Em muitos aspectos o boimate – notável criação de 1984 do diretor de redação da Veja, Eurípedes Alcântara – tornou-se uma entidade mitológica no jornalismo brasileiro. Todo mundo sabia que tinha sido criado, certamente é a barriga mais significativa do jornalismo brasileiro nos últimos 25 anos, mas poucos tiveram acesso ao teor da reportagem e, principalmente, ao infográfico da matéria. Para quem não se lembra, a matéria falava de um cruzamento de boi com tomate, perpetrado pelo cientista Dr. McDonalds na Universidade de Hamburgo, Alemanha e que resultara em uma carne que já vinha com molho.
Graças ao acervo digital da Veja, muitos de vocês poderão ver pela primeira vez essa obra que entrou para a história do jornalismo brasileiro.
O lead da matéria é assim: “Familiarizados com as delicadas estruturas da células…”
Para repercutir, incumbiram um repórter de entrevistar um engenheiro genético da USP – o correspondente da Alemanha se recusou, mesmo sob ameaça de demissão. O repórter foi, o biólogo disse que era impossível. Precisando voltar com a resposta solicitada, o repórter soltou a casca de banana: “Mas suponhamos que…”. E o cientista caiu.
Deu nisso:
Aí, na edição seguinte, a seção de Cartas repercutiu o furo: obviamente com carta a favor.
Por fábio josé de mello
No site http://www.humornaciencia.com.br/noticias/boimate.htm tem um artigo muito engraçado.
“O espírito gozador e , mais surpreendente às vezes até irado do brasileiro, no entanto, não deixou por menos. Durante o intervalo entre a matéria da Veja e o desmentido do Estadão, cartas e mais cartas chegaram às redações.
Um delas que, maliciosamente, assinou ” X-Burguer, Phd, Capital”, lembrava que no Brasil já haviam sido feitas descobertas semelhantes: o jeribá, cruzamento de jabá com jerimum, ou o goiabeijo, cruzamento de gens de goiba, cana-de-açúcar e queijo, e adiantava que seus estudos prosseguiam para criação do Porcojão ou Feijoporco, cruzamento de porcos com feijões que ele esperava dar como contribuição à tradicional feijoada paulista’.




Marcia
24 de janeiro de 2009 8:05 pmEsse fato é histórico.
Esse fato é histórico. Representa o pior do jornalismo no Brasil.
Lembro-me muito bem dessa edição.
O pior é que alguns incautos chegaram a dar credibilidade à matéria. Coisa de looco varrido.
O dono da revista (?) quando perguntado sobre esse caso do boi com tomate, no programa do Jõ, ainda teve a cara de pau de rir da matéria, com uma naturalidade de arrepiar !!
Esse post vale mais que qualquer outro.
Bem feito.
Gostei.
Gilberto Cruvinel
24 de janeiro de 2009 8:12 pmDá série barrigas: na edição
Dá série barrigas: na edição desta semana de Carta Capital, a revista se desculpa com os leitores pela capa da semana passada, em que a chamada dava claramente a impressão de que o presidente do BC estava
de malas prontas para sair. Carta Capital explica que as fontes seguras indicaram que a sída de Henrique Meireles se dará em 3 ou 4 meses. A conferir.
Mas não foi isso que a manchete da capa alardeou.
Scusa signori per le quiproquo
fábio josé de mello
24 de janeiro de 2009 8:13 pmNo site
No site http://www.humornaciencia.com.br/noticias/boimate.htm tem um artigo muito engraçado.
“O espírito gozador e , mais surpreendente às vezes até irado do brasileiro, no entanto, não deixou por menos. Durante o intervalo entre a matéria da Veja e o desmentido do Estadão, cartas e mais cartas chegaram às redações.
Um delas que, maliciosamente, assinou ” X-Burguer, Phd, Capital”, lembrava que no Brasil já haviam sido feitas descobertas semelhantes: o jeribá, cruzamento de jabá com jerimum, ou o goiabeijo, cruzamento de gens de goiba, cana-de-açúcar e queijo, e adiantava que seus estudos prosseguiam para criação do Porcojão ou Feijoporco, cruzamento de porcos com feijões que ele esperava dar como contribuição à tradicional feijoada paulista’.
Sanzio
24 de janeiro de 2009 8:20 pmHahahahaha.
