4 de junho de 2026

As universidades paulistas e o SIAFEM

No estado de São Paulo tem o SIAFEM, que é o sistema contábil financeiro do Estado (adaptação do sistema do governo federal); e o SIGEO, onde se cadastram fornecedores, notas fiscais etc. O sistema foi implantado em 1997 na gestão Covas. É um sistema fantástico, que permite comparar preços de compras de cada órgão do estado.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

As Universidades estaduais foram os únicos órgãos que se recusaram a colocar seus dados no sistema, alegando que feriria a autonomia universitária. Com isso, a Assembléia Legislativa tinha acesso às despesas de todos os órgãos, estaduais, menos das universidades paulistas.

Durante a gestão Alckmin, o SIGEO pouco avançou. E o governo do estado não quis enfrentar as universidades, o que era um absurdo. Ao receber 10% da arrecadação do Estado, as universidades têm, como contrapartida, que apresentar metas de desempenho, de melhoria de gestão. Nada disso foi feito. O único dado que o governo do estado – e o contribuinte – tinha sobre as universidades era o valor do repasse do ICMS.

Agora, no ato em que determinou o contingenciamento (passageiro, espera-se) foi estipulado que as Universidades deverão entrar definitivamente no SIAFEM. Retoma-se, assim, a linha evolutiva da gestão eletrônica iniciada no governo Covas.

Falta apenas o Secretário da área, definir as metas de desempenho a serem seguidas pelas Estaduais, para que voltem a buscar modelos de excelência e a contribuir para desenvolvimento do estado e do país.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

34 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Douglas

    4 de fevereiro de 2007 1:58 am

    Serra me faz lembrar aquele
    Serra me faz lembrar aquele personagem Diabo da Tasmânia, passado o filme de trás para frente.

    Saí desembestado, mas ao invés de destruir tudo, reconstrói tudo com uma rapidez espantosa. E olha que nem precisa acelerar o filme.

    Serra é a antítese de Lulla.

    Lulla é indeciso, Serra é determinado.

    Lulla é preguiçoso, Serra tem uma disposição incrível.

    Lulla é incompetente, Serra é o mais capaz.

    Os petistas não gostam do Serra pela sua determinação, disposição e capacidade, qualidades, escassas no nosso presidente.

    Difícil descrever o orgulho que nós, paulistas, temos de nosso governador.

  2. Mauro Morelli

    4 de fevereiro de 2007 1:58 am

    Excelente notícia! Desde os
    Excelente notícia! Desde os meus tempos de USP que aquilo ali deixou de ter qualquer relação com a meritocracia, que deveria ser o objetivo de toda universidade.

    A universidade virou um antro de pseudo-inelectuais, que ficam regurgitando idéias ultrapassadas e se beneficiando de um governo leniente.

    Com as metas de desempenho, a USP vai poder descer do “pedestal ideológico” e começar a preparar seus alunos para a realidade.

    Notícia realmente auspiciosa.

  3. Gustavo

    4 de fevereiro de 2007 1:59 am

    Caro Nassif,

    Acho que não
    Caro Nassif,

    Acho que não fará nenhum mal às universidades um pouco de transparência. O SIAFEM e o SIGEO podem ser consultados pelos cidadões ou somente pelo governo e deputados?

    O contingenciamento já acabou? Se sim, que bom! Agora, para que o contingenciamento? Eu não entendi… Era uma espécie de bode na sala?

    Um dado está muito aproximado: as três estaduais recebem 9,57% do ICMS. Se não me engano, depois de descontado um percentual do ICMS que o governo pode remanejar do orçamento, não me lembro exatamente como era essa questão… A assembléia estadual já aprovou um aumento desse percentual, mas o ex-governador Alquimim vetou.

    Abraços

  4. Luis Nassif

    4 de fevereiro de 2007 1:59 am

    Acho que não há relação entre
    Acho que não há relação entre as duas medidas.

