Os argumentos da defesa de Pizzolato, neste segundo embargo de declaração, podem ser compreendidos por uma criança. É incrível que o Supremo Tribunal Federal tenha chegado a este ponto. Nem o ministro que mais ousou enfrentar a mídia, Ricardo Lewandowski, escapa do festival de arbitrariedades, incongruências, contradições e omissões que caracterizou toda a Ação Penal 470. A peça chegou viciada da Procuradoria Geral da União, e assim permaneceu durante todo o julgamento.
O escândalo que se fez em torno da simples aceitação da admissibilidade dos embargos infringentes foi porque se interpôs um grão de racionalidade num processo que se caracterizava como um turbilhão de arbítrio. Mas foi só um grão. O arbítrio continua lá, intocável, ferindo a democracia, a Constituição e a jurisprudência da suprema corte.
Enquanto isso, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, eminente presidente da Assas JB Corporation, afirma que recurso da OAB não pode mudar julgamento da Lei da Anistia. Ou seja, ele julga antes do auto, e sempre na contramão do interesse popular.
Vamos ao caso de Pizzolato e ao segundo embargo que sua defesa interpôs à condenação. A íntegra do documento pode ser lida ao final do post. É tão simples, e redigido de maneira tão clara, que nem precisaria convertê-lo em texto jornalístico. Mas façamo-lo mesmo assim.
A defesa se concentra em dois pontos. Há mil contradições em sua condenação, mas é preciso focar em alguns pontos mais facilmente inteligíveis a juízes, comunidade jurídica e opinião pública.
O primeiro ponto é o seguinte: quatro diretores do Banco do Brasil assinaram as notas técnicas pelas quais Henrique Pizzolato foi condenado. Essas notas são a única prova material apresentada pela acusação para condenar Pizzolato, apesar de serem apenas notas técnicas, ou seja, pareceres internos sem poder deliberativo. Nelas, os quatro diretores avalizam o aporte de recursos do Fundo Visanet na empresa que tinha vencido a licitação para gerir a publicidade dos cartões do Banco do Brasil que levavam a bandeirinha Visanet.
Importante ressaltar que esses recursos eram privados, pertenciam à empresa Visanet, não ao BB, mas pelo regulamento, o BB escolhia a agência de publicidade que cuidaria da campanha de marketing e avalizava a transferência dos recursos do Fundo para a agência. Os recursos não eram apenas para a agência, mas principalmente para pagar a inserção dos anúncios nos veículos de comunicação. Por isso, a maior parte dos recursos do Fundo Visanet que, segundo a acusação, teriam sido desviados (acusação falsa), na verdade foram parar nas mãos de empresas de mídia, sobretudo a Globo.
O questionamento da defesa de Pizzolato é o seguinte. Se quatro diretores assinaram as notas técnicas, porque somente Pizzolato foi “pinçado” para integrar a Ação Penal 470? Por que os outros três diretores estão sendo investigados em inquérito em separado, em primeira instância e com direito a sigilo, num processo que ainda mal começou?
O advogado de Pizzolato, Dr. Mathius Savio Cavalcante Lobato explica, didaticamente, que não se pode julgar autores do mesmo crime em separado, sobretudo se a prova material usada para condená-los é a mesma, e o crime do qual são acusados é o mesmo. Isso agride frontalmente vários códigos do processo penal, a começar pelos artigos 76 e 77.
Art. 76. A competência será determinada pela conexão:
I – se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras; II – se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas; III – quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.
Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:
I – duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração; (…)
Pela legislação brasileira, portanto, não se pode abrir dois inquéritos diferentes para réus acusados da mesma infração e contra os quais se aponta a mesma prova material, a qual, no caso em questão, são as quatro notas técnicas do BB que tratam de pagamentos à agência DNA Propaganda. Sendo que a assinatura de Pizzolato consta em apenas três das notas e ele é condenado pelas quatro.
Porque os outros três diretores que assinam as notas estão sendo julgados em primeira instância, em inquérito em separado?
A própria CPMI dos Correios, em seu relatório final, acusou os quatro diretores do BB. Mas a Procuradoria pegou apenas Pizzolato porque ele era o único petista, e serviria, portanto, para fechar a trama que se queria montar.
Os outros diretores que assinaram as notas técnicas eram Fernando Barbosa de Oliveira, Claudio de Castro Vasconcelos e Douglas Macedo.
Dr.Savio, advogado de Pizzolato, observa que a atitude do STF agrediu ainda o artigo 29 do Código Penal, pois a existência de co-autoria num crime pode mudar substancialmente a qualidade do mesmo.
Se Pizzolato fosse julgado conjuntamente com outros três diretores que assinaram as notas técnicas, isso ajudaria tremendamente a sua defesa, porque o crime de co-autoria enseja uma substancial redução da pena.
O ministro-revisor não aceitou esse argumento alegando que a questão não foi abordada antes pela defesa do réu. Ora, não foi porque os inquéritos que investigam os outros diretores estavam sob segredo de justiça. A Ação Penal 470 foi caracterizada, desde sua origem, por esses vícios. Os réus só tiveram acessos a documentos e informações relevantes para sua defesa quando já era tarde demais.
O advogado de Pizzolato apenas teve conhecimento de que os outros diretores do BB eram réus de inquérito em separado, em primeira instância judicial, através da imprensa, no dia 31 de outubro de 2012, ou seja, após a sustentação oral da defesa.
O argumento do ministro-revisor, portanto, de que a defesa está sendo “intempestiva”, a saber, usando só agora um argumento que deveria ter usado antes, não procede, porque antes a defesa não tinha conhecimento do fato, justamente porque o Judiciário manteve em segredo o inquérito que trata dos outros três diretores que assinaram as mesmas notas técnicas.
E aí ficamos sabendo, pelo próprio ministro revisor, que a denúncia contra os outros três diretores do BB ainda não foi sequer recebida pela Justiça em primeiro grau, estando ainda em “frase instrutória”. O advogado se insurge particularmente contra essa desculpa, com todo respeito, esfarrapada.
Aí vemos o cúmulo do arbítrio que marcou a Ação Penal. Quatro diretores assinaram a mesma nota técnica. Um deles foi levado ao Gólgota, torturado por sete anos de exposição pública, até ser condenado sumariamente pelo STF, sem direito sequer aos infringentes. Os outros três, acusados pela mesma infração, ainda não tiveram sequer sua denúncia recebida pela Justiça, além de terem direito pleno à segunda jurisdição, pois serão julgados em primeira instância e poderão apelar em seguida ao STF; e foram por todo este tempo protegidos pelo segredo de justiça. Por que Pizzolato foi tratado de forma diferente, se a única prova contra ele era a assinatura das mesmas notas técnicas? Por causa de sua posição política? Por que ele era peça fundamental para a Procuradoria e depois o STF montarem a sua “historinha”?
Na segunda parte do embargo, a defesa mostra que houve erro do STF em condenar Pizzolato por ter assinado uma nota técnica pela qual se autorizou o adiantamento de recursos à agência DNA, responsável então pela campanha dos cartões BB com bandeira Visanet.
Entretanto, esse tipo de adiantamento já havia ocorrido em gestões anteriores à entrada de Pizzolato no cargo de diretor de marketing. O adiantamento era regular, diz a defesa, com base em abundantes provas.
A condenação de Pizzolato está eivada de contradições do início ao fim. É uma peça de ficção. A DNA atuava junto ao BB desde 1994. O seu mais recente contrato havia sido aprovado pelo BB antes da entrada de Pizzolato, que assinou um memorando burocrático favorável à DNA dois dias após assumir o cargo porque todos os requisitos da DNA haviam sido aprovados por seus superiores, nas semanas anteriores. E o cargo de Pizzolato, apesar do nome (diretor de marketing), era subalterno em se tratando de transferência de recursos para agências ou gestão do fundo Visanet. Quem tinha responsabilidade direta sobre essas questão era a vice-presidência do BB e a diretoria de Varejo, além do presidente do banco. Nenhum desses foi responsabilizado por nada.
O que a Procuradoria, o STF e a mídia fizeram com Pizzolato foi um crime. Torturaram por sete anos um inocente, um cidadão brasileiro que tinha uma história de vida sem máculas. Depois o condenaram sumariamente. Em momento algum, se permitiu a Pizzolato se defender perante o Brasil. Quando a mídia o abordava, era sempre para ferrá-lo ainda mais.
Pior, documentos que ajudariam a esclarecer sua inocência foram sistematicamente ocultados pelas autoridades, e só liberados depois de esgotados os prazos legais para sua defesa. Tudo porque a sua presença e condenação eram cruciais para sustentar toda a Ação Penal 470.
Algum dia, isso terá que ser revisto, e os responsáveis por esse crime terão que pagar por ele.
Abaixo, a íntegra do segundo embargo da defesa de Pizzolato.
LENIN E AS CONCESSÕES – Em 1921, Lenin explica a necessidade da implantação da NEP (Nova Política Econômica), que previa a abertura da Rússia Soviética para o investimento privado, nacional e internacional. Segue um dos trechos do depoimento dele a esse respeito:
Sobre o Imposto em Espécie (O Significado da Nova Política e as Suas Condições)
Vladimir Ilitch Lenin, 21 de Abril de 1921
-Sobre o Imposto em Espécie, Sobre a Liberdade de Comércio, Sobre as Concessões
“(…) O caso ou o exemplo mais simples de como o Poder Soviético dirige o desenvolvimento do capitalismo para a via do capitalismo de Estado, como implanta o capitalismo de Estado, são as concessões.
Agora todos estão de acordo em que as concessões são necessárias, mas nem todos refletem sobre a importância das concessões. O que são as concessões no sistema soviético, do ponto de vista das estruturas econômico-sociais e correlação entre elas?
São um acordo, um bloco, uma aliança do poder de Estado soviético, isto é, proletário, com o capitalismo de Estado, contra o elemento pequeno-proprietário (patriarcal e pequeno-burguês).
O concessionário é um capitalista. Dirige as coisas à maneira capitalista, com o objectivo de obter lucros, estabelece um acordo com o poder proletário a fim de obter lucros extra, superiores aos habituais, ou de obter um tipo de matérias-primas que doutro modo não poderia conseguir ou que dificilmente poderia conseguir.
O Poder Soviético obtém vantagens sob a forma do desenvolvimento das forças produtivas, do aumento imediato, ou a mais breve prazo, da quantidade de produtos.
Temos, por exemplo, uma centena de explorações, minas ou florestas. Nós não podemos explorar tudo: não temos máquinas, víveres, meios de transporte suficientes. Pelo mesmo motivo exploramos mal os restantes setores.
Em consequência da má e insuficiente exploração das grandes empresas reforça-se o elemento pequeno-proprietário em todas as suas manifestações: enfraquecimento da economia camponesa vizinha (e depois também de toda a economia camponesa), declínio das suas forças produtivas, diminuição da sua confiança no Poder Soviético, pilhagem e pequena especulação em massa (a mais perigosa), etc.
Implantando o capitalismo de Estado sob a forma de concessões, o Poder Soviético reforça a grande produção contra a pequena, a avançada contra a atrasada, a mecanizada contra a manual, aumenta a quantidade de produtos da grande indústria nas suas mãos (a sua quota-parte da produção), reforça as relações econômicas reguladas pelo Estado como contrapeso às relações pequeno-burguesas anárquicas.
A política das concessões, aplicada com medida e prudência, ajudar-nos-á, sem dúvida, a melhorar rapidamente (até certo grau, não muito elevado) o estado da produção, a situação dos operários e dos camponeses — à custa naturalmente de certos sacrifícios, da entrega aos capitalistas de dezenas e dezenas de milhões de puds de produtos valiosíssimos.
A determinação da medida e das condições em que as concessões são vantajosas e não representam perigo para nós depende da correlação de forças e resolve-se pela luta, porque também as concessões representam um aspecto da luta, a continuação da luta de classes sob outra forma, e de modo nenhum a substituição da luta de classes pela paz de classes. Os métodos de luta a aplicar serão definidos pela prática.
O capitalismo de Estado sob a forma de concessões constitui talvez a forma mais simples, nítida, clara, precisamente determinada, em comparação com outras formas do capitalismo de Estado dentro do sistema soviético.
Temos aqui um contrato direto, formal, escrito, com o capitalismo mais culto e avançado, o da Europa Ocidental.
Conhecemos exatamente as nossas vantagens e as nossas perdas, os nossos direitos e os nossos deveres, conhecemos precisamente o prazo pelo qual fazemos a concessão, conhecemos as condições do resgate antes do prazo, se o contrato prevê o direito de resgate antes do prazo.
Pagamos um certo tributo ao capitalismo mundial, resgatamo-nos dele sob determinados aspectos, obtendo imediatamente em certa medida a consolidação da situação do Poder Soviético e a melhoria das condições de gestão da nossa economia.
Toda a dificuldade no que se refere às concessões resume-se a que é preciso pensar e pesar tudo ao concluir o contrato da concessão, e depois saber vigiar o seu cumprimento.
Existem aqui indubitavelmente dificuldades, e os erros serão aqui certamente inevitáveis nos primeiros tempos, mas essas dificuldades são mínimas em comparação com os outros problemas da revolução social, particularmente em comparação com as outras formas de desenvolvimento, de admissão e de implantação do capitalismo de Estado. (…)”
A tarefa mais importante de todos os funcionários do partido e dos Sovietes em relação à introdução do imposto em espécie consiste em saber aplicar os pincípios, as bases da política «concessionista» (isto é, semelhante ao capitalismo «concessionista» de Estado) às outras formas do capitalismo, ao comércio livre, à circulação local de mercadorias, etc. (…)
Conclusão
Façamos o resumo.
O imposto em espécie é a transição do comunismo de guerra para uma troca socialista regular de produtos.
A ruína extrema, agravada pela má colheita de 1920, tornou esta transição urgentemente necessária devido à impossibilidade de restabelecer rapidamente a grande indústria.
Daí resulta: melhorar, em primeiro lugar, a situação dos camponeses. Meio: o imposto em espécie, o desenvolvimento da circulação de mercadorias entre a agricultura e a indústria, o desenvolvimento da pequena indústria.
A circulação de mercadorias é a liberdade de comércio, é o capitalismo. Ele é-nos útil na medida em que nos ajudar a lutar contra a dispersão do pequeno produtor e, até certo ponto, contra o burocratismo. A experiência, a prática, estabelecerão a medida. Não há nisso nada de terrível para o poder proletário enquanto o proletariado mantiver firmemente o poder nas suas mãos, mantiver firmemente nas suas mãos os transportes e a grande indústria.
A luta contra a especulação deve ser transformada em luta contra os roubos e contra as tentativas de eludir a vigilância, o registo e o controlo do Estado. Com esse controlo dirigiremos o capitalismo, inevitável em certa medida e necessário para nós, para a via do capitalismo de Estado.
Desenvolver em todos os sentidos, por todos os meios e a todo o custo, a iniciativa e a autonomia locais no estímulo da circulação de mercadorias entre a agricultura e a indústria. Estudar a experiência prática neste aspecto. Torná-la tão variada quanto possível.
Apoiar a pequena indústria que serve a agricultura camponesa e a ajuda a reeguer-se; ajudá-la, até certo ponto, também pela distribuição de matérias-primas do Estado. O mais criminoso é deixar matérias-primas por transformar.
Os comunistas não devem recear «aprender» com os especialistas burgueses, incluindo os comerciantes, os pequenos capitalistas sócios de cooperativas, os capitalistas. Aprender com eles duma forma diferente, mas no fundo do mesmo modo que aprendemos e nos instruímos com os especialistas militares. Os resultados do «ensino» deverão ser verificados apenas pela experiência prática: fazei-o melhor do que o faziam ao vosso lado os especialistas burgueses, sabei alcançar duma ou doutra forma o ascenso da agricultura, o ascenso da indústria, o desenvolvimento da circulação de mercadorias entre a agricultura e a indústria. Não regateeis o preço da «lição»: não devemos olhar ao preço, desde que a lição seja proveitosa.
Ajudar por todos os meios a massa dos trabalhadores, aproximar-se dela, destacar dela centenas e milhares de funcionários sem partido para o trabalho económico. E os «sem partido» que de facto não sejam mais do que mencheviques e socialistas-revolucionários disfarçados com os trajes da moda dos sem partido de Cronstadt, devemos mantê-los cuidadosamente na prisão ou enviá-los para Berlim, para Mártov, para que gozem livremente todos os encantos da democracia pura, para que troquem livremente as suas ideias com Tchernov, com Miliukov e com osmencheviques georgianos.
Pintinhos de um dia Quem mora numa metrópole acaba esquecendo-se dos pintinhos de um dia. Por Alberto Villas por Alberto Villas
Claro que quem mora em Sorriso, no Mato Grosso, em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, ou em Presidente Figueiredo, lá no interior do Amazonas, talvez ainda conviva ou tenha notícias dos pintinhos de um dia. Mas, uma pessoa como eu, que moro numa cidade como São Paulo, só mesmo conversando com Denise Fraga numa casa de campo num fim de semana, pra lembrar dos tais bichinhos.
Meu pai, por exemplo, vivia indo ao Mercado Central de Belo Horizonte comprar pintinhos de um dia. Domingo cedo a gente acordava com aquele piu piu piu sem fim e quando íamos ver lá estava ele descendo da Rural Willys com uma caixa de sapatos com pelo menos seis deles. Amarelinhos, eram só penugem e umas três peninhas na asa. Pareciam perdidos e assustados e não paravam de piar. Tinham apenas um dia, acredito eu.
O meu pai acomodava aquela turminha num caixote maior dentro do galinheiro e providenciava canjiquinha e água fresca pra acalmá-los. E não é que eles se acalmavam mesmo? Minha mãe vinha logo ver a novidade, quando olhava e eles tinham parado de piar, comentava:
– Era fome.
Quando escurecia, meu pai cobria o caixote com uma lona para que os pobrezinhos não passassem frio ou levassem susto com os gatos miando de madrugada no telhado. Com o passar dos dias, eles iam crescendo a olhos vistos. Meu pai trocava a alimentação, ao invés de canjiquinha, agora era ração para crescimento que eles comiam sem parar e também cresciam sem parar.
Mas não era só do Mercado Central que vinham os pintinhos de um dia não. Tinha uma sapataria em Belo Horizonte chamada Elmo Calçados – acho que ainda existe – que quando chegava o mês da criança dava um pintinho de um dia de brinde para quem comprasse um par de calçados. Foi assim que minha tia Lourdes levou pro seu apartamento na Rua Rio de Janeiro um pintinho de um dia, depois de comprar um par de chinelos na Elmo.
Ficou tão encantada com o bichinho que comprou uma gaiola bem bacana pra ele, com comedor e bebedor. Mas acontece que aquele pintinho foi crescendo, crescendo e tomando conta da gaiola. Em pouco mais de um mês ela tinha um problemão pra resolver. Como tirar aquela galinha enorme, gorda e apertada de dentro da gaiola? Chamou o síndico e o sindico não esboçou nenhum sinal de solução, pelo contrário. Acho até mesmo que ficou meio bravo e assustado de ver uma galinha tão grande na área do apartamento. Era proibido. O zelador subiu pra ver se dava um jeito e deu jeito coisa nenhuma. Disse que só destruindo a gaiola com um alicate seria possível tirar a penosa ali de dentro, o que minha tia Lourdes nem cogitou. Não queria estragar aquela gaiola que custou tão caro.
Como eu peguei um avião e fui embora do Brasil, nunca mais tive notícias daquela galinha que até ganhou um nome, se não me engano. Mas pelo que soube, muitos anos depois, a galinha passou a vida inteira ali dentro e na boa. Um pouco apertada, mas acho que ela acabou se acostumando. Chegou até a colocar uns ovos porque, depois de adulta, minha tia passou a dar ração de poedeira pra ela.
Pois é, eu e a Denise Fraga, intrigados, nos perguntamos naquela tarde de sábado: Onde foram parar os pintinhos de um dia? A gente aqui nessa cidade maluca está tão acostumado a só ver galinhas mortas nas geladeiras dos supermercados que uma vez o filho de um amigo meu que nasceu em São Paulo e nunca tinha visto uma galinha viva, quando viu uma, virou assustado pro pai e disse:
Teorias da conspiração são muito mais divertidas do que a chata
Teorias da conspiração são muito mais divertidas do que a chata realidade
Uma amiga me trouxe uma complexa e intrincada teoria sobre um assunto polêmico. Estava indignada, com uma revolta que não cabia dentro de si, espumando pela alma. Ia até as últimas consequências contra determinada injustiça!
Dias depois, verificou-se que o fato tinha uma explicação muito mais simples do que a teoria conspiratória por ela arduamente elaborada com base em achismos da internet, filosofias de botequim e informações bastardas e tortas.
Apresentei a explicação a ela, com fontes para que pudesse checar por conta própria. Não adiantou. Ela se apegou à teoria feito um beagle a um osso suculento. E, com um ar de desdém e superioridade – que só nós jornalistas sabemos fazer muito bem – disparou contra esse peito aberto e desprotegido: “um dia, você também vai entender”. Ah, morri de sunga branca!
O desenvolvimento de teorias conspiratórias me dá preguiça (suspiro…) Se há um exército que retuíta, compartilha e dá “like” sem checar a informação, é claro que também existe uma miríade que preenche o vácuo de informações fragmentadas com suas fantasias para dar sentido à sua vida.
Não nego, portanto, que tenho um certo prazer cínico de presenciar quando um desmentido atinge em cheio algum crédulo em uma conspiração boba, daquelas que afeta única e exclusivamente a pessoa em questão. A cara de decepção e de espanto. A tentativa de negar sua, até então, inabalável fé feito Pedro negando Jesus três vezes. Ou a vontade de se agarrar a um pedaço de tábua flutuando em meio a um naufrágio, feito Jack com a Rose.
Não que conspirações não existam, porque existem. Mas são importantes demais para que o impacto de sua descoberta seja enfraquecido pela sua banalização no cotidiano sem graça.
O que é mais provável: o seu jornal não ter chegado na manhã de um domingo ordinário porque um grupo de zumbis terem atacado o pobre entregador, transformando-o em um ser sem vontade além de comer cérebros humanos e ler notícias requentada? Porque uma horda de artesãs que fazem esculturas de craques de times de futebol ter atacado o entregador e roubado os jornais a fim de que fosse feito o maior papel maché do mundo? Ou o cara simplesmente se atrasou por um ingrato piriri?
Quando a gente questiona conspirações tem que ouvir que somos vendidos ao sistema e que, graças à internet, a verdade que queremos encobrir não ficará mais escondida. Porque, como afirmaria o agente Mulder, a verdade está lá fora.
Como já disse aqui antes, uma mentira contada repetidas vezes para os outros vira verdade e, para si mesmo, torna-se religião. Se a mensagem está bem estruturada, usando elementos simbólicos comuns ao universo do destinatário, que ele consegue consumir facilmente, e que faz algum sentido, por que não acreditar? Ainda mais porque questionar com profundidade leva tempo, commodity que está cada vez mais difícil juntar.
Por outro lado, o mundo sem teorias da conspiração seria menos divertido e romântico. E teríamos que assumir muitas de nossas responsabilidades sem jogar a culpa no desconhecido, no oculto, no sobrenatural, no estrangeiro.
É salutar que o porquê das coisas seja questionado à exaustão a fim de que a versão dos fatos não seja apenas a dos vencedores, como tem sido a História até aqui. Mas se, muitas vezes, aceitamos os discursos oficiais bovinamente, também fazemos isso com teorias estapafúrdias. Na dúvida, cheque com outras fontes, verifique a informação. Não seja preguiçoso. Caso contrário vamos criar uma geração de idiotas que acreditam em qualquer vídeo picareta ou em informações bombásticas em sites bonitinhos, mas tão profundos quanto alguns programas vespertinos na TV.
Isso é com você, sim Homens costumam dizer que o estuprador e o agressor é sempre o outro. Quem é “o outro”? Nádia Lapa
Em qualquer texto que qualquer feminista escreva sobre o comportamento dos homens, vai vir alguém (homem) dizendo “eu não faço isso”.
Pode ser sobre um assunto menos importante, como só abrir a porta do carro para mulheres bonitas*. “Eu, não, eu faço isso com todo mundo, sou gentil!”
A revolta fica ainda mais óbvia quando falamos sobre assuntos difíceis de lidar, como estupro, assédio sexual, violência doméstica.
“Esses homens têm que ser castrados/mortos/trucidados/nãosãohomens/sãoanimais”, exclamam, furiosamente.
Fica impossível não imaginar, afinal, onde estão esses caras que agridem, que estupram, que assediam. Se todos dizem que não o são, quem são?
São seus amigos, seus parceiros de boteco, seus pais, seus irmãos, seus chefes, seus padrinhos de casamento. Ou você.
Sim, agressores de mulheres não têm uma cara, uma classe, um jeito específico. É mais fácil imaginar o maníaco do parque, serial killer (e estuprador) de mulheres, com aquele olhar bizarro e amedrontador. Eu não sou esse cara! Eu não sou esse cara!, bradam os comentaristas em qualquer post.
Quem é?
Alguém é. E não são poucos. Segundo estatísticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), uma mulher é estuprada a cada 12 segundos no Brasil. No Rio de Janeiro, são registrados 17 casos ao dia (lembrando que crimes sexuais têm subnotificação absurda). Para quem está chocado com o caso da garota de oito anos que morreu na “lua de mel” com o “marido” de 40 anos, a ONU aponta que até 2020 teremos 120 milhões (é, milhões) de child brides, garotas que são vendidas para o casamento.
Quem são esses homens?
É impossível que seja um só cara. Imaginem um estuprador que todos os dias ataca as 15 vítimas de violência sexual que procuram atendimento no Hospital Pérola Byington, na zona central de São Paulo. Só um cara. Irreal, não? Eles são muitos, e estão por aí, misturados com a gente, em todos os lugares. Por isso também o assédio na rua é tão agressivo; uma mulher não sabe quando aquela “cantada” vai virar coisa pior. Torna-se duplamente agressivo quando comentaristas dizem que estamos inventando, que é frescura, que somos puritanas.
Escrevo sobre sexo, sexualidade e feminismo há dois anos no blog Cem Homens. Todos os dias recebo e-mails de mulheres que foram violentadas física, sexual e emocionalmente. Todos os dias, mesmo. Não é jeito de falar. Todos os dias. O último post publicado é um relato de uma vítima (e nos comentários há várias outras mulheres narrando coisas semelhantes). Posso contar numa mão quantas dessas histórias têm como criminoso um cara desconhecido. Um “maníaco do parque”.
As narrativas envolvem quase sempre amigos, namorados, maridos, pais, padrastos, primos. A violência nem sempre é óbvia; os agressores dificilmente colocam uma arma na cabeça dessas mulheres. Grande parte das vezes, a ação começa consensual, e em determinado momento, a mulher não quer mais se engajar naquilo. Seja porque perdeu o tesão, seja porque é uma prática que não curte, seja porque ela simplesmente não quis mais. E o cara insiste, insiste, insiste e a mulher se sente obrigada a ir em frente.
Há muitos relatos, também, de homens que tiram a camisinha durante o coito, sem avisar a parceira. Outros, “aproveitaram” que a mulher dormia para passar a mão no corpo dela – alguns chegam ao absurdo de penetrá-la. Se formos falar de bebida, então, os relatos se multiplicam em progressão geométrica. “Dar um vinhozinho para amolecer a garota” é prática constante, até estimulada. Pois bem: isso é estupro.
Portanto, minha intenção no post de hoje é fazer com que algum homem, pelo menos uns dois ou três, percebam que o problema não é “o outro”. Talvez seja você, se você pratica algum dos atos acima (insiste, assedia, passa a mão em desconhecidas ou mulheres adormecidas, embebeda garotas ou se aproveita do estado alcoolico dela). Possivelmente “o outro” é algum cara que você conhece. Pode ser o homem sentado na baia ao lado. E que você precisa, sim, fazer algo.
Tenha certeza de uma coisa: você conhece não uma, nem duas mulheres que foram estupradas. Uma a cada cinco mulheres já sofreu violência. Faça as contas. São muitas mulheres, e o problema está, também, sinto dizer (sinto mesmo), em você.
*a questão cavalheirismo versus gentileza é um assunto muito desimportante, ao contrário do que pregam os antifeministas. Feministas reconhecemos que gentileza é ótimo, agradecemos, mas cavalheirismo nos trata como imbecis e incapazes. Portanto, passamos. Pelo menos as autoras deste blog.
Uma lapa de agressividade barata e bastarda para tolas!
Segundo estatísticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), uma mulher é estuprada a cada 12 segundos no Brasil?
365 dias x 24 horas x 60 minutos x 60 segundos = 31.536.000 / 12 = 2.628.000 estupros anuais?
Quem é “o outro”? Os outros são os homens das famílias feminazis.
Cavalheirismo nos trata como imbecis e incapazes. No naufrágio do Titanic morreram:
0% das crianças da 1ª e da 2ª classe
2,78% das mulheres da 1ª classe
13,04% das mulheres da tripulação
13,98% das mulheres da 2ª classe
53,94% das mulheres da 3ª classe
65,82% das crianças da 3ª classe
67,43% dos homens da 1ª classe
78,31% dos homens da tripulação
83,77% dos homens da 3ª classe
91,67% dos homens da 2ª classe
Num mundo de desigualdades e privilégios ainda maiores como era há mais de cem anos, você pode notar que morreram proporcionalmente mais homens ricos e poderosos que mulheres e crianças pobres. Agora se virem… estado de necessidade para todos a bordo… o mais forte ocupa o lugar.
E o cara insiste, insiste, insiste e a mulher se sente obrigada a ir em frente. Foi agarrada ou ameaçada? Não. Então foi porque quis… e quando é vocês que estão com tesão e o cara não está a fim mas cede pele insistência…
Se formos falar de bebida, então, os relatos se multiplicam em progressão geométrica. Culpando alguém por não ter autocontrole? É só as mulheres é que ficam bêbadas e acabam fazendo sexo devido aos efeitos do álcool?
Outros, “aproveitaram” que a mulher dormia para passar a mão no corpo dela – alguns chegam ao absurdo de penetrá-la. Quando o cara está dormindo e a mulher enche a mão ou cai de boca?
Nestas situações quantos homens já sofreram também violência sexual? Um a cada quantos segundos?
Ah, quantos casos de mulheres bêbadas, dormindo ou que cederam por insistência teve outra mulher como autor? Ou será que entre lésbicas isso não ocorre?
O coitadismo nazifeminista é ridículo. A culpa é sempre do homem, as eternas vítimas são incapazes de se defenderem… vão torrar a paciência em outro lugar…
As feminazis posam de fodonas mas na realidade são incapazes de assumirem qualquer decisão, culpam os outros pela própria incompetência, não aceitam responsabilidades e a insegurança medra e abunda…
Não conhecia a autora, depois de ver a foto entendi o porquê… pelo menos num naufrágio parece que não será difícil para ela, vai se conformar… sabendo que ninguém cederá o lugar…
A igualdade já ocorreu, os manginas agora cedem privilégios. Basta!
Blogueira feminista aponta o famoso ‘marinheiro beijoqueiro’, retratado na fotografia icônica de 1945, como um ‘predador bêbado’.
O livro recentemente publicado, intitulado ‘The Kissing Sailor’, conta a história por trás do beijo icônico que simbolizou o fim da Segunda Guerra Mundial.
A foto indelével, do atrevido marinheiro beijando uma enfermeira no meio da Times Square, da comemoração do fim da Segunda Guerra Mundial, é considerada uma das imagens mais icônicas do século 20, mas aquele gesto foi romântico ou algo muito mais sinistro?
De acordo com uma blogueira feminista, a resposta é desconfortável.
A escritora londrina conhecida como ‘Leopard’ causou um alvoroço online, após publicar um post criticando o que ela considera a glorificação de uma agressão sexual.
A imagem capturada pelo fotógrafo da revista LIFE, Alfted Eisenstaedt, retrata um marinheiro americano beijando uma mulher vestida de branco, no dia 14 de agosto de 1945, no coração de Nova York, em um momento de júbilo pela rendição do Japão.
A identidade do casal, do famoso beijo no meio da multidão, ficou envolta em mistério, mas depois de décadas de especulação, George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman revelaram serem os personagens eternizados na fotogafia de Eisenstaedt.
O casal por trás da imagem célebre que simbolizou o fim da guerra, Mendonsa e Zimmer, com 90 anos de idade, contou que eles não se conheciam no momento que a foto foi tirada.
O jovem marinheiro, aparentemente, pegou, ao acaso, a enfermeira bonita andando na rua e deu um beijo em seus lábios, tomado pela euforia.
Mendonsa, com 22 anos naquele momento, estava acompanhado por outra mulher, Rita Petry, que mais tarde se casaria com o homem que entrou para a história como o “Kissing Sailor”.
Depois de anos de especulações, foi revelado recentemente que o marinheiro e a enfermeira fotografados por Eisenstaed estão, agora, com 90 anos de idade.
De acordo com a blogueira feminista, a imagem icônica denuncia que ‘algo não está correto’ naquela foto.
“Sabemos que George e Greta eram perfeitos estranhos, que George estava bêbado e Greta não tinha ideia de sua presença, até o momento que ela estava em seus braços, com os lábios dele nos dela. Parece bastante claro, então, que George tinha cometido uma agressão sexual.”
