4 de junho de 2026

Equipe brasileira fabrica primeira turbina da América Latina

Do site Maxpress
 
 
Pautas | Valle da Midia | 19/11/2013 13:39:06
 
Empresa brasileira entra no seleto clube de fabricantes de turbinas e testa com sucesso novo turbojato com compressor in
 
A equipe de técnicos e engenheiros da Polaris, iniciou nesse ano os testes de um novo motor turbojato aeronáutico (o TJ1000), de 1200 lbf de empuxo, incorporando uma inovação tecnológica, com aplicação de novos conceitos do conhecimento: um compressor axial de alto desempenho, que opera em regime transônico.
 
Esse compressor de apenas dois estágios é capaz de gerar taxa de compressão da ordem de 2.2/1, por estágio – considerada elevada para modelos axiais.
 
“O TJ1000 é destinado a um mercado em crescimento no Brasil para turbojatos para mísseis de cruzeiro de energia , drones alvo e veículos aéreos não tripulados”.

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Na visão dos engenheiros da Polaris muito se pode avançar, caso se concretizem interesses de investidores pela nova tecnologia.
 
Com os resultados conclusivos, pode-se estar diante de um novo paradigma na fabricação de turbinas a gás no mundo, pois seus fundamentos apresentam muitas vantagens competitivas em relação ao velho conceito:
 
a) Maior taxa de compressão por estágio, o que implica em menor peso e menor custo de fabricação;
 
b) Maior eficiência, possibilitando ao turbomotor maior potência útil;
 
c) Fabricação mais facilitada, menor custo, portanto;
 
d) Menos estágio para uma dada taxa de compressão no turbomotor, com isso, motores com 16 estágios teriam apenas 6 estágios para a mesma taxa de compressão, com maior eficiência, usando o novo conceito;
 
e) Manutenção mais simples, devido ao menor número de estágios de compressão;
 
f) Consequentemente, motores mais simples, mais leves e mais baratos devido ao novo componente.
 
Nas próprias palavras do coordenador do projeto, o engenheiro aeronáutico Alberto Pereira Filho: “No mundo tecnológico e competitivo, os resultados nem sempre são rápidos e gloriosos, mas apostar no futuro, com novas tecnologias, perseverando, deve ser uma meta, pois os objetivos quando alcançados, os lucros são extraordinários”.
 
A Polaris é uma empresa de base tecnologica que concebe, calcula e projeta turbinas a gás – uma tecnologia estratégica dominada por poucos países. A sua equipe já desenvolveu um turbojato de 1000 lbf de empuxo, com compressor axial transônico, de 4 estágios para um cliente e atualmente está concebendo um novo modelo de turbojato, a partir de uma dada especificação, solicitado por cliente internacional.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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21 Comentários
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  1. Álvaro Noites

    20 de novembro de 2013 6:38 pm

    Agora nos resta torcer para
    Agora nos resta torcer para que não ocorra nesta empresa um “acidente” similar so de Alcântara.

  2. -Charlie-

    20 de novembro de 2013 7:29 pm

    Parabéns aos envolvidos, é

    Parabéns aos envolvidos, é disso que precisamos, tecnologia nossa, pra não ficarmos dependendo de gringo. Eles são um clubinho fechado, e na hora em que a coisa aperta, ajudam-se uns aos outros. Que o diga a Argentina, que invocou o TIAR para que os ianques se mantivessem neutros na guerra das Malvinas, e eles c@g#ram pra Galtieri e cia., não iam deixar seu brothers Tommies na mão por um “bando de latinos”.

    De se lamentar que somente tenhamos conseguido tal tecnologia quase 70 anos após os primeiros jatos cruzarem os céus (Gloucester Meteor e Messerschmitt 262). 

  3. Ivan Arruda

    20 de novembro de 2013 8:05 pm

    As engenharias, propiciam

    As engenharias, propiciam sempre notícias boas. Já pensaram se metade dos recursos que se dispende com quem não planta um pé de alface e todos os dias nos angustiam com seus feitos, fosse destinado à gurizada criativa e empreendedores tidos por malucos? Ótima notícia!

  4. serralheiro 70

    20 de novembro de 2013 8:15 pm

    Bela notícia!

    Turbinas a gás maiores são essenciais para a indutria naval, aeronaútica, de petróleo e de geração elétrica. Para o desenvolvimento do nosso pré-sal passamos a dependência exagerada desta tecnologia. Acredito ser de nosso interesse estratégico investir neste segmento

    1. walton

      9 de fevereiro de 2014 1:43 am

      Muito bom! agora só falta a

      Muito bom! agora só falta a indústria de carro totalmente nacional. nacional.

  5. ricardo f godinho

    20 de novembro de 2013 9:16 pm

    Vai ser comprada por estrangeiros…

    Como sempre acontece com empresas brasileiras que inovam, os donos vão receber uma boa proposta (nenhuma maravilha, só boa mesmo) de uma empresa israelense ou européia, e vão vender sem nem piscar.

    Hoje, dá pra contar nos dedos das mãos quantos países dominam a tecnologia de turbinas aeronáuticas. É um oligopólio com três países controlando mais de 70% do mercado (EUA, UK, França). Os demais só têm indústria própria por motivos estratégicos, como a Rússia e o Irã (é, o Irão faz umas turbinazinhas chinfrins, baseadas nas dos F-5 que o Rheza Parlevi comprou aos montes dos EUA, nos anos 60 e que eles desmontaram em engenharia reversa).

    Espero que o governo do PT aproveite um pouco desse superavit fiscal constante e aumente os investimentos na Defesa.

