
Jornal GGN – A defesa do ex-presidente Lula diz que o delegado da Lava Jato, Márcio Anselmo, manipulou uma decisão do Supremo Tribunal Federal referente a um caso totalmente desconecto ao do sítio de Atibaia para criticar e insistir na intimação de dona Marisa para depor junto à Polícia Federal.
Segundo os advogados, Anselmo – que já demonstrou sua falta de isenção em outros episódios – citou um HC em que o ministro Ricardo Lewandowski defende a condução coercivita em um caso de homicídio, sem nenhuma relação com a Lava Jato.
A fala do delegado “lamentando” que a defesa de Lula tenha dito que Marisa e seu filho já disseram tudo o que sabiam sobre o sítio de Atibaia em outros depoimentos ganhou destaque na imprensa na noite de sexta (13).
“Lamentável a posição por parte dos referidos que, além de serem críticos da condução coercitiva, cuja validade foi reconhecida no julgamento do HC 107644, relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 6/9/2011, apesar de sempre terem alegado estarem (sic) à disposição das autoridades para o esclarecimento dos fatos, quando intimados buscam evitar o comparecimento…”, escreveu o delegado.
Leia, abaixo, a nota da defesa de Lula.
O delegado Márcio Anselmo, operador da Lava Jato, manipulou uma decisão do STF para criticar – também de forma indevida – a defesa do ex-presidente Lula e de seus familiares.
Em despacho divulgado nesta sexta (12/08), Anselmo extrapolou sua competência de delegado da Polícia Federal para incluir o seguinte comentário sobre a defesa dos familiares de Lula:
“Lamentável a posição por parte dos referidos que, além de serem críticos da condução coercitiva, cuja validade foi reconhecida no julgamento do HC 107644, relatoria do Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 6/9/2011, apesar de sempre terem alegado estarem (sic) à disposição das autoridades para o esclarecimento dos fatos, quando intimados buscam evitar o comparecimento…”
Só que não. O Habeas Corpus 107644 trata especificamente de um caso de assassinato, que chegou ao STF em 2011, no qual o réu já condenado queixava-se de ter sido conduzido coercitivamente em uma situação de flagrante, e teve o pedido negado pelo ministro Lewandowski. Nada a ver com os abusos cometidos no âmbito da Lava Jato.
Também é falsa – e totalmente descabida neste caso – a afirmação de que Lula e sua família “buscam evitar o comparecimento” a depoimentos. Lula e seus filhos compareceram a todos os depoimentos para os quais foram convocados dentro da lei. Ilegal e arbitrária foi a condução coercitiva imposta a Lula pela Lava Jato em 4 de março.
O delegado Márcio Anselmo já teve sua parcialidade em relação a Lula e ao PT revelada em reportagem do Estado de S. Paulo. Seu comportamento fere o Artigo 107 do Código de Processo Penal. Ao invés de constranger a família de Lula e atacar sua defesa com falsos argumentos, Anselmo deveria declarar-se impedido de atuar na investigação.
A intimação pelo delegado da PF à esposa de Lula e a seu filho só pode ser entendida como retaliação dos operadores à denúncia que Lula fez dos abusos da Lava Jato junto ao Comitê Internacional de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
Da mesma forma, só pode ser entendida como retaliação a inclusão de outro filho de Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, nas investigações da Lava Jato, por fatos que já foram esclarecidos no âmbito da Operação Zelotes – e que nada têm a ver com a propriedade do sítio de Atibaia.
As novas arbitrariedades da Força Tarefa apenas reforçam o prejulgamento de delegados, procuradores e do juiz Sergio Moro em relação a Lula. Sem provas, sem evidências, sem fatos, estes operadores promovem uma caçada judicial, por meio de propaganda opressiva, com o objetivo de promover um julgamento pela mídia.
Lula não teme investigações, porque sempre agiu dentro da lei. Mas tem direito, como todos os cidadãos brasileiros, a um processo imparcial, que respeite suas garantias e o estado democrático de direito.
Palhaço Goiabada
13 de agosto de 2016 11:27 amEnquanto Moro sacaneia nós brasileiros nos lascamos
MORO PARA AÇÃO CONTRA MARCELO ODEBRECHT. VEM AÍ A DELAÇÃO BOMBA
O juiz Sérgio Moro suspendeu nesta sexta (12), por duas semanas, a ação penal contra executivos da Odebrecht; a suspensão ocorreu após a informação de que Marcelo Odebrecht e executivos estariam discutindo com o Ministério Público Federal uma delação em que vão confessar envolvimento na corrupção descoberta na Petrobras; no processo, a Odebrecht e executivos do grupo são réus por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, decorrente da descoberta de um departamento oficial de propinas na empresa
12 DE AGOSTO DE 2016 ÀS 21:41 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM
247 – O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, suspendeu nesta sexta-feira (12), por duas semanas, a ação penal contra executivos da Odebrecht. A suspensão ocorreu depois da notícia de que acusados estariam negociando “acordos de colaboração”. A informação é de que Marcelo Odebrecht e executivos estaria discutindo com o Ministério Público Federal uma delação em que vão confessar envolvimento na corrupção descoberta na Petrobras.
