
Jornal GGN – Com o impeachment saindo da comissão especial para o plenário do Senado, começa a rodada de votações que realmente está valendo para Dilma Rousseff. No dia 9, será a primeira, quando por maioria simples, os senadores terão de decidir se aceitam o relatório de Antonio Anastasia apontando crimes fiscais da presidente eleita e aprovam o julgamento. Antes de chegar setembro, acontece a segunda e última votação, quando o interino Michel Temer precisará de dois terços (58) para se manter no poder até 2018.
Segundo informações da jornalista Helena Chagas, o time de Temer acha que tem hoje cerca de 60 votos, e não quer de saber de deixar a decisão para os 45 segundos do segundo tempo. A ideia é entrar com toda a força em campo já no dia 9, humilhando a adversária. Aliados do peemedebista querem que Dilma veja que o jogo já acabou e renuncie. “Só faltou combinar com a russa, que é dura na queda”, destacou Helena.
Por parte de Dilma, as notícia não são boas. A presidente precisa de 28 votos a seu favor. Teve 22, mas não demonstra publicamente, com a desculpa de que quer evitar o assédio de Temer sobre seus aliados. Segundo Andrei Meireles, de Os Divergentes, o quadro, na verdade, é de perda de colaboradores. O placar de Dilma estaria registrando defecções que podem ajudar Temer.
Por Andrei Meireles
Começa o strike de Dilma no Senado
De Os Divergentes
Chegou a hora do jogo para valer. A presidente afastada Dilma Rousseff, se quiser levar seu processo de impeachment até o fim, toma hoje a primeira de três goleadas. Será na comissão especial do Senado, pelos mesmos 15 a 5 da votação preliminar.
Na confirmação dessa decisão pelo plenário do Senado, no dia 9 de agosto, juridicamente descrita como a aceitação da pronúncia pelos parlamentares, ela vai tomar outra surra. Na melhor de suas hipóteses, Dilma mantém os 22 votos da batalha anterior no plenário, mas os votos contra sobem de 55 para 58, porque os senadores Jader Barbalho e Eduardo Braga, ambos do PMDB, e Pedro Chaves dos Santos (PSC-MS), suplente do cassado Delcídio Amaral, vão votar a favor do impeachment.
Mas a derrota ainda pode ser maior. Renan Calheiros até agora não se definiu por se considerar árbitro do jogo. Mas, nas votações em plenário, quem vai comandar é o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski. Renan, portanto, não terá impedimento para votar. Mas ninguém computa esse voto.
O que poderá alterar o placar pró-impeachment seria a mudança de lado do senador Elmano Férrer (PTB-PI). No primeiro embate, ele votou com Dilma por causa de sua aliança com o governador petista Wellington Dias. Mas, dizem no Senado, que ele poderá mudar o voto.
Outra possível defecção de Dilma é que o ex-petista Walter Pinheiro, com todas as críticas a sua gestão, votou contra o seu afastamento da Presidência da República. Mas, ele se licenciou do Senado para assumir a Secretaria de Educação na Bahia. Assumiu em sua vaga Roberto Muniz (PP), partido que fechou questão contra Dilma.
Em resumo, Dilma terá 58 votos contra. Não há previsão de perder por menos, mas há a possibilidade de uma derrota maior. Quando o processo de impeachment começou a deslanchar na Câmara, Dilma e seus partidários diziam contar com uma sólida linha de defesa para barrá-lo no Senado.
Desde então, a gente dizia aqui que era pura ilusão. Por vários aspectos, a Câmara é diferente do Senado. Os 513 deputados têm que enfrentar um corpo a corpo em todas suas atividades, da simples inscrição para um discurso, à concorrência por relatorias e a qualquer outra visibilidade em meio a centenas de postulantes.
Mesmo com todas as disputas, os 81 senadores pairam acima disso – falam quando querem, podem negociar protagonismo em relatorias e nas comissões, sem contar um bem treinado exército de servidores para atendê-los e paparicá-los.
Isso quer dizer que, na Câmara, a luta de centenas de deputados é para escalar a estreita escada que separa o baixo do alto clero. A grande maioria não consegue. Ali, com qualquer migalha, o governo pode fazer a diferença.
