O que leva um homem a não se limitar a ser apenas bilionário, mas pretender mudar o mundo com seu dinheiro? Qual a motivação por trás da megalomania de quem conquistou o pico mais alto do mundo, mas ambiciona a estratosfera?
No auge do reinado Eike, escrevi um artigo dizendo que seu grande inspirador havia sido o pai, Eliezer Baptista, o ex-ministro de Jango, criador da Companhia Vale do Rio Doce, do Projeto Carajás, um dos construtores do Brasil moderno. Aliás, o documentário sobre sua vida termina com um texto que escrevi sobre ele.
Poucos dias depois, recebi um e-mail agoniado de Eliezer, pedindo a retificação: tudo o que Eike fez, sua visão de futuro, seus planos, eram mérito exclusivo seu, não inspiração do pai. Retifiquei imediatamente, mas fiquei com a pulga atrás da orelha. A troco de quê a ansiedade de Eliezer? Qual a razão para Eike não ter orgulho de ser considerado um seguidor das ideias grandiosas do pai?
Eike era, então, o homem mais rico do país, um dos mais ricos do mundo. Porque aquela agonia de Eliezer, de reforçar o mérito do filho? Tinha sido devido à reação negativa de Eike, não tinha dúvida sobre isso, apesar de Eliezer jamais ter comentado isso.
Lembro-me de uma de suas primeiras tuitadas. Alguns seguidores estavam em dúvida se era ele mesmo. Elike resolveu mostrar a prova do pudim, recorrendo a mim. “O Nassif está aqui e poderá dizer: o que você lembra do nosso último encontro”.
Ele tinha vindo do Rio para explicar as implicações ambientais da sua mina de ferro em Mato Grosso, alvo de um artigo crítico meu. Juro que minha intenção não foi rebater seu deslumbramento quando respondi que me lembrava da sua roupa de couro preta. Mas foi o que me veio à cabeça na hora.
Nunca mais dirigiu um Twitter para mim.
Nos meses seguintes, parecia ter se transformado em um condutor dos povos, mandando mensagens pelo Twitter sobre empreendedorismo, sobre o país, liderando campanhas destinadas a mudar a cabeça dos jovens. Acreditava piamente que viera para transformar o país.
Cedeu a deslumbramentos grosseiros, como no carro que deu ao filho e colocou em exibição na sua sala de jantar. Adquirir e demolir o Hotel Glória, símbolo de uma elite restritiva dos anos 50, soou como um ato de revanche contra uma elite que cassou o pai e o manteve durante anos no ostracismo.
Esse sentimento misto de onipotência e revanche foi aguçado pelas grandes tacadas que dera até então, todas vitoriosas. Desenvolveu a mina, conseguiu vender uma participação bilionária para um grupo inglês. Com os recursos, fez novos investimentos, tirou executivos prestigiados da Petrobras, adquiriu poços petrolíferos em leilão, com tal segurança que parecia ter acesso aos segredos geológicos do país.
Todo o castelo de cartas se sustentava na certeza de que jorraria petróleo no poço adquirido. Não jorrou.
Agora, a aventura de Eike Baptista está prestes a terminar. No futuro, alguns o taxarão de picareta. Nunca foi. Tempos atrás deu uma entrevista na qual atribuiu toda sua garra e engenho à influência da mãe – de fato, uma senhora notável, erudita, disciplinada. Mas não podia ser maior que o pai.
O Rosebud de Eike era presença avassaladora do pai.
A entrevista, o e-mail de Eliezer deixaram claro para mim. Para superar o pai, não bastava se tornar o homem mais rico do Brasil, um dos mais ricos do mundo. Teria que se tornar um dos criadores da modernidade, como o próprio pai foi.
Criado no Rio de Janeiro dos anos 50 e 60, Eike cresceu em um ambiente na qual a medida de grandeza sempre foi o exercício do poder – poder político, das ideias, a capacidade de influenciar as grandes decisões e os rumos do país. Esse público desprezava os apenas ricos ou muito ricos, os deslumbrados do café-society.
Nesse Olimpo exclusivista imperavam os grandes articuladores políticos, os homens que influenciavam o país com suas ideias, grandes economistas, juristas, políticos e banqueiros, pessoas como Roberto Campos, Walther Moreira Salles, o misterioso Jorge Serpa, Rafael de Almeida Magalhães, José Luiz Bulhões Pedreira e, claro, o próprio Eliezer.
Ao dar sequencia à sua grande epopeia, Eike não ambicionava se tornar o homem mais rico do planeta. Sua ambição era entrar para esse clube dos construtores da nacionalidade.
Não conseguiu. Deixou de ser bilionário. Agora é um milionário, ainda muito rico. Mas nada compensará a frustração por não ter conseguido igualar-se ao pai na construção do país.
No fundo, Eike tinha o fogo sagrado dos grandes empreendedores, aqueles que conseguiram ser não apenas muito ricos, mas um ponto de corte na vida do país ou do mundo.
Não conseguiu.
Por Haroldo Vilhena
Um pouco de seus pensamentos, estratégias e trajetória:
gutojaf
11 de setembro de 2013 10:20 amDe certa
De certa forma,admiravel,embora de um arrojo irresponsável,mas ainda da tempo pra tanta coisa,basta que ele queria.
Jose de Almeida Bispo
11 de setembro de 2013 10:20 amEike
Talvez ele tenha esquecido que, depois de certa situação, quem tem de aparecer é a obra; e não o seu artista. Óbvio que o artista acabará forçosamente indo a reboque.
