Por O Escritor
O trabalho baseou-se em notícias da “Folha”. Paralelamente a essas, tivemos a atuação de colunistas amadores tentando aproveitar politicamente um problema de saúde pública, e a inútil tentativa de médicos como Adib Jatene de inocular uma dose de bom senso no frenesi midiático.
Impossível esquecer a atuação da Musa da Febre Amarela, Eliane Cantanhêde, na mesma “Folha”, com sua coluna histérica que se tornou histórica (“Alerta amarelo!”), cujo início e final reproduzo a seguir:
“Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem… Vacine-se logo!”
[…]
“O fantasma da febre amarela, portanto, paira sobre o país como um alerta num momento crucial, para que a saúde e a educação sejam preservadas antes de tudo o mais.
“Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano –e nos seguintes.”
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/elianecantanhede/ult681u361459.shtml
De nada adiantou o alerta de Adib Jatene, alguns dias depois, na mesma “Folha”:
“Vi na televisão pessoas que sempre residiram na cidade de São Paulo e que não pretendem viajar desesperadas, em filas para se vacinarem, alegando que tinham direito. Certamente não tinham necessidade e se expõem aos efeitos adversos de uma vacina com vírus vivo.
“Nos últimos quatro anos, foram registrados pelo sistema de informação de efeitos adversos pós-vacinação 478 casos (muito mais que os 349 casos de febre amarela registrados em 12 anos), desde reações simples até exantemas generalizados, febre alta e, em dois casos, meningite.”
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2201200808.htm
O resultado? Oito mortes por causa da vacinação desnecessária.
Esta informação fatual e fundamental, obtida por Eduardo Guimarães diretamente do Ministério Público Federal, revela a gratuidade das mortes:
7 – O surto de 2007/2008 foi inferior a todos os outros, apesar de a vacinação ter explodido neste último surto.
http://edu.guim.blog.uol.com.br/arch2008-10-19_2008-10-25.html
Ponham mais esta na conta da velha mídia.
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