Revista GGN

Assine

portugal

As causas ocultas do mega-incêndio em Portugal, por Jorge Paiva

incendio_portugal_andre_kosters_lusa.jpg
 
Foto: André Kosters/Lusa
 
Jornal GGN - Em artigo publicado no portal Público em 2013, o naturalista português aponta para questões que acabariam resultando no incêndio florestal que deixou 64 pessoas mortas e outras 240 feridas em Portugal. 
 
Paiva explica que as florestas naturais foram sendo substituídas por eucaliptos, ricos em óleos essenciais altamente inflamáveis. “A desumanização das nossas montanhas teve várias causas. Uma, foi a maneira como se deixou eucaliptar o país”, afirma.
 
Outro fator foi o desmonte do Serviços Florestais por sucessivos governos, desde 1975, com redução drástica no número de guardas florestais. “Nossas montanhas deixarem de ter guardas e técnicos florestais, que com a sua tecnologia e experiência ajudavam a apagar, de imediato, os incêndios no seu início, pois conheciam muitíssimo bem a floresta e a montanha”, explica.

Leia mais »

Média: 4.5 (8 votos)

Gilmar faz seminário com patrocinadoras que têm ações no STF

Foto: Carlos Humberto - SCO/STF
 
Jornal GGN - Após  Gilmar Mendes afirmar que o seminário promovido por seu Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) não tem "coloração política", com Aécio Neves (PSDB), João Dória (PSDB) e Fernando Henrique Cardoso na lista de convidados, patrocinadores do evento ainda carregam histórico de interesses em processos no Supremo Tribunal Federal (STF).
 
O 5º Seminário Luso-Brasileiro de Direito, intitulado este ano como "Constituição e Governança", será realizado entre os dias 18 a 20 de abril, em Portugal. O evento é promovido pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes, por meio do IDP. 
 
Entre as empresas que financiam o evento, que contará com alto escalão de palestrantes, em sua maioria autoridades e representantes do Poder membros do PSDB, três delas estão sob a mira de investigações na Corte que leva o ministro entre os membros. A informação é de reportagem do Estado de S. Paulo.
Média: 5 (5 votos)

The Economist: Portugal supera crise sem seguir fórmulas de austeridade

lisboa_-_alexander_de_leon_battista.jpg
 
Foto: Alexander De Leon Battista
 
Jornal GGN - Em reportagem publicada nesta semana, a revista britânica The Economist fala sobre os esforços realizados por Portugal para sair da crise econômica. Ao contrário da Grécia, que adotou o cartilha da austeridade determinado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), os portugueses decidiram ir por outro caminho, e conseguindo reduzir o deficit fiscal enquanto aumentava aposentadorias e salários. 
 
O governo do primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista, diminiu o deficit do orçamento pela metade do ano passado, ficando em 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o melhor resultado registrado desde 1974, quando o país saiu de uma ditadura para a democracia. 

Leia mais »

Média: 4.3 (6 votos)

"Sem coloração política", diz Gilmar sobre seminário com FHC, Aécio e Dória

Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, convidou para o seu seminário jurídico em Portugal, dos dias 18 a 20 de abril, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), o senador e ex-governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB) e o senador Aécio Neves (PSDB). Aécio não poderá comparecer.
 
"É um evento plural, sem coloração política dos participantes brasileiros e portugueses", disse Gilmar.
 
O evento é organizado pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do ministro do STF Gilmar Mendes e será realizado em Portugal com o tema "Constituição e Governança". A abertura do seminário, que no último ano foi feita pelo atual mandatário Michel Temer, este ano ficará a cargo de FHC.
Média: 1.7 (6 votos)

Castelos e monumentos, por Walnice Nogueira Galvão

Castelos e monumentos

por Walnice Nogueira Galvão

Há mais de cem castelos em Portugal, daqueles bem medievais, todos de granito cinzento, da “escola brutalista”: rústicos, despojados, sem enfeites. E primorosamente conservados, para nosso prazer. E, se aterrissou no aeroporto de Lisboa, aproveite a  proximidade e visite Óbidos, a linda cidadela medieval do séc. XII, cujas muralhas em perfeito estado circundam o casario da povoação, tão branquinho, caiado com todo o capricho. O visitante pode fazer o circuito das muralhas pelo “caminho de ronda”, contornando-as completamente pelo alto e voltando ao ponto de partida. Pode entrar por um dos quatro grandes portões e está tudo lá: ameias, seteiras, barbacãs, culminando na imponente torre de menagem. E há um hotel, o Hotel do Castelo de Óbidos, que tem apenas nove quartos, exigindo reserva com muita antecedência; mas vale a pena hospedar-se em seus torreões, dentro das muralhas.  Descortina-se das janelas uma perspectiva deslumbrante sobre o vale adjacente.

