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Ensaio de Orquestra: Fellini acerta contas com caos sócio-político, por Wilson Ferreira

Em sua obra, Fellini sempre teve aversão ao tema da Política. Principalmente desde que conheceu a obra do psicanalista Jung: preferiu representar no cinema o eterno, o arquetípico e o inconsciente coletivo. Mas diante da turbulenta conjuntura política da Itália nos anos 1970, Fellini resolveu fazer um acerto de contas com a política no filme “Ensaio de Orquestra” (Prova d’Orchestra, 1978) – sobre as tumbas de papas e bispos em uma igreja do século XIII dotada de acústica perfeita, o ensaio de uma orquestra transforma-se em metáfora do caos sócio-político italiano naquele momento: os conflitos entre o maestro e a orquestra e dos músicos entre si. Fellini confronta o eterno e o arquetípico (a religião, a música e a História) com a fugacidade dos interesses políticos e individuais. E com uma sombria conclusão: diante do temor do futuro, sempre optamos pela manutenção do mesmo.

Ensaio de Orquestra (1978) talvez seja a obra menos conhecida de Fellini. O diretor sempre foi lembrado pelos seus melhores filmes mais distantes como A Estrada da Vida (1954), A Doce Vida (1960) e 8 ½ (1963). Naquele momento, muitos críticos consideravam que Fellini teria perdido o seu talento ou, no mínimo, não tivesse mais o que dizer.

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sequência de "Ensaio de Orquestra" (Fellini, 1978)
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Revisitando o 7X1 de Brasil e Alemanha: uma bomba semiótica na guerra híbrida?, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

“Massacre de Belo Horizonte”. “Mineiraço”. Ou ainda jocosamente “Mineiratzen” para nomear a inacreditável goleada de 7X1 da Alemanha sobre o Brasil na semifinal da Copa do Mundo no estádio do Mineirão em BH. Em meio a uma pesada atmosfera de radicalização política e ideológica iniciada pelas “jornadas de Junho” de 2013 que deram início a chamada “Primavera Brasileira”, a goleada encaixou-se tão perfeitamente em uma narrativa da mídia corporativa (um país à beira do abismo) e na sinistra cadeia de eventos (a queda do guindaste na Arena Corinthians, o “escândalo Edward Snowden, a queda de uma ponte em BH às vésperas do “mineiraço” etc.) que incendiou a imaginação dos teóricos da conspiração. Revisitado agora, três anos depois, a controversa goleada revela inúmeras “coincidências” e “conveniências” para aquele momento: uma goleada geopolítica, anomalias reveladas em vídeos, a “teratopolitização” tanto da presidenta Dilma como do técnico da Seleção Felipe Scolari e, agora, o coincidente destino de dois jogadores pivôs das “teorias conspiratórias” da época – Thiago Silva e Neymar: os dois no time francês PSG, comprado por empresa de investimentos do Qatar, sede da Copa do Mundo de 2022.

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Como parar de fumar em cinco passos do vício ao Holocausto em "No Smoking", por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

O primeiro filme de Bollywood (a indústria cinematográfica da Índia) a fazer uma adaptação de uma obra de Stephen King. Definitivamente “No Smoking” (2007) é um filme para cinéfilos aventureiros e amantes do estranho. Parece até que David Lynch encontrou-se com Bollywood – um thriller neo-noir psicodélico, com muito humor negro, surrealismo, um guru irmão bastardo de Hitler e... cigarros. Um arrogante homem bem-sucedido e fumante obsessivo compulsivo é ameaçado pela sua esposa com o divórcio, depois de respirar tanta fumaça. Como largar o vício? “No Smoking” oferece um método de cinco passos: consiga ajuda profissional, envolva familiares e amigos, música, lembrar-se do Holocausto e, finalmente, morra para si mesmo. Além do tema do nazi-fascismo, controle e vigilância da mente e da alma, “No Smoking” faz também um curioso mergulho nas associações simbólicas do tabaco e fumaça associados à alma e consciência.

