
Por André Araújo
O CRUZEIRO DO NORMANDIE AO RIO DE JANEIRO EM 1939 – Como uma espécie de gran finale de 20 anos de paz, o grande transatlântico NORMANDIE, orgulho da French Line (Compagnie Generale Transatlantique), fez um famoso cruzeiro ao Rio de Janeiro em Fevereiro de 1939, sete meses antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, trazendo ao Rio a nata do high society novaiorquino. As passagens eram caríssimas porque o navio era espetacular em elegância, luxo e charme, muito superior aos galinheiros que se apresentam como navios de cruzeiro no litoral brasileiro, com bilhetes em dez prestações e pizza de graça à meia noite, com cabines onde mal cabe o boné do pançudo.
A icônica viagem do Normandie foi parando nas ilhas caribenhas, sem pressa porque os passageiros eram do tipo e do tempo do dolce far niente, os ricos daquela era do Great Gatsby não trabalhavam e podiam passear meses flanando.
A propaganda da French Line fez magníficos posters sobre esse cruzeiro ao Rio e neste link estão registrados os melhores momentos da longa viagem. O cruzeiro foi todo acompanhado de jornalistas e matérias sobre cada parada saíam em Nova York. A champagne corria solta, os flertes também, quatro orquestras se revezavam, a comida era esplendorosa.
O high do Rio aguardava com frisson a chegada do Normandie, que provocou sensação na cidade, nunca antes o navio, um dos maiores de então, só os dois “Queens” da Cunard Line eram da mesma tonelagem, tinha aportado no Brasil.
Antes da era do avião de longo curso, os países marítimos disputavam a primazia dos transatlânticos, tanto em tamanho como em luxo e velocidade, a Inglaterra com o QUEN MARY e o QUEEN ELIZABETH, a Itália com o REX, a Alemanha com o BREMEN, na linha americana os EUA tinha os navios da Moore McCormack, BRASIL, ARGENTINA E URUGUAI.
A frequência da primeira classe era o top da elite, não era só o preço do bilhete, era também o guarda roupa e a criadagem, muitos viajavam com empregados, o navio tinha acomodações especiais para eles, poucos com criança mas elas jamais entravam nos salões de adultos, havia salas de refeição próprias para elas e as babás, alem de salões de brinquedos, o jantar na primeira era de smoking e longos para as senhoras, sem repetir roupa, jóias eram importantes.
O NORMANDIE teve um fim trágico durante a guerra, pegou fogo e virou no porto de Nova York, presumia-se na época que era sabotagem mas nada se provou, ficou irrecuperável e foi desmontado, nunca mais se fez navio igual, suas obras de arte, esculturas, louça e cristais até hoje tem alto preço em antiquários, ele foi um ícone do fim da Era dos Transatlânticos, o mundo do pós-Guerra já era outro, a elegância ficou esmaecida, a época dos navios de linha com várias classes durou com navios menos emblemáticos até o advento do jato de longa distância, os utlimos transatlânticos de linha Europa – América do Sul foram o AUGUSTUS e o GIULIO CESARE da Linea Italia, peguei esse fim em 1967 de Santos a Lisboa.
Hoje os transatlânticos da Costa e da MSC são até maiores, mas não tem uma fração da classe e do charme dos antigos e nem precisa, os passageiros entram arrastando sandália e de camiseta já pensando na pizza de graça à meia noite.
Luis Armidoro
26 de janeiro de 2016 10:45 amCaro André, seus posts são
Caro André, seus posts são muito bons, mas não seja esnobe! Deixe o camarada curtir de sandália e comer a pizza dele
Andre Araujo
26 de janeiro de 2016 11:14 amMeu caro se eu não coloco
Meu caro se eu não coloco molho o prato fica sem graça.
Lionel Rupaud
26 de janeiro de 2016 12:56 pmGraças a Deus ainda não inventaram
o foie fras sem sal!
Paulo Jr.(Pinga)
26 de janeiro de 2016 10:53 amAndre, bom dia!
Adoro seus
Andre, bom dia!
Adoro seus textos, mas…
hoje, pelo menos pros brasileiros, os cruzeiros estao melhores…. estao acessiveis!
Nunca antes estiveram.
Sei q nao foi a sua intençao, mas soou como a elite em aeroportos..
