4 de junho de 2026

Sessao das Dez: Drácula – Morto, mas Feliz

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Drácula – Morto, Mas Feliz (Dracula: Dead and Loving It)

Título: Drácula – Morto, Mas Feliz
Título Original: Dracula: Dead and Loving It
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 88 min.
Ano de Lançamento: 1995
Estúdio/Distrib.: Columbia Pictures
Direção: Mel Brooks

Elenco: Leslie Nielsen (Conde Drácula); Mel Brooks (Abraham Van Helsing); Peter MacNicol (Thomas Renfield); Steven Weber (Jonathan Harker); Amy Yasbeck (Mina Seward); Lysette Anthony (Lucy Westenra); Harvey Korman (Dr. Seward); Anne Bancroft (Madame Ouspenskaya); Ezio Greggio (cocheiro); Megan Cavanagh (Essie). [+]

Sinopse: O procurador R.M. Renfield chega a Transilvânia para um encontro com Conde Drácula, onde é hipnotizado e passa a obedecer suas ordens. O plano do vampiro é ir a Londres e fazer de uma mulher sua eterna esposa e parceira, mas o Dr. Van Helsing fará de tudo para detê-lo.

Crítica

Quando Leslie Nielsen entrava em cena, era necessário se preparar. O grande comediante de origem canadense que faleceu dois anos atrás era um dos grandes nomes da comédia, presente em títulos como Mr Magoo, Todo Mundo em Pânico 3, Super Herói – O Filme, Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu… Enfim, Leslie ainda continua sendo um dos meus atores favoritos, sendo um dos poucos que ainda me fazem rir. Em Drácula – Morto, Mas Feliz, temos uma satirização da obra de Bram Stocker, dos filmes de Roman Polanski (Por Favor Não me Morda o Pescoço) e Francis Ford Coppola (Drácula) e o clássico Drácula de Bela Lugosi. Tudo muito bem intercalado e aproveitado em uma trama que não há como não rir.

~~Hipnose~~

Piadas inteligentes misturadas com um humor mais fácil equilibram o filme satírico. Temos Leslie Nielsen em boa forma e bem explorado, assim como um elenco competente. Fãs de vampiros de verdade (ou seja, não “crepusculados”) irão adorar notar as referências e o como este gênero é humorizado. Cenas hilárias, um vampiro sempre de capa, um servo mais do que idiota… De fato, esta é uma das versões mais inusitadas já feitas do vampiro mais famoso da literatura e de outras mídias. Conseguiram deturpar os personagens sem que as devidas essências se perdessem, brincaram bem com os elementos dos títulos já mencionados, apesar de não ter sido difícil uni-los em um único longa metragem, já que Drácula é uma temática bem mais comum do que aparenta.

E tem gente que reclama de estagiário…

Claro que em certos momentos acabam sendo exagerados, outros um tanto forçados, mas de modo geral, Mel Brooks ainda se revela um comediante razoável nos dias de hoje, e em relação à Drácula – Morto, Mas Feliz, nota-se uma união interessante com Nielsen. Apesar de ser um roteiro com várias mãos, o enredo é bem feito, levando em consideração que se trata de uma comédia, por tanto, muitas vezes a falta de lógica e/ou coerência fazem parte da proposta do longa. Sendo um pouco corrido e, para outros, uma colcha de retalhos de humorizados de produções bem sucedidas, ou pelo menos significativas, Drácula – Morto, Mas Feliz já recebeu críticas ruins, entretanto, não se deve encara-lo como tal.

Não era para ter ficado mais jovem?

Filme interessante e descontraído, Drácula – Morto, Mas Feliz é o tipo de sátira que se preza não por reunir um grande número de títulos em uma história absurda, mas por explorar devidamente sua temática e se focar nela. Não estou desvalorizando (totalmente) a franquia Todo Mundo em Pânico e similares, o caso é que ultimamente tem sido difícil encontrar bons títulos do gênero, ou melhor, sempre foi. É comum que comédias sejam desvalorizadas quando não são “intelectualizadas” ou não apresente um elenco jovem e repleto de estrelas do momento. É por isso que aprecio os filmes com Leslie Nielsen, pois mesmo velho, era capaz de fazer mais gente rir do que os nomes do momento.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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