O embaixador publicou uma nota sobre a proibição de entrada na Espanha da brasileira Denise Severo
Desejo, em primeiro lugar, afirmar que sentimos muito pelo acontecido. A sra. Severo não tinha nenhuma intenção oculta, disse sempre a verdade, agiu de boa-fé, foi clara e mostrou toda a documentação que considerava necessária para ingressar no nosso país.
Mas a polícia espanhola tampouco agiu com má intenção no caso.
Começou a comprovar os requisitos e a documentação e estimou, no exercício de suas funções, da mesma forma como faz a polícia de fronteiras no Brasil, que não procedia a entrada na Espanha.
Por que se chegou a essa situação, que, insisto, lamento profundamente? Por dois motivos. O primeiro é que a sra. Severo, apesar da sua boa vontade, não dispunha de alguns dos documentos ou comprovantes necessários.
Segundo, porque não se usou adequadamente o mecanismo previsto para esses casos, mediante a intervenção do Consulado-Geral do Brasil em Madri.
Em torno desse caso, diversos meios de comunicação têm realizado manifestações que são completamente fora de propósito.
Um caso isolado como esse não pode dar margem a qualificar a Espanha e as suas forças policiais como racistas ou xenófobas nem dizer que perseguimos os brasileiros nos aeroportos espanhóis. Além de falso, isso é ridículo.
Mais de 120 mil brasileiros residem na Espanha. Trata-se de uma comunidade bem integrada e com a qual nunca houve graves problemas de racismo ou xenofobia.
A Espanha recebeu, nos últimos dez anos, cerca de 5 milhões de estrangeiros que ficaram residindo no nosso país, e que constituem hoje 12% da nossa população, muitos deles já com a nacionalidade espanhola. Essa autêntica revolução demográfica tem-se produzido sem grandes tensões sociais.
Além disso, a Espanha, com uma população de aproximadamente 47 milhões de habitantes, recebe anualmente mais de 55 milhões de turistas. É como se o Brasil fosse visitado anualmente por 220 milhões de turistas. O leitor acredita que isso possa acontecer numa sociedade fechada e xenófoba, em que se maltrate gratuitamente o visitante?
O problema das inadmissões é algo que preocupa os governos do Brasil e da Espanha, que mantêm sobre esse assunto uma comunicação contínua e fluida.
No fim da semana passada, conversei sobre o tema com o embaixador Eduardo Gradilone, subsecretário-geral para as comunidades brasileiras no exterior. Estão em andamento, desde 2008, mecanismos para prevenir os casos, melhorar a atenção aos afetados e solucionar os erros que possam ser cometidos.
Os resultados são muito positivos, pois se constata uma redução substancial no número de inadmitidos brasileiros na chegada à Espanha: 2.842 em 2008 (1,7% dos visitantes brasileiros nesse ano), 1.994 em 2009 (1,6%) e 1.831 em 2010 (1,2%). São cifras esperançosas, mas que ainda não nos satisfazem completamente.
Para finalizar, reitero que, entre a Espanha e o Brasil, o que existe hoje são excelentes relações e grandes possibilidades de colaboração no futuro. Lamentáveis incidentes, como o da sra. Severo, não podem nem devem obscurecer essas relações entre dois governos e duas sociedades que se respeitam e que se sentem tão próximas.
Resposta ao embaixador da espanha no Brasil
Exmo Sr. Embaixador Diaraque Carlos Alonso Zaldívar
Dom Carlitos,
Desculpe a intimidade, mas vc é próprio palhaço trapalhão. Tô vendo ali no gugou que nasceu no País Basco e que nem o Partido Comunista te aguentava e te expulsou. Imagine então a opinião do ETA sobre a sua ilustre pessoa.É engenheiro aeronáutico, pro Sapateiro intimidade com avião é pré-requisito pra diplomata e, em troca de casa, comida e roupa lavada, é obrigado a pagar mico dando essas desculpas esfarrapadas, em diplomatiquês, desvinculadas da realidade.
Na sua nota afirma que “Um caso isolado como esse não pode dar margem a qualificar a Espanha e as suas forças policiais como racistas ou xenófobas nem dizer que perseguimos os brasileiros nos aeroportos espanhóis. Além de falso, isso é ridículo.”
Madre de Dios, Dom Carlitos, ou vc é muito burro ou acha que nós somos. Rin Ron pra vc também. Não só a Espanha, mas a Alemanha, de passado não muito recomendável no quesito, a Inglaterra e a França já chutaram o balde do multiculturalismo, sinônimo de “não gosto, mas aguento” e já partiram pro “negrada ao mar”. A galera da Dona Beth II, por sinal, mandou bala num terrorista brasileiro em Londres armado de uma jaqueta jeans. Tomando por este parâmetro a Denise é uma sortuda e a gente é mesmo um bando de falsos e ridículos.
Tô sabendo da importância da mão de obra barata dos migrantes pra turma da especulação imobiliária em Espanha, tem filho de amigo meu trabalhando como pedreiro na terra de Cervantes e as topadas que o pobre dá é tipo pá de moinho nazorêia, mas fala inglês e espanhol e tá arrumando as trouxas porque o trein lá desandou e a gente vai ter Copa e Olímpiadas.
Eu só não gostei desse negócio do Brasil receber 220 milhões de turistas. Vai ser doido, sô, TesconjurosCruizemcredoVaderetroSatanás, isto é motivo pra socar o pé na bunda de japa no Liberdade, judeu no Bom Retiro e libanês na 25 de março, ninguém aguenta uma desgraça dessas, é de dar no nervo do mais calmo dos mineiros e deixar paraibano mais zurêta do que já é.
Epa, já tô quase dando razão pra vc e até ficando com dó do povo mais rabugento do planeta, o catalão. Por azar,o pedreiro filho do meu amigo vive em Barcelona. É duro, véi, aguentar a gringaiada na praia com os peito de fora, a patroa do lado só na espera de um flagrante, aquele monte de retardado com camisa do seu time e de quebra, uns farofeiro todo lascado numa felicidade imensa e sem motivo.
Entendo as suas dificuldades e nessas horas vale o conselho dos mais velhos e sábios, um nobre espanhol, poliglota falante de nove línguas, conhecedor do mundo e das pessoas, que recomenda:
“Por que no te callas?”
Atenciosamente
João Aguiar
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