Prezado Nassif,
Alegra-me deveras ver a quantidade de ‘especialistas’ em defesa, comentando aqui neste blog. Pelo menos assim, mesmo que de maneira oblíqua, o tema Defesa Nacional é despido de seus estigmas e aparece sendo discutido pela sociedade civil de forma minimamente racional. Quanto ao exercício em si, é corriqueiro, não se constituindo propriamente numa mudança de rumo das FA. Na verdade, é necessário ressaltar que essa inflexão das Forças Armadas em direção à Amazônia foi acentuada a partir de 2003, com o presidente Lula. Inflexão essa, a meu ver, acertada, dada a cobiça alienígena sobre a Amazônia, e dados os recursos que estão em jogo: petróleo, minerais variados, valiosos e alguns estratégicos, como o tório e o nióbio, além da maior reserva de água doce do planeta (além da enorme bacia hidrográfica, temos o maior aquífero, o Alter do Chão).
Quanto à capacidade dissuasória da Força Armada brasileira, prefiro ressaltar as recentes tomadas de posição da Comandante-em-Chefe das FA, no sentido de recompô-la e torná-la efetiva e apta a dar as respostas rápidas que a soberania nacional exige.
Abraço cordial
Mascarenhas Maia
Oficial de Infantaria
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