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"No Smoking" (Anurag Kashuap, 2007) - trailer
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O pesadelo meritocrático e tecnognóstico em "Advantageous", por Wilson Ferreira

A atual safra de filmes independentes de ficção científica é estranha e incômoda. Principalmente porque mostra mundo futuros que mais parecem hiper-reais espelhos do presente. Em “Advantageous” (2015) não vemos futurologia, explosões ou thrillers turbinados por efeitos especiais, marcas do gênero. Mas um futuro próximo no qual finalmente as mulheres galgaram os postos de comando e prestígio, porém dentro de uma implacável ordem meritocrática onde não se trata mais de “a cada um de acordo com seu mérito” – só há duas alternativas: vencer ou perder. Se perder, viver escondido nas ruas ou na prostituição. Se vencer, fazer parte de uma elite cuja juventude e beleza é a marca do marketing pessoal do sucesso. Ameaçada pela demissão por ser considerada “velha” demais, uma executiva de uma clínica avançada de saúde e estética vê-se desesperada com o futuro da sua filha numa sociedade sem escolas públicas e com desemprego em 45%.  Sem saída, oferece-se como cobaia a um novo produto da clínica: a total digitalização da mente para ser transferida a um novo corpo jovem e belo. Um filme sobre identidade e escolhas. Filme disponível na plataforma Netflix.  Leia mais »

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Advantageous (Jennifer Phang, 2015) - trailer legendado
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Três didáticos casos de guerra híbrida e bombas semióticas que a esquerda finge não ver, por Wilson Ferreira

Wilson Ferreira

Três didáticos casos sobre o alcance da atual guerra híbrida que a esquerda parece fingir que não existe, encastelada na sua “estratégia política” ao dar corda para o desinterino Temer supostamente se enforcar: o porquê das panelas não baterem mais; o “conto maravilhoso” do ex-executivo que virou sem teto; e a minissérie da TV Globo “Sob Pressão”. Três pequenos casos exemplares de como as bombas semióticas, mobilizadas pela guerra híbrida, constroem a atual mitologia meritocrática que vige no País legitimando as reformas do ensino, trabalhista e previdenciária – uma mitologia que não nega a realidade, mas a pontua através da ficção, despolitizando o debate e normatizando a crise como fosse mais um desses desafios que surgem em nossas vidas, somente superados pelo esforço pessoal.

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Como escapar da Matrix: 10 definições de "gnose" através do cinema, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Desde os clássicos filmes gnósticos “Show de Truman” e “Matrix” a espécie humana é representada como prisioneira em uma gigantesca ilusão cósmica – tecnológica, psíquica ou midiática. Como escapar dela? Para o Gnosticismo, através da “gnosis” (“conhecimento”). Mas que tipo de conhecimento é esse? Uma epifania místico-religiosa? Algum tipo de comunhão secreta com o Divino? Iluminação espiritual? O Cinegnose reuniu dez definições de estudiosos sobre o conceito de “gnose” e como os filmes gnósticos figuram essa espécie de rota espiritual de fuga: quem éramos, o que nos tornamos, onde estávamos, para onde fomos lançados, para onde estamos indo, do que estamos libertos, o que é o nascimento e o que é renascimento.

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A nova mitologia gastronômica com Rodrigo Hilbert e MasterChef, por Wilson Ferreira

 
por Wilson Ferreira

Comer não é apenas para o estômago. Junto com o alimento também ingerimos mitologias - conotações, simbolismos, narrativas, retórica etc. Como um sismógrafo, as mitologias dos alimentos mudam ao sabor dos contextos sociais e políticos de cada época. Dos velhos programas culinários da Ofélia e Etty Fraser que celebravam a mulher como o esteio da família, passando pelas receitas combinadas com fofocas de celebridades, até chegarmos na complexa mitologia atual: o raio gourmetizador da “simplicidade descolada” na TV fechada (o ingrediente “sustentável”, restaurantes “despretensiosos”, a religião do Food Truck e o requinte da “comida de rua”) e os programas culinários que viraram reality shows gastronômicos na TV aberta com chibatadas de meritocracia anestesiadas pelo sonho do empreendedorismo para as massas. Uma mitologia que se tornou engrenagem importante na atual guerra híbrida que resulta em golpes políticos e “reformas” socadas goela abaixo. Dois irradiadores dessa “nouvelle mythologie”: Rodrigo Hilbert e MasterChef.

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"Apocalypto": como explicar o fim da civilização maia?, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Muitas vezes encontramos verdades no pensamento conservador. Apenas que elas estão invertidas. Um exemplo é “Apocalypto” (2006). Dirigido por um conservador assumido, o ator Mel Gibson, o filme quer mostrar como foi possível a civilização maia, que alcançou sofisticado conhecimento em Astronomia, Matemática, Artes e Arquitetura, ter se extinguido muito tempo antes da chegada dos espanhóis na América. A hipótese mais aceita é a ecológica (esgotamento dos recursos naturais e mudanças climáticas), que o filme partilha ao acompanhar um protagonista que teve sua tribo destruída e levado prisioneiro para a capital maia para sacrifício em um ritual sangrento para entreter as massas. Na capital maia encontramos seca e doenças. A ignorância e amoralidade poderiam ter levado à decadência. Mas também a dominação e escravidão. Luta de classes custa caro e pode exaurir uma sociedade. Esse é o surpreendente viés aberto por Mel Gibson a partir de um pressuposto conservador em “Apocalypto”.

