A questão é a aparente visibilidade momentânea que a internet dá para as pessoas liberarem seus demônios. Muito provavelmente não há meio social, de trabalho ou escola, que permita ou dê livre curso à expressão de preconceitos (todos são absurdos.) A sociedade já evoluiu a um ponto em que pelo menos alguma reprimenda há (se bem que há muitas falhas nisso ainda), pois segue-se o conceito geral de a liberdade de um terminar onde começa a do outro, e liberdade de expressão não dá direito a liberalidade ou inconsequência na expressão.
Aí se encontra um lugar, a blogosfera, onde as pessoas conseguem escrever bobagens e até chamar a atenção.
Deve-se tomar os devidos cuidados, claro, como eliminar incitações a ódio (perigosas se lidas por alguém perturbado), mentiras ou falsas denúncias (que podem levar a processos judiciais), mas mais frequentemente do que não isso termina em descrédito para quem posta.
Aliás, em caso de reincidências inapropriadas, há modo de barrar IP?
Uma outra coisa que as pessoas confundem é a liberdade de pensamento com a conveniência de expressar todo e qualquer pensamento, sem restrições. Não é assim, até porque há pensamentos antisociais.
Participar de um blog é como ser convidado a uma festa. Há anfitriões, há outros convidados e há normas de conduta. Em festas há casos de pessoas que são convidadas a se retirar pela sua conduta, ou não?
Para temas mais controversos é como estar em um debate: há palestrantes, há moderadores e há público que pode interagir. E com certeza algumas coisas que se lê por aqui não seriam proferidas em público. Sendo assim, porque fazê-las aqui? É inapropriado do mesmo modo.
Como regra geral eu nunca escrevo em um espaço com acesso público algo que não poderia falar em um evento social. E sempre lembrando que tudo que é comentado em blogs ou redes sociais é facilmente localizável depois.
(Na verdade também não escrevo ou falo em privado nada que me pareça inadequado, mas aí é porque devo ser esquisito mesmo…)
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