Os resorts, cruzeiros e pacotes classe media nos EUA bombam desde depois da guerra até hj!
Isso que faz a economia deles serem forte como sao..
Isso que Lula fez aqui no Brasil….
O problema é q nossa elite é diferente…
Grande abraço!
Andre Araujo
26 de janeiro de 2016 11:13 amMeu caro, agradeço o
Meu caro, agradeço o comentario. Os cruzeiros de navio no Caribe tem publico diferente dos cruzeiros no litoral brasileiros.
São majoritariamente de aposentados, raramente se vê um casal com crianças ou muito menos grandes familias.
Nos cruzeiros caribenhos há navios de varios tipos de preços e categoria, a Carnival Cruise Lines , que é de preços baratos, comprou a Costa e a Holland America mas manteve as bandeiras originais e a diferenciação de preços. Melhores são a Royal Caribean e a Royal Norwegian, depois vem a exclusiva Seawind, de navios pequenos tipo iate.
Hoje a diferenciação de classe se faz pelo navio e não pela classe dentro do navio mas a MSC no litoral brasileiro foi inteligente e criou uma classe , a Yacht Club, um andar com camarotes, restaurante e equipamento separados.
Ernesto GMV
26 de janeiro de 2016 10:58 amAndré VIP
E o André babando a realeza, os tempos da criadagem…
Hoje em dia os muito ricos tem seus próprios iates, helicópteros, seus próprios jatos, suas próprias putas, (os mais exóticos tem harem de gêmeas), seus próprios países. Recebem seus presidentes vassalos em Davos.
Os ricos de hoje são muito mais exclusivos, não dividem salões com quem pode pagar, mas com que lhes pode dar ainda mais.
Andre Araujo
26 de janeiro de 2016 11:07 amMeu caro, ricos com iate já
Meu caro, ricos com iate já havia nos tempos do Normandie, o banqueiro J.P.Morgan teve um famosissimo, o CORSAIR.
Mas iate tem alguns, outra camada preferia a socialização nos transatlanticos, na Riviera, no Lido de Veneza, nos Alpes suiços, nas mansões de verão de Newport, nas praias de Biarritz, na intensa vida social de inverno no Egito.
Ernesto GMV
26 de janeiro de 2016 11:19 amSocialização
Nesses tempos em que qualquer garçom pode se explodir no meio da festa não há mais socialização em locais públicos. Só nas mansões privadas, iates particulares. Não é qualquer um que entra.
Andre Araujo
26 de janeiro de 2016 11:29 amPor esse seu raciocinio não
Por esse seu raciocinio não deveriam existir mais navios de cruzeiro de qualquer classe, nem boates, nem cassinos, nem restaurantes tres estrelas Michelin, nem hoteis de alto luxo, nem resorts de inverno, nem museus de alta categoria, nem teatros de opera e balé, que tragedia.
Ernesto GMV
26 de janeiro de 2016 11:46 amLuxo
Todo esse luxo continua existindo, mas tu não vai encontrar vários de bilionários juntos, dividindo esses espaços públicos ao mesmo tempo com o “povo”. Eles não se reúnem em locais de livre acesso. Eventualmente algum pode ir.
Andre Araujo
26 de janeiro de 2016 12:25 pmSão categorias distintas. Os
São categorias distintas. Os bilionarios são poucos no mundo, não enchem um navio., há um segundo patamar de ricos que sao em grande numero e classe media alta em numero ainda maior. Todos são elite mas de categoria economica diferente.
André Oliveira
26 de janeiro de 2016 4:54 pmMeu xará,
Naquela época a
Meu xará,
Naquela época a navegação de longa distância era mais arriscada, coisa para navios grandes como transatlânticos e muito mais arriscada para iates mesmo os dos super ricos Dai, possivelmente, derivava uma parte do charme romântico de se embarcar em um cruzeiro em um grande transatlântico. Hoje a tecnologia encurtou as distâncias no mar ao mesmo tempo que tornou as embarcações muito mais seguras. Atualmente, com um barco relativamente pequeno mas bem equipado se dá a volta ao mundo – vide Amyr Klink e a família Schürmann.
Acho que, ao fim e ao cabo, foi a tecnologia que matou os transatlânticos quando matou o risco.