O blog Feministing.com abraçou a premissa de agressão sexual, alegando que a imagem, em um olhar mais atento, corrobora as evidências do ‘crime’ que teve lugar em 1945, no meio da Times Square.
George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman reunidos na Times Square, onde ocorreu o beijo famoso, em agosto de 2012.
As principais indicações que houve uma agressão são, de acordo com a blogueira, os sorrisos nos rostos dos outros marinheiros, em segundo plan,o e o aperto firme em torno da mulher – fisicamente, menor – nos braços de Mendonsa, impedindo-a de fugir, e a flagrante flacidez do corpo indefeso da mulher.
‘Eu não consigo imaginar que há um símbolo melhor para representar a confusão das nossas concepções sobre sexo e romance”, escreve a blogueira no Feministing.
Friedman lembrou que foi agarrada, de repente, pelo marinheiro e lembrou que não queria ser beijada por um desconhecido.
Leopard escreveu em seu blog: “Considerando-se a cultura do estupro em que vivemos, a falta de vontade de reconhecer um problema aqui não surpreende’.
‘Não é fácil afirmar que o corpo de uma mulher é sempre seu e não deve ser utilizado para atender os caprichos de ninguém sem o seu consentimento. Mas, é muito mais fácil fechar os olhos para os sentimentos da mulher, alegando de ela possue empatia com o homem, que ela deve ser receptiva e ficar com ele.”
Esta não é a primeira vez que alguém levantou indagações sobre o ‘beijo do marinheiro’
Em 2005, o Projeto História dos Veteranos da Biblioteca do Congresso entrevistou Friedman sobre o famoso beijo.
‘Não foi a minha escolha ser beijada. O cara simplesmente se aproximou e me pegou!’, disse ela então.
Em uma entrevista mais recente Friedman lembrou: ‘Aquele homem era muito forte. Eu não estava beijando ele. Ele estava me beijando’, ela disse ao New York Post.
O ‘casal do beijo’ reuniu-se, várias vezes, ao longo dos anos.
Mais recentemente, em meados de agosto de 2012, os dois voltaram a ser reunidos para falar sobre a fotografia.
“Foi o momento… você volta do Pacífico, e, finalmente, a guerra termina…’, disse Mendonsa à CBS.
Mendonsa admitiu que havia tomado bebidas, para comemorar o fim da guerra, quando viu uma bela jovem enfermeira e foi beijá-la.
Ele lembrou que estava se encontrando, pela primeira vez, com a sua futura esposa, Petry, em um show na Radio City Music Hall, em 14 de agosto, quando a notícia da rendição japonesa foi anunciada.
“Eles pararam o show e informaram: ‘A guerra acabou. Os japoneses se renderam’”, lembrou.
O marinheiro correu para um bar nas proximidades, onde admite ter tomado algumas bebidas.
Quando caminhava pela Times Square, Mendonsa viu uma mulher em um uniforme de enfermeira, deixou Petry e correu para agarrá-la.
‘Foi a emoção sobre o fim da guerra, mas eu tinha tomado algumas bebidas. Então, quando eu vi a enfermeira, eu peguei e beijei’, disse Mendonsa a CBS.
Friedman, que acabou por ser uma enfermeira em uma clínica dentária da Áustria, disse: ‘Eu não o vi se aproximando e, antes de conhecê-lo, fui envolvida por ele.”
Referências e imagens: Daily Mail | Snejana Farberov | 6 Outubro 2012
Um amigo me perguntou, assim que soube do resultado do leilão de Libra, se ele tinha sido um sucesso ou um fracasso. O interessante é que, em muitos momentos na vida, respostas curtas não satisfazem.
Comecei a explicar a ele que, se compararmos com a alternativa de entregar Libra através da lei das concessões (no 9.478), o que ocorreu foi um sucesso.
Se compararmos com a alternativa de entregar o campo à Petrobras, sem leilão prévio, para ela sozinha assinar um contrato de partilha com a União em melhores bases para a sociedade, o ocorrido foi um fracasso.
Neste momento, vem a célebre argumentação da falta de recursos da Petrobras.
É verdade que o superbônus definido pelo governo atingiu seu duplo papel de conseguir arrecadar recursos para o superávit primário e de desalojar esta empresa da pretensão de ficar sozinha com o campo.
A curtíssimo prazo, segundo autoridades, a empresa tem falta de recursos, sim. Mas, se ela passasse a ter, no seu portfólio, um campo com mais de 10 bilhões de barris, considerando que sempre foi competente para produzir petróleo, não teria a mínima dificuldade para obter financiamentos.
Com o superbônus, o governo trocou o benefício de satisfazer o superávit primário, de curtíssimo prazo, por perdas que irão durar 35 anos.
Considerando os impactos para a sociedade brasileira, a alternativa com a Petrobras, que está dentro da lei, pois atende ao artigo 12 da lei no 12.351, é a melhor, à medida que ficamos com 100% do petróleo, assim como 100% do lucro.
Não sei se consegui, mas tentei explicar ao amigo que o leilão ocorrido consistiu em um “meio fracasso” e um “meio sucesso”.
Meus amigos de esquerda dirão que foi um fracasso total. Quero lembrar a eles que a manchete principal de um dos jornalões, no dia do leilão, era que a lei dos contratos de partilha precisava ser reformulada, pois criava grandes dificuldades.
Obviamente, queriam o retorno das concessões para o pré-sal.
Infelizmente, existe no nosso país uma dicotomia também na mídia.
Acho que a sigla PIG foi criada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, representando o Partido da Imprensa Golpista, que congrega a imprensa do capital. Aquela que busca iludir nossa sociedade para colher o máximo de aceitação dela, contrariando até os seus próprios interesses. Concordo integralmente com o criador da sigla PIG.
Entretanto, existe também, para mim, o PIP, o Partido da Imprensa Petista, que é sempre favorável a qualquer decisão do governo Dilma. O PIP está mais em sites e, na maioria das vezes, concordo com as posições que ele toma.
Mas, na questão de Libra, o PIP e a presidente se comportaram pessimamente. Não ouviram, não dialogaram, quiseram “criar verdades”, igual aos manipuladores do PIG.
Não concluam que, por não apoiar a posição neoliberal tucana, nem concordar com a posição privatista petista, eu seria adepto da dupla Marina e Campos, até porque, possivelmente, eles devem concordar com a posição tucana.
Aliás, é sofrido ser de esquerda em um país como o nosso, onde há total controle das massas através da disseminação abusiva de posições de interesse do capital ou do governo, pelos meios de comunicação, sobre quase todos os temas.
Esta mídia irreal, incompleta e falsa não analisa os fatos, omite opiniões, desvirtua acontecimentos e conclui, na maioria das vezes, errado, não ajudando em nada a sociedade. Não há um debate público na mídia sobre pontos relevantes.
O tema do destino dos royalties tomou todo o tempo do noticiário e debates porque era indiferente para o capital e, além disso, ajudava a esconder temas cuja conscientização era inconveniente, como os modelos para exploração de riquezas minerais no Brasil.
Nada foi debatido sobre o monopólio, quando ele foi extinto, em 1995. Ouvia-se, à exaustão, que no monopólio, por não haver competição, o monopolista irá ofertar o produto com baixa qualidade e por preço alto. Isto é a mais pura verdade, se for um monopólio privado.
Entretanto, a mídia silenciava por completo sobre o monopólio estatal poder ser a melhor opção para a sociedade, desde que controlado para evitar o corporativismo.
Retornando a Libra, os royalties a serem destinados para a educação e a saúde, tão proclamados por um dos porta-vozes do governo, que invadiram nossas televisões nestes dias, seriam idênticos, se 100% deste campo tivesse sido entregue à Petrobras, como já descrito. Então, não era um argumento que diferenciasse alternativas.
O PIG e o PIP não falaram sobre a existência da alternativa de o campo de Libra, friso bem “campo”, posto não ser um reles bloco exploratório, dever ser entregue à Petrobras para 100% dos rendimentos, assim como 100% do petróleo produzido pertencerem ao governo brasileiro.
O PIG e o PIP boicotaram esta alternativa. 99,9% dos brasileiros não souberam da sua existência.
O PIG por querer satisfazer ao máximo os interesses das empresas estrangeiras, que só aceitam as concessões, e o PIP por querer satisfazer a presidente Dilma, que está preocupada com o superávit primário.
A Petrobras poderia prometer entregar 80% ou mais do excedente em óleo para o Fundo Social, enquanto o consórcio ganhador se comprometeu só com 41,65%. Aliás, 41,65%, que poderão não ocorrer. Poderá ser remetido bem menos que este valor.
Mas isto terá que ficar para outro artigo.
A presidente Dilma fala que o leilão não correspondeu a uma privatização. A Shell e a Total não são empresas privadas estrangeiras? A CNPC e a CNOOC não são empresas estrangeiras? Elas não passarão a ter a posse de uma parcela do petróleo e do lucro gerados? Não poderão fazer com suas parcelas de petróleo o que bem quiserem? Não poderão remeter suas parcelas de lucro para o exterior?
Então, desculpe-me presidente, mas isto é privatização e a negação do fato é tergiversação.
A presidente falou também que ficará no Brasil 85% dos rendimentos de Libra. Trata-se de uma afirmação corajosa, por vários motivos.
Por exemplo, para obtenção destes 85%, utiliza-se, dentre outros fatores, a arrecadação de 25% do lucro para o imposto de renda. Este imposto é cobrado da empresa, e não do campo petrolífero.
Existem várias formas de se reduzir o imposto a ser pago pela empresa, bastando ver, por exemplo, o quanto a Petrobras declara de lucro e o quanto ela paga deste imposto. Além do exemplo do imposto de renda, poderiam ser feitos outros questionamentos a este número de 85%, mas um artigo só não suporta tantas considerações.
A presidente não falou nada sobre a perda da possibilidade de ação geopolítica porque o Brasil está entregando em torno de 46% do petróleo produzido em Libra para as empresas estrangeiras.
A sociedade não sabe nada disso. Pelo seu valor político e econômico, Libra mereceria um plebiscito com debates prévios diários nas televisões, durante uns 30 dias, para conscientizar a população.
Nestes dias, o povo só recebeu os assédios de informações truncadas do PIG e do PIP. Em compensação, ficaremos durante 35 anos com a Shell, a Total e as chinesas também plantadas em Libra.
A todos os “anonimos” que nunca o foram: bloqueiem os cookies do “addthis”, eles aparentemente estao entrando em conflito com sua identidade nao-logada.
Reentrada de Dilma nas redes foi um sucesso, diz BBC
Reentrada de Dilma nas redes foi um sucesso, diz BBC
24 de outubro de 2013 | 08:41
A BBC publica hoje de manhã uma interessante reportagem sobre o reingresso de Dilma Rousseff nas redes sociais, onde se informa que, desde que retomou o uso das redes sociais, há menos de um mês, ”a presidente ganhou mais de 40 mil “amigos” no Facebook, ampliou em mais de 90 mil o número de seguidores no Twitter, que já beira os 2 milhões, e galgou posições no ranking de líderes mais influentes no microblog, calculado pelo site americano Klout”.
Mesmo com o pouco tempo de atividade, ela aparece em sétimo lugar entre os líderes mumdiais, neste ranking, atrás de Barack Obama (EUA), David Cameron, premiê britânico, Stephen Harper, do Canadá. – Biniyamin Netanyahu, de Israel, do presidente mexicano Enrique Peña Nieto, e do equatoriano Rafael Correa. Com a mesma pontuação de influência estão François Hollande, premiê francês e Herman van Rompuy, presidente do Conselho da União Europeia.
A reportagem, que chama Dilma de “hiperativa” no twitter, pela quantidade de mensagens – diz a BBC que perto de 11 por dia – traz opiniões de especialistas em mídias digitais, que criticam ou elogiam a decisão de Dilma de retomar seus contatos na rede, que já conta com 2 milhões de seguidores no Twitter.
A BBC faz, ainda, uma comparação com os demais candidatos:
“Na comparação com seus principais adversários políticos no Brasil (…) Dilma leva vantagem. O ex-governador e ex-prefeito de São Paulo José Serra (@joseserra_), derrotado por ela na eleição de 2010, conta com 1,1 milhão de seguidores e tem um Klout score de 82. A ex-ministra Marina Silva (@silva_marina) que aparecia nas últimas pesquisas de intenção de voto à Presidência como a segunda mais bem colocada, atrás somente de Dilma, tem 773 mil seguidores e um índice de influência de 81. Seu agora colega de partido Eduardo Campos (@eduardocampos40), governador de Pernambuco, tem apenas 7,7 mil seguidores e um Klout score de 62.O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência, não tem um Klout score no Twitter, já que apesar de ter uma conta oficial no microblog (@AecioNeves), com quase 27 mil seguidores, nunca usou a ferramenta.
Com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula no centro do filme do partido que vai ao ar nesta quinta-feira 24, PT comemora 10 anos do programa social que transfere renda do Estado para os cidadãos mais pobres; Mais Médicos merece destaque como novo marco de realização social da legenda; produzidos pela equipe do marqueteiro João Santana, seus dez minutos começam comparando desemprego e estagnação econômica na Europa com criação de postos de trabalho no Brasil; “Brasil fez, faz e fará”, diz Dilma; tendência é oposição se morder; vídeo
Nos dez anos do programa Bolsa Família, carro-chefe do PT, o partido resolveu usar seu tempo de propaganda gratuita na televisão com um filme publicitário que promete não passar indiferente. A tendência, na noite desta quinta-feira 24, é de muitos aplausos entre os petistas e seus simpatizantes – e franca oposição entre os adversários.
No filme, produzido pela equipe do marqueteiro João Santana, a presidente Dilma Roussseff e o ex-presidente Lula são as duas grandes estrelas políticas, mas os programas sociais implantados pelo partido, mais especialmente, têm forte destaque entre ilustrações, computação gráfica e entrevistas de campo. Pela ordem, o governador da Bahia, Jaques Wagner, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da legenda, Rui Falcão, são os outros políticos que aparecem em cena, em momentos distintos.
“O Bolsa Família é igual a um bolo, quanto mais batem nele, mais ele cresce”, resume Lula, após assinalar que “muitos políticos querem acabar” com o programa sob o argumento de criar uma “porta de saída”. “Mas o Bolsa Família já é essa pota de saída” da pobreza, completa o ex-presidente.
Antes, a presidente Dilma aparece cravando que “o Brasil teve e tem governos que defendem o povo”. Ela diz que o país, administrado pelo partido, “fez, faz e fará”. Em suas falas, Dilma sustenta que a administração pública gerenciada pelo PT “aprende rápido” a implantar programas sociais amplos a cada vez que um deles é colocado em prática.
Na abertura, a peça de propaganda mostra cenas de um telejornal da Espanha, com a informação de que o Europa bate recordes de desemprego. “Enquanto isso, o Brasil bate gera empregos a cada dia”, comparam o locutor e os letterings. A seguir novos cotejamentos são feitos para mostrar, em resumo, que enquanto há uma crise infernal lá fora, aqui se vive, na prática, num paraíso de trabalho e renda. Esse contraste é acentuado por cenas em preto e branco do exterior e em vivo colorido quando aparece o Brasil.
O ritmo é veloz, o que permitiu a abordagem de diferentes temas. Após a exaltação ao Bolsa Família em seus dez anos, que retirou, de acordo com a informação veiculada, 36 milhões de brasileiros da faixa da pobreza extrema, chega a vez do Mais Médicos. O programa sancionado por Dilma esta semana é mostrado como um marco social tão importante quanto o que completa dez anos. Neste ponto, além de uma fala de um médico cubana, há um povo-fala e, sim, a presença do ministro Padilha. “Então eu sou o segundo médico que a senhora vê na vida”, reflete ele diante de uma mulher idosa, moradora do interior do país. Como se sabe, o ministro é pré-candidato da legenda ao governo de São Paulo.
Em estúdio, entre placas computadorizadas, o presidente do partido, deputado estadual Rui Falcão, aparece no melhor estilo ‘apresentador do Globo Repórter’, prometendo que a legenda promoverá, nos próximos períodos, uma reforma política.
O filme é encerrado com uma mensagem de otimismo da presidente Dilma. Até aqui, goste-se ou não do PT e seu marqueteiro Santana, não se conhecia um filme de publicidade política tão bem elaborado tecnicamente.
Para quem não sabe o que é isto eles trazem a definição: Racismo institucional pode ser definido como o fracasso coletivo das instituições em promover um serviço profissional e adequado às pessoas por causa da sua cor. Ficamos sabendo também que foi utilizado pela primeira vez por Stokely Carmichael e Charles Hamilton, ambos americanos e membros dos Panteras Negras. No marxist.org tem umas informações edulcoradas, mas esclarecedoras sobre o grupo. A regra 8 é muito interessante para quem se diz vítima de racismo: No party member will commit any crimes against other party members or black people at all, and cannot steal or take from the people, not even a needle or a piece of thread.
Por ser um texto longo sou obrigado a ir ao ponto que considero mais relevante:
“A sedimentação do mito que associa juventude negra e criminalidade multiplica consequências desastrosas no cotidiano das práticas policiais. Um dos componentes mais claros do racismo institucionaldas polícias é naturalizar a relação entre pobreza e criminalidade, tomando incoerentemente a corda pele como seu indicador visível. O resultado mais contundente deste tipo de atitude é que a taxade homicídios de jovens negros no Brasil, com a qual as próprias polícias contribuem de formasignificativa, é bem superior às taxas de mortes de jovens de países em guerra.
É como se o jovem negro sintetizasse o drama de uma sociedade incapaz de solucionar suas contradições. A figura do jovem negro condensa o aspecto alegre e sincrético da cultura brasileira, expressa no samba e na malandragem, entre outras manifestações, que nos afastam do europeu colonizador. Ao mesmo tempo, simboliza um fator de desordem, execrável do ponto de vista de um Estado autoritário, historicamente voltado para o controle e domesticação das “classes perigosas”, como se fossem uma espécie de inimigo interno.”
Antes de mostrar alguns números gostaria de saber o porquê dos autores incluírem o estereótipo do aspecto alegre e sincrético expresso no samba e na malandragem neste assunto? Até porque isto já está vencido, poderiam ao menos substituirem o samba pelo funk, rap, reggae ou hip hop dependendo da região do Brasil. Gêneros musicais que elevam as virtudes humanas, promovem a paz e o respeito pelas mulheres… nos afastando dos males do europeu colonizador.
Periodicamente são divulgados os Mapas da Violência que trazem dados sobre os homicídios cometidos no Brasil. As análises seguem o viés do IPEA, mas pelo menos as publicações possuem os números. Vamos ver o que ocorreu com os jovens no período compreendido entre o último ano do governo Fernando Henrique Cardoso e o final do governo Lula. Em 2002 foram assassinados 16.083 jovens negros, em 2010 foram mortos 19.840, um aumento de 23,3% ou mais 3.757 homicídios anuais. Neste mesmo intervalo de tempo os números em relação aos brancos da mesma faixa etária foram reduzidos de 9.701 para 6.503, isto representa menos 33% ou 3.198 vidas poupadas. A razão entre os grupos praticamente dobrou, passando de 1,6 para 3,0. Será que aumentou o racismo do brasileiro durante o governo petista?
Não, o racismo não aumentou. O que cresceu foi a insegurança na maioria do país, enquanto nos dois principais estados as polícias melhoravam as suas atuações com uma forte queda na quantidade dos homicídios. Neste período São Paulo e Rio de Janeiro reduziram as taxas por 100.000 habitantes na população negra. Elas caíram respectivamente de 56,0 para 16,1 e de 86,7 para 41,0, o que evitou mais de 5.000 vítimas anuais neste grupo de pessoas. Apenas isto impediu que este quadro se tornasse ainda mais tenebroso.
Em contrapartida, nestes 8 anos, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba e Rio Grande do Norte viram as taxas aumentaram mais de 100%, chegando na Bahia a quase 300%. O número de homicídios cometidos contra negros saltou de 5.222 para 15.959 por ano. O racismo explica isto? Também não. Nestas oito unidades da federação as populações são majoritariamente negras, pelo conceito racialista que agrupa pretos e pardos, e foi abandonada à própria sorte pela inoperância administrativa do poder público. Embora a segurança pública seja de responsabilidade dos governos estaduais o governo federal em nenhum momento investiu ou mesmo se mobilizou para que estas vidas não fossem perdidas. Mesmo vendo os números crescerem vertiginosamente a cada ano o quadro não foi corretamente diagnosticado e muito menos priorizado.
Então se existe o racismo institucional no Brasil o seu grande impacto manifestou-se durante o governo Lula? Retornando a razão entre os números de homicídios de brancos e negros na população geral, entre 2002 e 2010, a situação foi esta: passou de 1,42 para 2,49. Porém não existe a possibilidade da deterioração do quadro ter ocorrido por motivos raciais. Ninguém debita isto ao PT. Pelo menos do crime de racismo contra os negros ele está inocente. Porém não da desídia no desempenho das suas funções. Embora a resposabilidade primária caiba aos estados, deveria a União agir nos casos de desastres como estes. Principalmente provendo meios para que as regiões mais pobres garantissem a segurança dos seus habitantes, todos eles cidadãos que deveriam gozar do direito constitucional à segurança pessoal.
Retornando ao IPEA e ao seu BAPI. O gráfico foi retirado da própria apresentação do boletim:
Homicídios por idade
Como vimos acima as mortes por homicídios em São Paulo e no Rio de Janeiro reduziram-se na década, comparando o ano de 2002 com o de 2010, os números absolutos na soma de ambos os estados foram 4.742 brancos e 5.183 negros, totalizando menos 9.925 vítimas de assassinatos em todas as idades. Este número simplesmente não reflete no gráfico. O ganho ocorrido aqui foi perdido pela inoperância em outros estados. Apesar destes números explosivos, em tão curto período de tempo, demonstrando a rápida deterioração da defesa da vida humana o que sugere para as ações públicas de fundo o produtor, articulador e disseminador de conhecimentos para aperfeiçoar as políticas públicas, também conhecido como IPEA:
“O combate à violência contra a população negra, principalmente os jovens, requer políticas públicas que reforcem a posição do Estado brasileiro como provedor de direitos, atuando como garantidor da igualdade de oportunidades e corrigindo distorções sociais historicamente produzidas pelas ideologias e práticas racistas no país. Evidentemente que, tomadas de forma isolada, apenas açõesna área da justiça criminal não são capazes de diluir a desigualdade racial. Contudo, se ampliadas, podem vir a atenuá-la, diminuindo os obstáculos para o desenvolvimento pleno das capacidades de um contingente considerável da população.”
Pesquisadores e analistas do IPEA e da SAE: nunca morreram tantos negros assassinados no Brasil, tanto em termos absolutos quanto relativos. Esta pandemia se manifestou há dez anos e não desde o passado remoto.
O que está ocorrendo nas regiões Norte e Nordeste não possui parâmetro anterior para comparação. Não há como justificar com distorções sociais historicamente produzidas pelas ideologias e práticas racistas o crescimento exponencial, 205% em menos de uma década, como o ocorrido nos oito estados citados anteriormente neste texto. O que estamos vendo é a falência pura e simples da estrutura legal, policial e judicial para enfrentar a violência.
Apesar dos efeitos nefastos das avaliações errôneas, da falta da elaboração e da implantação das políticas necessárias para a mitigação deste quadro assustador as autoridades federais, repetindo os erros do governo Lula, insistem que a solução será alcançada pela segurança sociológica e não pela segurança pública. Quantos brasileiros mais devem morrer para que sejam tomadas medidas adequadas e não idealizadas para enfrentar este problema?
A obsessão republicana por atacar os programas sociais não tem nada a ver com a fé no Estado mínimo
por Paul Krugman
Muitos comentaristas têm se referido a um relatório da Democracy Corps sobre reuniões de grupos de opinião com republicanos, e com bons motivos: Stanley Greenberg, o cofundador da organização, basicamente forneceu uma teoria unificada sobre a loucura que envolveu a política americana nos últimos anos.
O relatório deixa claro que a atual obsessão republicana por atacar programas que beneficiam os necessitados, desde cupons alimentares até a reforma da saúde, não tem a ver com um compromisso filosófico com o governo reduzido. Trata-se de ansiedade sobre o rumo da América em mutação, a sociedade multirracial e multicultural que estamos nos tornando, e de raiva de que os democratas estejam tirando o Dinheiro Deles e dando-o Àquelas Pessoas. Em outras palavras, continua sendo uma questão de raça, depois de tantos anos.
Uma ironia: são os liberais que acreditam na América, enquanto os conservadores, não. Eu acredito em nossa capacidade de mudar enquanto mantemos nossa natureza essencial. Acredito que os imigrantes de hoje serão incorporados ao tecido social, como os imigrantes italianos e judeus, um dia considerados fundamentalmente incompatíveis com o modo de ser americano, tornaram-se “brancos” em meados do século XX.
Outra ironia: o grande temor da direita de que os programas de seguro social efetivamente comprem votos minoritários para os democratas, levando a mais mudanças, torna-se uma profecia que se autocumpre. O Grande Velho Partido poderia ter tentado estender a mão aos imigrantes, moderado suas posições sobre o Obamacare e marcado posição como um partido moderado e sensato. Em vez disso, aliena todas as pessoas que precisa conquistar e possivelmente prepara a cena para a própria dominação liberal que ele teme.
Enquanto isso, uma importante concessão para nós, estudiosos obcecados, é que nenhum dos debates ostensivos que estamos tendo, por exemplo, sobre as crescentes listas de incapacitados, pode ser tomado pelo valor de face. Sim, precisamos triturar os números, mas no final o outro lado não se importa com a evidência.
• Fui omisso por não escrever sobre a nomeação de Janet Yellen para o Fed. Em parte foi por não ter exatamente certeza do que dizer e como explicar por que eu e tantos outros economistas estamos realmente felizes com a escolha. Mas Noam Scheiber, da New Republic, acertou o prego na cabeça ao escrever em um artigo que o animador sobre Yellen não é apenas seu histórico, mas com quem ela anda. Nisso, ela é definitivamente a candidata dos economistas.
Todos os sondados para o cargo já foram, de uma maneira ou de outra, próximos de Wall Street. Até Larry Summers, um histórico formidável como pesquisador, mas também um formidável histórico de ganhar dinheiro como consultor de firmas financeiras. E, embora você possa defender a tese em tempos normais de que um profundo conhecimento das finanças, dos mercados e tudo isso é bom, há duas verdades fundamentais aqui: Wall Street é amplamente responsável pela confusão atual, e os tipos financeiros têm estado constantemente errados, não apenas por não enxergar os riscos antes da crise, como ao diagnosticar o que viria depois. Acima de tudo, eles assumiram a posição de que socorrer os bancos abriria caminho para a recuperação de forma mais ampla, o que não aconteceu.
Enquanto isso, a macroeconomia acadêmica sensata se saiu muito bem, e Yellen está muito nesse campo. Por isso é, se quiser, um membro da minha tribo. O fato de sua indicação também ter feito história, se a nomeação for confirmada, será a primeira mulher a liderar o Fed, é apenas molho.
• Uma antiga piada sobre a economia é que é o único campo em que duas pessoas podem ganhar o Nobel por dizer coisas opostas. Até as pessoas que fazem a brincadeira, porém, provavelmente não imaginavam que aqueles dois sujeitos pudessem compartilhar o prêmio, que foi mais ou menos o que aconteceu este ano.
Mas na verdade aprovei o prêmio. O trabalho de Eugene Fama sobre mercados eficientes foi essencial para definir o parâmetro contra o qual se puderam testar alternativas. Robert Shiller fez mais que qualquer outro para codificar as maneiras como a hipótese do mercado eficiente falha na prática. Se Fama disse algumas besteiras nos últimos anos, não importa, ele mereceu esta honra, assim como Shiller. Quanto a Lars Peter Hansen, seu trabalho envolve métodos econométricos sobre os quais não tenho qualquer perícia, mas confiarei nos especialistas que o consideram um ótimo trabalho.
Dilma venceria eleição ainda no primeiro turno, aponta Ibope
O levantamento fez quatro cenários diferentes, em todos a atual presidente se reelegeria
Diario de Pernambuco – Diários Associados – Publicação: 24/10/2013
Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) divulgada nesta quinta-feira (24/10) indica que a presidente Dilma Rousseff se reelegeria ainda no primeiro turno se a eleição de 2014 fosse realizada hoje. O levantamento foi feito em parceira com o jornal O Estado de S. Paulo. Em relação à pesquisa anterior do Ibope, divulgada em 26 de setembro, Eduardo Campos teve uma evolução, subindo de 4% para 10%.
Nos quatro cenários apontados pelo instituto, Dilma tem entre 39% e 41% das intenções de voto, mais do que a soma das opções pelos adversários.
O estudo, em uma primeira e mais provável hipótese, colocou como possíveis adversários de Dilma o governador de Pernambunco, Eduardo Campos (PSB), e o senador por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Nesse cenário, Dilma marcou 41%, contra 14% de Aécio e 10% de Eduardo. Os votos nulo ou branco representam 22% e outros 13% não responderam ou não sabem em quem votar.
O Ibope colocou ainda outros três cenários. Um deles envolvendo um ex-postulante ao cargo em 2010, o ex-governador José Serra (PSDB). Com Dilma, Serra e Campos, os números ficariam em 40% 18% e 10%, respectivamente.
Em outra hipótese, a ex-senadora Marina Silva (PSB), que também pleiteou o cargo em 2010, entraria na disputa com Dilma e Aécio. Nesse cenário, Dilma aparece com 40% das intenções de voto, seguido por Marina, com 21%, e por Aécio, com 13%.
No último cenário, uma reedição da disputa de 2010, quando Dilma, Serra e Marina dominaram as eleições presidenciais. Nessa hipótese, Dilma venceria com 39%. Diferente do que ocorreu em 2010, Marina pularia para a segunda posição, com 21% dos votos, enquanto Serra teria 16% das intenções de voto.
O instituto Ibope ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios entre os dias 17 e 21 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Pesquisa anterior Em pesquisa Ibope anterior, divulgada em 26 de setembro pelo jornal O Estado de S. Paulo, Dilma aparecia com 38%. Mas, naquela ocasião, a ex-senadora Marina Silva ainda não havia se filiado ao PSB de Campos – ela cogitava concorrer pela Rede Sustentabilidade, partido cujo registro foi negado no início deste mês pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Naquela pesquisa, Marina tinha 16%, Aécio, 11%, e Eduardo, 4%.
Todos os cenários pesquisados
No cenário atual, no qual Dilma concorreria com Aécio e Eduardo
– Dilma Rousseff: 44% – José Serra: 23% – Branco/nulo: 20% – Não sabe/não respondeu: 13%
Espontânea Confira abaixo o resultado na parte da pesquisa em que o Ibope apurou a intenção de voto espontânea, na qual o pesquisador simplesmente pergunta em quem o eleitor votaria se a eleição fosse hoje, sem apresentar uma lista de candidatos:
– Dilma Rousseff: 21% – Lula: 7% – Marina Silva: 6% – Aécio Neves: 5% – José Serra: 4% – Eduardo Campos: 2% – Outros com menos de 1%: 1% – Branco/nulo: 13% – Não sabe/não respondeu: 40%
Rejeição A taxa de rejeição (percentual de eleitores que disse que não votaria no candidato de jeito nenhum) está distribuída da seguinte maneira, segundo o Ibope:
O Comitê de Política Monetária (COPOM) deliberou pelo aumento da taxa SELIC de 9% para 9,5% ao ano.
Durante um mês que foi marcado pelas atenções voltadas para o polêmico leilão do Campo de Libra, o governo acabou logrando promover mais uma vez o aumento da taxa oficial de juros, sem ter provocado muito alarde com a medida. Em sua 178ª reunião, realizada entre os dias 9 e 10 de outubro, o Comitê de Política Monetária (COPOM) deliberou pelo aumento da taxa SELIC de 9% para 9,5% ao ano.
Trata-se da quinta vez consecutiva em que esse “encontro especial” dos integrantes da diretoria do Banco Central (BC) decide por elevar a taxa referencial, contribuindo para a implementação de uma política monetária ainda mais arrochada. A escalada teve início há pouco mais de 6 meses, quando a 174ª reunião de 17 de abril optou pelo aumento de 7,25% para 7,5%. Desde então, a cada reunião ordinária – que se realiza regularmente a cada 45 dias – um novo aumento de 0,5% veio acontecendo. Um desastre para o País, que corre o sério risco de apresentar mais um Pibinho para o ano que se encerra em pouco mais de 60 dias.
SELIC em alta contínua
Os detalhes dos argumentos a favor do aperto podem sofrer uma ou outra variação. Mas o essencial da leitura das atas oficiais, divulgadas pelo Comitê após cada sessão realizada, é a opção por uma maior rigidez monetária. Tudo se passa como se houvesse um fantasma da inflação a sobrevoar de forma permanente o ambiente econômico brasileiro. Ocorre, porém, que a realidade do acompanhamento dos índices de preços e do ritmo de atividade da economia apresenta um quadro bastante diverso. Passado o equívoco de avaliação da chamada “inflação do tomate” de alguns meses atrás, o fato é que nem mesmo as tendências de desvalorização cambial têm colocado em risco qualquer descontrole inflacionário. A inflação medida pelo IPCA permanece no interior do intervalo aceitável pelas próprias diretrizes macroeconômicas, entre 2,5% e 6,5% anuais.