No Senado, por mais que alguns suplentes no exercício do mandato não tivessem a menor chance de passar na peneira da Câmara, eles só se tornam baixo clero por absoluta incompetência. A disputa pelo holofote tem características diferentes. Quem chega se achando costuma quebrar a cara. Ali, além das estrelas do dia a dia, e de quem não tem preparo para se expor em debates um pouquinho mais sofisticados, tem os discretos por opção ou esperteza. Essa turma, digamos, que se escala no meio de campo e é decisiva.
Presidentes que foram senadores, como José Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique, já chegaram ao poder sabendo como era o jogo no Senado. Fora os contratempos habituais, Sarney até enfrentou uma CPI, saíram-se bem.
Lula foi o ponto fora da curva. Quando chegou todo poderoso ao Palácio do Planalto, ele até esnobou Câmara e Senado. Depois do escândalo envolvendo o operador Waldomiro Diniz, o Mensalão virou a suposta solução na Câmara. No Senado, as regras eram diferentes.
Como dizem todos os que sabem do riscado, o poder é mais importante que dinheiro. José Dirceu sabia disso. Preferia pagar a conta a dividir o controle. Na Câmara, isso até funcionou por um tempo. No Senado, o jogo foi outro.
Ao trocar na presidência da Eletrobrás o físico Luiz Pinguelli Rosa, uma estrela acadêmica do seu time, por Silas Rondeau, um apadrinhado de José Sarney, o então presidente Lula disse uma frase, prenúncio de tudo o que se sabe hoje: “Que me desculpe o Pinguelli, mas ele não tem um único voto no Senado”.
O ex-presidente Fernando Collor, na história do país o primeiro presidente a ser afastado por um processo de impeachment, hoje senador, não se cansa de fazer autocrítica na sua relação com o Parlamento. O problema dele é que de tão enrolado nas apurações da Operação Lava Jato não adianta se penitenciar por pecados do passado se vai ter de pagar pelos que cometeu depois. De acordo com os procuradores da República que o investigam, agora as provas não se limitam ao famoso Fiat Elba, são mais consistentes e bem maiores.
O desprezo de Dilma Rousseff pelo parlamento virou prova para justificar seu impeachment. Em relação ao Senado, ela conseguiu uma proeza inacreditável em tempos democráticos: com raríssimas exceções, ninguém gosta dela. Nem os que esbravejam a seu favor, gritando contra o “golpe” do impeachment.
A avaliação que hoje circula como piada de que, se o voto fosse secreto, quase a unanimidade do Senado votaria contra ela, surgiu dentro do PT e aliados. Pelo bem e pelo mal, Dilma vai voltar para Porto Alegre com muito menos amigos que até hoje imagina ter. Por mais choque de realidade que, em seu mundinho, acredita ter recebido.
Cristiano Torres
4 de agosto de 2016 7:57 pmGente, não dá para levar
Gente, não dá para levar muito a sério os divergentes. Eles erram demais as avaliações e prever que a Dilma vai perder é fácil. Além disso, o Andrei Meireles não tem nenhum equilíbrio. Da pra perceber que ele odeia o PT.
Gabriel Moreno
4 de agosto de 2016 8:01 pmHumilhação onde? Os únicos
Humilhação onde? Os únicos que estão se humilhando são os golpistas. Dilma sai gigante do governo. Tomem tento, seus canalhas. A História não vai acabar. E que os vencedores da próxima etapa não cometam o erro que foi cometido depois da ditadura, dando anistia aos golpistas de 1964.
Norban
4 de agosto de 2016 8:29 pmBem feito a todos os envolvidos.
Todo mundo que foi a rua, todo mundo que criticou o golpe tem uma unica coisa em comum: fez isso tudo APESAR da Dilma. Até mesmo quem pediu o “volta, querida” ou defendia o retorno da DIlma até 2018 sem eleições gerais enfrentou essa situação.