  6. José Januário Zacarias

    20 de novembro de 2013 10:15 pm

    Turbina

    Resta torcer para não acontecer o que aconteceu com: Vemag, Brastemp/Consul, FNM, troler, Soja Brasileira, Cosano, Banco Real, uma empresa de drones brasileira comprada por israelenses, Tibrás, CBMM e etc e etc…Simplesmente vem uma empresa estrangeira e compra todos os ativos e já era a empresa genuinamente brasileira. A Vemag foi comprada pela Volks em um dia e na outro eles simplesmente fecharam a fábrica. O empresário brasileiro e o governo brasileiro (que deveria intervir de forma energica, proibindo a alienação destes patrimônios) na verdade tem muito pouco nacionalismo e pouca visão estratégica de longo prazo.

  7. Gilson AS

    20 de novembro de 2013 10:45 pm

    Agora tem que ter cuidade

    Agora tem que ter cuidade para os americanos não matar todos os técnicos.

    Já vimos esse filme na barreira do inferno

    1. Makulele

      20 de novembro de 2013 10:58 pm

      E’ muita guaipecagem, muito

      E’ muita guaipecagem, muito vira-latismo, culpar os outros por nossos fracassos e’ uma poltrona confortavel. A America, a URSS, a China, a Europa, o Iran, a Coreia do Norte recentemente, muitos morreram na conquista do espaco, ja tiveram seus foguetes explodidos no lancamento. Faz de parte de um processo de alto risco.  Mas os guaipecas tupinambas acham que a explosao do foguete brasileiro (brasileiro e’ bom e tudo e nada me acontece) foi armacao duzamericanu. Rapaz, ja esta na hora de crescer…

       

      1. Steve smegman

        21 de novembro de 2013 2:51 am

        Nem os eua negam a sabotagem a Brasil , Coreia e Iran

          Querem ser mais reais que o rei, que tarefa triste essa de lamber botas.

  8. joao

    21 de novembro de 2013 1:22 am

    (Sem título)

  9. joao

    21 de novembro de 2013 1:24 am

    (Sem título)

  10. joao

    21 de novembro de 2013 1:25 am

    (Sem título)

  11. joao

    21 de novembro de 2013 1:27 am

    (Sem título)

  12. joao

    21 de novembro de 2013 1:33 am

    Senador pede apoio a projeto das primeiras turbinas brasileira

    Agência Senado

    20/04/2010

    Senador Botelho pede apoio para projeto das primeiras turbinas brasileiras para jatos

    O senador Augusto Botelho (PT-RR) pediu o apoio do governo para o projeto de desenvolvimento das primeiras turbinas brasileiras para jatos ou para geração de eletricidade. O protótipo da primeira turbina já ficou pronto e, agora, são necessários pelo menos R$ 117 milhões até 2014 para outros protótipos, com outras potências – a primeira tem potência de 1.300 HP.

    Botelho saudou os engenheiros da pequena empresa brasileira Polaris Engenharia, que desenvolveram a turbina com engenheiros do Centro Tecnológico de Aeronáutica (CTA), de São José dos Campos (ASP). A Polaris trabalhou com uma verba de apenas R$ 3 milhões. O senador lembrou que apenas quatro países (Canadá, Estados Unidos, França e Inglaterra) têm capacidade de fabricar e certificar turbinas aeronáuticas. Entrar nesse clube, frisou, abre novas perspectivas no mercado da aviação, no qual o país já está bem posicionado com a Embraer.

    Um dos méritos do projeto da turbina brasileira, conforme Augusto Botelho, foi descobrir as competências do país para fabricar partes e componentes da turbina em seu território. A constatação foi feita à imprensa pelo diretor de Empreendimento do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, brigadeiro Venâncio Alvarenga Gomes.

  13. Celso_51

    21 de novembro de 2013 1:46 am

    Turbina para jato

    Parabéns para a engenharia nacional…..!!!

    Mas, a primeira turbina para jato fabricada na America Latina,  é ARGENTINA.

    http://gustavolabala.com.ar/

    Oras, pois…..

  14. francisco bt

    21 de novembro de 2013 2:02 am

    Neste desenvolvimento

    Neste desenvolvimento participaram desde estudiosos de plasmas, microeletrônica, aerodinâmica, materiais, sistemas, controle e instrumentação a mais de 30 anos. Tem mais. Quem viajar em um avião pode sempre ler o seleto grupo de fabricante de turbinas. A PETROBRAS, a VALE e a EMBRAER foram incentivadoras.

    Já existe uma empresa brasileira uqe é das mais avançadas nas pás da enrgia eólica e também oriunda do CTA.  Vendeu para BOING (fabricante das turbinas) em torno de $ 5 bilhões para os EUA.

     

     

     

    1. Athos

      21 de novembro de 2013 2:13 pm

      Vendeu nada…

      Vendeu nada…

  15. Djijo

    21 de novembro de 2013 11:12 am

    Não é Fake?

    Se uma turbina dessas tem tanto empuxo, como não move a base que parece estar só apoiada no chão? Deveria sair “voando” e quebrando tudo pela frente. Não é uma montagem fake?

    http://www.youtube.com/watch?v=YmPgO0EjQO4

  16. Athos

    21 de novembro de 2013 2:16 pm

    Dou 1 anos pra ser vendida

    Dou 1 anos pra ser vendida para a GE…

  17. Manoel Teixeira

    21 de novembro de 2013 2:50 pm

    Inovação

     

     Grande trabalho. Outra iniciativa impressionante é o projeto 14X, da Aeronáutica.

     Fico me perguntando onde vão parar estas inovações. Há pouco tempo foi anunciado que a Petrobrás criou uma nova tecnologia para a produção de fibra de carbono por um décimo do valor atual. Isto evoluiu ou está parado?

     

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