em causa estão eventuais ligações entre circuitos financeiros investigados neste inquérito e os grupos PT [Portugal Telecom] e Espírito Santo", disseram os investigadores em despacho.
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Portugal, Campeão da Europa, por João Sucata

Esporte bretão

Portugal, Campeão da Europa

por João Sucata

Disputas emocionantes, comemorações dionisíacas e repercussão intensa marcam a competição e fazem esquecer o fascismo.

Bem organizada, lúdica, difícil, imprevisível, a disputa para ser campeão de Europa, na França, foi espetacular, galvanizou o continente. No início parecia que a Alemanha iria dar um passeio, com Inglaterra e Espanha, quando muito, correndo por fora. No meio do torneio Itália e França começaram a se destacar. Portugal era azarão, ia empatando e ganhando nos  pênaltis, ninguém acreditava que poderia chegar a final. Não só chegou como ganhou da França e foi campeão.

A seleção de Portugal tinha poucos craques. Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo (disputa com Messi), portanto melhor destacado na seleção lusa, contundiu-se logo no início, uma tragédia. Se a tarefa de vencer a França com ele já era difícil, para muita gente que vê apenas lógica no futebol ela teria ficado impossível.

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A revolução dos direitos das mulheres em Portugal, em abril de 1975

Do Diário de Notícias

A grande revolução esquecida do 25 de Abril

Fernanda Câncio

No regime deposto em 1974, nada na lei distinguia já brancos de negros ou de qualquer outra etnia. Mas as mulheres tinham um estatuto de semipessoas

"O que é que sei do estatuto da mulher antes do 25 de Abril? O que me vem à cabeça é a mulher subalterna, sempre em casa. O marido é que aparece. Muito poucas mulheres com cursos superiores... E direito de voto não sei, mas tenho a ideia de que as mulheres só puderam votar depois de 1974." Carolina Nogueira, 18 anos, está no primeiro ano de Direito na Universidade de Lisboa. Do que se lembra, no liceu não aprendeu grande coisa sobre este assunto. "Hei de ter dado alguma coisa, mas assim muito pela rama. Somos confrontados com aqueles clichés tipo não haver direito de voto, pouco mais."

E não seria pouco, se fosse só isso: as mulheres apenas tiveram direito de voto universal nas primeiras eleições pós-25 de Abril, em 1975. Ao contrário dos homens, que desde 1945 podiam votar mesmo se analfabetos, elas só tinham acesso às urnas com o equivalente ao curso de liceu (ou seja, o que é hoje a escolaridade mínima obrigatória) ou se fossem "chefes de família" (por viuvez ou marido ausente), desde que com "idoneidade moral" (a quem competiria certificar tal qualidade?). E mesmo "instruídas" perdiam o direito se casadas com um marido com capacidade eleitoral.

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