Pô, Nassif, não
Hahahahaha.
Pô, Nassif, não faz isso com o coitado do Chico Bento. Vai virar a piada do século em Lavras de Mangabeira.
peregrino
24 de janeiro de 2009 8:20 pmihhh…não acredito! eu
ihhh…não acredito! eu pensava que boimate fosse apelido de algum figurão da veja! kkkkkkkkkkkkkkkkk…quanto troço engraçado eu perdi !!!
Thiago Cunha
24 de janeiro de 2009 8:44 pmuhauhuahuaha
O mais legal é
uhauhuahuaha
O mais legal é ver o quanto o cidadão estava otimista em relação ao futuro. O fim da fome, huahauhaauhha
Ivan Moraes
24 de janeiro de 2009 8:50 pmNao foi a Veja que inventou a
Nao foi a Veja que inventou a reverda?
João Sérgio
24 de janeiro de 2009 9:04 pma matéria do boimate é o
a matéria do boimate é o retrato do jornalismo de esgoto da revista Óia
Sofia
24 de janeiro de 2009 9:19 pmGoiabeijo é um sonho para
Goiabeijo é um sonho para quem gosta de Romeu e Julieta.
🙂
Casagrande
24 de janeiro de 2009 9:21 pmNassif
Será que o Chico
Nassif
Será que o Chico Bento cancelou a assinatura ou continua até hoje achando indispensável?
Odorico Carvalho
24 de janeiro de 2009 9:25 pmHilário. O missivista
Hilário. O missivista cearense, certamente de olho num suculento prato de boimate, viajou feio.
peregrino
24 de janeiro de 2009 9:28 pmJá vi restaurante “Cai Duro”,
Já vi restaurante “Cai Duro”, bar “Das Moscas”, farmácia “Ora Pílulas”,
e agora descubro uma revista “X-Tudo Que Não Presta”…bah! e tem ministro que adora !!!
Flaggsmasher
24 de janeiro de 2009 9:53 pmPutz!
E o nível intelectual
Putz!
E o nível intelectual dos leitores da Veja, então?
Dr. MacDonald (lembra a McDonalds, franquia de fast-food), Universidade de Hamburgo (outro hamburger no nome), William Wimpey (que remete ao fanático por hamburgueres, Dudu (J. Wellington Wimpy ou simplesmente Wimpy) do desenho do marinheiro Popeye e a rede de fast food derivada deste personagem, a Wimpey – e ninguém se tocou que era primeiro de abril da publicação original, a New Science?
Não é a toa que coisas como “Caso encerrado” (o “laudo definitivo” de PC Farias); “Grampo no Supremo” (farsa atualmente em cartaz); “Ele salvou você” (Bush salvador do mundo na capa, maior furada jornalística da década); Diogo Mainard e Reinaldo Azevedo (dois perdidos numa revista suja) e outras misérias consigam convencer seu público “selecionado”. Dizem as más linguas que a Abril vendeu muita lista de mala direta para Igrejas Evangélicas, e que o retorno foi altamente positivo para estas (por que será hein?)…
jose carlos lima
24 de janeiro de 2009 9:55 pmPrefiro uma coisa de cada
Prefiro uma coisa de cada vez,
misturar vegetal com vegetal já acho um absurdo
misturar bicho já é por si só uma aberração,
dias atrás sonhei com isso, uma mistura de cachorro com girafa
Talvez eu tenha ficado apavorado com estes monstros da engenharia genética
Eu estava no quintal com minha mãe e ela me mostrou uma planta
eu(cheirando a planta): mãe, isso aqui é capim-santo mas tem cheiro de eucalipto
ela: isso é invencionice de cientista, não sei prá que isso, eles misturaram o capim com o eucalipto, para fazer o chá prefiro colher uma folha em cada planta
..
obs: se minha mãe ficar sabendo do “furo” da Veja então…
altamiro
24 de janeiro de 2009 10:10 pmeu desconfio que o chico
eu desconfio que o chico bento da carta
ao leitor de lavras da mangabeira
tambem eh uma invencao e
outra barrigada do autor euripedes
(nao o satirico grego),
que parece que juntou ‘1984″
do orwelll com pe-de-tomate
e boi no campo para tropicar
nessa josta…
mas tem outras adnitidas pela propria
veja:
DESCULPE, VEJA ERROU
Como as melhores publicações do mundo, VEJA também cometeu erros. Confira alguns exemplos:
EXTRATERRESTRE
Toríbio Pereira, de 41 anos, contou que fora imobilizado pela ação de um raio luminoso emitido por um aparelho manejado pelos tripulantes de um disco voador. Quase simultaneamente estranhas luzes coloridas em forma de disco, gota e esfera passaram a mover-se de noite sobre os campos vizinhos à cidade de Lins, no interior de São Paulo. Milhares de habitantes da cidade já as observaram. Enio Squeff e Carlos Namba, repórteres de VEJA, viram-nas também.
