4 de junho de 2026

Surto que não houve e mortes por vacinação desnecessária

Por O Escritor

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A performance da Musa da Febre Amarela

O trabalho baseou-se em notícias da “Folha”. Paralelamente a essas, tivemos a atuação de colunistas amadores tentando aproveitar politicamente um problema de saúde pública, e a inútil tentativa de médicos como Adib Jatene de inocular uma dose de bom senso no frenesi midiático.

Impossível esquecer a atuação da Musa da Febre Amarela, Eliane Cantanhêde, na mesma “Folha”, com sua coluna histérica que se tornou histórica (“Alerta amarelo!”), cujo início e final reproduzo a seguir:

“Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem… Vacine-se logo!”

[…]

“O fantasma da febre amarela, portanto, paira sobre o país como um alerta num momento crucial, para que a saúde e a educação sejam preservadas antes de tudo o mais.

“Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano –e nos seguintes.”

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/elianecantanhede/ult681u361459.shtml

De nada adiantou o alerta de Adib Jatene, alguns dias depois, na mesma “Folha”:

“Vi na televisão pessoas que sempre residiram na cidade de São Paulo e que não pretendem viajar desesperadas, em filas para se vacinarem, alegando que tinham direito. Certamente não tinham necessidade e se expõem aos efeitos adversos de uma vacina com vírus vivo.
“Nos últimos quatro anos, foram registrados pelo sistema de informação de efeitos adversos pós-vacinação 478 casos (muito mais que os 349 casos de febre amarela registrados em 12 anos), desde reações simples até exantemas generalizados, febre alta e, em dois casos, meningite.” 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2201200808.htm

O resultado? Oito mortes por causa da vacinação desnecessária.

Esta informação fatual e fundamental, obtida por Eduardo Guimarães diretamente do Ministério Público Federal, revela a gratuidade das mortes:

7 – O surto de 2007/2008 foi inferior a todos os outros, apesar de a vacinação ter explodido neste último surto.

http://edu.guim.blog.uol.com.br/arch2008-10-19_2008-10-25.html

Ponham mais esta na conta da velha mídia.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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