!["[...] os governos que estão sendo investigados, os governos do PT, [...]"](/wp-content/uploads/admin/carlos_fernando_dos_santos_lima.jpg)
Jornal GGN – Ato falho, ou não, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos responsáveis pela Operação Lava Jato, afirmou durante palestra na Câmara Americana de Comércio que os governos que estão sendo investigados sobre esquemas de corrupção são “os governos do PT”. Seria essa mais uma pista de que os procedimentos da Lava Jato são direcionados e seletivos? Para o Janio de Freitas sim, deixando de ser esta uma tese de “esquerdista, governista, lulista, petista & cia”.
Intencional, por certo não foi. Muito melhor: foi autêntico, com a naturalidade das palavras que burlam, espontâneas, a censura protetora das nossas conveniências. Foi um pequeno trecho de frase, intercalado com ligeireza. A frase, por sua vez, destinava-se a outro fim –o reconhecimento da “não intervenção” dos governos do PT na ação do Ministério Público e da Polícia Federal, “porque os governos anteriores realmente mantinham controle das instituições”. A palestra, está claro, decorria com plena e descontraída franqueza do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, o comunicador da Lava Jato.
Eis o pequeno trecho que o auditório da Câmara Americana de Comércio pôde ouvir, sem sinal de notá-lo, e a repórter Paula Reverbel não excluiu, como fizeram outros, do seu relato para a Folha: “[…] os governos que estão sendo investigados, os governos do PT, […]”.
O que a Lava Jato investiga de fato, por meio de investigações secundárias, não é a corrupção na Petrobras, não é a ação corruptora de empreiteiras, não são casos de lavagem de dinheiro: são “os governos do PT”.
Deixa, portanto, de ser coisa de esquerdista, governista, lulista, petista & cia., como alegado por tantos, a dedução de que a Lava Jato procede com direcionamento e seletividade. E age muito além do alcance investigativo e processual a que foi legalmente destinada. Com finalidade que explica o seu descaso por indícios e mesmo por delações premiadas, tão valorizadas em seu método, de corrupção anterior ao primeiro governo do PT.
A Lava Jato é, agora declaradamente, uma operação judicial com objetivo político-partidário, cujos atos e êxitos contra a corrupção são partes acessórias do percurso contra três governos (partido e personagens). Não são esses os mandatos conferidos ao juiz e aos procuradores da Lava Jato, no entanto. Pode-se imaginar o fim visado. Mas de onde vêm tal presunção e tal objetivo da Lava Jato é uma incógnita para o próprio Judiciário, que, afinal de contas, é o primeiro Poder questionado.
Dentro da crise que se vê há outra, senão outras crises. Como a de autoridade, que até as simples aparências de opinião pública esvaziam.
AMBIÇÕES
Apesar de haver um tanto de especulação, o tanto de realidade que há em um plano político torna conveniente noticiá-lo. É a ideia, já em ação, de obter que o Tribunal Superior Eleitoral casse, com o mandato de Dilma e pelo mesmo motivo, também o de Michel Temer. Mas o PSDB, é convicção na cúpula do próprio partido, não conta mais com as melhores perspectivas de êxito se houver eleições. Marina e mesmo uma eventualidade petista teriam menos dificuldades com o eleitorado. A alternativa dos neoliberais seria a campanha dos meios de comunicação para induzir, a um só tempo, a adoção do parlamentarismo já com um nome acoplado na novidade, para primeiro-ministro.
Um plano assim precisaria incluir eleições gerais. Com a atual conformação da Câmara, seria difícil ver a maioria dos deputados presentear o poder ao PSDB. O plano neoliberal precisa de ganhos demais para ter êxito. Não tem futuro nem com sotaque português.
VIRADA
Tudo na crise muda a cada dia. Mas há uma constância: o esquecimento, no comentarismo, do Senado e de sua importância na possível decisão do impeachment. E lá o silêncio predominante exprime a dificuldade do “fora, Dilma” para conquistar adesões firmes. O que significa um campo promissor para o “fica, Dilma”.
A ativação das manifestações contra o impeachment levou até certos meios de comunicação a baixarem o tom anti-Dilma. A semana encerrou-se com renovado otimismo dos governistas e perplexidade dos derrubadores.
nilo walter
3 de abril de 2016 12:32 pmEsse procurador tem o
Esse procurador tem o rosto marcado pela degeneração .
Boicote aos produtos anunciados na Globo .
alexis
3 de abril de 2016 12:44 pmcarbono 14 / Déja vu
Se o Moro procurar um pouco atrás, sobre o Banestado, na curvatura do espaço-tempo, se encontrará a sim mesmo e o Yousseff, no mesmo Estado do Paraná, no maior escândalo de fuga de capitais irregulares no Brasil.
Claudio Melo
3 de abril de 2016 12:55 pmNesse caso seria a Operação
Nesse caso seria a Operação Auto retrato.
gabi_lisboa
3 de abril de 2016 2:18 pmO Moro foi o juiz do caso banestado
e o procurador da barbicha foi um dos procuradores envolvidos, além de ser marido de uma das funcionarias do banestado metida até o pescoço com as contas cc5, coincidência demais você não acha?
joão adalberto
3 de abril de 2016 12:57 pmOff road
Que se registre no anais da história este comovente otimismo de Jânio de Freitas. Nele(o otimismo) se baseia na conclusão de que se resolverá a crise política e , por consequência ,a crise econômica se transmude e torne o “fica Dilma” facilmente realizável.