30 de outubro de 1968 — Sobre a existência de extraterrestres
O MONSTRO ASSUSTADO
Em junho passado, câmaras conjugadas com poderosos holofotes obtiveram slides ainda inéditos de Nessie, o monstro de Loch Ness. Suficientemente claras para que os cientistas identifiquem um plessiossauro, animal supostamente extinto há 70 milhões de anos.
3 de dezembro de 1975 — VEJA dedicou seis reportagens ao monstro do lago escocês. Em cinco, citou evidências científicas de sua existência. Na última, em 1994, revelou que o monstro era uma fraude
BOIMATE
Num ousado avanço da biologia molecular, dois biólogos de Hamburgo, na Alemanha, fundiram pela primeira vez células animais com células vegetais – as de um tomateiro com as de um boi. Deu certo.
27 de abril de 1983 — Depois de ouvir cientistas brasileiros respeitados, VEJA publicou uma reportagem a partir de uma brincadeira de 1º de abril da revista New Scientist
A CURA DO CÂNCER
Ombreadas com Lily (de Carvalho), estão grandes damas, como Carmen Mayrink Veiga — que no caminho inverso de Lily atravessa um momento difícil tratando-se de um câncer em Paris.
21 de dezembro de 1988 — A doença diagnosticada nunca existiu
PERNAS FANTASMAS
18 de fevereiro de 1998 — Para não repetir a imagem do cineasta Bruno Barreto na mesma página, VEJA fez retoques e o retirou de uma fotografia ao lado de sua família. Mas deixou suas pernas debaixo da cadeira em que se sentava o chefe do clã, Luiz Carlos
http://veja.abril.com.br/30anos/p_114.html
altamiro
24 de janeiro de 2009 10:28 pmpara sermos justos com um dos
para sermos justos com um dos melhores periodos de veja, eh bom
lembrar de 1968:
criacao da revista, dirigida
pelo grande jornalista mino carta,
hoje dirigindo a carta capital…
comecei a dar uma olhada nessa edicao
de arquivo da veja e me espantei
com a fidelidade com o que os fatos
foram narrados na epoca, principalmente
em politica…
fatos que batem com a nossa historia
analisada e reanalisada…
nao sei quem eram os reporteres e os
editores de politica, mas o texto final refletia
bem o regime militar do costa e silva,
as manifestacoes estudantis, maria
antonia versus mackenzie, a diluicao
das instituicoes, dos movimentos sociais,
depois o fechamento do congresso,
com aquela foto antologica pos-AI-5:
Foto da capa:
Costa e Silva de oculos escuros
e CINCO cadeiras do congresso…
Meus reconhecimentos, mino!
Claro que os historiadores analisaram de
varias maneiras, mas quem quisesse
pesquisar, cnfiava naqueles dados…
Hoje em dia, nao sei, nao…
Quem pesquisar saqui a trinta anos
sobre esse esse periodo do governo
lula vai achar uma coisa e a realidade
foi outra…
Os pesquisadores atuais e doo futuro
terao de pesquisar na internet e em
meios de informacao…
Roberto Rodrigues
24 de janeiro de 2009 10:37 pmA partir dessa super
A partir dessa super explícita aberração, outras barrigas se seguiram, mas visando a outros propósitos nada democráticos.
Luiza
24 de janeiro de 2009 10:52 pmBom, a Época não fica atrás
Bom, a Época não fica atrás com a história dos “Gêmeos de Mengele”.
Robson Oliveira
24 de janeiro de 2009 11:08 pmSou natural de Várzea Alegre,
Sou natural de Várzea Alegre, 40 quilômetros de Lavras da Mangabeira, cidade do entusiasta Chico Bento. Inclusive trabalhei nessa cidade, no Banco do Nordeste. Vou sondar para tentar localizar o nobre Chico. Quem sabe o “Jeribá” e o “Feijoporco” que comi esses dias são produzidos pelo Chico?
sergio g
24 de janeiro de 2009 11:13 pmGens dum burro e duma
Gens dum burro e duma tartaruga.