Mas o Eike ainda tem tempo. Muito tempo. Só precisa ter a humildade dos sábios. Porque sábios.
urbano
11 de setembro de 2013 10:24 amVisto em perspectiva o tão
Visto em perspectiva o tão festejado Barão de Mauá foi um personagem muito parecido com o descrito no post.
As extravagâncias só eram diferentes porque eram outros tempos ( O Barão promoveu um autentico desfile de carnaval cafona para inaugurar uma obra no Rio de Janeiro)
A mesma tendencia a querer que o Estado se ponha a sua disposição para aventuras empresariais mirabolantes ( tão ao gosto destes e daqueles tempos em que predomina a falta de regras e de sobriedade nos negocios) e no final a choradeira de que foi incompreendido e fracassou por culpa dos que não seguiram sua liderança Messianica
Ricardo L de Lacerda
11 de setembro de 2013 4:44 pmJá faz algum tempo que li a
Já faz algum tempo que li a biografia do Barão de Mauá e posso estar enganado, mas do que me lembro era ele que emprestava dinheiro e favores ao estado e não o contrario.
Ivan de Union
11 de setembro de 2013 10:31 am“documentário sobre sua vida
“documentário sobre sua vida termina com um texto que escrevi sobre ele”:
Partes 1 e 2, 18 minutos total, mas parece que esta editado e que ja foi mais longo:
http://www.youtube.com/watch?v=Zn739MiSDi0
http://www.youtube.com/watch?v=wPt7acm39Ys
Aline C Pavia
11 de setembro de 2013 10:41 amO filho mesmo sem CNH
O filho mesmo sem CNH continua dirigindo belo e formoso por aí.
Disseram que o culpado pelo acidente foi a vítima. Quem manda entrar na frente de uma Lamborghini a 130 km/h?
R Godinho
11 de setembro de 2013 12:01 pmAline, existe um negócio
Aline, existe um negócio chamado culpa recíproca.
Nem o filho do Eike podia estar a 130km/h, porque o limite no local são 110km/h, NEM UM CICLISTA PODE ESTAR NA PISTA DE UMA RODOVIA, ainda mais alcoolizado, como o laudo cadavérico demonstrou, porque é PROIBIDO usar bicicleta em rodovia, basta ler o Código de Trânsito.
Na minha pobre opinião, houve um homicídio culposo. Isto é tudo pelo que o rapaz deveria ser julgado e punido. E isto porque ele estava acima do limite de velocidade, porque se estivesse dentro do limite, a 110km/h, não poderia ser culpado por alguém entrar de bicicleta numa rodovia, ainda mais num trecho de alta velocidade.
Acidentes assim muitas vezes são considerados “suicídios” pela polícia. Assim como a Justiça, em vários estados, já considera homicídio doloso quando o motorista desrespeita uma regra de trânsito e assume o risco de causar a morte de alguém em um acidente, do mesmo modo é tratado o pedestre ou ciclista que, violando as regras de trânsito, assume o risco de ser atropelado numa via expressa ao atravessa-la fora dos locais prórios.
Assis Ribeiro
11 de setembro de 2013 10:58 amPirâmide
Nassif recentemente fez ótimas reportagens sobre as “pirâmides” e os seus crimes correlatos.
Analisando o epíosódio de Eike qual a diferença entre os crimes e o desmoranemento do “esquema Eike”?
De fato, Eike pode não ser um picareta, mas, com o desmoranamento de Todo o castelo de cartas pode-se afirmar que a própria economia, nas bases de “mercado” de hoje, é a real picareta da história.
O que aconteceu com os bancos e empresas americanas em 2008 reforçam esta afirmativa.
Por fim, fica alição:
Grandes players, grandes frustações e prejuízos socializados.
Os lucros ficaram para bem poucos.
E as empresas do grupo “nacionalíssimo” de Eike transferidas para estrangeiros.
Doug_SP
11 de setembro de 2013 11:44 amEle pode ter tido a melhor
Ele pode ter tido a melhor das intenções do mundo, não sei, não o conheço. Mas o rombo que está deixando é algo a ser investigado, tem muito dinheiro publico aplicado aí.
s4ndr0
11 de setembro de 2013 11:50 amRevivendo um passado não muito distante
http://www.infomoney.com.br/blogs/blog-da-redacao/post/2927585/eike-enfrentara-familia-que-quebrou-homem-mais-rico-brasil-seculo
SÃO PAULO – Pela natureza de seus projetos, Eike Batista sempre foi comparado com Irineu Evangelista, o Barão de Mauá – principalmente quando as coisas começaram a não ir bem para o megaempresário. Assim como Mauá, Eike sonhou e iniciou diversos projetos de logística e construção naval, se endividou – e deve sofrer a mesma dificuldade para pagar essas dívidas.
E, principalmente, Eike agora enfrentará o mesmo adversário que causou a queda de Mauá: os Rothschilds. Família poderosa das finanças inglesas desde o século 19 – quando se tornaram a família mais rica do mundo -, os Rothschilds foram contratados pela Pimco e outros credores da OGX Petróleo (OGXP3) para lidar com as negociações do processo de reestruturação de dívida.
De acordo com informações da Bloomberg, os credores da OGX devem pedir a saída de Eike do posto de controlador da companhia – para aceitar uma redução na dívida detida por esses credores, o que implicaria em perdas. A OGX, porém, estaria interessada em oferecer redução das dívidas e parte em ações da empresa, sem cogitar, no momento, a mudança do controlador.
Já Mauá foi, por muitos anos, sócio dos Rothschilds em muitos empreendimentos no Brasil. Era o auge: Irineu foi uma grande influência no movimento liberal brasileiro, apoiando causas que iriam do livre comércio à abolição da escravidão. Mauá foi responsável por grandes ferrovias, pelo estabelecimento do Banco do Brasil e se tornou um dos 10 homens mais ricos do mundo. Em seu auge, foi chamado de “Rothschild do sul”.
