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A chantagem de Meirelles na manipulação da dívida, por J. Carlos de Assis

A chantagem de Meirelles na manipulação da dívida

por J. Carlos de Assis

Henrique Meirelles é um chantagista. Não tem a menor intenção de promover equilíbrio das contas públicas no país. Está simplesmente chantageando os brasileiros, pobres e ricos, com propostas diversionistas. Enquanto houver um déficit – por exemplo, os R$ 159 bilhões que acabou de anunciar – o Governo tem desculpa para cortar gastos públicos essenciais, massacrar salários e promover mais uma rodada de privatizações - dessa vez as joias da coroa do setor energético, as grandes hidrelétricas do Nordeste e do Sudeste.

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O problema não é a corrupção mas da ruptura do destino, por J. Carlos de Assis

O problema não é a corrupção mas da ruptura do destino

por J. Carlos de Assis

Temos, sim, um Presidente corrupto. Faz mal? Não, não faz. É que temos por contrapeso um ministro do Supremo que protege bandidos como Aécio. Faz mal? Não, não faz mal. Mais de metade da Câmara ganhou ministérios, cargos públicos e emendas parlamentares para proteger o Presidente corrupto. Faz mal? Não, não faz mal. Afinal, nove dos principais auxiliares do Presidente em atividade no Planalto estão sendo denunciados pela Lava Jato por recepção de dinheiro sujo. Faz mal?

Desapareceu no país a noção de decência. Não há nenhuma instituição da República que possa se apresentar como de mãos limpas? Lembram-se da lei da ficha limpa? Era destinada a impedir que candidatos corruptos disputassem cargos eletivos. Por que só cargos eletivos? E o Judiciário? O Ministério Público? Seus integrantes decoram uma apostila e se tornam as personagens mais poderosas da República. E se insurgem, sintomaticamente, com a possibilidade de uma lei de abuso de autoridade.

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O jornalismo de empulhação que personifica o “mercado”, por J. Carlos de Assis

O jornalismo de empulhação que personifica o “mercado”

por J. Carlos de Assis

O noticiário econômico brasileiro é uma peça de ficção e de empulhação da sociedade. A maioria dos jornalistas de tevê e de jornal, notadamente dos grandes, mascara sua imbecilidade específica com conceitos ideológicos tomados do neoliberalismo sem qualquer espírito crítico. Pior do que isso. É um jornalismo que se baseia numa figura fantasmagórica chamada “mercado”, que emite opiniões extravagantes como se fosse uma pessoa.

Pela boca ou pela pena desses noticiaristas de circo o “mercado” fala, o “mercado” sente, o “mercado” ouve. Dão ao mercado uma personalidade específica, com sentimentos, razão e outros predicados humanos. O “mercado” é capaz de emitir extensos comentários a respeito das últimas medidas do governo, em geral repetindo noções elementares de economia que se tornam lições de idiotice para servir o público.

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Aumento de imposto poupa bancos e aprofunda recessão, por J. Carlos de Assis

Aumento de imposto poupa bancos e aprofunda recessão

por J. Carlos de Assis

O aumento de impostos para reduzir o déficit público é uma dessas demonstrações de estupidez da política econômica neoliberal que mostra o descompasso entre classes dominantes, donas dos meios de produção, e as elites dirigentes, que governam em seu nome. Uma política econômica progressista admitiria sem maiores problemas crescimento de déficit público e rejeitaria o aumento de impostos. A estupidez neoliberal propõe o oposto.

É muito importante que as elites dirigentes continuem estúpidas. A receita keynesiana para superação do desastre econômico em que nos encontramos pressupõe o gasto público deficitário, convertido em compras reais de bens e serviços pelo governo. Busca-se, com isso, estimular a economia, a demanda, o investimento, o emprego. Entretanto, esse déficit será inútil para o crescimento se for “queimado” na ciranda financeira.

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A Ciência brasileira esmagada e propina para comprar a Câmara, por J. Carlos de Assis

A Ciência brasileira esmagada e propina para  comprar a Câmara

por J. Carlos de Assis

A Globo manipula a opinião pública mesmo quando diz a verdade. A reportagem do Fantástico de domingo passado sobre a penúria absoluta das entidades científicas brasileiras simula um interesse genuíno por um setor cujo desenvolvimento é crucial para o país. Contudo, não há nenhum esclarecimento sobre a nota sumária com que o Ministério da Ciência e Tecnologia justifica o estrangulamento financeiro da Ciência brasileira: alega-se apenas o enquadramento no corte de despesas públicas determinado pelo Governo federal.

