
Do blog de Jotabê Medeiros
Numa era de milionários mirins analfabetos inventores de apps e startups da hora, os Stones são artesanato puro, medicina de caboclo, pomada de peixe-boi da Amazônia, Biotônico Fontoura analógico, miçangas do pessoal de Humanas contra os artefatos chineses escravistas.
Tem algo de louco em estar assistindo, no Santo Ano da Crise Indelével de 2016, ao show de uma banda que gerou o primeiro cisma entre a igreja roqueira católica e a ocultista. Que presenciou atônita a execução de um negro por uma gangue de Hell’s Angels, no cume da era hippie. Que cunhou o termo “groupie”. Que perdeu um músico afogado na própria piscina. Banda de um cara que casou com sandinista em Veneza e com designer de moda suicida em Nova York. Que fez canções sobre afeto homoerótico, sobre o demo e a heroína. Que teve Bob Dylan abrindo seu show e fez James Brown se sentir inseguro – embora seu vocalista confessasse que imitava James.
Essa banda, obviamente, não existe. Mas é essa existência movediça de 53 anos que está agora no palco de telões perfeitos no gramado do Morumbi.
Toda aquela baboseira de “morra jovem, viva para sempre” vira pó de traque no domínio absurdo de palco de Mick Jagger, sua maestria e entrega – honestamente, se ele fosse preguiçoso, para que cantar Out of Control, que não é hit, que é longa e exige do vocalista uma verdadeira drenagem dos pulmões?. Sob as camisas de seda, as roupas bem cortadas de Mick Jagger, o seu preparo acrobático, apruma-se uma força descomunal da natureza, feita de controle da vontade.
Mick é o dono de suas pulsões. Ele e Harrison Ford. Ele e Sean Connery. Ele e mais um punhado de uma meia dúzia que vão aposentando as noções de obsolescência com um continuum de energia & sexo & determinação.
Claro que a vida longa cobra seu preço. Quando Mick o chamou à frente, Charlie parecia mijado, estava com a bunda molhada. E anda como se tivesse tijolos amarrados nas pernas, Rocky Balboa em treinamento. Mas quando toca, é um milagre: mantém a espinha ereta durante duas horas e o braço parece um bumerangue de marfim, impecável no timing.
E sinceramente? Se encontrar o Keith na Vila, pode ser que sinta o impulso de ajudá-lo a atravessar a rua.
E Ron Wood fez alguma aplicação de botox na testa que quase a igualou com o nariz.
Mas a permanência quase sem sequelas no topo do rock system nos prova que não há Inferno: ou seja, é balela a história da punição pelos excessos, pelos pecados, pelos erros sinceros. Há fortalecimento.
“Beijinho no ombro!”, diz Mick. “Bom pra cacete!”, balbucia, mais adiante. O businessman esperto cola headlines no ouvido da imprensa do ramo, sabe que vão precisar.
Sinceramente de novo? Os dois números musicais de Keith são dispensáveis, You Got the Silver e Happy, lembram aquela imposição de o Santos sempre escalar o Damião. Mas os slides são tão bonitos e a pausa é tão respeitosa que não tem como bufar.
Besteira falar da excelência deles, do vigor do Darryl. Besteira desfilar set list ou apontar a volta de uma harmônica aqui, uma inclusão de uma música “escolhida pelo público” (Bitch, que na verdade foram eles mesmos que escolheram, uma votação mandrake como as de um BBB vulgar). O mais bacana, mais do que sentir que os riffs de Jumping Jack Flash, Sympathy for the Devil, Brown Sugar, Start me Up, Miss You, Tumbling Dice e outros são recém-nascidos de novo, é espantar-se com as coisas que há décadas você não ouvia, como Beast of Burden e Midnight Rambler.
Os Stones mudaram não por vontade própria, mas porque o destino foi tomando emprestado alguns dos seus trunfos.
A veterana vocalista Lisa Fischer foi trocada por uma mais jovem, Sasha Allen – e ruidosamente menos potente. Merry Clayton, das Raelettes, começou essa tradição de volúpia interracial, o choque de coxas que é tradição em Gimme Shelter. A noviça não comparece.
O saxofonista Bobby Keys, morto em dezembro de 2014, foi substituído por Karl Denson, um egresso das hostes do funk californiano. O novato injeta mais uma dose de black music e estraçalha na “canção escolhida”.