Quando a situação financeira do megaempreendedor começou a se deteriorar, os Rothschilds cobraram suas dívidas e obrigaram o barão a vender suas empresas para saldá-las – em um movimento bastante parecido com o que Eike enfrenta atualmente. Diversos historiadores apontam os ingleses como os responsáveis pela quebra de Mauá. Ele, porém, escreveu um livro chamado “Exposição aos Credores e ao Público” – onde expunha o que acreditava ter sido o motivo para sua quebra.
O final da história de Mauá é conhecido por todos e estudado no ensino fundamental das escolas brasileiras. Irineu Evangelista conseguiu saldar suas dívidas e viveu os últimos anos ainda em conforto material. Em carta aberto ao mercado, Eike também prometeu saldar todas as suas dívidas – e a venda de suas empresas é um passo para isso. Qual será o final da história de Eike Batista?
Eike enfrentará família que “quebrou” homem mais rico do Brasil no século XIX | InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/blogs/blog-da-redacao/post/2927585/eike-enfrentara-familia-que-quebrou-homem-mais-rico-brasil-seculoEike enfrentará família que “quebrou” homem mais rico do Brasil no século XIX | InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/blogs/blog-da-redacao/post/2927585/eike-enfrentara-familia-que-quebrou-homem-mais-rico-brasil-seculo
João Carlos Cardoso
11 de setembro de 2013 11:51 amO Homem Bolha
Nassif, sempre achei a ascensão de Eike Batista muito rápida. Ao mesmo tempo, parecia ser muito dependente de sua excepcional capacidade de gerar fatos e notícias sobre si e de alimentar o mito de que era uma espécie de midas dos empreendimentos de infraestrutura, no Brasil. Sempre me pareceu, neste aspecto, que investia em uma versão tupiniquim de Donald Trump. Claro que é e era mais do que isso, mas seus negócios reais pareciam depender demais de seus negócios virtuais, alimentados por doses diárias de boas notícias, de fatos midiáticos envolvendo o sucesso do grande empreendedor.
Pode ser coincidência, mas a partir do instante em que Eike ultrapassou a linha que dividia o universo empresarial e o político, quando ousou, por exemplo, elogiar a capacidade gerencial da presidente Dilma e sua visão de futuro, quando demonstrou entusiasmo com as medidas macroestruturais do governo petista de Dilma as boas notícias começaram a ceder espaço para as más notícias, na grande mídia. De lá para cá, o incensado Bill Gates brasileiro foi sendo, gradualmente, transformado no odiado Bernard Madoff brasileiro. Para um complexo empresarial que se ergueu, fundamentalmente, ancorado em espectativas, em fatos midiáticos, em uma bolha de promessas de futuro promissor, a antipatia e a perseguição dos media pode ter sido elemento determinante para a sua derrocada. Obvio que não foi só isso. A mídia não tem o poder de, sozinha, destruir um império econômico tão rapidamente. Eike deve ter cometido enormes equívocos, como, nos últimos meses, têm afirmado vários especialistas. Mas sem a midia a seu favor, despido de seu maior instrumento de atuação e de alimentação da bolha de investimentos em torno de si, Eike simplesmente teve que capitular. E a bolha estourou.
João Maria Fernandes de Sousa
11 de setembro de 2013 11:59 amMeritocracia?
“tirou executivos prestigiados da Petrobras”
Quem disse isso a você Nassif, o próprio Eike?
Se foi, ele te passou uma informação pra lá de furada… ele levou da BR talvez o que pior que ela tinha em termos de técnica e gerenciamento… començando por Landin…
ruy lopes
11 de setembro de 2013 12:00 pmbatistas
O Eliiezer fundou a Vale? Em 1942? Se não me engano, nessa época ele era cozinheiro de navio. O que ele fez com a Vale foi tentar vende-la por menos de 5% de seu valor – 190 milhões de dólres, quando só Carajás tinha custado 4,1 bi. A manobra falhou, mas os beneficiários que trocaram debêntures conversíveis por ações ganharam bilhões. Recomendo a leitura do livro do senador Severo Gomes sobre essa trapaça, Não estou com ele em mãos, mas, se não me engano, o título é Vale do Rio Doce, uma investigação truncada.
João Maria Fernandes de Sousa
11 de setembro de 2013 12:05 pmUma coisa o Eike tem que
Uma coisa o Eike tem que botar na cachola:
– Não se produz petróleo com apresentações de power-point, vídeo-conferências, arrogância e planilhas mirabolantes de excel; a Natureza põe lá o ouro-negro, trazer a tona requer sobretudo humildade e conhecimentos, pelo menos elementares, que matemática, física, mecânica dos fluidos, geologia e geofísica… para que não seja ludibriado por falsos experts no assunto caso queira se aventurar novamente no futuro.
Fernando Antonio Moreira Marques
11 de setembro de 2013 12:07 pmPROFISSÃO: HERDEIRO
Perguntei a uma conhecida minha, o que sua amiga de faculdade fazia e ela me disse “é herdeira”!
Existem muitos brasileiros que poderiam ter na “carteira de trabalho” esta profissão… Não aqueles que vislumbram uma velhinha solitária e abandonada pela família, mas com uma poupança vultosa e se aproximam solícitos e de verdade muito amparam e ajudam. Cheios de esperança de, um dia não muito longe, não serem esquecidos no testamento.