Verifica-se que felizmente, nesta crise , o principal vilão não é a imprensa, é um juiz federal de 1ª instância e todo o conjunto de uma operação investigativa.Mas, muitos dirão ainda assim que foi a grande mídia quem a gerou. Não tem jeito,o culpado sempre será o mordomo.,
“VIRADA Tudo na crise muda a cada dia. Mas há uma constância: o esquecimento, no comentarismo, do Senado e de sua importância na possível decisão do impeachment. E lá o silêncio predominante exprime a dificuldade do “fora, Dilma” para conquistar adesões firmes. O que significa um campo promissor para o “fica, Dilma”. PS: O editorial da Folha de hoje fala pelas “multidões” .
Orides
3 de abril de 2016 12:59 pmEle esteve lá, alexis
Alexis, o Moro foi um participante ativo das investigações do Banestado. Não precisa procurar atrás, não.
A parceria é bem antiga.
Luciano Lira
3 de abril de 2016 1:06 pmEsses investigadores parciais
Esses investigadores parciais perderam o crédito. O STF tem que restaurar a lava jato e nomear uma nova equipe com vários procuradores, delegados e juízes imparciais para verificar todos os atos investigados até agora e o que se deixou de investigar. O importante é a defesa da constituição e da democracia. Uma equipe de tenha pulso e imparcialidade e que não aceite nem de longe ou que passe perto do oitão as pressões da grande mídia e de certos empresários golpistas. O Brasil tem tudo para se superar e sair dessa crise, basta que neutralize essas aves de mal agouro. O PMDB não é do Cunha nem do Temer. Existe pessoas éticas dentro desse partido e que não comulgam com essas atitudes golpistas… O Bem já começou a vencer o mal…
Marcos K
3 de abril de 2016 1:17 pmPra mim esses caras são todos
Pra mim esses caras são todos Quinta Coluna a serviço do Tio Sam. Em país sério eles teriam um único destino: paredón. Como traidores que são.
Avelino de Oliveira
3 de abril de 2016 1:18 pmCaro Nassif
Moro é
Caro Nassif
Moro é perseguidor de rua única, é o PT o motivo mor de sua vingança.
Saudações
Silvio L. Morais
3 de abril de 2016 1:27 pmCarbono 14 no Banestado já!
O caso do Celso Daniel foi investigado e encerrado pela polícia civil de SP e pela Polícia Federal controlada pelo PSDB. Absolutamente nada foi encontrado em relação ao PT ou a seus dirigentes. Por outro lado, no caso do Banestado, com o mesmo juiz Justiceiro de Curitiba e com o mesmo doleiro Yusssef, algumas dezenas de bilhões de dólares foram enviados para o exterior e a tática do “não vem ao caso” deixou tudo escondido e todo mundo solto. Quer remexer o passado, Dr. Moro? Mire–se no espelho e veja a sujeira que o senhor ajudou a esconder sob um imenso tapetão. Faça uma reflexão e veja o quanto valeria a pena para o Brasil um Carbono 14 já para o Banestado. Mas isso não vem ao caso, não é mesmo?
MarFig
3 de abril de 2016 2:07 pmE o Moro, juiz implacável,
E o Moro, juiz implacável, absolveu, por falta de provas (rs rs), Domingos Tarço Murta Carvalho, Presidente do Banestado na época ligado a Jaime Lerner, que aliás, teve seu nome retirado da CPI em 2003.
http://www.conjur.com.br/2009-dez-24/juiz-absolve-ultimo-acusado-evasao-divisas-banestado
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u55845.shtml
Djalma c
3 de abril de 2016 1:32 pmJânio articulista Mór
Jânio Freitas é o único que trabalha na mídia elitista que se consegue ler o texto do começo ao fim ele , simplesmente é um articulista é incomensurável, mas pq a Folha suporta públicar a verdade realista dentro dela?
Assinale uma das alternativas:
a) Jânio é incomensurável
b) Moro só faz tabela com a globo
c) Dilma é melhor que Marina ou Temer
d) Folha de São Paulo virou Folha de São Nicolau
AlvaroTadeu
3 de abril de 2016 2:15 pmSobre Jânio.
Mestre Jânio de Freitas, quando fazia duras críticas ao governo Lula, eu acreditava porque eram honestas, diretas e sem facciosismo. Foi Jânio de Freitas quem desmontou a farsa das licitações no governo Moreira Franco, Rio de Janeiro, nos anos 80. Mas é muito triste, eu que lia a Folha de cabo a rabo, agora saber que os únicos articulistas sérios e confiáveis são Jânio de Freitas e José Simão. É muito pouco para quem quer ser o maior jornal do país, mas é muito, se comparada ao lixo da concorrência.
Jossimar
3 de abril de 2016 1:47 pmOnde estão os velhinhos do
Onde estão os velhinhos do STF?
