Jornal GGN – A revista Popular Science, tradicional publicação científica dos EUA (Estados Unidos), elaborou uma lista com as criações que considera as mais inovadoras de 2013. A lista é dividia em 12 categorias: aeroespacial, engenharia, gadgets, hardware, software, residência, segurança, automóveis, entretenimento, “verde” (ecologia), saúde e recreação. Entre as maiores inovações do ano, de acordo com a publicação, estão os óculos de realidade aumentada do Google, o Glass, e outras como um dispositivo considerado a primeira retina artificial aprovada para uso no mercado norte-americano.
O Google Glass entrou na lista por ser um dos mais esperados dispositivos “vestíveis” do mercado. Anunciado em junho de 2012, o gadget conta, atualmente, com mais de 2.000 desenvolvedores que estão ampliando seus recursos para melhorar a experiência do usuário. Além de inovador no segmento, o produto abriu caminho para outros similares – alguns deles criados exclusivamente para uso em hospitais. Ainda que sejam variações, como características específicas, esses novos dispositivos são inegavelmente inspirados no Glass, o que coloca o produto na lista de mais inovadores do ano.

No mesmo segmento de gadgets, o smartwatch Qualcomm, da Toq, possui um diferencial básico, porém fundamental, em relação aos concorrentes – entre eles o Galaxy Gear, da Samsung: o display foi feito de modo que possa ser visualizado perfeitamente mesmo em condições de alta luminosidade, como um dia forte de Sol. Aparentemente, os demais fabricantes se preocuparam mais com aspectos como resolução de tela, interatividade com redes sociais, entre outros recursos. Já o Qualcomm atende a um ponto básico que vem sendo duramente criticado pelos usuários de outros relógios inteligentes.
Outra inovação que figura entre as melhores de 2013 é um scanner de varredura de pequenas proporções que pode ser acoplado na câmera do iPad, o tablet da Apple. O dispositivo usa uma luz a laser difratada para criar um mapa de profundidade de qualquer ambiente, sendo capaz de criar e renderizar objetos em 3D – que posteriormente podem ser usados em impressoras 3D. Três aplicativos acompanham o gatdget, que analisam a estrutura do ambiente e de objetos. Além disso, o dispositivo pode servir como base para jogos de realidade aumentada. O Jornal GGN divulgou os detalhes do dispositivo em setembro deste ano.

Saúde
Outra área que tem tido muitos investimentos em termos de inovação, em função do seu impacto na melhoria do bem-estar de pessoas em todo o mundo é a medicina. A Popular Science colocou entre as maiores inovações do ano, no segmento de saúde, um dispositivo considerado como a primeira retina artificial aprovada pela FDA (Food and Drug Administration, a Anvisa norte-americana). O equipamento consiste em uma câmera de vídeo em miniatura montada sobre um par de óculos que envia imagens para um microprocessador usado no cinto do usuário.

O processador converte os dados visuais de sinais eletrônicos, que são transmitidos, sem fio, a um eletrodo de resolução de apenas 60 pixels, implantado na parte posterior do olho. O nervo óptico capta os sinais e os envia para o cérebro, onde são interpretados como imagens em escalas ainda rudimentares de cinza. Até agora, o “Argus II”, como é chamado, tem permitido que pessoas cegas possam ser capazes de enxergar, por exemplo, as linhas de uma faixa de pedestres, encontrar objetos e até ler cartas a poucos centímetros de distância.
Atualmente, o dispositivo está aprovado para pacientes de retinite pigmentosa, um grupo de doenças degenerativas que afetam dois milhões de pessoas em todo o mundo. Mas já há experimentos sendo realizados para que os óculos possam ser usados por pacientes que estejam tratando degeneração macular, a causa mais comum de cegueira em americanos com mais de 60 anos.
Aeroespacial
Em agosto desse ano, o Jornal GGN divulgou o anúncio de uma empresa neozelandesa que havia desenvolvido o “primeiro jetpack prático do mundo” por ser fácil de controlar e ter precisão de movimentos. O Martin Jetpack é capaz de atingir 1,5 km de altura e, na época, já tinha recebido permissão da autoridade de aviação civil do país para realizar testes de voos tripulados.
O objetivo da empresa é de que o aparelho seja usado por militares e por serviços de emergência. O aparelho consta na lista de maiores inovações de 2013 da revista Popular Science. Se for aprovado nos testes de segurança de voos tripulados, o modelo deve chegar ao mercado em 2015.
Outra inovação do ano além da atmosfera terrestre. Desenvolvido pela ESA (sigla para Agência Espacial Europeia), o observatório Gaia (“deusa da Terra”, na mitologia) possui a maior câmera digital que já esteve no espaço. Seu sistema de imagem, que inclui uma câmera de um bilhão de pixels e dois telescópios, é tão poderoso que fará muito mais do que traçar a posição de um bilhão de estrelas: o observatório irá mapear onde estiveram e para onde estão indo no Universo.
Além disso, Gaia também será capaz de observar movimento, brilho, temperatura e composição de um bilhão de estrelas, 70 vezes cada, ao longo de cinco anos. O objetivo é montar um mapa tridimensional da Via Láctea, que pode revelar se algumas estrelas são, na verdade, corpos celestes sobreviventes de outras galáxias engolidas pela nossa, mostrando um panorama do Universo de forma agregada. Os cientistas esperam ter pistas sobre a distribuição da matéria escura no Cosmos. Gaia é considerado o mais poderoso observatório espacial já feito.

Engenharia
O segmento de construção civil, principalmente em países em desenvolvimento, ganhou um importante aliado com a criação do Vermeer BP714. O aparelho é capaz de fabricar tijolos de terra utilizando uma pressão equivalente a 25 toneladas de força, criando blocos que são de 20% a 30% mais fortes do que as leis exigem nos EUA. O Vermeer BP714 fabrica um tijolo a cada 15 segundos, utilizando uma pequena quantidade de cimento e terra.
Outra grande inovação de 2013 aconteceu por pura necessidade: insatisfeitos com a qualidade da conexão de internet das instalações do National Solar Thermal Test Facility – órgão que apoia pesquisas em armas nucleares e segurança nacional e que fica localizado em uma remota região de Albuquerque, Novo México (EUA) –, os próprios pesquisadores desenvolveram um novo tipo de fibra óptica capaz de ampliar, de forma sem precedentes, a largura de banda de transmissão de dados. Hoje o sistema conecta 265 prédios e 13 mil portas de rede em velocidades que rivalizam com os melhores do mundo.
Para ter uma ideia, se fosse usada para fazer downloads de filmes em alta definição, a fibra óptica criada permitiria que os arquivos fossem transferidos mais rápido do que qualquer outro tipo de conexão no planeta. A rede suporta 10 gigabytes por segundo, sem perder velocidade mesmo com a grande quantidade de portas conectadas ao mesmo tempo. A ideia dos pesquisadores é ampliar a velocidade para 100 giga por segundo, em breve.
Anarquista Lúcida
4 de dezembro de 2013 11:04 pmDe novo, novidades meio velhas…
Essa da retina artificial. Algo muito semelhante já consta de um artigo de Mente e Cérebro (ou talvez da Scientific American) de pelo menos 6 anos atrás: uma câmera que captava os sinais do ambiente e os transmitia para um chip colocado sobre a língua do usuário. Os sinais eram emitidos para o cérebro pelas próprias vias tácteis dele, e eram interpretados como visao sem cor. Sem nenhuma necessidade de implantar nada no cérebro, o que significa muito menos risco.