André Oliveira
26 de janeiro de 2016 5:06 pmAliás, assisti há pouco
Aliás, assisti há pouco tempo, não me lembro em que canal do cabo, um programa sobre a construção do Titanic. O estaleiro na Irlanda, os operários, os artesãos que trabalharam no mobiliário e na decoração de madeira. O pátio do estaleiro ainda está lá abandonado mas ainda podem ser encontrados restos das estruturas de suporte do casco. Muito interessante
jasantos
26 de janeiro de 2016 11:20 amoutros tempos
São outros tempos.
Hoje os muito ricos dão espetaculos de vulgaridade, são ignorantes e mal educados (com as excepções de praxe).
Gostaria de ter o dinheiro deles não privar da intimidade dos mesmos.
naldo
26 de janeiro de 2016 11:33 amPois é, naqueles tempos as
Pois é, naqueles tempos as cabines cabiam os paçudos desocupados, um bando de gente inutil que se aproveita da miseria alheia até hoje.
Roberto Monteiro
26 de janeiro de 2016 11:51 amQue maldade, André.
Que mal faz uma pizza à meia-noite?
Ed Outros Tempos
26 de janeiro de 2016 11:57 amTrem de Prata, Vera Cruz, Santa Cruz e Southern Cross (hehe)
André, não sei se vc ou alguém aqui já postou sobre o Vera Cruz (Rio-BH) e o Santa Cruz (Rio-SP), além do Cruzeiro do Sul, das Litorinas e outros mais cotados até os anos ´50.
Tentaram reviver mas parece que os tempos são outros e com a decadência ferroviária brasileira, o avião (e mesmo o ônibus e carro) não há mais espaço para isto por aqui, como ainda há na Europa (Orient Express (Simplom / Arlberg / Venice O.Express), que ligam ou ligavam Paris (e por conseguinte, Londres) à Constantinopla (Istambul) e Athenas, por trajetos diversos pelos tempos que, dependendo da rota, passavam por cidades como Innsbruck, Estrasburgo, Viena, Veneza, Belgrado, Zurique, Lausanne, Munique, Bucareste, Budapeste, Varna, Sofia etc.
O Orient Express de hoje liga Estrasburgo à Viena. Já uma viagem Londres / Veneza pelo não original, mas ainda luxuoso Venice Simplon Orient Express custa mais de 1200 libras (~R$ 8 mil).
Para casais com algum din-din, em lua-de-mel ou não, ainda pode ser uma boa idéia…
PS: no link do Normandie, a propaganda gringa transformou o Santa Cruz em “Southern Cross”. Rsrs
Carioca
26 de janeiro de 2016 12:14 pmNoves fora a classe e/ou luxo
Noves fora a classe e/ou luxo o Caribe recebe levas mensais de aposentados, os cruzeiros da Disney se entopem com casais e prole(s) em suas primeiras férias. Nem falemos da costa sul-americana do Pacífico e o sudeste asiático.
Por aqui nos resta tres aposentados mais ousados e levas, sim, de sandálias arrastadas atrás do pedaço de pizza grátis.
Consolidando-se os acordos com Havana vamos ter que pagar as companhias para aqui aportarem.
Brutus
26 de janeiro de 2016 1:16 pmPutz!!!
Esse aí é o AA.
Harém… E ainda repudiam os “bárbaros orientais” e a dominação e “coisificação” das mulheres.
E viva o combo sandália + camiseta.
Putz!!!
Juliano Santos
26 de janeiro de 2016 1:27 pmAlgo me diz que o AA é grande
Algo me diz que o AA é grande admirador da série Down town Abey.
Andre Araujo
26 de janeiro de 2016 4:48 pmNegativo, acho chatissima e
Negativo, acho chatissima e cheia de clichês, prefiro os policiais de Hercule Poirot ambientados nos anos 30, tenho todos os filmes, são dezenas. A aristocracia britanica é muito mais complexa do que Downtown Abbey, por exemplo hote Lord Salisbury, Robert Gayscone-Cecil, é o Lider do Governo na Camara dos Lordes. Descende em linha reta do Marques de Salisbury que foi por tres vezes Primeiro Ministro da Rainha Vitoria no Seculo XIX e é sobrinho-bisneto de Arthur Balfour, tambem Primeiro Ministro na Primeira Guerra, mora em Hattfield House, construida pelo primeiro Marques de Salisbury em 1611.
