4 de junho de 2026

Queda do petróleo volta a afetar operações no mercado

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Jornal GGN – O mercado de ações brasileiro fechou em baixa pelo quinto dia consecutivo, por conta da piora nos pregões dos Estados Unidos e a volatilidade dos preços do petróleo. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou em queda de 1,44%, aos 38.944 pontos e com um volume negociado de R$ 5,088 bilhões.

O dia foi marcado pela divulgação da balança comercial da China. Em dezembro, tanto as exportações como as importações da segunda maior economia do planeta caíram menos que o esperado pelos analistas. Segundo informações da Agência Brasil, o resultado foi bem recebido pelo mercado financeiro porque indica que a desaceleração da China, um dos principais consumidores mundiais de produtos agrícolas e de matérias-primas, pode ser mais fraca que o previsto.

Mesmo com os dados do comércio chinês, a cotação internacional do petróleo continuou a cair. O barril do Brent fechou nesta quarta-feira um pouco acima de US$ 30, no menor nível em 12 anos. O desempenho do mercado de petróleo ocasionou a queda das bolsas de valores nos Estados Unidos e na América Latina, desacelerando a queda do dólar. Por conta da queda do petróleo, as ações da Petrobras foram um dos destaques negativos do dia. As ações preferenciais (PETR4) fecharam em queda de 4,7%, a R$ 5,27, e as ações ordinárias (PETR3) perderam 2,86%, a R$ 6,80. Já os papéis ordinários da Vale (VALE3) fecharam com baixa de 4,36%, a R$ 9, e os preferenciais (VALE5) caíram 3,03%, a R$ 7,04.

No câmbio, o dólar comercial teve o segundo dia seguido de queda, mas continuou com patamar acima de R$ 4. A moeda norte-americana recuou 0,85%, a R$ 4,011 na venda. O dólar operou em baixa durante toda a sessão. Por volta das 10h, a cotação caiu para abaixo de R$ 4. Na mínima do dia, por volta das 12h30, a cotação chegou a R$ 3,971. O ritmo de queda, no entanto, desacelerou nas horas seguintes. Nos últimos 40 minutos de negociação, a divisa voltou a ser vendida acima de R$ 4.

O mercado mostrou otimismo após a divulgação de dados mais favoráveis na China. O recente ciclo de queda da moeda chinesa, o yuan, trouxe preocupações sobre a saúde econômica chinesa e fez com que investidores evitassem colocar dinheiro em negócios de países emergentes. Hoje, o banco central da China deixou estável sua taxa referencial para a moeda.

No mercado de câmbio brasileiro, operadores avaliavam que as cotações tendem a continuar instáveis em meio ao cenário local incerto. O foco mais imediato é a reunião do Banco Central da semana que vem, com expectativa da maioria de alta de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), para 14,75% ao ano.

O Banco Central brasileiro também efetuou mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado em 1º de fevereiro, vendendo a oferta total de até 11,6 mil contratos. Até o momento, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 4,511 bilhões, ou cerca de 43% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.

Na quinta-feira, os agentes aguardam a publicação da pesquisa mensal de serviços pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), além da decisão de política monetária no Reino Unido e os dados de pedidos de seguro-desemprego semanais e o índice de preços de produtos importados nos Estados Unidos.

 

 

(com Reuters e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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