
Por Antonio Nelson
Numa entrevista exclusiva para o site do Luís Nassif, o cantor e compositor baiano Lucas Sampaio, 23 anos, da banda Dost , fala sobre o cenário do rock na Bahia, suas influências, literatura e poesia…
A banda lançou nova música sob o título de Velocidade Insana e está na produção do primeiro vídeo-clipe. A banda é composta por Lucas Sampaio – vocalista e compositor, Luiz Castro na bateria, Ronniê Marques no baixo, Arthur Santana – Guitarra e voz, e Luan Eliseu na guitarra entram em estúdio ainda neste ano para gravar o novo álbum. O primeiro CD – Quanto tempo dura o eterno foi lançado em 2012 e tem como composição de destaque Porta Amarela. Confira nosso papo!
Antonio Nelson – Quais as principais influências nacionais e internacionais?
Lucas Sampaio – A nossa banda é muito o reflexo da diversidade musical dos seus integrantes. Dentre outros, temos a influência do indie rock internacional materializado em bandas como The Strokes e Arctic Monkeys, sem deixar escapar a presença do blues e do rock clássico oitentista. Em nível nacional, a nova safra do rock (como Vespas Mandarinas e Selvagens a procura de Lei) é também presente no nosso cronograma.
Antonio Nelson – Quem são seus ícones da música? Por quê?
Lucas Sampaio – Poderia citar vários, mas – de prontidão – posso falar de Caetano Veloso e Novos Baianos, já que sou cria da Música Popular Brasileira, antes de qualquer coisa.
Antonio Nelson – Como funciona o processo de criação? As composições são lineares?
Lucas Sampaio – A pedra bruta das minhas criações é a observação da conduta humana de uma forma geral e o seu lidar com as adversidades da vida, seja num relacionamento amoroso ou no dia-a-dia da monotonia urbana. Nossa banda ainda trás em suas letras e melodias referências da literatura, como na canção “Porta Amarela” e em “Jampa”.
Antonio Nelson – Como é sua relação com o vernáculo, com a Língua Portuguesa?
Lucas Sampaio – Eu sou, antes de tudo, um verdadeiro apreciador da Língua Portuguesa, fã da literatura nacional e da poesia popular. Essa influência é rapidamente percebida nas minhas letras. Tenho Vinícius de Moraes, Lima Barreto e João Ubaldo Ribeiro (que acaba de deixar um vazio na cultura brasileira) como grandes referências.
Antonio Nelson – Como é o cenário do pop rock em Vitória da Conquista (BA)? Muitas bandas que se destacam? Quais?
Lucas Sampaio – Eu acredito que a cena do rock em Vitória da Conquista é uma das mais fortes do estado, com um público fiel e participativo que corriqueiramente lota os pouquíssimos espaços existentes na cidade pra esse tipo de manifestação artística. É, inclusive, muito decepcionante saber que a cena é forte, temos grandes bandas como “Dona Iracema” e “Ladrões de Vinil”, temos um público presente, mas não temos muitos espaços para concretizar nosso trabalho.
Antonio Nelson – O uso das composições de vocês nas plataformas digitais tem dado bons resultados? No soundcloud, por exemplo, e no facebook da banda!
Lucas Sampaio – Sim, nossos fãs e admiradores têm interagido bastante nas nossas redes e, felizmente, utilizando esses veículos para conhecerem nosso trabalho. A Internet é realmente algo que acrescenta – e muito – para gente.
Antonio Nelson – Por que Dost?
Lucas Sampaio – Começou com uma brincadeira dos integrantes com o antigo vocalista, que queria que o nome da banda fosse algo que fizesse referência à palavra amizade, já que somos uma banda composta por amigos de longa data. Com a ajuda da Internet, descobrimos que Dost é “amigos” na língua do Arzerbaijão.
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