
Jornal GGN – Analistas e investidores do mercado financeiro voltaram a ajustar os prognósticos para a inflação apurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Segundo o relatório Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central, a projeção para a taxa oficial de inflação caiu pela segunda semana consecutiva, de 7,46% para 7,43%. A variação para 2017 ficou estável em 6% pela sexta semana consecutiva.
A variação segue acima do centro da meta de 4,50% e, neste ano, o número ultrapassa o teto de 6,50% traçado pelas autoridades. Em 2017, o limite superior da meta é de 6%.
Os outros índices de preços apurados também perderam força. O IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) para este ano caiu pela segunda semana, de 7,60% para 7,49%, e a variação para 2017 seguiu em 5,50% pela oitava semana. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), o dado de 2016 caiu pela terceira semana, de 7,77% para 7,73%, ao passo que os números para o próximo ano seguiu em 5,50% pela sexta semana.
Quanto ao IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a perspectiva desacelerou pela segunda semana, de 7,01% para 7%, e o total para 2017 seguiu em 5,50%.
Os preços administrados, regulados pelo governo, tiveram suas estimativas reduzidas de 7,40 % para 7,20%, e o dado para 2017 subiu de 5,50% para 5,58%.
A taxa de câmbio esperada em dezembro perdeu força pela quinta sermana e chegou a R$ 4,20, ante R$ 4,25 na semana anterior (média do período caiu pela quarta semana, de R$ 4,12 para R$ 4). Para o próximo ano, o fechamento caiu pela segunda semana, de R$ 4,34 para R$ 4,30 (média do fim do período foi reduzida pela terceira semana, de R$ 4,25 para R$ 4,20).
A projeção para a taxa básica de juros, a Selic, permanece em 14,25% ao ano em 2016 (com a média seguindo em 14,25% pela sétima semana), e, para 2017, o dado seguiu em 12,50% ao ano pela terceira semana (a média caiu pela terceira semana, de 12,89% para 12,83%).
A estimativa para a queda da economia este ano piorou e passou de 3,54% para 3,60%, em sua nona semana consecutiva de queda. Para 2017, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi reduzida de 0,50% para 0,44%.
Para a produção industrial, a estimativa é de uma queda de 4,50% em 2016, ao passo que os números para 2017 subiram de 0,50% para 0,57%.
As perspectivas para o déficit em conta corrente melhoraram e passaram de US$ 24,10 bilhões para US$ 21,21 bilhões, em sua sétima semana de ajuste. A variação para 2017 avançou pela quinta semana consecutiva, de US$ 43,20 bilhões para US$ 46,90 bilhões.
O saldo da balança comercial avançou pela segunda semana e passou dos US$ 41,20 bilhões na semana passada para US$ 42,40 bilhões, enquanto o total para 2017 subiu pela quinta semana, de US$ 43,20 bilhões para US$ 46,90 bilhões. Não houve alteração na projeção para os investimentos estrangeiros diretos, mantidos em US$ 55 bilhões.
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