
Jornal GGN – Em dezembro de 2015, a taxa de desocupação foi estimada em 6,9%, a maior taxa contabilizada para o mês desde 2007 (7,4%), segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A taxa de desocupação média de janeiro a dezembro foi estimada em 6,8% em 2015 e em 4,8% em 2014. Esta elevação de 2 pontos percentuais (p.p.) foi a maior de toda a série anual da pesquisa, e também interrompeu a trajetória de queda que ocorria desde 2010. Contudo, no confronto com o inicio da série em 2003, quando a taxa havia sido de 12,3%, houve queda de 5,5 pontos percentuais (p.p).
Regionalmente, a análise mensal mostrou que a taxa de desocupação frente a novembro caiu no Rio de Janeiro (de 5,9% para 5,1%) e Porto Alegre (de 6,7% para 5,9%) e ficou estável nas demais regiões. Contudo, na comparação com dezembro de 2014, houve crescimento da taxa em todas as regiões: em Recife, de 5,5% para 10% (4,5 p.p.); em Salvador, a taxa passou de 8,1% para 11,9% (3,8 p.p.); em Belo Horizonte, de 2,9% para 5,9% (3 p.p.); no Rio de Janeiro, de 3,5% para 5,1% (1,6 p.p.); em São Paulo de 4,4% para 7% (2,6 p.p.) e em Porto Alegre, de 3,6% para 5,9% (2,3 p.p.).
Em 2015, a média anual da população desocupada foi estimada em 1,7 milhão, contingente 42,5% superior à média de 2014 (1,2 milhão pessoas). Além de ser o maior crescimento anual da série, a elevação em 2015 interrompeu a trajetória de redução dessa população, iniciada em 2010. Contudo, em relação a 2003 (2,7 milhões), o contingente de desocupados caiu 35,5%; ou seja, nesse período, a redução foi de 940 mil de pessoas desocupadas.
A média anual da população ocupada em 2015 foi estimada em 23,3 milhões de pessoas, recuando 1,6% em relação a 2014, quando este contingente era de 23,7 milhões pessoas. Em 2014, essa população havia retraído pela primeira vez (-0,1%) em toda a série anual, acentuando a queda em 2015.
O percentual médio de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado em relação à população ocupada passou de 50,9% (12,1 milhões) em 2014 para 50,3% (11,7 milhões) em 2015. De 2014 para 2015, houve redução de 2,7% (329 mil pessoas a menos) no contingente de trabalhadores com carteira assinada, registrando a primeira queda anual em toda a série. No ano de 2003, a proporção era de 39,7% (7,5 milhões). Portanto, em 13 anos, esse contingente expandiu 57,1% (4,3 milhões de pessoas a mais).
Em 2015, após dez anos de ganhos anuais sucessivos, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores, em dezembro de 2015, foi estimado em R$ 2.235,50. Este resultado ficou 1,4% maior que o verificado em novembro (R$ 2.204,52) e 5,8% abaixo do apurado em dezembro de 2014 (R$ 2.373,02). Regionalmente, na análise mensal, o rendimento caiu em Belo Horizonte (-3%) e Salvador (-0,9%), e apresentou elevação em Recife (2,9%), São Paulo (2,7%), Rio de Janeiro (1,4%) e Porto Alegre (0,9%). Frente a dezembro de 2014, o quadro foi de queda em todas as regiões, sendo a maior observada em Salvador (-10,9%) e a menor em Recife (-3,5%).
A média anual da massa de rendimento real mensal habitual para 2015 foi estimada em 53,6 bilhões de reais, apresentando a primeira retração anual na série (-5,3%). Na comparação com 2003, entretanto, houve aumento de 59,2%.
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