Quando tudo acaba, ao som de I Can’t get no (Satisfaction), música mais tocada no verão de 1965, há uma euforia meio surda do lado de fora, onde a cidade toda é camelô. Num terreno baldio, uma banda psicodélica, Cromaqui (ou Chroma Key), toca para alguns bêbados e loucos. Após a pausa para a “História”, como diz a filha que gosta de música de preto, a cidade está de novo Out of Control.
I was young
I was foolish
I was angry
I was vain
I was charming
I was lucky
Tell me how have I changed
Ivan de Union
27 de fevereiro de 2016 7:24 pmAlguem ja ouviu falar de
Alguem ja ouviu falar de “cancoes homoeroticas” dos Rolling Stones?!
Ricardo Cavalcanti-Schiel
27 de fevereiro de 2016 10:16 pmCurto-circuito temporal
Cara, eu acho que falar de Stones e de “homoerótico”, juntos, é confundir os tempos da existência humana.
Só os tarados do politicamente correto tentariam se apropriar impunemente de algo que está muito além da mediocridade deles.
Ivan de Union
27 de fevereiro de 2016 10:22 pm(sempre os achei horriveis!)
(sempre os achei horriveis!)
Ivan de Union
27 de fevereiro de 2016 8:00 pmPQP!!!!
Existem essas cancoes
PQP!!!!
Existem essas cancoes mesmo!!!
http://divinevarod.com/2012/07/12/50-years-of-the-rolling-stones-celebrating-the-gay-lyrics-of-mick-jagger/
E varias sao explicitas!
Jair Fonseca
27 de fevereiro de 2016 9:23 pmO pessoal comete o erro
O pessoal comete o erro básico em literatura de confundir a voz que fala numa canção com a de seu autor. Veja-se esse artigo do link aí: a primeira canção citada, “Memo from Turner”, como o próprio texto indica, é sobre um personagem de filme interpretado por Jagger (aliás, um filme excelente: Performance); uma outra, “Waiting for my friend”, é tão ambígua que o “eu” da canção pode estar esperando por um amigo, um amante ou um traficante. Chico Buarque e Caetano Veloso sempre exploraram essa ambiguidade ao cantarem do ponto de vista feminino, ou gay. Voltando a Jagger, claro que ele sempre explorou a ambiguidade sexual em suas canções, performances e mesmo em sua vida pessoal. Mas nesta última o que sabe é que é um mulherengo: foi casado dezenas de vezes e teve centenas de amantes.
Ivan de Union
27 de fevereiro de 2016 9:53 pmSim a tudo, Jair! So que
Sim a tudo, Jair! So que como eu so vi uma unica cancao a respeito de “chupar” (coff coff) no mes passado aqui no blog -e em portugues- eu nunca tinha ouvido falar que Mick Jaguer ja tinha escrito coisa mais explicita nos anos 60. Foi uma surpresa enorme. (E o nome da musica dele eh “a tristeza do chupador” ou coisa parecida em portughes!!!)
Por sinal, eu NAO notei que a musica em portugues do mes passado era intencional e era a respeito disso (provavelmente porque so escuto o som sem me importar com os videos em sim eu raramente os “assisto”) e fiz uma critica musical normal.
Uh… desde os anos 60… nao existe publico pra isso… ate hoje.
Nem vou postar pois eh em portugues, me levou dias pra computar o que eu tinha comentado pois simplesmente nao registrou comigo, a ficha nao caiu: https://www.youtube.com/watch?v=ANfHesN87p8
Ja a musica de Jagger eh essa: https://www.youtube.com/watch?v=PEFhuvg1SEA
Eh so surpresa informativa mesmo, nao eh o caso de cafundir o autor com o caracter: eh tambem tenho musica que fala nas minhas calcinhas. Essa me levou 9 ou 10 meses pra terminar porque eu nunca achava a perfeita sentenca final ate essa ultima sentenca da musica. Um dia eu a posto aqui, tem fenomeno mediunico relacionado a ela tambem: eu a escutei primeiramente em 84 num sonho, e acordei pensando “nossa, eu nunca teria talento pra escrever essas duas guitarras”.
TINHA SIM!
Calcinhas?