A esquerda achou oba-oba as jornadas de 2013. Ela, entitulando-se como “verdadeira”, achava que depois do PT seria sua vez de chegar ao poder. Não estavam inteiramente errados, depois do PT se fragilizar foi a vez da tal “Verdadeira” esquerda levar bala. Não aguentou nada. A apunhalada da direita foi bem feita e bem tramada. Bem feito ao PT por ter fortalecido a direita com suas negociatas e por ter se enfraquecido favorecendo-os; e bem feito a esquerda por ter abrido caminho para a direita tomar as ruas em 2013. A direita ainda ainda conseguiu cooptar rapidamente varios quadros historicos da esquerda.
Bem, de qualquer forma, ainda tem uma coisa que pode ser feita: Ir para as ruas e impedir que a oligarquia dos meios de comunicação venda sua narrativa de que esta tudo otimo no pais; alem de tentar pressionar os congressistas a adiar a votação das medidas do Temer.
Giuseppe Junior
4 de agosto de 2016 8:46 pmMais uma matéria para mostrar
Mais uma matéria para mostrar que o jogo tá perdido. Parabéns, GGN.
ALEX SILVA
4 de agosto de 2016 9:35 pm“Podemos tirar, se achar melhor” ou a vida fora do bolha
Que tal o “Podemos tirar, se achar melhor”?
Não dá mais para ventilar um discurso sem lastro. O jogo está perdido há muito tempo.
O que está fora disso é retórica pura. Nesse momento, a batalha deveria ser o enfrentamento violento ao desmonte proporcionado por Temer. A esquerda não possui forças para disputar duas batalhas.
O PT pulou fora do barco e o que importa para Dilma é a sua biografia.
jose carlos vieira filho
4 de agosto de 2016 8:47 pmgolpe
Será que isso explica o golpe e seu dedo americano?
http://www.globalresearch.ca/towards-a-dramatic-oil-price-spike/5539576
Helio J. Rocha-Pinto
4 de agosto de 2016 8:55 pmHumilhante?
Humilhante para quem?
O argumento do golpeachment agora é provocar humilhação para constranger e não mais apurar um crime de responsabilidade?
A linguagem argumentativa desses golpistas é tão rasa que só conseguem entender humilhação, vaia, grito e bravata de maioria?
Meire
4 de agosto de 2016 9:03 pmCONGRESSO (câmara dos deputados e senado) ???
A única coisa que fica comprovada é que : LADRÕES GOSTAM DE OUTROS LADRÕES. Que DÚVIDA !!!
E para eles tanto faz, FORMAREM A QUADRILHA com os chefes do GOLPE (que se fingem de éticos, para enganar BOBO), ou com seus CAPANGAS.
Meire
4 de agosto de 2016 9:26 pmOs chefes do golpe também se
Os chefes do golpe também se fingem de éticos, por uma mera e cínica retórica publicitária, que faz parte da falsidade de todo DITADOR , que por burrice se julga eterno.
Mas até os seus “impérios”, PARA ALEGRIA DE TODOS, tal como eles, um dia APODRECEM.
MarcoPOA
4 de agosto de 2016 9:12 pmAliados de Temer?
“PT descarta proposta de Dilma sobre novas eleições” (Folha de São Paulo)
http://goo.gl/gU4Q6j
Ninguém aguenta mais…ACABOU!
Passou do humilhante para o ridiculo!
MARCOS FERREIRA
4 de agosto de 2016 9:20 pmO golpista está com a caneta
O golpista está com a caneta e o orçamento da União na mão nem que tenha que aumentar o deficit para mais de 180 bi ele compra quem quiser.
MARCOS FERREIRA
4 de agosto de 2016 9:25 pmSó em trair sua companehria
Só em trair sua companehria de chapa prova que não tem limites.
John Doe
4 de agosto de 2016 9:31 pmAlvíssaras
Não creio que Dilma vá renunciar. Não há porque fazer isso pois não existe nada para se negociar. Se estivessem lhe oferecendo imunidade jurídica, talvez considerasse a proposta. Mas assim, pelas ‘barbas do rei’, sem ganhar nada com isso, duvido muito que aconteça.
O ego de Dilma é hiper inflado e a ela interessa mais neste momento a sua própria biografia. Quer passar para a história como uma injustiçada, a mulher presidente que sofreu um golpe de estado arquitetado por seus opositores e pelo mundo masculino da política do país. Uma vítima do líderes de seu próprio partido, traída que foi até pelo seu vice. Alguém que foi alijado do poder por defender os pobres, uma mãe caridosa para os necessitados e os desvalidos. Êste é o quadro que ela deseja pintar para a posteridade.