Dariam um português de capacete?
Antecipo que sou neto de portugueses…hehehe!
Carioca
24 de janeiro de 2009 11:45 pmNão creio que tenha escrito
Não creio que tenha escrito alguma bobagem de tal ordem que o tenha impedido de liberar meu comentário. Escrevera eu, a respeito desse tópico, sobre ser uma transcrição de uma nota na New Scientist na época.
Bom, peço-lhe desculpas se lhe pareceu que escrevi besteira.
Vera B. Pereira
24 de janeiro de 2009 11:47 pmEssa da Carta Capital
Essa da Carta Capital anunciar que o Meirelles pedira demissão do Banco Central não me parece “barriga” não: parece trapaça mesmo com a boa-fé dos leitores. Horrível.
José Honório
24 de janeiro de 2009 11:56 pmDevo esclarecer ao Fábio José
Devo esclarecer ao Fábio José de Mello que a feijoada éum prato típico mineiro.
Chico Pedro
25 de janeiro de 2009 12:12 amuhauhauhauhauhauhauhauhauhauh
uhauhauhauhauhauhauhauhauhauhauhauhauhuhauhauha
Que piada!
Inacreditável uma coisa dessas..
E ainda fecha com o caso “jeribá”..
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
João Carlos
25 de janeiro de 2009 12:23 amSe não me engano, ainda havia
Se não me engano, ainda havia mais um agravante na história (Nassif poderia confirmar se estou certo?): a matéria havia saído numa revista de ciência inglesa como uma brincadeira de 1o. de abril e nosso grande jornalista EA não citava que só estava “copiando / colando”. Só depois da barriga desvendada, no pedido de desculpas envergonhado, é que se justificaram citando a fonte.
André Almeida
25 de janeiro de 2009 12:38 amNassif,
Por coincidência,
Nassif,
Por coincidência, 2009 é o ano do Boi no horóscopo chinês.
Já ri muito aqui depois que descobri isso.
paulo frança
25 de janeiro de 2009 1:14 amO leitor da revista mais
O leitor da revista mais “vendida” do Brasil merece ser achincalhado, ridicularizado, feito de idiota, receber porcarias jornalísticas e ainda pagar um bom dinheiro por isso.
Edson
25 de janeiro de 2009 1:49 amPorém estudos mais avançados
Porém estudos mais avançados apontam agora para a injeção em humanos de um cruzamento genetico entre o Capim Porco e o Feijão Demonio obtendo um rejeito de Capim Feijão, pretendem os cientistas, com o composto restante, produzir desafiantes para a eleição de 2010.
Dr. Chirimoya
25 de janeiro de 2009 1:56 amA (não)Veja poderia
A (não)Veja poderia publicatar também uma reportagem sobre um novo bicho, o AUTO-FALANTE: um cruzamento de girafa com papagaio.
Edson
25 de janeiro de 2009 1:57 am” . . . . que fizeram a
” . . . . que fizeram a experiencia, obtveram um fruto parecido com o tomate . . . . . . .” . . . . . k k k k k k k k k k k k k k k k k k . . . . . . ora ora, queriam que fosse parecido com o que ?!!!!! . . . . . . continuando a materia: Outros cientistas porém nao tiveram tal sucesso e obtiveram apenas tomates com chifres, mas que tem sido a sensação nas lanchonetes em Ibisa pois ao cortar os frutos os mesmos produzem o caracteristico som MUUUUUUUUUUUUUUUUUUU . . . . . . essa ainda nao é a minha Espanha . . . .
rique
25 de janeiro de 2009 1:59 amEssa reportagem , embora com
Essa reportagem , embora com um quarto de século de atraso,enseja curiosamente uma indagação ,igualmente genética:qual exatamente a composição dos Civita?
Henrique
25 de janeiro de 2009 2:04 amDá-lhe Jerônimo.