  5. felicio rodrigues

    4 de fevereiro de 2007 2:16 am

    Caro Nassif:

    Desculpa o
    Caro Nassif:

    Desculpa o desvio de assunto.

    Veja nos endereços abaixo a beleza que a estatística (e a inteligência) pode fazer:

    1- O Produto Interno Geográfico
    http://gecon.yale.edu/world_big.swf ou
    http://gecon.yale.edu/

    2 – Um interessante gráfico com muita informação sócio/econômica
    http://tools.google.com/gapminder/

  6. Luis Nassif

    4 de fevereiro de 2007 1:18 pm

    Gabriel, leia corretamente.
    Gabriel, leia corretamente. Disse que o Covas implantou o SIAFEM, que é um sistema de contas que vale para todas as despesas públicas. Quanto ao fato das Universidades entrarem no Siafem, é medida mais que correta. Defendi também o MEC quando, na reforma universitária, determinou que as universidades públicas passassem a trabalhar com indicadores de eficiência. Em vez de ficar triste, entre na discussão, que promete esquentar.

  7. Vladimir

    4 de fevereiro de 2007 1:19 pm

    O mínimo que se espera das
    O mínimo que se espera das universidades estaduais paulistas é que tenham transparência e metas de desempenho que justifiquem os elevados gastos do governo com esta atividade e não que se tornem verdadeiros antros de meia dúzia de profewssores encastelados em seus pedestais e dispostos somente a vender consultorias com seus nobres títulos e a posição invejável de professores da “renomada ” universidade paulista.

  8. Urariano Mota

    4 de fevereiro de 2007 1:19 pm

    Nassif, e por falar
    Nassif, e por falar nisso…com o devido perdão do oportunismo, veja “O frevo venceu” em http://www.lainsignia.org/2007/febrero/cul_005.htm
    Abração.

  9. André Oliveira

    4 de fevereiro de 2007 1:19 pm

    Rapaz,
    10% é muito dinheiro,
    Rapaz,
    10% é muito dinheiro, considerando o orçamento do Estado de São Paulo! E entrando em uma caixa preta…. Dá o que pensar

  10. Luis Nassif

    4 de fevereiro de 2007 1:20 pm

    Boas informações.
    Boas informações.

  11. Ricardo

    4 de fevereiro de 2007 1:21 pm

    Olá Nassif,
    Conheço algumas
    Olá Nassif,
    Conheço algumas “vacas sagradas” da pós-graduação da USP que vivem viajando pelo mundo participando de simpósios do tipo “a importância do galho na vida sexual do macaco”. Tudo às custas de nossa suada grana. E digo: eles sabem muito bem da falta de importância destas viagens na grade curricular. Turismo na veia. Tem gente com mais carimbos no passaporte do que quantidade de aulas dadas por ano.
    Olha, o corporativismo que tem por lá vai chiar. O que é ótimo.
    [ ]´s

  12. Clovis de Oliveira

    4 de fevereiro de 2007 1:21 pm

    Prezado Nassif e prezados
    Prezado Nassif e prezados internautas, é o que dá atribuir autonomia a quem não se sustenta. Vale para o indivíduo e vale para qualquer instituição: qualquer um que receba recursos deve prestar contas. Da mesada mensal ao orçamento milionário. O que foge disto é oferecer oportunidade a todo tipo de desvio.

  13. Luis Nassif

    4 de fevereiro de 2007 1:22 pm

    Boa, Camilo. Também defendo
    Boa, Camilo. Também defendo que trabalho intelectual tem que desenvolver indicadores específicos de qualidade, que variam de caso a caso. Defendi esses princípios em um seminário da CAPES para discutir indicadores.

  14. Luis Nassif

    4 de fevereiro de 2007 1:24 pm

    Humberto, é gozadíssimo ler o
    Humberto, é gozadíssimo ler o que meus amigos Jabor e Mirian escreve quando o Serra faz afirmações que são totalmente contrárias aos que eles escrevem. Mais ou menos assim: “o Serra diz tal coisa, mas não é como os outros que dizem. Ele diz com fundamento”. Como se as idéias não pudessem ser analisadas por elas só, sem a necessidade de avalistas.

