4 de junho de 2026

Engenheiros sintetizam anticorpos com nanotubos de carbono

Jornal GGN – Engenheiros químicos do MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos EUA (Estados Unidos), desenvolveram uma nova maneira de gerar nanopartículas capazes de reconhecer moléculas específicas, abrindo uma nova abordagem para a construção de sensores duráveis que agiriam como anticorpos sintéticos. O feito foi alcançado por meio de nanotubos ocos de carbono: cilindros com nanômetros de espessura feitos de carbono, que se tornam fluorescentes quando expostos ao laser. O resultado do trabalho foi publicado na edição de 24 de novembro da revista Nature Nanotechnology.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em pesquisas anteriores, os cientistas vinham explorando o fenômeno de luminescência para criar sensores para revestir os nanotubos com moléculas, tais como anticorpos naturais, que se ligam a um alvo particular (invasores, como vírus e bactérias). Quando o alvo é encontrado, a fluorescência do nanotubo de carbono ilumina ou apaga. No novo estudo, a equipe do MIT descobriu que poderia criar novos sensores revestindo os nanotubos com polímeros projetados especificamente com anfifílicos – polímeros que são atraídos tanto por óleo e água, como pelo sabão.

A nova técnica oferece uma grande variedade de locais de reconhecimento específicos para diferentes alvos, e poderia ser usada para criar sensores para monitorar a doenças como o câncer, inflamações diversas ou diabetes. “Esta nova técnica nos dá uma capacidade sem precedentes para reconhecer qualquer molécula-alvo pela triagem complexa de nanotubos para criar análogos sintéticos para a função de anticorpos”, afirma Michael Strano, professor de Engenharia Química do instituto e autor do estudo.

Anticorpos sintéticos

Os novos sensores oferecem uma abordagem de design sintético para a produção de anticorpos com habilitação de reconhecimento molecular, que, entre outras aplicações, poderiam detectar uma ampla variedade de alvos. Além disso, a técnica pode fornecer uma alternativa mais durável para os chamados sensores de revestimento, principalmente por meio da união de nanotubos de carbono com anticorpos reais – algo que poderia potencializar sua ação.

No novo estudo, os pesquisadores descrevem os locais de reconhecimento molecular que permitem a criação de sensores específicos para riboflavina, estradiol (uma forma de estrogênio) e L-tiroxina (um hormônio da tireoide). Mas agora eles estão trabalhando para que os nanotubos reconheçam outros tipos de moléculas, incluindo neurotransmissores, hidratos de carbono e proteínas.

Para a pesquisa, os cientistas usaram uma experimentação assistida por meio de um robô capaz de testar, a cada vez, a ação de cerca de 30 nanotubos revestidos com polímeros contra três dezenas de alvos possíveis. O passo seguinte será o desenvolvimento de uma maneira de prever essas interações entre os polímeros de nanotubos com base na estrutura dos alvos.

Com informações do Phys.org

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados