4 de junho de 2026

Como polícia e MP transformavam inquéritos policiais em políticos

A Polícia e o Ministério Público da Guanabara valeram-se de um inquérito policial para levantar dados e efetuar vazamentos contra adversários políticos

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Hoje em dia, Jorge Serpa Filho passa seus últimos dias em casa, já sem falar coisa com coisa. Se alguém telefona para lá e ele atende, imediatamente acerta um almoço com a pessoa. Em seguida, sua esposa pega o telefone para se desculpar.

Mas já foi bastante influente.

Passaram por suas mãos desde a redação dos editoriais de Roberto Marinho aos discursos de Mário Covas, o tal “choque de capitalismo”, e os discursos de Fernando Collor, seu adversário.

Ligado a Augusto Frederico Schmidt e San Tiago Dantas, foi influente também antes de 1964. Foi íntimo de JK, Jango, testemunhou os principais episódios políticos da época.

Por sua influência, ganhou o cargo de diretor financeiro da Manesmann, que se instalava em Belo Horizonte. Acabou se envolvendo em uma operação de colocação de títulos da empresa no mercado e foi preso em 1965.

A Polícia e o Ministério Público da época julgaram que ele poderia ser o caminho para se atingir politicamente os inimigos do regime.

Serpa pertencia ao influente grupo de Schmidt que tinha, entre outros, o futuro governador do Rio Negrão de Lima. Também era próximo a Walter Moreira Salles.

No dia 8 de julho, apesar da sede da Manesmann ser em Belo Horizonte, Serpa foi intimado a prestar um depoimento à Delegacia de Defraudações da Guanabara. O procurador geral do Estado designou o promotor Nilton Barros de Vasconcellos para acompanhar pessoalmente o depoimento.

O interrogatório foi acompanhado pelo superintendente de polícia judiciária, Sales Guerra. Os repórteres testemunharam ele, várias vezes, telefonando para o Secretário de Segurança, coronel Gustavo Borges, para informa-lo do andamento do interrogatório.

O depoimento foi acompanhado por seu advogado. Tude da Lima Rocha, assessorado por Reinaldo Reis, ambos colegas de Serpa na Faculdade de Direito.

Delegado e promotor pouco estavam interessados no escândalo da Manesmann. As quatro laudas de perguntas do delegado Ilo Salgado Bastos pouco se referiram à Manesmann. Serpa foi obrigado a responder sobre suas ligações com Walter Moreira Salles, Negrão de Lima, com ex-auxiliares de Juscelino Kubitscheck e João Goulart.

A Polícia queria saber se era verdade que esses personagens recebiam jetons de Cr$ 3 milhões da Manesmann.

Nos corredores, delegados vazavam informações aos repórteres de que Negrão de Lima seria o próximo a ser ouvido.

Queriam saber também de onde saiu o dinheiro para a compra do apartamento que tinha na avenida Atlântica.

Serpa não negou suas ligações com Negrão, JK e Jango, e os demais, “mas fez questão de botar as coisas no seu devido lugar”.

O advogado Tude classificou como absurdo jurídico a intimação para Serpa depor na Delegacia de Defraudações da Guanabara, sendo que a sede da Manesmann era em Belo Horizonte. E estranhou as perguntas que “remontam até o desembarque de Pedro Álvares Cabral no Brasil”.

Serpa estava sem dormir há três noites e se sentiu mal durante o interrogatório.

N dia 12 de julho de 1965, em editorial o Jornal do Brasil denunciou Carlos Lacerda pelas torturas infligidas a Serpa. “Estamos diante de uma acusação frontal de sevícias e torturas praticadas com o mesmo teor de perversidade fanática que tem caracterizado a política política dos estados totalitários, nazistas ou comunistas”.

Nos meses seguintes foi submetido até a pau-de-arara nas dependências do Exército. Até que aderiu à delação premiada e se aproximou do SNI. Dali em diante passou a ser o ghost-writer mais requisitado nos discursos dos militares.

Com base na suposta delação de Serpa, Homero Souza e Silva, amigo e sócio de Walter Moreira Salles, foi intimado a depor na Delegacia de Defraudações.

Nemias Gueiros apresentou-se como advogado. No interrogatório, queriam saber se Homero havia encontrado Serpa na casa de Walter. Era uma pergunta aparentemente ingênua. Mas antes que respondesse, o delegado baixou o tom da voz e alertou-o:

– Pelo amor de Deus, não cite o nome de seu amigo.

A pergunta havia sido colocada no interrogatório apenas para criar um motivo legal para levar Walter à delegacia e incluí-lo no inquérito.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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34 Comentários
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  1. joel lima

    17 de janeiro de 2016 10:43 pm

    Enfim, estamos repetindo o

    Enfim, estamos repetindo o passado. Nada de novo sob o sol e nada de novo no front. 

  2. Frederico Firmo

    17 de janeiro de 2016 11:03 pm

    A historia e o circulo

    Alguém disse que na historia quando algo se repete , se repete como uma farsa. Mas quando na história uma farsa se repete ela continua se repetindo como farsa.

  3. junior50

    17 de janeiro de 2016 11:13 pm

    O “sombra”

        Um “gênio”, passou pelos governos militares – todos – por Sarney, Collor, FHC, até Lula, e quem quiser conhecer o Brasil, de Getulio/Jango a Lula, tem que conhecer a história e “estórias” de Serpa, e podem me crucificar, pessoas como ele fazem muita falta, quem dera que a “amorfa” do Planalto, tivesse um Serpa.

    1. Andre Araujo

      18 de janeiro de 2016 1:24 am

      Meu caro Junior, os lobistas

      Meu caro Junior, os lobistas são instrumento essencial na formação de novos projetos e negocios porque eles  tem a primeira ideia do negocio e tem a intuição de quem pode fazer, isso não se improvisa, é natural em raros tipos de personagens agregadores de sonhos com empreendedores de verdade qque podem realiza-lo. Conheço o dr.Seropa de longa data , que alem de todo o curriculo é homem de grande cultura filosofica, sua biblioteca de livros de filosofia era enorme.

      Ele conhecia o tabuleiro de nomes do quem e quem do Brasil e do exterior, no Oriente Medio, Africa, China e EUA. Sua agenda era um vasto papel de um metro qudrado que ele dobrava multiplas vezes até caber no bolso. Porque? Era facil de rasgar, queimar ou engolir, respondia. É pena que não tenha escrito suas memorias, algo que lhe foi proposto muitas vezes.

      Um personagem da historia politica do Brasil moderno, como poucos.

       

      1. jc.pompeu

        18 de janeiro de 2016 1:54 am

        AA conclama lobistas e poetas para núcleo do Poder da República

        Meu caro AA e caro Junior, os lobistas e os poetas, como Schmidt e Fernando Baiano, são instrumentos essenciais na formação de novos projetos e negócios porque…

        1. Andre Araujo

          18 de janeiro de 2016 11:38 am

          Nada a ver. Fernando Baiano

          Nada a ver. Fernando Baiano não é lobista e sim operador, é algo completamente diferente.

          1. Roberto Monteiro

            18 de janeiro de 2016 11:41 am

            André,

            e nós ainda damos audiência a este pompeu.

          2. junior50

            18 de janeiro de 2016 11:06 pm

            Menos, Dr. AA

               Mesmo no Brasil, na esquerdinha obnubilada, confundir um “operador” ( alguem que trabalha para terceiros ), um “caixa de compensação”, um sub representante, uma “ponta” operacional – resumindo, um mero funcionario, quase boy, de um esquema muito maior, com um lobista, é absurdo, ilógico, pois um “operador” ( pau mandado, com conexões ), tem o seu valor  ( não sou poliana ), é util, mas dispensavel, um “vela”, nada alem disto, e é fato, nunca um esquema financeiro/politico, possue apenas um operador.

                Lobista é outra profissão, não se envolve em esquemas financeiros para candidaturas ou suporte de governo, é uma função – inserida em todas as democracias – a qual em varias ocasiões, norteia funções do próprio Estado, o auxilia, pois possue visão estratégica, contatos próximos com a iniciativa privada, com o capital, atua junto ao Estado, o auxiliando a dirimir duvidas sobre seus projetos, claro que irá defender seus interesses, é do jogo.

                Um “operador” caminha, em certas operações, nos espaços da lei, as vezes um pouco alem delas, já o lobista as cumpre estritamente, “navega”, “flui”, nos espaços legais, nada a ver com os operadores, simples mão de obra, util até certo ponto, que de origem, no começo de auas ações, tem claro : se estourar, a “bucha” vai ficar com eles ( O Fernando, o Yousseff, nem podem ser considerados “operadores”, são uns tremendos trairas, ganharam muito dinheiro, e agora trairam,  quem trai uma vez, no caso do “turco” pela segunda, não são confiaveis como operadores ).

  4. Bonna

    17 de janeiro de 2016 11:58 pm

    Tempos terríveis

    Essa história narrada por Luis Nassif mostra bem o perigo de se ter uma polícia e um MP sob o jugo do poder central, do governo.

    São inúmeras histórias como essa de desrespeito ao Estado de Direiro mas com roupagem de legalidade ao longo dos tempos, no Brasil e em todo o mundo em diversos episódios de governos totalitários e regimes de excessão.

    Em 1965 já vivíamos um estado de excessão e Carlos Lacerda ainda achava que estava com a bola toda nesse novo cenário e que poderia eliminar adversários políticos usando polícia e ministério público. Se deu mal logo a frente.

    Hoje, tal episódio é impensável, pois temos instituições que, a luz da Constituição de 1988, funcionam de forma independente do poder político central.

     

  5. Conejo 10

    18 de janeiro de 2016 12:05 am

    ?

    Péra aí gente, e como ficou a história  dos papéis vendidos em nome da Manesman? Ao que me consta  a Siderurgica renegou os títulos e os investidores ficaram na rua. E com quem ficou o dinheiro investido, afinal? Como termina a história desse golpe?

  6. Trazibulo Meireles de Souza

    18 de janeiro de 2016 12:35 am

    A história se repete na

    A história se repete na Lava-Jato, o tribunal de exceção…  concidência entre passado e presente, MP, agora a PF, judiciário e sempre a mídia mafiosa.

  7. André STK

    18 de janeiro de 2016 12:49 am

    Tutti bonna genti
    Ma… tutti

    Tutti bonna genti

    Ma… tutti ladri

    1. Carla Antonia

      18 de janeiro de 2016 1:53 pm

      Corrigindo

      “Tutta brava gente”, eventualmente.

  8. Paulo F. Souza

    18 de janeiro de 2016 12:58 am

    A história se repete com

    A história se repete com outras vímitas, mas com os mesmo algozes cumprindo o papel de capitão do mato: a burocracia brasileira. Já passou da hora de projetarmos uma sociedade com liberdade e transparência, sobretudo nos atos e ações dos funcionários públicos golpistas da Lava Jato. Porque, graças a inabilidade do PT, estamos sob golpe de estado jurídico-midiático.

    Daqui a pouco aparecerão aqueles que endeusam os deuses da Lava Jata. É vergonha alheia!! Em tempo, o país produtivo agoniza diante do poder obtuso dos funcionários públicos!! Eles, os políticos, privatizaram o país para as corporações jurídicas.

  9. jose carlos lima...

    18 de janeiro de 2016 1:31 am

    Podemos sugetir a
    Podemos sugetir a jornalistas, ccientistas e a alguns blogueiros um artigo sobre semelhancas entre a Republica do Galeao cujo processo levou Vargas ao suicidio e a Repubica de Curitiba..

    As farsas montadas numa e noutra e o papel da midia e como esse tipo de processo ja faz parte do golpismo no Brasil

    1. Andre Araujo

      18 de janeiro de 2016 1:58 pm

      Há muita diferença, a

      Há muita diferença, a Republica do Galeão durou poucos meses, a de Curitiba quer se eternizar.

  10. jc.pompeu

    18 de janeiro de 2016 1:39 am

    A Serpa o que é de Serpa e a Lacerda o que é de Lacerda

    Seu Nassif denuncia, em primeira mão, mais um episódio abominável, que afronta o Estado de Direito, perpretado pela ignóbil Ditadura Militar de 64, com o endosso envergonhado (atrás do cheque em branco) de Casas Bancárias que remontam à Pedro Álvares Cabral e que tudo isso foi brilhantemente narrado em 4 volumes intrinsecos pelo testemunho ocular escancarado de Elio Gaspari, um admirador secreto do poeta botafoguense Augusto F. Schmidt.

  11. medroso curitibano

    18 de janeiro de 2016 3:41 am

     polícia e judiciário que

     polícia e judiciário que atuam pára atingir os

    políticos resultam nisso daí (passado) e nisso daqu (presente)i…

     como se ve, essses obscurantistas não estão nem aí para os direitos das pessoas.

    estão sempre aliados a grande mídia notoriamente golpista,,,

    conforme os interesses desse conbluio…

    em períodos sempre obscurecidos por interesses abomináveis.

    seja na ditadura, seja em pleno estado de direito dito democrático, como agora

    agora esses interesses se utilizam do argumento .de

    que tudo é diferente, pois as instituições têm autonomia etc e tal….

    o conluio implanta o estado de  exceção, o famigerado  direito do inimigo..

    e ainda se vangloria de que é tudo pelo bem do país….

    e tem gente que acredita.

    aí quando o macartismo predominar na soceidade,. mão saberão como reagir….

  12. altamiro souza

    18 de janeiro de 2016 3:51 am

    ótima postagem…
    a história

    ótima postagem…

    a história serve para isso mesmo…

    mostrar os erros , senão as ruínas do passado, para que não se repitam,…

    foucault fez a arquologia do saber….historia da loucura….

    todos podem colaborar para a realização de uma espécie de arqueologia do

    vazamento e seus sucedaneos terríveis….

  13. Malú

    18 de janeiro de 2016 4:43 am

    Sinistro

    Sinistro

  14. Pedro Augusto

    18 de janeiro de 2016 11:01 am

    Muito difícil, para

    Muito difícil, para indivíduos e organizações de qualquer natureza, o exercício da autocrítica. Por implicar avaliação rigorosa dos próprios atos, sem cancelar os aspectos problemáticos e até negativos, costuma dar a ideia de fraqueza: é como se, no caso dos organismos políticos, se abrisse o flanco ao inimigo, mostrando os pontos frágeis que tornariam possível um contra-ataque arrasador. Coisa de ingênuos, diriam os que abraçam uma concepção cínica (“maquiavélica”) da política.

    http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-autocritica-bloqueada,10000007303

     

      

  15. -Charlie- con ñ

    18 de janeiro de 2016 11:15 am

    Só lembrando que na época

    Só lembrando que na época Delegados não eram concursados, mas indicados pelo poder político (os famosos “calças curtas”).

    O MP, por sua vez, não era independente, mas sim integrante do poder executivo (assim foi ate 88).

    Até pau-de-arara rolou no caso.

    Portanto, vale como registro histórico.

    Mas querer comparar com os dias atuais, em que vivemos um regime democrático pleno e em que as instituições são ocupadas por servidores de carreira me parece forçação de barra para livrar a cara de quem foi pego com a boca na botija,

    1. Flavio Martinho

      18 de janeiro de 2016 12:00 pm

      “Forçação de barra” Mas dê o

      “Forçação de barra” Mas dê o azar do japones amanhecer na sua porta com armas de grosso calibre para te levar como aconteceu com a cunhada do tesoureiro do PT. Só pode ser forçação de barra.

    2. hgama

      18 de janeiro de 2016 1:24 pm

      Concordo
      O MP na época era uma mera extensão do executivo. Servia apenas aos interesses do Estado. Muito diferente do pós-88.
      Em parte, também acho muito “forçar a barra”. Mas mesmo após 88 o MP vem cometendo vários abusos que nao podemos fechar os olhos.
      O slogan de defensores da cidadania e do princípio democratico, com o decorrer dos anos, os teóricos/acadêmicos viram que não é realmente assim que o MP funciona, apesar do importante papel que desempenha na sociedade brasileira.

    3. Luiz_C_Soares_Moreira

      18 de janeiro de 2016 5:51 pm

      Pouso importa a formação

      Pouso importa a formação escolar do inquisidor. Importa mesmo é o objetivo por ele perseguido. Naquele tempo, como no atual, a nossa Carta Constitucional foi manchada e o poder da força foi protagonista de um filme de horor. 

  16. De Paula

    18 de janeiro de 2016 12:17 pm

    Em julgamentos políticos,

    Em julgamentos políticos, hoje, como em todo o sempre, o que se priorizam  não são os fatos, mas os propósitos; dos julgadores. 

  17. altamiro souza

    18 de janeiro de 2016 4:03 pm

    não sei se tem a ver, mas os

    não sei se tem a ver, mas os editoriais

    de o  globo da  época eram abomináveis….

  18. Maria Luisa

    18 de janeiro de 2016 4:38 pm

    Justiça de exceção

    Infelizmente viviamos então um periodo de exceção e o Estado era praticamente absoluto, com respaldos, inclusive de mesma imprensa de hoje. O que assusta no Caso Lava Jato é que estamos em plena democracia e os direitos individuais foram varridos, como se estivéssemos numa… ditadura.

    1. alfredo machado

      19 de janeiro de 2016 12:39 am

      bizarro

      Maria Luisa,

      A atual fase é prá assustar a qualquer um.