Obviamente que todo brasileiro relativamente informado, e que não forma o exército de idiotas doutrinado diariamente pela Globo, sabe que por trás do corte de despesas públicas, com o suposto objetivo de equilibras as contas governamentais, existe um objetivo mais fundamental, a saber, estrangular o setor público e abrir espaços crescentes para o setor privado, desde as terras da Amazônia à Previdência Social urbana. A canalha, como diria o senador Requião, que tomou o poder de assalto no Brasil não está perdendo tempo em alienar nossa soberania e nossos ativos.

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Os destinos de Loures e de Cunha em tempos de delação, por J. Carlos de Assis

Os destinos de Loures e de Cunha em tempos de delação

por J. Carlos de Assis

Loures provavelmente não fará delação premiada. É uma personalidade subalterna, grato pela confiança que lhe deu durante anos seu patrão Michel Temer, portanto consumido pela tensão entre as pressões da família, que o quer ver solto o quanto antes, e a lealdade ao chefe, que o quer calado. Ingênuo como parece ser, acabará pendendo para a lealdade, não obstante a perda de  oportunidade que não se repetirá. É que o destino de Temer será definido sem sua participação.

Cunha provavelmente fará delação premiada. Não tem nenhum caráter. Sua lealdade é consigo mesmo na condição de uma dos maiores ladravazes da República, manipulador de cargos públicos, de emendas parlamentares e de contratos oficiais em benefício próprio. Comprou quase uma centena de parlamentares na Câmara para por em marcha um processo de impeachment ilegítimo, sem qualquer justificativa e sem qualquer escrúpulo político. Não tem lealdade a ninguém; tem clientela.

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O empresariado que estimula a revolução social no país, por J. Carlos de Assis

O empresariado que estimula a revolução social no país

por J. Carlos de Assis

Os paulistas me surpreendem. Em especial os paulistas ricos. Conversei nesta quinta com o presidente da Abinee, Humberto Barbato, e esperava dele a manifestação de algum desconforto com os rumos da política econômica. Ao contrário, ele se mostrou exultante com a suposta recuperação da economia. Argumentou que em sua área, a indústria eletro-eletrônica, as coisas vão muito bem pelo testemunho dos seus pares. Claro que não pode haver retomada de uma vez. Isso quem pretende, sem razão, são “as esquerdas”.

Para Barbato, toda desgraça que ainda resta na economia se deve à herança dos 13 anos de governo do PT. Em especial “daquela mulher”. Obviamente que ele não inclui no espólio de Dilma a grande estupidez da isenção fiscal para a linha branca, de que os sócios da Abinee foram beneficiários diretos. Foram bilhões de reais para engordar o lucro da pauliceia rica, sem geração de um único emprego, ao contrário da forma como era justificada. Nos 13 anos o BNDES também esteve sempre aberto para os investidores produtivos.

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OTAN prepara um tsunami como provocação à Rússia, por J. Carlos de Assis

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Foto: Kremlin

OTAN prepara um tsunami como provocação à Rússia

por J. Carlos de Assis

Os problemas brasileiros tornaram-se tão graves nos últimos anos que corremos o risco de não ver nenhum deles resolvido antes que um tsunami internacional, uma guerra da Rússia contra a OTAN, inicialmente em solo ucraniano, nos envolva em terríveis desafios externos. Na eventualidade dessa guerra podemos ser atingidos de diferentes formas, a mais elementar delas sendo os Estados Unidos  impondo um embargo total contra os russos, o que nos afetaria diretamente.  No caso das proteínas, isso seria grandemente facilitado pela JBS, o maior produtor e exportador mundial, agora plantada em território norte-americano.

A grande imprensa brasileira praticamente não acompanha ou dá notícias sobre essa crise. Os principais correspondentes de televisão estão baseados em Nova Iorque. Refletem o que noticia a imprensa norte-americana padrão, enquanto a imprensa norte-americana padrão dá a exata versão de propaganda do Departamento de Estado. Foi assim quando o que chamam de Massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim, foi apresentado como massacre de milhares de jovens, quando a contabilidade final (Foreign Affairs) não apontou um único morto. Entretanto a  imprensa padrão, lá e cá, ainda fala em massacre.