Há no Reino Unido 1.200 familias nobres, das quais se ouve falar no maximo em 20, as demais no anonimato de seus palacios campestres continuam mandando e ninguem sabe que existem. A maior fortuna do Reino Unido é de um nobre, o Duque de Westminster, Gerald Grosvernor, Major General do Exercito reformado, se andar no calçadão de Copacabana nem será assaltado porque vão achar que é um velhote pobretão. Essa é alma da nobreza de verdade, é nobre de atitude e ponto.
Paulo Souza
26 de janeiro de 2016 10:12 pmA aristocracia britânica e
A aristocracia britânica e complexa, mas não tanto… O nome da mansao não é Downtown Abbey, e DOWNTON ABBEY…. Downtown e o centro da cidade.
Andre Araujo
27 de janeiro de 2016 10:37 amIsso é filme, ficção, não é
Isso é filme, ficção, não é Historia real, são estereotipos para poder fazer o filme, o que eu disse é que a estrutura dessa aristocracia é muito mais complicada na forma de sua relação com o poder politico e economico atual no mundo britanico.
Orlando Soares Varêda
26 de janeiro de 2016 3:20 pm“os ricos daquela era do
“os ricos daquela era do Great Gatsby não trabalhavam e podiam passear meses flanando.”
Pelo andar da carruagem, nosso grande AA teve que dormir no sofá da sala de estar na noite passada. Dai teve esse pesadelo mal-assombrado. Onde os ricos, passaram a trabalhar nos dias de hoje.
Só agora com o relato desse pesadelo, passei a compreender por qual razão alguns dos cabras do 1% detentores da bufunfa do mundo, se consideram membros das “classes produtoras.”
Orlando
Andre Araujo
26 de janeiro de 2016 11:49 pmOs ricos se forem empresarios
Os ricos se forem empresarios não tem descanso porque as preocupações sobre o negocio não cessam em fins de semana,
feriados e ferias. Se forem rentistas de juros a preocupação é com a inflação, se forem rentistas de imoveis a preocupação é com o locatario que ou não paga ou deixa o imovel vazio e ai leva dois anos para realugar, enquanto isso paga IPTU e manutenção ou condominio do imovel.
Quem tem dinheiro tem mais preocupação do quem não tem, não há dinheiro seguro no mundo.
André Oliveira
26 de janeiro de 2016 4:31 pmRealmente esses navios de
Realmente esses navios de cruzeiro modernos são de uma feiura só. No Rio no verão tem sempre uns 3 ou 4 atracados no cais e até de longe são feios, parecem um monte de caixotes empilhados. A lógica econômica deles é a mesma das redes de fast food: Aposta no volume e em muita propaganda. São os MacDonaldes do mar.
junior50
26 de janeiro de 2016 9:28 pmAP 53 Lafayette
Caro AA, vc. já escreveu sobre uma pessoa da época, precurssor de uma certa repartição do governo americano, o Cel. Willian Donovan, então leia esta história:
http://www.history.navy.mil/research/histories/ship-histories/l/lafaiette-ap-53.html
Andre Araujo
27 de janeiro de 2016 10:34 amInfelizmente o link não abre,
Infelizmente o link não abre, tentei muitas vezes. Donovan foi o criador do sistema americano de inteligencia, o “avo” da CIA e das outras 16 agencias hoje funcionando, um personagem emblematico do periodo que vai da Primeira à Segunda Guerra.
Gostaria de ver o que diz o link.
junior50
27 de janeiro de 2016 7:39 pmJP Warburg e Bill Donovan
O site não está abrindo, acontece as vezes em sites militares oficiais americanos tais problemas, mas resumindo :
Com a guerra na europa, e queda da França, o Normadie aportado em Nova York, ainda com tripulação francesa completa, mas em 15/05/41 por determinação do Dpto do Tesouro, a Guarda Costeira (USCG ), movimentou o navio para atracação fixa no Pier 88, seis meses depois, ainda sem uma solução definitiva, a USCG realizou uma inspeção completa no navio e em seus tripulantes, quando foi verificado que apesar do navio se encontrar em perfeitas condições, existiam sérias divergências entre seus tripulantes, tanto que em 12/11/1941, a USGC toma o controle completo do navio, com a retirada de toda sua tripulação ( que saiu sob protestos, incluindo seu Com. Hervé Lahude ), mas ainda mantendo a bandeira francesa ( Vichy ).
