Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
GalileoGalilei
3 de novembro de 2016 2:11 amAna Júlia e a palavra encarnada
Por Eliane Brum – El País
O movimento de ocupação da escola pública tornou-se a principal resistência ao projeto não eleito e pode ser a pedra no caminho do PSDB em 2018
Ana Júlia Ribeiro resgatou a palavra num país em que as palavras deixaram de dizer. E que força tem a palavra quando é palavra. O vídeo que viralizou levando o discurso de Ana Júlia para o mundo mostra que a palavra dela circula pelo corpo. É difícil estar ali, é penoso arriscar a voz. Ela treme, ela quase chora, Ana Júlia se parte para manter a palavra inteira. A câmera às vezes sai dela e mostra a reação dos deputados do Paraná. Alguns deles visivelmente não sabem que face botar na cara. Tentam algumas opções, como numa roleta de máscaras, mas parece que as feições giram em falso. Deparam-se aflitos com a súbita dificuldade de encontrar um rosto. A palavra de Ana Júlia arruinou, por pelo menos um momento, a narrativa que começava a se impor: a da criminalização dos estudantes e de seu movimento de ocupação da escola pública. Mas a disputa ainda é esta. E tudo indica que se tornará cada vez mais pesada: são os estudantes que estão no caminho do projeto de poder do governo de Michel Temer e das forças que o apoiam. E são também eles que podem atrapalhar o tráfego de quem corre para 2018, em especial o PSDB de Geraldo Alckmin.
A maior parte da imprensa ignorou o movimento de estudantes que, no final da semana passada, ocupavam cerca de 800 escolas públicas do Paraná e outras centenas pelo país, incluindo universidades, em protesto contra o projeto de reforma do ensino médio do governo Michel Temer (PMDB). Projeto apresentado como Medida Provisória, o que é só mais um sinal do DNA autoritário dos atuais ocupantes do poder. Os estudantes também ocuparam as escolas em protesto contra a PEC- 241, que congela gastos públicos por 20 anos e pode reduzir o investimento em educação e saúde, áreas estratégicas para o país, com impacto direto sobre os mais pobres.
Ver mais aqui.
GalileoGalilei
3 de novembro de 2016 2:13 amAos que não entenderam, vou desenhar
Por Luiz Ruffato – El País
Após o comovente discurso da estudante Ana Julia Ribeiro, alguns dados ajudam a provocar uma reflexão paralela sobre a qualidade do ensino
Após o magnífico artigo de Eliane Brum sobre a ocupação das escolas, pouco ou nada há a acrescentar – minha lúcida colega do EL PAÍS possui, sem dúvida, o mais articulado texto da imprensa brasileira. Arrisco, no entanto, oferecer alguns dados estatísticos, não para complementá-lo, que é desnecessário, mas para provocar uma reflexão paralela. Uma das “acusações” que se faz ao movimento dos estudantes é que trata-se de uma ação política – ora, convenhamos, trata-se mesmo de uma ação política! É uma reação à proposta do presidente não eleito, Michel Temer, de desmonte do já péssimo sistema educacional público brasileiro – ele, que vem desmantelando, uma a uma, todas as pouquíssimas, mas essenciais conquistas sociais ocorridas nos 14 anos de governo petista.
Para ler o artigo completo:
http://brasil.elpais.com/brasil/2016/11/02/opinion/1478099377_736393.html
Inês
3 de novembro de 2016 9:08 amOpus Dei, Opus bate, Opus censura, Opus mata
A crítica nonsense de Alckmin à peça interrompida pela PM é um endosso à violência policial. Por Kiko Nogueira
Postado em 02 Nov 2016 no Diário do Centro do Mundopor : Kiko Nogueira
A atitude de Alckmin diante da prisão arbitrária de um ator enquanto ele fazia uma peça em Santos é reveladora do que se esconde por trás daquela fachada de tiozinho dono de mercearia em Taguatinga.
“Claro que a atitude deles foi de muito mau gosto. Você virar de ponta-cabeça a bandeira brasileira, ridicularizar quem está trabalhando, colocando até sua vida em risco para defender a sociedade, é de muito mau gosto”, falou.
“Agora, liberdade de expressão é liberdade de expressão. Goste ou não goste, é um direito das pessoas”. Além da platitude idiota, o governador preferiu tecer considerações sobre a performance e o que ele considera de bom tom ao invés de condenar mais uma atitude truculenta de sua polícia.
Geraldo age assim porque, no fundo, concorda com o que fizeram os soldados. O ator Caio Martinez Pacheco explicou por que a papagaiada de que símbolos nacionais foram desrespeitados é mentira.
