
Jornal GGN – Em editorial intitulado “Medalha de Ouro do Brasil para a Corrupção”, o jornal norte-americano New York Times questiona o compromisso do governo interino de Michel Temer e com o combate à corrupção e pede que ele se posicione pelo fim da imunidade parlamentar, considerada como uma “proteção injustificável”.
O jornal ressalta que sete ministros do governo são investigados, afirmando que estas nomeações confirmam as suspeitas de que o afastamento da presidente Dilma teve a intenção de afastar as investigações de corrupção. Para o NY Times, Temer deve tomar medidas concretas para “ganhar a confiança dos brasileiros”, entre elas abolir a imunidade parlamentar para políticos acusados de corrupção.
O artigo, em inglês, pode ser lido aqui.
Da BBC Brasil
Um editorial publicado pelo jornal americano The New York Times nesta segunda-feira questiona a firmeza do compromisso do presidente interino, Michel Temer, com o combate à corrupção.
No texto, intitulado “A Medalha de Ouro do Brasil para Corrupção” (em tradução livre), o jornal pede ainda que o novo chefe do governo se posicione pelo fim da imunidade parlamentar para ministros e congressistas acusados de corrupção.
O artigo começa fazendo referência à ficha suja de ministros do governo – entre os quais, sete são investigados por corrupção.
“As nomeações reforçaram as suspeitas de que o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff no mês passado, por acusações de maquiar ilegalmente as contas do governo, teve uma segunda intenção: afastar a investigação (de corrupção)”, escreve o jornal.
Depois, o texto lembra as renúncias do ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá, e posteriormente do ex-ministro da Transparência, Fabiano Silveira, que indicaram em conversa telefônica estar tramando para atravancar o avanço da Operação Lava Jato.
“Isto forçou Temer a prometer, na semana passada, que o Executivo não interferirá nas investigações na Petrobras, nas quais estão envolvidos mais de 40 políticos. Considerando os homens de quem Temer se cercou, a promessa soa oca”, julga o editorial.
A única forma de “ganhar a confiança dos brasileiros” é “tomar medidas concretas” contra a corrupção, argumenta o NYT. Uma delas, afirma, é abolir a imunidade parlamentar para políticos acusados de atos de corrupção.
“Esta proteção injustificável claramente permitiu uma cultura de corrupção e impunidade institucionalizadas”, diz o editorial.
“Não está claro quanto Temer pretende avançar no combate à corrupção. Se estiver realmente comprometido, e quiser enterrar as suspeitas sobre a motivação para remover (Dilma) Rousseff, faria bem em defender o fim da imunidade parlamentar para congressistas e ministros em casos de corrupção.”
Jair Fonseca
6 de junho de 2016 1:55 pmAh, se não fosse o jornalismo
Ah, se não fosse o jornalismo estrangeiro… Inclusive o dos Estados Unidos e da Inglaterra, como é o caso em pauta.
E a mídia da “burguesia nacional” mostra que, como sempre, só faz mentir e distorcer tudo para escamotear o golpe de que participa.
Será que a Globo vai divulgar mais esse editorial do NYT?
veranis
6 de junho de 2016 8:46 pmFizeram bem pequeninho um
Fizeram bem pequeninho um post no seu portal; eu dei uma força nos blogs, ficou por lá algumas horas, mas já tiraram.
rl
6 de junho de 2016 2:48 pmNYT
Acho que ladrão de dinheiro público deveria ser enforcado. Mas a origem da imunidade parlamentar – na verdade, a prerrogativa de foro – tem por objetivo impedir que um juizeco qualquer, ou o delegado de Xiririca, prenda um detentor de mandato para satisfazer o coronel da região. Depois do que se está vendo em Ritiba, é melhor pensar duas vezes no problema.
Maria Rita
6 de junho de 2016 2:50 pmFalta apenas um detalhe no NY
Falta apenas um detalhe no NY Times. Como Temer vai se comprometer com combate a corrupção, assim como tirar a imunidade parlamentar, se ele próprio já está oficialmente condenado e inelegível por 8 anos?
Tamosai no GGN
6 de junho de 2016 3:02 pmÉ a mídia hegemônica, seu mané.
Mais do que esse Congresso altamente corrupto e pouquíssimo representativo, que esse Judiciário seletivo, covarde e injusto, que a Procuradoria Geral da República do Paraguai, é a mídia hegemônica a comandante do golpe. Pela perseguição implacável ao governo e ao PT, pela blindagem extrema à oposição, pela incitação a movimentos golpistas e a ausência de notícias de movimentos contra o golpe, pela ausência de notícias sobre as conquistas do governo, em suma pela midiotização extrema da população. Uma mídia dessas justifica medidas duras, caso o impeachment não passe e Dilma volte ao governo. Na hipótese mais branda, a total reformulação da política de verbas de propaganda governamental.
Flics
6 de junho de 2016 4:04 pmA voz do dono
veranis
6 de junho de 2016 8:43 pmRecado ouvido e entendido por
Recado ouvido e entendido por temer, ele sem estoque de honestos no momento, já que seu grupo é uma quadrilha, e sendo assim não há honestos, suspendeu as nomeações. Além disso, acredito que entendeu que vai dançar em breve.