O Estado Brasileiro é a grande VIÚVA paparicada por todos estes empresários que iniciaram seus bilionários negócios pendurados nas fartas tetas de um governo que arrecada desavergonhadamente em cima da penúria de seus cidadãos. Poucos conseguiram bons negócios por seus exclusivos méritos, mas quase sempre por indicações, “consultorias”, arranjos ou amizades.
De qualquer forma para dar seguimento aos seus negócios é preciso alguma competência. Se não for escravizando seus peões tocadores de obra, prestando um serviço com materiais de quinta categoria, pelo menos se associando aos tocadores de obra competentes.
R Godinho
11 de setembro de 2013 12:09 pmO Eike morrreu? Esse artigo
O Eike morrreu? Esse artigo tá parecendo um obituário! O cara caiu, e caiu feio, mas acho difícil ele ficar por baixo muito tempo…
Assis Ribeiro
11 de setembro de 2013 3:18 pmMorreu há algum tempo.
Morreu há algum tempo. Ele agora está sendo enterrado.
O assunto do momento é de quem ficará com o espólio passivo.
O Espólio ativo já foi para empresas estrangeiras.
DanielQuireza
11 de setembro de 2013 12:36 pmPosso estar enganado mas….
Posso estar enganado, mas acho ingenuidade do Nassif achar que Eike não é mais bilionário. A forbes olha apenas os bens relativos a valores em bolsa, não os bens fora disso, contas bancárias, bens diversos etc. Eike vendeu grandes fatias de empresas por bilhoes, certamente ainda tem muitos bilhoes por ai…
Juliano Santos
11 de setembro de 2013 3:00 pmÉ Nassif, o Daniel está
É Nassif, o Daniel está certo. Hoje em dia no Brasil, está muito dificil um bilionário falir. Quer dizer, até fali, mas não “no sentido financeiro do termo”, se é que voce me entende. Isso é garantido pelo nosso capitalismo, que é do tipo sem riscos (para um seleto grupo, claro).
Mas o problema de ego hipertrofiado do Eike já estava claro há muito tempo. Aquele negócio de “adquirir’ a Luma de Oliveria, então a beldade mais desejada do país, e tascar-lhe uma coleira com o nome “Eike” cravado em jóias, para ela desfilar no Sambódromo, já diz tudo
Neideg
11 de setembro de 2013 4:22 pmEssa forma que voce fala de
Essa forma que voce fala de Luma cheira a preconceito. Apesar de todas as exibicoes que nao me agradam muito,
ela sempre me passou a impresao de uma boa moca.
Roberto M Almeida
11 de setembro de 2013 5:31 pmCaro amigo, quanto a Luma ser
Caro amigo, quanto a Luma ser boa moça ou não, não tenho como avaliar partindo de desfiles de carnaval, porém por Ela eu mesmo colocaria uma coleira cravejada de bijuterias e com correntes. auauauauuauauuau……
Jairo Batista dos Santos
11 de setembro de 2013 2:36 pmEike, um homem de projetos
Mas Eike ainda pode dar a volta por cima, se não perder a gana e a garra e deixar de lado a exposição excessiva. Ainda boto fé nele.
Jairo Batista dos Santos
11 de setembro de 2013 2:36 pmEike, um homem de projetos
Mas Eike ainda pode dar a volta por cima, se não perder a gana e a garra e deixar de lado a exposição excessiva. Ainda boto fé nele.
Wellington Lima
11 de setembro de 2013 2:50 pmAdmiro
Continuo torcendo pelo cara. Poderia se contentar em ser playboy herdeiro na Zona Sul carioca como tantos, ou comprar “umas casinhas” pra alugar e viver de renda, mas resolveu empreender.
Maria Luisa
11 de setembro de 2013 3:25 pmSim seu Nassif,
porém Eike
Sim seu Nassif,
porém Eike Batista ainda tem tempo pela frente, pode não chegar a ser o primeiro da Forbes. O que é uma bobagem, a qual acredito que muitos que vêem seu nome ali expostos, não gostam de tal exposição. Se deixar de lado a megalomania, poderia sim ser um dos grandes homens do Brasil, e tal qual seu pai ou o Barão de Maua, deixar um legado e o nome na historia de nosso Pais.
morgana profana
11 de setembro de 2013 3:28 pmA síndrome do Barão de Mauá…
O capitalismo mundial vende a ideia de que os projetos de desenvolvimento nacionais devem estar atrelados a grandes ciclos de expansão de grupos empresariais capitaneados por personagens heroicos…
Nos EEUU foi a dinastia Ford, dentre outros tantos, na França os DuPont, na Alemanha Ferdinand Porsche, o pessoal da Daimler-Benz, etc…
Como periferia, coube ao Brasil imitar este cacoete da forma que pode…
E lá se vão Barão de Mauá, os Mendes (Murilo), os Moares (Antônio Ermínio, pai e filhos) e outras dinastias…
Mas o fato é que de tempos em tempos, os governantes traziam a tiracolo e vice-versa, um grande campeão…
Lula, como legítimo herdeiro das contradições e da cultura industrial brasileira, foi sensível a esta construção simbólica e ungiu Eike como seu Barão de Mauá…
Não há vítimas nesta relação…Cada qual serviu para o que se destinava, embora titia imagine que Lula e seu núcleo estratégico tenham ido um pouco além na “maldade”, ou seja, com a rearrumação do setor de petróleo (pré-sal), e toda cadeia de infraestrutura por se erguer, Eike foi uma “distração” necessária, um bode expiatório, que ciente desta condição cobrou caríssimo…
Que o diga o BNDES…
Como o próprio tio Nassif já disse aqui: Eike se vendeu na alta e se recomprou na baixa, agora, empresarialmente quebrado, cobra luva caríssima para ceder seu lugar…um negoção…
Picaretagem típica…
Não há, em todo mundo, um só grande empresário que se tenha tornado o que é sem agir com picaretagem…O mito do esforço e da honestidade é conversa para manter a pobreza comportada e em local seguro…
Se não fosse assim, para que paraísos fiscais…? Os nossos picaretas (os mais ricos e mais espertos)mantêm 500 bi de dólares em paraísos fiscais, ou seja, 1/3 do PIB nacional (dados na International Tax Justice Network).