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Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual, por J. Carlos de Assis

Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual

por J. Carlos de Assis

Imaginem que um marciano, desses que visitam a terra com frequência a convite dos teóricos dos antigos astronautas, pousem no Brasil com a incumbência de estudar a realidade política e sociológica do país. Teriam que se basear em paradigmas preliminares, presentes em todo o universo, como o silogismo elementar segundo o qual se A implica B e B implica C, A implica C!

A regra clássica seria: se o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer, e se Temer, do PMDB, pertencia à chapa como aliado do PT, é óbvio que Temer, agora aliado do PSDB, teria efetivamente que ser cassado se a chapa encabeçada pelo PT o fosse. Haveria, obviamente, um embrulho dos diabos no que se refere à sucessão. Contudo, lei é lei. Não se diz que ela é feita para todo mundo?

Em termos práticos, o que o marciano observou foi o seguinte:  o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer para atacar o PT, e a então possível cassação de Temer, do PMDB, agora em aliança com o PSDB, acabou batendo nos novos  interesses do PSDB. Aliaram-se assim, efetivamente, ao PT,  o que acabou numa  curiosa situação em que os três grandes partidos inimigos se viram do mesmo lado, entregues ao arbítrio do TSE.

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A incrível evidência de honestidade dos banqueiros brasileiros, por J. Carlos de Assis

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A incrível evidência de honestidade dos banqueiros brasileiros

por J. Carlos de Assis

Aparentemente temos o sistema bancário mais honesto do mundo. No meio da avalanche de corrupção por compra de parlamentares envolvendo grandes construtoras e o maior conglomerado de carnes do mundo, ninguém surgiu, até o momento, para apontar o menor deslize moral dos bancos brasileiros. A bem da verdade, houve apenas uma suspeita. Trabuco, presidente do Bradesco, envolvido na operação Zelotes, foi inocentado por unanimidade pelo Tribunal Federal de Recursos da 1ª. Região.

Há dois tipos de justificativa para isso. Ou os banqueiros brasileiros se contentam em roubar o povo, pressionando pelas taxas de juros mais altas do planeta como se fosse uma coisa natural, ou simplesmente operam a corrupção com mão de gato, colocando terceiros – por exemplo, a FIESP – como operadores de suas maracutaias. Lembro-me bem como, na constituinte, um operador da FIESP e da CNI, Rui Figueiredo, tendo por trás os bancos, percorria com uma mala preta os corredores do Congresso comprando parlamentares.

Podemos perguntar, diante dessa segunda hipótese, por que as empreiteiras foram pegas por Moro e os banqueiros conquistaram tanta condescendência na Justiça, como é o caso do TRF-1. Acho que a única explicação para isso é que são tremendos profissionais, protegidos pelo competente cartel da Febraban e sob a proteção generosa do Banco Central.   Caso fossem colocados nas mãos de Sérgio Moro, é possível que, depois de meses a fio de prisão temporária, acabassem abrindo o bico em profusão de delações premiadas.

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Confissão de culpa indireta de Michel Temer, por J. Carlos de Assis

Confissão de culpa indireta do presidente Michel Temer

por J. Carlos de Assis

De acordo com a revista IstoÉ desta semana, o presidente Michel Temer não se diz inocente. Textualmente, segundo a capa da revista, ele diz: “Duvido que o Rocha Loures vá me denunciar”. Alguém que fosse realmente inocente não falaria dessa forma. Diria mais ou menos assim: “Não temo o que venha a declarar Rocha Loures porque não tenho nada a esconder”. Se ele duvida que o homem da mala preta, com aquele jeito um tanto sonso e perdido, vai denunciá-lo, é porque Rocha Loures tem o que denunciar. 

Não sendo esta a primeira vez que Temer, segundo a Procuradoria Geral da República, tenta burlar a Justiça, é muito provável que tenha feito chegar a Loures sua declaração que, bem analisada, soa como ameaça. “Duvido que Rocha Loures vá me denunciar” significa o seguinte: Aguenta a mão aí, meu camarada, pois, do contrário, acertarei as contas com você no futuro. Este seria o elemento equilibrador de um jogo político no qual, do outro lado, há um sistema judicial implacável, disposto a arrancar delações à custa de altas penas.

