4 de junho de 2026

Cachoeiroduto: análise de Santayana desintegra a de Noblat

Artigo de Noblat camufla nas entrelinhas sérias ameaças a Dilma: como “conselheiro e amigo” do governo, o colunista aconselha a presidenta a intervir na base para recuar desta ideia de instalar CPI do Cachoeira
 
 
(…)Resumindo a ópera, Noblat acha uma temeridade que Dilma chancele esta iniciativa ou não entre no circuito para brecar seus apoiadores no congresso sobre esta CPI para investigar o cachoeiroduto e seus associados, que teria sido arquitetada “há duas semanas em São Paulo com José Dirceu, Lula(…) que nasceu a ideia de se criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as bandidagens cometidas pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e quem mais tenha se relacionado com eles.”

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Noblat concorda que houve bandidagem na relação de um contraventor com um senador importante da oposição, amigo da imprensa conservadora brasileira e aclamado por estes como um legítimo “menestrel da ética”.

Mas então por que não investigar, nobre jornalista?
As bandidagens originadas por estas relações escusas não seriam motivos mais do que suficientes para merecer a atenção dos parlamentares, da imprensa e da sociedade em uma comissão parlamentar?
Não há aí uma contradição, fruto do desespero de quem age em nome de interesses que, por ora, se mostram vulneráveis e ameaçados pelo poder de fogo de uma CPI?
Noblat defendeu, a exceção da CPI da Privataria e esta agora, que todas as outras investigações solicitadas pela oposição contra o governo fossem instaladas e chegassem a raiz dos desvios para apontar culpados e defenestrá-los de suas posições?
Por que este recuo agora?

Noblat age, desta forma, como preposto das forças conservadoras que, ameaçadas, rangem os dentes e ladram ameaças camufladas nas entrelinhas, ou muito claramente: se vier com CPI vamos desestabilizar o governo de vocês.

Santayana, colunista do JB, talvez tenha tocado no ponto que desagrada a Noblat e a grande imprensa neste enredo de incertezas, ilações e envolvimentos suspeitos: “Se há órgãos de imprensa mancomunados com o corruptor goiano, que sejam conhecidos. Nesse caso, mais do que o rigor da lei, se a lei lhes puder ser aplicada, pesará o juízo da opinião pública. À imprensa cabe, nas democracias, a desagradável tarefa de fiscalizar as instituições políticas, a serviço da cidadania. Será muito grave se se descobrir que esse ou aquele jornalista tenha agido como o Senador Demóstenes Torres parece ter atuado: em público, ao posar Catão usticense; nas sombras, recebendo ordens, como obediente assalariado do contraventor goiano.”



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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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