Flavio Martinho
11 de setembro de 2013 3:45 pmRosebud
Nassif,
Voce é realmente craque. Perfeito! Quanto ao Eike, ele dará a volta por cima. É o normal para caras que chegaram ao ponto onde ele chegou. Mauá não conseguiu porque já estava velho.
É Fernando Antoni, está, realmente, se tornando comum a existencia de ‘herdeiro’. E herdeiro de uma poupança/investimento não muito significativo e um ou outro imovel. Mas há outro e mais grave. Voce pergunta pro cara e ele responde que vive de rendas. Sendo que ´rendas´ é apenas a aposentadoria dos pais que nem sempre é muito mas que levando uma vida regrada dá para levar uma vida confortável. E só.
Aline, quem nunca dirigiu/chegou a 130 km? Com os carros atuais, acho que poucos.
José Carlos deOliveira
11 de setembro de 2013 3:51 pmEike
Eike inveja, vi por aí.
Agora a minha p-ergunta: “Como não conseguiu ?”.
Pergunte as ciranças do Morro Santa Marta. Pergunte as UPP instaladas. Pergunte aos milhares de empregados. Pergunte aos executivos que ele beneficiou.
Ou seja pergunte quem teve oportunidade dada por ele.
Quanto aos defeitos? Bem, ele tem uma montanha deles; eu mesmo ao gostaria de trabalhar com ele. Mas agora querer fazer por menos as suas realizações é simplesmente….uma baita inveja.
Este cara, filho do casal Batista, tem uma família por trás. Aposto que ele mesmo não está nem se tocando pelo que perdeu. Está sim, querendo fazer de novo e melhor. Outra vez, os erros? Me poupem.
Cláudio José
11 de setembro de 2013 4:05 pmO império Eike Batista
O império Eike Batista começou ruir, quando surgiram os boatos, que compraria a Rede TV, e colocaria o Boni, para administrar. O PIG é muito perigoso, e não gosta de concorrencia!
Eduardo B
11 de setembro de 2013 4:15 pmNão está morto quem peleia,
Não está morto quem peleia, como se diz no sul.
Tenho o palpite que Eike, com essas ambições, esses recursos, esse tempo e esse país, ainda vai voltar por cima.
joe
11 de setembro de 2013 4:24 pmComo Eike começou sua
Como Eike começou sua riqueza?
De onde surgiu tanto dinheiro repentinamente?
Como é possível se transformar em um homem multimilionário em tão curto período de tempo?
As respostas são tão fáceis e tão óbvias.
É só perguntar a quem trabalhou na CVRD no período de gestão do seu pai.
Os minérios prospectados e descobertos menos nobres – CVRD e as minas potenciais de minérios nobres para que prepostos eram encaminhados?
Se algum interessado tiver tais curiosidades estas dúvidas serão devidamente sanadas.
joe
11 de setembro de 2013 4:27 pmComo Eike começou sua
Como Eike começou sua riqueza?
De onde surgiu tanto dinheiro repentinamente?
Como é possível se transformar em um homem multimilionário em tão curto período de tempo?
As respostas são tão fáceis e tão óbvias.
É só perguntar a quem trabalhou na CVRD no período de gestão do seu pai.
Os minérios prospectados e descobertos menos nobres – CVRD e as minas potenciais de minérios nobres para que prepostos eram encaminhados?
Se algum interessado tiver tais curiosidades estas dúvidas serão devidamente sanadas.
mucio
11 de setembro de 2013 4:35 pmEspero de coração que o Eike
Espero de coração que o Eike renasça das próprias cinzas. Poderia ter sido mais um filhinho de papai, mas não, arregaçou as mangas e lutou como disse o Nassif pra ser um dos transformadores de mundo. Não importa o que aconteça mais, pois ele ao menos tentou e merece todo o respeito do mundo por causa disso.
alexis
11 de setembro de 2013 4:50 pmPodemos apostar no Eike e na
Podemos apostar no Eike e na sua capacidade, pois, um cara como ele e com todos esses problemas fica muito mais criativo que centenas de PhDs nas cadeiras mansas dos seus empregos, e mais produtivo e gerador de riqueza que milhares de críticos oportunistas que emitem hoje comentários invejosos sobre como ganhar ou perder dinheiro, muitos deles da varanda da sua nova casa em Miami.
O que caiu foi a credibilidade em relação à percepção (bolsa de valores) do que muitos “acham” que as empresas do Eike valem ou valiam, insuflada por uma mídia traíra e golpista que enxerga no Eike um modelo de investidor brasileiro que não atende ao modelo colonial vigente
Eike tem criatividade demais para superar. É mais fácil o Eike levantar e fazer em poucas semanas o que muitos críticos oportunistas tem feito pelo Brasil na sua vida toda.
Artaud
11 de setembro de 2013 4:50 pmO abalo psicológico de quem
O abalo psicológico de quem passa de multi-trilionário a um reles bilionário é imensurável.
Principalmente quando constrói-se um império financeiro em uma só geração, em poucas décadas.
Claro que sempre haverão os incrédulos de plantão, cobrando explicações sobre como construir um império em tempo tão exíguo e sem muita explicação.