Quando vão acabar com esta palhaçada estreada por atores de segunda como o Moro e os Cunhas?
A blindagem que o Já NOT oeferece ao decadelatado Aécio Neves pode ser entendida como prevaricação?
MaGon
3 de abril de 2016 2:40 pmA gente já sabia…
No começo a gente tinha alguma dúvida.
Com o decorrer do processo foi ficando mais claro.
Agora, com a confissão do porta-voz da lavajato, o assunto restou incontroverso.
Sr. Procurador, agora quem responde pelos danos?
jose antonio santosj
3 de abril de 2016 5:23 pmeu também
Eu também ja sabia disso já lá se vão anos.
Depois de algumas decadas lendo sobre politica nacional e internacional não posso ser inocente.
Mas o que não faltam são inocentes nessa historia. Tem muitos que acreditam que eles estão lutando contra a corrupção!
PS. Janio dando aula de jornalismo como sempre!
Celio Mendes
3 de abril de 2016 2:42 pmOu seja Moro, a PF e os
Ou seja Moro, a PF e os procuradores, inculindo ai o barbicha acima, só tem uma ideia na cabeça, prender o Lula e trazer de volta os tucanos, tudo isso na forma de uma praguaiadahondurenha e nos transformar definitivamente numa republica de bananas.
B.V.D.
3 de abril de 2016 3:15 pmTudo reflexo da lentidão da justiça
Como eles já assumiram que investigariam a partir do governo lula de 2003, parece um sinônimo dizer que investigam só o PT. Se fossem imparciais e usassem como marco temporal a prescrição, o ano talvez fosse o mesmo;
Se as instâncias superiores questionassem a condução coercitiva do Moro ao lula (já o intimou? Quando? p/ quando? Por que leva-lo num aeroporto?), ele pensaria duas vezes em fazer qualquer irregularidade contra o lula e dúvido que teria divulgado os grampos irregularmente;
Mas, tudo não é culpa só do Moro, há décadas que a Petrobras não é seriamente investigada pela justiça do RJ, qué é seu foro natural;
O STF não pune bandido comprovado que toca fogo no país como presidente da Câmara, dando sensação de impunidade p/ quem cometa qualquer irregularidade no país, inclusive juízes. E não teríamos este impeachment injusto que divide o país hoje.
*E lembrando que a lentidão da justiça não é o único problema do país.
MaGon
3 de abril de 2016 3:15 pmNão me canso de perguntar….quando o dinheiro retornará?
Apesar dos investigadores dizerem que recuperam bilhões da Petrobras, esta companhia, nas últimas demonstrações contábeis, informa que recebeu até agora R$ 230 milhões. Portanto menos ainda do que o Pedro Barusco afirmou ter no exterior (US$ 97 milhões).
Nas mesmas demonstrações a Petrobras afirma que já gastou quase 300 milhões de reais em despesas relacionadas aos processos da lava-jato, ou seja, está no prejuízo. Aliás, o setor de petróleo e gás como um todo está com um belo prejuízo. Os únicos a lucrar até agora são os agentes políticos.
Quando os bilhões desviados retornarão para o caixa da Petrobras?
Jáder Barroso Neto
3 de abril de 2016 8:17 pmGolpistas da justícia
Como discursou o Senador Requião, o começo do fio de uma das meadas é mesmo o Escândalo do Banestado, que se liga ao Procurador Carlos Lima e deu em nada.
Outro é a Lista de Furnas. Mas outro Procurador da Lava Jato declarou que não interessa investigar crimes anteriores a 2003, o que não explica o Moro Sentado desde 2012 sobre o Caso Concord, de 2006 e que investiga o Senador do PSDB Cássio Cunha Lima. E esse papo de prescrição de crimes apenados em menos de 8 anos não cola: o MP pediu pena de 313 anos para Darci Vedoin pela Máfia dos Sanguessugas, não respeitando o tal acordo de delação.
(Terça, 01 de abril de 2014, 07p8 ) “O Ministério Publico Federal (MPF) pugnou pela condenação de todos os crimes em concurso material. Apesar de formular acordo de delação premiada com os réus Darci e Luiz Antonio, o MPF não cumpriu os termos do acordo e só na última manifestação, devido as insistentes peças defensivas juntando aos autos sentenças reconhecendo os efeitos da delação em outros Estados, o ente ministerial de Mato Grosso reconheceu que deveria ser diminuída a pena em apenas 1/3.
Se vingasse a pretensão do MPF o réu Darci deveria ser condenado no mínimo a 939 anos (somadas as penas mínimas de todos os crimes em concurso material) diminuído de 1/3 que daria 313 anos.” (in.: http://midiajur.com.br/conteudo.php?sid=232&cid=14328)
era republicana
4 de abril de 2016 4:53 amjanio pinçou uma informação
janio pinçou uma informação fundamental – a confissão de um criminoso…
se o lima confessa o crime, como e quando será punido?/???
todo o texto do janio está muito legal…
Old Cesar
27 de abril de 2016 10:55 pmParquet não é aquele piso
Parquet não é aquele piso polido, vistoso, que rico costuma ter debaixo dos pés?