17 de junho de 2026

A importância do profissionalismo dentro da política

Comentário ao post “A proposta de reforma política dos partidos

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Político Profissional, como tem sido pejorativamente qualificado aquele se dedica à vida parlamentar, não é a causa, nem a consequência, de um parlamento bom ou ruim.

Como dizia o Bussunda, se eu preciso fazer um armário na minha casa, quero um marceneiro profissional e não um político. Portanto, quem está pedindo meu voto, para ser um parlamentar, não venha me dizer que não é um político. Nesse eu não voto.

Acredito que talvez fosse interessante o estabelecimento de cláusulas de barreira, com idade mínima e idade máxima, para exercer um mandato, mas não considero válido definir quantos mandatos um parlamentar poderá ter. Isso o eleitor é quem deve definir, através do seu voto.

Da mesma forma, acredito que deveriam ser estabelecidas idades mínimas e prazos mínimos de exercício da advocacia na área específica, para candidatos a juízes e promotores(procuradores). Não basta passar em um concurso público, é necessário experiência, inclusive de vida, para julgar seus semelhantes.

O efeito danoso para os indivíduos é, muitas vezes, mais grave do que um parlamentar, entre outros quinhentos e tantos. Sua vida pode estar nas mãos de um único jovem, com vinte e poucos anos, que por mais bem intencionado que seja, estará denunciando ou julgando, sem conhecer nada …apenas tendo decorado textos e passado no concurso.

Profissionalismo é importante e isso leva tempo para dar a bagagem necessária. Bobagem colocar isso como “defeito”, em qualquer área.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Ricati

    4 de outubro de 2013 3:00 pm

     
    “Profissionalismo é

     

    “Profissionalismo é importante e isso leva tempo para dar bagagem necessária. Bobagem colocar isso como defeito em qualquer área.”

    Concordo com a premissa mas discordo da conclusão.  Profissionalismo é importante e laborioso de construção, mas político que se perenisa na vida pública, tanto em cargos eletivos quanto nos indicados, agride o princípio da democracia pois ocupa lugares de outros que talvez tivessem sugestões a atitudes muito melhor para o país. Se em 8 anos ocupando um cargo eletivo um cidadão não conseguiu implantar suas sugestões de melhoria ou é por que elas não são democraticamente válidas ou porque elas enixestem, e o cara tá na função para ser apenas mais um Maia-vai-com-as-outras nas decisões e sócio nas partilhas financeiras. E é exatamente isso que está ocorrendo: os políticos não são representantes mas sim estão representantes. Ocupam o cargo com atribuições de melhorar mas não se importam com melhorias.

    Exemplo básico: o Lula tinha uma popularidade que elegia até o Papa se quisesse. Estava presidente. Mas se omitiu de propor ou motivar qualquer reforma das muitas que são necessárias ao país: política, constitucional, tributária, eleitoral, etc. Não foi presidente, esteve lá. Já o Itamar em pouco mais de 2 anos conseguiu aglutinar o meio politico e implantar o Plano Real, melhorando em muito a nossa vida: Não foi eleito mas FOI PRESIDENTE.

    Concluindo, o profissionalismo político acomoda o cidadão eleito e deforma seus princípios, por isso é estremamente danoso à democracia.

     

  2. Ed Döer

    4 de outubro de 2013 3:17 pm

    Faltou definir o que seria o

    Faltou definir o que seria o profissionalismo dentro da política:

    a) Fazer aquilo (dentro do possível) que foi promessa de campanha?

    b) Votar conforme o bloco/partido/governo manda, sem se importar com o que o próprio eleitor pensa do tema?

    c) Saber vender o seu apoio por troca de cargos para parentes/amigos/afilhados, independente da qualificação dos mesmos para os cargos pedidos?

    d) Viver para a política em si, se preocupando apenas com a manutenção do mandato e poder?

