3 de julho de 2026

Meus sentimentos ao bravo povo venezuelano, por Izaías Almada

Não nos esqueçamos de outros terremotos da ignorância humana, como foi o sequestro de Nicolas Maduro feito pelo fascismo.
Terremoto na Venezuela - Foto EFE - Reprodução

Terremotos na Venezuela deixaram 2.295 mortos e 11.267 feridos, segundo governo em 1º de julho.
Presidente Delcy Rodriguez decretou luto oficial de sete dias após tragédia que causou milhares de desaparecidos.
Autor relembra viagem à Venezuela e critica situação política e humanitária agravada pelos desastres naturais.

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Meus sentimentos ao bravo povo venezuelano, por Izaías Almada

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“De acordo com a última atualização do governo de Caracas, desta segunda-feira (29), os terremotos deixaram 1,5 mil mortos e 3.150 feridos. Porém, os números podem aumentar, pois as Nações Unidas (ONU) estimam que quase 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas na Venezuela”. 

“Agência Brasil – Uma semana depois dos terremotos de 24 de junho, o número de mortos na Venezuela chega a 2.295, segundo a última atualização divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo governo do país sul-americano. O total de feridos soma 11.267 pessoas. Diante da magnitude da tragédia, a presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, decretou luto oficial de sete dias, contados a partir das 6h desta quarta-feira”.

Ao ler as duas notícias acima, uma na segunda feira e outra na quarta feira o coração acelerou e as memórias de uma viagem à Venezuela realizada há vinte anos com minha companheira Bernadette Figueiredo vieram à tona carregadas agora de tristes e doloridas expectativas quanto ao desenrolar dos fatos.  A viagem realizada em 2006 tinha a perspectiva de escrever um livro sobre o país que naquela altura tinha Hugo Chávez como presidente.

Na capa do livro, a que dei o título de “VENEZUELA: POVO E FORÇAS ARMADAS ”, há uma frase de Simón Bolívar colocada na parede de uma das ruas de Caracas: “Se a natureza se nos opõe, lutaremos contra ela e faremos que nos obedeça”.

Terrível ironia com os terremotos recentes da natureza, mas não nos esqueçamos de outros terremotos da ignorância humana, como foi o sequestro de Nicolas Maduro feito pelo fascismo que exala pelo mundo sob o comando de um multimilionário e presidente da nação que finge respeitar a democracia e os Direitos Humanos. Mas nada disso importa, não é mesmo caro leitor? Temos aí a Copa do Mundo de Futebol para nos divertir… Os venezuelanos que se virem…

O maravilhoso mundo digitalizado vai aos poucos nos encaminhando para a barbárie e o capitalismo nos aproximando de uma guerra final. “Nada como um dia depois do outro!”, dirá o torcedor brasileiro com uma garrafa de cerveja ou um copo de vinho na mão, comemorando um gol do Brasil, defensor ardoroso que é da dialética dos sentimentos divididos entre a alegria e a tristeza.   

Entre mortos, feridos e desaparecidos, são ao todo mais de 50 mil venezuelanos, cujos parentes e amigos choram a sua falta com os corações cheios de dor, temerosos de que o país, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, venha a se tornar refém da cobiça e da violência de criminosos que se escondem sob o manto de uma falsa democracia. Além da chantagem de artefatos nucleares.

Tristeza e Alegria, Verdade e Mentira

Verão e Inverno   

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

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Izaias Almada

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

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