Ainda nao tenho. Mas as cor de rosa me atraem, uma hora dess…
Jair Fonseca
27 de fevereiro de 2016 11:04 pmPois é, Ivan! A postura
Pois é, Ivan! A postura desses caras, como Jagger, Bowie e tantos outros foi “progressista”, como dizem hoje, ou “revolucionária”, como se dizia então. Pelo menos contribuíram para que milhões de jovens em muitas gerações fossem menos infelizes; seu exemplo foi liberador, mesmo dentro da indústria cultural. Na época, esta ainda apoiava algo artisticamente experimental. E na vida social, o grande público juvenil fez de canções e atitudes transgressivas as trilhas musicais e comportamentais de suas vidas.
Ivan de Union
27 de fevereiro de 2016 9:58 pmPOR SINAL (antes que eu me
POR SINAL (antes que eu me esqueca), JAIR!
Voce ja fez analise de conteudo (content analysis) das letras de David Bowie?
Veredito: heterosexual incontestavelmente, sem sombra de duvida.
Era tudo golpe e funcionou.
“Coragem” eh morrer com esse golpe no peito sem nunca o confessar!
Jair Fonseca
27 de fevereiro de 2016 10:18 pmBowie era outro que explorou
Bowie era outro que explorou direitinho essa ambiguidade sexual. Seu produtor na época do Ziggy Stardust disse que a famosa entrevista em que ele disse que era bissexual foi mesmo para criar polêmica. Depois até rolou a fofoca de que ele e Jagger foram “apanhados” juntos na cama…
antonio rodrigues
27 de fevereiro de 2016 8:03 pmÉ incrivel como o mundo não
É incrivel como o mundo não gira.
Vi na televisão um sujeito que ficou numa gigantesca fila, com um bebe, durante um dia e uma noite, para assistir os velhos roqueiros cantando as mesmas musicas, com os mesmos gestos que os vi, na minha juventude, nos anos 60.
Fico imaginando que pe no saco alguem ficar tocando a mesma musica, do mesmo jeito, por meio seculo.
Amy Winehouse, que era muito mais artista, não aceitou ficar se repetindo e preferiu se matar.
E chove festival de besteiras por todos os lados. Teve um, no IG, que chegou afirmar que o guitarrista Keith era “o melhor musico do mundo”.
Nos anos 60, o rock aconteceu como um movimento por liberdades, contra as guerras e outros motivos nobres.
Os roqueiros atuais fazem propaganda de automoveis, decoração musical para os programas de televisão mais reacionarios.
Como faz falta um Nelson Rodrigues, nos dias de hoje, para nos mostrar o nosso complexo de vira latas.
Os mesmos playboys que insultaram o Chico Buarque na rua, fazem festa para os roqueiros ultrapassados amigos.
Antigamente os roqueiros se relacionavam com gente mais arejada.
André Oliveira
27 de fevereiro de 2016 9:07 pmMais macaca de auditório
Mais macaca de auditório impossivel. O autor deve ser desses que tem em casa um santuário com as fotos dos Stones onde acende velas e reza uma vez por semana. Um dia o papa vai santificar esses velhinhos barulhentos. Só por estarem ainda vivos depois de tanta droga e álcool ja deve contar como milagre: São Richards, padroeiro mor de todos os junkies, e São Jagger, o milagreiro de piru pequeno, salvador do ego de todos os homens mal tratados pela mãe natureza. Se ele comeu a Luciana Gimenes, eles também podem.
evandro condé de lima
27 de fevereiro de 2016 9:38 pmVocê inverteu os fatos
Não foi ele que comeu, foi ela que deu.
Ricardo Cavalcanti-Schiel
27 de fevereiro de 2016 10:11 pmI like macacada!
Não gosto dos Stones, porque não gosto da música deles. Ponto. Simplesmente não é a minha praia nem é o meu barato. Mas o texto está lindamente bem escrito. Inspirado. Atrevido. Como deve ser, quando o barato é a elegia da grande criação.
Os patetas que fiquem procurando macacos na cabeleira alheia. Quem não recusa o tesão literário, fica com o tesão, que já está bom demais.