  15. Marcelo Luiz

    4 de fevereiro de 2007 1:25 pm

    Nassif,

    Bem a sua leitura do
    Nassif,

    Bem a sua leitura do ocorrido é bem diferente da minha, o que houve no governo Alckmin foi a necessidade de contigenciar verbas para o rombo criado do aumento de gastos dos últimos meses de mandato dele; tanto é que a FAPESP quiseram tirar 500 milhões e até o que saída esse órgão vai muito bem obrigado.

    Sobre o controle de excelência, não é bem assim, hoje o controle é feito através do CAPES/CNPQ e FAPESP pelas suas bolsas, forçando os departamentos a melhorem a cada dia ou perdem verbas.

    Sobre a atuação dos reitores do passado, bem existe uma nova reitoria na USP, que pelo que eu sei é a favor da transparência das contas, por isso é estranho o governador não ter falado com ela ou se falou por que não, como fiz direito é claro que o TCE deve analisar os contratos.

    Criar um órgão para cuidar das Universidades, é apenas uma das opções ao meu ver:
    – Ou quer-se criar um cargo importante para um aliado que foi um desastre na prefeitura;
    – Ou se quer aparelhar as universidades.

    Concluindo: Em termos de gestão não precisa criar mais um órgão já que tanto o Tribunal de COntas Estadual deve fazer a analise do balanço, como a FAPESP controla a qualidade do ensino de pós, que reflete na graduação, como qualquer ex-uspiano sabe.

    Em termos políticos, foi colocar um aliado em um bom cargo com vários comissionados que votam na convenção do PSDB para presidente, torço estar errado, por que é triste por que acho que o Serra não precisava disso para ser presidente, apenas que o PAC desse um pequena deslanchada já que ele seria o herdeiro natural.

  16. Fabio

    4 de fevereiro de 2007 1:25 pm

    Nassif

    A cada dia que passo
    Nassif

    A cada dia que passo minha admiração por sua isenção, competência e transparência tem aumentado consideravelmente. NA questão da previdência vc está sendo sensacional, nunca tinha visto o tema ser tratado de forma tão competente e simples de modo que quem não entende de numeros pudesse entender.
    Li recentemente uma noticia que ser for verdadeira é escandalosa, mas, se for verdadeira, ninguém irá publica-lá (grande midia) que diz respeito ao Aécio, não consegui entender se as transações financeiras lá relatas são possíveis, se fosse possível abordar o tema ficaria imensamente feliz, pois sei que sua opinão é confiável…
    a noticia está em
    http://www.novojornal.com.br/politica_noticia.php?codigo_noticia=1519

  17. Luis Nassif

    4 de fevereiro de 2007 1:27 pm

    Nossa, bato nessa taxa Selic
    Nossa, bato nessa taxa Selic há anos. Ele começa a ser mais criticada agora, creio eu, em função do PAC. Foi introduzido um novo tema na agenda, que rompeu com o dogmatismo com que a imprensa via o BC.

  18. Heron

    4 de fevereiro de 2007 1:27 pm

    Douglas, fiquei impressionado
    Douglas, fiquei impressionado com a profundidade do seu post.

  19. weden

    4 de fevereiro de 2007 1:27 pm

    Nota de esclarecimento. Para
    Nota de esclarecimento. Para quem não sabe Cruesp é o Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo.

  20. weden

    4 de fevereiro de 2007 1:28 pm

    Bem. Devemos ter muito
    Bem. Devemos ter muito cuidado em comemorar medidas que aparentemente são boas, se apenas tomadas de forma isolada.

    Não há objeções à maior transparência. Mas o decreto é mais amplo.

    O Cruesp, por exemplo, passará a ter três membros (mesmo número dos reitores) indicados pelo governador.

