
Drácula – Morto, Mas Feliz (Dracula: Dead and Loving It)
Crítica
Quando Leslie Nielsen entrava em cena, era necessário se preparar. O grande comediante de origem canadense que faleceu dois anos atrás era um dos grandes nomes da comédia, presente em títulos como Mr Magoo, Todo Mundo em Pânico 3, Super Herói – O Filme, Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu… Enfim, Leslie ainda continua sendo um dos meus atores favoritos, sendo um dos poucos que ainda me fazem rir. Em Drácula – Morto, Mas Feliz, temos uma satirização da obra de Bram Stocker, dos filmes de Roman Polanski (Por Favor Não me Morda o Pescoço) e Francis Ford Coppola (Drácula) e o clássico Drácula de Bela Lugosi. Tudo muito bem intercalado e aproveitado em uma trama que não há como não rir.
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| ~~Hipnose~~ |
Piadas inteligentes misturadas com um humor mais fácil equilibram o filme satírico. Temos Leslie Nielsen em boa forma e bem explorado, assim como um elenco competente. Fãs de vampiros de verdade (ou seja, não “crepusculados”) irão adorar notar as referências e o como este gênero é humorizado. Cenas hilárias, um vampiro sempre de capa, um servo mais do que idiota… De fato, esta é uma das versões mais inusitadas já feitas do vampiro mais famoso da literatura e de outras mídias. Conseguiram deturpar os personagens sem que as devidas essências se perdessem, brincaram bem com os elementos dos títulos já mencionados, apesar de não ter sido difícil uni-los em um único longa metragem, já que Drácula é uma temática bem mais comum do que aparenta.
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| E tem gente que reclama de estagiário… |
Claro que em certos momentos acabam sendo exagerados, outros um tanto forçados, mas de modo geral, Mel Brooks ainda se revela um comediante razoável nos dias de hoje, e em relação à Drácula – Morto, Mas Feliz, nota-se uma união interessante com Nielsen. Apesar de ser um roteiro com várias mãos, o enredo é bem feito, levando em consideração que se trata de uma comédia, por tanto, muitas vezes a falta de lógica e/ou coerência fazem parte da proposta do longa. Sendo um pouco corrido e, para outros, uma colcha de retalhos de humorizados de produções bem sucedidas, ou pelo menos significativas, Drácula – Morto, Mas Feliz já recebeu críticas ruins, entretanto, não se deve encara-lo como tal.
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| Não era para ter ficado mais jovem? |
Filme interessante e descontraído, Drácula – Morto, Mas Feliz é o tipo de sátira que se preza não por reunir um grande número de títulos em uma história absurda, mas por explorar devidamente sua temática e se focar nela. Não estou desvalorizando (totalmente) a franquia Todo Mundo em Pânico e similares, o caso é que ultimamente tem sido difícil encontrar bons títulos do gênero, ou melhor, sempre foi. É comum que comédias sejam desvalorizadas quando não são “intelectualizadas” ou não apresente um elenco jovem e repleto de estrelas do momento. É por isso que aprecio os filmes com Leslie Nielsen, pois mesmo velho, era capaz de fazer mais gente rir do que os nomes do momento.




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