P.S.: Depois do texto do Jotabê, eu fui até ver os Stones em Copacabana no Youtube:
[video:https://www.youtube.com/watch?v=M4I2D5_9dJw&list=PL233073E9B7D5F671&feature=iv&src_vid=g5W4k6vD2WY&annotation_id=annotation_441931 align:center]
Paulo Souza
27 de fevereiro de 2016 9:20 pmBrian Jones morreu afogado em
Brian Jones morreu afogado em sua piscina (e há sólidas evidências de que foi assassinado) logo depois de ser expulso dos Stones, devido a excesso de drogas e falta de dedicação à banda. Na verdade ele foi a direção musical da banda no seu início, e depois ficou descontente com a mudança de rumo que os Stones imprimiram, saindo do blues tradicional em direção ao rock.
Jair Fonseca
27 de fevereiro de 2016 9:36 pmAs “sólidas evidências de que
As “sólidas evidências de que foi assassinado” não passam de fofocas criadas pela lenda e difundida por parte da imprensa sensacionalista. Richards e Jagger, principalmente o primeiro, eram tão ou mais loucos do que Brian Jones quanto a drogas, sexo e rock’n’roll. Quanto a este último, os Stones não faziam “blues tradicional”, mas rock, e Brian Jones era quem estava experimentando outros ritmos, principalmente a música marroquina, como nesse seu último álbum.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=LwEoDGeNyrE%5D
Paulo Souza
27 de fevereiro de 2016 11:34 pmA proposta inicial dos RS era
A proposta inicial dos RS era ser uma banda de blues inglês, tipo Alexis Korner e Eric Burdon. Era este o estilo que Brian curtia. Tente ouvir alguma coisa do início dos Stones, quando eles tiveram várias formações com gente como Ian Stewart e Mick Avory. O problema de Brian Jones foi o que Jagger & Richards jamais fariam, perder o foco. A legendária “loucura” dos Stones é uma lenda. Eles são tão fiéis a banda que nunca (nem nas suas piores brigas, e foram várias) eles pensaram em acabar com ela. Depois da saída de Andrew Loog Oldham em 1967 Jagger assumiu a função de empresário da banda e faz isto até hoje. Esta história de moleques drogados e conversa pra boi dormir. Eles são superprofissionais…vc pelo menos concorda que Brian Jones foi expulso da banda, né?
Jair Fonseca
28 de fevereiro de 2016 3:53 pmClaro que como quase toda
Claro que como quase toda banda do rock inglês (até o Pink Floyd teve seu nome inspirado em dois bluesmen), os Stones mamaram nas tetas da música negra, principalmente do blues. Quanto ao fato de os caras serem superprofissionais não necessariamente os impedia de serem “moleques drogados”, e depois velhos drogados, embora bem menos, tanto que estão vivos. Jagger e Richards foram investigados, presos e processados por drogas, por mais de uma vez. E não era pelo refresco da maconha, não: era LSD, heroína e cocaína, embora Jagger talvez fosse mais precavido. É o único caso no mundo de músicos que tiveram uma biografia feita pelo seu traficante particular(!): Tony Sánchez, Up And Down With The Tolling Stones, de 1979. Quanto a Brian Jones, pode ter sido “expulso”, ou ter saído porque quis, ou as duas coisas. Toda banda de rock tem brigas de egos (ainda mais essa banda milionária) e luta pelo poder artístico. Acrescente-se aí a questão das namoradas.
Jair Fonseca
27 de fevereiro de 2016 10:33 pmAumenta que isso aí é rock’n’roll
Até os anos 70, sem dúvida, centenas de canções antológicas dos Stones. Com vários hinos das revoltas políticas juvenis dos anos 60. Depois, energia e business, as usual.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=jFvtMp7hRF8%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=R3rnxQBizoU%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=mC57rpO8ChA%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=_lNP-x94-SE%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=e5AIisWNvM4%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=lUzcPXsKm1Y%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=QEAUJgw3YP8%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=-YJXfcndyvU%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=6U8JlcB_BzA%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=fJGF8MRDMqo%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=RS_yyRk_dj8%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=UFLJFl7ws_0%5D
Antonio C.
27 de fevereiro de 2016 11:16 pmComentário.
Orgulho em odiar Beatles e Stones. Som middle class.
