Noblat concorda que houve bandidagem na relação de um contraventor com um senador importante da oposição, amigo da imprensa conservadora brasileira e aclamado por estes como um legítimo “menestrel da ética”.
Não há aí uma contradição, fruto do desespero de quem age em nome de interesses que, por ora, se mostram vulneráveis e ameaçados pelo poder de fogo de uma CPI?
Noblat defendeu, a exceção da CPI da Privataria e esta agora, que todas as outras investigações solicitadas pela oposição contra o governo fossem instaladas e chegassem a raiz dos desvios para apontar culpados e defenestrá-los de suas posições?
Por que este recuo agora?
Noblat age, desta forma, como preposto das forças conservadoras que, ameaçadas, rangem os dentes e ladram ameaças camufladas nas entrelinhas, ou muito claramente: se vier com CPI vamos desestabilizar o governo de vocês.
Santayana, colunista do JB, talvez tenha tocado no ponto que desagrada a Noblat e a grande imprensa neste enredo de incertezas, ilações e envolvimentos suspeitos: “Se há órgãos de imprensa mancomunados com o corruptor goiano, que sejam conhecidos. Nesse caso, mais do que o rigor da lei, se a lei lhes puder ser aplicada, pesará o juízo da opinião pública. À imprensa cabe, nas democracias, a desagradável tarefa de fiscalizar as instituições políticas, a serviço da cidadania. Será muito grave se se descobrir que esse ou aquele jornalista tenha agido como o Senador Demóstenes Torres parece ter atuado: em público, ao posar Catão usticense; nas sombras, recebendo ordens, como obediente assalariado do contraventor goiano.”

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