    Na prática, isso significa a perda da autonomia universitária.

    Daqui em diante, as universidades paulistas estarão sujeitas às vicissitudes de interesses políticos sobre a produção do conhecimento.

    Esta politização do conhecimento pode gerar distorções graves nas decisões de gerenciamento de recursos humanos e materiais.

    O que pode ao mesmo tempo significar o cerceamento de campos teóricos e científicos que não se coadunarem com a vontade do rei.

    O Brasil lentamente já se endereça a escravizar sua produção científica às regras de mercado, com evidente desmerecimento (perda de bolsas, de investimentos, etc) das áreas de produção intelectual, vistas, graças a uma visão tacanha, como inúteis. Ou aquelas de produção tecnológica, mas com resultados mediatos.

    Agora, um golpe mais grave pode ser desferido contra esses campos de saberes, visto que são campos que geralmente desagradam ao poder (político no primeiro caso e, no segundo, econômico).

    A questão financeira é o cabresto por onde se opera a intromissão. Não se trata somente de dar visibilidade às contas, portanto.

    Quem comemora hoje esquece que talvez tenha que protestar amanhã, quando, no poder, o seu rival político quiser atender aos seus caprichos.

    Se um Hugo Chaves fizesse isso, seria execrado. Dar-se-ia a medida como prova de seu autoritarismo.

    Fechemos os olhos para os nomes.

    O governador de SP não chamou ninguém para debater a medida.

    Preferiu usar da mesma arrogância que usou quando queria obrigar as crianças a privatizar seus uniformes.

    Só que agora está mexendo com algo um pouco mais sério: a politização da produção de conhecimento.

  21. Neves

    4 de fevereiro de 2007 1:28 pm

    Se chutarem os países baixos
    Se chutarem os países baixos do Serra, tem gente aqui que sai com alguns dentes quebrados.
    Que coisa! Será que ele tá pedindo cargo?

  22. Gustavo

    4 de fevereiro de 2007 1:28 pm

    Mauro,

    Você escreveu
    Mauro,

    Você escreveu “começar a preparar seus alunos para a realidade”. Uma interpretação possível do seu texto é que a universidade deve preparar os alunos simplesmente para se dar bem na realidade… Aquela velha historia de preparar para o tal “mercado”…

    Será que não seria objetivo da universidade prepará-los para intervir na realidade, prepará-los visando o bem-comum da sociedade (e não do “mercado)?

  23. weden

    4 de fevereiro de 2007 1:41 pm

    Percebendo o grau de
    Percebendo o grau de incoveniência em dar a presidência do Cruesp a um secretário de Estado, o mesmo José Serra publicou um novo decreto na sexta, em que devolve aos reitores a chefia do Conselho.

    O governador mantém no entanto a intromissão de três secretários no conselho.

    A reconsideração de Serra se deu depois de inúmeras críticas que recebeu. Mas mostra também que a medida anunciada no início do ano foi impulsiva e não debatida.

    Se debatesse, não precisava voltar atrás.

    Agora, é necessário um outro decreto para acabar com a intromissão de três políticos no conselho maior das Universidades.

    Espero que ele o assine o mais rápido possível.

    É importante ressaltar ainda – além do grave problema da politização do Conselho – que o salto de produtividade das universidades paulistas se deu com sua autonomia.

    Se o Estado começar a contigenciar recursos, acabarão a USP, a Unicamp e a Unesp como universidades modelos do país.

    E Serra será o único culpado.