O curioso é que as reclamações da própria Presidenta Dilma vinham no sentido contrário da escalada altista. Ela sempre comenta a respeito de uma falta de “disposição” dos empresários em realizar os investimentos necessários para a retomada da atividade econômica de forma mais sustentada. Ocorre que os custos financeiros elevados contribuem para intimidar o investimento na esfera do produtivo, para postergar uma ousadia maior no campo da economia real. De um lado, em razão dos maiores custos dos empreendimentos, provocados pelos juros cada vez mais altos. Por outro lado, pelo incentivo ao parasitismo derivado da rentabilidade do recurso imobilizado no circuito financeiro. No país que reina soberano dentre os paraísos do financismo, fica realmente difícil apelar para o investimento que gere emprego e renda.
Efeitos perversos da alta dos juros
Além disso, a elevação da SELIC termina por comprometer também as próprias finanças públicas. Ao contrário do que pretende o discurso conservador do financismo, a política monetária de juros estratosféricos termina por piorar o próprio equilíbrio das contas orçamentárias. Se Dilma havia dito que o pacto mais importante de seu governo era pela austeridade no gasto público, seus assessores na área econômica parecem não estar preocupados em cumprir com tal diretriz. Afinal, a despesa pública de pior qualidade de todas é aquela realizada com o pagamento de juros e serviços da dívida pública. Dinheiro público jogado fora, literalmente.
Entre abril e outubro desse ano, como vimos, a SELIC subiu 2,25% ao ano. E esse é o indicador utilizado – vale a lembrança – para remunerar as despesas do endividamento público. Ora, se consideramos que o estoque total da dívida pública é da ordem de R$ 2 trilhões, apenas esses aumentos da taxa oficial provocaram uma despesa extraordinária de R$ 45 bilhões para o Tesouro Nacional. Apenas a título de comparação, o governo forçou a barra para a realização do leilão do Campo de Libra nas condições previstas no edital com o argumento de que haveria um bônus de R$ 15 bilhões a ser pago pelas empresas do consórcio vencedor. E esse seria um recurso importante para cumprir a meta de superávit primário. Ou seja, entra o valor por um lado, mais sai o triplo pelo ralo na mesma hora.
Já passou a hora de o governo mudar radicalmente a orientação de uso da política monetária. Está mais do que comprovada a ineficácia da elevação da taxa oficial de juros para qualquer tipo de ajuste da macroeconomia, onde a meta seja a da retomada do desenvolvimento. Juros elevados só fazem drenar recursos do Orçamento Geral da União para os setores que vivem do rentismo parasita. Com isso, ficam penalizadas as atividades da área social (saúde, educação, previdência social, entre outros), bem como as iniciativas de investimento em ciência e tecnologia, infra-estrutura e similares. Como a única preocupação do governo parece ser a do cumprimento de seu sacrossanto compromisso com o superávit primário, as demais despesas ficam sujeitas ao contingenciamento e a outros procedimentos de corte de verbas orçamentárias.
A alternativa do depósito compulsório
Se a equipe econômica está realmente convencida de que a abordagem liberal monetarista é a mais adequada, então que lance mão de outros instrumentos para inibir a demanda agregada e impeça o suposto risco da inflação. Mas que faça a opção pelo conservadorismo sem que isso implique um agravamento das finanças públicas. Qualquer manual de macroeconomia ensina que a política monetária pode ser implementada também por meio do depósito compulsório. Ou seja, o aumento da taxa de juros oficial não é o único meio para alcançar essa intenção de reduzir o ritmo da atividade econômica.
Mas o primeiro ponto é que a Presidenta seja informada de que aumentar a taxa SELIC vai na contramão de qualquer intenção desenvolvimentista ou mesmo de retomada da atividade econômica simplesmente. Caso contrário, vai ter de continuar a lançar mão dos equívocos de isenção tributária desenfreada e sem contrapartida. Ou então da concessão de benesses sob a forma de créditos subsidiados para os grandes conglomerados. Enfim, medidas que não resolvem o problema maior da valorização cambial e do elevado custo financeiro dos empreendimentos. E só carregam negativamente as finanças públicas, em razão da perda de receita que essas medidas provocam.
A alternativa ao aumento da taxa SELIC é mais neutra, do ponto de vista da política fiscal. Caso opte por promover um aumento nas alíquotas dos depósitos compulsórios do sistema financeiro, o governo não aumenta as despesas orçamentárias com juros e serviços da dívida pública. O resultado da decisão de impedir que os bancos aumentem ainda mais a base monetária da economia é o mesmo de um aumento da SELIC. Ele atua no sentido de inibir a demanda agregada, de impedir que o nível de consumo aumente para evitar supostos riscos de aumento dos preços.
Quem ganha com o aumento da SELIC?
A grande dúvida que permanece é relativa às razões que estariam a impedir, a todo o momento, que essa alternativa venha à tona no debate sobre as possibilidades de política econômica. Desde que o Plano Real foi lançado, o tripé fala explicitamente em juros elevados e não apenas em rigidez da política monetária. Isso porque os interesses do financismo focam em maiores ganhos para atividade financeira derivada do patamar oficial dos juros nas alturas. Elevação do depósito compulsório, pelo contrário, soa aos ouvidos da banca como sinônimo de maior intervenção e limitação à sua “liberdade” de sugar recursos do conjunto da sociedade para seus cofres privados.
Aos bancos não interessa que o governo eleve o depósito compulsório. O financismo, pelo contrário, joga todo seu poder na pressão para que o Brasil continue firme e forte na sua condição de campeão mundial da taxa de juros. Dessa forma, a cada aumento da SELIC, as taxas praticadas no balcão para clientes também são aumentadas. E com isso, fica assegurado que uma formidável quantia de recursos do Estado e da maioria da sociedade continuará sendo direcionada para o rentismo parasitário.
Por outro lado, SELIC nas alturas segue sendo fator de grande estímulo para o capital especulativo internacional, que vem também abocanhar seu naco na extrema generosidade oferecida pela política econômica vigente em nossas praias. Enfim, isso até que o FED – o Banco Central norte-americano – resolva subir um tiquinho de nada os juros nas terras de Obama. A partir desse momento, o fluxo se inverterá e parte desses recursos voltarão a buscar sua rentabilidade no lado de cima do Equador.
NSA ‘grampeou’ telefones de dirigentes de 35 países
Espionagem: NSA ‘grampeou’ telefones de dirigentes de 35 países
AFP Um alto funcionário americano entregou os números de telefone de 35 líderes mundiais à Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) para a realização de escutas, revela o jornal The Guardian nesta quinta-feira, baseado em documentos vazados pelo ex-analista de Inteligência Edward Snowden.
Esta nova revelação ocorre no momento em que a Alemanha protesta diante das informações sobre um possível “grampo” no telefone celular da chanceler Angela Merkel por parte dos Estados Unidos.
Ao reagir à indignação de Berlim, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, se negou a esclarecer se Washington efetivamente monitorou no passado as comunicações de Merkel.
Segundo documentos revelados nesta quinta pelo The Guardian, a NSA “espionou as conversas telefônicas de 35 dirigentes do mundo após um alto funcionário americano entregar uma lista com os números”.
Edward Snowden, atualmente refugiado na Rússia, é responsável por uma enxurrada de revelações sobre os “grampos” da NSA.
Em um documento interno com data de 27 de outubro de 2006, a NSA pede aos responsáveis de vários organismos do Executivo, incluindo Casa Branca, departamento de Estado e Pentágono, que “compartilhem seus números de telefone e endereços (e-mail) com a agência”.
Apenas um destes responsáveis, cuja identidade e função não foram reveladas, entregou “200 números, entre eles os de 35 dirigentes mundiais”, comemoram dirigentes da NSA no documento, acrescentando que o monitoramento destes números não deu grandes resultados.
The Guardian entrou em contato com o governo americano sobre este novo documento, mas não obteve resposta.
A oposição manifesta da mídia ao governo. Caso da espionagem
“O melhor papel que ela pode fazer dentro do plano traçado com seus conselheiros, inclusive e, sobretudo, o de marketing político, é essa denúncia “vigorosa”, às vezes “rude” com que tratou o assunto desde o início. (…)A presidente Dilma seguiu o script que melhor convinha ao papel que pretende apresentar ao eleitorado brasileiro na eleição de 2014 (…)A questão central é que o Brasil não vai conseguir levar para o plano prioritário do mundo essa questão da espionagem americana (…) O resto é propaganda política interna.”
Merval Pereira
Outros falaram da infantilidade do governo em cancelar a visita de Dilma aos EUA, que o discurso de Dilma na ONU foi “exagerado”, um comentarista aqui do blog chegou a falar que se tratava de um ataque ideológico de antiamericanismo, que foi uma “falta de cortesia” com o “anfitrião” (sic). Falaram, também que era “esperneio” para esconder a incompetência do governo em resguardar os seus dados.
Em Moçambique, Chile ou Brasil, a solidariedade internacional é importantes para fortalecer a resistência contra megaprojetos feitos sem consulta às populações.
O meu trabalho profissional leva-me a viajar por vários países. As experiências que colho, não podendo confirmar ou infirmar as hipóteses de trabalho que orientam o meu trabalho científico, dão-me informações preciosas sobre o pulsar do mundo, sujeito a pressões globais, mas de modo nenhum unívoco nas repostas que lhes dá. A pretensa ausência de alternativas para problemas ou conflitos concretos num dado país não passa de um argumento útil a quem está no poder e nele se quer perpetuar.
No passado mês de Julho, pude conviver de perto com os camponeses moçambicanos em luta contra a atividade mineira e os projetos agroindustriais que os expulsam das suas terras e os realojam em condições sub-humanas, destroem a agricultura familiar que em grande medida alimenta a população, contaminam as águas dos rios, destroem os seus cemitérios, e frequentemente os submetem a repressão policial violenta. Tudo em nome do progresso e do crescimento econômico, mas de facto apenas para permitir lucros escandalosos às empresas multinacionais envolvidas (muitas delas brasileiras) e rendas parasitas às elites político-econômicas locais.
Os contatos entre camponeses moçambicanos e brasileiros foram cruciais para fortalecer a sua luta através da solidariedade internacional e alimentar a esperança de que a resistência possa ter êxito.
Há duas semanas, no Chile, vivi momentos de emoção frente ao Palácio de La Moneda onde há quarenta anos o Presidente eleito Salvador Allende foi deposto pelo golpe de Pinochet, preparado por uma forte campanha de desestabilização orquestrada por Washington, muito semelhante à que está a ser orquestrada agora contra Venezuela, facilitada por alguns erros de um chavismo que não sabe existir sem Chávez.
Em vésperas de eleições, as marcas da ditadura continuam a assombrar as elites políticas e vida social dos chilenos. A privatização da educação, da saúde e da segurança social (as mesmas políticas que hoje se implantam no nosso país) tiveram consequências devastadoras para o bem-estar da grande maioria da população, e a provável vitória de Michelle Bachelet poderá representar o esforço, ainda que limitado, para reverter a situação de desproteção social que avassala o país.
Estará Portugal condenado a repetir a história do Chile, no nosso caso, esvaziando a democracia para depois lhe tentar devolver algum significado? Para simbolizar que as continuidades sempre convivem com rupturas, no dia anterior à minha partida, mais de 50.000 chilenos e chilenas, na maioria jovens, desfilaram numa arrojada marcha de orgulho gay, como que dizendo que, tal como os estudantes revoltados de 2012 e os povos mapuches em luta contra o saque dos seus recursos naturais, são parte de um novo Chile pós-conservador e pós-neoliberal.
Escrevo esta crônica a partir da Cidade de México. Dias antes, em Guadalajara, tive um encontro com representantes do povo Wixarika em luta contra uma empresa mineira canadense autorizada pelo governo mexicano a extrair minério a céu aberto nos seus territórios sagrados de Wiricuta, São Luís de Potosi. Basta este nome para mostrar a continuidade do saque dos recursos naturais destes povos desde o início da colonização espanhola até hoje.
Tal como em Moçambique, no Chile ou no Brasil, a solidariedade internacional e o envolvimento de órgãos da ONU serão importantes para fortalecer a resistência contra estes megaprojetos feitos sem consulta às populações, com as mais graves violações dos direitos humanos e do meio-ambiente. Entretanto, o governo priista propõe uma reforma educativa com um perfil semelhante à que está a ser feita em Portugal. E, tal como cá, também os sindicatos dos professores do México protestam massivamente contra as reformas. Os sindicatos mexicanos são muito fortes e, apesar de o governo os tentar enfraquecer, adotam formas de luta que incluem ocupação de edifícios públicos e praças, bloqueamento de estradas, ou anulação das portagens nas autoestradas. Estes exemplos mostram que merece a pena continuar a lutar por um mundo mais justo e ecologicamente mais equilibrado. Os que lutam podem ter a certeza de que não estão sozinhos.
Depois de tanto criticar o suposto “conluio” entre juízes e advogados, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, participou de um jantar oferecido pelo advogado Carlos Siqueira Castro (quarto da esq. à dir.), um dos mais atuantes na corte, de quem é colega na Universidade Estadual do Rio de Janeiro; ao ser questionado, pediu à sua assessoria que informasse que “Barbosa não relata casos do advogado”; informação, no entanto, é 100% falsa; um rápido levantamento, no próprio site do STF, aponta que o presidente do STF atuou não apenas como relator, mas também como juiz, em vários casos relatados pelo amigo Siqueira Castro; faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?
25 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 06:59
247 – Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Será essa a lógica do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa? Durante muito tempo, ele se negou a receber advogados na suprema corte, alegando um suposto “conluio” entre magistrados e representantes da defesa no Judiciário brasileira, que poderia contaminar as decisões.
Com essa atitude, Barbosa semeou a imagem de vingador da Justiça e teve vários atritos com entidades de classe da magistratura, que defendiam o diálogo entre as partes. Dias atrás, no entanto, a regra de Barbosa foi quebrada, quando ele participou de um jantar oferecido pelo advogado Carlos Siqueira Castro, dono de um dos principais escritórios do País e seu colega na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O encontro não teria maiores repercussões se Barbosa, que já se coloca como eventual presidenciável, não tivesse cultivado a imagem de justiceiro inatacável. O caso foi abordado pelo Painel, da Folha de S. Paulo, na edição de ontem e o presidente do STF afirmou que só foi ao jantar na casa do advogado porque se tratava de uma homenagem a uma delegação francesa, em visita ao Rio de Janeiro.
Leia abaixo:
Entre amigos Joaquim Barbosa participou no sábado de um jantar na casa do advogado Carlos Siqueira Castro, no Rio. O evento foi oferecido ao presidente do Supremo Tribunal Federal e ao presidente do Conselho Constitucional francês, Jean Louis Debré.
Histórico Durante o julgamento do mensalão, Barbosa foi criticado por não receber criminalistas em seu gabinete e apontou “conluio” entre juízes e advogados.
Veja bem “Compareci, sim, ao jantar. Era uma homenagem à delegação francesa”, diz o ministro. Ele é colega de Siqueira Castro na Uerj e atuou com ele no Ministério Público. Sua assessoria diz que Barbosa não relata casos do advogado.
No entanto, o problema está na última frase. Orientada ou não pelo chefe, a assessoria do STF mentiu para a Folha de S. Paulo ao afirmar que Barbosa não relata casos do advogado.
Uma rápida pesquisa no próprio site do STF permite observar que Barbosa não apenas relatou como também julgou diversas ações patrocinadas pelo colega da Uerj.
Confira a lista abaixo, levantada pelo 247 no sistema de informações públicas do STF:
PROCESSOS DE SIQUEIRA CASTRO RELATADOS POR BARBOSA NA PRESIDÊNCIA DO STF, INCLUSIVE PENDENTES DE DECISÃO
ARE 728879 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
AMICO SAÚDE LTDA
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
ADV.(A/S)
GUSTAVO GONÇALVES GOMES
RECDO.(A/S)
MARIA DE LOURDES CHIEROTO
ADV.(A/S)
SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
ARE 758110 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
AMICO SAUDE LTDA.
ADV.(A/S)
GUSTAVO GONÇALVES GOMES
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
RECDO.(A/S)
WILMA MARIA FARABOLINI
ADV.(A/S)
SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
ARE 758513 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
HISASHI KATAOKA E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
FABIO LEMES DE ALBUQUERQUE
ADV.(A/S)
MARCOS SOBRINHO
ARE 764011 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
ROBSON ROBERTO TEIXEIRA
ADV.(A/S)
ALEXANDRA BERNARDO VAZ E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A
ADV.(A/S)
HISASHI KATAOKA
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ARE 742759 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
CRISTIANE MONTALIONE SILVA
ADV.(A/S)
DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RECDO.(A/S)
LIGHT – SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A
ADV.(A/S)
HISASHI KATAOKA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ARE 770602 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
INDAIÁ BRASIL ÁGUAS MINERAIS LTDA
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
FRANCISCO ANTÔNIO BESERRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
VENCESLAU PERES DE SOUZA
INTDO.(A/S)
BRADESCO SEGUROS S/A
ADV.(A/S)
RENATO TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S)
ARE 776268 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
PRECE – PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
HISASHI KATAOKA E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
JULIO DA COSTA MONTEIRO
ADV.(A/S)
ZÉLIA MARIA FERNANDES DE LUNA E OUTRO(A/S)
RE 765565 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
PA – PARÁ
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
CVRD – CIA VALE SO RIO DOCE
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
TENÓRIO LIMA MARINHO
ADV.(A/S)
RONEY FERREIRA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
RE 771634 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
ES – ESPÍRITO SANTO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
TIM CELULAR S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
TEIXEIRA E SANTIAGO LTDA
ADV.(A/S)
SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
PROCESSOS DE SIQUEIRA CASTRO RELATADOS POR BARBOSA ANTES DA PRESIDÊNCIA DO STF
AI 515501 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
SIBELE SENA CAMPELO
ADV.(A/S)
LEILA MARCIA MACIEL NEVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
TELELISTAS EDITORA S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AI 604641 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
MERCK S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
UNIÃO
ADV.(A/S)
PFN – ZACHARIAS MANOEL MENDES NETO
AI 607517 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
TELPLAN – TELECOMUNICAÇÕES E PLANEJAMENTO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
GILBERTO EIFLER MORAES E OUTRO(A/S)
AI 612656 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
MCDONALD’S COMÉRCIO DE ALIMENTOS S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
SERRADOR RIO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA
ADV.(A/S)
PAULO ZIDE E OUTRO(A/S)
AI 637253 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
DF – DISTRITO FEDERAL
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL – PREVI
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
LUIS ALBERTO PRATES FRÓES
ADV.(A/S)
ANTÔNIO CARLOS BUFULIN
AI 716334 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S)
OPPORTRANS CONCESSÃO METROVIÁRIA S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO
AI 740860 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
PORTUS – INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO
AGDO.(A/S)
CARLOS FERNANDO RODRIGUES
ADV.(A/S)
CLEITON LEAL DIAS JÚNIOR
Rcl 4784 – RECLAMAÇÃO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECLTE.(S)
ELOÁ DOS SANTOS CRUZ
ADV.(A/S)
LUIZ GONZAGA QUINTANILHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
RECLDO.(A/S)
RELATOR DA RECLAMAÇÃO Nº 2.259 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
INTDO.(A/S)
VALE S/A ( ATUAL DENOMINAÇÃO DA COMPANHIA VALE DO RIO DOCE)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
UNIÃO
ADV.(A/S)
ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES
INTDO.(A/S)
MÁRIO DAVID PRADO SÁ E OUTRO(A/S)
RE 232328 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
CE – CEARÁ
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECDO.(A/S)
UNIÃO
ADV.
PFN – WALTER GIUSEPPE MANZI
RECDO.(A/S)
CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO NORDESTE DO BRASIL – CAPEF
ADVDOS.
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.
GUILHERME LIMA BRAGA
AI 421261 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
CONDUTO – COMPANHIA NACIONAL DE DUTOS
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
ADV.(A/S)
HERALDO MOTTA PACCA
AI 502765 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
PRONEP ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
VALDO CARLOS DE OLIVEIRA BUCCOS
ADV.(A/S)
BARBARA REGINA CARVALHO E OUTRO(A/S)
AI 547744 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
BANCO BANERJ S/A
ADV.(A/S)
RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AGDO.(A/S)
ADRIANO MEJDALANI NEVES
ADV.(A/S)
PAULO RICARDO VIEGAS CALÇADA
AI 611142 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
DANIEL SILVIO PENHA
ADV.(A/S)
CARLA SOARES VICENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
PORTUS – INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AI 655542 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
CARREFOUR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA
ADV.(A/S)
HUGO FILARDI PEREIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
ADV.(A/S)
HISASHI KATAOKA
AGDO.(A/S)
SEBASTIÃO GOMES DIAS
ADV.(A/S)
TARCISIO ABREU LADEIRA E OUTRO(A/S)
AI 712372 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
JOSÉ MARIO PINHEIRO PINTO
ADV.(A/S)
TIRANY DA COSTA SOUZA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
FERNANDO JOSÉ LEMME WEISS
ADV.(A/S)
JOÃO AQUILES NETTO DE PAIVA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
VALTER DA CUNHA PINHEIRO
ADV.(A/S)
JOSÉ LUIZ CARAM
AGDO.(A/S)
EMANUEL MACABU MORAES
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AGDO.(A/S)
HAMILTON LIMA BARROS
ADV.(A/S)
NEWTON FERNANDES DE FARIAS
AGDO.(A/S)
FRANCISCO VENTURA DE TOLEDO
ADV.(A/S)
LAURO MÁRIO PERDIGÃO SCHUCH
AGDO.(A/S)
TÂNIA CASTRO GÓES
ADV.(A/S)
PEDRO AUGUSTO DE FREITAS GORDILHO
AGDO.(A/S)
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AI 764834 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
ANDRÉ MARCOS BRANDÃO
ADV.(A/S)
ANDRÉ MARCOS BRANDÃO
AGDO.(A/S)
COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS – CEDAE
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RE 526618 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
NKB SÃO PAULO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS LTDA.
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
HEITOR FARO DE CASTRO
RECDO.(A/S)
UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RE 599709 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RECDO.(A/S)
COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL – INSS
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AI 455086 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
LABORATÓRIOS CANONNE LTDA
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL – INSS
ADV.(A/S)
PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AI 521422 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
LABORATÓRIOS B. BRAUN S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AGDO.(A/S)
UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AI 566883 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
FRANCISCO LUIZ BERTOZZI
ADV.(A/S)
ROBERTO MOHAMED AMIM JÚNIOR
AGDO.(A/S)
PORTUS – INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AI 616973 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO SUL FLUMINENSE
ADV.(A/S)
RAQUEL CRISTINA RIEGER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – BANERJ
ADV.(A/S)
RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
FERNANDA ROCHEL NASCIUTTI
AI 680885 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
WILSON PEREIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S)
BANCO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO S/A – BANERJ – EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO BANERJ S/A
ADV.(A/S)
VICTOR RUSSOMANO JÚNIOR
AGDO.(A/S)
BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S)
VICTOR RUSSOMANO JR E OUTRO(A/S)
AI 718542 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
AIDA GOULART TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
SÉRGIO EDUARDO RODRIGUES DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
AI 834188 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS – CEDAE
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
LUIZ CARLOS GRAVITOL
ADV.(A/S)
MARIANA DE BARROS PAULON
RE 544262 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
UNIÃO
ADV.(A/S)
PFN – JACQUELINE CARNEIRO DA GRAÇA
RECDO.(A/S)
ELECTRO VIDRO S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AI 466630 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
CE – CEARÁ
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
JOSÉ EDI DOS REIS
ADV.(A/S)
MARTHIUS SÁVIO CAVALCANTE LOBATO
ADV.(A/S)
JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE
AI 538941 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
VALDIR CLOTILDES FERREIRA
ADV.(A/S)
MARTHIUS SÁVIO CAVALCANTE LOBATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO BANERJ S/A
ADV.(A/S)
VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO BANERJ S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
ADV.(A/S)
RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE
AGDO.(A/S)
CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO SISTEMA BANERJ – PREVI/BANERJ – EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
ADV.(A/S)
ANA CRISTINA ULBRICHT DA ROCHA E OUTRO(A/S)
AI 589121 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
TELPLAN – TELECOMUNICAÇÕES E PLANEJAMENTO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO DO BRASIL S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
GILBERTO EIFLER MORAES E OUTRO(A/S)
AI 625653 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
HAEGLER S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL – INSS
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AI 689417 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
IVO GOMES BAPTISTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
LUCIANA ROSÁRIO GOMES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
PORTUS – INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AI 737937 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
SIMETAL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S)
JOSÉ ALCIDES MONTES FILHO
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AGDO.(A/S)
ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RE 581042 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
RIO-SUL SERVIÇOS AÉREOS REGIONAIS S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
UNIÃO
ADV.(A/S)
PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AI 540536 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
JOÃO MANOEL PEREIRA
ADV.(A/S)
ROBERTO MOHAMED AMIN JUNIOR
AGDO.(A/S)
INSTITUTO PORTUS DA SEGURIDADE SOCIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTROS
AI 683208 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
MARCO AURÉLIO DE SOUZA LAGE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
JOSÉ EYMARD LOGUÉRCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
VICTOR RUSSOMANO JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO S/A – BANERJ (EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA DE CASTRO
ARE 664967 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
MAGNA DE JESUS AGUIAR
ADV.(A/S)
WALTER LUIZ SALOMÉ DA SILVA
RECDO.(A/S)
FLEURY S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AI 774585 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR – ABRAPP
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES
ADV.(A/S)
FÁTIMA LUIZA DE FARIA COSTA DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
ARE 704926 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
CARREFOUR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AI 799706 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
ARE 706549 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RN – RIO GRANDE DO NORTE
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
LOCALIZA FRANCHISING BRASIL S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
MARCOS DE LIMA BRITO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
PORCINO FERNANDES DA COSTA JUNIOR – ME
ADV.(A/S)
JOSÉ LUIZ CARLOS DE LIMA E OUTRO(A/S)
PROCESSOS DECIDIDOS POR BARBOSA QUE AGORA ESTÃO COM BARROSO
ARE 703889 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA SUBST. MIN. ROBERTO BARROSO
RECTE.(S)
JOSÉ SCALFONE NETO
ADV.(A/S)
SEBASTIÃO SCALFONE
RECDO.(A/S)
COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO
ARE 649060 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA SUBST. MIN. ROBERTO BARROSO
RECTE.(S)
CONSTRUÇÕES E COMÉRCIO CAMARGO CORRÊA S.A.
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DE PRESIDENTE PRUDENTE
Nos anos 90, eu escrevi uma coluna sobre uma das formas que o jornal italiano “La Repubblica” marcou seu 20º aniversário: publicando um encarte contendo artigos de duas décadas atrás. Em um momento de distração, eu confundi histórias de 20 anos atrás com novas –apesar de que, em minha defesa, grande parte das notícias dos 20 anos anteriores ser mais ou menos o que eu esperaria ler na edição atual. Mas não foi culpa do “La Repubblica”, mas sim da Itália: quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas.
Naquela coluna dos anos 90, eu me queixei sobre o estado curioso das coisas: em assuntos legais, certos jornais tendiam ficar ao lado de réus ilustres mas, em vez de tentarem demonstrar a inocência dos réus, eles questionavam a competência ou idoneidade do juiz, publicando artigos ambíguos, alusivos ou até mesmo deliberadamente acusatórios.
Na teoria, demonstrar durante um julgamento que a acusação é de alguma forma tendenciosa ou injusta seria um bom exemplo da democracia em funcionamento (quem dera isso fosse possível em julgamentos falsos, que tantas ditaduras realizam para exibição). Mas em uma sociedade na qual não apenas a acusação, mas também o juiz pode ser sistematicamente deslegitimado, a priori, algo claramente está quebrado. Ou a Justiça não está funcionando ou as equipes de defesa não estão funcionando.
Todavia, é isso o que estamos vendo na Itália há algum tempo. A primeira ação do acusado não é apontar os furos nas evidências contra ele, mas demonstrar ao público que seu acusador não está acima de suspeita. Se o acusado tem sucesso nesse esforço, o andamento do julgamento de fato passa a ser secundário. Afinal, o fator decisivo nos julgamentos televisionados é a opinião pública. O público, de modo geral, tem pouca fé nas autoridades investigativas e frequentemente tem o poder de convencer os jurados que seria impopular ficar ao lado dessas autoridades.
Portanto, o julgamento deixa de ser um debate entre duas partes, que apresentam evidência e contraevidência; ele passa a ser um duelo de mídia –um que pode ter início antes mesmo do começo do julgamento de fato– no qual os réus podem questionar o direito do promotor de acusar e o direito do juiz de julgar.
Se você consegue mostrar que seu acusador é um adúltero ou tem outros pecados ou crimes no seu passado –mesmo se não tiverem nada a ver com o julgamento– você já ganhou. No caso de um juiz, aparentemente não é nem mesmo necessário demonstrar que ele de fato cometeu um crime. A insinuação é uma ferramenta incrivelmente poderosa. Basta fotografar um juiz jogando uma ponta de cigarro no chão ou apontar suas meias turquesas como evidência de falta de senso de moda –e esses dois incidentes já aconteceram. Isso muda a balança do poder: o juiz se torna o acusado, com base nas insinuações de que ele é bizarro ou uma pessoa de algum modo não confiável, cujas falhas o tornam inadequado para o cargo.
Dado que essa tática persiste há tantos anos, na superfície ela parece ser eficaz. Por outro lado, isso também pode instigar os piores instintos da pessoa comum: por exemplo, alguém que recebe uma multa de estacionamento pode se inspirar a tentar acusar o policial de agir por despeito, de ser invejoso da pessoa que é dona de um BMW –talvez até mesmo de ser comunista. Agora, qualquer alvo de investigação começa a parecer Joseph K. em “O Processo”: inocente, mas enfrentando um sistema judiciário impenetravelmente paranoide.
Eu disse anos atrás e direi de novo. Lembre-se disso na próxima vez que alguém pegar você com a mão na botija ou –por que parar aí?– quando você entregar um suborno para o policial que pegou você rachando o crânio de sua avó com um machado: não se preocupe em lavar o sangue ou tentar provar um álibi absurdo. Tudo o que você precisa fazer é mostrar que, 10 anos antes, o policial que pegou você com a mão na botija (ou segurando o machado) não pagou impostos sobre um bolo de Natal que ele recebeu de presente de alguma empresa. Pontos extras se você conseguir levantar a suspeita de que o policial e o presidente-executivo da empresa já foram velhos amigos.
Produto da Monsanto é suspeito de aumentar casos de câncer na Argentina
Empresa diz que “não tolera o uso indevido” de agrotóxicos “ou a violação de qualquer lei, regulamento ou decisão judicial”
Atualizado às 22p7
Pesticidas fabricados pela Monsanto, indústria de agricultura norte-americana, são suspeitos de serem os responsáveis por problemas de saúde que vão desde defeitos congênitos a câncer na Argentina, segundo uma reportagem da AP (Associated Press) divulgada nesta segunda-feira (21/10). De acordo com a agência, a ausência de leis que regulem agrotóxicos levou ao uso incorreto deles no país, levando determinados estados a terem taxas maiores de câncer, por exemplo, que outros.
A reportagem aponta que, na província de Santa Fe, o centro da indústria argentina de soja, as taxas de câncer são de duas a quatro vezes mais altas que a média nacional. Apesar da proibição pela província do uso de pesticidas a menos de 500 metros das áreas povoadas, a AP descobriu evidências de que químicos tóxicos são usados a apenas 30 metros das residências.
Em Chaco, a região mais pobre, a probabilidade de crianças nascerem com defeitos congênitos são quatro vezes maiores desde que a biotecnologia expandiu a agricultura.
“A mudança no modo como a agricultura é produzida trouxe, francamente, uma mudança no perfil das doenças”, afirmou à AP o pediatra Medardo Avila Vazquez. “Nós passamos de uma nação bastante saudável a uma com taxas altas de câncer, defeitos congênitos e doenças raramente vistas antes”.
Wikicommons Plantação de soja na Argentina: país é o terceiro maior produtor no mundo
Em resposta às reclamações, a presidente Cristina Kirchner criou em 2009 uma comissão para estudar o impacto de agrotóxicos na saúde humana. O relatório oficial pediu por “controles sistemáticos de herbicidas e seus componentes (…) Assim como exaustivos estudos em laboratório e em campo envolvendo formulações contendo uma substância química chamada glifosato, considerada quase inofensiva a seres humanos, e suas interações com outros químicos que são usados em nosso país”. Entretanto, a última reunião do comitê foi em 2010.
O secretário de Agricultura, Lorenzo Basso, afirmou que as pessoas estão desinformadas na Argentina. “Eu vi inúmeros documentos, pesquisas, vídeos, artigos nas notícias e nas universidades e, realmente, nossos cidadãos que leem isso ficam confusos e tontos”, disse. “Nosso modelo, como uma nação de exportação, tem sido questionado. Precisamos defender nosso modelo”.