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"Apocalypto" (Mel Gibson, 2006) - trailer
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Fascismo, sexo e poder em "Tras El Cristal", por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Um filme com aura maldita e perversa. Quando exibido no Festival de Berlim, o seu diretor, o espanhol Agustí Villaronga, foi insultado e quase agredido por espectadores. “Atras El Cristal” (1986) acompanha um médico pedófilo nazista que, sentindo-se culpado pelas atrocidades cometidas nas experiências com crianças em campos de concentração, tenta um suicídio mal sucedido. Tetraplégico, junto com sua esposa e filha, foge para um casarão no interior da Espanha, preso a um bizarro pulmão de ferro que o mantém vivo. Até que aparece um rapaz soturno que se oferece como enfermeiro. Uma antiga vítima do carrasco procurando vingança? Seria um clichê hollywoodiano muito tranquilizador. Villaronga opta por caminhos bem incômodos – a perversa conexão psíquica entre sexo e o fascínio pelo poder, a violência irracional que esconde sempre um desejo alienado e a metáfora de como a sociedade pode ser lentamente seduzida pelo ardil do fascismo.

"O sexo liga as pessoas nos primeiros tempos, mas o que mantém o interesse, a longo prazo, entre elas, é o poder" (Chiang Ching)

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"Tras El Cristal" (Agustí Villaronga, 1986) - trailer
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Cinco motivos que explicam porque educação é o melhor negócio de todos os tempos, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

O mundo das altas finanças está de olho no ensino superior brasileiro: empresas de private equity, banco de investimentos e fundos de investimentos nacionais e estrangeiros estão por trás dos grandes grupos da oligopolização do setor. Para justificar a tendência consultores, analistas, conselheiros e gestores falam em “inserção do ensino superior no mundo global”, “internacionalização do ensino superior”, “cooperações vencer-vencer” etc. Como sempre, a verdade está em outra cena: descobriram que a educação é o melhor negócio (legal) de todos os tempos. Diferente de muitos outros negócios, a sua mão de obra (a resiliência dos professores), sua “clientela” (alunos que tendem a esquecer) e o seu insumo (a liquefação do conhecimento em informação) são bem peculiares. O que tornam as possíveis resistências, críticas ou até mesmo ativismos fáceis de serem geridos. Vamos listar cinco peculiaridades que tornam a educação um negócio imperdível: a folha de parreira da titulação, a Síndrome da Vida de Inseto, a amnésia discente, ausência de espírito de corpo e o fetiche da “uberização” tecnológica da educação. 

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Sexo e a nova sensibilidade da maldade em "Corrente do Mal", por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Outrora símbolo da indústria automobilística dos EUA e agora abandonada e repleta de desempregados, Detroit tornou-se nesse século cenário de uma série de filmes que transitam entre o gótico, o terror e o mistério. “Corrente do Mal” (“It Follows”, 2014) é mais um filme que tem a cidade como cenário: fantasmas de pessoas mortas assombram não necessariamente pessoas da cidade, mas adolescentes do subúrbio que fazem sexo – podem ser “contaminados” pelo Mal transmissível sexualmente. Uma espécie de maldição no qual a vítima passa a ser perseguida por entidades assassinas. E a única forma de se livrar do Mal é fazendo sexo com outra pessoa para que a corrente continue. O diretor David Mitchell leva ao paroxismo a nova representação do Mal iniciada no cinema com a disseminação dos zumbis: o Mal não mais determinado ou centrado numa monstruosidade, mas agora indeterminado, mutante e que se dissemina de forma viral, exponencial e catastrófica. Há uma ironia em eleger Detroit como cenário dessa nova ontologia do Mal – os fatores socioeconômicos que levaram a decadência da cidade são os mesmos que fizeram emergir essa nova sensibilidade da maldade. Filme sugerido pelo nosso leitor Felipe Resende.