O espetáculo, diz ele, foi montado no mesmo local cerca de 20 vezes. “O projeto foi enviado para a Secretaria de Cultura e o vídeo do espetáculo foi aprovado dentro de 170 inscritos. Também ficamos em 2° lugar para serem realizadas seis apresentações desse espetáculo em 2017, em Santos”, afirma.
“Foi uma cena muito triste. Fomos cercados por diversos policiais, alguns empunhando armas. O policial entrou em cena dizendo ‘desliga essa porra’ e depois acusou a gente de desrespeitar o hino nacional”.
“Blitz – O império que nunca dorme” retrata a corporação ao longo de sua história. Alckmin não aparece, mas é porta voz e cúmplice de uma trajetória feita de sangue e horror.
Na quarta, dia 2, o Datafolha divulgou que 67% dos jovens brasileiros temem a PM. Mais: 70% dos entrevistados afirmam que os policiais cometem excessos de violência na função. Entre pessoas de 16 a 24 anos, essa sensação sobe para 75%.
A vocação para bater, intimidar e matar é assombrosa. Os estudantes paulistas sentiram isso na pele ao longo de meses. Interromper uma apresentação e prender um ator é um passo além na direção do autoritarismo e remete aos tempos mais sombrios da ditadura.
Ao invés de lembrar que um limite foi ultrapassado, Alckmin prefere dar palpites sobre estética teatral. Foi para isso que ele foi reeleito? Para passar a mão na cabeça de seus cães depois que eles mordem aqueles que deveriam proteger?
Foi.
Irene Rir
3 de novembro de 2016 9:43 amEleicão americana: você torce por Hillary ou Trump?
Hillary ou Trump?
A escolha é mais ou menos a seguinte: você foi condenado a ser decapitado com um machado (antes da guilhotina, era o machado que cortava as cabeças). Mas o todo poderoso monarca resolve lhe dar a oportunidade de escolher entre um carrasco homem ou um carrasco mulher (a palavra carrasca não existe na língua portuguesa).
E o próprio monarca sádico resolve lhe explicar a diferença: no caso do carrasco homem, você perderá a cabeça com um único golpe pois os carrascos homens são geralmente mais fortes do que os carrascos mulheres. Se o carrasco for uma mulher, depois do primeiro golpe sua cabeça poderá ainda ficar parcialmente ligada ao resto do seu pescoço por algum tempo e haverá a necessidade de um segundo golpe. E então, o que você escolhe?
antonio francisco
3 de novembro de 2016 9:46 amCom menos de 500 votos, Serra da Saudade elege prefeito
http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/pol%C3%ADtica/cidade-mineira-menos-populosa-do-brasil-elege-prefeito-com-menos-de-500-votos-1.417929
Irene Rir
3 de novembro de 2016 9:53 amO corruptão quer voltar. Quantos votos ele espera comprar?
FHC lança balão de ensaio para derrubar Temer e presidir até 2018
Artigo escrito por Xico Graziano, um de seus principais assessores, defende que o ex-presidente FHC assuma a presidência até 2018, após a cassação da chapa Dilma-Temer; se isso ocorresse em 2016, o Brasil teria eleições diretas, mas Gilmar Mendes, presidente do TSE, deve colocar o tema em pauta apenas no início de 2017, o que abre caminho para eleições indiretas; Graziano diz que FHC é “o ponto de equilíbrio de uma nação esfacelada”; o fato é que o ex-presidente, um dos articuladores do golpe de 2016, sonha com o “golpe dentro do golpe”, para, aos 85 anos, voltar à presidência após quatro derrotas do PSDB para o PT
3 de Novembro de 2016 às 04:43 // Receba o 247 no Telegram
247 – Xico Graziano, um dos principais assessores de Fernando Henrique Cardoso, publicou nesta quarta-feira um artigo em que defende que o tucano assuma a presidência até 2018, após a cassação da chapa Dilma-Temer. Se isso acontecesse ainda em 2016, o Brasil teria eleições diretas, mas o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deve colocar o tema em pauta apenas no início de 2017. Entre outros elogios, Graziano afirma que FHC é o “o ponto de equilíbrio de uma nação esfacelada”. O ex-presidente, um dos articuladores do golpe de 2016, sonha com o “golpe dentro do golpe”, para, aos 85 anos, voltar à presidência após quatro derrotas do PSDB para o PT.