A AP entrevistou o camponês Fabian Tomasi, que trabalhou bombeando pesticidas sobre plantações e, agora, sofre de problemas neurológicos. “Eu preparei milhões de litros de veneno sem nenhum tipo de proteção, sem luvas, máscaras ou roupas especiais”, afirmou. “Eu não sabia de nada. Só fiquei sabendo depois o que isso fez comigo, depois que contatei cientistas”.
O pesticida químico da Monsanto, Roundup, contém glifosato. A AP descobriu que esse composto está sendo usado na Argentina em uma série de maneiras que são “inesperadas pela ciência reguladora ou especificamente proibidas pela legislação vigente”.
Em resposta à pesquisa da agência, a Monsanto divulgou um comunicado dizendo que “não tolera o uso indevido de pesticidas ou a violação de qualquer lei de pesticidas, regulamento ou decisão judicial”. “A Monsanto leva a administração de produtos a sério e nós nos comunicamos regularmente com nossos clientes sobre uso adequado dos nossos produtos”, afirmou o porta-voz Thomas Helscher, em nota.
Wikicommons Funcionário prepara pesticida da Monsanto para uso nas plantações com proteção adequada; falta de precaução pode causar doenças
Na reportagem, a AP afirma que pode ser impossível provar que um composto químico específico causou a doença de um indivíduo. Mas, médicos consultados têm cada vez mais pedido por pesquisas mais amplas, a longo prazo e independentes, dizendo que os governos deveriam fazer a indústria provar que agrotóxicos acumulados não estão deixando as pessoas doentes.
A Argentina foi um dos primeiros países a adotar a biotecnologia da Monsanto para aumentar sua produção agrícola. Com esses produtos, o país se tornou o terceiro maior produtor de soja no mundo. Atualmente, as plantações de soja são inteiramente modificadas pelos produtos químicos, assim como a maior parte das de milho e algodão.
O inédito método poderá abrir o caminho a tratamentos eficazes da calvície feminina.
Cientistas norte-americanos desenvolveram um método de regeneração capilar capaz de promover o crescimento de raiz do cabelo humano. Os seus resultados foram publicados na edição desta semana da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Angela Christiano, da Universidade de Columbia (EUA), e os seus colegas utilizaram para isso papilas dérmicas, estruturas da pele que dão origem aos folículos do cabelo. A ideia de clonar folículos capilares a partir de papilas dérmicas já circula há várias décadas, mas até agora, quando os cientistas tentavam fazê-lo, as papilas perdiam a sua capacidade de produzir folículos e regressavam ao estado de simples culturas de células da pele.
Contudo, Colin Jahoda, co-autor do estudo, já tinha conseguido há vários anos colher, multiplicar e transplantar de volta para a pele de roedores papilas dérmicas desses animais, explica um comunicado daquela universidade. E os cientistas suspeitavam desde então que isso tinha sido possível porque, ao contrário das papilas dérmicas humanas em cultura, as dos roedores têm tendência a formar agregados tridimensionais. Era portanto provável que, de alguma maneira, esses agregados fossem capazes de recriar o seu próprio ambiente extracelular, fazendo com que as papilas interagissem devidamente e emitissem os sinais necessários para reprogramar a pele e induzi-la a formar novos folículos.
“Isto fez-nos pensar que se cultivássemos as papilas dérmicas humanas de forma a incitá-las a formar agregados, tal como as dos roedores fazem espontaneamente, poderíamos criar as condições necessárias para induzir o crescimento de cabelo na pele humana”, explica a co-autora Claire Higgins, citada pelo mesmo comunicado.
Para testar esta hipótese, os cientistas cultivaram papilas dérmicas colhidas junto de sete dadores humanos. Passados uns dias, transplantaram essas papilas para um enxerto de pele humana previamente colocado no dorso de ratinhos de laboratório. Em cinco casos, os transplantes deram origem a um crescimento capilar “de raiz”, por assim dizer, que se prolongou durante pelo menos seis semanas. Através de análises genéticas, foi possível confirmar ainda que o ADN dos novos folículos era geneticamente idêntico ao dos respectivos dadores.
“Esta abordagem tem o potencial de transformar o tratamento médico da perda de cabelo”, diz por seu lado Angela Christiano. “Os tratamentos actuais tendem a travar a perda de folículos capilares ou a estimular o crescimento de cabelo já existente, mas não criam novos folículos. O nosso método tem, pelo contrário, o potencial de fazer crescer novos cabelos a partir das próprias células das pessoas.”
Isto poderá servir, em particular, para tratar a perda de cabelo nas mulheres. Cerca de 90% das mulheres que sofrem de perda de cabelo não são elegíveis para a técnicas de cirurgia de transplantação capilar, uma vez que não existe cabelo suficiente para redistribuir pelo couro cabeludo, explica ainda a investigadora. “Agora, este método dá-nos a possibilidade de induzir grandes quantidades de folículos – ou de rejuvenescer os que já existem – a partir de células provenientes de apenas umas centenas de cabelos, o que pode tornar a transplantação capilar acessível não só a estas mulheres, mas também aos grandes queimados.”
Embora sejam precisos mais estudos para confirmar estes resultados, os cientistas acreditam na possibilidade de dar início a ensaios clínicos do novo método num futuro próximo.
We’ve made the list of the world’s 10 most beautiful cities, now we present the ten ugliest. There may be countless ugly small and medium-sized cities around the world, but these are the ten least attractive of the world’s capitals and major cities. If you live in any of these places, you’ll surely disagree, but here is our unbiased list:
1 | GUATEMALA CITY, GUATEMALA
This fumes-and-crime-filled city is the capital of an otherwise beautiful country. It looks more like a slum than a capital city, with most buildings appearing on the verge of collapse.
MEXICO CITY, MEXICO
2 | MEXICO CITY, MEXICO
It’s currently known as one of the world’s most dangerous cities, but even if it was a safe haven, it still would not be a very inviting city. It’s one of the world’s most polluted and there isn’t much to look at.
AMMAN, JORDAN
3 | AMMAN, JORDAN
The capital of the country with one of the world’s most fascinating historical sites (magical Petra) should simply be an arrival and departure point on your travel itinerary. Unless you enjoy dirty, chaotic streets and ugly buildings looking like they’re crumbling on top of each other.
4 | CARACAS, VENEZUELA
Venezuela is known for its extraordinary success at international beauty pageants and Venezuelan women are famous for their plastic surgery-enhanced bodies, but the country’s capital sure is no beauty. Not only is it surrounded by shantytowns, its most central districts seem devoid of planning and style.
CARACAS, VENEZUELA
5 | LUANDA, ANGOLA
It’s undergoing a spectacular boom as the capital of Africa’s recent economic success story, but let’s hope the new development creates something more attractive than what we see now: ugly apartment buildings dotting the skyline of what incredibly is the world’s most expensive city.
LUANDA, ANGOLA
6 | CHISINAU, MOLDOVA
Moldova’s capital is an eyesore. It’s an industrial city mostly made up of very ugly Soviet-style apartment buildings, most of them decaying (and not very clean either). There are many unattractive Soviet-era cities in Eastern Europe, but we expect more from a capital.
7 | HOUSTON, USA
Houston, we have a problem: You’re ugly. This is the United States’ fourth largest city when it comes to population, but the attraction sure isn’t scenery. There are many other ugly American cities (let’s face it — American metropolises aren’t exactly beauties: Atlanta, Cleveland…), but this one should win the title of ugliest of them all, with a large impoverished and homeless population (close to one in five families live below the poverty line) and a cityscape with no formal zoning regulations.
8 | DETROIT, USA
Here’s the ugly truth: Detroit is ugly. Not just aesthetically but also in quality of life, which explains why it lost a quarter of its population in a decade. One of the highest crime rates in the country may have contributed to that, but this is also a dirty, rundown city mostly made up of brick, concrete and glass. Not pretty.
SÃO PAULO, BRAZIL
9 | SAO PAULO, BRAZIL
Nature seems to have concentrated all of its efforts on Rio and completely forgotten Brazil’s other big metropolis. São Paulo may be one of the world’s most exciting cities when it comes to dining and shopping, but there’s no question that it’s one big ugly concrete jungle.
10 | LOS ANGELES, USA
A city known for its congested highways is enough to make it unattractive, but then there isn’t much to look at walking down the street either (if anyone actually walks — this is one of the world’s least pedestrian-friendly cities). Despite the allure of Hollywood and the beaches nearby, Los Angeles is simply not the prettiest place on Earth. As one of the world’s most famous cities there is no excuse for lack of beautification year after year.
Edepois do trabalho, você chega em casa e acha que o mundo é melhor, só por poder tomar um banho quente, comer um pão com queijo e depois assistir à rodada do brasileirão de quarta-feira. Vida boa não é? Só os asnos reclamam. Porque os asnos têm muita coisa pra fazer. Carregar cestos pesados, zurrar, galopar em semicolcheias, rir sem rir, feder e uma série de outras coisas infinitas no infinitivo.
Sim a vida é boa. Os pormenores que acontecem todos os dias são pormenores. Enquanto o percevejo não furar o nosso pé ele sempre será inofensivo. Sempre será percevejo. Porque as desgraças do mundo só são desgraças lá no mundo. Aqui em casa não acontecem desgraças. Se um dia surgirem por aqui aí sim serão desgraças. Assim como os percevejos.
Outubro poderia ser o mês das crianças. E já não é? Nossa Senhora Aparecida, Dia das Crianças, Dia das Bruxas, lançamentos da Rockstar Games, a união de Marina e Eduardo, a lua que está prestes a minguar e o Vasco, que mesmo ganhando perde. Diria que este é um mês infantil. Um mês importante, já que todos já foram infantes.
Comecei a estudar piano aos 8 anos de idade. Ouvi boa música quando era pequeno, mas não dei tanta importância a isso. Os Mamonas Assassinas marcaram a minha infância. Chico Buarque? Jamais. Ouvia e tocava música brega. De Sandro Lúcio à Waldick Soriano. Imitei Netinho, KLB e o que surgia na época. Mas parece que cresci. Agora tenho bigodes, um par de argolas nas orelhas e milhares de músicas chatas no celular. Músicas chatas.
Tudo que eu ouvi quando pequeno ficou guardado na cachimônia. 18 anos depois veio à tona. Demora mas chega. Eis o grande problema. Só se pode receber alguma “coisa” quando essa “coisa” já partiu de algum lugar. E quando nada parte de lugar algum? Nada chega? Chega nada?
Essas crianças que nasceram no ano 2000 correm o risco de não receberem encomendas. Ninguém posta nada pra elas. Daqui a 18 anos nada virá à tona e a maratona estará fadada. Incrível como isso é clássico e verdadeiro. Boa parte da população, principalmente a mais carente, não tem acesso à boa música. Sim, também não tem boa água, casa, luz, comida, atenção… Mas a problemática aqui é música. As mazelas do mundo são mais conhecidas que Jesus de Nazaré.
A inclusão de música nas escolas virou lei federal há quase 6 anos. Faça uma breve pesquisa na sua cidade e saiba quantas já aderiram à lei, que tinha até 2011 para ser adaptada às escolas. Achou alguma? Pois é, eu também não. Quem sabe daqui a 18 anos venha à tona. Mas a questão não é essa. A criança brasileira que é pobre, marginalizada, excluída de qualquer humanização, não conhece a música chata.As ricas também não conhecem, enfim. Estes mini-homens ouvem, quando podem, o que há de pior na música. Os caras que produzem letras de merda, depreciativas, pornográficas e desgraçadas encontram alvos fáceis em terras virgens, férteis, e sedentas. Porque toda criança é sedenta. E o que estará no auge agora, virá à tona 18 anos depois. E daqui a 18 anos eu estarei na casa dos quarenta, observando de longe as encomendas chegando…
Outro dia uma criança me perguntou: Tio, o que é uma caixa oca? Na ocasião, estava dando uma aula de violão e explicava, momentos antes, que o violão é uma caixa de madeira acústica, oca. Tentei exemplificar, mas não consegui, por mais simples que pareça. E ficou aquele vazio na cabeça dela, na minha e no tempo. Minutos depois, comecei a dedilhar a música Aquarela. Outra aluna, naquela mesma aula, começou a chorar. Beliscão do colega? Dor de barriga? Saudades da mãe? Tédio? Não… Ela simplesmente estava, aos 8 anos de idade, emocionada por ter escutado aquela canção. Quem de vocês tem essa sensibilidade? Quem de vocês chora ao ouvir uma música clássica, histórica, densa… ? A menina não fazia a mínima ideia de quem fora Vinícius de Morais. Toquinho, para ela, é um pedaço de toco. O violão é uma caixa oca. Ela mal sabe ler, vive numa realidade inimaginável. Não se alimenta bem. As roupas são trapos. Cabelos assanhados. Cárie nos incisivos. Coração sensível…
Jamais vou me esquecer dessa cena. Na casa dela, possivelmente ninguém conhece nada de música. Na rua dela os refrões são bundinhas que descem até o chão e os monossíbalos, que são semelhantes aos zurros daqueles asnos que só reclamam da vida.
Daqui a 18 anos a encomenda vai chegar. Caixas ocas? Em todo o caso sim. Mas estaremos aqui reunidos como estavam em Jerusalém para esperarmos os frutos podres caírem das árvores que agora plantamos. A música salva. Porém, é besteira investir em educação musical. O pré-sal é mais importante porque gera renda, dinheiro, bufunfa, oncinha, mala, falcatrua, almoço em família no domingo, caríssimo por sinal, automóveis, putas de luxo, estádios, refrões monossilábicos, banhos quentes, pães com queijo, rodadas do brasileirão, facebook, hidratante de pele e a xerox. Para manter o sistema eles precisarão de infinitos asnos no infinitivo a zurrar e sorrir e zurrar e sorrir e zurrar e sorrir e zurrar
Terceiro beagle abandonado é encontrado em rua de São Roque
SP: terceiro beagle abandonado é encontrado em rua de São Roque
Cão foi encontrado na quarta-feira, e está sob os cuidados de associação protetora dos animais Foto: Prefeitura de São Roque / Divulgação
Uma moradora de São Roque, no interior de São Paulo, encontrou na tarde da última quarta-feira, um cachorro da raça beagle abandonado na rua em que mora, no bairro Marmeleiro, na divisa com o município de Mairinque. O cão seria um dos 178 animais resgatados há uma semana do Instituto Royal.
Caso isso se confirme, este será o terceiro caso de cachorros que foram abandonados após terem sido retirados do instituto sob a alegação de que eram usado para pesquisas científicas. Na madrugada do último dia 18, um grupo de ativistas invadiu o instituto, que era alvo de frequentes protestos de organizações pelos direitos dos animais.
Relembre casos de maus-tratos aos animais no Brasil, saiba quais são as punições para quem os maltrata e entenda como as redes sociais estão ajudando a divulgar e combater este tipo de agressão.
De acordo com a prefeitura de São Roque, inicialmente o animal foi levado para a delegacia policial da cidade, e depois para o Centro de Zoonoses. A administração municipal afirma que um chip foi encontrado no beagle, o que seria uma evidencia de que o cão pertence ao Instituto Royal.
Uma associação de proteção aos animais ficou sabendo do caso, e se prontificou a cuidar do animal até que a situação fosse resolvida.
Ativistas retiram animais de instituto Ativistas invadiram, por volta das 2h de 18 de outubro de 2013, a sede do Instituto Royal, em São Roque, no interior de São Paulo, para o resgate de cães da raça beagle que seriam usados em pesquisas científicas. Mais tarde, coelhos também foram retirados do local. Cerca de 150 pessoas participaram da invasão. Ao todo, 178 cães foram retirados do instituto. O centro de pesquisas era alvo de frequentes protestos de organizações pelos direitos dos animais.
Os beagles são usados por ter menos variações genéticas, o que torna os resultados dos testes mais exatos. Apesar de os ativistas relatarem diversas irregularidades, perícia feita no Instituto Royal não constatou indícios de maus-tratos aos animais. No dia seguinte à invasão, um novo protesto terminou em confronto entre policiais militares e manifestantes e provocou a interdição da rodovia Raposo Tavares. Quatro pessoas foram detidas.
Em nota, o Instituto Royal refutou as alegações dos manifestantes. “O instituto não maltrata e nunca maltratou animais, razão pela qual nega veementemente as infundadas e levianas acusações de maltrato a seus cães. Sobre esse ponto, o instituto lamenta que alguns de seus cães, furtados na madrugada da última sexta-feira, estejam sendo abandonados”, diz a nota, acrescentando que todas as atividades desenvolvidas no local são acompanhadas por órgãos de fiscalização.
Segundo o instituto, a invasão de sua sede constituiu um “ato de grave violência, com sérios prejuízos para a sociedade brasileira, pois dificulta o desenvolvimento de pesquisa científica no ramo da saúde”. A invasão ao local, de acordo com a posição do Royal, provocou a perda de pesquisas e de um patrimônio genético que levou mais de dez anos para ser reunido. O instituto também informou que os animais levados durante a invasão, quando recuperados, serão recolhidos e receberão o tratamento veterinário adequado, podendo ser colocados para adoção.
Marcelo Morales, coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) – órgão responsável pela fiscalização do setor -, afirmou que nenhum animal retirado do laboratório sofria maus-tratos ou tinha mutilações. De acordo com o médico, o instituto era acompanhado pelo Concea, ligado aos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Saúde, nos testes para medicamentos coadjuvantes na cura do câncer, além de antibióticos e fitoterápicos da flora brasileira, feitos a partir de moléculas descobertas por brasileiros. “Milhões de reais foram jogados no lixo e anos de pesquisas para o benefício dos brasileiros e dos animais também foram perdidos”, disse o pesquisador.
Emocionante poder acompanhar momentos que também fizeram parte da minha vida. Foram muitos os shows do Cólera que eu assisti. Desde o “Começo do fim do mundo”. Ouso dizer que o saudoso Redson era o nosso “Joe Strummer”. Um cara que tinha várias causas para protestar: as periferias, a ecologia, a repressão, pela paz mundial. Tudo autêntico. Vida real.
Bons tempos em que a revolta era canalizada para a música e transformada em algo positivo. Um show do Cólera tinha mais conteúdo, tansgressão e impacto na mente das pessoas do que qualquer manifestação anônima black bloc de hoje.
“QUE ESSE GRITO NÃO SEJA EM VÃO”
Da VICE
A morte prematura de Redson Pozzi, vocalista e guitarrista do Cólera, foi um choque. Aos 49 anos ele continuava tocando, gravando discos e movimentando a cena independente, e a sua partida interrompeu uma mensagem que precisava ser transmitida. Qual era esse recado? Tudo o que o Cólera falou e ainda tinha pra falar. Sobre guerras, fome, autoritarismo, desigualdade social e claro, sobre a paz em todo mundo.
Inspirador, Redson organizava e influenciava toda uma cena, principalmente por sua integridade. Se teve um cara no punk rock nacional que de fato fez tudo o que cantava, essa pessoa era o Redson. E daí vem o choque, aliado ao fato de que o vocalista e guitarrista era um tanto careta.
Desde então, dois anos se passaram e há uma boa notícia para todo mundo que é fã do Cólera e admira o Redson. O carioca Raphael Erichsen, dono da produtora 3Film, resolveu correr atrás e fazer o documentário Que Esse Grito Não Seja em Vão!, que conta o legado deixado pela banda.
No doc, Raphael entrevistou grande parte da cena punk rock dos anos 80 no Brasil. Jão, João Gordo, Clemente, além de todos os outros integrantes do Cólera estão em Que Esse Grito Não Seja em Vão!, com direito a uma ida na casa de Redson. Um grande acervo da banda está na casa dele, de discos piratas à flyers dos primeiros shows do grupo.
O vídeo você assiste abaixo, e você também pode ler a papo que trocamos com o Raphael sobre o processo de filmagem, de onde veio a ideia, a importância da banda para o punk e muito mais.
Qual a importância de fazer um documentário sobre o Cólera e, claro, qual a importância da banda?
Esse filme que a gente fez retrata um momento específico. Um mês depois da morte do Redson, o pessoal da banda fez um show homenagem para gravar um DVD. Me chamaram pra gravar o show e eu achei que, melhor do que capturar o show, seria capturar aquele momento que pegou todo mundo desprevenido. Uma morte totalmente prematura de um cara que ainda tinha muito a dizer. O legal do filme é pegar todo esse pessoal que criou a cena punk de São Paulo dos anos 80 (Ratos, Garotos Podres, Inocentes, 365…) pra contar um pouco da história do Redson.
Sobre a importância do Cólera, é o que essa própria galera fala no filme. Gente como Jão, o Gordo, Clemente, Antônio Bivar… Pessoalmente, acho que o Cólera é uma banda que tinha uma proposta totalmente diferente das outras nesse primeiro momento do punk brasileiro. Enquanto todas as bandas pregavam uma coisa mais niilista, crust, “foda-se o sistema”, como o Gordo fala no filme, o Cólera já tinha uma ideia muito mais sólida e sensata, sem perder a fúria do punk. Comparado aos dias de hoje, onde parece que ninguém tem porra nenhuma a dizer, o Cóleraé mais pertinente do que nunca.
Qual o primeiro som do Cólera que você ouviu e o que isso significou pra você?
Eu comecei a ouvir o Cólera quando eu tinha 15 anos. Hoje eu tenho 35. O Cólera tocava uma vez por ano no Rio. Normalmente no final do ano, no Garage, que era o pico de punk/hardcore/metal da época. Todo ano eu tava lá. A primeira coisa que me tocou nesse primeiro contato com punk feito por uma banda de São Paulo, que pra gente, na época, era outro mundo, era ver como era possível através do DIY conseguir fazer as coisas. Não tem gravadora, a gente faz a nossa. Não tem estúdio, a gente improvisa um. Ninguém fala da gente, vamos fazer um fanzine. Não tem distribuição, a gente se corresponde por carta. O Cólera era uma lição de faça-você-mesmo e eu carrego isso até hoje em tudo que eu faço.
Existiu alguma dificuldade em gravar com alguém? Algum entrevistado que vocês queriam não pode participar?
Esse filme é uma Polaroid de um instante, é praticamente um funeral. Uma celebração do legado do cara. A gente pegou quem tava lá naquele momento, no calor da situação. Acho que ainda existe espaço pra uma coisa mais compreensiva sobre o Redson e o Cólera. Um “The Future is Unwritten” [documentário sobre Joe Strummer, do The Clash, morto em 2002] do Redson, saca? Uma coisa que consiga botar em perspectiva a história da banda. Numa das entrevistas o Antônio Bivar, historiador do punk brasileiro, me falou sobre o quanto ele via uma conexão entre as letras do Cólera e a música brasileira. Ele disse que imaginava a Elis Regina cantando “Subúrbio Geral” e o que isso poderia render pra música brasileira. Eu cheguei a pensar em procurar a Maria Rita e propor uma gravação, já que ela imita a mãe, né? Mas achei que ela não teria colhão pra isso e acabei desencanando.
Rolou alguma complicação na hora de obter essas imagens de acervo, coisas mais antigas, como os trechos do show do Ratos e Cólera no Lira Paulistana?
Tudo que a gente tem vem do Cólera. O filme foi todo feito na raça, não tem pesquisador, não tem ninguém pra licenciar. O que a gente tem é o que o pessoal da banda deu pra gente. Coisas que na real nem eles tem os direitos. A gente usa o princípio do uso justo do material, já que tudo que temos no filme diz respeito à própria banda. Além disso, assinamos o filme como copyleft. Eu acredito que muita coisa tem que ser desenvolvida ainda no aspecto de propriedade intelectual, mas aí já é outro papo. Acho que qualquer pessoa deve poder fazer o que quiser com o filme, inclusive, remixar ele.
O documentário possui legendas em inglês. Vocês acham que é importante que as pessoas de fora entendam a importância do Cólera para o punk brasileiro?
Desde que a gente lançou o teaser do filme um ano atrás eu comecei a receber mensagens pelo Facebook de gente da Finlândia, da Noruega, da Áustria perguntando sobre o doc. Gente que aprendeu a falar português por causa do Punk brasileiro. É só você pegar uma banda como o Força Macabra, da Finlândia, pra ver a força que o punk brasileiro tem na Europa. A ideia que o filme seja pra todo mundo. Se você pegar a capa e o encarte do Pela Paz em Todo o Mundo você vai sacar que o Cólera já tinha essa vocação e fazia isso a 30 anos atrás, antes de a comunicação global ser tão fácil e acessível.
Como será feita a distribuição do doc? Vocês pensam em tentar colocá-lo em festivais e etc?
A ideia original é propor que as pessoas em suas cenas locais promovam exibições do filme. Já fizemos isso no Rio, em São Paulo, Porto Alegre, vai rolar agora em Helsinki e Nova York. Com esse filme eu tô cagando pra festivais e coisas do tipo, o lugar dele é na rua, online, o que seja. Vamos espalhar a coisa mesmo. Acho que a gente fala a mesma língua e pensa da mesma maneira. Então, qualquer pessoa que queira promover um screening, pode ser antes de um show na sua cena ou mesmo juntar na casa de uma galera é só falar com a gente. A gente disponibiliza uma versão pra projetar. Pra galera que curte colecionar, o próprio Cólera junto com o pessoal da Thirteen Records vai lançar o doc em DVD junto com esse show que eu falei no início da entrevista até o final de 2013.
Se você pudesse mandar uma mensagem para o Redson hoje, o que falaria?
Acho que o recado não deveria ser para o Redson. Acho que o recado deveria ser pra molecada que, se não conhece o som do Cólera, poderia se assustar com o legado que esse cara deixou. O Cólera pregava a ideia do indivíduo, individualidade, coisa que está difícil dentro do mundo de mídia massificada em que vivemos hoje em dia. E, acima de tudo, uma mensagem positiva.
um interessantíssimo modelo de negócios. Muitas empresas fazem atualizações de software, por exemplo, da versão 1.0 para a versão 2.0. Nesse caso, pagam por um upgrade, e têm uma licença antiga sem utilidade.
Essa licença antiga pode ser repassada (quiçá em consignação) para as empresas citadas acima, que as vendem a quem se interessa, ou a quem não tem dinheiro suficiente para comprar a versão mais atual.
Dependendo do faro comercial da empresa em atualização, ela poderia vender a versão antiga pelo preço da atualização, e assim teria custo praticamente zero.
Em Hamburgo, na Alemanha, um juiz proibiu a SAP de impedir essa comercialização. Está aqui (em alemão):
Salto de Tarso sobre cratera em Taquari gera repercussão na internet
O registro ocorreu em vistoria das obras da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), em Taquari | Foto: Camila Domingues / Palácio Piratini
Da Redação
A foto registrada na quinta-feira (24) do governador Tarso Genro tornou-se viral nas redes sociais com o Tumblr “Pula Tarso“. O registro ocorreu em vistoria das obras da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), em Taquari. O chefe do executivo estadual precisou pular sobre uma cratera debaixo de uma chuva fina.
Em montagens da página, Tarso aparece em fotos com a ex-ginasta Daiane dos Santos, o ex-governador de São Paulo José Serra e com o jogador Guiñazu.
As obras contemplam oito ruas do município, num investimento total de R$ 443 mil. O governador verificou os trabalhos de substituição de cerca de 15 quilômetros de rede de água. A visita ocorreu nas obras do trecho da rua Lautert Filho, no centro de Taquari, onde estão sendo assentados 1,4 mil metros de rede de água.
Veja algumas fotos do Tumblr “Pula Tarso”: do site Sul 21
Rpv
25 de outubro de 2013 2:44 amOs caprichos de uma justiça onipotente
Quem pagará pelos erros judiciários contra Pizzolato?
Enviado por Miguel do Rosário on 23/10/2013 – 6:36 pm14 comentários
Os argumentos da defesa de Pizzolato, neste segundo embargo de declaração, podem ser compreendidos por uma criança. É incrível que o Supremo Tribunal Federal tenha chegado a este ponto. Nem o ministro que mais ousou enfrentar a mídia, Ricardo Lewandowski, escapa do festival de arbitrariedades, incongruências, contradições e omissões que caracterizou toda a Ação Penal 470. A peça chegou viciada da Procuradoria Geral da União, e assim permaneceu durante todo o julgamento.
O escândalo que se fez em torno da simples aceitação da admissibilidade dos embargos infringentes foi porque se interpôs um grão de racionalidade num processo que se caracterizava como um turbilhão de arbítrio. Mas foi só um grão. O arbítrio continua lá, intocável, ferindo a democracia, a Constituição e a jurisprudência da suprema corte.
Enquanto isso, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, eminente presidente da Assas JB Corporation, afirma que recurso da OAB não pode mudar julgamento da Lei da Anistia. Ou seja, ele julga antes do auto, e sempre na contramão do interesse popular.
Vamos ao caso de Pizzolato e ao segundo embargo que sua defesa interpôs à condenação. A íntegra do documento pode ser lida ao final do post. É tão simples, e redigido de maneira tão clara, que nem precisaria convertê-lo em texto jornalístico. Mas façamo-lo mesmo assim.
A defesa se concentra em dois pontos. Há mil contradições em sua condenação, mas é preciso focar em alguns pontos mais facilmente inteligíveis a juízes, comunidade jurídica e opinião pública.
O primeiro ponto é o seguinte: quatro diretores do Banco do Brasil assinaram as notas técnicas pelas quais Henrique Pizzolato foi condenado. Essas notas são a única prova material apresentada pela acusação para condenar Pizzolato, apesar de serem apenas notas técnicas, ou seja, pareceres internos sem poder deliberativo. Nelas, os quatro diretores avalizam o aporte de recursos do Fundo Visanet na empresa que tinha vencido a licitação para gerir a publicidade dos cartões do Banco do Brasil que levavam a bandeirinha Visanet.
Importante ressaltar que esses recursos eram privados, pertenciam à empresa Visanet, não ao BB, mas pelo regulamento, o BB escolhia a agência de publicidade que cuidaria da campanha de marketing e avalizava a transferência dos recursos do Fundo para a agência. Os recursos não eram apenas para a agência, mas principalmente para pagar a inserção dos anúncios nos veículos de comunicação. Por isso, a maior parte dos recursos do Fundo Visanet que, segundo a acusação, teriam sido desviados (acusação falsa), na verdade foram parar nas mãos de empresas de mídia, sobretudo a Globo.
O questionamento da defesa de Pizzolato é o seguinte. Se quatro diretores assinaram as notas técnicas, porque somente Pizzolato foi “pinçado” para integrar a Ação Penal 470? Por que os outros três diretores estão sendo investigados em inquérito em separado, em primeira instância e com direito a sigilo, num processo que ainda mal começou?
O advogado de Pizzolato, Dr. Mathius Savio Cavalcante Lobato explica, didaticamente, que não se pode julgar autores do mesmo crime em separado, sobretudo se a prova material usada para condená-los é a mesma, e o crime do qual são acusados é o mesmo. Isso agride frontalmente vários códigos do processo penal, a começar pelos artigos 76 e 77.
Art. 76. A competência será determinada pela conexão:
I – se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras;
II – se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas;
III – quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.
Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:
I – duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;
(…)
Pela legislação brasileira, portanto, não se pode abrir dois inquéritos diferentes para réus acusados da mesma infração e contra os quais se aponta a mesma prova material, a qual, no caso em questão, são as quatro notas técnicas do BB que tratam de pagamentos à agência DNA Propaganda. Sendo que a assinatura de Pizzolato consta em apenas três das notas e ele é condenado pelas quatro.
Porque os outros três diretores que assinam as notas estão sendo julgados em primeira instância, em inquérito em separado?
A própria CPMI dos Correios, em seu relatório final, acusou os quatro diretores do BB. Mas a Procuradoria pegou apenas Pizzolato porque ele era o único petista, e serviria, portanto, para fechar a trama que se queria montar.
Os outros diretores que assinaram as notas técnicas eram Fernando Barbosa de Oliveira, Claudio de Castro Vasconcelos e Douglas Macedo.
Dr.Savio, advogado de Pizzolato, observa que a atitude do STF agrediu ainda o artigo 29 do Código Penal, pois a existência de co-autoria num crime pode mudar substancialmente a qualidade do mesmo.
Se Pizzolato fosse julgado conjuntamente com outros três diretores que assinaram as notas técnicas, isso ajudaria tremendamente a sua defesa, porque o crime de co-autoria enseja uma substancial redução da pena.
O ministro-revisor não aceitou esse argumento alegando que a questão não foi abordada antes pela defesa do réu. Ora, não foi porque os inquéritos que investigam os outros diretores estavam sob segredo de justiça. A Ação Penal 470 foi caracterizada, desde sua origem, por esses vícios. Os réus só tiveram acessos a documentos e informações relevantes para sua defesa quando já era tarde demais.
O advogado de Pizzolato apenas teve conhecimento de que os outros diretores do BB eram réus de inquérito em separado, em primeira instância judicial, através da imprensa, no dia 31 de outubro de 2012, ou seja, após a sustentação oral da defesa.
O argumento do ministro-revisor, portanto, de que a defesa está sendo “intempestiva”, a saber, usando só agora um argumento que deveria ter usado antes, não procede, porque antes a defesa não tinha conhecimento do fato, justamente porque o Judiciário manteve em segredo o inquérito que trata dos outros três diretores que assinaram as mesmas notas técnicas.
E aí ficamos sabendo, pelo próprio ministro revisor, que a denúncia contra os outros três diretores do BB ainda não foi sequer recebida pela Justiça em primeiro grau, estando ainda em “frase instrutória”. O advogado se insurge particularmente contra essa desculpa, com todo respeito, esfarrapada.