Leia mais »

Média: 5 (3 votos)

“Avenida Paulista” brinda portugueses com música brasileira

Músicos Mariana Aydar e Dani Black

Jornal GGN – Neste fim de semana, de 10 a 12 de fevereiro, Portugal recebe a segunda edição da mostra “Avenida Paulista”. O evento levará ao palco do Teatro Municipal de Lisboa e do Cine Teatro Louletano, na cidade de Loulé, os músicos brasileiros Mariana Aydar, Dani Black, Márcia Castro, MOMO e a cantora Dom La Nena.

“Avenida Paulista” foi idealizada com o intuito de levar ao público português novos talentos vindos do Brasil. Durante a mostra, MOMO apresenta canções de seu novo álbum, produzido em Portugal por Marcelo Camelo. Os artistas Dani Black e Mariana Aydar estreiam uma parceria, com canções de seus últimos cds. Já a cantora e violoncelista, Dom La Nena, apresenta “Soyo” e seu novo EP.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Mario Soares, por Manoel Dias

Mario Soares

por Manoel Dias

Quando as gerações futuras estudarem o século XX certamente encontrarão nas páginas mais ilustres a figura de Mario Soares, um dos grandes vultos da história e da democracia.

Lisboeta, filho de um ex-sacerdote, professor e pedagogo, e de uma professora de instrução primária, Mario Soares formou-se em Ciências Histórica-Filosófica e em Direito. Atuou na defesa dos presos políticos como advogado, e militou em inúmeras organizações de esquerda, onde fora preso diversas vezes, até ser deportado sem julgamento para ilha de São Tomé, onde conseguiu exílio do governo francês.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

Nos tempos do rei José em Portugal, por Daniel Afonso da Silva

Nos tempos do rei José em Portugal

por Daniel Afonso da Silva

Porto-Portugal, fevereiro de 1760. Um corsário francês – leia-se pirata a serviço oficial de seu soberano – rumava para o porto de Vianna do Minho com uma presa – um barquinho – inglesa. Quanto mais se aproximava, mais locais chegavam para ver. Percebendo a cor da bandeira da presa e do predador, negociantes ingleses, abundantes na cidade do Porto, se organizaram em bando e partiram para o cais. Em instantes, se distribuíram por quatro navios. Pequenos navios de pesca. Armaram-nos e se armaram. Nada de muito sofisticado. Foram ao encontro do “blue” (francês). Não encontraram dificuldades para acometê-lo. Não demoraram a trazer seu capitão ao povo. Muita gente em terra ia se aglomerando. Como de costume. Como se fosse festa. Sem cerimônia, o francês foi escorraçado. Fizeram-lhe toda sorte de humilhação. Toda sorte de constrangimento. Tudo à vista e ao sabor da curiosidade pública do público. O barquinho inglês foi reavido. Os pertences do corsário, confiscados.

A notícia do incidente chegou em tempo real ao conhecimento do enviado do rei Louis na cidade. Esse cônsul francês relatou o mais rápido que pôde ao seu superior em Lisboa. O conde de Merle, embaixador da França em Portugal, reagiu com uma mistura de raiva e déjà vu. Sem demora, nem titubeio, foi ter com o secretário Sebastião (futuro marquês de Pombal). Sem agendar, sem nada, chegou e entrou. Com suas credenciais de embaixador, passou fácil pela guarda do luso secretário. Em minutos, estava diante do próprio secretário. Na seguida dos cumprimentos habituais, pôs-se a narrar o ocorrido do Porto.