      São inúmeras prisões preventivas que se mantém por diversos meses; as condições da carceragem na PF de Curitiba a lembrar Guantánamo; a escuta ilegal dentro daquela PF, cuja apuração dos envolvidos ficou para ocorrer em 2030; a mais do que nítida intenção de sergio moro em atingir o PT e, principalmente, Lula.

      Outro fato que salta aos olhos é a quantidade de delatores em uma só Operação – já devem ser uns 30 deles, algo jamais visto no planeta, o que demonstra ampla falta de condições dos procuradores para investigar qualquer coisa; como foi divulgado recentemente, os 283 anos de punição aos delatores foram reduzidos para menos de dez anos, outro fato também certamente inédito. Desta forma, fica sacramentado para a sociedade brasileira algo que seria impensável anteriormente, delação pode ser bom negócio, viva o alcaguete ou dedo-duro ou x9, como queiram.

      Animalidades como esta se instalam em dez minutos, depois são vinte anos prá revertê-la.

      Apurar, prender, reaver o $$$ desviado, este deveria ser o objetivo dos lunáticos possivelmente paus mandados da LavaJato, mas outros interesses passaram a dominar as ações daquele grupo de pretensos justiceiros, um deles chegando a conversar com deus, é demais.

      Quando afirmaram que foram desviados R$ 6 bi da Petrobras, eu daqui disse que eles jamais identificariam aquele montante, e jamais conseguirão. A leviandade do grupo é notável, assim como é também notável o apoio da grande mídia, parte expressiva do Judiciário e da PF.

  19. chico_nenem

    18 de janeiro de 2016 9:19 pm

    DORMINDO COM O INIMIGO

    Boa noite,

    Hj, li no site do PT, q o ministro da justiça diz q manda apurar todos os vazamentos ?

     

    Mas ainda não vimos as punições para os mesmos? Será que não houve vazamentos ? Ou será q não encontraram os culpados ?

  20. Severino Januário

    18 de janeiro de 2016 11:26 pm

    O reaparecimento de Marina,

    O reaparecimento de Marina, deve ser entendido como um sintoma abortivo e não como um sintoma vitorioso do esforço golpista. Marina iria apacecer depois, e sua reestréia foi apressada. Um queimar de última salva de artilharia depois do fracasso anunciado. Mesmo que signifique promess de abertura para mais financiamento. George Soros já deve ter dado o braço a torcer. Jerieissate já deve saber de tudo isso, e agora vem dizer que a democracia é sagrada, mas Jereissate tem espectativa de futuro pessoal político, enquanto Aécio e outros não têm mais nada. O futuro de Jerieissate é tranquilo dentro de um mundo dominado por políticas sociais, ao contrário de seus colegas tucanos. E quanto à Lava Jato, depois de dar quase aniistia total aos seus delatores em troca de alguma migalha de informação que comprometa o Governo e o Parrtido dos Trabalhadores, só falta agora oferecer prêmio de miilhões para quem delatar um pouquinho que seja de algum resquício de lembrança de que Lula ou Dilma fizeram algo que a Lava Jato possa aproveitar para alimentar o golpe. Um bilhão para quem delatar Lula ou Dilma, mesmo que seja de modo mentiroso. Está na hora de dar um basta a isto.

  21. jose adailton v ribeiro

    19 de janeiro de 2016 1:03 am

    E o outro lado?

    E aos ladrões e corruptos, nada? Tem de ser diferente dos negros, pobres e putas? Os malandros do poder político e econômico merecem tratamento diferenciado? E os milhões pilhados da nação nada valem? Respostas: todas sim?

  22. Severino Januário

    19 de janeiro de 2016 1:07 am

    O objetivo de todo democrata

    O objetivo de todo democrata consciente é, antes de tudo, querer que seu país seja um país forte e independente. O contrário disso, é a teoria anti-nacional do FHC, de capitulação à hegemonia dos EUA, com alinhamento automático e submissão total, que ao fim significa graves perdas econômicas e nenhuma expectativa de poder gerar progresso independente.

  23. Severino Januário

    19 de janeiro de 2016 1:49 am

    Tudo indica que doravante a

    Tudo indica que doravante a república do Paraná vai destribuir prêmios milionários para quem, a título de delações oficiais, dê alguma pista de qualquer irregularidade cometida por Lula ou Dilma. Evidente que a fila será enorrme. É o novo programa Sílvio Santos.

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