Quem sabe o Bono Vox lhe faça uma canção. Quem sabe ele cante sua ode em coro com uma imensa platéia, todos usando máscaras de papel com a figura de Dilma estampada, cobrindo os rostos tristes da multidão. The heroin martyr of Brazil. Um Tiradentes de saias.
E ela não vai renunciar (a isso) por nada deste mundo.
Enquanto isso, políticos e juristas, usam o impeachment como uma espécie de ponte, entre o fim das olimpíadas e o início das propagandas políticas, para sugerir um novo país, novas ideias, novos sonhos, o fim dos tempos difíceis. Depois virá o Natal com suas confraternizações, tempo de contemplação e de perdão. Segue-se a vagabundagem do fim de ano, que surge como uma nova e dourada promessa. Rejubilem-se pobrada. Vida nova em Brasília, novos tempos, sublimes alegrias. Veja-se quão abençoado é o povo brasileiro em poder contar com a aura protetora destes maravilhosos representantes da população. Quanta inteligência, quanta dedicação, quanto desprendimento e patriotismo acima de qualquer interesse pessoal.
veranis
4 de agosto de 2016 10:20 pmSÓ HÁ UM PROBLEMA ELISEU
SÓ HÁ UM PROBLEMA ELISEU QUADRILHA, DIGO PADILHA, JÁ AMEAÇA COM 64.” AQUELES QUE PROTESTAREM SOFRERÃO AS CONSEQUÊNCIAS”. DOMINGO NO LARGO DA BATATA, POLICIAIS INTIMIDARAM COMO NOS ÁUREOS TEMPOS DOS BOINAS PRETAS. NÃO SERÁ SIMPLES CALAR AQUELES QUE NÃO CONCORDAREM, ENTÃO´PENSO QUE EM BREVE ESTAREMOS SENDO PRESOS POR EXTERNAR NA INTERNET OU FORA DELA O NOSSO PENSAMENTO.
veranis
4 de agosto de 2016 10:20 pmSÓ HÁ UM PROBLEMA ELISEU
SÓ HÁ UM PROBLEMA ELISEU QUADRILHA, DIGO PADILHA, JÁ AMEAÇA COM 64.” AQUELES QUE PROTESTAREM SOFRERÃO AS CONSEQUÊNCIAS”. DOMINGO NO LARGO DA BATATA, POLICIAIS INTIMIDARAM COMO NOS ÁUREOS TEMPOS DOS BOINAS PRETAS. NÃO SERÁ SIMPLES CALAR AQUELES QUE NÃO CONCORDAREM, ENTÃO´PENSO QUE EM BREVE ESTAREMOS SENDO PRESOS POR EXTERNAR NA INTERNET OU FORA DELA O NOSSO PENSAMENTO.
Carlos Mam
4 de agosto de 2016 9:40 pmQue texto mais baixo astral
Primeiramente, fora Temer golpista e usurpador! Me desculpem, mas este texto está muito baixo astral, o articulista viajou na maionese! Não condiz com as informações do Senador Requião, que convive diariamente com seus pares e jura que a Dilma vai conseguir os 30 votos necessários para barrar o golpe! Até lá muita coisa pode acontecer, a cassação do Cunha, que pode implodir o golpista usurpador! Ninguém pode prever o futuro e todos ficam dizendo o que vai acontecer! Prefiro confiar na palavra do Requião, um senador integro e respeitado, que já disse pra Dilma como convencer pelo menos mais senadores! Muitos deles estão seriamente preocupados com o golpe, a situação do país que vai piorar muito, o desmanche dos direitos trabalhistas, a democracia que vai pra lata do lixo, então acreditem que muita coisa vai mudar menos a Dilma renunciar! E o povo estará do lado dela, sempre!
Jojo
4 de agosto de 2016 9:45 pmÉ parlamentarismo
É parlamentarismo então?
Porque se a questão não é dinheiro , e sim , poder, os senadores estarão pensando em curto prazo com seus mandatos porque se eles entrarem no facebook de Romario, Ana Amélia e golpistas afins verão uma grande pressão da população contra o golpe.
