5 de junho de 2026

Os motivos do fim da Fundap pelo governo de São Paulo

Atualização feita às 14h27 do dia 22/02/2016

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Com resposta da Associação dos Especialistas em Políticas Públicas (AEPPSP)

 

Por Jura Passos

Comentário ao post “Um exemplo do modelo Alckmin de gestão

1. Se a poluição dos rios for medida aumentará a cobrança por limpeza. A Sabesp não trata os esgotos e já nem consegie mais fornecer água suficiente e eficientemente. A limpeza do Tietê foi prometida há 24 anos com um empréstimo do Japão. O dinheiro foi convertido em mais lama.

2. A Fundap topa tudo por dinheiro, mas a extrema diversificação de suas atividades, muito além de sua capacidade técnica e de suas atribuições estatutárias é uma das principais causas de sua extinção. E o PSDB é totalmente responsável por isso. Resolveram fechar porque não chegaram a um acordo que pudesse resolver todos os problemas que eles mesmos causaram…

Nenhuma organização é capaz de cobrar pênalti e cabecear pro gol. Para cumprir seu papel de inovação em administração pública a Fundap deveria se apoiar no tripé pesquisa, formação e consultoria. A pesquisa foi a primeira a ser descartada e sem ela o tripé desabou.
 
Medição de poluição não é a praia da Fundap. Mas pesquisar como melhorar a gestão ambiental e apoiar a Cetesb nisso, sim.
 
Aliás, é estranho que esse projeto não tenha sido alocado na Cetesb… Eles tem salas de sobra lá! Cada vez mais!
 
Nassif, você sabia que o índice de ociosidade dos Especialistas em Políticas Públicas do Estado, cargo criado há uns cinco ou seis anos, é de 83%? E que eles foram treinados pela Fundap no início? Assim não há Fundap que resolva!
 
Comentário enviado pela AEPPSP

A Associação dos Especialistas em Políticas Públicas – AEPPSP – faz um esclarecimento quanto a uma informação trazida por Jura Passos: o índice de ociosidade da carreira de Especialista em Políticas Públicas, que é hoje, na verdade, de 84,2%, refere-se à ocupação de cargos previsto em lei, e não à produtividade dos servidores, que no momento atuam em 26 projetos em parceria com 11 órgãos e entidades do Estado de São Paulo, além de diversos projetos e atividades em diferentes áreas da Secretaria de Planejamento e Gestão, com contribuições concretas ao longo desses 6 anos de atuação.

Com isso, sugerir a partir deste índice de ociosidade qualquer medida de produtividade, individual ou coletiva, implicaria em responsabilização indevida e não criteriosa dos servidores públicos, além de, ao mesmo tempo, mal informar os leitores do Blog do Nassif.

Atenciosamente.

Diretoria da AEPPSP

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

15 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Agarwaen

    18 de fevereiro de 2016 1:12 pm

    O que é o “índice de

    O que é o “índice de ociosidade”?

  2. Manubhz

    18 de fevereiro de 2016 2:26 pm

    De cada 100 minutos,

    De cada 100 minutos, trabalham 17 e descanlam 83 minutos

    1. Martim Nagayama Nogueira

      19 de fevereiro de 2016 2:32 pm

      Genio da produtividade

      Chegou num tapete voador e fez esta medição tão precisa e técnica. Aliás, quanta produtividade alguém medir a produtividade de outras pessoas em %, parece verossímil, apenas isso.

      1. Jeremias

        19 de fevereiro de 2016 4:53 pm

        Numa fábrica, onde tem linha
        Numa fábrica, onde tem linha de produção, isso faz sentido.

  3. franciscopereira neto

    18 de fevereiro de 2016 2:29 pm

    Coisas

    Que não consigo entender.

    No início do ano legislativo de 2015, posse dos deputados estaduais na ALESP, vi funcionários da Fundap presente fazendo manifestação contra a sua extinção.

    Depois consumou-se o ato do governo, lendo matéria na imprensa.

    Se ela está extinta, o que significa isto:

    http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia2.php?id=244390&c=6&q=fundap-abre-inscricoes-para-programa-de-estagio

    1. veras

      18 de fevereiro de 2016 3:22 pm

      A Fundap é a responsável pela

      A Fundap é a responsável pela seleção e contratação de estagiários para todos os órgãos da administração estadual. É como uma empresa terceirizada de mão de obra. Uma secretaria, de educação por exemplo, não pode contratar diretamente estagiários.

      Enquanto ela não estiver formalmente extinta, vai continuar exercendo essa função, até o governo definir que órgão será o novo responsável por essa função.

       

      RESOLUÇÃO SGP – 20, DE 18 DE AGOSTO DE 2009

      Dispõe sobre a execução do Decreto nº 52.756, de 27 de fevereiro de 2008

      O Secretário de Gestão Pública, em atendimento ao disposto no artigo 9º, do Decreto nº 52.756, de 27 de fevereiro de 2008, que dispõe sobre o Programa de Estágios do Estado de São Paulo, resolve:

      Artigo 1º – A seleção de estagiários para os órgãos da administração estadual deverá ocorrer por meio de processo seletivo público unificado.

      Artigo 2º – A Fundação do Desenvolvimento Administrativo – Fundap será responsável pela administração dos estágios, incluídos os processos de seleção e contratação, nos termos do artigo 24, VIII, da Lei Federal nº 8.666/93.

       

  4. trovinho

    18 de fevereiro de 2016 2:53 pm

    Afundem a Fundap!