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Rio dá o primeiro sinal concreto de convulsão social no Brasil, por J. Carlos de Assis

Rio dá o primeiro sinal concreto de convulsão social no Brasil

por J. Carlos de Assis

Materializaram-se no centro do Rio os primeiros sinais da grande convulsão social que vem sendo anunciada por cientistas políticos e economistas, inclusive por mim, como consequência da crise econômica e política sem precedentes em que estamos mergulhados. Presenciamos a consequência direta do aumento do desemprego, da contração da economia por três anos seguidos, do estrangulamento dos serviços públicos estaduais, da ação inexperiente e estúpida da Lava Jato que não conseguiu separar empresários de empresas levando virtualmente à bancarrota cadeias produtivas de centenas de empresas.

A receita fiscal desaba e o Governo comandado por Meirelles corta gastos reais do setor público enquanto defende os interesses dos banqueiros e financistas cobrindo com déficits gigantescos as despesas com juros estratosféricos. É um acinte. Jamais tivemos situação similar em nossa história. O Rio, duplamente estrangulado pela dívida junto à União e a queda da receita do petróleo, juntamente com a queda de receitas devida à depressão geral, tornou-se a vanguarda do caos para o qual inexoravelmente caminha todo o país. Como o resto do país, está nas mãos de uma canalha neoliberal, cuja menor culpa é a corrupção.

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A euforia alemã (e da Globo!) ante o resultado das eleições na França, por J. Carlos de Assis

AFP/Denis Charlet

A euforia alemã (e da Globo!) ante o resultado das eleições na França

por J. Carlos de Assis

Em sua autobiografia parcial “Times of Upheavel”, o então Assessor de Segurança Nacional dos EUA Henry Kissinger, que acompanhava o presidente Richard Nixon numa visita à França no início dos anos 70, perguntou candidamente a De Gaulle como seria possível evitar o domínio da Europa pela Alemanha num eventual integração europeia. De Gaulle, sem se dignar olhar para Kissinger e fixando Nixon, disse secamente: “Par la guerre!”

Não será tão simples. A Alemanha praticamente escravizou a Europa  com a imposição de suas políticas neoliberais contracionistas através do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, que domina. O continente está mergulhado desde 2008 numa crise de recessão ou contração, impedido por Berlim de qualquer reação eficaz. O fracasso de Hollande foi justamente de não cumprir promessas de investimentos em campanha por bloqueio alemão.

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A volta do JB mudará o cenário da imprensa no Rio e no Brasil, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

A volta do JB mudará o cenário da imprensa no Rio e no Brasil

por J. Carlos de Assis

Mais importante título da imprensa escrita brasileira, o “Jornal do Brasil” será relançado nos próximos dois meses como jornal impresso depois de vários anos em hibernação. De acordo com Omar Peres, empreendedor conhecido mais como do ramo de restaurantes e que decidiu lançar-se no setor de comunicação, faltam alguns procedimentos jurídicos para desembaraçar  o jornal de suas pendências trabalhistas prévias. Contudo, ele está otimista. Na verdade, está entusiasmado em face da reação favorável ao anúncio da volta.

O empresário não é exatamente um neófito na área de imprensa. Fundou e dirigiu um jornal diário em Juiz de Fora, do qual, aliás, fui colunista. Não deu certo, mas a experiência lhe ensinou por onde não seguir. Lembro-me que Al Neuhart, o audacioso criador do “US Today” no início dos anos 80, experimentou um fracasso retumbante com seu “Florida Today” antes de conquistar o maior sucesso do jornalismo norte-americano desde a consolidação dos até então nunca desafiados jornais de Nova Iorque, de Washington e da Costa Leste.

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A sentença a la carte nas decisões do Supremo, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

A sentença a la carte nas decisões do Supremo

por J. Carlos de Assis

O Supremo Tribunal Federal acaba de inventar a sentença a la carte, ou sob medida. A lei que se aplica a Lula não é a mesma que se aplica a Moreira Franco. Os fatos fundamentais são os mesmos, ou seja, uma suposta tentativa de fugir da justiça de primeira instância e ganhar foro privilegiado como ministro de Estado, mas a decisão difere em razão da personalidade do paciente da ação. Os detalhes jurídicos são de menor importância. Para a opinião pública, estamos diante de um esbulho do sistema jurídico hipertrofiado.

O que impressiona em tudo isso é que a decisão relativa a Moreira Franco parece bem fundamentada. O chefe do Executivo tem todo o direito de nomear seus ministros independentemente de sua condição jurídica. É uma prerrogativa. A Justiça que se vire para transformar o acusado em réu, e réu em condenado. Um simples indiciado em processo criminal merece, em todos os sistemas civilizados, o benefício da presunção de inocência. O grande problema é: por que esse mesmo princípio não se aplicou a Lula?

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