17 de junho de 2026

Sala de visitas: Flávio Dino explica como venceu dinastia Sarney

Luis Nassif entrevista governador que interrompeu 50 anos do poder dos Sarney no Maranhão; Em um ano de gestão, Ideb do Estado saltou de 2,8 para 3,1.
 
https://www.youtube.com/watch?v=uAiAaKG2SfU&feature=youtu.be width:700
 
Jornal GGN – Nesta edição do Sala de visitas, Luis Nassif recebe Flávio Dino, atual governador do Maranhão que derrotou a dinastia de 50 anos de poder dos Sarney no Estado.
 
Nas últimas eleições municipais, o grupo político do maranhense conquistou 153 prefeituras dos 217 municípios do Maranhão, 46 dessas para seu partido, o PCdoB. O resultado foi um grande salto, considerando que há quatro anos os partidos que se uniram em oposição ao PMDB e coligados conquistaram apenas 17 prefeituras, sendo 4 do partido comunista.
 
Para Flávio Dino a vitória nas urnas ratifica a satisfação dos maranhenses com o seu governo. Empossado em 2015, o ex-juiz federal conseguiu aumentar a popularidade melhorando os gastos do dinheiro público, mesmo em meio à crise financeira que levou o Estado e perder R$ 1,200 bilhão de repasse do governo federal desde o início de sua gestão, em decorrência da recessão econômica que diminuiu os recursos do Fundo de Participação dos Estados.
 
“Não lamentamos muito porque nós conseguimos, ao mesmo tempo, fazer muito corte de despesa, porque havia espaço para isso. Nós cortamos 300 milhões de despesas suntuosas com coisas luxuosas, corrupção, desvios dos governantes que haviam antigamente. Só no Porto de Itaqui nós cortamos 60 milhões de reais em um ano de despesas administrativas que havia lá com consultorias, projetos, programas. E só com aviões e helicópteros a redução foi da ordem de 7 milhões de reais”.
 
O governador destaca, ainda, que elevou os gastos com educação aumentando, por exemplo, o salários dos professores para R$ 5 mil / 40 horas semanais, reformando escolas e dobrado bolsas de pós-graduação, entre outras políticas no setor. Em um ano o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Estado saltou de 2,8 para 3,1. Uma melhora de 10%. 
 
O político alerta, entretanto, que mesmo aumentando a eficiência dos gastos e estabelecendo um sistema de metas que tem ajudado seu governo a desenvolver a economia local o Maranhão começa a ter dificuldades financeiras por conta do quadro de recessão. 
 
“Temos hoje alguma dificuldade de pagamento de fornecedores por conta da continuidade desse processo. É claro que você resiste durante algum tempo, depois vai se deteriorando”, por isso Dino critica a PEC 241, do governo federal e aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, que limita os gastos públicos sobretudo em setores essenciais, como saúde e educação.
 
“Na hora que você vai no sentido de restrição do Estado e dos gastos sociais você está, na verdade, renunciando a um projeto de nação que seja agregador, porque na medida em que a nação é marcada por clivagem, ruptura, assimetrias, desigualdades como é que você vai ter um projeto de cultura da pátria, direitos humanos e de unidade nacional autêntica? É claro que o que vai prosperar na ausência do Estado é a concentração de renda, de poder, de conhecimento e a violência e o ódio entre os brasileiros como infelizmente a gente vê. Então é um projeto antinacional”. 
 
Nesta entrevista Dino também comenta a relação do seu governo com o poder judiciário e movimentos sociais, os problemas de segurança pública enfrentados no Estado, além da perseguição dos partidos de esquerda no Brasil e o esvaziamento da política.
 
 
 

Redação

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13 Comentários
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  1. Ivan de Union

    12 de outubro de 2016 9:44 pm

    Sarney sempre foi uma fabrica

    Sarney sempre foi uma fabrica de favelas.  E o Amapa nao esccapou dele tampouco.

    Que morra mais rapido.

  2. Alberto Santos Neto

    13 de outubro de 2016 2:14 am

    Parabéns Maranhão!

    Excelente entrevista. O povo do Maranhão está de parabéns por ter elegido o Sr. Flávio Dino para governador de seu Estado.Acredito que ele seja o governador mais consciente, entre todos os governadores, dos problemas sociais de seu Estado e do Brasil. Além disso, dá um banho de cultura, civilidade e justiça neste pessoal reacionário da “República de Curitiba”, a começar pelo chefe, o Sérgio Moro, que perto do Flávio Dino, não  passa de um brucutu.