“Encerrada a instrução, é o caso de designar os interrogatórios dos acusados. Ponderou, porém, o Juízo que há notícia de que alguns acusados, inclusive todos os presos por este processo, estariam negociando alguma espécie de acordo de colaboração, o que pode ser determinante para a posição que adotarão em seus interrogatórios nesta ação penal”, registrou Moro. “Nesta condição, com a concordância das defesas, resolvo suspender a ação penal por duas semanas”, complementou.
No processo, Odebrecht e executivos do grupo são réus por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, decorrente da descoberta de um departamento oficial de propinas na empresa.
Moro afirma que, embora o Ministério Público Federal “tenha se manifestado no sentido de que suspensão não seria necessária”, o processo que está em fase final ficará suspenso. “Ao cabo de duas semanas, reavaliarei”, reiterou.
João Luis
13 de agosto de 2016 11:32 amComo um delegado de polícia
Como um delegado de polícia pode dizer que é lamentável um direito do interrogado? A que ponto chegamos? Existe corregedoria na PF?
João Luis
13 de agosto de 2016 11:32 amComo um delegado de polícia
Como um delegado de polícia pode dizer que é lamentável um direito do interrogado? A que ponto chegamos? Existe corregedoria na PF?
João Luis
13 de agosto de 2016 11:33 amComo um delegado de polícia
Como um delegado de polícia pode dizer que é lamentável um direito do interrogado? A que ponto chegamos? Existe corregedoria na PF?
jcordeiro
13 de agosto de 2016 2:46 pmAtualidade
João: lógico que a Corregedoria da PF existe. Inclusive, já enquadrou-se no espírito do governo Temer — é peça decorativa. Dizem até que o “incentivo” veio dela mesmo.
Frederico69
13 de agosto de 2016 11:03 pmse quiser ter uma ideia do que é a corregedoria da pf
leia o artigo do ex delega Armando sobre a capacidade da corregedoria de punir quem não merece e passar a mão na cabeça de quem chuta cachorro morto!
https://jornalggn.com.br/noticia/enquanto-isso-nada-sobre-a-propina-serra-temer-por-armando-coelho-neto
João de Paiva
13 de agosto de 2016 12:03 pmAté adversários de Lula sabem que a LJ é uma ORCRIM
Prezados,
Não é preciso ser simpatizante de Lula, do PT ou ser adepto das idéias defendidas pela Esquerda, para perceber que a Farsa a Jato é uma ORCRIM e que aquilo que estão fazendo com Lula e a família é não só arbitráriedades, abusos de poder, mas também ilegalidades criminosas por parte dos agentes do Estado persecutor (PF, MP e PJ na figura de sérgio moro). Heròicamente Lula e seus advogados têm não apenas resistido, mas desmascarado e desnudado a ORCRIM institucional que persegue o ex-presidente e a família dele.
jcordeiro
13 de agosto de 2016 3:24 pmEm Número, Gênero e Grau
Paiva: só prá relembrar Azambuja (Chico Anysio) — “tô contigo e não abro!”
JB Costa
13 de agosto de 2016 12:25 pmOs órgãos de
Os órgãos de repressão(Polícia Federal e Ministério Público) se constituíram num Estado dentro do Estado. Fazem e desfazem e não acontece nada. O país vivencia um clima policialesco-inquisitório.
E onde está o Poder responsável para moderar os ímpetos? Ora, dividiu-se em dois: uma parte abdica da isenção e imparcialidade e se perfila ao lado da persecução enquanto a outra não está nem aí. Toma a mais abjeta das posições: a omissão.
Maria Rita
13 de agosto de 2016 1:50 pmDiz a lenda que jovens
Diz a lenda que jovens advogados têm enorme risco de virar os advogados “chaves de cadeia”, enquanto não passam em concursos. E mentem, adulam, trapaceiam, fazem o diabo a quatro para conseguir afirmação profissional, afinal a concorrência é enorme. Os concurseiros não chegaram a ter tais experiências. O que deixa a dúvida atroz: será que tudo aquilo não é parte da (en) formação* dos estudantes de Direito?
* Enformar: modelar, padronizar…
Junior Sertanejo
13 de agosto de 2016 2:12 pmVolto a chamar a atencao de
Volto a chamar a atencao de Nassif que esta na linha de tiro da gangue curitibana.Sao bandidos perigossimos vestidos de paleto e gravata.Cuidado,todo cuidado e pouco.Vigilante desde a aurora.Ele sabe ate melhor que eu,esses facinoras nao estao para brincadeiras,principalmente quando o meu faro aponta um conexao de fora para dentro,a ditar o caminho dessa Lava a Jato.