Confira a íntegra do artigo:
Volta, FHC
Gostaria de expor uma posição política. Faço-o com total desprendimento e isenção. Embora filiado ao PSDB desde sua fundação, pelo partido não falo. Externo posição política independente.
Não pertenço a nenhum grupo, nem o de Aécio Neves, nem o de José Serra, nem o de Geraldo Alckmin. Tenho apreço por todos eles, mas a nenhum devo satisfações.
Tampouco me expresso em nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem sirvo com dedicação desde sua campanha ao Senado, em 1986.
Mantenho atualmente com ele as melhores relações de amizade, respeito e admiração. Auxilio-o defendendo seu legado nas redes sociais.
Sigo sua liderança e me espelho no exemplo do homem que tem sido capaz de se reinventar a cada instante, tendo se tornado o ponto de equilíbrio dessa nação esfacelada pela crise econômica, social e política.
Para entender a política contemporânea, precisamos escapar da antiga dicotomia entre esquerda e direita. Na sociedade pós-industrial, velhas ideologias pouco importam.
Escasseiam operários, abundam autônomos e empreendedores no mundo tecnológico. Causas sociais, organizadas via internet, substituem a luta de classes.
Notoriamente nossos partidos políticos estão fossilizados, vivem no século passado, perderam legitimidade. As recentes eleições deixaram claro: ninguém aguenta mais a velha política. Os que perderam a ela pertenciam.
Venceram aqueles que sinalizaram distância do fisiologismo. Maus gestores públicos, candidatos fake e populistas, independente do partido, foram barrados nas urnas.
Quem dançou feio, mesmo, foi o PT. Depois da roubalheira que fizeram, era esperado. O PSDB cresceu nacionalmente. Um olhar para as capitais, todavia, mostra diversidade partidária.
João Doria (PSDB) em São Paulo, Alexandre Kalil (PHS) em Belo Horizonte, ACM Neto (DEM) em Salvador, Marcelo Crivella (PRB) no Rio, Geraldo Júlio (PSB) em Recife, Roberto Cláudio (PDT) em Fortaleza: todos representam a vitória contra a embromação política.
Findo o período eleitoral, olhamos para frente. Quer dizer, para 2018.
Qual liderança poderá recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento? Como fazer a reforma política tão desejada? Quem conseguirá estabelecer conexão com a sociedade organizada nas redes? É o que todos querem saber.
Creio que somente o ex-presidente FHC se legitima, pela vasta experiência, sensatez e sabedoria, para nos conduzir nessa difícil travessia.
Apesar da maledicência lulopetista, que o atacou ferozmente durante anos, a história resgata sua dignidade na mesma medida em que seus detratores se afundam na Lava Jato.
FHC representa a decência na vida pública. Esse é o maior desejo do brasileiro. Viver num país com civilidade, honestidade, princípios. Um país que ofereça oportunidades, gere bem-estar, dê segurança. Um país tolerante, respeitoso, diverso, unido na defesa da cidadania.
Pode ser que a Justiça acelere o processo político e casse a chapa Dilma-Temer. Nesse caso, o Congresso elegeria um presidente-tampão.
Seria Fernando Henrique, com certeza. Ele prepararia o caminho rumo ao porvir. Michel Temer, porém, poderá seguir até 2018. Aí, a decisão será popular.
Sejamos realistas: ou surge um oportunista de última hora, um salvador da pátria, um vendedor de ilusões, ou corremos o risco de ficar na pasmaceira da política tradicional.
Fernando Henrique é o amálgama do dilema brasileiro. Está velho demais, pode-se argumentar. Bobagem. É o mais espairecido dos velhos políticos. Malgrado sua idade, não perde sua inventividade. É o cara.
Volta, FHC.
Edivaldo Dias Oliveira
3 de novembro de 2016 11:16 amastrapoterio • 23 dias
astrapoterio • 23 dias atrás
Ok, mas qual é mesmo o significado de “engajamento” nesse contexto?
Custava uma breve definição do termo no início da matéria? Ninguém nasce sabendo.
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vinicius astrapoterio • 19 dias atrás
Uma espécie de média para saber não a frequência da pagina, mas a efetividade, relevância do conteúdo,. dividi-se ao total de fans, pela soma de curtidas, comentários e compartilhamentos, o resultado é o enganjamento
http://tableless.com.br/inteli…
Folha de S. Paulo perde mais de 50% de engajamento nas redes sociais
Publicado em Segunda, 10 Outubro 2016 17:41 Escrito por Redação Comunique-se3 Comentários
Em medição feita pelo Torabit, foi revelado que no mês de setembro o jornal Folha de S. Paulo perdeu 51% em sua taxa de engajamento diário nas redes sociais. Com este desempenho, o veículo ficou em quinto lugar no ranking, atrás de concorrentes como Estadão, Zero Hora, UOL e Veja.