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Corrente do Mal (It Follows, 2014) - trailer legendado
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"Tango" - uma curiosa experiência sobre tempo e memória, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Premiado com Oscar de melhor animação em 1983, o curta metragem polonês “Tango” (1981) é uma curiosa experiência de percepção, tempo e memória por meio de efeitos de edição com a incipiente tecnologia digital da época: em um quarto acompanhamos ações em “loop” de personagens que aos poucos vão entrando em cena, até que 36 pequenos contos paralelos (uma mulher troca de roupa, um homem tenta trocar uma lâmpada, um ladrão rouba um pacote etc.) preenchem o pequeno espaço em um plano ininterrupto de oito minutos. “Tango” foi uma profética experimentação: antecipou as principais características atuais das nossas relações com o ciberespaço – simultaneidade, instantaneidade e ubiquidade. Mas principalmente o destino das telas (da TV aos smartphones) no futuro: de janelas que deveria estar abertas para o mundo real se transformaram em simulacro que esvazia a permanência e a memória.

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Série "América": é preciso pressa para ver o que está desaparecendo, por Wilson Ferreira


por Wilson Ferreira

Em novembro de 1989 ia ao ar pela extinta Rede Manchete a série brasileira “América”, dirigida por João Moreira Salles em parceria com o filósofo e roteirista Nelson Brissac Peixoto. Narrada pelo ator José Wilker, a série foi o resultado de uma viagem de quatro meses percorrendo 20 mil quilômetros através dos EUA – a primeira civilização na qual a História e a memória foram substituídos pelo movimento, velocidade e aceleração para o futuro que, paradoxalmente, virou um simulacro somente acessado através telas. Sem passado, Hollywood preencheu a ausência da memória da nação por uma sedutora mitologia que depois irradiou para o mundo. Composto por cinco episódios (“Movimento”, “Mitologia”, “Blues”, “Velocidade” e “Tela”), a série narra não só os impactos dessa cultura no cotidiano, na guerra, na política e na religião, mas também como criou o mal estar da alienação e estranhamento por meio do “olhar do exilado” dos três personagens principais da nossa época: o Viajante, o Detetive e o Estrangeiro.

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Luta simbólica da esquerda é vulnerável contra retórica da guerra híbrida midiática, por Wilson Ferreira

 

por Wilson Ferreira

O escritor e dirigente sindical Roberto Ponciano no seu artigo “Cultura, Violência e Direito à Insurreição” observa uma “docilidade cultural” que parece tomar as manifestações no Brasil e alerta: “Nesse ritmo de paz e amor em que estamos, embalados pelos showmícios de Caetano, ao menos nos tornaremos escravos mais alegres do mundo”. O editor do blog “O Cafezinho”, Miguel do Rosário, aponta que essa opinião revela “a inapetência da esquerda em fazer luta simbólica”, luta que corresponderia ao próprio campo da Comunicação”. Porém, essa “luta simbólica” confronta a chamada “Guerra Híbrida” cuja principal estratégia é a dessimbolização ou retórica da destruição. Diante disso, a criação de simbolismos de “luta e resistência” mais parece uma prescrição alopática de cura pelos opostos: se a mídia desinforma, vamos informar. Se a mídia dessimboliza, vamos então criar símbolos. Por que não a metodologia, por assim dizer, homeopática: a cura pelos semelhantes? Responder à simulação e mentira com ações diretas dentro do campo da comunicação também com simulações e mentiras, direcionadas ao próprio campo de dessimbolização da mídia corporativa. Táticas de “pegadinhas” e “trolagens” já existem – Cuture Jamming e Media Prank, por exemplo.

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Com Neuralink, Elon Musk quer privatizar a mente humana com interface bio-eletrônica

por Wilson Ferreira

Quem assistiu ao filme “Matrix” deve lembrar de como o protagonista Neo (Keanu Reeves) aprendia lutas marciais pelo simples download de programas em sua mente. Pois essa realidade sci-fi está próxima, pelo menos para o bilionário tecnológico sul-africano Elon Musk. Depois de anunciar o envio de colonos a Marte com sua empresa SpaceX, agora através da sua nova empresa, a Neuralink, o empresário pretende fazer um “upgrade” na mente humana: criar a interface bio-eletrônica definitiva entre mente e a “nuvem” de inteligência artificial, criando o que chama de “telepatia consensual”. Por que? Para Musk, as máquinas nos ameaçarão no futuro, tornando a humanidade irrelevante. Por isso, devemos impulsionar nossas habilidades cognitivas, nos livrando da linguagem (signos, palavras, símbolos etc.) ao nos conectar diretamente nas “nuvens de bites”. Musk fez esse anúncio na “World Government Summit” desse ano em Dubai, para atentos “Global Players”. Para quê essa chicana pseudocientífica? Depois de querer privatizar Marte, agora Musk pretende privatizar a mente e a linguagem, atraindo a atenção de gigantes como Facebook, já interessada na Neuralink.

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