Aí vemos o cúmulo do arbítrio que marcou a Ação Penal. Quatro diretores assinaram a mesma nota técnica. Um deles foi levado ao Gólgota, torturado por sete anos de exposição pública, até ser condenado sumariamente pelo STF, sem direito sequer aos infringentes. Os outros três, acusados pela mesma infração, ainda não tiveram sequer sua denúncia recebida pela Justiça, além de terem direito pleno à segunda jurisdição, pois serão julgados em primeira instância e poderão apelar em seguida ao STF; e foram por todo este tempo protegidos pelo segredo de justiça. Por que Pizzolato foi tratado de forma diferente, se a única prova contra ele era a assinatura das mesmas notas técnicas? Por causa de sua posição política? Por que ele era peça fundamental para a Procuradoria e depois o STF montarem a sua “historinha”?
Na segunda parte do embargo, a defesa mostra que houve erro do STF em condenar Pizzolato por ter assinado uma nota técnica pela qual se autorizou o adiantamento de recursos à agência DNA, responsável então pela campanha dos cartões BB com bandeira Visanet.
Entretanto, esse tipo de adiantamento já havia ocorrido em gestões anteriores à entrada de Pizzolato no cargo de diretor de marketing. O adiantamento era regular, diz a defesa, com base em abundantes provas.
A condenação de Pizzolato está eivada de contradições do início ao fim. É uma peça de ficção. A DNA atuava junto ao BB desde 1994. O seu mais recente contrato havia sido aprovado pelo BB antes da entrada de Pizzolato, que assinou um memorando burocrático favorável à DNA dois dias após assumir o cargo porque todos os requisitos da DNA haviam sido aprovados por seus superiores, nas semanas anteriores. E o cargo de Pizzolato, apesar do nome (diretor de marketing), era subalterno em se tratando de transferência de recursos para agências ou gestão do fundo Visanet. Quem tinha responsabilidade direta sobre essas questão era a vice-presidência do BB e a diretoria de Varejo, além do presidente do banco. Nenhum desses foi responsabilizado por nada.
O que a Procuradoria, o STF e a mídia fizeram com Pizzolato foi um crime. Torturaram por sete anos um inocente, um cidadão brasileiro que tinha uma história de vida sem máculas. Depois o condenaram sumariamente. Em momento algum, se permitiu a Pizzolato se defender perante o Brasil. Quando a mídia o abordava, era sempre para ferrá-lo ainda mais.
Pior, documentos que ajudariam a esclarecer sua inocência foram sistematicamente ocultados pelas autoridades, e só liberados depois de esgotados os prazos legais para sua defesa. Tudo porque a sua presença e condenação eram cruciais para sustentar toda a Ação Penal 470.
Algum dia, isso terá que ser revisto, e os responsáveis por esse crime terão que pagar por ele.
Abaixo, a íntegra do segundo embargo da defesa de Pizzolato.
– See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/10/23/quem-pagara-pelos-erros-judiciarios-contra-pizzolato/#sthash.fZCYwaZK.dpuf
Diogo Costa
25 de outubro de 2013 3:00 amLenin e as concessões
LENIN E AS CONCESSÕES – Em 1921, Lenin explica a necessidade da implantação da NEP (Nova Política Econômica), que previa a abertura da Rússia Soviética para o investimento privado, nacional e internacional. Segue um dos trechos do depoimento dele a esse respeito:
Sobre o Imposto em Espécie
(O Significado da Nova Política e as Suas Condições)
Vladimir Ilitch Lenin, 21 de Abril de 1921
-Sobre o Imposto em Espécie, Sobre a Liberdade de Comércio, Sobre as Concessões
“(…) O caso ou o exemplo mais simples de como o Poder Soviético dirige o desenvolvimento do capitalismo para a via do capitalismo de Estado, como implanta o capitalismo de Estado, são as concessões.
Agora todos estão de acordo em que as concessões são necessárias, mas nem todos refletem sobre a importância das concessões. O que são as concessões no sistema soviético, do ponto de vista das estruturas econômico-sociais e correlação entre elas?
São um acordo, um bloco, uma aliança do poder de Estado soviético, isto é, proletário, com o capitalismo de Estado, contra o elemento pequeno-proprietário (patriarcal e pequeno-burguês).
O concessionário é um capitalista. Dirige as coisas à maneira capitalista, com o objectivo de obter lucros, estabelece um acordo com o poder proletário a fim de obter lucros extra, superiores aos habituais, ou de obter um tipo de matérias-primas que doutro modo não poderia conseguir ou que dificilmente poderia conseguir.
O Poder Soviético obtém vantagens sob a forma do desenvolvimento das forças produtivas, do aumento imediato, ou a mais breve prazo, da quantidade de produtos.
Temos, por exemplo, uma centena de explorações, minas ou florestas. Nós não podemos explorar tudo: não temos máquinas, víveres, meios de transporte suficientes. Pelo mesmo motivo exploramos mal os restantes setores.
Em consequência da má e insuficiente exploração das grandes empresas reforça-se o elemento pequeno-proprietário em todas as suas manifestações: enfraquecimento da economia camponesa vizinha (e depois também de toda a economia camponesa), declínio das suas forças produtivas, diminuição da sua confiança no Poder Soviético, pilhagem e pequena especulação em massa (a mais perigosa), etc.
Implantando o capitalismo de Estado sob a forma de concessões, o Poder Soviético reforça a grande produção contra a pequena, a avançada contra a atrasada, a mecanizada contra a manual, aumenta a quantidade de produtos da grande indústria nas suas mãos (a sua quota-parte da produção), reforça as relações econômicas reguladas pelo Estado como contrapeso às relações pequeno-burguesas anárquicas.
A política das concessões, aplicada com medida e prudência, ajudar-nos-á, sem dúvida, a melhorar rapidamente (até certo grau, não muito elevado) o estado da produção, a situação dos operários e dos camponeses — à custa naturalmente de certos sacrifícios, da entrega aos capitalistas de dezenas e dezenas de milhões de puds de produtos valiosíssimos.
A determinação da medida e das condições em que as concessões são vantajosas e não representam perigo para nós depende da correlação de forças e resolve-se pela luta, porque também as concessões representam um aspecto da luta, a continuação da luta de classes sob outra forma, e de modo nenhum a substituição da luta de classes pela paz de classes. Os métodos de luta a aplicar serão definidos pela prática.
O capitalismo de Estado sob a forma de concessões constitui talvez a forma mais simples, nítida, clara, precisamente determinada, em comparação com outras formas do capitalismo de Estado dentro do sistema soviético.
Temos aqui um contrato direto, formal, escrito, com o capitalismo mais culto e avançado, o da Europa Ocidental.
Conhecemos exatamente as nossas vantagens e as nossas perdas, os nossos direitos e os nossos deveres, conhecemos precisamente o prazo pelo qual fazemos a concessão, conhecemos as condições do resgate antes do prazo, se o contrato prevê o direito de resgate antes do prazo.
Pagamos um certo tributo ao capitalismo mundial, resgatamo-nos dele sob determinados aspectos, obtendo imediatamente em certa medida a consolidação da situação do Poder Soviético e a melhoria das condições de gestão da nossa economia.
Toda a dificuldade no que se refere às concessões resume-se a que é preciso pensar e pesar tudo ao concluir o contrato da concessão, e depois saber vigiar o seu cumprimento.
Existem aqui indubitavelmente dificuldades, e os erros serão aqui certamente inevitáveis nos primeiros tempos, mas essas dificuldades são mínimas em comparação com os outros problemas da revolução social, particularmente em comparação com as outras formas de desenvolvimento, de admissão e de implantação do capitalismo de Estado. (…)”
http://www.marxists.org/portugues/lenin/1921/04/21.htm
Vânia
25 de outubro de 2013 4:20 amA tarefa mais importante de
A tarefa mais importante de todos os funcionários do partido e dos Sovietes em relação à introdução do imposto em espécie consiste em saber aplicar os pincípios, as bases da política «concessionista» (isto é, semelhante ao capitalismo «concessionista» de Estado) às outras formas do capitalismo, ao comércio livre, à circulação local de mercadorias, etc. (…)
Conclusão
Façamos o resumo.
O imposto em espécie é a transição do comunismo de guerra para uma troca socialista regular de produtos.
A ruína extrema, agravada pela má colheita de 1920, tornou esta transição urgentemente necessária devido à impossibilidade de restabelecer rapidamente a grande indústria.
Daí resulta: melhorar, em primeiro lugar, a situação dos camponeses. Meio: o imposto em espécie, o desenvolvimento da circulação de mercadorias entre a agricultura e a indústria, o desenvolvimento da pequena indústria.
A circulação de mercadorias é a liberdade de comércio, é o capitalismo. Ele é-nos útil na medida em que nos ajudar a lutar contra a dispersão do pequeno produtor e, até certo ponto, contra o burocratismo. A experiência, a prática, estabelecerão a medida. Não há nisso nada de terrível para o poder proletário enquanto o proletariado mantiver firmemente o poder nas suas mãos, mantiver firmemente nas suas mãos os transportes e a grande indústria.
A luta contra a especulação deve ser transformada em luta contra os roubos e contra as tentativas de eludir a vigilância, o registo e o controlo do Estado. Com esse controlo dirigiremos o capitalismo, inevitável em certa medida e necessário para nós, para a via do capitalismo de Estado.
Desenvolver em todos os sentidos, por todos os meios e a todo o custo, a iniciativa e a autonomia locais no estímulo da circulação de mercadorias entre a agricultura e a indústria. Estudar a experiência prática neste aspecto. Torná-la tão variada quanto possível.
Apoiar a pequena indústria que serve a agricultura camponesa e a ajuda a reeguer-se; ajudá-la, até certo ponto, também pela distribuição de matérias-primas do Estado. O mais criminoso é deixar matérias-primas por transformar.
Os comunistas não devem recear «aprender» com os especialistas burgueses, incluindo os comerciantes, os pequenos capitalistas sócios de cooperativas, os capitalistas. Aprender com eles duma forma diferente, mas no fundo do mesmo modo que aprendemos e nos instruímos com os especialistas militares. Os resultados do «ensino» deverão ser verificados apenas pela experiência prática: fazei-o melhor do que o faziam ao vosso lado os especialistas burgueses, sabei alcançar duma ou doutra forma o ascenso da agricultura, o ascenso da indústria, o desenvolvimento da circulação de mercadorias entre a agricultura e a indústria. Não regateeis o preço da «lição»: não devemos olhar ao preço, desde que a lição seja proveitosa.
Ajudar por todos os meios a massa dos trabalhadores, aproximar-se dela, destacar dela centenas e milhares de funcionários sem partido para o trabalho económico. E os «sem partido» que de facto não sejam mais do que mencheviques e socialistas-revolucionários disfarçados com os trajes da moda dos sem partido de Cronstadt, devemos mantê-los cuidadosamente na prisão ou enviá-los para Berlim, para Mártov, para que gozem livremente todos os encantos da democracia pura, para que troquem livremente as suas ideias com Tchernov, com Miliukov e com osmencheviques georgianos.
V. I. Lénine
21 de Abril de 1921
Vânia
25 de outubro de 2013 3:58 amPintinhos de um dia
Quem mora numa metrópole acaba esquecendo-se dos pintinhos de um dia. Por Alberto Villas por Alberto Villas
Claro que quem mora em Sorriso, no Mato Grosso, em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, ou em Presidente Figueiredo, lá no interior do Amazonas, talvez ainda conviva ou tenha notícias dos pintinhos de um dia. Mas, uma pessoa como eu, que moro numa cidade como São Paulo, só mesmo conversando com Denise Fraga numa casa de campo num fim de semana, pra lembrar dos tais bichinhos.
Meu pai, por exemplo, vivia indo ao Mercado Central de Belo Horizonte comprar pintinhos de um dia. Domingo cedo a gente acordava com aquele piu piu piu sem fim e quando íamos ver lá estava ele descendo da Rural Willys com uma caixa de sapatos com pelo menos seis deles. Amarelinhos, eram só penugem e umas três peninhas na asa. Pareciam perdidos e assustados e não paravam de piar. Tinham apenas um dia, acredito eu.
O meu pai acomodava aquela turminha num caixote maior dentro do galinheiro e providenciava canjiquinha e água fresca pra acalmá-los. E não é que eles se acalmavam mesmo? Minha mãe vinha logo ver a novidade, quando olhava e eles tinham parado de piar, comentava:
– Era fome.
Quando escurecia, meu pai cobria o caixote com uma lona para que os pobrezinhos não passassem frio ou levassem susto com os gatos miando de madrugada no telhado. Com o passar dos dias, eles iam crescendo a olhos vistos. Meu pai trocava a alimentação, ao invés de canjiquinha, agora era ração para crescimento que eles comiam sem parar e também cresciam sem parar.
Mas não era só do Mercado Central que vinham os pintinhos de um dia não. Tinha uma sapataria em Belo Horizonte chamada Elmo Calçados – acho que ainda existe – que quando chegava o mês da criança dava um pintinho de um dia de brinde para quem comprasse um par de calçados. Foi assim que minha tia Lourdes levou pro seu apartamento na Rua Rio de Janeiro um pintinho de um dia, depois de comprar um par de chinelos na Elmo.
Ficou tão encantada com o bichinho que comprou uma gaiola bem bacana pra ele, com comedor e bebedor. Mas acontece que aquele pintinho foi crescendo, crescendo e tomando conta da gaiola. Em pouco mais de um mês ela tinha um problemão pra resolver. Como tirar aquela galinha enorme, gorda e apertada de dentro da gaiola? Chamou o síndico e o sindico não esboçou nenhum sinal de solução, pelo contrário. Acho até mesmo que ficou meio bravo e assustado de ver uma galinha tão grande na área do apartamento. Era proibido. O zelador subiu pra ver se dava um jeito e deu jeito coisa nenhuma. Disse que só destruindo a gaiola com um alicate seria possível tirar a penosa ali de dentro, o que minha tia Lourdes nem cogitou. Não queria estragar aquela gaiola que custou tão caro.
Como eu peguei um avião e fui embora do Brasil, nunca mais tive notícias daquela galinha que até ganhou um nome, se não me engano. Mas pelo que soube, muitos anos depois, a galinha passou a vida inteira ali dentro e na boa. Um pouco apertada, mas acho que ela acabou se acostumando. Chegou até a colocar uns ovos porque, depois de adulta, minha tia passou a dar ração de poedeira pra ela.
Pois é, eu e a Denise Fraga, intrigados, nos perguntamos naquela tarde de sábado: Onde foram parar os pintinhos de um dia? A gente aqui nessa cidade maluca está tão acostumado a só ver galinhas mortas nas geladeiras dos supermercados que uma vez o filho de um amigo meu que nasceu em São Paulo e nunca tinha visto uma galinha viva, quando viu uma, virou assustado pro pai e disse:
– Pai, olha uma Knorr!
http://www.cartacapital.com.br/cultura/pintinhos-de-um-dia-3665.html
Vânia
25 de outubro de 2013 4:33 amTeorias da conspiração são muito mais divertidas do que a chata
Teorias da conspiração são muito mais divertidas do que a chata realidade
Uma amiga me trouxe uma complexa e intrincada teoria sobre um assunto polêmico. Estava indignada, com uma revolta que não cabia dentro de si, espumando pela alma. Ia até as últimas consequências contra determinada injustiça!
Dias depois, verificou-se que o fato tinha uma explicação muito mais simples do que a teoria conspiratória por ela arduamente elaborada com base em achismos da internet, filosofias de botequim e informações bastardas e tortas.
Apresentei a explicação a ela, com fontes para que pudesse checar por conta própria. Não adiantou. Ela se apegou à teoria feito um beagle a um osso suculento. E, com um ar de desdém e superioridade – que só nós jornalistas sabemos fazer muito bem – disparou contra esse peito aberto e desprotegido: “um dia, você também vai entender”. Ah, morri de sunga branca!
O desenvolvimento de teorias conspiratórias me dá preguiça (suspiro…) Se há um exército que retuíta, compartilha e dá “like” sem checar a informação, é claro que também existe uma miríade que preenche o vácuo de informações fragmentadas com suas fantasias para dar sentido à sua vida.
Não nego, portanto, que tenho um certo prazer cínico de presenciar quando um desmentido atinge em cheio algum crédulo em uma conspiração boba, daquelas que afeta única e exclusivamente a pessoa em questão. A cara de decepção e de espanto. A tentativa de negar sua, até então, inabalável fé feito Pedro negando Jesus três vezes. Ou a vontade de se agarrar a um pedaço de tábua flutuando em meio a um naufrágio, feito Jack com a Rose.
Não que conspirações não existam, porque existem. Mas são importantes demais para que o impacto de sua descoberta seja enfraquecido pela sua banalização no cotidiano sem graça.
O que é mais provável: o seu jornal não ter chegado na manhã de um domingo ordinário porque um grupo de zumbis terem atacado o pobre entregador, transformando-o em um ser sem vontade além de comer cérebros humanos e ler notícias requentada? Porque uma horda de artesãs que fazem esculturas de craques de times de futebol ter atacado o entregador e roubado os jornais a fim de que fosse feito o maior papel maché do mundo? Ou o cara simplesmente se atrasou por um ingrato piriri?
Quando a gente questiona conspirações tem que ouvir que somos vendidos ao sistema e que, graças à internet, a verdade que queremos encobrir não ficará mais escondida. Porque, como afirmaria o agente Mulder, a verdade está lá fora.
Como já disse aqui antes, uma mentira contada repetidas vezes para os outros vira verdade e, para si mesmo, torna-se religião. Se a mensagem está bem estruturada, usando elementos simbólicos comuns ao universo do destinatário, que ele consegue consumir facilmente, e que faz algum sentido, por que não acreditar? Ainda mais porque questionar com profundidade leva tempo, commodity que está cada vez mais difícil juntar.
Por outro lado, o mundo sem teorias da conspiração seria menos divertido e romântico. E teríamos que assumir muitas de nossas responsabilidades sem jogar a culpa no desconhecido, no oculto, no sobrenatural, no estrangeiro.
É salutar que o porquê das coisas seja questionado à exaustão a fim de que a versão dos fatos não seja apenas a dos vencedores, como tem sido a História até aqui. Mas se, muitas vezes, aceitamos os discursos oficiais bovinamente, também fazemos isso com teorias estapafúrdias. Na dúvida, cheque com outras fontes, verifique a informação. Não seja preguiçoso. Caso contrário vamos criar uma geração de idiotas que acreditam em qualquer vídeo picareta ou em informações bombásticas em sites bonitinhos, mas tão profundos quanto alguns programas vespertinos na TV.
E se levem menos a sério, por favor.
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/10/24/teorias-da-conspiracao-sao-muito-mais-divertidas-do-que-a-chata-realidade/
Vânia
25 de outubro de 2013 4:38 amIsso é com você, sim
Homens costumam dizer que o estuprador e o agressor é sempre o outro. Quem é “o outro”? Nádia Lapa
Em qualquer texto que qualquer feminista escreva sobre o comportamento dos homens, vai vir alguém (homem) dizendo “eu não faço isso”.
Pode ser sobre um assunto menos importante, como só abrir a porta do carro para mulheres bonitas*. “Eu, não, eu faço isso com todo mundo, sou gentil!”
A revolta fica ainda mais óbvia quando falamos sobre assuntos difíceis de lidar, como estupro, assédio sexual, violência doméstica.
“Esses homens têm que ser castrados/mortos/trucidados/nãosãohomens/sãoanimais”, exclamam, furiosamente.
Fica impossível não imaginar, afinal, onde estão esses caras que agridem, que estupram, que assediam. Se todos dizem que não o são, quem são?
São seus amigos, seus parceiros de boteco, seus pais, seus irmãos, seus chefes, seus padrinhos de casamento. Ou você.
Sim, agressores de mulheres não têm uma cara, uma classe, um jeito específico. É mais fácil imaginar o maníaco do parque, serial killer (e estuprador) de mulheres, com aquele olhar bizarro e amedrontador. Eu não sou esse cara! Eu não sou esse cara!, bradam os comentaristas em qualquer post.
Quem é?
Alguém é. E não são poucos. Segundo estatísticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), uma mulher é estuprada a cada 12 segundos no Brasil. No Rio de Janeiro, são registrados 17 casos ao dia (lembrando que crimes sexuais têm subnotificação absurda). Para quem está chocado com o caso da garota de oito anos que morreu na “lua de mel” com o “marido” de 40 anos, a ONU aponta que até 2020 teremos 120 milhões (é, milhões) de child brides, garotas que são vendidas para o casamento.
Quem são esses homens?
É impossível que seja um só cara. Imaginem um estuprador que todos os dias ataca as 15 vítimas de violência sexual que procuram atendimento no Hospital Pérola Byington, na zona central de São Paulo. Só um cara. Irreal, não? Eles são muitos, e estão por aí, misturados com a gente, em todos os lugares. Por isso também o assédio na rua é tão agressivo; uma mulher não sabe quando aquela “cantada” vai virar coisa pior. Torna-se duplamente agressivo quando comentaristas dizem que estamos inventando, que é frescura, que somos puritanas.
Escrevo sobre sexo, sexualidade e feminismo há dois anos no blog Cem Homens. Todos os dias recebo e-mails de mulheres que foram violentadas física, sexual e emocionalmente. Todos os dias, mesmo. Não é jeito de falar. Todos os dias. O último post publicado é um relato de uma vítima (e nos comentários há várias outras mulheres narrando coisas semelhantes). Posso contar numa mão quantas dessas histórias têm como criminoso um cara desconhecido. Um “maníaco do parque”.
As narrativas envolvem quase sempre amigos, namorados, maridos, pais, padrastos, primos. A violência nem sempre é óbvia; os agressores dificilmente colocam uma arma na cabeça dessas mulheres. Grande parte das vezes, a ação começa consensual, e em determinado momento, a mulher não quer mais se engajar naquilo. Seja porque perdeu o tesão, seja porque é uma prática que não curte, seja porque ela simplesmente não quis mais. E o cara insiste, insiste, insiste e a mulher se sente obrigada a ir em frente.
Há muitos relatos, também, de homens que tiram a camisinha durante o coito, sem avisar a parceira. Outros, “aproveitaram” que a mulher dormia para passar a mão no corpo dela – alguns chegam ao absurdo de penetrá-la. Se formos falar de bebida, então, os relatos se multiplicam em progressão geométrica. “Dar um vinhozinho para amolecer a garota” é prática constante, até estimulada. Pois bem: isso é estupro.
Portanto, minha intenção no post de hoje é fazer com que algum homem, pelo menos uns dois ou três, percebam que o problema não é “o outro”. Talvez seja você, se você pratica algum dos atos acima (insiste, assedia, passa a mão em desconhecidas ou mulheres adormecidas, embebeda garotas ou se aproveita do estado alcoolico dela). Possivelmente “o outro” é algum cara que você conhece. Pode ser o homem sentado na baia ao lado. E que você precisa, sim, fazer algo.
Tenha certeza de uma coisa: você conhece não uma, nem duas mulheres que foram estupradas. Uma a cada cinco mulheres já sofreu violência. Faça as contas. São muitas mulheres, e o problema está, também, sinto dizer (sinto mesmo), em você.
*a questão cavalheirismo versus gentileza é um assunto muito desimportante, ao contrário do que pregam os antifeministas. Feministas reconhecemos que gentileza é ótimo, agradecemos, mas cavalheirismo nos trata como imbecis e incapazes. Portanto, passamos. Pelo menos as autoras deste blog.
http://www.cartacapital.com.br/blogs/feminismo-pra-que/isso-e-com-voce-sim-7653.html
Jorge Nogueira Rebolla
25 de outubro de 2013 8:07 amUma lapa de agressividade barata e bastarda para tolas!
Segundo estatísticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), uma mulher é estuprada a cada 12 segundos no Brasil?
365 dias x 24 horas x 60 minutos x 60 segundos = 31.536.000 / 12 = 2.628.000 estupros anuais?
Quem é “o outro”? Os outros são os homens das famílias feminazis.
Cavalheirismo nos trata como imbecis e incapazes. No naufrágio do Titanic morreram:
0% das crianças da 1ª e da 2ª classe
2,78% das mulheres da 1ª classe
13,04% das mulheres da tripulação
13,98% das mulheres da 2ª classe
53,94% das mulheres da 3ª classe
65,82% das crianças da 3ª classe
67,43% dos homens da 1ª classe
78,31% dos homens da tripulação
83,77% dos homens da 3ª classe
91,67% dos homens da 2ª classe
Num mundo de desigualdades e privilégios ainda maiores como era há mais de cem anos, você pode notar que morreram proporcionalmente mais homens ricos e poderosos que mulheres e crianças pobres. Agora se virem… estado de necessidade para todos a bordo… o mais forte ocupa o lugar.
E o cara insiste, insiste, insiste e a mulher se sente obrigada a ir em frente. Foi agarrada ou ameaçada? Não. Então foi porque quis… e quando é vocês que estão com tesão e o cara não está a fim mas cede pele insistência…
Se formos falar de bebida, então, os relatos se multiplicam em progressão geométrica. Culpando alguém por não ter autocontrole? É só as mulheres é que ficam bêbadas e acabam fazendo sexo devido aos efeitos do álcool?
Outros, “aproveitaram” que a mulher dormia para passar a mão no corpo dela – alguns chegam ao absurdo de penetrá-la. Quando o cara está dormindo e a mulher enche a mão ou cai de boca?
Nestas situações quantos homens já sofreram também violência sexual? Um a cada quantos segundos?
Ah, quantos casos de mulheres bêbadas, dormindo ou que cederam por insistência teve outra mulher como autor? Ou será que entre lésbicas isso não ocorre?
O coitadismo nazifeminista é ridículo. A culpa é sempre do homem, as eternas vítimas são incapazes de se defenderem… vão torrar a paciência em outro lugar…
As feminazis posam de fodonas mas na realidade são incapazes de assumirem qualquer decisão, culpam os outros pela própria incompetência, não aceitam responsabilidades e a insegurança medra e abunda…
Não conhecia a autora, depois de ver a foto entendi o porquê… pelo menos num naufrágio parece que não será difícil para ela, vai se conformar… sabendo que ninguém cederá o lugar…
A igualdade já ocorreu, os manginas agora cedem privilégios. Basta!
jns
25 de outubro de 2013 9:32 amKissing Sailor
Momento romântico ou agressão sexual?
Blogueira feminista aponta o famoso ‘marinheiro beijoqueiro’, retratado na fotografia icônica de 1945, como um ‘predador bêbado’.
O livro recentemente publicado, intitulado ‘The Kissing Sailor’, conta a história por trás do beijo icônico que simbolizou o fim da Segunda Guerra Mundial.
A foto indelével, do atrevido marinheiro beijando uma enfermeira no meio da Times Square, da comemoração do fim da Segunda Guerra Mundial, é considerada uma das imagens mais icônicas do século 20, mas aquele gesto foi romântico ou algo muito mais sinistro?
De acordo com uma blogueira feminista, a resposta é desconfortável.
A escritora londrina conhecida como ‘Leopard’ causou um alvoroço online, após publicar um post criticando o que ela considera a glorificação de uma agressão sexual.
A imagem capturada pelo fotógrafo da revista LIFE, Alfted Eisenstaedt, retrata um marinheiro americano beijando uma mulher vestida de branco, no dia 14 de agosto de 1945, no coração de Nova York, em um momento de júbilo pela rendição do Japão.
A identidade do casal, do famoso beijo no meio da multidão, ficou envolta em mistério, mas depois de décadas de especulação, George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman revelaram serem os personagens eternizados na fotogafia de Eisenstaedt.
O casal por trás da imagem célebre que simbolizou o fim da guerra, Mendonsa e Zimmer, com 90 anos de idade, contou que eles não se conheciam no momento que a foto foi tirada.
O jovem marinheiro, aparentemente, pegou, ao acaso, a enfermeira bonita andando na rua e deu um beijo em seus lábios, tomado pela euforia.
Mendonsa, com 22 anos naquele momento, estava acompanhado por outra mulher, Rita Petry, que mais tarde se casaria com o homem que entrou para a história como o “Kissing Sailor”.
Depois de anos de especulações, foi revelado recentemente que o marinheiro e a enfermeira fotografados por Eisenstaed estão, agora, com 90 anos de idade.
De acordo com a blogueira feminista, a imagem icônica denuncia que ‘algo não está correto’ naquela foto.
“Sabemos que George e Greta eram perfeitos estranhos, que George estava bêbado e Greta não tinha ideia de sua presença, até o momento que ela estava em seus braços, com os lábios dele nos dela. Parece bastante claro, então, que George tinha cometido uma agressão sexual.”
O blog Feministing.com abraçou a premissa de agressão sexual, alegando que a imagem, em um olhar mais atento, corrobora as evidências do ‘crime’ que teve lugar em 1945, no meio da Times Square.
George Mendonsa e Greta Zimmer Friedman reunidos na Times Square, onde ocorreu o beijo famoso, em agosto de 2012.
As principais indicações que houve uma agressão são, de acordo com a blogueira, os sorrisos nos rostos dos outros marinheiros, em segundo plan,o e o aperto firme em torno da mulher – fisicamente, menor – nos braços de Mendonsa, impedindo-a de fugir, e a flagrante flacidez do corpo indefeso da mulher.
‘Eu não consigo imaginar que há um símbolo melhor para representar a confusão das nossas concepções sobre sexo e romance”, escreve a blogueira no Feministing.
Friedman lembrou que foi agarrada, de repente, pelo marinheiro e lembrou que não queria ser beijada por um desconhecido.
Leopard escreveu em seu blog: “Considerando-se a cultura do estupro em que vivemos, a falta de vontade de reconhecer um problema aqui não surpreende’.
‘Não é fácil afirmar que o corpo de uma mulher é sempre seu e não deve ser utilizado para atender os caprichos de ninguém sem o seu consentimento. Mas, é muito mais fácil fechar os olhos para os sentimentos da mulher, alegando de ela possue empatia com o homem, que ela deve ser receptiva e ficar com ele.”
Esta não é a primeira vez que alguém levantou indagações sobre o ‘beijo do marinheiro’
Em 2005, o Projeto História dos Veteranos da Biblioteca do Congresso entrevistou Friedman sobre o famoso beijo.
‘Não foi a minha escolha ser beijada. O cara simplesmente se aproximou e me pegou!’, disse ela então.
Em uma entrevista mais recente Friedman lembrou: ‘Aquele homem era muito forte. Eu não estava beijando ele. Ele estava me beijando’, ela disse ao New York Post.
O ‘casal do beijo’ reuniu-se, várias vezes, ao longo dos anos.
Mais recentemente, em meados de agosto de 2012, os dois voltaram a ser reunidos para falar sobre a fotografia.
“Foi o momento… você volta do Pacífico, e, finalmente, a guerra termina…’, disse Mendonsa à CBS.
Mendonsa admitiu que havia tomado bebidas, para comemorar o fim da guerra, quando viu uma bela jovem enfermeira e foi beijá-la.
Ele lembrou que estava se encontrando, pela primeira vez, com a sua futura esposa, Petry, em um show na Radio City Music Hall, em 14 de agosto, quando a notícia da rendição japonesa foi anunciada.
“Eles pararam o show e informaram: ‘A guerra acabou. Os japoneses se renderam’”, lembrou.
O marinheiro correu para um bar nas proximidades, onde admite ter tomado algumas bebidas.
Quando caminhava pela Times Square, Mendonsa viu uma mulher em um uniforme de enfermeira, deixou Petry e correu para agarrá-la.
‘Foi a emoção sobre o fim da guerra, mas eu tinha tomado algumas bebidas. Então, quando eu vi a enfermeira, eu peguei e beijei’, disse Mendonsa a CBS.
Friedman, que acabou por ser uma enfermeira em uma clínica dentária da Áustria, disse: ‘Eu não o vi se aproximando e, antes de conhecê-lo, fui envolvida por ele.”
Referências e imagens: Daily Mail | Snejana Farberov | 6 Outubro 2012
Vânia
25 de outubro de 2013 4:45 amPaulo Metri: Muito além do branco ou preto
Libra: Day After
por Paulo Metri, conselheiro do Clube de Engenharia, por e-mail
Um amigo me perguntou, assim que soube do resultado do leilão de Libra, se ele tinha sido um sucesso ou um fracasso. O interessante é que, em muitos momentos na vida, respostas curtas não satisfazem.
Comecei a explicar a ele que, se compararmos com a alternativa de entregar Libra através da lei das concessões (no 9.478), o que ocorreu foi um sucesso.
Se compararmos com a alternativa de entregar o campo à Petrobras, sem leilão prévio, para ela sozinha assinar um contrato de partilha com a União em melhores bases para a sociedade, o ocorrido foi um fracasso.
Neste momento, vem a célebre argumentação da falta de recursos da Petrobras.
É verdade que o superbônus definido pelo governo atingiu seu duplo papel de conseguir arrecadar recursos para o superávit primário e de desalojar esta empresa da pretensão de ficar sozinha com o campo.
A curtíssimo prazo, segundo autoridades, a empresa tem falta de recursos, sim. Mas, se ela passasse a ter, no seu portfólio, um campo com mais de 10 bilhões de barris, considerando que sempre foi competente para produzir petróleo, não teria a mínima dificuldade para obter financiamentos.