  24. Thiago

    4 de fevereiro de 2007 3:33 pm

    Orgulho de Serra! Aí já é
    Orgulho de Serra! Aí já é demais. Claro que mais transparência não vai fazer mal a ninguém, mas considero apenas pseudo-intelectuais aqueles que se metem a cargos burocráticos e se afastam da pesquisa. Esses sim, negociam seus votos no Conselhos Universitários por verbas como os piores deputados. Acho que uma boa solução para isso é maior abertura democrática para os outros segmentos (movimento estudantil e funcionários) dentro das decisões das universidades e não propriamentente mais controle por parte do governo, a não ser transparência fiscal. Ninguém sabe no que dará esses contingenciamentos…

  25. Camilo Telles Pereir

    4 de fevereiro de 2007 3:34 pm

    weden,

    Você critica a ação
    weden,

    Você critica a ação do Serra, mas qual seria o mecanismo para tornar as universidades mais comprometidas em relação a sociedade? Como evitar casos que foram relatados aqui de “turismo universitário” e de falta de meritocracia, com a criação de feudos?
    Existem duas leituras na inserção dos secretários no conselho. A primeira é de uma maior integração entre universidade e o governo. A segunda é de cerceamento.
    Sobre a visão utititária da ciência, eu concordo que é um risco, especialmente para as ciências humanas. Depois da segunda grande guerra ocorreu um movimento muito forte por causa da visão completamente utilitarista da ciência na querra. Veio o documento do Vannevar Bush, propondo uma ciência completamente independente. Mas eu acho que isso foi um movimento pendular extremo para um lado. Não devemos cair no movimento pendular em relação ao outro. Um conceito interessante é o chamado de quadrante de pasteur. Pasteur desenvolveu ciência com um objetivo e para poder alcançar este objetivo, teve que buscar extender os limites da ciência, realizando pesquisa básica de alta qualidade. Ciência induzida, não ciência básica, sem nenhum tipo de compromentimento.
    Mas, você tem completa razão, devemos estabelecer limites na visão utilitária da ciência, com o risco de comprometer as ciências humanas e as ciências básicas como física, matemática, filosofia etc.

  26. André Oliveira

    4 de fevereiro de 2007 3:34 pm

    Gostaria de comentar que a
    Gostaria de comentar que a autonomia universitária de que tanto se fala era a autonomia do pensar. Acabou se cristalizando na lei como autonomia financeira, o que ampliou por demais a idéia original. Também acho que as afirmações de que tal e tal medida do Serra traria ingerências políticas para o interior da universidade podem ser perigosas. Não que esteja defendendo as decisões do Serra mas corremos o risco de imaginar que a universidade é um espaço limpo da contaminação política, ou pensar que no meio universitário não há o jogo político. Se faz política sim e o tempo todo. Tanto política interna quanto externa aos muros. Não é diferente da política em geral que se faz em Brasília. São os mesmos jogos de interesse, acordos por debaixo do pano e formação de grupos em torno de interesses particulares ou particularíssimos. Com 10% da receita de SP não vão fazer política?

  27. Luis Hamilton

    4 de fevereiro de 2007 3:34 pm

    Sobre este tema das
    Sobre este tema das universidades, não estou muito atualizado. Saí da USP faz tempo e não segui carreira acadêmica. Mas o que eu sei é que a “autonomia universitária” até hoje só serviu para que a Universidade não tenha que prestar contas para a sociedade. Existem bons cursos, excelentes professores, grandes pesquisadores. Mas também existe um buraco negro, o poder para que reitores e diretores façam o que quiserem – poder muito mal usado às vezes.

    Na minha faculdade, por exemplo, eu cheguei a ter um professor reconhecidamente com problemas mentais, que, veja só, ditava um pedaço de uma apostila a cada aula, sem que nenhuma reclamação nossa tivesse eco na direção. O professor em questão, já falecido, não tinha mais condições de conduzir trabalhos científicos, então quem pagava o pato eram os alunos. Uma vez, quando fiz esta crítica pública em outro fórum, um dos mais importantes professores daquela faculdade me mandou um e-mail explicando a difícil situação mental e pessoal daquele professor. Como pessoa e como cidadão, eu entendo a necessidade de ajudá-lo, mas largá-lo numa classe de aula não é ajuda nem para ele nem para os alunos. É só um pequeno exemplo.