Tanto é que Ana Amélia twitou que a população tem memória curta ao dizer: fora Temer.- e haja respostas a ela: golpista.
Não é isso, muitos que viam como um governo ruim viram que tudo isso começou com o ataque de Aécio Neves nas eleições que afirmava que a economia estava ruim por culpa do PT, sendo que agora sabemos que isso era mentira, era a crise mundial já que a taxa de desemprego na época era de 4.9%.
A desestabilização política levou a economia a derrocada e todos estão só espereando os senadores fazerem o certo que é julgar o mérito das pedaladas que MPF já falou que a Dilma é inocente.
E o que vocês farão com o povo que está vendo tudo isso, com pessoas se manifestando com um bordão popular fora Temer. Vocês vão proibir as redes socias? Golpistas não ganharão eleições, pode-se ver pela preferência de Crivella no Rio mesmo com a mídia toda contra. As pessoas veem as medidas de temer, sabemos dos retrocessos socias que ele está fazendo, vemos tudo , até a entrega do campo do pré-sal por 8.5 bilhões sendo que valia 22 bilhões. É mais que a lavajato toda junta!
Os senadores que forem a favor do golpe,se não perceberem que a população não se engana mais a globo, só uns radicais da extrema direita que agride mulheres, se eles estão legislando ou por suas vaidades pessoais, eles ao confirmar o golpe estão encerrando as suas carreiras junto com a Dilma. Aécio não pode pisar na rua, Temer nao pisa na rua. Até os da direita os rejeitam. Então, com o tempo e com a militância digital, esses senadores, se continuar com as vontades golpistas também não poderão andar na rua sem uma câmara grave: GOLPISTA!
Roxane
5 de agosto de 2016 2:36 amE a gente ajuda.
E a gente ajuda. Independentemente do PT e outros partidos. Na rua panfletando, conversando. Fazendo o desmonte destes golpistas com o caixa do super mercado, com a vendedora de Avon e toda e qualquer oportunidade que aparecer e que também se criar. O que está acontecendo vai muito além das mesquinharias, egos, estreitezas partidárias..
peregrino
4 de agosto de 2016 10:22 pmsempre que leio votos…
entendo como extorsão
peregrino
4 de agosto de 2016 10:36 pmnão estão votando…
porque ser favorável ao golpe é glória que se ganha vingando-se por Dilma ter sido reeleita
Antonio C.
4 de agosto de 2016 10:54 pmComentário.
Vejam bem: pq muitos acham que a questão é parlamentar, a ser resolvida na forma parlamentar e, mesmo com toda a pressão da sociedade, há os que possuem sangue frio até pra mentir para a mãe, coloca-se na esperança de que alguns deixem de lado o seu próprio caráter e lado para votar pelo certo e justo?
Não se trata de otimismo nem de pessimismo.
Trata-se de levar em conta questões como legalidade, legimidade, direito à resistência.
Os golpistas dizem que o processo é político.
Do mesmo jeito que tiraram a Dilma injustamente, podem impichar injustamente. É a política, imbecil!
E aí? Tem plano B?
A travação dos coxinhas se deu pq descobriram que, para além da Dilma e o PT, tem um país e, por isso, saíram de fino. É o ódio, mas o descomprometimento rápido.
Por isso que a desmobilização da direita, que ficou reduzido a uns loucos, mas perigosos, elementos, não é algo para comemorar.
Esperar o fim das férias para se mobilizar – vou utilizar o clichê – é a coisa mais pequeno-burguesa que poderia ser concebida.
Se ela for impichada, talvez haja uma deprê coletiva. Mas, por outro lado, as férias talvez tenham sido ótimas.
Diogo Costa
4 de agosto de 2016 11:21 pmGGN mais realista que o Rei
Em nenhum momento o texto, oriundo de um site de fofocas intrapalacianas, cita essa expressão “votação humilhante”.
O GGN investou essa expressão com base em quê? O GGN, também tenho notado, não fala mais em golpe de estado. Tudo é “impeachment”, bem ao gosto dos salafrários que comandam a farsa.