Jair Fonseca
28 de fevereiro de 2016 12:36 amComentário middle class
Comentário middle class. Em inglês ainda, pra ficar ainda mais classe média. A qual se esmera no trabalho do ódio, em nossos dias de internet e redes ditas sociais. A ninguém importa que você odeie Beatles e Stones, ainda mais se não tem argumentos que fundamentem sua opinião, ou seu ódio.
Quem conhece a história do rock sabe que este é uma manifestação cultural de origem proletária, ou seja, da working class, não da middle class… O interessante e paradoxal é que seus principais artistas ficaram milionários graças à, digamos, universalização de uma manifestação artística e de certos comportamentos que a acompanham.
“But what can a poor boy do
except to sing for a rock’n’roll band?”
(“Street Fighting Man”)
antonio rodrigues
28 de fevereiro de 2016 11:10 am“O interessante e paradoxal é
“O interessante e paradoxal é que seus principais artistas ficaram milionários graças à, digamos, universalização de uma manifestação artística”
O motivo foi quase esse.
Porem, talvez por outra motivação.
Nos anos 60, morei na Europa e acabei me tornando amigo proximo de varios musicos de jazz, exilados dos EUA, por perseguição politica ou pelas drogas.
O que eles diziam era bem diferente.
Argumentavam que a direita anglo americana estava preocupada com a relevancia que a musica dos negros vinha conquistando a nivel mundial.
Dai investirem fortemente nessas bandas brancas de rock para interromper aquele processo.
Jair Fonseca
28 de fevereiro de 2016 3:28 pmMais uma “teoria”
Mais uma “teoria” conspiratória furada. Nos Estados Unidos, devido a seu apartheid racista, quase não havia contato entre músicos brancos e negros, apesar do sucesso do jazz e de o rock’n’roll ter mamado nas tetas negras do blues. Foram os jovens músicos do rock britânico (os Stones, inclusive, pioneiramente, no início dos anos 60) que se aproximaram do blues, que quase só circulava entre os negros nos EUA. Depois desse exemplo, é que jovens brancos americanos como os Doors, Canned Heat, Janis Joplin, etc, passaram a fazer blues. Inclusive foi graças ao sucesso dos jovens europeus que se apropriaram do blues, é que vários de seus grandes mestres, já velhinhos, puderam ter um final de vida mais confortável, além de reconhecimento mundial: John Lee hooker, Muddy Waters, Sonny Boy Williamson, etc etc etc. Além dos Stones, cito outros britânicos fundamentais pra isso: The Animals, The Blues Breakers (com Eric Clapton, John Mayall, etc), e um longo etc.
antonio rodrigues
28 de fevereiro de 2016 3:53 pmPois é, voce sabe mais sobre
Pois é, voce sabe mais sobre os problemas da musica dos negros,que eles proprios.
E essa de que foram os roqueiros britanicos que fizeram a musica dos negros americanos ser reconhecida bateu o record mundial do besterol.
Mais do que isso so mesmo a classificação de esquerda que voce da ao eterno parceiro do Caetano Veloso.
MarcoPOA
28 de fevereiro de 2016 1:02 pmStones…muito além do 2/4
Rolling Stones, assim como, David Bowie, varias vezes estiveram muito além do rock. É uma banda que faz e toca qualquer coisa com ‘finesse’ e muita competência! Não é a toa que tiveram um músico como Mick Taylor e sondaram Rory Gallagher e Roy Buchanan para substitui-lo!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=9iw_BE_X9sA%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=b0P5CYu-Ais%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Xmo-nvBzqmY%5D
Pedrocmg
29 de fevereiro de 2016 12:00 pmCaça níqueis
Os stones sao excelentes mesmos. Não há banda como essa, tão excelente na atividade de caça niqueis!!!
O próprio nome da turnê é um escracho.
Provas?
– nao produzem nada há anos.
– nada interessante há décadas.
– os proprios fãs só conseguem postar videos antiquíssimos.
Etc. Etc.
E vcs fazem esse barulho todo porcausa de uma turnê caça niqueis infame de uma banda que ja ficou no passado?
Outros excelentes músicos passaram pelo Brasil e alguns sem a devida atenção e repercussão. Um ótimo exemplo é o David Gilmour – guitarrista do pink floyd -, com disco de inéditas na praça e carreira sem as lantejoulas dos stones.
Brenda manda lembranças e agradecimentos pela acolhida desproporcional e pelos dólares.