4 de junho de 2026

PF distribui cartilhas e fiscaliza uso responsável da internet em lan houses de Florianópolis

PF distribui cartilhas e fiscaliza uso responsável da internet em lan houses de Florianópolis

Estabelecimentos precisam ter registro dos usuários e a filmagem do ambiente

No Dia Internacional da Internet Segura, a Polícia Federal (PF) está visitando lan houses de Florianópolis, principalmente na região central da cidade, para distribuir cartilhas de orientação e fiscalizar o cumprimento da Lei estadual que prevê o registro dos usuários e a filmagem dos ambientes. Dos oito estabelecimentos onde a PF e a Polícia Civil já estiveram, dois não obedeciam à legislação e foram alertados. Florianópolis tem cerca de 150 lan houses.

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— O dia de hoje servirá mais para a orientação, mas a ideia é que tenhamos uma estrutura que faça regularmente essa fiscalização — explica o delegado da PF, Ildo Rosa.

As cartilhas trazem informações sobre o uso responsável da internet nos estabelecimentos, como a relação entre menores de idade e a rede, os jogos online e o acesso a sites de relacionamento. A preocupação da PF, diz Rosa, é que em várias situações, casos investigados pela Polícia Federal têm sido relacionados a crimes pela internet, como a pedofilia, falsificação de documentos e até problemas com sites de venda — como o caso em que uma quadrilha vendia produtos contrabandeados e falsificados pela rede. 

— Nós tivemos informações recentes de que há hackers que se apropriam de informações e repassam a criminosos — exemplifica o delegado. 

A ação junto às lan houses é uma das formas que a PF encontrou de coibir esse tipo de crime. Segundo informações da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital, há cerca de 108 mil estabelecimentos do tipo no Brasil, com uma média de 11 computadores e cerca de 3,5 mil usuários por mês em cada. Rosa explica que 80% do acesso à internet no Brasil é feita via lan houses. 

Dessa fatia da população, 48% são das classes D e E e a maioria é de adolescentes com idades entre 12 e 18 anos. A partir da aplicação do cadastro desses usuários, a PF acredita que casos como os de pedofilia poderão ser melhor controlados. Rosa alerta ainda que é considerado pedófilo não só quem veicula as mensagens, mas também quem as hospeda e acessa.

DIÁRIO CATARINENSEhttp://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Geral&newsID=a3202005.xml

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