Por que causa, motivo, razão ou circunstância o GGN cita essa expressão “votação humilhante”? Teria João Goulart sido “humilhado” enquanto os vigaristas golpistas de 64 o derrubavam alegando a vacância da presidência da república?
O GGN, que as vezes dá a impressão de já ter jogado a toalha faz tempo, quer que Dilma renuncie, para que os golpistas se livrem de ter que votar a favor do golpe de estado?
Afinal, o que seria essa tal de “votação humilhante” citada e criada pelo GGN (em que pese não estar presente no texto do site de fofocas)? Não seria altiva a postura de Dilma e humilhante a postura dos golpistas, ao revés do que o GGN deixa transparecer?
O que seria humilhante para Dilma? Collor teve 03 votos num processo que unificou o país. Dilma, num processo que já rachou o país ao meio, e que levará décadas para ser curado – se é que vai ser – terá pelo menos a mesma votação do afastamento. Então, o que é essa tal de humilhação?
Não seria talvez mais interessante que o GGN, ao invés de legitimar fofocas sobre o golpe, tratasse de denunciar o mesmo?
Ou será que o GGN também acha que não há golpe nenhum e que o impeachment “cumpre com todos os requisitos legais” e que por isso não pode ser chamado de golpe?
As Ordálias medievais, os processos estalinistas e os processos nazistas também cumpriam, integralmente, as formalidades legais…
peregrino
4 de agosto de 2016 11:55 pmestrelas não são minhas……………….porque já lá estavam
mas venho pensando da mesma forma
motivo de ter considerado como “arma em punho” o que estão chamando de votos
100% contigo nessa
Gilson AS
4 de agosto de 2016 11:55 pmNão sei quais as fonte do
Não sei quais as fonte do GGN, mas não tenho dúvidas, se acoxinhou.
Está torcendo, não declaradamente, pelo golpe de estado.
Impeachmente é outra coisa
Ramalho12
5 de agosto de 2016 12:36 amCorrupção generalizada nas altas esferas e suborno do judiciário
Em oposição a argumentos jurídicos – o “juridiquês” – que hoje são usados para negar direitos e acobertar crimes, argumentos usados, pasme-se, por juízes, desembargadores e ministros na contramão do que se espera dessas autoridades, há o senso comum. Frente a judiciário ensandecido por ansiar ser protagonista (ânsia que é filha dileta do egoísmo e da vaidade), há conceitos de longa data sedimentados na Sociedade decorrentes do bom senso, a partir dos quais pessoas honestas e de bem constroem seu pensamento e introjetam criticamente a realidade.
Conceitos como “corrupção”, “suborno” e “subornar”, por exemplo, estão dicionarizados há muito tempo e livres de deformidades interpretativas judiciais ad hoc causadas por aparelhamento político partidário conjuntural, deformidades causadas também por vaidade e egoísmo desmedidos. En passant, mencione-se que é fácil manipular vaidosos e é fácil manipular egoístas quando se pode, neste último caso, satisfazer-lhes a ganância.
Os fatos a que assistimos assombrados que estão a acontecer nas altas esferas dos poderes da república comprovam corrupção descarada, desenfreada e generalizada grassando nas altas instâncias da república. Tais fatos deprimentes são explicados em “juridiquês” por congressistas, juízes, desembargadores e ministros, na tentativa vã de justificar o injustificável, e elogiados por porta-vozes dos manipuladores dos cordéis (a burguesia nacional e internacional), cordéis por meio dos quais marionetes incrustadas ilegitimamente nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário são comandadas.
Mas será que se pode afirmar com segurança que há corrupção descarada na “corte” brasileira, como dito aqui? A resposta é sim, há corrupção descarada e generalizada nas altas esferas, se o julgamento moral dos fatos vergonhosos que se desenrolam no país for feito com base no senso comum. É preciso lembrar que, para qualificar fato ou ato como corrupto, é preciso que seja avaliado sob perspectiva moral, e a que será tomada aqui é a perspectiva moral da maior parte da Sociedade.
Dizer que um ato é corrupto implica julgá-lo moralmente. Tal julgamento depende, na melhor das hipóteses, das convicções morais do julgador (na pior, de seus interesses mesquinhos). Para alguns julgadores, dependendo da moral que professem, um fato pode ser qualificado como corrupto; para outros, não. Ademais disto, julgamento moral se assenta em conceitos pré-fixados que sustentam o viés moral do julgador.