Para esses eu digo: o segredo é o espírito empreendedor. Empreendedorismo e nada mais.
Suspendi a minha assinatura da Forbes. Não por nada mas por uma questão de patriotismo.
Só renovo quando o Brasil voltar a ser representado entre os dez mais da grana do planeta.
Juliana Teodoro
11 de setembro de 2013 4:58 pmCreio que exatamente agora
Creio que exatamente agora esse senhor terá a chance de provar a que veio…
No mais, causa-me desesperança essa idéia de pensar o Brasil como refém de um homem e sua generosidade…vai que um dia ele acorda de mau humor…
Branca Teresinha
11 de setembro de 2013 5:06 pmO cara é um senhor
O cara é um senhor empreendedor e ponto. O resto que dizem aí são firulas sobre isso e aquilo entoadas pela mídia escandalosamente para desgastar sua figura e manipular preços de ações em Bolsa. Interesse de quem? Um dia se saberá. Eike é empresário na verdadeira acepção da palavra: corre riscos e não como os 98% dos empresários brasileiros que se encostam nas reservas de mercado e outros penduricalhos para se preservar. Quem corre riscos ganha ou perde. É o jogo. Mas isso não significa estar descartado como se insinua no artigo. Isso é análise imediatista que não se sustenta no ar como bolha de sabão.Esperem para ver.
André Oliveira
11 de setembro de 2013 5:55 pmHotel Glória
O que Eike fez com o Hotel Glória foi um crime, além de uma tremenda burrice do ponto de vista empresarial. O maior patrimônio do Hotel era sua história, que se materializava na arquitetura, na decoração. Ele jogou tudo isso fora ficando apenas com um esqueleto de tijolos e concreto.
Sua grande inspiração não foi a mãe nem o pai, foi a Luma. Era ela que mantinha seus dois pés no chão, lhe dava estabilidade.
Assis Ribeiro
11 de setembro de 2013 6:00 pmExcelente
Excelente
Gão
11 de setembro de 2013 8:09 pmBrasil a venda de novo com o Eike.
MMX vende para Trafigura e Mubadala
10/09/2013 – 20:49:37Share on facebook
Share on twitterShare on emailShare on printMore Sharing Service
CONTROLE DO SUPERPORTO SUDESTE VAI PARA EMIRADOS ÁRABES
MMX vende para Trafigura e Mubadala
Terminal portuário vai movimentar 50 milhões de toneladas de minério
A MMX Mineração assinou contrato para a venda do controle do Superporto Sudeste à Trafigura e EAV Lux SarL, subsidiária integral do fundo soberano de Abu Dhabi Mubadala Development Company, nos Emirados Árabes.
Em reflexo, os ativos híbridos da mineradora, cotados sob o código MMXM11, que representam títulos de remuneração variável baseado em royalties pagos trimestralmente por volume embargado, registraram valorização de 11,67%, a R$ 2,68. Os papéis MMXM3 apresentaram perdas de 17,11%, a R$ 1,89.
Através do acordo, a mineradora concordou em negociar exclusivamente com a Trafigura e Mubadala pelas próximas quatro semanas um contrato definitivo para que passem a figurar como acionistas controladoras e operadoras, em conjunto, do terminal portuário de movimentação de minério de ferro, conhecido como Superporto Sudeste, localizado no Rio de Janeiro, com uma capacidade inicial de movimentação de 50 milhões de toneladas.
Em comunicado, Eike Batista afirmou que está satisfeito em anunciar uma aliança com um time de primeira classe, comprometido em explorar e participar no desenvolvimento de um projeto do Grupo EBX. ?Nós acreditamos firmemente na indiscutível capacidade da Trafigura de extrair o máximo de valor do Superporto Sudeste?.
Já o Mubadala afirmou que a proposta é outro passo positivo para nossas atuais discussões com o Grupo EBX com relação à reestruturação de seus negócios a fim de maximizar valor para o grupo.
Emissão
Na data de fechamentos dos acordos, Trafigura e Mubadala devem emitir e subscrever novas quotas/ações da MMX Porto Sudeste pelo valor de US$ 400 milhões. A MMX Porto Sudeste também vai assumir todas as dívidas bancárias da MMX Sudeste Mineração, assim como dívidas referentes à obrigação de pagamento decorrentes do título MMXM11.
Em contrapartida, a Trafigura e Mubadala se tornarão titulares, em conjunto, de 65% da participação acionária da MMX Porto Sudeste. Com efeito, a MMX Porto Sudeste contará com os recursos necessários para concluir o projeto do Superporto Sudeste e os negócios de mineração ficarão essencialmente livres de dívidas, informou a empresa.
De acordo com os termos da potencial transação, a MMX Porto Sudeste disponibilizará à MMX um volume de embarque portuário de 7 milhões de toneladas por ano. Adicional-mente, companhia deve ser beneficiária de uma opção para estender o volume de movimentação portuária de 7 milhões para 13 milhões de toneladas por ano. Essa opção poderá ser exercida, a qualquer momento, até 30 de junho de 2015. Caso o Superporto Sudeste seja expandido, mineradora terá o direito de aumentar o volume de sua movimentação portuária proporcionalmente.
Após concluir com sucesso a transação em questão, a MMX reforçará sua atuação como player no setor de mineração e a MMX Porto Sudeste beneficiar-se-á significativamente de uma plataforma diferenciada de trading da Trafigura. A companhia terá opção de adquirir participação acionária adicional na MMX Porto Sudeste de até 7,5%.