Dá-lhe Jerônimo. rsrsrsrsrs…
Edson
25 de janeiro de 2009 2:04 amto chorando de tanto rir . .
to chorando de tanto rir . . . . . . . . . . a cada leitura uma nova percepção, o mais hilario é o aspecto de seriedade que tentaram dar à nota . . . . k k k k k . . . . . . o “parecido com um tomate” é indiscutivelmente a cereja do bolo, sabe, o reporter teve o cuidado com a precisão tanto cientifica quanto com a da informação, ele nao se preciptou, ele nao disse igual, caprichou no “parecido” . . . . . . . cada leitura é um novo riso . . . k k k k k . . . . . .
Edson
25 de janeiro de 2009 2:09 amEu rolo a tela, vejo o
Eu rolo a tela, vejo o CIENCIA, tento sair mas nao consigo . . . . . Nassif voce é um pândego . . . . . .
antonio barbosa filho
25 de janeiro de 2009 3:06 amQue maravilha! Que
Que maravilha! Que hilário!
Tenho o examplar da revista, não dou nem empresto.
Alguém se lembra daquela que o repórter de São Paulo passou para seu jornal no RJ, informando que estava em visita ao Brasil o Prêmio Nobel, português, inventor do “elevador estacionário”? O elevador ficava parado e o edifício é que se movimentava na vertical?
Deu manchete no jornal, por descuido geral, e deu demissão pro autor…
Os mais antigos hão de lembrar o nome (Zé Aparecido, não estou certo), mas este fez num Primeiro de Abril, de gozação mesmo.
antonio barbosa filho
25 de janeiro de 2009 3:16 amRefresquei a memória, foi o
Refresquei a memória, foi o grande jornalista e grande gozador José Aparecido mesmo, que fez esta do “elevador estacionário”.
Não uma barriga como a do bomate. Foi uma papel que ele deixou sobre a máquina de escrever e que o cara do telex trasmitiu sem ler, e no Rio ninguém conferiu. Manchete e demissão.
O boimate é pior, porque a veja sempre se orgulou de ter vários revisores de texto e confirmadores das fontes. Essa pertence aos anais do Jornalismo mundial! É prá rir ou prá chorar?
jcslopes
25 de janeiro de 2009 3:37 amNassif, voce resolveu fazer
Nassif, voce resolveu fazer um “sábado da comédia”.
Eu ví uma notícia, dada duas vezes, escrita e ao vivo, pelo próprio jornalista, participante dos “trabalhos”, que um “traçado”,( não sei se parecido com esses de botequim), de células, foi feito, gerando um protótipo de nome Gilmar Dantas.
A criatura, atuará no campo executivo, da área de comunicação-excessiva e financeiro-legal, com especialização em HC, grampos telefônicos com e sem som, vazamentos, e estado democrático de quase direito.
Estão estudando outro “traçados”…Sdc
Silvio Almeida
25 de janeiro de 2009 3:39 amO melhor do texto é a frase:
O melhor do texto é a frase: “A experiência dos pesquisadores alemães, porém, permite sonhar com um tomateiro do qual se colha algo parecido com um filé ao molho de tomate”.
Estou chorando de rir.
Olha, essa valeu, Nassif! (rs).
Abraços,
Silvio.
Fernando Antonio Moreira Marques
25 de janeiro de 2009 8:40 amA regionalização da feijoada
A regionalização da feijoada “paulista” ou “mineira” vai requerer profundos estudos científicos para determinação real do seu surgimento original.
Segundo o Dr. Frei João da Universidade Norte Fluminense, o alimento foi utilizado na alimentação dos escravos nas senzalas do norte e sul fluminense, nas fazendas de cana de açúcar e café destas regiões, onde junto ao feijão eram cozidas as partes menos nobres do porco, não utilizadas na Casa Grande, como pé, orelha e rabo.
A pesquisa está perto de chegar a uma conclusão definitiva já que o Estado do Rio é o único estado da federação a utilizar apenas o feijão preto. Nos outros estados da Federação o feijão mais utilizado, fora da feijoada, é o mulatinho.
Portanto, terminada a pesquisa, classificar a feijoada como “carioca” seria cientificamente mais correto…
fábio josé de mello
25 de janeiro de 2009 9:49 amPrezado José Honório.
O
Prezado José Honório.
O texto citado não é de minha autoria.
Carioca, mineira, baiana…. A feijoada é brasileira.
Abs.
