24 de junho de 2026

As investigações contra a Telexfree no Paraná

Do O Diário

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Telexfree começa a ser investigada no Paraná

Fábio Castaldelli

Desde o dia 18 de junho, os pagamentos e a adesão a novos contratos da empresa Telexfree, que tem sede no Espírito Santo, mas atua pela internet e é representada pela Ympactus Comercial Ltda, estão suspensos sob pena de R$ 100 mil a cada nova adesão. A decisão é da juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, após denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC) de que a companhia atua na formação de pirâmide financeira.

Diante da suspeita sobre a empresa, a Promotoria de Defesa do Consumidor de Curitiba requisitou à Corregedoria da Policia Civil do Paraná a instauração de inquérito policial para a apuração dos fatos envolvendo a empresa no estado, ainda em andamento.

Integrantes da Telexfree que atuam na região noroeste do Paraná acreditam na idoneidade da empresa. Julgamento sobre o caso está marcado para a próxima segunda-feira.

Não há dados precisos sobre a quantidade de pessoas que forma a rede, os chamados “divulgadores”. A estimativa é que no Brasil eles somem mais de 1 milhão e apenas no Paraná cheguem a R$ 200 mil. Já no noroeste do Estado, a projeção é de 20 a 30 mil.

Segundo a equipe Elite Team Builder, que tem abrangência em Maringá, Cianorte, Umuarama, Londrina, Jussara e Doutor Camargo, os divulgadores estão sendo injustamente lesados com a paralisação das atividades.

“Inúmeras pessoas dependem dos recursos da empresa e estão sofrendo com a situação”, disse por meio de um representante.
Já a equipe Águias do Norte do Paraná, que está em Maringá e em pelo menos outras 5 cidades da região, comunicou que acompanha de perto o caso e que todas as informações estão sendo repassadas aos membros em sua página oficial no Facebook. “As pessoas estão bem informadas, mas há sempre aquelas que têm dúvidas”, destacou o porta-voz.

Dinheiro
Jhon Goulart, 24 anos, é fotógrafo profissional há 2 anos e está na Telexfree há 4 meses. Ele diz que desembolsou R$ 680 para ingressar no negócio e que no tempo em que faz parte da empresa já conseguiu ganhar o equivalente a 6 meses do que receberia por trabalhos com a fotografia.

Com a suspensão das atividades da Telexfree, Goulart diz que está com R$ 3,5 mil retidos. “Acredito na honestidade da marca e espero que esta situação tenha um final o quanto antes.”

Rodrigo Monteiro, 21, é divulgador da Telexfree em Maringá há 7meses. Ele confia que a empresa será inocentada e que a maioria de seus companheiros compartilha da mesma opinião. “Até hoje, os diretores sempre cumpriram aquilo que prometeram. Em breve será comprovado que a empresa atua de forma lícita e em dia com a legislação”, afirma.

Protestos
Divulgadores de vários Estados brasileiros, inclusive do Paraná, estão em Rio Branco (AC) protestando contra a liminar que suspendeu as novas adesões e pagamentos por parte da Telexfree. “Temos parceiros de Maringá que estão lá”, completa Monteiro.

Além disso, a Ouvidoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu mais de 15 mil reclamações contra decisão da Justiça Estadual do Acre. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se pronunciou sobre as queixas e ressaltou que não possui competência constitucional para rever nem modificar decisões judiciais.

Fazendo coro às manifestações, na manhã de sábado, em Cianorte, uma carreata com pelo menos 50 veículos percorreu as ruas da cidade e se concentrou em frente à prefeitura. A reportagem tentou entrar em contato com o advogado que representa a Telexfree, mas não obteve retorno.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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