    e) NDA

  3. GLÓRIA

    4 de outubro de 2013 6:16 pm

    Ricati, sem querer entrar em
    Ricati, sem querer entrar em discussōes partidárias, gostaria de fazer uma ressalva: em seu exemplo, você citou dois políticos profissionais, Lula e Itamar, mas fez uma comparação que não pode ser tão simplista. Cada um deles, a seu tempo e conforme as circunstâncias de seus mandatos na Presidência, trabalharam por aquilo que consideravam prioridade de seus mandatos e que era viável de ser conduzido no Congresso.Além disso, os cargos eletivos para o Executivo já estão com uma limitação constitucional de uma única reeleição (por sinal, emenda aprovada casuísticamente pelo FHC) e estamos falando, mais particularmente, de parlamentares. Nesse caso é que defendo a barreira de idade e não de limite de mandatos. O povo é soberano para escolher seus representantes e , muitas vezes, um deputado que eu ou você consideramos ruim, representa uma parcela significativa da população. Eu posso considerar que a bancada ruralista é um atraso para a democracia, mas se eles foram eleitos é porque representam grupo importante da sociedade. O mesmo vale para a bancada sindical. Essa é
    a grande mágica da democracia representativa. Todos os grupos de interesse estão ali para formar um pacto nacional.
    Com 32 partidos e uma Constituição parlamentarista, para um governo presidencialista, é óbvio que qualquer um que ocupe esse cargo terá que negociar, compôr e ceder em muitas coisas. Por sua vez, se não tivermos pessoas experientes, teremos quinhentos e tantos parlamentares “cheios de idéias” , tentando se impôr. Imagine isso dentro de qualquer empresa privada? Se a cada 8 anos todos os funcionários, da Presidência aos técnicos fossem substituídos, quanto tempo essa empresa sobreviveria?
    Nossa democracia é muito recente, nossa Constituição acaba de completar 25 anos …mas nossa impaciência é antiga. Temos que dar tempo para que novas lideranças surjam, para que o mandato deixe de ser uma herança (o Congresso está cheio de filhos, netos, esposas, sobrinhos, etc de velhas raposas da ditadura.
    Na sua maioria estão no primeiro ou segundo mandatos e por essa razão podem ser qualificados como melhores do que outros que estão por lá há
    mais tempo?
    A seleção natural vai ocorrer com a maior “experiência de democracia do eleitorado” . E continuo considerando que os avanços surgirão com essa experiência.
    Mas nunca será um modelo perfeito, porque perfeito é sempre aquilo em que
    nós acreditamos, e não o senso comum.
    Um dos princípios mais importantes da democracia está em aprender a
    respeitar a escolha da maioria. Em resumo, aceitar a derrota.
    Não é por acaso, que ao final da apuração de uma eleição, o vencedor do pleito sempre espera por uma “ligação” do perdedor, reconhecendo a derrota, para então fazer o seu pronunciamento da vitoria.
    No Brasil, parece que estão esquecendo esse pilar da democracia e isso é um grande risco. Minorias estão tentando desqualificar as maiorias…E isso é
    um fermento para golpes. Já assistimos esse filme muitas vezes, no Brasil e em outros países.
    Ao invés de usarem suas energias para criação de plataformas políticas, programas de governo que possam encantar os eleitores e promoverem a “troca de cadeiras” de forma natural e constitucioonal; alguns oposicionistas concentram todas suas forças em tentar desqualificar o eleito legitimamente. E , depois, não entendem porque não conseguem derrotá-lo.
    Acredito na Democracia, e acredito que o brasileiro está, a cada dia mais, entendo como o processo politico está se desenvolvendo. Afinal, cada voto
    representa uma pessoa, e essa pessoa vota pensando nela própria, na sua vida, no que ela acredita como melhor. Nenhum marqueteiro convencerá uma pessoa que está feliz com sua vida, de que ela está errada na sua avaliação.
    No Brasil, o Executivo depende do Legislativo e os dois dependem do Judiciário. A Independência dos poderes ainda é uma interpretaçáo subjetiva da Constituição. Até isso vai precisar de mais tempo para se consolidar, de forma que , com alguns ajustes, se caminhe para melhorar nosso processo eleitoral; o que levará a melhorias no processo de nomeações, em mais e melhores negociações interpartidárias e melhores resultados para o povo.

Recomendados para você

Recomendados