Aqui, os poucos conceitos pré-fixados que serão considerados como sustentadores do viés moral da maioria da Sociedade levados em conta no julgamento de ato sob a perspectiva de corrupção são os que a maior parte da sociedade adota, e há muito tempo. Tais conceitos são “corrupção”, “subornar” e “suborno”, suficientes para que se avalie moralmente, sob a ótica do senso comum, atos recentes da “corte” brasileira. Ademais disto, tais conceitos sustentam o viés moral da maioria da Sociedade e estão dicionarizados.
Por definição (Houaiss) corrupção é “ato ou efeito de subornar uma ou mais pessoas em causa própria ou alheia, geralmente com o oferecimento de dinheiro; suborno”. Ainda de acordo com o dicionário de Houaiss, subornar é “dar dinheiro ou outros valores a (alguém), a fim de conseguir alguma coisa ilegal; peitar, comprar, corromper”; e suborno é “ato ou efeito de subornar”.
Para que se possa entender porque está a ocorrer corrupção generalizada e descarada na “corte” brasileira, é necessário que se considere preliminarmente o processo de impeachment da presidenta da república, pois a corrupção mencionada está intimamente ligada e ele. Tudo leva a crer que o processo de impeachment não tem sustentação jurídica, pois até congressistas partidários do impedimento presidencial confessam que a presidenta não cometeu crime punível com impeachment. O processo de impeachment, portanto, é ilegal [embora a discussão da legalidade do processo de impeachment não seja feita aqui, ver-se-á adiante, com base em fatos amplamente noticiados, fartas evidências de que é ilegal].
O processo de impeachment, processo jurídico-político, foi disparado por autoridade contra a qual estavam em curso, na ocasião, investigações criminais do Estado. Como retaliação ao país e, talvez, ao mundo, não apenas ao governo federal, Eduardo Cunha deu curso ao pedido de impeachment da presidenta com o apoio de deputados comprometidos com crimes de Cunha sob investigação.
O que se tem então em tese e em resumo, quanto aos antecedentes que motivam a corrupção que corrói a “corte” é o seguinte: o processo de impeachment é ilegal e muitos de seus condutores são criminosos (ou estão sob investigação criminal), incluído aí o presidente da república interino, inelegível por ser ficha suja.
Tem-se também que o contexto econômico é de recessão com aviltamento da renda, aumento do desemprego, queda da arrecadação estatal, extinção de negócios, queda do PIB. Ainda assim, nosso judiciário é oásis de bem viver: é um dos mais caros do mundo quando seu custo é medido em PIBs, além de contar com casta cujos vencimentos muitas vezes são mais do que o dobro do limite superior dos vencimentos dos funcionários públicos. Nosso judiciário só se mostra como terceiro mundista quando se o analisa sob as óticas de eficácia e eficiência, aí ele fica nas últimas colocações no mundo.
Como visto, subornar é “dar dinheiro ou outros valores a (alguém), a fim de conseguir alguma coisa ilegal; peitar, comprar, corromper”. No caso aqui tratado, a coisa ilegal é a usurpação da presidência da república por meio de processo de impeachment ilegal conduzido por criminosos e que depende do judiciário para ser levado a cabo. Como hoje o judiciário paira acima da Lei, pode decidir que o golpe não é golpe, mas impeachment legal. Por isso, um dos subornados em potencial é o Poder Judiciário. Mencione-se que, mesmo no atual contexto de crise econômica aguda na qual o país está afundado, o judiciário pleiteou e conseguiu (ou está a conseguir) da camarilha golpista aumento de mais de 40%, como tem sido noticiado. O dinheiro, portanto, é este aumento abusivo, escandaloso e injustificado com que a camarilha golpista pretende corromper o judiciário, pois corrupção é “ato ou efeito de subornar uma ou mais pessoas em causa própria ou alheia, geralmente com o oferecimento de dinheiro; suborno”. A camarilha golpista corrompe, ou tenta corromper, descaradamente o judiciário inteiro agindo contrariamente aos interesses econômicos da Sociedade para legalizar sua permanência espúria no poder com o respaldo do judiciário.