Leia mais »

Média: 4.8 (6 votos)

Congressos em Portugal - II, por Walnice Nogueira Galvão

Congressos em Portugal - II

por Walnice Nogueira Galvão

Congressos no Porto costumam oferecer uma esticada até a quinta de Eça de Queirós, um pouco afastada, já que fica no Concelho de Baião, na freguesia de Santa Cruz do Douro: sempre distrito do Porto, mas o mais remoto no rumo leste. Um severo edifício de pedra cinzenta, com construções anexas para estábulos e outros serviços, é a Quinta de Tormes, que pertenceu ao escritor e que deu nome a sua personagem Jacinto de Tormes, o defensor da plenitude da vida campesina em A cidade e as serras. Não é o berço do escritor, situado em Póvoa de Varzim, não tão longe. É famosa sua autodefinição: “Eu sou apenas um pobre homem de Póvoa de Varzim!”.

Embora os interiores sejam quase nus, e as escassas alfaias venham de outras casas onde o escritor morou, principalmente a de Paris, sempre tem atmosfera um lugar assim. Fica a cerca de uma hora da cidade do Porto, em direção a Trás-os-Montes, ultrapassando-se a Serra do Marão. Serve-se na quinta uma refeição igual à de A cidade e as serras: canja, arroz de favas com enchidos, galinha frita e por sobremesa leite-creme. Como se sabe, as comidas e suas receitas têm lugar de honra na obra de Eça de Queirós.

Leia mais »

Média: 3.7 (3 votos)

Justificando viagem com Temer, Gilmar se desmente de novo sobre Lula

Jornal GGN - Um juiz aceitar favor de um réu não significa nada, na visão de Gilmar Mendes, que se diz exclusivamente comprometido com a lei. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral pegou carona com Temer rumo a Portugal, numa agenda que tinha como finalidade participar de um funeral que Gilmar tangenciou porque teve uma "crise de labirintite". O caso ganhou atenção da mídia e, ao tentar justificar seus atos, o magistrado desmentiu, mais uma vez, o escândalo em que Lula teria lhe pedido para atrasar o julgamento do mensalão em função as eleições de 2012.

Leia mais »

Média: 3.9 (11 votos)

Aragão: Vamos fingir que é normal o juiz Gilmar pegar carona com o réu Temer

Por Eugênio Aragão

Vamos todos fingir que é normal o presidente do Tribunal Superior Eleitoral pegar carona com um sedizente presidente da república (com letras minúsculas mesmo) para ir a Lisboa, supostamente para participar das cerimônias funerais do maior democrata português da contemporaneidade. É normalíssimo, porque o tal presidente do tribunal é quem vai pautar um processo que pode significar o fim do que se usou chamar, na mídia comercial, de “mandato” do sedizente presidente da república. O tal presidente de tribunal é inimigo notório da companheira de chapa do sedizente presidente que urdiu um golpe para derrubá-la. Mas, claro, tem toda isenção do mundo para julgar ambos.“Nada haverá de suspeito”, como diria o insuspeito jornalista Ricardo Noblat. Quem ousaria dizer o contrário?

Leia mais »

Média: 4.7 (30 votos)

Gilmar viaja com Temer em comitiva oficial do governo a Lisboa

 
Jornal GGN - Na viagem programada para esta terça-feira (10) à Lisboa, Portugal, para o funeral do ex-presidente do país Mário Soares, Temer incluiu na comitiva oficial do governo Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 
Assim, Gilmar acompanhará Temer na viagem de agenda internacional do governo. No avião, também estarão presentes o ex-presidente José Sarney e o ministro Eliseu Padilha, além de outros nomes da cúpula peemedebista. A informação é da Folha de S. Paulo.
 
Enquanto preside o TSE, Temer é alvo de uma ação em andamento contra a chapa de 2014 que pode cassar o seu mandato. Apesar de estar sob a relatoria do corregedor-geral da Justiça, Herman Benjamin, a ação será julgada pela Corte, incluindo Gilmar. 
Média: 1.7 (11 votos)

As vinhas da ira do Porto, por Daniel Afonso da Silva

As vinhas da ira do Porto

por Daniel Afonso da Silva

A execução dos Távoras e companhia chocou o reino e dividiu opiniões. Mesmo sendo os lusos d’aquém e além-mar acostumados com o inglório espetáculo. Ano e meio antes do horroroso dia 13 de janeiro de 1759, a cidade do Porto assistiu a morte de dezenas de locais.

