4 de junho de 2026

Recusar a diplomacia na Síria pode levar a uma guerra total

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Recusar a diplomacia na Síria pode levar a uma guerra total, diz o Ministério das Relações Exteriores da Rússia

Publicado em 02 de outubro no SouthFront

Traduzido por Ruben Bauer Naveira

A recusa a um acordo diplomático na Síria poderá resultar numa guerra total (no original: a full-scale war) que levará a “transformações tectônicas” em todo o Oriente Médio, declarou a porta-voz oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia Maria Zakharova no programa “O Direito de Saber” do canal TVTs.

“O lobby nos Estados Unidos está agora turvando as águas e impedindo que se chegue a um acordo”, ela disse.

“A lógica é a seguinte: ‘Para que nós precisamos de diplomacia, ONU, conversações, lei internacional? Para que nós precisamos de quaisquer compromissos na arena internacional, se existem o poder e o direito daquele mais poderoso, e se existem as nossas leis nacionais que se sobrepõem às leis dos outros, reforçadas por modos de se resolver os problemas pelo uso da força?’ Nós já conhecemos esta lógica, não há nada de novo nela. Ela costuma terminar numa coisa: uma guerra total”, acrescentou Zakharova.

A porta-voz declinou a responder à pergunta sobre a possível reação da Rússia no caso de os Estados Unidos usarem a força contra a Síria.

“Eu não posso especular sobre o que acontecerá se… essa é a tarefa dos especialistas. A minha tarefa é explicar porque é tão importante persistir no terreno dos acordos”, ela disse. “Se os Estados Unidos deslancharem uma agressão direta contra Damasco e o exército sírio, isso irá conduzir a transformações tectônicas aterrorizantes, não apenas no território da Síria mas em toda a região”, ela assinalou.

O Secretário de Estado Americano John Kerry disse mais cedo que Washington poderá suspender a cooperação com Moscou quanto à Síria.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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4 Comentários
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  1. evandro condé de lima

    3 de outubro de 2016 12:10 pm

    O que acontece quando leio sobre a Síria

    Eu leio os artigos últimos do André sobre nossa crise e o do Ion sobre o Sus e fico acreditando que ainda estamos no melhor dos mundos. Espírito de Pangloss às vezes baixa.

  2. izabel cristina

    3 de outubro de 2016 3:11 pm

    diplomacia na siria

    O Brasil tem o dever de recusar-se a estabelecer, qualquer ato, que fortaleça o governo sanguinário da Síria. Apoiar tanto esse governo, quanto os que o fortalecem, devem ser os princípios de suas ações.

  3. Renato Lazzari

    3 de outubro de 2016 5:47 pm

    Assim até eu

    Para os EUA tem sido sempre fácil promover ataques bélicos – a que chamam de “guerras” – porque está geograficamente localizado fora das zonas de conflito. (Apesar de Israel estar dentro e o Reino Unido na pontinha.)

    Dezolivre mas se um dia os EUA forem geograficamente arrasados como foram alguns países da Europa, passarão a pensar duas vezes antes de gostarem tanto de conflitos bélicos.

    1. ze sergio

      3 de outubro de 2016 6:43 pm

      assim….

      A conversa fiada de “`Primavera Árabe” não colou na Siria. Estão preocupados com a Siria? Vejam o que a Arabia Saudita está fazendo no Iêmen. Nunca houve guerra civil. Um bando de mercenários atacando o país através do Iraque e Turquia. Mas então Putin alertou que Erdogan seria o próximo, e este encerrou o apoio a terroristas.Israel cada dia mais isolado, assim como a Arabia Saudita. Até quando abafarão a revolta instalada no Egito? Uma grande lição para o Brasil aprender o que é defesa de interesses nacionais e até onde vão as politicas diplomáticas, quando são confrontadas. O mundo não é para inocentes.  

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