Após Pearl Harbor ( 07/12/41), JP Warburg – vc. sabe tb. que foi – assistente do Coord/Info Willian Donovan, comunicou a este a idéia de um golpe publicitário emblemático ,referido a amizade Franco – Americana, e a disposição dos Estados Unidos em restaurar a soberania francesa, incorporando o Normandie a Marinha Americana ( US Navy ), como transportador de tropas, o batizando de “Lafayette” ( o Marquês, um dos heróis da independencia americana ), e Donovan – já um especialista em operações psi – convenceu a Knox ( SecNavy ) e este ao Adm Stark , sobre a ótima idéia, tanto politica como sob o aspecto logistico, e em 20/12/1941 por ordem direta de FD Roosevelt, o “Normandie” tornou-se o “Lafayette”, sendo incorporado e “embandeirado” na US Navy, em 31/12/1941 com o código de casco : AP 53.
Claro que o texto do Naval History and Heritage Command ( site ótimo para quem gosta de história naval ),é ebm amis extenso, explica que até mesmo depois de emborcado o “AP-53” ainda foi muito util, só saindo do inventário da US Navy, por EO de H. Truman em 08/09/46
junior50
27 de janeiro de 2016 12:08 amA engenharia e montagem, porque não a ……….
Guerra da Criméia.
Parece que não tem nada a ver com o post de AA, mas é algo sobre a história naval, até sobre imperialismo europeu.
A origem destes grandes “Cruzeiros” de passageiros está relacionada, com um dos problemas enfrentados por ingleses e franceses quando da Guerra da Criméia ( meados do ’60 séc. XIX ), quando foram identificados problemas em transportar um grande numero de tropas/equipamentos em longos percursos e em velocidade, pois as marinhas de “guerra” não possuiam capacidade logistica significativa, e com a evolução das exigências, tanto em guerras/incursões coloniais, como punitivas/intervencionistas, tal capacidade seria necessária, e marinhas de “guerra” nunca gostaram, nem gostam, de operar “navios auxiliares” de forma direta.
Frente a esta demanda, a Inglaterra criou a RFA ( Royal Fleet Auxiliary ), subsidiando varios estaleiros a construir navios de carga/passageiros, operados por empresas civis, mas factiveis de serem convocados para operações militares, e uma legislação maritima consequente a criação da RFA, que a permite, ainda hj. a comissionar navios de cruzeiro para transporte de tropas.
Já o governo francês, como o britanico, ciente de suas incursões imperilaistas coloniais, subsidiou fortemente a criação da CGT , que operou na 1a Guerra Mundial, como a RFA inglesa, todos seus navios, cargo/liners/cruisers foram convocados, até no periodo entre – guerras, a CGT criou um ramo especifico para operar a Africa, sempre foi um “braço” do governo francês – aliás sua sucessora, até hj. é ( CMA CGM Group ).
Todos estes “cruisers” luxuosos, como o Titanic, Mauretania, Normandie, Ile de France, Paris etc…, em seu projeto e posteriormente construção em estaleiro, foram concebidos como “transportadores de tropas” ( QCS quick change ships ), e somente após o lançamento eram montados/aparelhados, com as estruturas, facilmente removiveis, destinadas ao transporte de pax civis, itens de luxo colocados, mas “lá no oleo & calor “, as máquinas eram compativeis a navios de guerra, basta dizer que o “Normandie”, em sua pça. de máquinas, foi baseado na mesma dos Porta Aviões Lexinton e Saratoga ( ex – couraçados/cruzadores pesados/ GE + Alsthom ).
A ultima utilização de “cruisers” , quando convocados para operações militares, foi em 1982 na Guerra das Malvinas/Falklands, quando o MoD britanico utilizou dois deles, o RMS Quenn Elizabeth 2 (QE2) eo RMS Canberra ( WW = White Whale ), que junto com os dois Porta Aviões ( HMSs Hermes e Invencible ) + o Porta Conteiners, tambem convocado para a RFA, ” Atlantic Conveyor “, foram os navios mais importantes desta operação.