Nas rodas da malandragem, o que a camarilha golpista tenta com o judiciário é o estabelecimento do que é conhecido como pacto corrupto segundo o qual a camarilha concede aumento imoral ao judiciário e o judiciário releva, ou legaliza, em contrapartida, as ilegalidades da camarilha.
O judiciário, aceitará o suborno? Deixar-se-á corromper? A mesma pergunta pode e deve ser feita ao MPF e à PF. Esta instituições, em nome de sua credibilidade, têm obrigação de recusar o suborno, sob pena de passarem a ser reconhecidas como corruptas.
A camarilha golpista já comprou o Poder Legislativo, governadores e até parcela da burguesia internacional interessada no pré-sal. Ouvi mesmo falar que a camarilha golpista acena com aumentos para militares, sabendo que não há dinheiro para toda a gastança criminosa que comete. Suborno e corrupção são suas armas táticas para se manter no poder e que são usadas despudoradamente com todos aqueles que poderiam embaraçar seus caminhos.
A camarilha golpista, porém, tem calcanhar de Aquiles imediato: para ela, tudo virá por água abaixo e se o judiciário, especialmente o Supremo, não validar o golpe de Estado, pois o impeachment é processo jurídico-político de acordo com a Lei. No momento, essa é a grande questão: o judiciário deixar-se-á corromper e legalizará o golpe?
Com o golpe, pelo que se viu até agora, a plutocracia deu tiro no pé e parte dela sairá perdendo. Mesmo a plutocracia depende de mercado consumidor forte que será enfraquecido pela desorganização econômica promovida pela camarilha golpista, desorganização que causará inflação grave, desemprego, aumento da carga fiscal, aumento dos juros (bem, os rentistas continuarão ganhando muito a custa dos setores produtivos). Ganha a nomenclatura, ao menos inicialmente, com os aumentos estratosféricos a ela concedidos incompatíveis com a capacidade econômica estatal. Quem perde para valer é o Povão, a baixa classe média e a pequena burguesia com inflação, desemprego, extinção de negócios, aumento de impostos, degradação de serviços públicos, aviltamento de salários e aposentadorias, consequências inevitáveis da orgia econômica que a camarilha golpista está a promover.
peregrino
5 de agosto de 2016 12:36 amfechou com chave de ouro…
muito obrigado pela aula
MARCONE FERREIIRA
5 de agosto de 2016 12:36 amDitadura de toga tomando
Ditadura de toga tomando conta da américa latina.
Líder das Mães da Pça. de Maio teve prisão decreteta pela justiça federal da Argentina.
Viviane M
5 de agosto de 2016 12:54 am“Wishful thinking” do Nassif
Quem acompanha o GGN já deveria saber que Nassif quer ver Dilma pelas costas, por isso, republicar este texto é apenas mais um passo de muitos nessa direção.
Eu queria sinceramente entender o que se passa na cabeça de quem diz que Dilma luta pelo próprio mandato por “vaidade”. É vaidade exigir respeito por quem votou? Se formos afastar cada presidente que não cumpriu promessas de campanha, vamos trocar de governante a cada seis meses? Concordo que ela errou muito e foi mal assessorada, mas ser destituída do cargo porque não negociou com o parlamento? E como se negocia com gente da laia de Eduardo Cunha?
Falcão
5 de agosto de 2016 3:05 amPra mim os Divergentes são
Pra mim os Divergentes são “chapa branca”…estão induzindo – tentando – que tudo está perdido..e, detalhe: não é a primeira matéria com alto teor de pessimismo e pro Temer. Daí…”tem gato na tuba”.
Edna Baker
5 de agosto de 2016 3:49 amEsses senadores nāo passam de
Esses senadores nāo passam de um bando de golpistas e safados. Só isso. Nāo queiramos fazer deles mais do que isso.
Nadir Maria
5 de agosto de 2016 7:23 amQue materiazinha fulera! Que
Que materiazinha fulera! Que rasura! Então é humilhante
uma quadrilha de corruptos violentar a democracia para vender o país, escapar de pagar por seus crimes e impor a devastação de direitos consagrados do povo?
Humilhante pra quem mesmo??????