5 de junho de 2026

As mulheres e os tabus ligados ao sexo

Do blog Preliminares, no Yahoo!

1º de abril: por que as mulheres fingem o orgasmo?

Para muitas mulheres não é necessário estar no Dia da Mentira para fingir o orgasmo. Fazer de conta que se atingiu o clímax sexual tornou-se um hábito para muitas pessoas. Mas por que isso acontece?

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De acordo com uma pesquisa feita pela psicóloga Eliete Medeiros com usuários da agência de namoro Eclipse Love, os motivos são os seguintes: acelerar o término do ato sexual (35%), fazer o parceiro se sentir realizado por satisfaze-la (15%), porque a mulher está insegura e não quer parecer frígida (15%), para passar uma imagem de mulher fogosa e boa de cama (10%) ou para não ser cobrada por não ter atingido o orgasmo (25%).

E porque é que as mulheres sentem-se tão pressionadas a chegar ao orgasmo ao ponto de criar um teatrinho para isso? Para não decepcionar o parceiro. A vontade de agradar e o medo de ser tachada de problemática são muito maiores do que a necessidade de legitimar o próprio prazer.

Os tabus ligados ao sexo são muito maiores para as mulheres. A educação sexual recebida por garotas inibe qualquer curiosidade, não permite que ela conheça seu corpo ou que sinta-se livre para descobrir o que é prazeroso. E quando essa curiosidade insiste em existir, a garota é incentivada a deixar aqueles interesses de lado.

Quando adulta, a mulher se vê cobrada por todos os lados para ser sexy, interessante na cama e criativa na hora de dar e receber prazer. O problema é que ela não sabe direito como fazer todas essas coisas. Não entende que se tocar durante o sexo faz o orgasmo vir com mais facilidade ou que pedir para o gato tocar nos lugares certos pode ser um grande afrodisíaco.

Enquanto isso, o homem foi ensinado a buscar o próprio prazer. Ninguém falou pra ele que dar prazer é tão importante quanto senti-lo. E alguns dos caras que se importam que a mulher chegue ao orgasmo querem que ela o sinta 10 vezes em uma única transa para que ele possa se sentir um super-herói.

É claro que algumas pessoas ignoram os papeis impostos pela sociedade com essa educação sexual travada e vai atrás do que realmente dá prazer para si e para o outro. Busca entender o corpo alheio tanto quanto o seu e entende que o orgasmo não é focado na penetração, mas sim numa busca por sensações em todo o corpo. Essas são as pessoas com uma vida sexual plena.

Se você cansou de fingir orgasmo ou de sentir-se enganado na hora do sexo, que tal fazer como esse último grupo acima e estudar um pouco mais o corpo e a alma do parceiro para que no fim de uma jornada sexual vocês estejam realmente satisfeitos?

Você tem alguma dúvida sobre sexo? Manda para mim no [email protected] e siga-me no Twitter (@carolpatrocinio).

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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