Incluindo mulheres e crianças. Como em 1759, alguns foram açoitados. Outros, enforcados. Muitos, degolados. Em suma, fora outro dia de festa. Era 14 de outubro de 1757. Razão: sentença contra rebeldes que ousaram contrariar determinações de sua majestade. O ocorrido se deu em fins de fevereiro daquele ano de 1757. No dia 23 de fevereiro, o Lisboa, codinome de José Fernandes da Silva, liderou gigante manifestação contra a Companhia Geral da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro. Descontentamento era generalizado. Essa Companhia, também conhecida como Real Companhia Velha, fora uma das invenções do secretário Sebastião no pós-sismo. Tinha por objetivo, retirar, sutilmente, dos ingleses o monopólio dos vinhos produzidos na região. Pelo decreto de fundação de 10 de setembro de 1756, a Companhia passava a deter o exclusivo da produção e distribuição de vinhos do Douro, donde saíam – e saem – o afamado vinho do Porto. O ápice da insatisfação ganhou lugar definitivo no carnaval de 1757. 23 de fevereiro foi uma quarta-feira de cinzas. Depois de apanhar a hóstia para iniciar bem a quaresma, entre o fim da manhã e o início da tarde, liderados pel’o Lisboa, o juiz do povo, dezenas de pessoas se dirigiram à casa do desembargador Bernardo Duarte Figueiredo, responsável local da Companhia. Sem pedir licença, adentraram sua casa e o coagiram. Juntava gente para ver.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

O caso dos Távoras, por Daniel Afonso da Silva

O caso dos Távoras

por Daniel Afonso da Silva

Belém-Lisboa, 3 de setembro de 1758. Era noite. Pouco mais ou menos onze. O rei José fazia seu passeio costumeiro. Vinha em carruagem. Saíra da porta da quinta do Meio. Rumava para seu palácio. Do outro lado do pequeno campo. No que quebrou a esquina do meio, foi surpreendido por tiros. Não de brincadeira. Era uma tocaia. Por pouco, perfeita. Três homens a cavalo. Munidos a carabinas. Armas de grosso calibre da época. Desferiram, sem piedade, diversos tiros contra o soberano. Ao menos dois dos tiros acertaram. Um de raspão entre ombro e braço. Outro no mesmo braço e no lado direito do corpo. Fim de noite e quase fim de vida para o monarca. Que, no chão, perdia muito sangue. Agonizava. E, como seus súditos maltratados pelo sismo anos atrás, deveria de estar a indagar onde estaria Jesus. Seu cocheiro, invés de rumar para a Ajuda, foi à Junqueira. Casa do cirurgião real. Que imediatamente se ocupou dos dois. O caso era grave. Era de morte. O rei José não pôde retornar no mesmo dia ao seu palácio. E seu restabelecimento foi previsto demorado. Por isso, no dia 7 de setembro decretou sua mulher soberana do reino.

Leia mais »

Média: 5 (8 votos)

Congressos em Portugal - I, por Walnice Nogueira Galvão

Congressos em Portugal - I

por Walnice Nogueira Galvão

Se receber convite para um congresso em Portugal, não vacile. A maravilha dos congressos em Portugal é que o jantar de confraternização se realiza num palácio ou num castelo, que o país os tem em abundância. Se em Lisboa, pode ser no Palácio da Ajuda, onde os congressistas têm acesso à Sala do Trono, com trono e tudo.

A antiga residência real, que ficava na Ribeira, lá em baixo, foi-se, no terremoto de 1755 que destruiu meia Lisboa. O rei e a corte, então, aboletaram-se num acampamento no alto da Ajuda: consta que o rei guardou o trauma e nunca mais quis alvenaria acima da cabeça. Viveu numa tenda, a Real Barraca, mobiliada com as mais luxuosas alfaias, até morrer. Em 1794 tudo pega fogo. Começa então a construção de novo palácio, neoclássico, em “pedra e cal” – edificações alvinitentes como a neve que lá estão até hoje, para nosso deleite.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)