MPX: Eike negocia alienação
A MPX Energia afirmou que o empresário Eike Batista está negociando sobre a potencial alienação das ações da companhia que são de sua titularidade, de acordo com informações do próprio acionista, um dos controladores. Entretanto, a companhia de energia afirmou que não há qualquer documento assinado.
Em maio, a alemã E.ON aumentou a sua participação na MPX de 11,7% para 36,2% ao comprar as ações de Eike Batista, avaliadas em R$ 10,00 cada uma. Eike Batista segue com uma participação de 25,19% na companhia. A operação de venda dos papéis está sendo acompanhada de perto pela E.ON uma vez que a saída de Eike deverá disparar o tag along, por conta da alienação de controle. O tag along garante que o comprador de ações dos controladores faça uma oferta pública aos acionistas minoritários.
OGX: diretoria é quem decide
A OGX divulgou o contrato da put firmado em outubro de 2012 com o controlador Eike Batista, mostrando que o exercício da opção contra o empresário para que ele injete US$ 1 bilhão na petroleira pode ser determinado pela diretoria da companhia, em caso de ausência de conselheiros independentes.
Na sexta-feira passada, a petroleira informou que sua diretoria vai propor uma reunião extraordinária do Conselho de Administração para convocar uma assembléia destinada a aprovar um aumento de capital de US$ 100 milhões a ser subscrito por Eike. Os outros US$ 900 milhões seriam solicitados conforme as necessidades de caixa da OGX.
Porém, Eike informou depois que questionará a validade do exercício da opção concedida por ele à OGX e disse que poderá pedir arbitragem.
Um dos argumentos de Eike seria a necessidade de que o exercício da opção da OGX contra ele fosse decidido pelos membros independentes do Conselho de Administração, e não pela diretoria da empresa. Atualmente, a petroleira não tem nenhum conselheiro independente, após todos eles renunciarem.
José Lídio Moura Pinho
11 de setembro de 2013 8:13 pmSaída estratégica
Para mim, isso é uma saída estratégica e temporária dos holofotes da média!
Flavio Martins e Nascimento
12 de setembro de 2013 4:03 pmTô contigo! Essa história de
Tô contigo! Essa história de pulverizar capital, desvalorizar ação e recomprar na baixa pra concentrar é mais velha que jogo da velha…
jc.pompeu
11 de setembro de 2013 8:28 pmsheik eike no divã de freud
só não entendi o que o pobre povo brasileiro tem haver/dever e ter que pagar a conta bndes salgada furo n’água desse outrora bilionário cidadão das arábias, nosso sheik eike de papel cascata, quando, então, a douta análise econômica surta na maionese e descamba ladeira da glória abaixo para uma análise psicanalítica da estrutura vincular familiar edipiana do tempo da ditadura militar ou, no vulgo periférico carioca, da desestrutura familiar libidinal rodrigueana…de todo modo, não tratada a tempo no divã freudiano… como também não se sucedeu o tempo dramático da vida como ela é, para nos livrar do prejuízo nacional, em mais uma originária tragédia suburbana carioca… e que é, desde então, a causa seminal emocional de nosso sheik eike ter adquirido a megalomania de sair furando buracos e túneis na maquete por mares abissais nunca dantes explorados e de ir removendo montanhas e montanhas virgens de recursos naturais, natureza, rios, florestas, mangues, biodiversidades, comunidades nativas para explorar e lucrar com o ouro negro commodities de tolos assinalado no mapa das minas griladas encontrado nos escaninhos secretos do poder da ditadura…e ainda trombetear pela mídia aúlica, aos quatro ventos da ignorância e vaidades vãs, ser um midas bom de lábia sem lastro na sua mitomania de player bilionário do mercado futuro… que é o x³ da questão de ser e ter o país consumado explorado na chave ideológica dessa velha política cartorial de desenvolvimento e inovação passados… em vigor e do velho sistema de exploração econômica de terra arrasada insustentável e da incessante delapidadora remoção de montanhas e mais montanhas naturais.
há bilionários e bilionários… eu gosto desses geniais nerds aloprados que da sua cabeça algorítmica na garagem da vovó ou nos campus avançados bolam e inventam traquitanas e necessidades inúteis político-culturais que viram midas capitalistas quando acertam o milhar na cabeça e dos buffetts vendedores de gilettes porque sabem espertamente que barba sempre com certeza irá crescer, nos homens…e a moda fashion vai e volta…. e o aço da lâmina cega é produzido na medida certa do lucro de durar o fio cortante suave perfeito e que, por fim, os barbudos muçulmanos nunca dominarão o mundo com sua cultura de barba por fazer e que, portanto, diretamente, esse capitalismo original não irá tirar nativos de sua natureza legal nem remover montanhas pela fé do mercado primário commodities e destruir florestas estratégicas das terras brasilis e do planeta, pelo contrário, até conseguem vender gadgets e geeks eletrônicos e lâminas de barbear aos nativos sem pelo no corpo étnico, todavia, alienados de sua identidade cultural e do seu antigo modo sustentável de produção e sobrevivência.
jns
11 de setembro de 2013 9:10 pmOGX, Petrobrás e Espionagem
OGX, Petrobrás e Espionagem Americana
Documentos do Wikileaks revelam que, após Eike Batista lançar, em 2007, a empresa OGX para desafiar a participação da Petrobras no mercado,uma sensível, mas não classificada mensagem, via cabo, foi enviada ao Departamento de Estado dos EUA, em 27 de junho de 2008, destacando o novo cenário.
A mensagem informava que a OGX contratara Francisco Gros, o ex-presidente da Petrobrás, e tinha atraído os seus executivos mais importantes, em troca de participação acionária na empresas de Batista, tornando-se milionários instantâneos.