(Imagem: Divulgação)Ambos com 2,71% de média, o Estadão e o Zero Hora conquistaram o topo da taxa de engajamento. Dos onze veículos online pesquisados, somente um único teve aumento na taxa de engajamento no mês: a IstoÉ, que veio de 1,03% em agosto para 1,15% em setembro, num crescimento percentual de 12%. Apesar de a Folha ter perdido metade da audiência, a queda média entre os veículos que perderam engajamento foi de 27%.
Nas diferentes redes sociais monitoradas, o Estadão foi melhor que o Zero Hora tanto no Twitter (0,29%) quanto no Instagram (4,91%). O empate ficou por conta do Facebook, onde o ZH alcançou 3,21% de taxa de engajamento, contra 2,93% do Estadão.
No Facebook e no Twitter, no entanto, o campeão foi o UOL, com respectivamente 5,23% e 0,32% de taxa de engajamento. No ranking de fãs, o R7 segue longe na frente no Facebook, com 12,5 milhões de fãs. Veja continua a primeira no Twitter com 7,3 milhões de followers e o R7 segue também o primeiro no Instagram com 1,5 milhão de seguidores.
antonio francisco
3 de novembro de 2016 8:02 pmAposentadoria de políticos, mesma regra da previdência
Um dos abaixo-assinados propondo que a aposentadoria de políticos tenha a mesma regra que a aposentadoria dos demais cidadãos (previdência social) é este:
https://www.change.org/p/a-popula%C3%A7%C3%A3o-aposentadoria-de-pol%C3%ADticos-mesma-regra-da-legisla%C3%A7%C3%A3o-previdenci%C3%A1ria
antonio francisco
3 de novembro de 2016 11:14 pmAnistiado político não tem direito à acumulação de benefícios
A 1ª Turma do TRF da 1ª Região negou provimento à apelação interposta por um anistiado político contra a sentença, da 6ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, que julgou improcedente seu pedido de reparação econômica instituída pela Lei nº 10.559/2002, que proíbe a acumulação de quaisquer pagamentos, benefícios ou indenização sob o mesmo fundamento ou dos mesmos fatos jurídicos.
No caso, o demandante foi anistiado em 1988, com o recebimento dos salários relativos ao afastamento e pretende a cumulatividade com reparação econômica conferida pela Emenda Constitucional nº 26/85 com a prevista na Lei nº 10.559/2002. Esta lei se destina às pessoas que, em razão dos atos de exceção, se achem desprovidas de renda.
O requerente alega que a sentença foi assentada em erro sobre questão de fato, uma vez ele que não recebeu os salários referentes ao período de afastamento compulsório e que a reparação percebida em razão da anistia anterior não se caracteriza como a indenização vedada pelo citado art. 16 da Lei nº 10.559/2002.
Ao analisar a questão, o relator, desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão, esclarece que a pretensão do apelante é “atribuir natureza diversa à reparação econômica obtida pela anistia conferida pela citada Emenda Constitucional 26/85”. Sustenta que, na sua essência, esta norma não difere da instituída pela Lei nº 10.559/2002. Com efeito, a sua finalidade é a de contemplar aquelas pessoas “alijadas de suas atividades laborativas” em razão do momento político vivenciado no País.
Destaca o magistrado que o legislador cuidou de afastar a possibilidade de cumulatividade de tais reparações, não apenas em relação às instituídas pela Emenda Constitucional 26/85 mas em relação a quaisquer outras instituídas pelas unidades da federação em favor de seus servidores.
O desembargador argumenta que a reparação econômica prevista na Lei nº 10.559/2002 se destina às pessoas que, em razão dos citados atos de exceção, se achem desprovidas de rendas. Entretanto, o magistrado observa que, na hipótese, o próprio apelante afirma ter sido reconduzido ao trabalho, estando no momento aposentado no mesmo cargo, possuindo, portanto, rendimentos certos, não se amoldando, portanto, sua situação à prevista naquele preceito legal.
Nesses termos, o Colegiado, acompanhando o voto do relator, negou provimento ao recurso.
Processo nº: 2008.34.00.015633-0/DF
Data do julgamento: 24/08/2016
Data de publicação: 21/09/2016
VC
Assessoria de Comunicação Social
Tribunal Regional Federal da 1ª Região