    Não é grito de guerra de Fla X Flu, é o interminável “bolero do tucano” doido; pois, na locomotiva paulista, tem tucano bicando Tostines no meio do caminho, no meio do caminho tem tucano … e os paulistas midiotas adoram continuar ouvindo essas paródias do Drummond ao som de um Ravel assobiado pelo bico deles: “tão” nem aí para colapsos com o fim dos órgãos de apoio administrativo do estado de SP que custa uma fraçãozinha daquilo que arrecada, mas COM LUCRO SOCIAL. O mercado não resolverá os problemas de prefeituras de cidades pequenas e médias “prá ontem”, contudo haverá um show de contratações emergenciais com seus preços “pelahoradamorte”, pois a Lei 8666 tem suas limitações quanto à qualidade e prazo com o agravante de grandes riscos dos recursos judiciais paralisarem os contratos com assessorias, ONG’s e OS’s suspeitas, ou não; portanto, dando mais e mais poderes para algum judiciário e mp, supostamente aparelhável; daí as administrações não conseguirão manter um quadro adequado de funcionários e teremos mais e mais precarizados, concurseiros e fornecedores caloteados, produzindo mais pirados e as administrações terão que resolver “pra ontem” os problemas agravados antes de ontem. As “mafionarias” agradecem as judicializações no caos. Tomara que morram de dengue!

  5. veras

    18 de fevereiro de 2016 3:13 pm

    É isso mesmo

    “extrema diversificação de suas atividades, muito além de sua capacidade técnica”.

    Ultimamente a Fundap não contava com corpo técnico capacitado para executar os trabalhos solicitados pelos diversos órgãos e secretarias estaduais. Assim, ela contratava empresas e consultores externos para executá-los, ficando numa posição de mero repassador de contratos do Estado, com um custo alto para os órgãos interessados nesses estudos.

  6. Jose Raimundo sp

    18 de fevereiro de 2016 8:33 pm

    O autor pode explicar melhor

    O autor pode explicar melhor o que é e como é medido o tal do “indice de ociosidade”?

  7. moliv

    19 de fevereiro de 2016 12:30 pm

    índice de ociosidade

     

    Também gostaria que o autor fornecesse mais informações sobre esse índice de ociosidade: o que é, como é aplicado e quem foi responsável pela sua elaboração.

     

    obrigada

     

     

  8. moliv

    19 de fevereiro de 2016 12:33 pm

    Também gostaria de mais

    Também gostaria de mais informações sobre o índice de ociosidade: o que é , como é medido e quem foi o responsavel pela elaboração do mesmo.

     

     

  9. Jeremias

    19 de fevereiro de 2016 1:49 pm

    Índice de produtividade
    Na verdade, o índice correto é o de produtividade. Faz em 17 minutos o que, na média, um funcionário faz em 100 minutos. Assim: Produtividade = 1 – Ociosidade. Um funcionário de alta produtividade não tem necessidade de performar trabalho quantitativamente, fazer de conta que trabalha pra inglês ver.

  10. Chico Bento

    19 de fevereiro de 2016 4:57 pm

    Índice
    Índice de Ociosidade = Número de cargos ocupados / Número total de cargos criados
    O nível de ociosidade é inversamente proporcional ao nível de ocupação dos cargos.
    Dãr

  11. Tarcila Peres Santos

    20 de fevereiro de 2016 2:27 pm

    Comentário ao post “Um exemplo do modelo Alckmin de gestão”

    A Associação dos Especialistas em Políticas Públicas – AEPPSP – faz um esclarecimento quanto a uma informação trazida por Jura Passos: o índice de ociosidade da carreira de Especialista em Políticas Públicas, que é hoje, na verdade, de 84,2%, refere-se à ocupação de cargos previsto em lei, e não à produtividade dos servidores, que no momento atuam em 26 projetos em parceria com 11 órgãos e entidades do Estado de São Paulo, além de diversos projetos e atividades em diferentes áreas da Secretaria de Planejamento e Gestão, com contribuições concretas ao longo desses 6 anos de atuação.

     

    Com isso, sugerir a partir deste índice de ociosidade qualquer medida de produtividade, individual ou coletiva, implicaria em responsabilização indevida e não criteriosa dos servidores públicos, além de, ao mesmo tempo, mal informar os leitores do Blog do Nassif.

     

    Atenciosamente.

    Diretoria da AEPPSP

     

    1. jura

      23 de fevereiro de 2016 2:41 am

      Obrigado pela observação

      Agradeço o esclarecimento e ressalto que não houve, da minha parte, nenhuma menção ou crítica à atuação dos membros da carreira de Especialistas em Políticas Públicas que, a meu ver, compartilham das mesmas condições de trabalho dos demais servidores públicos paulistas e apresentam desempenho semelhante. Obviamente trata-se se uma opinião pessoal, pois não tenho acesso aos dados de avaliação de desempenho de nenhuma categoria ou servidor individual.

      Em respeito aos demais leitores do blog, observo que o principal assunto do post em que exprimi livremente minha opinião política – direito por enquanto assegurado a todo cidadão brasileiro – tratava de um projeto não definido de controle da poluição fluvial no estado de São Paulo. O blog noticiou que um grupo de técnicos da Fundap chegou a atuar no Palácio dos Bandeirantes nesse projeto, tendo sido desalojado por falta de espaço. Na década de 1990 a Fundap possuía um núcleo de técnicos em gestão ambiental que durou pouco tempo. Ponderei apenas que seria mais apropriada uma colaboração com a Cetesb, que detém instalações, técnicos e equipamentos adequados para um projeto dessa natureza.

      A extinção da Fundap foi recentemente aprovada pela Assembleia Legislativa estadual por iniciativa do executivo. Para orientação do leitor, os estatutos da fundação e os termos de sua lei de criação podem ser conhecidos em

      http://www.fundap.sp.gov.br/a-fundap/legislacao/
       

Recomendados para você

Recomendados