Stanley Burburinho
25 de janeiro de 2009 10:46 amPois é. Imagina se a Veja
Pois é. Imagina se a Veja resolver que a Engenharia Genética fundiu o boi com a graviola e anunciar o surgimento do boiola.
Mauro A. Silva
25 de janeiro de 2009 10:58 amEm 1983, a Veja endossou como
Em 1983, a Veja endossou como verdade científica uma brincadeira de 1º de abril, lançada pela revista inglesa New Science. Tratava-se de uma nova conquista científica, um fruto de carne, derivado da fusão da carne do boi e do tomate, que recebeu o nome de boimate. Se a editoria de ciências de Veja visse esta notícia num jornal brasileiro, evidentemente ficaria com um pé atrás. Para a revista, a experiência dos pesquisadores alemães permitia “sonhar com um tomate do qual já se colha algo parecido com um filé ao molho de tomate. E abre uma nova fronteira científica”. Isso que a New Science dava uma série de pistas para evidenciar a piada: os biólogos Barry McDonald e William Wimpey tinham esses nomes para lembrar as cadeias internacionais de alimentação McDonald´s e Wimpy´s. A Universidade de Hamburgo, palco do “grande fato”, foi citada para que pudesse ser cotejada com hamburguer. Os alertas de nada adiantaram. Como se tratava de uma prestigiosa publicação européia, a Veja embarcou com entusiasmo na piada.
nelson
25 de janeiro de 2009 11:30 amQuando o Mino Carta for
Quando o Mino Carta for grande, vai fazer uma destas, e não a bobeira da capa de demissão do Meirelles. Deve ser humor de gringo tentando ser brasileiro, sem conseguir.
Jonatas Machado
25 de janeiro de 2009 12:53 pmCabra bom mesmo é o Noblat,
Cabra bom mesmo é o Noblat, que anunciou a criação do Gilmar-Dantas, produto do cruzamento de gângster com juiz afetado.
Álvaro
25 de janeiro de 2009 1:01 pmAté hoje, não consigo
Até hoje, não consigo entender como foi possível ao autor do boimate ter-se mantido no emprego e, de quebra, conquistado o cargo de diretor de redação da revista onde obrou tal grandiosidade. Por isso, esse caso do boimate vai muito além da barriga clássica, à qual todos nós estamos sujeitos, seja por ignorância, descuido, má sorte ou inexperiência. É algo que me deixa perplexo! É bom que o caso seja sempre relembrado, não para o linchamento do pobre coitado – que ao menos de minha parte não merece o esforço de erguer a mão para um bofete –, mas para que sejamos capazes de perceber a lógica das redações nos grandes grupos econômicos. Espanta-me também que casos como esse e outros ainda mais escabrosos não tenham sido objetos de análise por parte do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas. Barrigas são barrigas, como disse, e ninguém pode em princípio ser condenado por um erro fortuito, mas o Boimate e seu desenrolar no Grupo Abril e a coleção de baixarias conscientemente pautadas, editadas e publicadas pela Veja compõem provas de má fé, de crimes premeditados que não podem passar em branco. Se assim não for, será justo pensar que o currículo perfeito para uma carreira de sucesso no jornalismo deve seguir a receita de Veja. Aliás, dessa Veja que aí está, não a dos pioneiros e veteranos que a construíram.
jose carlos lima
25 de janeiro de 2009 9:27 pm“Pois é. Imagina se a Veja
“Pois é. Imagina se a Veja resolver que a Engenharia Genética fundiu o boi com a graviola e anunciar o surgimento do boiola.” – Stanley Burburinho
Esta foi demais
Kakakakakakakaka
Carioca
26 de janeiro de 2009 2:21 amPrezado Mauro A. Silva
Prezado Mauro A. Silva (25/01/2009 – 08:58).
Permita-me. A revista é a inglesa New Scientist.
P.S.- Fora isso que escrevera e o óculos, digo, dedo do Nassif deletou.
Emilio Pacheco
1 de março de 2009 4:16 pmNão concordo com algumas
Não concordo com algumas mensagens crucificando o responsável por essa “barriga”. Claro que ficou chato! Mas se até na Internet, que é um campo aberto, tem gente que acredita em tudo, o que dizer numa época em que somente a imprensa disseminava informações em larga escala. E a notícia saiu numa revista conceituada. É desagradável, mas acontece. Ainda hoje tem jornalista que cai em Primeiro de Abril. Menos, mas tem.