Além disso, em outubro de 2007, apenas um mês antes da Nona Rodada de Licitações para a venda do arrendamento dos novos blocos de exploração offshore, a OGX armou um golpe especialmente prejudicial para os interesses da Petrobras.
O Gerente de Exploração e Produção Paulo Mendonça e o Gerente Luis Reis desertaram para a OGX, trazendo com eles o conhecimento íntimo da estratégia de licitação em torno da avaliação dos blocos estabelecida pela Petrobras.
Enquanto não se tornava claro se o Departamento de Estado Americano ficou tão encantado quanto as empresas petrolíferas em ver surgir uma ameaça ao monopólio da Petrobrás, um diplomata americano, em outra mensagem por cabo, comentou:
‘A dramática entrada da OGX para a indústria de petróleo brasileira é significativa.Com o apoio financeiro de Batista, a OGX construiu uma equipe formidável. Os contatos das companhias de petróleo compartilham, de forma privada, como eles se deleitam com a frustração da Petrobrás com a necessidade de lidar com a concorrência real a partir de uma empresa nacional, pela primeira vez. Vale a pena assistir a reação da Petrobras enquanto OGX se prepara para perfurar poços. Embora a OGX possa contratar pessoas de topo e ganhar blocos de exploração, usando os próprios recursos, ela vai precisar de parceiros para perfurar e produzir petróleo. Nós temos informações que a Petrobras está, fortemente, desestimulando, ou seja, ameaçando impedir a participação nos seus projetos, os seus próprios parceiros de trabalhar com OGX. Deve ser avaliado se a OGX poderá conseguir convencer os potenciais parceiros para enfrentar a Petrobrás.’
Em agosto de 2009, de acordo com outro ‘cabo diplomático’, os atores da cena petrolífera e os iniciados no Rio de Janeiro ridicularizaram as propostas de reforma o pré-sal apontando-a como ‘politicagem pré-eleitoral da administração de Luiz Inácio Lula da Silva’.
A proposta de ter a Petrobras como a única operadora de blocos não licenciados das reservas de petróleo, levou Carla Lacerda, Diretora de Relações Externas da Exxon Mobile, sugerir que essa diretriz ‘constituiu uma reversão ao antigo sistema de monopólio no Brasil’ e fazer a ameaça que ‘isso poderia ter um efeito adverso sobre o fornecimento de equipamentos e prestação de serviços dos EUA para o Brasil’.
Mas o Congresso Brasileiro foi , finalmente, bem sucedido em passar as reformas que maximizaram a capacidade da Petrobrás de fazer lucros fora dos campos conhecidos do pré-sal.
Em 2 de agosto de 2013, Dima Rousseff assinou o decreto criando o Pré-Sal Petróleo , uma nova empresa estatal para gerir os contratos paraos grandes campos de petróleo e gás natural na região do pré-sal no mar.
Enquanto os cabos e documentos de Snowden não revelam nenhuma prova definitiva que os executivos das companhias de petróleo receberam informações sobre o status off de exploração de petróleo offshore, eles indicam um interesse questionável e, possivelmente, antiético dos EUA em colaborar com as investidas de empresas petrolíferas contra a Petrobras.
E, como o PreSalt.com, um site especializado em cobertura de petróleo e gás nas áreas do pré-sal reagiu, ‘a Petrobras detém conhecimento exclusivo na exploração offshore de petróleo em altas profundidades, sob pressões muito altas, e o Brasil é dono das maiores reservas mundiais conhecidas na camada do pré-sal. Se a NSA invadiu e violou os servidores da Petrobras, a ação não era para encontrar o Bin Laden, mas para, provavelmente, capturar as informações sobre tecnologias, investigação e conhecimento que a Petrobras detém.’
Conteúdo da mensagem enviada ao Departamento de Estado Americano:
https://www.wikileaks.org/plusd/cables/08RIODEJANEIRO159_a.html
Bruno Tartari
5 de novembro de 2013 4:18 pmpense melhor
hahahahaha, isso é botar uma fé na petrobrás que é ‘imbotável’. Dirigida por incompetentes apadrinhados, usada para fins eleitorais e para o toma-lá-dá-cá da política brasiliense… Vc realmente acha que a petrobrás ´precisa de mais gente atrapalhando? A petro se atrapalha sozinha, se perde em sua própria incompetência. E quem achou que o EB ia conseguir ser melhor que a petro, contratando só gente da petro, precisa estudar um pouco de lógica, por que isso não faz nenhum sentido.
alfredo machado
12 de setembro de 2013 1:29 pmeike batista
Nassif,
Comentário no tempo certo.
Fui comentarista sempre favorável ao trajeto de Eike Batista, e também sempre dando os motivos pelos quais eu pensava daquela maneira, não sendo, portanto, necessário ficar repetindo os mesmos.
Talvez o fato de ter iniciado a “grande fase” sem dinheiro público, mas leilões públicos e IPOs, um fato raríssimo no patropi, tenha, sido o mote principal de minhas considerações sempre favoráveis ao empresário.
Noves fora a óbvia campanha e pesada anti-Eike movida pela mídia especializada, principalmente depois que o empresário manifestou interesse por comprar um veículo de comunicação (como explicar o amplo destaque dado pela grande mídia, Grobo, ao atropelamento cometido pelo filho do empresário?) é inegável que, por quaisquer que tenham sido os motivos do grupo do X, EBatista não entregou o que prometeu, conforme disse o baiano farejador de minérios e ex-sócio do empresário a quem este nunca respondeu., JCCavalcanti.
Me parece que no frigir dos ovos EBatista sai, a partir do leilão de poços de petróleo, mais pobre $$$$ do que era até então..