    É claro que não sou contra a “autonomia”, mas toda liberdade envolve responsabilidades. Se nem o presidente da república está livre de ter de prestar contas, inclusive politicamente, de seus atos, porque reitores e diretores estariam?

  28. Gesil S. Amarante II

    4 de fevereiro de 2007 3:34 pm

    Ô Douglas. Me explica qual
    Ô Douglas. Me explica qual parte da determinação e coragem do Serra o impediram de ele bater de frente e o fizeram ficar praticamente calado (ele só ficou murmurando) durante o governo FHC… Eu não tenho inveja disso e nem considero isso coragem. Vc considera, mesmo? Ou talvez vc seja dos tucanos que consideram que todos os erros são acertos desde que feitos pelas pessoas “certas”. Espero que o Serra seja realmente corajoso, a ponto de um dia se por acima das questões partidárias e, ao invés de torpedear o PAC, torpedear quem o inviabiliza. O BC por exemplo, montado da forma que foi ppor Gustavo Franco e a corja da PUC-RJ (argh!).

  29. weden

    4 de fevereiro de 2007 4:50 pm

    Respondendo ao Camilo.

    Você
    Respondendo ao Camilo.

    Você critica a ação do Serra, mas qual seria o mecanismo para tornar as universidades mais comprometidas em relação a sociedade?

    Bem, primeiramente resta saber se elas não estão comprometidas.

    Será que a capacitação contínua de professores do ensino básico do Estado feita por docentes e alunos de pós não é um comprometimento?

    Será que as pesquisas de genética desenvolvidas pela USP não são uma prova de comprometimento?

    Será que os Hospitais Universitários, tanto da USP quanto da Unicamp, não são exemplos de comprometimento?

    Será que as pesquisas sobre energia desenvolvidas por estas universidades não revelam um comprometimento?

    Será que o Serra não poderia sentar e conversar, e compreender mais um pouco da ação da universidade, antes de usar seu tacape?

    A medida não foi precedida de um diagnóstico. O que se critica aqui é o modo autoritário como se fez coisa e não a suposta preocupação com o comprometimento público das Universidades.

    A questão aqui não é partidária. Falo isso de um tucano e falaria isso de uma petista, pefelista, etc.

    Imagina que lástima seria um Cruesp composto por reitores mas presidida por um professor-sindicalista- companheiro?

    Os tucanos do blog não pensaram nisso, né?

    Pois é: entendam os perigos que isso encerra. (sem trocadilhos…)

  30. Douglas

    4 de fevereiro de 2007 4:51 pm

    Serra foi um crítico feroz da
    Serra foi um crítico feroz da política econômica de FHC, assim como Mário Covas o foi.

    Está aqui o Luis Nassif que não me deixa mentir.

  31. Neves

    4 de fevereiro de 2007 4:51 pm

    Antes que alguém diga, na
    Antes que alguém diga, na comparação do Lulla com o Serra, que este é mais bonito, é bom lembrar que o cargo de primeira dama desde o exílio no Chile está ocupado.

  32. Neves

    4 de fevereiro de 2007 5:41 pm

    Sei. Serra foi corajoso e
    Sei. Serra foi corajoso e feroz em off. Quando a crise cambial cantou alto nas duas campanhas eleitorais, de 98 e 02, ele defendia o governo FHC. Sua coragem e ferocidade não foram declaradas aos eleitores.

  33. Camilo Telles Pereir

    4 de fevereiro de 2007 5:42 pm

    Weden,

    Todos os seus bons
    Weden,

    Todos os seus bons exemplos são conhecidos, mas a pergunta é como melhorar? Como aumentar a transparência e melhorar a prestação de contas do dinheiro.

    Lógico que existe o risco que você falou, mas do jeito que está hoje, acho que corremos outros riscos como os que já foram citados.

    Camilo

  34. Luis Nassif

    5 de fevereiro de 2007 9:00 pm

    Obrigado, Franco.
    Obrigado, Franco.

Recomendados para você

Recomendados