Com o superbônus, o governo trocou o benefício de satisfazer o superávit primário, de curtíssimo prazo, por perdas que irão durar 35 anos.
Considerando os impactos para a sociedade brasileira, a alternativa com a Petrobras, que está dentro da lei, pois atende ao artigo 12 da lei no 12.351, é a melhor, à medida que ficamos com 100% do petróleo, assim como 100% do lucro.
Não sei se consegui, mas tentei explicar ao amigo que o leilão ocorrido consistiu em um “meio fracasso” e um “meio sucesso”.
Meus amigos de esquerda dirão que foi um fracasso total. Quero lembrar a eles que a manchete principal de um dos jornalões, no dia do leilão, era que a lei dos contratos de partilha precisava ser reformulada, pois criava grandes dificuldades.
Obviamente, queriam o retorno das concessões para o pré-sal.
Infelizmente, existe no nosso país uma dicotomia também na mídia.
Acho que a sigla PIG foi criada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, representando o Partido da Imprensa Golpista, que congrega a imprensa do capital. Aquela que busca iludir nossa sociedade para colher o máximo de aceitação dela, contrariando até os seus próprios interesses. Concordo integralmente com o criador da sigla PIG.
Entretanto, existe também, para mim, o PIP, o Partido da Imprensa Petista, que é sempre favorável a qualquer decisão do governo Dilma. O PIP está mais em sites e, na maioria das vezes, concordo com as posições que ele toma.
Mas, na questão de Libra, o PIP e a presidente se comportaram pessimamente. Não ouviram, não dialogaram, quiseram “criar verdades”, igual aos manipuladores do PIG.
Não concluam que, por não apoiar a posição neoliberal tucana, nem concordar com a posição privatista petista, eu seria adepto da dupla Marina e Campos, até porque, possivelmente, eles devem concordar com a posição tucana.
Aliás, é sofrido ser de esquerda em um país como o nosso, onde há total controle das massas através da disseminação abusiva de posições de interesse do capital ou do governo, pelos meios de comunicação, sobre quase todos os temas.
Esta mídia irreal, incompleta e falsa não analisa os fatos, omite opiniões, desvirtua acontecimentos e conclui, na maioria das vezes, errado, não ajudando em nada a sociedade. Não há um debate público na mídia sobre pontos relevantes.
O tema do destino dos royalties tomou todo o tempo do noticiário e debates porque era indiferente para o capital e, além disso, ajudava a esconder temas cuja conscientização era inconveniente, como os modelos para exploração de riquezas minerais no Brasil.
Nada foi debatido sobre o monopólio, quando ele foi extinto, em 1995. Ouvia-se, à exaustão, que no monopólio, por não haver competição, o monopolista irá ofertar o produto com baixa qualidade e por preço alto. Isto é a mais pura verdade, se for um monopólio privado.
Entretanto, a mídia silenciava por completo sobre o monopólio estatal poder ser a melhor opção para a sociedade, desde que controlado para evitar o corporativismo.
Retornando a Libra, os royalties a serem destinados para a educação e a saúde, tão proclamados por um dos porta-vozes do governo, que invadiram nossas televisões nestes dias, seriam idênticos, se 100% deste campo tivesse sido entregue à Petrobras, como já descrito. Então, não era um argumento que diferenciasse alternativas.
O PIG e o PIP não falaram sobre a existência da alternativa de o campo de Libra, friso bem “campo”, posto não ser um reles bloco exploratório, dever ser entregue à Petrobras para 100% dos rendimentos, assim como 100% do petróleo produzido pertencerem ao governo brasileiro.
O PIG e o PIP boicotaram esta alternativa. 99,9% dos brasileiros não souberam da sua existência.
O PIG por querer satisfazer ao máximo os interesses das empresas estrangeiras, que só aceitam as concessões, e o PIP por querer satisfazer a presidente Dilma, que está preocupada com o superávit primário.
A Petrobras poderia prometer entregar 80% ou mais do excedente em óleo para o Fundo Social, enquanto o consórcio ganhador se comprometeu só com 41,65%. Aliás, 41,65%, que poderão não ocorrer. Poderá ser remetido bem menos que este valor.
Mas isto terá que ficar para outro artigo.
A presidente Dilma fala que o leilão não correspondeu a uma privatização. A Shell e a Total não são empresas privadas estrangeiras? A CNPC e a CNOOC não são empresas estrangeiras? Elas não passarão a ter a posse de uma parcela do petróleo e do lucro gerados? Não poderão fazer com suas parcelas de petróleo o que bem quiserem? Não poderão remeter suas parcelas de lucro para o exterior?
Então, desculpe-me presidente, mas isto é privatização e a negação do fato é tergiversação.
A presidente falou também que ficará no Brasil 85% dos rendimentos de Libra. Trata-se de uma afirmação corajosa, por vários motivos.
Por exemplo, para obtenção destes 85%, utiliza-se, dentre outros fatores, a arrecadação de 25% do lucro para o imposto de renda. Este imposto é cobrado da empresa, e não do campo petrolífero.
Existem várias formas de se reduzir o imposto a ser pago pela empresa, bastando ver, por exemplo, o quanto a Petrobras declara de lucro e o quanto ela paga deste imposto. Além do exemplo do imposto de renda, poderiam ser feitos outros questionamentos a este número de 85%, mas um artigo só não suporta tantas considerações.
A presidente não falou nada sobre a perda da possibilidade de ação geopolítica porque o Brasil está entregando em torno de 46% do petróleo produzido em Libra para as empresas estrangeiras.
A sociedade não sabe nada disso. Pelo seu valor político e econômico, Libra mereceria um plebiscito com debates prévios diários nas televisões, durante uns 30 dias, para conscientizar a população.
Nestes dias, o povo só recebeu os assédios de informações truncadas do PIG e do PIP. Em compensação, ficaremos durante 35 anos com a Shell, a Total e as chinesas também plantadas em Libra.
http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-metri-muito-alem-do-branco-ou-preto.html
Vânia
25 de outubro de 2013 5:00 am“Competição predatória entre partidos trava o avanço político”
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/competicao-predatoria-entre-partidos-trava-o-avanco-politico-6528.html
Ivan de Union
25 de outubro de 2013 8:13 amA todos os “anonimos” que
A todos os “anonimos” que nunca o foram: bloqueiem os cookies do “addthis”, eles aparentemente estao entrando em conflito com sua identidade nao-logada.
(Ivan)
Assis Ribeiro
25 de outubro de 2013 8:30 amReentrada de Dilma nas redes foi um sucesso, diz BBC

Reentrada de Dilma nas redes foi um sucesso, diz BBC
24 de outubro de 2013 | 08:41
A BBC publica hoje de manhã uma interessante reportagem sobre o reingresso de Dilma Rousseff nas redes sociais, onde se informa que, desde que retomou o uso das redes sociais, há menos de um mês, ”a presidente ganhou mais de 40 mil “amigos” no Facebook, ampliou em mais de 90 mil o número de seguidores no Twitter, que já beira os 2 milhões, e galgou posições no ranking de líderes mais influentes no microblog, calculado pelo site americano Klout”.
Mesmo com o pouco tempo de atividade, ela aparece em sétimo lugar entre os líderes mumdiais, neste ranking, atrás de Barack Obama (EUA), David Cameron, premiê britânico, Stephen Harper, do Canadá. – Biniyamin Netanyahu, de Israel, do presidente mexicano Enrique Peña Nieto, e do equatoriano Rafael Correa. Com a mesma pontuação de influência estão François Hollande, premiê francês e Herman van Rompuy, presidente do Conselho da União Europeia.
A reportagem, que chama Dilma de “hiperativa” no twitter, pela quantidade de mensagens – diz a BBC que perto de 11 por dia – traz opiniões de especialistas em mídias digitais, que criticam ou elogiam a decisão de Dilma de retomar seus contatos na rede, que já conta com 2 milhões de seguidores no Twitter.
A BBC faz, ainda, uma comparação com os demais candidatos:
“Na comparação com seus principais adversários políticos no Brasil (…) Dilma leva vantagem. O ex-governador e ex-prefeito de São Paulo José Serra (@joseserra_), derrotado por ela na eleição de 2010, conta com 1,1 milhão de seguidores e tem um Klout score de 82. A ex-ministra Marina Silva (@silva_marina) que aparecia nas últimas pesquisas de intenção de voto à Presidência como a segunda mais bem colocada, atrás somente de Dilma, tem 773 mil seguidores e um índice de influência de 81. Seu agora colega de partido Eduardo Campos (@eduardocampos40), governador de Pernambuco, tem apenas 7,7 mil seguidores e um Klout score de 62.O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência, não tem um Klout score no Twitter, já que apesar de ter uma conta oficial no microblog (@AecioNeves), com quase 27 mil seguidores, nunca usou a ferramenta.
http://tijolaco.com.br/index.php/reentrada-de-dilma-nas-redes-foi-um-sucesso-diz-bbc/
Assis Ribeiro
25 de outubro de 2013 8:34 amPT de “alma guerreira”
PT de “alma guerreira” fatura Bolsa Família na TV
Com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula no centro do filme do partido que vai ao ar nesta quinta-feira 24, PT comemora 10 anos do programa social que transfere renda do Estado para os cidadãos mais pobres; Mais Médicos merece destaque como novo marco de realização social da legenda; produzidos pela equipe do marqueteiro João Santana, seus dez minutos começam comparando desemprego e estagnação econômica na Europa com criação de postos de trabalho no Brasil; “Brasil fez, faz e fará”, diz Dilma; tendência é oposição se morder; vídeo
Nos dez anos do programa Bolsa Família, carro-chefe do PT, o partido resolveu usar seu tempo de propaganda gratuita na televisão com um filme publicitário que promete não passar indiferente. A tendência, na noite desta quinta-feira 24, é de muitos aplausos entre os petistas e seus simpatizantes – e franca oposição entre os adversários.
No filme, produzido pela equipe do marqueteiro João Santana, a presidente Dilma Roussseff e o ex-presidente Lula são as duas grandes estrelas políticas, mas os programas sociais implantados pelo partido, mais especialmente, têm forte destaque entre ilustrações, computação gráfica e entrevistas de campo. Pela ordem, o governador da Bahia, Jaques Wagner, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da legenda, Rui Falcão, são os outros políticos que aparecem em cena, em momentos distintos.
“O Bolsa Família é igual a um bolo, quanto mais batem nele, mais ele cresce”, resume Lula, após assinalar que “muitos políticos querem acabar” com o programa sob o argumento de criar uma “porta de saída”. “Mas o Bolsa Família já é essa pota de saída” da pobreza, completa o ex-presidente.
Antes, a presidente Dilma aparece cravando que “o Brasil teve e tem governos que defendem o povo”. Ela diz que o país, administrado pelo partido, “fez, faz e fará”. Em suas falas, Dilma sustenta que a administração pública gerenciada pelo PT “aprende rápido” a implantar programas sociais amplos a cada vez que um deles é colocado em prática.
Na abertura, a peça de propaganda mostra cenas de um telejornal da Espanha, com a informação de que o Europa bate recordes de desemprego. “Enquanto isso, o Brasil bate gera empregos a cada dia”, comparam o locutor e os letterings. A seguir novos cotejamentos são feitos para mostrar, em resumo, que enquanto há uma crise infernal lá fora, aqui se vive, na prática, num paraíso de trabalho e renda. Esse contraste é acentuado por cenas em preto e branco do exterior e em vivo colorido quando aparece o Brasil.
O ritmo é veloz, o que permitiu a abordagem de diferentes temas. Após a exaltação ao Bolsa Família em seus dez anos, que retirou, de acordo com a informação veiculada, 36 milhões de brasileiros da faixa da pobreza extrema, chega a vez do Mais Médicos. O programa sancionado por Dilma esta semana é mostrado como um marco social tão importante quanto o que completa dez anos. Neste ponto, além de uma fala de um médico cubana, há um povo-fala e, sim, a presença do ministro Padilha. “Então eu sou o segundo médico que a senhora vê na vida”, reflete ele diante de uma mulher idosa, moradora do interior do país. Como se sabe, o ministro é pré-candidato da legenda ao governo de São Paulo.
Em estúdio, entre placas computadorizadas, o presidente do partido, deputado estadual Rui Falcão, aparece no melhor estilo ‘apresentador do Globo Repórter’, prometendo que a legenda promoverá, nos próximos períodos, uma reforma política.
O filme é encerrado com uma mensagem de otimismo da presidente Dilma. Até aqui, goste-se ou não do PT e seu marqueteiro Santana, não se conhecia um filme de publicidade política tão bem elaborado tecnicamente.
Assista em primeira mão e avalie:
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/118756/PT-de-alma-guerreira-fatura-Bolsa-Fam%C3%ADlia-na-TV.htm
[video:http://www.youtube.com/watch?v=pCXjnKB4x8%5D
Jorge Nogueira Rebolla
25 de outubro de 2013 8:37 amSegurança
O IPEA e a análise da violência
Para quem não sabe o governo brasileiro conta com um órgão que tem por objetivo:
“Produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro”
Essa missão cabe ao IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, vinculado à SAE – Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Tanto o instituto quanto a secretaria estão no momento sob a direção do ministro Marcelo Neri. Dentre os conhecimentos disseminados neste mês de outubro vou comentar um chamado de BAPI – Boletim de Análise Política Institucional, que analisa na seção Reflexões sobre o desenvolvimento a segurança pública e o racismo institucional. Isto mesmo: racismo institucional!
Para quem não sabe o que é isto eles trazem a definição: Racismo institucional pode ser definido como o fracasso coletivo das instituições em promover um serviço profissional e adequado às pessoas por causa da sua cor. Ficamos sabendo também que foi utilizado pela primeira vez por Stokely Carmichael e Charles Hamilton, ambos americanos e membros dos Panteras Negras. No marxist.org tem umas informações edulcoradas, mas esclarecedoras sobre o grupo. A regra 8 é muito interessante para quem se diz vítima de racismo: No party member will commit any crimes against other party members or black people at all, and cannot steal or take from the people, not even a needle or a piece of thread.
Por ser um texto longo sou obrigado a ir ao ponto que considero mais relevante:
“A sedimentação do mito que associa juventude negra e criminalidade multiplica consequências desastrosas no cotidiano das práticas policiais. Um dos componentes mais claros do racismo institucionaldas polícias é naturalizar a relação entre pobreza e criminalidade, tomando incoerentemente a corda pele como seu indicador visível. O resultado mais contundente deste tipo de atitude é que a taxade homicídios de jovens negros no Brasil, com a qual as próprias polícias contribuem de formasignificativa, é bem superior às taxas de mortes de jovens de países em guerra.
É como se o jovem negro sintetizasse o drama de uma sociedade incapaz de solucionar suas contradições. A figura do jovem negro condensa o aspecto alegre e sincrético da cultura brasileira, expressa no samba e na malandragem, entre outras manifestações, que nos afastam do europeu colonizador. Ao mesmo tempo, simboliza um fator de desordem, execrável do ponto de vista de um Estado autoritário, historicamente voltado para o controle e domesticação das “classes perigosas”, como se fossem uma espécie de inimigo interno.”
Antes de mostrar alguns números gostaria de saber o porquê dos autores incluírem o estereótipo do aspecto alegre e sincrético expresso no samba e na malandragem neste assunto? Até porque isto já está vencido, poderiam ao menos substituirem o samba pelo funk, rap, reggae ou hip hop dependendo da região do Brasil. Gêneros musicais que elevam as virtudes humanas, promovem a paz e o respeito pelas mulheres… nos afastando dos males do europeu colonizador.
Periodicamente são divulgados os Mapas da Violência que trazem dados sobre os homicídios cometidos no Brasil. As análises seguem o viés do IPEA, mas pelo menos as publicações possuem os números. Vamos ver o que ocorreu com os jovens no período compreendido entre o último ano do governo Fernando Henrique Cardoso e o final do governo Lula. Em 2002 foram assassinados 16.083 jovens negros, em 2010 foram mortos 19.840, um aumento de 23,3% ou mais 3.757 homicídios anuais. Neste mesmo intervalo de tempo os números em relação aos brancos da mesma faixa etária foram reduzidos de 9.701 para 6.503, isto representa menos 33% ou 3.198 vidas poupadas. A razão entre os grupos praticamente dobrou, passando de 1,6 para 3,0. Será que aumentou o racismo do brasileiro durante o governo petista?
Não, o racismo não aumentou. O que cresceu foi a insegurança na maioria do país, enquanto nos dois principais estados as polícias melhoravam as suas atuações com uma forte queda na quantidade dos homicídios. Neste período São Paulo e Rio de Janeiro reduziram as taxas por 100.000 habitantes na população negra. Elas caíram respectivamente de 56,0 para 16,1 e de 86,7 para 41,0, o que evitou mais de 5.000 vítimas anuais neste grupo de pessoas. Apenas isto impediu que este quadro se tornasse ainda mais tenebroso.
Em contrapartida, nestes 8 anos, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba e Rio Grande do Norte viram as taxas aumentaram mais de 100%, chegando na Bahia a quase 300%. O número de homicídios cometidos contra negros saltou de 5.222 para 15.959 por ano. O racismo explica isto? Também não. Nestas oito unidades da federação as populações são majoritariamente negras, pelo conceito racialista que agrupa pretos e pardos, e foi abandonada à própria sorte pela inoperância administrativa do poder público. Embora a segurança pública seja de responsabilidade dos governos estaduais o governo federal em nenhum momento investiu ou mesmo se mobilizou para que estas vidas não fossem perdidas. Mesmo vendo os números crescerem vertiginosamente a cada ano o quadro não foi corretamente diagnosticado e muito menos priorizado.
Então se existe o racismo institucional no Brasil o seu grande impacto manifestou-se durante o governo Lula? Retornando a razão entre os números de homicídios de brancos e negros na população geral, entre 2002 e 2010, a situação foi esta: passou de 1,42 para 2,49. Porém não existe a possibilidade da deterioração do quadro ter ocorrido por motivos raciais. Ninguém debita isto ao PT. Pelo menos do crime de racismo contra os negros ele está inocente. Porém não da desídia no desempenho das suas funções. Embora a resposabilidade primária caiba aos estados, deveria a União agir nos casos de desastres como estes. Principalmente provendo meios para que as regiões mais pobres garantissem a segurança dos seus habitantes, todos eles cidadãos que deveriam gozar do direito constitucional à segurança pessoal.
Retornando ao IPEA e ao seu BAPI. O gráfico foi retirado da própria apresentação do boletim:
Como vimos acima as mortes por homicídios em São Paulo e no Rio de Janeiro reduziram-se na década, comparando o ano de 2002 com o de 2010, os números absolutos na soma de ambos os estados foram 4.742 brancos e 5.183 negros, totalizando menos 9.925 vítimas de assassinatos em todas as idades. Este número simplesmente não reflete no gráfico. O ganho ocorrido aqui foi perdido pela inoperância em outros estados. Apesar destes números explosivos, em tão curto período de tempo, demonstrando a rápida deterioração da defesa da vida humana o que sugere para as ações públicas de fundo o produtor, articulador e disseminador de conhecimentos para aperfeiçoar as políticas públicas, também conhecido como IPEA:
“O combate à violência contra a população negra, principalmente os jovens, requer políticas públicas que reforcem a posição do Estado brasileiro como provedor de direitos, atuando como garantidor da igualdade de oportunidades e corrigindo distorções sociais historicamente produzidas pelas ideologias e práticas racistas no país. Evidentemente que, tomadas de forma isolada, apenas açõesna área da justiça criminal não são capazes de diluir a desigualdade racial. Contudo, se ampliadas, podem vir a atenuá-la, diminuindo os obstáculos para o desenvolvimento pleno das capacidades de um contingente considerável da população.”
Pesquisadores e analistas do IPEA e da SAE: nunca morreram tantos negros assassinados no Brasil, tanto em termos absolutos quanto relativos. Esta pandemia se manifestou há dez anos e não desde o passado remoto.
O que está ocorrendo nas regiões Norte e Nordeste não possui parâmetro anterior para comparação. Não há como justificar com distorções sociais historicamente produzidas pelas ideologias e práticas racistas o crescimento exponencial, 205% em menos de uma década, como o ocorrido nos oito estados citados anteriormente neste texto. O que estamos vendo é a falência pura e simples da estrutura legal, policial e judicial para enfrentar a violência.
Apesar dos efeitos nefastos das avaliações errôneas, da falta da elaboração e da implantação das políticas necessárias para a mitigação deste quadro assustador as autoridades federais, repetindo os erros do governo Lula, insistem que a solução será alcançada pela segurança sociológica e não pela segurança pública. Quantos brasileiros mais devem morrer para que sejam tomadas medidas adequadas e não idealizadas para enfrentar este problema?
Os números dos homicídios por cor, faixas etárias e estados foram retirados do Mapa da Violência 2012 – A cor dos homicídios no Brasil.
Assis Ribeiro
25 de outubro de 2013 8:39 amA loucura conservadora
A obsessão republicana por atacar os programas sociais não tem nada a ver com a fé no Estado mínimo
por Paul Krugman
Muitos comentaristas têm se referido a um relatório da Democracy Corps sobre reuniões de grupos de opinião com republicanos, e com bons motivos: Stanley Greenberg, o cofundador da organização, basicamente forneceu uma teoria unificada sobre a loucura que envolveu a política americana nos últimos anos.
O relatório deixa claro que a atual obsessão republicana por atacar programas que beneficiam os necessitados, desde cupons alimentares até a reforma da saúde, não tem a ver com um compromisso filosófico com o governo reduzido. Trata-se de ansiedade sobre o rumo da América em mutação, a sociedade multirracial e multicultural que estamos nos tornando, e de raiva de que os democratas estejam tirando o Dinheiro Deles e dando-o Àquelas Pessoas. Em outras palavras, continua sendo uma questão de raça, depois de tantos anos.
Uma ironia: são os liberais que acreditam na América, enquanto os conservadores, não. Eu acredito em nossa capacidade de mudar enquanto mantemos nossa natureza essencial. Acredito que os imigrantes de hoje serão incorporados ao tecido social, como os imigrantes italianos e judeus, um dia considerados fundamentalmente incompatíveis com o modo de ser americano, tornaram-se “brancos” em meados do século XX.
Outra ironia: o grande temor da direita de que os programas de seguro social efetivamente comprem votos minoritários para os democratas, levando a mais mudanças, torna-se uma profecia que se autocumpre. O Grande Velho Partido poderia ter tentado estender a mão aos imigrantes, moderado suas posições sobre o Obamacare e marcado posição como um partido moderado e sensato. Em vez disso, aliena todas as pessoas que precisa conquistar e possivelmente prepara a cena para a própria dominação liberal que ele teme.
Enquanto isso, uma importante concessão para nós, estudiosos obcecados, é que nenhum dos debates ostensivos que estamos tendo, por exemplo, sobre as crescentes listas de incapacitados, pode ser tomado pelo valor de face. Sim, precisamos triturar os números, mas no final o outro lado não se importa com a evidência.
•
Fui omisso por não escrever sobre a nomeação de Janet Yellen para o Fed. Em parte foi por não ter exatamente certeza do que dizer e como explicar por que eu e tantos outros economistas estamos realmente felizes com a escolha. Mas Noam Scheiber, da New Republic, acertou o prego na cabeça ao escrever em um artigo que o animador sobre Yellen não é apenas seu histórico, mas com quem ela anda. Nisso, ela é definitivamente a candidata dos economistas.
Todos os sondados para o cargo já foram, de uma maneira ou de outra, próximos de Wall Street. Até Larry Summers, um histórico formidável como pesquisador, mas também um formidável histórico de ganhar dinheiro como consultor de firmas financeiras. E, embora você possa defender a tese em tempos normais de que um profundo conhecimento das finanças, dos mercados e tudo isso é bom, há duas verdades fundamentais aqui: Wall Street é amplamente responsável pela confusão atual, e os tipos financeiros têm estado constantemente errados, não apenas por não enxergar os riscos antes da crise, como ao diagnosticar o que viria depois. Acima de tudo, eles assumiram a posição de que socorrer os bancos abriria caminho para a recuperação de forma mais ampla, o que não aconteceu.
Enquanto isso, a macroeconomia acadêmica sensata se saiu muito bem, e Yellen está muito nesse campo. Por isso é, se quiser, um membro da minha tribo. O fato de sua indicação também ter feito história, se a nomeação for confirmada, será a primeira mulher a liderar o Fed, é apenas molho.
•
Uma antiga piada sobre a economia é que é o único campo em que duas pessoas podem ganhar o Nobel por dizer coisas opostas. Até as pessoas que fazem a brincadeira, porém, provavelmente não imaginavam que aqueles dois sujeitos pudessem compartilhar o prêmio, que foi mais ou menos o que aconteceu este ano.
Mas na verdade aprovei o prêmio. O trabalho de Eugene Fama sobre mercados eficientes foi essencial para definir o parâmetro contra o qual se puderam testar alternativas. Robert Shiller fez mais que qualquer outro para codificar as maneiras como a hipótese do mercado eficiente falha na prática. Se Fama disse algumas besteiras nos últimos anos, não importa, ele mereceu esta honra, assim como Shiller. Quanto a Lars Peter Hansen, seu trabalho envolve métodos econométricos sobre os quais não tenho qualquer perícia, mas confiarei nos especialistas que o consideram um ótimo trabalho.
http://www.cartacapital.com.br/revista/771/a-loucura-conservadora-5310.html
Assis Ribeiro
25 de outubro de 2013 8:50 amIbope diz que Dilma venceria eleição no 1° turno
Dilma venceria eleição ainda no primeiro turno, aponta Ibope
O levantamento fez quatro cenários diferentes, em todos a atual presidente se reelegeria
Diario de Pernambuco – Diários Associados – Publicação: 24/10/2013
Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) divulgada nesta quinta-feira (24/10) indica que a presidente Dilma Rousseff se reelegeria ainda no primeiro turno se a eleição de 2014 fosse realizada hoje. O levantamento foi feito em parceira com o jornal O Estado de S. Paulo. Em relação à pesquisa anterior do Ibope, divulgada em 26 de setembro, Eduardo Campos teve uma evolução, subindo de 4% para 10%.
Nos quatro cenários apontados pelo instituto, Dilma tem entre 39% e 41% das intenções de voto, mais do que a soma das opções pelos adversários.
O estudo, em uma primeira e mais provável hipótese, colocou como possíveis adversários de Dilma o governador de Pernambunco, Eduardo Campos (PSB), e o senador por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Nesse cenário, Dilma marcou 41%, contra 14% de Aécio e 10% de Eduardo. Os votos nulo ou branco representam 22% e outros 13% não responderam ou não sabem em quem votar.
O Ibope colocou ainda outros três cenários. Um deles envolvendo um ex-postulante ao cargo em 2010, o ex-governador José Serra (PSDB). Com Dilma, Serra e Campos, os números ficariam em 40% 18% e 10%, respectivamente.
Em outra hipótese, a ex-senadora Marina Silva (PSB), que também pleiteou o cargo em 2010, entraria na disputa com Dilma e Aécio. Nesse cenário, Dilma aparece com 40% das intenções de voto, seguido por Marina, com 21%, e por Aécio, com 13%.
No último cenário, uma reedição da disputa de 2010, quando Dilma, Serra e Marina dominaram as eleições presidenciais. Nessa hipótese, Dilma venceria com 39%. Diferente do que ocorreu em 2010, Marina pularia para a segunda posição, com 21% dos votos, enquanto Serra teria 16% das intenções de voto.
O instituto Ibope ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios entre os dias 17 e 21 de outubro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Pesquisa anterior
Em pesquisa Ibope anterior, divulgada em 26 de setembro pelo jornal O Estado de S. Paulo, Dilma aparecia com 38%. Mas, naquela ocasião, a ex-senadora Marina Silva ainda não havia se filiado ao PSB de Campos – ela cogitava concorrer pela Rede Sustentabilidade, partido cujo registro foi negado no início deste mês pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Naquela pesquisa, Marina tinha 16%, Aécio, 11%, e Eduardo, 4%.
Todos os cenários pesquisados
No cenário atual, no qual Dilma concorreria com Aécio e Eduardo
– Dilma Rousseff: 41%
– Aécio Neves: 14%
– Eduardo Campos: 10%
– Brancos/nulos 22%
– Não sabe/não respondeu: 13%
No cenário no qual o candidato do PSB seria a ex-senadora Marina Silva, em vez do governador Eduardo Campos, o resultado seria o seguinte:
– Dilma Rousseff: 39%
– Marina Silva: 21%
– Aécio Neves: 13%
– Brancos/nulos: 16%
– Não sabe/não respondeu: 11%
No cenário em que o candidato do PSDB é o ex-governador de São Paulo José Serra e o do PSB, Eduardo Campos:
– Dilma Rousseff: 40%
– José Serra: 18%
– Eduardo Campos: 10%
– Brancos/nulos: 19%
– Não sabe/não respondeu: 12%
Com Marina como candidata do PSB e Serra como candidato do PSDB, o Ibope apurou o seguinte resultado:
– Dilma Rousseff: 39%
– Marina Silva: 21%
– José Serra: 16%
– Brancos/nulos: 15%
– Não sabe/não respondeu: 10%
Segundo turno
Nas simulações de segundo turno, Dilma venceria todos os demais adversários. Veja abaixo:
– Dilma Rousseff: 47%
– Aécio Neves: 19%
– Branco/nulo: 22%
– Não sabe/não respondeu: 11%
– Dilma Rousseff: 42%
– Marina Silva: 29%
– Branco/nulo: 18%
– Não sabe/não respondeu: 11%
– Dilma Rousseff: 45%
– Eduardo Campos: 18%
– Branco/nulo: 24%
– Não sabe/não respondeu: 14%
– Dilma Rousseff: 44%
– José Serra: 23%
– Branco/nulo: 20%
– Não sabe/não respondeu: 13%
Espontânea
Confira abaixo o resultado na parte da pesquisa em que o Ibope apurou a intenção de voto espontânea, na qual o pesquisador simplesmente pergunta em quem o eleitor votaria se a eleição fosse hoje, sem apresentar uma lista de candidatos:
– Dilma Rousseff: 21%
– Lula: 7%
– Marina Silva: 6%
– Aécio Neves: 5%
– José Serra: 4%
– Eduardo Campos: 2%
– Outros com menos de 1%: 1%
– Branco/nulo: 13%
– Não sabe/não respondeu: 40%
Rejeição
A taxa de rejeição (percentual de eleitores que disse que não votaria no candidato de jeito nenhum) está distribuída da seguinte maneira, segundo o Ibope:
– José Serra: 47%
– Aécio Neves: 40%
– Eduardo Campos: 39%
– Dilma Rousseff: 38%
– Marina Silva: 31%
http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2013/10/24/interna_politica,470103/dilma-venceria-eleicao-ainda-no-primeiro-turno-aponta-ibope.shtml
Webster Franklin
25 de outubro de 2013 9:22 amCopom aumenta juros mais uma vez
Carta Maior
24/10/2013
Paulo Kliass
O Comitê de Política Monetária (COPOM) deliberou pelo aumento da taxa SELIC de 9% para 9,5% ao ano.
Durante um mês que foi marcado pelas atenções voltadas para o polêmico leilão do Campo de Libra, o governo acabou logrando promover mais uma vez o aumento da taxa oficial de juros, sem ter provocado muito alarde com a medida. Em sua 178ª reunião, realizada entre os dias 9 e 10 de outubro, o Comitê de Política Monetária (COPOM) deliberou pelo aumento da taxa SELIC de 9% para 9,5% ao ano.
Trata-se da quinta vez consecutiva em que esse “encontro especial” dos integrantes da diretoria do Banco Central (BC) decide por elevar a taxa referencial, contribuindo para a implementação de uma política monetária ainda mais arrochada. A escalada teve início há pouco mais de 6 meses, quando a 174ª reunião de 17 de abril optou pelo aumento de 7,25% para 7,5%. Desde então, a cada reunião ordinária – que se realiza regularmente a cada 45 dias – um novo aumento de 0,5% veio acontecendo. Um desastre para o País, que corre o sério risco de apresentar mais um Pibinho para o ano que se encerra em pouco mais de 60 dias.
SELIC em alta contínua
Os detalhes dos argumentos a favor do aperto podem sofrer uma ou outra variação. Mas o essencial da leitura das atas oficiais, divulgadas pelo Comitê após cada sessão realizada, é a opção por uma maior rigidez monetária. Tudo se passa como se houvesse um fantasma da inflação a sobrevoar de forma permanente o ambiente econômico brasileiro. Ocorre, porém, que a realidade do acompanhamento dos índices de preços e do ritmo de atividade da economia apresenta um quadro bastante diverso. Passado o equívoco de avaliação da chamada “inflação do tomate” de alguns meses atrás, o fato é que nem mesmo as tendências de desvalorização cambial têm colocado em risco qualquer descontrole inflacionário. A inflação medida pelo IPCA permanece no interior do intervalo aceitável pelas próprias diretrizes macroeconômicas, entre 2,5% e 6,5% anuais.
