5 de junho de 2026

Ainda a violência contra a mulher

O IPEA divulgou hoje (25/06) estudo sobre a violência contra a mulher. A lei Maria da Penha não parece ser suficiente para a sua redução. Há que se levar em conta que a lei está distante de ser cumprida em sua integralidade. Isto se dá, principalmente, por não ser atendida no quesito que assegura a vítima proteção em sua casa e no trabalho.

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Considero que o assunto é tratado com pouca atenção pelo governo. Há uma preocupação somente com a criação de legislação à respeito. A violência, em particular a violência contra a mulher, deveria ser tratada de uma forma mais ampla. É grande o número de mortes provocada por esta cultura da violência e os crimes acontecem, em grande parte, no interior das famílias ou na sua vizinhança. As campanhas deveriam ser intensas e contínuas, na mídia, nas escolas, nos locais de trabalho, nos meios de transporte.

A taxa de homicídios no Brasil continua muito alta em relação aos países desenvolvidos. A nação plena não se constroi apenas com a redistribuição de renda. Ela foi um primeiro passo, que ainda não teve forte influência na diminuição da violência. Leis específicas também não são uma saída, principalmente se não conseguimos sua efetiva aplicação. Penso que há aqui uma forte herança do convívio com a violência e do seu exercício. O nosso principal esforço deveria estar centrado em combater toda e qualquer forma de violência, seja ela da população ou do poder público. Ela não pode ser a justificativa, de um ou de outro grupo, para permanecermos neste estado deplorável.

Segue clipado a integra do estudo em PDF.

 

Do site do IPEA

25/09/2013 11:20

Ipea revela dados inéditos sobre violência contra a mulher

Divulgação ocorreu nesta quarta-feira, dia 25, na Câmara dos Deputados

Estudo preliminar do Ipea estima que, entre 2009 e 2011, o Brasil registrou 16,9 mil feminicídios, ou seja, “mortes de mulheres por conflito de gênero”, especialmente em casos de agressão perpetrada por parceiros íntimos. Esse número indica uma taxa de 5,8 casos para cada grupo de 100 mil mulheres.

A pesquisa Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil, coordenada pela técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Leila Posenato Garcia, foi apresentada nesta quarta-feira, 25, na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados.

De acordo com os dados do documento, o Espirito Santo é o estado brasileiro com a maior taxa de feminicídios, 11,24 a cada 100 mil, seguido por Bahia (9,08) e Alagoas (8,84). A região com as piores taxas é o Nordeste, que apresentou 6,9 casos a cada 100 mil mulheres, no período analisado.

A pesquisa, realizada com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, inova em relação a estudos anteriores por incorporar duas etapas de correção, visando minimizar a subestimação dos feminicídios.

Lei Maria da Penha
Além dos números e taxas de feminicídios nos estados e regiões do Brasil, foi realizada uma avaliação do impacto da Lei Maria da Penha. Constatou-se que não houve influência capaz de reduzir o número de mortes, pois as taxas permaneceram estáveis antes e depois da vigência da nova lei.

“Observou-se sutil decréscimo da taxa no ano de 2007, imediatamente após a vigência da lei, e, nos últimos anos, o retorno desses valores aos patamares registrados no início do período”, afirma o texto.

Confira o estudo Violência contra a mulher: feminicídios no Brasil

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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