  3. a.ali

    13 de outubro de 2016 2:17 am

        é só ter boa vontade,

        é só ter boa vontade, seriedade, objetivo,  visão do bem comum. parabéns povo do maranhão, por muitos motivos, entre os quais,  ter se livrado do cancro chamado familia sarney já valeu a existência…

  4. Pedro Neto

    13 de outubro de 2016 12:08 pm

    Mais um golaço do Nassif!!!

    Mais um golaço do Nassif!!!

  5. Palhaço Goiabada

    13 de outubro de 2016 12:42 pm

    Nassif, não deixa o Moro ver essa entrevista, pelo amor de Deus

    Por que senão ele manda a PF prender o Flávio Dino. Dino é de construir, o Moro é de destruir. É só o Moro dizer que o Dino tem um apartamento que não está no nome do Dino, mas o Moro tem certeza que é do Dino.

    Cala-te boca.

     

  6. Aracy_

    13 de outubro de 2016 12:50 pm

    Parabéns

    Parabéns ao Nassif pela entrevista e ao Governador Flávio Dino pelo exemplo admirável de inteligência, lucidez, senso de justiça, simplicidade e bom humor. Mario Quintana dizia que o Brasil é o único país do mundo em que ser comunista é sinônimo de ter ideias avançadas. A postura democrática espontânea de Dino renova nossa esperança de uma política realmente nova.

    Obs. Dá para usar microfones de lapela nas entrevistas? Acho que os diálogos ficariam mais audíveis.

  7. Ana Torres

    13 de outubro de 2016 1:18 pm

    Excelente entrevista

    E um brilhante Flávio Dino, que foi capaz de destronar essa maléfica dunastia Sarney, que fez do Maranhão o Estado mais atrasado do Brasil. E não só destronou, como está mostrando  o que é ser um ótimo gestor, moderno, eficaz e inteligente. Culto, sábio, pacificador e agregador sem radicalismo. É de tirar o chaoéu que, com toda a crise ecômica, ele consiga pagar 5000 reais de salário aos professores. Precisamos de muitos Dinos.

  8. dosul

    13 de outubro de 2016 3:43 pm

    Parabéns

    Puxa até que enfim. Parabéns ao povo que o elegeu.

    1. ze sergio

      13 de outubro de 2016 6:24 pm

      parabéns….

      Quem venceu Sarney foi a decrepitude. A longevidade permitiu que mantivesse o poder até o tumulo. É a história do Brasil. A revolução é feita pelo necrotério e só. Pobre país limitado. Mas para sorte do MA, chegou o agronegócio, e com ele, famílias de sulistas, principalmente gaúchos e paranaenses. Um salto na qualidade intelectual, cultural, de formação familiar, politica pode tirar o poder de uma família de coronéis, secularmente encrustadas na sua capitania hereditária e passar este poder diretamente a um comunista. E a discussão nacional é que o capitalismno representado pelo agronegócio não transforma socialmente uma população. O Maranhão está na matéria para quem quer enxergar. Para aqueles que não querem, muito cuidado. Porque a vida será só tropeços. Não é a história do Brasil?

      1. Jus Ad Rem

        14 de outubro de 2016 6:53 am

        O problema do Brasil é o

        O problema do Brasil é o bairrismo. Enquanto não houver uma união nacional isso aqui não vai sair da merda.

        Que papo é esse de “sulistas trazendo qualidade intelectual”? Flávio Dino é sulista?

        O bairrismo não leva a nada.

  9. Sérgio Rodrigues

    14 de outubro de 2016 3:23 am

    Embriaguês…

    O velho Sarney tá sorrindo…… esse cara nunca leu Lênin….coitado!…É do PCdoB?….

  10. Cezarperin

    14 de outubro de 2016 3:57 pm

    Ciro Gomes

    Pois è

    Deveria entrevista também o Ciro Gomes que fez crescer o PDT no Ceará

  11. Edna Baker

    14 de outubro de 2016 4:29 pm

    Parabéns Maranhão por  ter

    Parabéns Maranhão por  ter sido capaz de eleger um governador comunista. Estou morrendo de inveja de vocês , mas é uma inveja boa. Considero o governador Dino o melhor governador do país.

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