O curioso é que as reclamações da própria Presidenta Dilma vinham no sentido contrário da escalada altista. Ela sempre comenta a respeito de uma falta de “disposição” dos empresários em realizar os investimentos necessários para a retomada da atividade econômica de forma mais sustentada. Ocorre que os custos financeiros elevados contribuem para intimidar o investimento na esfera do produtivo, para postergar uma ousadia maior no campo da economia real. De um lado, em razão dos maiores custos dos empreendimentos, provocados pelos juros cada vez mais altos. Por outro lado, pelo incentivo ao parasitismo derivado da rentabilidade do recurso imobilizado no circuito financeiro. No país que reina soberano dentre os paraísos do financismo, fica realmente difícil apelar para o investimento que gere emprego e renda.
Efeitos perversos da alta dos juros
Além disso, a elevação da SELIC termina por comprometer também as próprias finanças públicas. Ao contrário do que pretende o discurso conservador do financismo, a política monetária de juros estratosféricos termina por piorar o próprio equilíbrio das contas orçamentárias. Se Dilma havia dito que o pacto mais importante de seu governo era pela austeridade no gasto público, seus assessores na área econômica parecem não estar preocupados em cumprir com tal diretriz. Afinal, a despesa pública de pior qualidade de todas é aquela realizada com o pagamento de juros e serviços da dívida pública. Dinheiro público jogado fora, literalmente.
Entre abril e outubro desse ano, como vimos, a SELIC subiu 2,25% ao ano. E esse é o indicador utilizado – vale a lembrança – para remunerar as despesas do endividamento público. Ora, se consideramos que o estoque total da dívida pública é da ordem de R$ 2 trilhões, apenas esses aumentos da taxa oficial provocaram uma despesa extraordinária de R$ 45 bilhões para o Tesouro Nacional. Apenas a título de comparação, o governo forçou a barra para a realização do leilão do Campo de Libra nas condições previstas no edital com o argumento de que haveria um bônus de R$ 15 bilhões a ser pago pelas empresas do consórcio vencedor. E esse seria um recurso importante para cumprir a meta de superávit primário. Ou seja, entra o valor por um lado, mais sai o triplo pelo ralo na mesma hora.
Já passou a hora de o governo mudar radicalmente a orientação de uso da política monetária. Está mais do que comprovada a ineficácia da elevação da taxa oficial de juros para qualquer tipo de ajuste da macroeconomia, onde a meta seja a da retomada do desenvolvimento. Juros elevados só fazem drenar recursos do Orçamento Geral da União para os setores que vivem do rentismo parasita. Com isso, ficam penalizadas as atividades da área social (saúde, educação, previdência social, entre outros), bem como as iniciativas de investimento em ciência e tecnologia, infra-estrutura e similares. Como a única preocupação do governo parece ser a do cumprimento de seu sacrossanto compromisso com o superávit primário, as demais despesas ficam sujeitas ao contingenciamento e a outros procedimentos de corte de verbas orçamentárias.
A alternativa do depósito compulsório
Se a equipe econômica está realmente convencida de que a abordagem liberal monetarista é a mais adequada, então que lance mão de outros instrumentos para inibir a demanda agregada e impeça o suposto risco da inflação. Mas que faça a opção pelo conservadorismo sem que isso implique um agravamento das finanças públicas. Qualquer manual de macroeconomia ensina que a política monetária pode ser implementada também por meio do depósito compulsório. Ou seja, o aumento da taxa de juros oficial não é o único meio para alcançar essa intenção de reduzir o ritmo da atividade econômica.
Mas o primeiro ponto é que a Presidenta seja informada de que aumentar a taxa SELIC vai na contramão de qualquer intenção desenvolvimentista ou mesmo de retomada da atividade econômica simplesmente. Caso contrário, vai ter de continuar a lançar mão dos equívocos de isenção tributária desenfreada e sem contrapartida. Ou então da concessão de benesses sob a forma de créditos subsidiados para os grandes conglomerados. Enfim, medidas que não resolvem o problema maior da valorização cambial e do elevado custo financeiro dos empreendimentos. E só carregam negativamente as finanças públicas, em razão da perda de receita que essas medidas provocam.
A alternativa ao aumento da taxa SELIC é mais neutra, do ponto de vista da política fiscal. Caso opte por promover um aumento nas alíquotas dos depósitos compulsórios do sistema financeiro, o governo não aumenta as despesas orçamentárias com juros e serviços da dívida pública. O resultado da decisão de impedir que os bancos aumentem ainda mais a base monetária da economia é o mesmo de um aumento da SELIC. Ele atua no sentido de inibir a demanda agregada, de impedir que o nível de consumo aumente para evitar supostos riscos de aumento dos preços.
Quem ganha com o aumento da SELIC?
A grande dúvida que permanece é relativa às razões que estariam a impedir, a todo o momento, que essa alternativa venha à tona no debate sobre as possibilidades de política econômica. Desde que o Plano Real foi lançado, o tripé fala explicitamente em juros elevados e não apenas em rigidez da política monetária. Isso porque os interesses do financismo focam em maiores ganhos para atividade financeira derivada do patamar oficial dos juros nas alturas. Elevação do depósito compulsório, pelo contrário, soa aos ouvidos da banca como sinônimo de maior intervenção e limitação à sua “liberdade” de sugar recursos do conjunto da sociedade para seus cofres privados.
Aos bancos não interessa que o governo eleve o depósito compulsório. O financismo, pelo contrário, joga todo seu poder na pressão para que o Brasil continue firme e forte na sua condição de campeão mundial da taxa de juros. Dessa forma, a cada aumento da SELIC, as taxas praticadas no balcão para clientes também são aumentadas. E com isso, fica assegurado que uma formidável quantia de recursos do Estado e da maioria da sociedade continuará sendo direcionada para o rentismo parasitário.
Por outro lado, SELIC nas alturas segue sendo fator de grande estímulo para o capital especulativo internacional, que vem também abocanhar seu naco na extrema generosidade oferecida pela política econômica vigente em nossas praias.
Enfim, isso até que o FED – o Banco Central norte-americano – resolva subir um tiquinho de nada os juros nas terras de Obama. A partir desse momento, o fluxo se inverterá e parte desses recursos voltarão a buscar sua rentabilidade no lado de cima do Equador.
(*) Doutor em economia pela Universidade de Paris 10 (Nanterre) e integrante da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental, do governo federal.http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/Copom-eleva-juros-mais-uma-vez-/29309
Assis Ribeiro
25 de outubro de 2013 9:30 amNSA ‘grampeou’ telefones de dirigentes de 35 países
Espionagem: NSA ‘grampeou’ telefones de dirigentes de 35 países
AFP
Um alto funcionário americano entregou os números de telefone de 35 líderes mundiais à Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) para a realização de escutas, revela o jornal The Guardian nesta quinta-feira, baseado em documentos vazados pelo ex-analista de Inteligência Edward Snowden.
Esta nova revelação ocorre no momento em que a Alemanha protesta diante das informações sobre um possível “grampo” no telefone celular da chanceler Angela Merkel por parte dos Estados Unidos.
Ao reagir à indignação de Berlim, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, se negou a esclarecer se Washington efetivamente monitorou no passado as comunicações de Merkel.
Segundo documentos revelados nesta quinta pelo The Guardian, a NSA “espionou as conversas telefônicas de 35 dirigentes do mundo após um alto funcionário americano entregar uma lista com os números”.
Edward Snowden, atualmente refugiado na Rússia, é responsável por uma enxurrada de revelações sobre os “grampos” da NSA.
Em um documento interno com data de 27 de outubro de 2006, a NSA pede aos responsáveis de vários organismos do Executivo, incluindo Casa Branca, departamento de Estado e Pentágono, que “compartilhem seus números de telefone e endereços (e-mail) com a agência”.
Apenas um destes responsáveis, cuja identidade e função não foram reveladas, entregou “200 números, entre eles os de 35 dirigentes mundiais”, comemoram dirigentes da NSA no documento, acrescentando que o monitoramento destes números não deu grandes resultados.
The Guardian entrou em contato com o governo americano sobre este novo documento, mas não obteve resposta.
http://br.noticias.yahoo.com/espionagem-nsa-grampeou-telefones-dirigentes-35-pa%C3%ADses-214016420.html
Assis Ribeiro
25 de outubro de 2013 10:04 amA oposição manifesta da mídia ao governo. Caso da espionagem
“O melhor papel que ela pode fazer dentro do plano traçado com seus conselheiros, inclusive e, sobretudo, o de marketing político, é essa denúncia “vigorosa”, às vezes “rude” com que tratou o assunto desde o início. (…)A presidente Dilma seguiu o script que melhor convinha ao papel que pretende apresentar ao eleitorado brasileiro na eleição de 2014 (…)A questão central é que o Brasil não vai conseguir levar para o plano prioritário do mundo essa questão da espionagem americana (…) O resto é propaganda política interna.”
Merval Pereira
Outros falaram da infantilidade do governo em cancelar a visita de Dilma aos EUA, que o discurso de Dilma na ONU foi “exagerado”, um comentarista aqui do blog chegou a falar que se tratava de um ataque ideológico de antiamericanismo, que foi uma “falta de cortesia” com o “anfitrião” (sic). Falaram, também que era “esperneio” para esconder a incompetência do governo em resguardar os seus dados.
O vídeo, abaixo, de Reinaldo Azevedo é imperdível
[video:http://www.youtube.com/watch?v=oiMU22paDEc%5D
MiriamL
25 de outubro de 2013 9:59 amAs lutas do
As lutas do mundo
Boaventura de Sousa Santos
Em Moçambique, Chile ou Brasil, a solidariedade internacional é importantes para fortalecer a resistência contra megaprojetos feitos sem consulta às populações.
O meu trabalho profissional leva-me a viajar por vários países. As experiências que colho, não podendo confirmar ou infirmar as hipóteses de trabalho que orientam o meu trabalho científico, dão-me informações preciosas sobre o pulsar do mundo, sujeito a pressões globais, mas de modo nenhum unívoco nas repostas que lhes dá. A pretensa ausência de alternativas para problemas ou conflitos concretos num dado país não passa de um argumento útil a quem está no poder e nele se quer perpetuar.
No passado mês de Julho, pude conviver de perto com os camponeses moçambicanos em luta contra a atividade mineira e os projetos agroindustriais que os expulsam das suas terras e os realojam em condições sub-humanas, destroem a agricultura familiar que em grande medida alimenta a população, contaminam as águas dos rios, destroem os seus cemitérios, e frequentemente os submetem a repressão policial violenta. Tudo em nome do progresso e do crescimento econômico, mas de facto apenas para permitir lucros escandalosos às empresas multinacionais envolvidas (muitas delas brasileiras) e rendas parasitas às elites político-econômicas locais.
Os contatos entre camponeses moçambicanos e brasileiros foram cruciais para fortalecer a sua luta através da solidariedade internacional e alimentar a esperança de que a resistência possa ter êxito.
Há duas semanas, no Chile, vivi momentos de emoção frente ao Palácio de La Moneda onde há quarenta anos o Presidente eleito Salvador Allende foi deposto pelo golpe de Pinochet, preparado por uma forte campanha de desestabilização orquestrada por Washington, muito semelhante à que está a ser orquestrada agora contra Venezuela, facilitada por alguns erros de um chavismo que não sabe existir sem Chávez.
Em vésperas de eleições, as marcas da ditadura continuam a assombrar as elites políticas e vida social dos chilenos. A privatização da educação, da saúde e da segurança social (as mesmas políticas que hoje se implantam no nosso país) tiveram consequências devastadoras para o bem-estar da grande maioria da população, e a provável vitória de Michelle Bachelet poderá representar o esforço, ainda que limitado, para reverter a situação de desproteção social que avassala o país.
Estará Portugal condenado a repetir a história do Chile, no nosso caso, esvaziando a democracia para depois lhe tentar devolver algum significado? Para simbolizar que as continuidades sempre convivem com rupturas, no dia anterior à minha partida, mais de 50.000 chilenos e chilenas, na maioria jovens, desfilaram numa arrojada marcha de orgulho gay, como que dizendo que, tal como os estudantes revoltados de 2012 e os povos mapuches em luta contra o saque dos seus recursos naturais, são parte de um novo Chile pós-conservador e pós-neoliberal.
Escrevo esta crônica a partir da Cidade de México. Dias antes, em Guadalajara, tive um encontro com representantes do povo Wixarika em luta contra uma empresa mineira canadense autorizada pelo governo mexicano a extrair minério a céu aberto nos seus territórios sagrados de Wiricuta, São Luís de Potosi. Basta este nome para mostrar a continuidade do saque dos recursos naturais destes povos desde o início da colonização espanhola até hoje.
Tal como em Moçambique, no Chile ou no Brasil, a solidariedade internacional e o envolvimento de órgãos da ONU serão importantes para fortalecer a resistência contra estes megaprojetos feitos sem consulta às populações, com as mais graves violações dos direitos humanos e do meio-ambiente. Entretanto, o governo priista propõe uma reforma educativa com um perfil semelhante à que está a ser feita em Portugal. E, tal como cá, também os sindicatos dos professores do México protestam massivamente contra as reformas. Os sindicatos mexicanos são muito fortes e, apesar de o governo os tentar enfraquecer, adotam formas de luta que incluem ocupação de edifícios públicos e praças, bloqueamento de estradas, ou anulação das portagens nas autoestradas. Estes exemplos mostram que merece a pena continuar a lutar por um mundo mais justo e ecologicamente mais equilibrado. Os que lutam podem ter a certeza de que não estão sozinhos.
http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/As-lutas-do-mundo/29240
Adamastor
25 de outubro de 2013 10:19 amEXCLUSIVO: BARBOSA OMITIU SUA
EXCLUSIVO: BARBOSA OMITIU SUA RELAÇÃO COM ADVOGADO
Depois de tanto criticar o suposto “conluio” entre juízes e advogados, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, participou de um jantar oferecido pelo advogado Carlos Siqueira Castro (quarto da esq. à dir.), um dos mais atuantes na corte, de quem é colega na Universidade Estadual do Rio de Janeiro; ao ser questionado, pediu à sua assessoria que informasse que “Barbosa não relata casos do advogado”; informação, no entanto, é 100% falsa; um rápido levantamento, no próprio site do STF, aponta que o presidente do STF atuou não apenas como relator, mas também como juiz, em vários casos relatados pelo amigo Siqueira Castro; faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?
25 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 06:59
247 – Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Será essa a lógica do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa? Durante muito tempo, ele se negou a receber advogados na suprema corte, alegando um suposto “conluio” entre magistrados e representantes da defesa no Judiciário brasileira, que poderia contaminar as decisões.
Com essa atitude, Barbosa semeou a imagem de vingador da Justiça e teve vários atritos com entidades de classe da magistratura, que defendiam o diálogo entre as partes. Dias atrás, no entanto, a regra de Barbosa foi quebrada, quando ele participou de um jantar oferecido pelo advogado Carlos Siqueira Castro, dono de um dos principais escritórios do País e seu colega na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O encontro não teria maiores repercussões se Barbosa, que já se coloca como eventual presidenciável, não tivesse cultivado a imagem de justiceiro inatacável. O caso foi abordado pelo Painel, da Folha de S. Paulo, na edição de ontem e o presidente do STF afirmou que só foi ao jantar na casa do advogado porque se tratava de uma homenagem a uma delegação francesa, em visita ao Rio de Janeiro.
Leia abaixo:
Entre amigos Joaquim Barbosa participou no sábado de um jantar na casa do advogado Carlos Siqueira Castro, no Rio. O evento foi oferecido ao presidente do Supremo Tribunal Federal e ao presidente do Conselho Constitucional francês, Jean Louis Debré.
Histórico Durante o julgamento do mensalão, Barbosa foi criticado por não receber criminalistas em seu gabinete e apontou “conluio” entre juízes e advogados.
Veja bem “Compareci, sim, ao jantar. Era uma homenagem à delegação francesa”, diz o ministro. Ele é colega de Siqueira Castro na Uerj e atuou com ele no Ministério Público. Sua assessoria diz que Barbosa não relata casos do advogado.
No entanto, o problema está na última frase. Orientada ou não pelo chefe, a assessoria do STF mentiu para a Folha de S. Paulo ao afirmar que Barbosa não relata casos do advogado.
Uma rápida pesquisa no próprio site do STF permite observar que Barbosa não apenas relatou como também julgou diversas ações patrocinadas pelo colega da Uerj.
Confira a lista abaixo, levantada pelo 247 no sistema de informações públicas do STF:
PROCESSOS DE SIQUEIRA CASTRO RELATADOS POR BARBOSA NA PRESIDÊNCIA DO STF, INCLUSIVE PENDENTES DE DECISÃO
ARE 728879 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
AMICO SAÚDE LTDA
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
ADV.(A/S)
GUSTAVO GONÇALVES GOMES
RECDO.(A/S)
MARIA DE LOURDES CHIEROTO
ADV.(A/S)
SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
ARE 758110 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
AMICO SAUDE LTDA.
ADV.(A/S)
GUSTAVO GONÇALVES GOMES
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
RECDO.(A/S)
WILMA MARIA FARABOLINI
ADV.(A/S)
SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
ARE 758513 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
HISASHI KATAOKA E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
FABIO LEMES DE ALBUQUERQUE
ADV.(A/S)
MARCOS SOBRINHO
ARE 764011 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
ROBSON ROBERTO TEIXEIRA
ADV.(A/S)
ALEXANDRA BERNARDO VAZ E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A
ADV.(A/S)
HISASHI KATAOKA
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ARE 742759 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
CRISTIANE MONTALIONE SILVA
ADV.(A/S)
DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RECDO.(A/S)
LIGHT – SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A
ADV.(A/S)
HISASHI KATAOKA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ARE 770602 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
INDAIÁ BRASIL ÁGUAS MINERAIS LTDA
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
FRANCISCO ANTÔNIO BESERRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
VENCESLAU PERES DE SOUZA
INTDO.(A/S)
BRADESCO SEGUROS S/A
ADV.(A/S)
RENATO TADEU RONDINA MANDALITI E OUTRO(A/S)
ARE 776268 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
PRECE – PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
HISASHI KATAOKA E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
JULIO DA COSTA MONTEIRO
ADV.(A/S)
ZÉLIA MARIA FERNANDES DE LUNA E OUTRO(A/S)
RE 765565 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
PA – PARÁ
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
CVRD – CIA VALE SO RIO DOCE
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
TENÓRIO LIMA MARINHO
ADV.(A/S)
RONEY FERREIRA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
RE 771634 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
ES – ESPÍRITO SANTO
Relator:
MINISTRO PRESIDENTE
RECTE.(S)
TIM CELULAR S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
TEIXEIRA E SANTIAGO LTDA
ADV.(A/S)
SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
PROCESSOS DE SIQUEIRA CASTRO RELATADOS POR BARBOSA ANTES DA PRESIDÊNCIA DO STF
AI 515501 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
SIBELE SENA CAMPELO
ADV.(A/S)
LEILA MARCIA MACIEL NEVES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
TELELISTAS EDITORA S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AI 604641 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
MERCK S/A INDÚSTRIAS QUÍMICAS
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
UNIÃO
ADV.(A/S)
PFN – ZACHARIAS MANOEL MENDES NETO
AI 607517 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
TELPLAN – TELECOMUNICAÇÕES E PLANEJAMENTO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO DO BRASIL S/A
ADV.(A/S)
GILBERTO EIFLER MORAES E OUTRO(A/S)
AI 612656 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
MCDONALD’S COMÉRCIO DE ALIMENTOS S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
SERRADOR RIO EMPREENDIMENTOS E PARTICIPAÇÕES LTDA
ADV.(A/S)
PAULO ZIDE E OUTRO(A/S)
AI 637253 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
DF – DISTRITO FEDERAL
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL – PREVI
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
LUIS ALBERTO PRATES FRÓES
ADV.(A/S)
ANTÔNIO CARLOS BUFULIN
AI 716334 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AGDO.(A/S)
OPPORTRANS CONCESSÃO METROVIÁRIA S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO
AI 740860 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
PORTUS – INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO
AGDO.(A/S)
CARLOS FERNANDO RODRIGUES
ADV.(A/S)
CLEITON LEAL DIAS JÚNIOR
Rcl 4784 – RECLAMAÇÃO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECLTE.(S)
ELOÁ DOS SANTOS CRUZ
ADV.(A/S)
LUIZ GONZAGA QUINTANILHA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
RECLDO.(A/S)
RELATOR DA RECLAMAÇÃO Nº 2.259 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
INTDO.(A/S)
VALE S/A ( ATUAL DENOMINAÇÃO DA COMPANHIA VALE DO RIO DOCE)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
UNIÃO
ADV.(A/S)
ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
INTDO.(A/S)
BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES
INTDO.(A/S)
MÁRIO DAVID PRADO SÁ E OUTRO(A/S)
RE 232328 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
CE – CEARÁ
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECDO.(A/S)
UNIÃO
ADV.
PFN – WALTER GIUSEPPE MANZI
RECDO.(A/S)
CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO NORDESTE DO BRASIL – CAPEF
ADVDOS.
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.
GUILHERME LIMA BRAGA
AI 421261 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
CONDUTO – COMPANHIA NACIONAL DE DUTOS
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
ADV.(A/S)
HERALDO MOTTA PACCA
AI 502765 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
PRONEP ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇOS LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
VALDO CARLOS DE OLIVEIRA BUCCOS
ADV.(A/S)
BARBARA REGINA CARVALHO E OUTRO(A/S)
AI 547744 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
BANCO BANERJ S/A
ADV.(A/S)
RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AGDO.(A/S)
ADRIANO MEJDALANI NEVES
ADV.(A/S)
PAULO RICARDO VIEGAS CALÇADA
AI 611142 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
DANIEL SILVIO PENHA
ADV.(A/S)
CARLA SOARES VICENTE E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
PORTUS – INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AI 655542 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
CARREFOUR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA
ADV.(A/S)
HUGO FILARDI PEREIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
ADV.(A/S)
HISASHI KATAOKA
AGDO.(A/S)
SEBASTIÃO GOMES DIAS
ADV.(A/S)
TARCISIO ABREU LADEIRA E OUTRO(A/S)
AI 712372 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
JOSÉ MARIO PINHEIRO PINTO
ADV.(A/S)
TIRANY DA COSTA SOUZA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
FERNANDO JOSÉ LEMME WEISS
ADV.(A/S)
JOÃO AQUILES NETTO DE PAIVA JÚNIOR
AGDO.(A/S)
VALTER DA CUNHA PINHEIRO
ADV.(A/S)
JOSÉ LUIZ CARAM
AGDO.(A/S)
EMANUEL MACABU MORAES
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AGDO.(A/S)
HAMILTON LIMA BARROS
ADV.(A/S)
NEWTON FERNANDES DE FARIAS
AGDO.(A/S)
FRANCISCO VENTURA DE TOLEDO
ADV.(A/S)
LAURO MÁRIO PERDIGÃO SCHUCH
AGDO.(A/S)
TÂNIA CASTRO GÓES
ADV.(A/S)
PEDRO AUGUSTO DE FREITAS GORDILHO
AGDO.(A/S)
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AI 764834 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
ANDRÉ MARCOS BRANDÃO
ADV.(A/S)
ANDRÉ MARCOS BRANDÃO
AGDO.(A/S)
COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS – CEDAE
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RE 526618 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
NKB SÃO PAULO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS LTDA.
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
HEITOR FARO DE CASTRO
RECDO.(A/S)
UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RE 599709 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
RECDO.(A/S)
COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
INTDO.(A/S)
INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL – INSS
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AI 455086 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
LABORATÓRIOS CANONNE LTDA
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL – INSS
ADV.(A/S)
PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AI 521422 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
LABORATÓRIOS B. BRAUN S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AGDO.(A/S)
UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AI 566883 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
FRANCISCO LUIZ BERTOZZI
ADV.(A/S)
ROBERTO MOHAMED AMIM JÚNIOR
AGDO.(A/S)
PORTUS – INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AI 616973 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO SUL FLUMINENSE
ADV.(A/S)
RAQUEL CRISTINA RIEGER E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – BANERJ
ADV.(A/S)
RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
FERNANDA ROCHEL NASCIUTTI
AI 680885 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
WILSON PEREIRA DE OLIVEIRA
ADV.(A/S)
JOSÉ EYMARD LOGUERCIO
AGDO.(A/S)
BANCO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO S/A – BANERJ – EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO BANERJ S/A
ADV.(A/S)
VICTOR RUSSOMANO JÚNIOR
AGDO.(A/S)
BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S)
VICTOR RUSSOMANO JR E OUTRO(A/S)
AI 718542 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
AIDA GOULART TEIXEIRA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
SÉRGIO EDUARDO RODRIGUES DOS SANTOS E OUTRO(A/S)
AI 834188 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
COMPANHIA ESTADUAL DE ÁGUAS E ESGOTOS – CEDAE
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
LUIZ CARLOS GRAVITOL
ADV.(A/S)
MARIANA DE BARROS PAULON
RE 544262 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
UNIÃO
ADV.(A/S)
PFN – JACQUELINE CARNEIRO DA GRAÇA
RECDO.(A/S)
ELECTRO VIDRO S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AI 466630 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
CE – CEARÁ
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
JOSÉ EDI DOS REIS
ADV.(A/S)
MARTHIUS SÁVIO CAVALCANTE LOBATO
ADV.(A/S)
JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO ITAÚ S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE
AI 538941 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
VALDIR CLOTILDES FERREIRA
ADV.(A/S)
MARTHIUS SÁVIO CAVALCANTE LOBATO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO BANERJ S/A
ADV.(A/S)
VICTOR RUSSOMANO JUNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO BANERJ S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
ADV.(A/S)
RAFAEL FERRARESI HOLANDA CAVALCANTE
AGDO.(A/S)
CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO SISTEMA BANERJ – PREVI/BANERJ – EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
ADV.(A/S)
ANA CRISTINA ULBRICHT DA ROCHA E OUTRO(A/S)
AI 589121 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
TELPLAN – TELECOMUNICAÇÕES E PLANEJAMENTO LTDA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO DO BRASIL S/A E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
GILBERTO EIFLER MORAES E OUTRO(A/S)
AI 625653 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
HAEGLER S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL – INSS
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL FEDERAL
AI 689417 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
IVO GOMES BAPTISTA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
LUCIANA ROSÁRIO GOMES E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
PORTUS – INSTITUTO DE SEGURIDADE SOCIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AI 737937 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
SIMETAL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO
ADV.(A/S)
JOSÉ ALCIDES MONTES FILHO
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AGDO.(A/S)
ESTADO DE SÃO PAULO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
RE 581042 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
RIO-SUL SERVIÇOS AÉREOS REGIONAIS S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
UNIÃO
ADV.(A/S)
PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
AI 540536 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
JOÃO MANOEL PEREIRA
ADV.(A/S)
ROBERTO MOHAMED AMIN JUNIOR
AGDO.(A/S)
INSTITUTO PORTUS DA SEGURIDADE SOCIAL
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTROS
AI 683208 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
MARCO AURÉLIO DE SOUZA LAGE E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
JOSÉ EYMARD LOGUÉRCIO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
ITAÚ UNIBANCO S/A
ADV.(A/S)
VICTOR RUSSOMANO JÚNIOR E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO S/A – BANERJ (EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL)
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA DE CASTRO
ARE 664967 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
MAGNA DE JESUS AGUIAR
ADV.(A/S)
WALTER LUIZ SALOMÉ DA SILVA
RECDO.(A/S)
FLEURY S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
AI 774585 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR – ABRAPP
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES
ADV.(A/S)
FÁTIMA LUIZA DE FARIA COSTA DIAS E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
UNIÃO
PROC.(A/S)(ES)
ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
ARE 704926 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
CARREFOUR COMÉRCIO E INDÚSTRIA LTDA
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
AI 799706 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S)
COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
AGÊNCIA REGULADORA DE ENERGIA E SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PROC.(A/S)(ES)
PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
ARE 706549 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RN – RIO GRANDE DO NORTE
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA
RECTE.(S)
LOCALIZA FRANCHISING BRASIL S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
MARCOS DE LIMA BRITO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
PORCINO FERNANDES DA COSTA JUNIOR – ME
ADV.(A/S)
JOSÉ LUIZ CARLOS DE LIMA E OUTRO(A/S)
PROCESSOS DECIDIDOS POR BARBOSA QUE AGORA ESTÃO COM BARROSO
ARE 703889 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA SUBST. MIN. ROBERTO BARROSO
RECTE.(S)
JOSÉ SCALFONE NETO
ADV.(A/S)
SEBASTIÃO SCALFONE
RECDO.(A/S)
COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE GÁS DO RIO DE JANEIRO – CEG
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO
ARE 649060 – RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Origem:
SP – SÃO PAULO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA SUBST. MIN. ROBERTO BARROSO
RECTE.(S)
CONSTRUÇÕES E COMÉRCIO CAMARGO CORRÊA S.A.
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
RECDO.(A/S)
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DE PRESIDENTE PRUDENTE
ADV.(A/S)
ELCIO APARECIDO VICENTE
AI 782929 – AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem:
RJ – RIO DE JANEIRO
Relator:
MIN. JOAQUIM BARBOSA SUBST. MIN. ROBERTO BARROSO
AGTE.(S)
FERROVIA CENTRO-ATLÂNTICA S/A
ADV.(A/S)
CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO E OUTRO(A/S)
AGDO.(A/S)
GERALDO ANTÔNIO DE PAULA E OUTRO(A/S)
ADV.(A/S)
LUIZ CARLOS FERNANDES JÚNIOR
MiriamL
25 de outubro de 2013 11:08 amNa Itália, acusando o
Na Itália, acusando o acusador
Umberto Eco
19/10/201300h01
Nos anos 90, eu escrevi uma coluna sobre uma das formas que o jornal italiano “La Repubblica” marcou seu 20º aniversário: publicando um encarte contendo artigos de duas décadas atrás. Em um momento de distração, eu confundi histórias de 20 anos atrás com novas –apesar de que, em minha defesa, grande parte das notícias dos 20 anos anteriores ser mais ou menos o que eu esperaria ler na edição atual. Mas não foi culpa do “La Repubblica”, mas sim da Itália: quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas.
Naquela coluna dos anos 90, eu me queixei sobre o estado curioso das coisas: em assuntos legais, certos jornais tendiam ficar ao lado de réus ilustres mas, em vez de tentarem demonstrar a inocência dos réus, eles questionavam a competência ou idoneidade do juiz, publicando artigos ambíguos, alusivos ou até mesmo deliberadamente acusatórios.
Na teoria, demonstrar durante um julgamento que a acusação é de alguma forma tendenciosa ou injusta seria um bom exemplo da democracia em funcionamento (quem dera isso fosse possível em julgamentos falsos, que tantas ditaduras realizam para exibição). Mas em uma sociedade na qual não apenas a acusação, mas também o juiz pode ser sistematicamente deslegitimado, a priori, algo claramente está quebrado. Ou a Justiça não está funcionando ou as equipes de defesa não estão funcionando.
Todavia, é isso o que estamos vendo na Itália há algum tempo. A primeira ação do acusado não é apontar os furos nas evidências contra ele, mas demonstrar ao público que seu acusador não está acima de suspeita. Se o acusado tem sucesso nesse esforço, o andamento do julgamento de fato passa a ser secundário. Afinal, o fator decisivo nos julgamentos televisionados é a opinião pública. O público, de modo geral, tem pouca fé nas autoridades investigativas e frequentemente tem o poder de convencer os jurados que seria impopular ficar ao lado dessas autoridades.
Portanto, o julgamento deixa de ser um debate entre duas partes, que apresentam evidência e contraevidência; ele passa a ser um duelo de mídia –um que pode ter início antes mesmo do começo do julgamento de fato– no qual os réus podem questionar o direito do promotor de acusar e o direito do juiz de julgar.
Se você consegue mostrar que seu acusador é um adúltero ou tem outros pecados ou crimes no seu passado –mesmo se não tiverem nada a ver com o julgamento– você já ganhou. No caso de um juiz, aparentemente não é nem mesmo necessário demonstrar que ele de fato cometeu um crime. A insinuação é uma ferramenta incrivelmente poderosa. Basta fotografar um juiz jogando uma ponta de cigarro no chão ou apontar suas meias turquesas como evidência de falta de senso de moda –e esses dois incidentes já aconteceram. Isso muda a balança do poder: o juiz se torna o acusado, com base nas insinuações de que ele é bizarro ou uma pessoa de algum modo não confiável, cujas falhas o tornam inadequado para o cargo.
Dado que essa tática persiste há tantos anos, na superfície ela parece ser eficaz. Por outro lado, isso também pode instigar os piores instintos da pessoa comum: por exemplo, alguém que recebe uma multa de estacionamento pode se inspirar a tentar acusar o policial de agir por despeito, de ser invejoso da pessoa que é dona de um BMW –talvez até mesmo de ser comunista. Agora, qualquer alvo de investigação começa a parecer Joseph K. em “O Processo”: inocente, mas enfrentando um sistema judiciário impenetravelmente paranoide.
Eu disse anos atrás e direi de novo. Lembre-se disso na próxima vez que alguém pegar você com a mão na botija ou –por que parar aí?– quando você entregar um suborno para o policial que pegou você rachando o crânio de sua avó com um machado: não se preocupe em lavar o sangue ou tentar provar um álibi absurdo. Tudo o que você precisa fazer é mostrar que, 10 anos antes, o policial que pegou você com a mão na botija (ou segurando o machado) não pagou impostos sobre um bolo de Natal que ele recebeu de presente de alguma empresa. Pontos extras se você conseguir levantar a suspeita de que o policial e o presidente-executivo da empresa já foram velhos amigos.
Tradutor: George El Khouri Andolfato
http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/umberto-eco/2013/10/19/na-italia-acusando-o-acusador.htm
Marco St.
25 de outubro de 2013 1:07 pmCobaias humanas
Aqui são os humanos as cobaias
Produto da Monsanto é suspeito de aumentar casos de câncer na Argentina
Empresa diz que “não tolera o uso indevido” de agrotóxicos “ou a violação de qualquer lei, regulamento ou decisão judicial”
Atualizado às 22p7
Pesticidas fabricados pela Monsanto, indústria de agricultura norte-americana, são suspeitos de serem os responsáveis por problemas de saúde que vão desde defeitos congênitos a câncer na Argentina, segundo uma reportagem da AP (Associated Press) divulgada nesta segunda-feira (21/10). De acordo com a agência, a ausência de leis que regulem agrotóxicos levou ao uso incorreto deles no país, levando determinados estados a terem taxas maiores de câncer, por exemplo, que outros.
Leia mais:
Maior consumidor mundial de agrotóxicos, Costa Rica tem alta incidência de leucemia infantil
A reportagem aponta que, na província de Santa Fe, o centro da indústria argentina de soja, as taxas de câncer são de duas a quatro vezes mais altas que a média nacional. Apesar da proibição pela província do uso de pesticidas a menos de 500 metros das áreas povoadas, a AP descobriu evidências de que químicos tóxicos são usados a apenas 30 metros das residências.
Em Chaco, a região mais pobre, a probabilidade de crianças nascerem com defeitos congênitos são quatro vezes maiores desde que a biotecnologia expandiu a agricultura.
“A mudança no modo como a agricultura é produzida trouxe, francamente, uma mudança no perfil das doenças”, afirmou à AP o pediatra Medardo Avila Vazquez. “Nós passamos de uma nação bastante saudável a uma com taxas altas de câncer, defeitos congênitos e doenças raramente vistas antes”.
Wikicommons

Plantação de soja na Argentina: país é o terceiro maior produtor no mundo
Em resposta às reclamações, a presidente Cristina Kirchner criou em 2009 uma comissão para estudar o impacto de agrotóxicos na saúde humana. O relatório oficial pediu por “controles sistemáticos de herbicidas e seus componentes (…) Assim como exaustivos estudos em laboratório e em campo envolvendo formulações contendo uma substância química chamada glifosato, considerada quase inofensiva a seres humanos, e suas interações com outros químicos que são usados em nosso país”. Entretanto, a última reunião do comitê foi em 2010.
O secretário de Agricultura, Lorenzo Basso, afirmou que as pessoas estão desinformadas na Argentina. “Eu vi inúmeros documentos, pesquisas, vídeos, artigos nas notícias e nas universidades e, realmente, nossos cidadãos que leem isso ficam confusos e tontos”, disse. “Nosso modelo, como uma nação de exportação, tem sido questionado. Precisamos defender nosso modelo”.
A AP entrevistou o camponês Fabian Tomasi, que trabalhou bombeando pesticidas sobre plantações e, agora, sofre de problemas neurológicos. “Eu preparei milhões de litros de veneno sem nenhum tipo de proteção, sem luvas, máscaras ou roupas especiais”, afirmou. “Eu não sabia de nada. Só fiquei sabendo depois o que isso fez comigo, depois que contatei cientistas”.
O pesticida químico da Monsanto, Roundup, contém glifosato. A AP descobriu que esse composto está sendo usado na Argentina em uma série de maneiras que são “inesperadas pela ciência reguladora ou especificamente proibidas pela legislação vigente”.
Em resposta à pesquisa da agência, a Monsanto divulgou um comunicado dizendo que “não tolera o uso indevido de pesticidas ou a violação de qualquer lei de pesticidas, regulamento ou decisão judicial”. “A Monsanto leva a administração de produtos a sério e nós nos comunicamos regularmente com nossos clientes sobre uso adequado dos nossos produtos”, afirmou o porta-voz Thomas Helscher, em nota.
Wikicommons

Funcionário prepara pesticida da Monsanto para uso nas plantações com proteção adequada; falta de precaução pode causar doenças
Na reportagem, a AP afirma que pode ser impossível provar que um composto químico específico causou a doença de um indivíduo. Mas, médicos consultados têm cada vez mais pedido por pesquisas mais amplas, a longo prazo e independentes, dizendo que os governos deveriam fazer a indústria provar que agrotóxicos acumulados não estão deixando as pessoas doentes.
A Argentina foi um dos primeiros países a adotar a biotecnologia da Monsanto para aumentar sua produção agrícola. Com esses produtos, o país se tornou o terceiro maior produtor de soja no mundo. Atualmente, as plantações de soja são inteiramente modificadas pelos produtos químicos, assim como a maior parte das de milho e algodão.
MiriamL
25 de outubro de 2013 1:20 pmPela primeira vez, foi
Pela primeira vez, foi possível induzir o crescimento de novos cabelos na pele humana
ANA GERSCHENFELD
23/10/2013 – 10:55
O inédito método poderá abrir o caminho a tratamentos eficazes da calvície feminina.
Cientistas norte-americanos desenvolveram um método de regeneração capilar capaz de promover o crescimento de raiz do cabelo humano. Os seus resultados foram publicados na edição desta semana da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Angela Christiano, da Universidade de Columbia (EUA), e os seus colegas utilizaram para isso papilas dérmicas, estruturas da pele que dão origem aos folículos do cabelo. A ideia de clonar folículos capilares a partir de papilas dérmicas já circula há várias décadas, mas até agora, quando os cientistas tentavam fazê-lo, as papilas perdiam a sua capacidade de produzir folículos e regressavam ao estado de simples culturas de células da pele.
Contudo, Colin Jahoda, co-autor do estudo, já tinha conseguido há vários anos colher, multiplicar e transplantar de volta para a pele de roedores papilas dérmicas desses animais, explica um comunicado daquela universidade. E os cientistas suspeitavam desde então que isso tinha sido possível porque, ao contrário das papilas dérmicas humanas em cultura, as dos roedores têm tendência a formar agregados tridimensionais. Era portanto provável que, de alguma maneira, esses agregados fossem capazes de recriar o seu próprio ambiente extracelular, fazendo com que as papilas interagissem devidamente e emitissem os sinais necessários para reprogramar a pele e induzi-la a formar novos folículos.
“Isto fez-nos pensar que se cultivássemos as papilas dérmicas humanas de forma a incitá-las a formar agregados, tal como as dos roedores fazem espontaneamente, poderíamos criar as condições necessárias para induzir o crescimento de cabelo na pele humana”, explica a co-autora Claire Higgins, citada pelo mesmo comunicado.
Para testar esta hipótese, os cientistas cultivaram papilas dérmicas colhidas junto de sete dadores humanos. Passados uns dias, transplantaram essas papilas para um enxerto de pele humana previamente colocado no dorso de ratinhos de laboratório. Em cinco casos, os transplantes deram origem a um crescimento capilar “de raiz”, por assim dizer, que se prolongou durante pelo menos seis semanas. Através de análises genéticas, foi possível confirmar ainda que o ADN dos novos folículos era geneticamente idêntico ao dos respectivos dadores.
“Esta abordagem tem o potencial de transformar o tratamento médico da perda de cabelo”, diz por seu lado Angela Christiano. “Os tratamentos actuais tendem a travar a perda de folículos capilares ou a estimular o crescimento de cabelo já existente, mas não criam novos folículos. O nosso método tem, pelo contrário, o potencial de fazer crescer novos cabelos a partir das próprias células das pessoas.”
Isto poderá servir, em particular, para tratar a perda de cabelo nas mulheres. Cerca de 90% das mulheres que sofrem de perda de cabelo não são elegíveis para a técnicas de cirurgia de transplantação capilar, uma vez que não existe cabelo suficiente para redistribuir pelo couro cabeludo, explica ainda a investigadora. “Agora, este método dá-nos a possibilidade de induzir grandes quantidades de folículos – ou de rejuvenescer os que já existem – a partir de células provenientes de apenas umas centenas de cabelos, o que pode tornar a transplantação capilar acessível não só a estas mulheres, mas também aos grandes queimados.”
Embora sejam precisos mais estudos para confirmar estes resultados, os cientistas acreditam na possibilidade de dar início a ensaios clínicos do novo método num futuro próximo.
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/pela-primeira-vez-foi-possivel-induzir-o-crescimento-de-novos-cabelos-na-pele-humana-1610012#/O
Fabio (o outro)
25 de outubro de 2013 2:54 pmSão Paulo entre as cidades eleitas “mais feias do mundo”
http://www.ucityguides.com/cities/10-ugliest-cities-in-the-world.html
UGLIEST CITIES in the World
We’ve made the list of the world’s 10 most beautiful cities, now we present the ten ugliest. There may be countless ugly small and medium-sized cities around the world, but these are the ten least attractive of the world’s capitals and major cities. If you live in any of these places, you’ll surely disagree, but here is our unbiased list:
1 | GUATEMALA CITY, GUATEMALA
This fumes-and-crime-filled city is the capital of an otherwise beautiful country. It looks more like a slum than a capital city, with most buildings appearing on the verge of collapse.
MEXICO CITY, MEXICO
2 | MEXICO CITY, MEXICO
It’s currently known as one of the world’s most dangerous cities, but even if it was a safe haven, it still would not be a very inviting city. It’s one of the world’s most polluted and there isn’t much to look at.
AMMAN, JORDAN
3 | AMMAN, JORDAN
The capital of the country with one of the world’s most fascinating historical sites (magical Petra) should simply be an arrival and departure point on your travel itinerary. Unless you enjoy dirty, chaotic streets and ugly buildings looking like they’re crumbling on top of each other.
4 | CARACAS, VENEZUELA
Venezuela is known for its extraordinary success at international beauty pageants and Venezuelan women are famous for their plastic surgery-enhanced bodies, but the country’s capital sure is no beauty. Not only is it surrounded by shantytowns, its most central districts seem devoid of planning and style.
CARACAS, VENEZUELA
5 | LUANDA, ANGOLA
It’s undergoing a spectacular boom as the capital of Africa’s recent economic success story, but let’s hope the new development creates something more attractive than what we see now: ugly apartment buildings dotting the skyline of what incredibly is the world’s most expensive city.
LUANDA, ANGOLA
6 | CHISINAU, MOLDOVA
Moldova’s capital is an eyesore. It’s an industrial city mostly made up of very ugly Soviet-style apartment buildings, most of them decaying (and not very clean either). There are many unattractive Soviet-era cities in Eastern Europe, but we expect more from a capital.
7 | HOUSTON, USA
Houston, we have a problem: You’re ugly. This is the United States’ fourth largest city when it comes to population, but the attraction sure isn’t scenery. There are many other ugly American cities (let’s face it — American metropolises aren’t exactly beauties: Atlanta, Cleveland…), but this one should win the title of ugliest of them all, with a large impoverished and homeless population (close to one in five families live below the poverty line) and a cityscape with no formal zoning regulations.
8 | DETROIT, USA
Here’s the ugly truth: Detroit is ugly. Not just aesthetically but also in quality of life, which explains why it lost a quarter of its population in a decade. One of the highest crime rates in the country may have contributed to that, but this is also a dirty, rundown city mostly made up of brick, concrete and glass. Not pretty.
SÃO PAULO, BRAZIL
9 | SAO PAULO, BRAZIL
Nature seems to have concentrated all of its efforts on Rio and completely forgotten Brazil’s other big metropolis. São Paulo may be one of the world’s most exciting cities when it comes to dining and shopping, but there’s no question that it’s one big ugly concrete jungle.
10 | LOS ANGELES, USA
A city known for its congested highways is enough to make it unattractive, but then there isn’t much to look at walking down the street either (if anyone actually walks — this is one of the world’s least pedestrian-friendly cities). Despite the allure of Hollywood and the beaches nearby, Los Angeles is simply not the prettiest place on Earth. As one of the world’s most famous cities there is no excuse for lack of beautification year after year.
Ricardo Pereira
25 de outubro de 2013 3:49 pmEducaçao musical x ambiente cultural
Boa tarde gente,
encontrei este post no site do diego schaun e acho que o assunto levanta questoes interessantes.
Aguardo os comentarios do Luciano Hortencio e dos musicos do blog. Abraços a todos.
Brasil: A educação musical infantil é ridícula!
Edepois do trabalho, você chega em casa e acha que o mundo é melhor, só por poder tomar um banho quente, comer um pão com queijo e depois assistir à rodada do brasileirão de quarta-feira. Vida boa não é? Só os asnos reclamam. Porque os asnos têm muita coisa pra fazer. Carregar cestos pesados, zurrar, galopar em semicolcheias, rir sem rir, feder e uma série de outras coisas infinitas no infinitivo.
Sim a vida é boa. Os pormenores que acontecem todos os dias são pormenores. Enquanto o percevejo não furar o nosso pé ele sempre será inofensivo. Sempre será percevejo. Porque as desgraças do mundo só são desgraças lá no mundo. Aqui em casa não acontecem desgraças. Se um dia surgirem por aqui aí sim serão desgraças. Assim como os percevejos.
Outubro poderia ser o mês das crianças. E já não é? Nossa Senhora Aparecida, Dia das Crianças, Dia das Bruxas, lançamentos da Rockstar Games, a união de Marina e Eduardo, a lua que está prestes a minguar e o Vasco, que mesmo ganhando perde. Diria que este é um mês infantil. Um mês importante, já que todos já foram infantes.
Comecei a estudar piano aos 8 anos de idade. Ouvi boa música quando era pequeno, mas não dei tanta importância a isso. Os Mamonas Assassinas marcaram a minha infância. Chico Buarque? Jamais. Ouvia e tocava música brega. De Sandro Lúcio à Waldick Soriano. Imitei Netinho, KLB e o que surgia na época. Mas parece que cresci. Agora tenho bigodes, um par de argolas nas orelhas e milhares de músicas chatas no celular. Músicas chatas.
Tudo que eu ouvi quando pequeno ficou guardado na cachimônia. 18 anos depois veio à tona. Demora mas chega. Eis o grande problema. Só se pode receber alguma “coisa” quando essa “coisa” já partiu de algum lugar. E quando nada parte de lugar algum? Nada chega? Chega nada?
Essas crianças que nasceram no ano 2000 correm o risco de não receberem encomendas. Ninguém posta nada pra elas. Daqui a 18 anos nada virá à tona e a maratona estará fadada. Incrível como isso é clássico e verdadeiro. Boa parte da população, principalmente a mais carente, não tem acesso à boa música. Sim, também não tem boa água, casa, luz, comida, atenção… Mas a problemática aqui é música. As mazelas do mundo são mais conhecidas que Jesus de Nazaré.
A inclusão de música nas escolas virou lei federal há quase 6 anos. Faça uma breve pesquisa na sua cidade e saiba quantas já aderiram à lei, que tinha até 2011 para ser adaptada às escolas. Achou alguma? Pois é, eu também não. Quem sabe daqui a 18 anos venha à tona. Mas a questão não é essa. A criança brasileira que é pobre, marginalizada, excluída de qualquer humanização, não conhece a música chata.As ricas também não conhecem, enfim. Estes mini-homens ouvem, quando podem, o que há de pior na música. Os caras que produzem letras de merda, depreciativas, pornográficas e desgraçadas encontram alvos fáceis em terras virgens, férteis, e sedentas. Porque toda criança é sedenta. E o que estará no auge agora, virá à tona 18 anos depois. E daqui a 18 anos eu estarei na casa dos quarenta, observando de longe as encomendas chegando…
Outro dia uma criança me perguntou: Tio, o que é uma caixa oca? Na ocasião, estava dando uma aula de violão e explicava, momentos antes, que o violão é uma caixa de madeira acústica, oca. Tentei exemplificar, mas não consegui, por mais simples que pareça. E ficou aquele vazio na cabeça dela, na minha e no tempo. Minutos depois, comecei a dedilhar a música Aquarela. Outra aluna, naquela mesma aula, começou a chorar. Beliscão do colega? Dor de barriga? Saudades da mãe? Tédio? Não… Ela simplesmente estava, aos 8 anos de idade, emocionada por ter escutado aquela canção. Quem de vocês tem essa sensibilidade? Quem de vocês chora ao ouvir uma música clássica, histórica, densa… ? A menina não fazia a mínima ideia de quem fora Vinícius de Morais. Toquinho, para ela, é um pedaço de toco. O violão é uma caixa oca. Ela mal sabe ler, vive numa realidade inimaginável. Não se alimenta bem. As roupas são trapos. Cabelos assanhados. Cárie nos incisivos. Coração sensível…
Jamais vou me esquecer dessa cena. Na casa dela, possivelmente ninguém conhece nada de música. Na rua dela os refrões são bundinhas que descem até o chão e os monossíbalos, que são semelhantes aos zurros daqueles asnos que só reclamam da vida.
Daqui a 18 anos a encomenda vai chegar. Caixas ocas? Em todo o caso sim. Mas estaremos aqui reunidos como estavam em Jerusalém para esperarmos os frutos podres caírem das árvores que agora plantamos. A música salva. Porém, é besteira investir em educação musical. O pré-sal é mais importante porque gera renda, dinheiro, bufunfa, oncinha, mala, falcatrua, almoço em família no domingo, caríssimo por sinal, automóveis, putas de luxo, estádios, refrões monossilábicos, banhos quentes, pães com queijo, rodadas do brasileirão, facebook, hidratante de pele e a xerox. Para manter o sistema eles precisarão de infinitos asnos no infinitivo a zurrar e sorrir e zurrar e sorrir e zurrar e sorrir e zurrar
Gão
25 de outubro de 2013 4:20 pmTerceiro beagle abandonado é encontrado em rua de São Roque
SP: terceiro beagle abandonado é encontrado em rua de São Roque
Uma moradora de São Roque, no interior de São Paulo, encontrou na tarde da última quarta-feira, um cachorro da raça beagle abandonado na rua em que mora, no bairro Marmeleiro, na divisa com o município de Mairinque. O cão seria um dos 178 animais resgatados há uma semana do Instituto Royal.
Você sabia? Por que os beagles são usados em pesquisas de medicamentos?
Caso isso se confirme, este será o terceiro caso de cachorros que foram abandonados após terem sido retirados do instituto sob a alegação de que eram usado para pesquisas científicas. Na madrugada do último dia 18, um grupo de ativistas invadiu o instituto, que era alvo de frequentes protestos de organizações pelos direitos dos animais.
Maus-tratos contra animais
Relembre casos de maus-tratos aos animais no Brasil, saiba quais são as punições para quem os maltrata e entenda como as redes sociais estão ajudando a divulgar e combater este tipo de agressão.
De acordo com a prefeitura de São Roque, inicialmente o animal foi levado para a delegacia policial da cidade, e depois para o Centro de Zoonoses. A administração municipal afirma que um chip foi encontrado no beagle, o que seria uma evidencia de que o cão pertence ao Instituto Royal.
Uma associação de proteção aos animais ficou sabendo do caso, e se prontificou a cuidar do animal até que a situação fosse resolvida.
Ativistas retiram animais de instituto
Ativistas invadiram, por volta das 2h de 18 de outubro de 2013, a sede do Instituto Royal, em São Roque, no interior de São Paulo, para o resgate de cães da raça beagle que seriam usados em pesquisas científicas. Mais tarde, coelhos também foram retirados do local. Cerca de 150 pessoas participaram da invasão. Ao todo, 178 cães foram retirados do instituto. O centro de pesquisas era alvo de frequentes protestos de organizações pelos direitos dos animais.
Saiba MaisResgate de cães em SP mobiliza artistas nas redes sociais; confiraSP: 4 são detidos em protesto contra testes em cãesCâmara aprova urgência de projeto que agrava crime contra cães e gatosSP: beagles de instituto encontrados na rua estão com deputadoCientista diz que retirada de cães de instituto afeta pesquisa anticâncer
Os beagles são usados por ter menos variações genéticas, o que torna os resultados dos testes mais exatos. Apesar de os ativistas relatarem diversas irregularidades, perícia feita no Instituto Royal não constatou indícios de maus-tratos aos animais. No dia seguinte à invasão, um novo protesto terminou em confronto entre policiais militares e manifestantes e provocou a interdição da rodovia Raposo Tavares. Quatro pessoas foram detidas.
Em nota, o Instituto Royal refutou as alegações dos manifestantes. “O instituto não maltrata e nunca maltratou animais, razão pela qual nega veementemente as infundadas e levianas acusações de maltrato a seus cães. Sobre esse ponto, o instituto lamenta que alguns de seus cães, furtados na madrugada da última sexta-feira, estejam sendo abandonados”, diz a nota, acrescentando que todas as atividades desenvolvidas no local são acompanhadas por órgãos de fiscalização.
Segundo o instituto, a invasão de sua sede constituiu um “ato de grave violência, com sérios prejuízos para a sociedade brasileira, pois dificulta o desenvolvimento de pesquisa científica no ramo da saúde”. A invasão ao local, de acordo com a posição do Royal, provocou a perda de pesquisas e de um patrimônio genético que levou mais de dez anos para ser reunido. O instituto também informou que os animais levados durante a invasão, quando recuperados, serão recolhidos e receberão o tratamento veterinário adequado, podendo ser colocados para adoção.
Marcelo Morales, coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) – órgão responsável pela fiscalização do setor -, afirmou que nenhum animal retirado do laboratório sofria maus-tratos ou tinha mutilações. De acordo com o médico, o instituto era acompanhado pelo Concea, ligado aos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Saúde, nos testes para medicamentos coadjuvantes na cura do câncer, além de antibióticos e fitoterápicos da flora brasileira, feitos a partir de moléculas descobertas por brasileiros. “Milhões de reais foram jogados no lixo e anos de pesquisas para o benefício dos brasileiros e dos animais também foram perdidos”, disse o pesquisador.
http://noticias.terra.com.br/brasil/sp-terceiro-beagle-abandonado-e-encontrado-em-rua-de-sao-roque,152abfbc26fe1410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
Marco St.
25 de outubro de 2013 5:14 pmO Documentário sobre o Redson (Cólera)
Emocionante poder acompanhar momentos que também fizeram parte da minha vida. Foram muitos os shows do Cólera que eu assisti. Desde o “Começo do fim do mundo”. Ouso dizer que o saudoso Redson era o nosso “Joe Strummer”. Um cara que tinha várias causas para protestar: as periferias, a ecologia, a repressão, pela paz mundial. Tudo autêntico. Vida real.
Bons tempos em que a revolta era canalizada para a música e transformada em algo positivo. Um show do Cólera tinha mais conteúdo, tansgressão e impacto na mente das pessoas do que qualquer manifestação anônima black bloc de hoje.
“QUE ESSE GRITO NÃO SEJA EM VÃO”
Da VICE
A morte prematura de Redson Pozzi, vocalista e guitarrista do Cólera, foi um choque. Aos 49 anos ele continuava tocando, gravando discos e movimentando a cena independente, e a sua partida interrompeu uma mensagem que precisava ser transmitida. Qual era esse recado? Tudo o que o Cólera falou e ainda tinha pra falar. Sobre guerras, fome, autoritarismo, desigualdade social e claro, sobre a paz em todo mundo.
Inspirador, Redson organizava e influenciava toda uma cena, principalmente por sua integridade. Se teve um cara no punk rock nacional que de fato fez tudo o que cantava, essa pessoa era o Redson. E daí vem o choque, aliado ao fato de que o vocalista e guitarrista era um tanto careta.
Desde então, dois anos se passaram e há uma boa notícia para todo mundo que é fã do Cólera e admira o Redson. O carioca Raphael Erichsen, dono da produtora 3Film, resolveu correr atrás e fazer o documentário Que Esse Grito Não Seja em Vão!, que conta o legado deixado pela banda.
No doc, Raphael entrevistou grande parte da cena punk rock dos anos 80 no Brasil. Jão, João Gordo, Clemente, além de todos os outros integrantes do Cólera estão em Que Esse Grito Não Seja em Vão!, com direito a uma ida na casa de Redson. Um grande acervo da banda está na casa dele, de discos piratas à flyers dos primeiros shows do grupo.
O vídeo você assiste abaixo, e você também pode ler a papo que trocamos com o Raphael sobre o processo de filmagem, de onde veio a ideia, a importância da banda para o punk e muito mais.
Qual a importância de fazer um documentário sobre o Cólera e, claro, qual a importância da banda?
Esse filme que a gente fez retrata um momento específico. Um mês depois da morte do Redson, o pessoal da banda fez um show homenagem para gravar um DVD. Me chamaram pra gravar o show e eu achei que, melhor do que capturar o show, seria capturar aquele momento que pegou todo mundo desprevenido. Uma morte totalmente prematura de um cara que ainda tinha muito a dizer. O legal do filme é pegar todo esse pessoal que criou a cena punk de São Paulo dos anos 80 (Ratos, Garotos Podres, Inocentes, 365…) pra contar um pouco da história do Redson.
Sobre a importância do Cólera, é o que essa própria galera fala no filme. Gente como Jão, o Gordo, Clemente, Antônio Bivar… Pessoalmente, acho que o Cólera é uma banda que tinha uma proposta totalmente diferente das outras nesse primeiro momento do punk brasileiro. Enquanto todas as bandas pregavam uma coisa mais niilista, crust, “foda-se o sistema”, como o Gordo fala no filme, o Cólera já tinha uma ideia muito mais sólida e sensata, sem perder a fúria do punk. Comparado aos dias de hoje, onde parece que ninguém tem porra nenhuma a dizer, o Cóleraé mais pertinente do que nunca.
Qual o primeiro som do Cólera que você ouviu e o que isso significou pra você?
Eu comecei a ouvir o Cólera quando eu tinha 15 anos. Hoje eu tenho 35. O Cólera tocava uma vez por ano no Rio. Normalmente no final do ano, no Garage, que era o pico de punk/hardcore/metal da época. Todo ano eu tava lá. A primeira coisa que me tocou nesse primeiro contato com punk feito por uma banda de São Paulo, que pra gente, na época, era outro mundo, era ver como era possível através do DIY conseguir fazer as coisas. Não tem gravadora, a gente faz a nossa. Não tem estúdio, a gente improvisa um. Ninguém fala da gente, vamos fazer um fanzine. Não tem distribuição, a gente se corresponde por carta. O Cólera era uma lição de faça-você-mesmo e eu carrego isso até hoje em tudo que eu faço.
Existiu alguma dificuldade em gravar com alguém? Algum entrevistado que vocês queriam não pode participar?
Esse filme é uma Polaroid de um instante, é praticamente um funeral. Uma celebração do legado do cara. A gente pegou quem tava lá naquele momento, no calor da situação. Acho que ainda existe espaço pra uma coisa mais compreensiva sobre o Redson e o Cólera. Um “The Future is Unwritten” [documentário sobre Joe Strummer, do The Clash, morto em 2002] do Redson, saca? Uma coisa que consiga botar em perspectiva a história da banda. Numa das entrevistas o Antônio Bivar, historiador do punk brasileiro, me falou sobre o quanto ele via uma conexão entre as letras do Cólera e a música brasileira. Ele disse que imaginava a Elis Regina cantando “Subúrbio Geral” e o que isso poderia render pra música brasileira. Eu cheguei a pensar em procurar a Maria Rita e propor uma gravação, já que ela imita a mãe, né? Mas achei que ela não teria colhão pra isso e acabei desencanando.
Rolou alguma complicação na hora de obter essas imagens de acervo, coisas mais antigas, como os trechos do show do Ratos e Cólera no Lira Paulistana?
Tudo que a gente tem vem do Cólera. O filme foi todo feito na raça, não tem pesquisador, não tem ninguém pra licenciar. O que a gente tem é o que o pessoal da banda deu pra gente. Coisas que na real nem eles tem os direitos. A gente usa o princípio do uso justo do material, já que tudo que temos no filme diz respeito à própria banda. Além disso, assinamos o filme como copyleft. Eu acredito que muita coisa tem que ser desenvolvida ainda no aspecto de propriedade intelectual, mas aí já é outro papo. Acho que qualquer pessoa deve poder fazer o que quiser com o filme, inclusive, remixar ele.
O documentário possui legendas em inglês. Vocês acham que é importante que as pessoas de fora entendam a importância do Cólera para o punk brasileiro?
Desde que a gente lançou o teaser do filme um ano atrás eu comecei a receber mensagens pelo Facebook de gente da Finlândia, da Noruega, da Áustria perguntando sobre o doc. Gente que aprendeu a falar português por causa do Punk brasileiro. É só você pegar uma banda como o Força Macabra, da Finlândia, pra ver a força que o punk brasileiro tem na Europa. A ideia que o filme seja pra todo mundo. Se você pegar a capa e o encarte do Pela Paz em Todo o Mundo você vai sacar que o Cólera já tinha essa vocação e fazia isso a 30 anos atrás, antes de a comunicação global ser tão fácil e acessível.
Como será feita a distribuição do doc? Vocês pensam em tentar colocá-lo em festivais e etc?
A ideia original é propor que as pessoas em suas cenas locais promovam exibições do filme. Já fizemos isso no Rio, em São Paulo, Porto Alegre, vai rolar agora em Helsinki e Nova York. Com esse filme eu tô cagando pra festivais e coisas do tipo, o lugar dele é na rua, online, o que seja. Vamos espalhar a coisa mesmo. Acho que a gente fala a mesma língua e pensa da mesma maneira. Então, qualquer pessoa que queira promover um screening, pode ser antes de um show na sua cena ou mesmo juntar na casa de uma galera é só falar com a gente. A gente disponibiliza uma versão pra projetar. Pra galera que curte colecionar, o próprio Cólera junto com o pessoal da Thirteen Records vai lançar o doc em DVD junto com esse show que eu falei no início da entrevista até o final de 2013.
Se você pudesse mandar uma mensagem para o Redson hoje, o que falaria?
Acho que o recado não deveria ser para o Redson. Acho que o recado deveria ser pra molecada que, se não conhece o som do Cólera, poderia se assustar com o legado que esse cara deixou. O Cólera pregava a ideia do indivíduo, individualidade, coisa que está difícil dentro do mundo de mídia massificada em que vivemos hoje em dia. E, acima de tudo, uma mensagem positiva.
[video:http://www.youtube.com/watch?v=63NubigNFKc#t=34%5DN
CristianoM
25 de outubro de 2013 5:18 pmRelato de uma professora sobre a greve da educação no Rio de Jan
Nassif e Amigos, acho que vale a pena postar esse link na íntegra (Não sou cadastrado e não sei como fazê-lo)
é um excelente relato de quem luta por um educação de qualidade e, mais importante, é alguém que está na ponta: UMA PROFESSORA.
Segue o Link: http://ads.tt/F31P
Acho que vai contribuir muito para o debate.
abs
Cristiano
W K
25 de outubro de 2013 7:40 pmSoftware antigo ou substituído traz dinheiro
:
Essa é para o Brasil inteiro saber o que fazer com software antigo numa empresa!
Aqui,
http://www.usedsoft.com/en
e aqui:
http://www.susensoftware.com/ (mas especializada em licenças SAP)
um interessantíssimo modelo de negócios. Muitas empresas fazem atualizações de software, por exemplo, da versão 1.0 para a versão 2.0. Nesse caso, pagam por um upgrade, e têm uma licença antiga sem utilidade.
Essa licença antiga pode ser repassada (quiçá em consignação) para as empresas citadas acima, que as vendem a quem se interessa, ou a quem não tem dinheiro suficiente para comprar a versão mais atual.
Dependendo do faro comercial da empresa em atualização, ela poderia vender a versão antiga pelo preço da atualização, e assim teria custo praticamente zero.
Em Hamburgo, na Alemanha, um juiz proibiu a SAP de impedir essa comercialização. Está aqui (em alemão):
http://www.spiegel.de/wirtschaft/unternehmen/gericht-sap-darf-handel-mit-gebrauchtsoftware-nicht-verbieten-a-930096.html
Uma bela derrota.
Bill Gates e assemelhados – cuidem de seus cofrinhos, a vida vai ficar mais dura daqui para a frente!!
Djijo
26 de outubro de 2013 12:20 amO salto de Tarço
Salto de Tarso sobre cratera em Taquari gera repercussão na internet
O registro ocorreu em vistoria das obras da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), em Taquari | Foto: Camila Domingues / Palácio Piratini
Da Redação
A foto registrada na quinta-feira (24) do governador Tarso Genro tornou-se viral nas redes sociais com o Tumblr “Pula Tarso“. O registro ocorreu em vistoria das obras da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), em Taquari. O chefe do executivo estadual precisou pular sobre uma cratera debaixo de uma chuva fina.
Em montagens da página, Tarso aparece em fotos com a ex-ginasta Daiane dos Santos, o ex-governador de São Paulo José Serra e com o jogador Guiñazu.
As obras contemplam oito ruas do município, num investimento total de R$ 443 mil. O governador verificou os trabalhos de substituição de cerca de 15 quilômetros de rede de água. A visita ocorreu nas obras do trecho da rua Lautert Filho, no centro de Taquari, onde estão sendo assentados 1,4 mil metros de rede de água.
Veja algumas fotos do Tumblr “Pula Tarso”: do site Sul 21